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A culpa é nossa!

11 Junho, 2018

Já pararam para reflectir porque razão temos tão fraca qualidade de governantes quer em Portugal, quer no resto do Mundo? E já repararam também que além de serem medíocres agem de forma irresponsável, sem ética, sem valores, corrupta e mentirosa como se fosse algo perfeitamente normal e aceitável sem sequer se esconderem muito? A explicação para esta podridão legalizada está em nós, cidadãos. Somos os culpados porque nos deixamos manipular por eles.

A primeira defesa contra os manipuladores é a tomada de  consciência da sua existência e questionar sempre tudo o que nos dizem ou apresentam como teoria ou explicação para uma determinada situação, seja de quem for. Quando não duvidamos estamos a abrir uma porta à manipulação que, se for bem feita, toma imediatamente conta do nosso pensamento, contaminando-o. Já não somos nós a tirar conclusões mas sim através dos manipuladores que de forma subtil usam o sentimento para provocar uma reacção emocional que nos vai condicionar o raciocínio lógico. É o caso dos “migrantes refugiados” que nos aparecem em botes sobrelotados em suposto “desespero”, onde nos vendem um “resgate” que não o é, quando na verdade as ONG vão buscá-los à costa da Líbia, enquanto nem reparamos que quase não há mulheres, crianças ou idosos. Se fogem da guerra porque só vêm milhares de homens muito jovens? Pensem.

Questionar, duvidar, pesquisar enquanto houver dúvidas sobre uma determinada teoria oficial não é criar uma teoria da conspiração (se assim fosse, o MP e investigadores da PJ seriam uma organização legalizada de conspiradores). É demonstrar capacidade crítica independente. É  demonstrar força contra as manipulações governamentais que nos querem submissos e ignorantes. Os manipuladores querem que fiquemos satisfeitos com as “provas” que fabricam para nos sossegar ou levar a pensar o que eles querem e por isso sonegam informação. São os primeiros a proibir acesso a dados, a destruir prova, a censurar investigação independente e claro, a classificar como “conspiração” tudo o que sai do seu controle para descredibilizar quem faz investigação paralela.  Vejamos um exemplo em Portugal com Pedrógão Grande: Foi o não criada uma verdade alternativa dizendo que tinha sido a natureza a provocar aquela tragédia? Foi ou não verdade que impediram todos os organismos de revelar o número real de mortes? Foi ou não verdade que foi criado entraves ao acesso à informação sobre a tragédia para que fiquemos convencidos da versão oficial?  Foi ou não destruída prova na ANPC e INEM? Continuam ou não muitos mistérios por responder enquanto governo fala de “teorias de conspiração”?

Claro que este exercício não é fácil. Sobretudo se estivermos emocionalmente ligados a essas pessoas. É o caso da política quando é o “nosso” partido que governa; é o caso do futebol quando é o “nosso” clube que está a ser investigado; é o caso de um familiar ou amigo  quando é apanhado num acto ilícito. As ligações afectivas tornam-nos menos racionais. Logo, mais susceptíveis de manipulação. Colocar o coração de lado na hora de analisar uma situação, a frio, não é fácil mas também não é impossível. Para muitos será natural porque já nasceram com essa habilidade, para outros requererá treino. Contudo tem de ser feito. Porque a manipulação de massas é um facto como o descreve Noam Chomsky e todos os poderosos do Mundo a usam em seu benefício. Infelizmente para nós que não passamos de meros peões neste tabuleiro gigante prontinhos para sermos usados como lhes convém, sem olharem a meios para atingir fins.

As estratégias de manipulação de massas visam bloquear a capacidade crítica para manter o Mundo nas mãos dos poderosos do jeito que eles o idealizam: sob seu total controlo. Nós somos apenas vistos como carneiros estúpidos que eles julgam capazes de neutralizar. Despertar consciências para esta realidade é uma missão de muitos como eu que acreditam que a saída deste lodo político, desta podridão de gente nos governos  só acaba com a mudança nos cidadãos. Aprender a exigir, responsabilizar e depois condenar  e correr a ponta pé esta corja, é vital para a sobrevivência das sociedades.

A culpa é nossa, só nossa,  que aceitamos tudo o que nos é dito sem contestação, que não duvidamos nem questionamos nada. Se queremos mudança temos de  promovê-la começando desde já a mudar a forma como olhamos para os políticos, sejam eles de que partido forem. Não podemos sonhar com melhores resultados se continuarmos a insistir nos mesmos erros.

 

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10 comentários leave one →
  1. procópio permalink
    11 Junho, 2018 12:49

    Neste aspecto a geringonça actua eficientemente com o beijocas a ajudar.
    Com o grau de ileteracia e inenarrável ignorância do tuga esperem o pior.

    A estratégia da distração. Consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais.
    Criar problemas e depois oferecer soluções. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
    A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos.
    A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato.
    Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais.
    Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
    Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar.
    Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
    Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
    Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. Nos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

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  2. 11 Junho, 2018 13:00

    Republicou isto em Palhota-da-Malamala.

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  3. PiErre permalink
    11 Junho, 2018 16:05

    O Mundo está quase todo infestado pelo gramscismo que é uma ideologia marxista ainda pouco estudada em Portugal e que, de mansinho, vai dando cabo de toda a nossa civilização.
    Como diria Churchill, é uma autêntica pestilência. Não tem cura.

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  4. 11 Junho, 2018 19:19

    Em Outubro as redes sociais e a imprensa foram flagelados por um virus: “O Pinhal de Leria teve milhares de ignições no mesmo dia, foi a direita, foram os pafiosos”.

    Eu assistí a essa barbaridade, a imprensa só insinuou, as redes sociais fizeram o resto. Ainda hoje se lê essa merd@.

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  5. Lucklucky permalink
    11 Junho, 2018 20:53

    “Porque a manipulação de massas é um facto como o descreve Noam Chomsky”

    Alguém que fala em manipulação de massas e vai buscar Naom Chomsky?!
    O que é que ele tem feito ao longo deste tempo todo?

    Pol Pot era um tipo porreiro não era? Foi ensinado em França.

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  6. maria permalink
    11 Junho, 2018 21:35

    Cada texto seu é melhor do que anterior e todos eles são de excepção. Mais uma vez parabéns, Cristina. Tudo quanto escreveu hoje é a mais pura das verdades. Nós somos govenados, tal como as restantes democracias do Planeta, por bandos de criminosos políticos e traidores às respectivas Pátrias e tudo quanto desejam é o mal dos povos sob o seu poder governativo e para alcançar os seus objectivos diabólicos utilizam todos os meios, dos mais subtís aos mais maléficos.

    Os dirigentes das democracias governam os seus povos d’acordo com o Regime/Sistema por eles imposto sob legislação por si pretensamente elaborada, mas sob ordens rigorosas e controlo total do “governo mundial não eleito” (tal como o Clube dos Trezentos foi magistralmente classificado pelo patriota e político norte-americano, que sabe do que fala, David Duke). Enquanto não lhe for retirado o enorme poder que esse governo mundial detém sobre o mundo livre, este não terá a paz social nem a liberdade política que indubitàvelmente merece e lhe é polìticamente devida .
    Maria

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  7. Arlindo da Costa permalink
    11 Junho, 2018 21:54

    A culpa não é minha, pois felizmente ando a votar bem e com discernimento. E nas pessoas certas.

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  8. Rão Arques permalink
    12 Junho, 2018 08:34

    Á imagem do país passo a Passos, em Alvalade agora o Bruno é que paga as favas.
    Quem com ferros Marta, até ao lavar dos cestos é vindima.

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Trackbacks

  1. A Culpa é Nossa – PortugalGate

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