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O socialismo arruinou os transportes públicos

19 Novembro, 2018

Numa investigação da SIC ficamos a conhecer o estado lastimoso e crítico da nossa ferrovia. Segundo essa reportagem temos:  20% da frota parada para manutenção; peças que são retiradas de uns comboios para outros; 20 locomotivas Alstone 2600 e comboios  parados nos armazéns do EMEF mas alugamos a Espanha por 11,5 milhões; que em 20 anos houve zero investimento em comboios; que dentro de 15 anos toda a frota atingirá o limite de idade; que há cada vez mais supressão de comboios e só 400 aquisições novas podem travar esta degradação. Pergunta-se: como raio é isto possível numa empresa estatal onde todos os anos são injectados milhões de euros através do OE?

Não é preciso grande esforço para entender o que está por trás desta miserável prestação de serviço público. Na verdade, a resposta até nos entra pelos olhos adentro: as empresas públicas não são geridas, são usadas.

Todos sabemos dos problemas crónicos financeiros de milhões de euros anuais de prejuízos que são cobertos com injecção de dinheiros públicos. Mas poucos questionam porque razão é assim e porque nada se faz para contrariar isso. Isto porque  a classe política teima em fazer  crer que é normal uma empresa pública ter prejuízos porque não tem fins lucrativos. Nada mais falso.

Uma empresa pública gere-se exactamente como uma empresa privada mas com uma variante: não tem por objectivo o lucro, o que não quer de todo dizer que pode ter prejuízos. Assim, embora possa e deva gerar lucros, estes têm de reverter obrigatoriamente para o melhoramento do serviço e redução de custos para o utente e não para outros fins. Dito de outra forma, uma empresa pública que tem lucros tem de o aplicar em benefício dos consumidores. Daí a razão da sua existência: melhor serviço ao menor custo para o utente, em serviços essenciais, livres de especulação. Isto em teoria.

Acontece que nenhuma empresa pública é assim. O que vemos são preços sempre a subir em troca de uma prestação de serviços cada vez mais medíocre. E os transportes públicos são dos mais flagrantes exemplos que existe.

A razão é simples: desde 1975 que o socialismo,  para engordar o número de eleitores,  alimenta a máquina do Estado com muitas empresas públicas (durante o PREC muitas foram nacionalizadas) onde depois faz muitas  contratações desnecessárias, com regalias absurdas, salários astronómicos, sem qualquer responsabilidade, com a ajuda dos sindicatos, apenas para criar o máximo de dependentes estatais e pelo caminho encher  generosamente alguns bolsos.

Só para dar uma ideia desse regabofe, a CP tem maquinistas a ganhar 50 000€/ano de acordo com a folha de salários e tem mais 195 itens que engordam a remuneração tais como: abonos de produção, subsídios fiscais, ajudas de custo e subsídio de agente único, subsídio de antiguidade. Só por se apresentarem  ao trabalho recebem mais 6€/dia, de um tal subsidio de assiduidade. Assim, os subsídios representam 54% dos encargos com salários. Mas calma, isto não fica por aqui. O tempo de escala é de 8h ou seja 40h/semanais mas em média o tempo de condução é de… 3 a 4 horas! Isto sem falar das administrações que são pagas com salários de luxo quer façam um bom ou mau trabalho na gestão. Na Carris até há  barbearia para uso privativo de todo o pessoal activo e não activo. Tanto na Carris como no  Metro e STCP, pagam-se complementos de reforma aos ex-trabalhadores para que este seja igual ao último salário. Estes complementos não têm limite (excepção da STCP) podendo um reformado com 4000€ usufruir desse acréscimo pago pela empresa. Além disto temos as baixas pagas a 100% em que a empresa paga a compensação necessária para que o empregado  receba o mesmo salário sem estar a trabalhar. A juntar a estas regalias, todos os familiares dos empregados activos e reformados (cônjuges, pais, irmãos, filhos, enteados) podem viajar  de borla. Há também remédios à borla na Carris que gozam ainda, veja lá,  30 dias de férias! Não é giro?

Ora, nestas empresas, nem mesmo a serem pagos  largamente acima da média, com condições extraordinárias, conseguem ser produtivos, não ter atrasos, não fazer greves sistemáticas por tudo e nada e sobretudo não apresentar prejuízos. Não! O que têm é sempre pouco e nunca chega. Por isso não param de exigir. Porque mesmo sem dinheiro o Estado, o “patrão”,  cobre sempre quando falta. Paga o contribuinte burro!

Acontece que uma empresa pública não pode dar nada acima dos seus recursos financeiros. Tem de gerir. E gerir não é dar tudo e mais alguma coisa para depois suprir os buracos com os impostos dos cidadãos ou empréstimos à banca, que depois nem sequer pagam.

É por isso que, só a CP, teve prejuízos de 112 milhões de euros em 2017 e até ao final desta legislatura vai receber 2,5 mil milhões do Estado.  Isto apesar de em 2015 o Estado ter injectado, nesse ano,  em empresas públicas,  um total de 2,7 mil milhões com a REFER como principal beneficiária. Como é que chegamos a esta degradação da ferrovia com tantos milhões enterrados, vindos dos nossos impostos?

Simples: essa bandeira ideológica socialista de que o Estado gere bem e dá melhores condições aos utentes, é tão falsa como dizer que o socialismo reduz a pobreza.  Socialismo só consegue gerir a riqueza dos outros enquanto houver. É um sistema parasitário que vive do “hospedeiro” até lhe provocar a morte.

Por essa razão, a CP só foi eficaz enquanto se usufruiu do que já existia, antes da nacionalização dos Caminhos de Ferro.

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27 comentários leave one →
  1. Procópio permalink
    19 Novembro, 2018 20:14

    Cristina, a senhora está inspirada.
    Junto dos transportes, temos as estradas.
    O logro das auto estradas fica para outra oportunidade.
    Lembremos do que aconteceu com a Junta Autónoma das Estradas.
    A Cristina será das poucas pessoas capaz de investigar a fraude dos sete magníficos.
    As Estradas de Portugal herdaram uma situação nebulosas. Cofres vazios e dívidas.
    Nas auto estradas é o roubo diário, passem carros ou não, graças às ppps do tempo do 44. Nas estradas vamos assistir a muitas surpresas ao longo do inverno.
    O somatório vai estar à vista de todos. Total irresponsabilidade.
    A Miséria moral precede sempre as outras misérias.
    Os juízes, é greve e mais greve, não estão em condições de julgar coisa nenhuma.
    Os militares preferem a República Centro Africana e a Bósnia, amanhã o Kosovo.
    Para o indígena atordoado, intoxicado pelos merdia, encharcado de desalento, qual é conclusão a tirar? Palmas para todas promessas do mundo.

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  2. 19 Novembro, 2018 20:25

    Veja-se a pouca vergonha dos Presidentes das Câmaras Socialisto/Comunistas de Borba e Vila Viçosa.
    Morre gente e ninguém vai preso.
    Abre os olhos Povo Português e corre com os políticos de Esquerda à varada. Não vês que a Esquerda está a destruir o país que tu construíste?

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  3. Miguel Dias permalink
    19 Novembro, 2018 22:20

    O Socialismo não arruinou unicamente os transportes públicos, arruinou – sobretudo – o País, em todas as suas vertentes.

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  4. Artista português permalink
    19 Novembro, 2018 22:55

    Bravo Cristina. Vê-se que tem fibra de pegadora de toiros e sempre em pegas de caras. Tudo arruinado porque estamos a ser governados por uma mentira. Quem manda na CP são os sindicatos e estes só protegem os “trabalhadores” que, como diz e muito bem, ganham tanto como um Director Geral. Os comunistas são aqui a burguesia, os pró-europeus, os penduras, os beneficiários directos da negligência e do laxismo. Tudo quanto há de pior neste ambiente de corrupção e compadrio. Nunca Portugal esteve tão longe da Europa, sendo a Europa a maior responsável por esta catástrofe.

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  5. procópio permalink
    20 Novembro, 2018 00:14

    O último cargo público do General Amadeu Garcia dos Santos foi o de presidente da Junta Autónoma das Estradas, no tempo do governo de António Guterres. No exercício desse cargo denunciou o caso da Junta Autónoma das Estradas, onde assinalou a existência de um profundo problema de corrupção na JAE.
    A informação sobre os últimos tempos da JAE é escassa. Importa pouco aos filósofos e aos historiadores. Houve a “preocupação” de omitir nos media dados clamorosos que levaram o Sr. General à demissão, Pessoa acima de toda a suspeita, sem ele o 25 de Abril nem era.
    Seria pedir-lhe demais. tal como a João Cravinho que levantassem o véu espesso que tudo encobre?. Declarações de João Cravinho antes de ser recambiado para Londres:
    “…havia ainda uma questão mais importante, a corrupção dentro do próprio Estado”. Ou seja, “havia permissividade entre interesse de Estado e privado”, a qual “era legal, mas era corrupção”. Estava instalada uma “prática de tráfico de influências, de captura do interesse do Estado pelos privados, que muitas vezes não atingia o director-geral, mas que era exercido pelo projectista ou por quem fazia a informação”. Ainda estariam a tempo de esclarecer muita coisa
    Esclarecidos alguns “pormenores” seríamos levados a reconhecer que também existe gente honesta por aquelas. Lamentavelmente não vamos ter esse elixir.

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  6. procópio permalink
    20 Novembro, 2018 00:15

    … seríamos levados a reconhecer que também existe gente honesta por aquelas bandas.

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  7. José Ramos permalink
    20 Novembro, 2018 00:32

    Uma demonstração simples, quantificável, qualificável e visível do Processo de Venezuelização em Curso. Não estivéssemos nós encostados à UE, como os comunistas e outros idiotas pretenderiam, e talvez invejássemos a Albânia,

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  8. Arlindo da Costa permalink
    20 Novembro, 2018 01:12

    A responsabilidade é dos portugueses que querem tudo de graça.
    E do governo de Passos Coelho que deixou aquilo ir abaixo.

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    • The Mole permalink
      20 Novembro, 2018 13:07

      Sim, já sabiamos que a responsabilidade não era do costa nem do seu governo: eles nem sabem o que é que isso quer dizer…

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  9. Perigoso Neoliberal permalink
    20 Novembro, 2018 04:42

    A Cristina mais uma vez a gritar “Iceberg, olhó icebeeeeeerg!
    O pobinho quer lá saber disso. A maioria são analfabetos funcionais que não conseguem fazer um raciocínio simples nem que disso dependesse a própria vida, vão lá entender que estão todos a ser esmifrados para que uma minoria (nada pequena) viva sob o guarda-chuva do Estado.

    Como agora está na moda as hastags, sugiro esta: #acaminhodaquarta (bancarrota, entenda-se).

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    • Andre Miguel permalink
      20 Novembro, 2018 07:33

      A caminho não, já lá estamos, só ainda passámos essa linha porque o QE do BCE dá uma ajuda. O turismo já era, estagnou e o BCE vai acabar em breve com a festa. O OE é um embuste, cativam-se verbas, porque porque simplesmente não há dinheiro.
      2011-2014 vai parecer um paraíso comparado com o que aí vem, ou acham que desta vez a troika vai no embuste? Segurem-se que o mar vai ficar bravo.

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  10. R. Cardoso permalink
    20 Novembro, 2018 10:02

    O triste mesmo é serem tão poucos os que têm os olhos abertos para toda esta “escandaleira” que é Portugal… Infelizmente, o povo colhe o que votou! Eventualmente muito terá ainda de piorar antes de finalmente haver um “abrir de olhos” geral e se limpar esta estrumeira de ponta a ponta.

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    • Andre Miguel permalink
      20 Novembro, 2018 12:49

      O povo colhe, como assim? Costa perdeu as eleições, só o PS é governo, se o BE ou PCP fizessem parte do executivo, proporcionalmente aos votos angariados, ainda tolerava, agora nestes moldes? Foi golpe ou ainda não percebeu?

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      • R. Cardoso permalink
        20 Novembro, 2018 13:25

        Estou a comentar num sentido muito mais abrangente. Em relação ao desfecho dessas eleições, na minha modesta opinião, nada mais foram do que um golpe de estado “legalizado”.

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      • Perigoso Neoliberal permalink
        20 Novembro, 2018 14:45

        Meus caros, ainda presos a isso do golpe?! Parecem os petistas a gritar “foi góupi!”, a propósito do impeachment. Além de falso (nenhuma lei do nosso sistema foi desrespeitada, regras não escritas não são leis, já é hora de metermos isso na cabeça) é contraproducente porque nos impede de entender que o que aconteceu em 2015 é uma característica do nosso sistema e não um defeito. Acordem!! A realidade é esta: temos dois blocos, um de esquerda e um de centro-esquerda. O que tiver maioria, governa. A maioria escolheu o bloco mais à esquerda, ponto final. Se querem saber, foi ótimo que tivesse surgido a geringonça. Serviu para abrir os olhinhos de muito boa gente (tenho dúvidas que tenham aproveitado essa oportunidade de aprendizagem, mas agora não têm desculpa).

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      • André Miguel permalink
        20 Novembro, 2018 22:47

        Certo, temos dois blocos, mas então porque diabos do bloco mais à esquerda só um partido está no governo? Este é o ponto: havendo um acordo pós eleições porque não fazem parte do governo o BE e o PCP?! Acha normal???

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      • R. Cardoso permalink
        21 Novembro, 2018 09:52

        O facto de algo ser legal, não o torna correcto ou justo! Até porque bem longe do correcto ou justo muitas vezes andam as leis feitas à medida neste país! Se esses “partido-fanáticos” vão conseguir abrir os olhos ou não, depois se verá! Agora, enquanto forem assim são uma “tentação” para esta “pseudo-classe” política que prolifera por aí!

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  11. 20 Novembro, 2018 11:04

    O azar da nossa ferrovia, carris, etc. é não darem lucro.
    Se dessem, estava o caso resolvido – vendido !

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    • The Mole permalink
      20 Novembro, 2018 13:12

      Não é bem assim: a Carris a TAP e o Metro até já estavam vendidos, lembra-se?
      E ainda não sabemos qunto vamos pagar por essa reversão. Não há nenhum jornalista que investigue? (Pergunta meramente retórica).

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  12. Ana Maria permalink
    20 Novembro, 2018 15:57

    A CP, desde a sua fundação, nunca foi uma empresa lucrativa. Os transportes ferroviários, desde o início e sobretudo durante o Estado Novo eram pensados como um lucro indirecto, através do serviço que prestavam ao desenvolvimento nacional, tal como os Correios. Estas duas instituições eram vistas como fundamentais para a soberania e, também por isso, tinham modelos de organização com similaridades ao Exército, que – presumo eu – não se pretende que seja lucrativo, privado ou com assembleia de accionistas (já nao digo nada…). Mas é verdade que chegou a um estado de descalabro arrepiante.
    No entanto, a análise da Cristina falha rotundamente quando fala da “nacionalização” da CP. Quando é que esta empresa foi privada? O que vimos, mais recentemente, pela mão desses inimigos que a apavoram – os socialistas – foi a privatização de muitos serviços da CP, principalmente do serviço que era o mais lucrativo, que era a exploração de mercadorias. O serviço de passageiros sempre foi deficitário. O desmantelamento da empresa através da criação de inúmeras empresinhas e empresonas (entre as quais a voraz REFER), com participação parcial ou total privada é que foi o catapulta para a falência. Estude-se! Leiam-se os relatórios de contas! Fale-se com razão e não com emoção populista e anti-estado primária!
    Caramba, convém a gente informar-se para não dizer asneiras e, em duas linhas, deixar o post todo arruinado.

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    • Cristina Miranda permalink
      20 Novembro, 2018 20:35

      Quem vai ter de ir estudar é você:
      A Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses foi a principal operadora do transporte ferroviário em Portugal. Fundada em 11 de Maio de 1860, pelo empresário espanhol José de Salamanca y Mayol, com o nome de Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses[1], tendo alterado a sua designação após a Implantação da República Portuguesa, em 5 de Outubro de 1910.[2] Na primeira metade do Século XX, passou por um processo de expansão, tendo assimilado várias empresas ferroviárias privadas, e os caminhos que ferro que tinham estado sob a gestão do Governo Português.[3] No entanto, os efeitos da Segunda Guerra Mundial, e o avanço dos transportes rodoviário[4] e aéreo[5] deterioraram de tal forma a sua situação económica que, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi necessário nacionalizar a Companhia, transformando-se numa nova instituição, denominada de Caminhos de Ferro Portugueses.

      Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses

      Logótipo da Companhia, numa automotora da Série 9300
      Razão social Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, S. A. R. L.
      Tipo anterior
      Sociedade anónima de responsabilidade limitada
      Indústria Transporte ferroviário
      Fundação 11 de maio de 1860
      Fundador(es) José de Salamanca y Mayol
      Destino Nacionalizada pelo estado português
      Encerramento 15 de Abril de 1975
      Sede Lisboa, Portugal
      Área(s) servida(s) Portugal, Espanha
      Locais Porto, Madrid
      Pessoas-chave Pedro Inácio Lopes, Roberto de Espregueira Mendes
      Antecessora(s) Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal
      Sucessora(s) Caminhos de Ferro Portugueses

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  13. Daniel Ferreira permalink
    20 Novembro, 2018 18:02

    A malta às vezes fala como se o objetivo desses mentirosos profissionais mais conhecidos como “políticos” não fosse a intencional falência de todos os ramos de atividade fazendo com que o “estado” peça €€€ aos BANCOS ad-eternum. Os BCE’s, FMI’s e afins existem com esse único propósito!!!!!!!!!!!! Acham que o Sócrates teve “azar” onde praticamente todos os projetos foram feitos para dar prejuízo ao povo? Que o FMI já não sabia que viria cá antes de ele fazer o que fez? E o que dizer do maior ladrão de PT do século XX, que a Descomunicação Social eternizou como “Pai da Democracia”, que faliu DUAS VEZES um País que tinha praticamente ZERO dívida externa e das maiores reservas de ouro do Mundo, amealhado pelo mauzão do Salazar? Abram os olhos

    TV’s -> Políticos -> Bancos -> (((gente)))

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  14. chipamanine permalink
    20 Novembro, 2018 23:15

    não ha cacilheiros mas também não ha imprensa livre estão todos capturados no passa nada!

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