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Podia ter sido, mas não foi o Trump

20 Fevereiro, 2017

Um grupo de banqueiros, convidados para gerirem um banco público, entenderam que os salários permitidos eram baixos e que a obrigação de demonstrar o património à entrada de funções comparando-o com o momento de saída era inoportuno e pessoalmente desagradável. Esta última questão resultava da normal exigência de garantir transparência na gestão de bens públicos, como era o caso. Exigiram os banqueiros mudanças que o governo Costa Concordia prontamente aceitou de cruz. E sub-arrendou a elaboração ds respectivas alterações legislativas aos advogados desses banqueiros. O Primeiro-ministro e seu ministros assinaram por baixo. O Presidente da República, lampeiro como é seu costume, prontamente promulgou o decreto em benefício de um grupo de banqueiros e por eles directamente elaborado.

Feito o burburinho público, PM e PR deixaram cair aqueles banqueiros por já terem feito o principal, que era assegurar um plano, (qualquer um) junto do BCE.

Agora querem autoritáriamente «dar o assunto por encerrado». Não me parece de todo possível.

De ora em diante, qualquer decreto deste governo, que o Presidente promulgue, convirá verificar bem quem efectivamente beneficia, quem elaborou o mesmo, se os orgãos do Estado se os seus beneficários. Em especial se estiver relacionado com a banca. Pensavamos que já estavamos livre disso, mas pelos vistos os banqueiros continuam a ter poder sobre o governo e até sobre o Presidente e portanto há que estar vigilante. Pois quem acaba por pagar somos sempre nós.

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