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Das incoerências coerentes

4 Agosto, 2018

Ninguém vota no Bloco por coerência. Quem vota no Bloco tem apenas um de dois motivos possíveis: desejo de miséria alheia por crer pertencer à elite imune às consequências gerais do comunismo; ou, para o caso mais comum do anónimo, puro masoquismo.

Tenho grande respeito pelos masoquistas: são pessoas que, num regime em mercado livre, têm dificuldade em encontrar sádico que lhe corresponda. Não é de estranhar que optem pelo voto, sendo que os sádicos mais populares passam a vida em promoção televisiva (e pessoas como o Daniel Oliveira até são simpáticas o suficiente para permitirem que o jornal onde escrevem possa incluir uma ou outra notícia de acompanhamento ao seu discurso para as massas masoq, como uma moldura à volta da obra de arte que define os seus limites).

Vai daí, a incoerência do Bloco não me fascina por aí além: quem julga pertencer à elite comunista está imune aos ditames do regime que promovem. No fundo, no fundo, quer o senhor Robles, quer a dona Catarina são profundamente coerentes. É que o Bloco é só mesmo isto. E não é pouco.

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18 comentários leave one →
  1. lucklucky permalink
    4 Agosto, 2018 09:17

    Querem poder sobre os outros. Foi sempre isso que atraiu as pessoas ao Marxismo.
    E o Marxismo justifica o Poder total sobre os outros.

    Um Marxista não tem sequer o conceito de limites ao poder e totalitário considera que tudo deve estar sobre controlo da política , o seu poder.

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  2. carlos alberto ilharco permalink
    4 Agosto, 2018 11:36

    Na realidade a política é como o mercado.
    Estes viram que havia um nicho interessante a preencher.
    Havia clientes.
    E portanto trataram de montar a empresa, que até agora tem tido um êxito fenomenal.
    Basta ver a lista de accionistas (uma delas) publicada por Telmo Azevedo Fernandes.
    Há imensa gente à espera de comprar acções, lugares vão aparecer.

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  3. 4 Agosto, 2018 12:09

    O povo que vota BE devia ser obrigado à frequência de um curso intensivo de economia familiar, por exemplo.

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  4. Procópio permalink
    4 Agosto, 2018 12:16

    O marxista prepara ana alcova a “organização”. Não vão ser eles os lideres a mandar a meter a malta dentro e a expulsar os senhorios e os capitalistas nefandos do casulo.
    Durante o dia distraem os lorpas com ruturas, animais domésticos, sexos inquietos.
    Dia e noite bombardeam-nos com intervenções televisivas, apoiados pelas pivots de serviço, dirigidas pelos redatores que de quando em vez as premeiam.
    Vem isto a propósito do terceiro motivo para aderir ao berloque para além do sado-masoquismo. É a mioleira.
    O meu vizinho tem um chavalo de 19 anos que lhe tem dado problemas desde que frequenta certos círculos. Contou-me da agitação, da coleção de bandeiras pretas e vermelhas espalhada pela casa, dos cinco gatos a viver na cozinha, das aberrações televisivas até altas horas da madrugada, das notas a desaparecer das carteiras, da coleção de fisgas, dos cheiros nauseabundos, das companhias alarves, dos corpos perfurados para além do local próprio, das garinas engalfinhadas a despropósito pela cama. O costume.
    O rapaz deixou de se lavar, gesticulava com palavras de ordem, emagreceu 8 kilos em pouco tempo e berrava durante o sono a ponto de acordar os vizinhos, a coisa pôs-se feia.
    Vinha eu do Procópio bem refastelado, chega o progenitor ao pé de mim e pergunta-me: “Que vou fazer a este gajo”? Eu achei gajo um tanto exagerado, mas percebi que o homem tinha chegado ao limite. “Está a ver aquela tabuleta ali em frente”?
    Apontei para um afamado psiquiatra. Carote, mas vão-se os anéis ficam os dedos, quando ficam. Felizmente o tipo é um dos adjucatários dos vereadores da câmara, lá se vai safando.
    Pai e filho lá foram. Vieram com um saco de medicamentos de lhe tirar o chapéu. Ingeriu aquilo tudo, o pai disse-me que dormiu dias seguidos. O prédio voltou à calmaria, lá se arranjou maneira de limpar os grafittis.
    Ontem vi-o na rua e perguntei: “Que tal”?
    “Não sei como agradecer-lhe, come, lava-se, até já diz coisa com coisa”!
    São estas boas acções que me oferecem uma dose não discipienda de felicidade.

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  5. 4 Agosto, 2018 12:20

    Eis mais uma prova da comunicação social comprada para promover masoquismo.

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    • lucklucky permalink
      4 Agosto, 2018 21:12

      A “comunicação social” são eles. Não são comprados. São eles.

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  6. 4 Agosto, 2018 12:26

    O MCThomaz-PR a comentar a saída do Santana do PSD. Já não consegue estar calado e partidariamente equidistante. Também, com muita hipocrisia, falsidade, mais um abraço ao P”S” e ao seu afilhado AC-DC.

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    • 5 Agosto, 2018 11:00

      Marcelo num palco a cantar a Casinha. Marcelo em Belém a fazer uma qualquer coreografia com jogadores de futebol. Marcelo de fato de banho, à beira de um rio, a comentar a (hipotética) saída um militante (Santana) do seu partido. Marcelo, a conduzir o carro e de boné à mitra na cabeça, a falar de banalidades. Marcelo etc..

      Alguém consegue imaginar Cavaco Silva a fazer uma sequer destas coisas, quanto mais todas elas?

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  7. Procópio permalink
    4 Agosto, 2018 12:31

    https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-ago-2018/interior/emigracao-de-medicos-vai-subir-para-niveis-do-tempo-da-crise-9675145.html
    Se isto continua, não vamos ter gente para os tratar.
    Será incoerente deixar sair muitos dos melhores, mas é assim que os tugas preparam o futuro com a boas ajudas de pulhíticos “coerentes”.
    Os oligarcas sabem como manipulá-los. Assim se criam espaços vazios a preencher.
    Dos puhíticos serviçais tratarão eles a seu tempo.
    Não é com gente séria que se conseguem resultados. Capisci?

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  8. JgMenos permalink
    4 Agosto, 2018 12:40

    Os valores da amizade e do amor ao próximo não são alheios à natureza humana, mas certo é que outros valores, tão humanos quanto esses, limitam e condicionam a sua aplicação.
    Sempre houve e haverá agremiações que invocam, contrariando tudo que é humano e razoável, o primado da solidariedade com os outros como norma e desígnio de vida. Mas tais agremiações sempre se fundam num qualquer misticismo que os liberta da sua condição humana, negando-a, sacrificando-a. Os actos sacrificiais que povoam os seus ritos ( a abstinência, o celibato,…) claramente exprimem o quanto sabem ser necessário contrariar a natureza.

    A comunada pegou nestes valores e teve a esperteza de os temperar: criou a par da solidariedade de classe, o ódio de classe. Determinou a solidariedade entre os desapossados de riqueza e o ódio aos detentores de riqueza.
    Os seus chefes sabem que a riqueza sempre terá que ser acumulada para que haja progresso, e vêem-se no papel de a administrar e dela usufruir com óbvio gozo e benefício pessoal.
    A tanto se reduz a ‘moralidade’ desta gente. Tudo mais é a treta que os leva nesse caminho.

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    • lucklucky permalink
      4 Agosto, 2018 21:14

      “… o primado da solidariedade com os outros como norma e desígnio de vida….”

      Diga-me onde a Esquerda pratica isso?

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  9. 4 Agosto, 2018 12:44

    Já não sei se o PNR vem a tempo de pôr Portugal na ordem…

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    • 4 Agosto, 2018 12:58

      Não me parece que sejam socialistas menos fofinhos quem tenha forma de pôr Portugal na ordem. Também não sei se Portugal deve ser posto na ordem, até porque a maioria dos portugueses que conheço são boa gente.

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  10. Procópio permalink
    4 Agosto, 2018 12:48

    De incoerência a incoerência.

    O Presidente da República “não pode nem se deve imiscuir na vida dos partidos”, começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa.
    Em tempos, começava bem mas acabava mal, agora já começa mal e acaba mal.
    “A mim o que me preocupava e preocupa é que a oposição não se fragmente de tal maneira que deixe ser ser uma alternativa de poder”.
    A frase truncada faz pensar, hábito cada vez mais em desuso.
    Quereria dizer … que a oposição se fragmente.
    Ora o que ele tem feito a mandado de alguém é justamente falsear a oposição com rio para que se mantenha a estabilidade favorecedora do saque. Alternativas nunca. A alternativa é a subordinação miserável. Neste momento dela ele é o principal responsável.

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  11. Juromenha permalink
    4 Agosto, 2018 12:50

    Suspeito que sâo um “franchising” da multinacional transatlântica ( tal como o “pablemos” do coletas aqui ao lado) , supervisionados, cá na paróquia, pelo ninho de ratos coimbrão tutelado pelo vigaristazeco do boaventura.
    Uma campanha publicitária generosamente financiada, disfarçada de “jornalismo” , escrito mas sobretudo telivisivo, faz o resto.
    Trata-se, essencialmente, de dar espectáculo , quanto mais ruidoso melhor.
    Daí os números montados pelas esganiçadas ( eufemismo de P.Arroja para o galináceo histérico do circo de S.Bento), “capitaneadas” por uma tipa que dizem ser actriz – mas que afinal também faz uma perninha , ou duas, no ramo hoteleiro ( ou afim).
    Pessoas dotadas de bom senso garantem que os elementos alegadamente masculinos da “troupe” são, afinal , esganiçadas disfarçadas – e que o mesmo se passa com a parasitagem da chamada ala esquerda dos “sucios” ( dá para ambos os lados do Caia…a trampa é exactamente a mesma…)

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  12. Vitor permalink
    4 Agosto, 2018 21:53

    Discordo um bocado desta histeria sobre o vereador do bloco. Praticamente todos os partidos (talvez com excepção do PCP), tiveram múltiplos casos de responsáveis políticos por eles eleitos que realizaram negócios ilegais, suspeitos de esquemas de corrupção, etc. Até agora o Bloco teve 1 caso deste género e o negócio nem sequer era ilegal. Simplesmente era totalmente oposto à mensagem política do vereador. A meu ver o Bloco até esteve muito bem para um partido que teve de lidar pela primeira vez com uma situação destas. Em 3 dias o vereador demitiu-se. A meu ver esta atitude deveria fazer escola e seria muito bom que os responsáveis políticos se comecem a demitir quando sobre eles recaírem suspeitas sérias de negócios ilícitos.
    Por outro lado eu prefiro e a meu ver seria mais saudável ter um Bloco de Esquerda com investidores imobiliários, pequenos empresários etc do que um partido constituído unicamente por funcionários públicos, bolseiros e artistas que não têm a mínima noção do esforço, carga de trabalho e ao risco a que os pequenos empresários estão sujeitos.

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