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Brexit | convidado: Eamonn Butler, Director do Adam Smith Institute

19 Novembro, 2018

O Blasfémias convidou o Director de um dos mais importantes e prestigiados think-tanks do mundo para partilhar com os seus leitores um texto original, escrito hoje, sobre o Brexit e a actual situação política no Reino Unido.



One reason I voted for Brexit in the UK’s referendum two years ago is that I thought it would be interesting. But I didn’t think it would be this interesting. For a start, Prime Minister David Cameron had invested so much of his reputation (and taxpayers’ cash) to secure a Remain vote that he quit next day—leaving his Conservative Party in turmoil through the leadership contest that resulted. In that lengthy process, all the main candidates messed up in one way or another, leaving only Theresa May. So the UK ended up with a leader whose abilities had not been properly tested in an election.

Mrs May is no liberal, and is a control freak. After a few months in office at 10 Downing Street, with the polls looking good, she decided to hold a snap election, hoping to give herself a bigger parliamentary majority and strengthen her Brexit negotiating hand. But her centrally-run campaign was a disaster and left her relying on the votes of the Northern Ireland pro-Unionists to get anything through Parliament at all.

With Parliament so tight, any MP who wants to exert pressure on the Prime Minister can do so, simply by saying how unhappy they are. Pro-Brexit and Anti-Brexit MPs have been doing just that, every day for the last year. So as each bit of the UK-EU agreement has been discussed and settled, the Pro and Anti forces have raised the temperature another few notches.

Now, the UK’s withdrawal agreement is supposedly complete. But the big sticking point is the land border between Ireland (an EU state) and Northern Ireland (part of the UK). The EU is terrified that goods will cross the border, untaxed, into its protectionist territory, so are insisting on a ‘temporary’ special status for Northern Ireland. That fracturing of the UK is unacceptable to the Unionists, and to very many Conservatives. And, they ask, how temporary would this arrangement be when both the UK and the EU have to agree before it is dismantled. Brexiteers fear we will never get untangled.

But they still like other parts of the agreement: UK control of its fisheries, the end to automatic free migration to the UK, the right of the UK to fashion its own laws and regulations, continued access to financial markets, and the prospect of a liberal future trading arrangement between the UK and the EU.

Still, many people on all sides believe that Theresa May’s team—many of whom have been in the thick of EU politics for decades—has been too weak in its negotiating strategy. They dislike the way the UK caved in to the EU’s insistence that it would not even talk about future trading relationships until the ‘divorce’ deal was agreed. So Theresa May is in Brussels this week trying to get solid commitments on those relations, in order to help sell the withdrawal agreement to Parliament. But MPs know that words in Brussels are cheap: they may never translate into genuine free UK-EU trade. Some suspect that Brussels is just as likely to give the UK a punishment beating instead.

The plan was to have the UK and EU finalise the withdrawal agreement at a grand Summit at the end of November—in time for legislation to be passed for the UK to leave the EU on 29 March. But that might not be feasible. Growing numbers of MPs are now saying that Theresa May has been incompetent and should step down as Conservative leader and Prime Minister. It takes letters from 48 MPs to a Party committee Chair in order to initiate a new leadership contest: 23 MPs have publicly done so, and others may have done so privately. So Theresa May could be fighting colleagues to keep her job, rather than drinking champagne in Brussels.

And because she promised MPs a ‘meaningful vote’ on any withdrawal agreement, the proposal will go to the House of Commons in the next few days. Will they pass it? Nobody knows. The Northern Ireland Unionists and a number of Conservative Brexiteers will certainly vote against. Labour Opposition MPs may also be split—but they will be tempted to cause trouble for the ruling Conservatives, given the government’s lack of a majority.

So it is quite likely that Parliament will throw out the draft agreement—or insist that Mrs May return to Brussels to re-negotiate the unpopular ‘transition’ clauses. Time will be short: a new agreement would have to be completed within three weeks. The EU has said there is no chance of a renegotiation: but is that just brinkmanship? Do they really dare risk a no-deal exit by such a large and important country? Again, nobody knows.

If Brussels did make concessions, then the revised agreement would again have to be approved by the UK Parliament—and, of course, to the other EU member states. Who knows if it would prove acceptable to all sides that time? If not, the whole cycle starts over.

For the past two years, people have asked me how I think Brexit will turn out. Every time, I have said that I have not the foggiest idea, and that anyone who claims to know is a fool or a liar. I really have no reason to change that assessment now. Indeed, we live in interesting times.

Eamonn Butler
Director, Adam Smith Institute





17 comentários leave one →
  1. Manuel Peleteiro permalink
    19 Novembro, 2018 17:29

    O meo inglês, infelizmente, é muito básico. Será que, nestes casos, não será possível traduzir a fim de eu poder acompanhar estas notícias. Obrigado


  2. 19 Novembro, 2018 17:54

    O maior problema é o comuna do Corbyn ganhar as eleições. Os conservadores estão sem força mas o Brexit parece-me perfeitamente legítimo e a médio prazo pode trazer-lhes benefícios.

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    • 19 Novembro, 2018 17:59

      Vai trazer sempre o benefício de voltarem a mandar em casa própria. Isso não é valorizável contra nenhum tipo de preço económico! Tenhamos em conta que mesmo nós por aqui estamos a ficar formatados para dar primazia a estupidezes levianas como o dinheiro contra Princípios Fundamentais como Pátria e Soberania

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      • 19 Novembro, 2018 18:35

        E relações económicas com América e todos os outros países.
        A UE não deixa precisamente por esse motivo.

        O problema é que para pagar os custos, se o comuna do Corbyn ganha eleições, espatifa aquilo.


      • 19 Novembro, 2018 18:39

        A grande questão é o mundo anglo-saxónico que nunca fui lá muito europeu.
        O problema são os nacionalismos independentistas e, claro, a City a quem a curto prazo não interessa mas que poderá ganhar mais a médio.

        A May dá ideia que é fraca e os conservadores estão mais que divididos e com a concorrência do Corbyn que há uns anos não tinha hipóteses e que agora dá ideia que as tem.

        Londres está entregue àquele mayor, não está?
        E esteve até bem com o Boris Johnson

        Eu gosto do maluco do Johnson mas nem sei se politicamente ele vale alguma coisa. Curto o estilo.


      • 19 Novembro, 2018 18:42

        Nós aqui não temos alternativa fora da UE

        Parvo é a escardalhada que é toda pelas independências da Catalunha e País Basco e mais anormalidades em nome do fantasma do franquismo e que por cá também defende a saída suicida da UE, ser contra o Brexit

        Eu até sei porque é que eles são assim contra o Brexit- porque sabem que toca na anormalidade do slogan “as fronteiras matam; toda a gente em toda a parte”.

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  3. Procópio permalink
    19 Novembro, 2018 18:19

    Se eu fosse inglês votava Brexit e sabia bem porquê. Contudo não vai haver Brexit nenhum. A UE está de pantanas e é difícil saber o que se vai seguir. Só no sítio e que se está bem.
    Esperemos que não venham todos para aqui. O espaço é pouco. Apesar da fortuna, dos progressos da economia, começam a abrir-se alguns buracos.
    “De acordo com Vera Calado, uma habitante de Borba, o mau estado desta estrada já era conhecido “há mais de seis meses”: “Esta situação não é de agora. Havia notícias de que a estrada ia ser encerrada por haver já indícios de que podia ruir a qualquer momento. Isso já se sabia há algum tempo, há mais de seis meses. Desde então que deixei de passar nessa estrada”. Suspeito que foi por causa do Passos ou do Bolsonaro ou do Trump.
    Claro que já ninguém se lembra dos 7 magníficos da JAE e da falência das Estradas de Portugal sua sucedânea. Se a memória acordasse talvez se evitasse o que vem a seguir.
    Assim ficaremos pelo fado, o nosso destino está marcado, mas poucos sabem por quem.


  4. António Calado Lopes permalink
    19 Novembro, 2018 19:01

    Sempre a mesma conversa dos ingleses. A
    culpa é da UE que não deixa o Reino Unido fazer o que lhe apetece e a UE que se adapte aos desejos de Sua Majestade. Não há paciência!


    • 20 Novembro, 2018 00:48

      Fossemos todos como UK e Bruxelas seriam escritórios de empregados ao serviço das Nações Europeias e não um bando de biltres esquizofrénicos Imperialistas que pensam que mandam na Europa toda!


  5. Vejo E Não Acredito permalink
    19 Novembro, 2018 19:46

    Um tipo que vota em determinado sentido uma questão desta sensibilidade por “achar que pode ser interessante” (sic) só pode ser um génio. Ao nível de alguns comentários aqui por cima. Chapeau!


  6. licas permalink
    19 Novembro, 2018 21:50

    Vos juro que fora eu British saberia como votar… Dado que a Rússia e a China continuam a expressarem-se em sintonia na ONU quando interessar ao comunismo aplicar veto, e como a América pode muito bem acabar por eleger um Presidente suicida, nós os Europeus, temos de ser uma força unida contrariamente so que se passa agora que chegámos ao cúmulo da vergonha ao não nos opormos a que a F.Russa conquistasse impune e descaradamente parte importante da Ucrânia (Crimeia). Urge portanto tornarno-mos uma potencia comparável aos EUA e F.R, o mais depressa possível provida de próprio exército suficientemente forte para desencorajar a quem se nos oponha.


  7. colono permalink
    19 Novembro, 2018 22:02

    as que grande BROXITE … devias fazer…. traduzir esta m**** …


  8. 20 Novembro, 2018 09:45

    Um compincha do Farage, muita garganta, análise, vontade de criar confusão, mas propostas para resolver zero…


  9. 21 Novembro, 2018 10:18

    “The EU is terrified that goods will cross the border, untaxed, into its protectionist territory, so are insisting on a ‘temporary’ special status for Northern Ireland.”

    O problema central não é os bens passarem sem ser taxados (e ele provavelmente sabe isso muito bem) – é não estarem sujeitos aos mesmos “regulamentos de qualidade” que os da UE; aliás, qualquer pessoa que passe um minuto a pensar no assunto veria que esse é o cerne da questão, porque o tal “estatuto especial” para a Irlanda do Norte consiste em a Irlanda do Norte estar sujeita à mesma regulação económica que a UE.

    Além que também é complicada acabar com a liberdade de migração e ter uma fronteira aberta na Irlanda por onde qualquer um pode passar.

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