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Um país em ruínas

24 Novembro, 2018

O país está todo a cair aos bocados. Esta semana foi em Borba onde 5  vítimas inocentes desaparecem num aluimento de uma estrada nacional sinalizada por 5 vezes junto do Estado  e meses depois de Galamba ter reunido com  os autarcas. Em 2001 foram 59 desgraçados que caíram do tabuleiro da Ponte Hintze Ribeiro em Entre-Os-Rios que colapsou. Em 2017, somou-se  centenas de pessoas que morreram queimadas na estrada, por falta de meios das autoridades, outras a morrer de legionella e bactérias multi-resistentes  em hospitais públicos, por falta de manutenção. Como se não bastasse ficamos a saber que esquadras, tribunais, escolas e hospitais estão em estado avançado de degradação com equipamentos obsoletos ou inexistentes, pontes, viadutos e estradas nacionais em perigo iminente. Por falar nisso, alguém já está a intervir nas fissuras da  Ponte 25 Abril depois do alerta dos engenheiros? Claro que não. Costa não sabe de nada até que morra gente.

Mas como é possível receber um país da “ditadura” sem dívidas, com 50 milhões de contos de reis nos cofres e mais de 800 toneladas de ouro, a crescer uma média de 6% ao ano, e com a maior edificação de infraestruturas de qualidade, sem orçamentos inflacionados,  em apenas 40 anos,  ter sido abandonado pela “democracia” para ser hoje uma nação em ruínas e endividada por várias gerações?

A verdade que ninguém fala porque não convém,  é que hoje se vive à custa da herança  deixada pelo Estado Novo.  Quer ver? Então prepare-se porque a lista é longa e cheia de surpresas:

  1. Construção de Bairros Sociais. (Arco do Cego; Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Bairros para Polícias).
  2. Construção do Aeroporto Internacional da Portela.
  3. Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa. (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).
  4. Construção do Instituto Superior Técnico.
  5. Construção da Cidade Universitária de Lisboa.(Faculdade de Direito, Faculdade de Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário).
  6. Construção do novo Edifício da Escola Técnica Industrial Marquês de Pombal.
  7. Construção do Liceu Filipa de Vilhena, no Arco do Cego.
  8. Construção da Escola Técnica elementar Francisco de Arruda e mais oito similares.
  9. Construção da Escola Comercial Patrício Prazeres.
  10. Construção da Biblioteca Nacional.
  11. Construção do Instituto Nacional de Estatística.
  12. Construção do  Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
  13. Construção do Edifício do Ministério das Corporações e Previdência Social (Hoje Ministério do Trabalho).
  14. Construção do Metropolitano de Lisboa. (As primeiras 20 Estações).
  15. Construção da Ponte Salazar. (Incluindo os respectivos acessos).
  16. Captação e condução, para Lisboa, das águas do vale do Tejo.(Comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques).
  17.  Plantação do Parque Florestal de Monsanto.
  18. Construção do Estádio Nacional (no Jamor) e alguns dos seus Anexos.
  19. Construção do Estádio 28 de Maio.
  20. Construção do Laboratório Químico Central do Instituto Superior de Agronomia.
  21. Construção do primeiro troço da Auto-estrada da Costa do Estoril.
  22. Construção do troço de Auto-estrada Lisboa a Vila Franca de Xira.
  23. Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.
  24. Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.(Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).
  25. Construção do Instituto de Oncologia.
  26. Construção do Hospital Egas Moniz.
  27. Assistência Nacional aos Tuberculosos.(Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).
  28. Electrificação da linha do Estoril.
  29. Exposição do Mundo Português.(Permitiu a criação da Praça do Império, hoje a Sala de Visitas de Lisboa. Nela se destacam as zonas ajardinadas, a Fonte Luminosa, o Museu de Arte Popular, o Espelho de Água e o Monumento aos Descobrimentos).
  30. Construção e regularização da Estrada Marginal, Lisboa – Cascais.
  31. Criação da Emissora Nacional de  Radiodifusão.(Incluindo a criação da unidade de Porto Alto e o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, de onde saíram muitos dos Cantores e Apresentadores portugueses de renome).
  32. Criação da Radiotelevisão Portuguesa.(Incluindo montagem das antenas retransmissoras necessárias à cobertura de todo o Território).
  33. Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP).(Incluindo a criação das Oficinas de Manutenção de Aeronaves, famosas em todo o Mundo).
  34. Construção da Nova Casa da Moeda. 
  35. Construção do Edifício Pedro Álvares Cabral. (Destinado à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Hoje abriga o Museu do Oriente).
  36. Criação da Junta Nacional do Vinho e construção do respectivo Edifício. (Hoje sede do Instituto da Vinha e do Vinho, IP).
  37. Construção do Palácio da Justiça de Lisboa.
  38. Construção do Edifício da Polícia Judiciária.
  39. Construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde Óbidos.
  40. Regularização integral do Parque Eduardo VII e construção da Estufa Fria.
  41. Construção de vários Mercados Municipais.(Dois exemplos apenas: Campo de Ourique e Arroios, este, na altura da sua construção, foi considerado o melhor de Portugal).
  42. Construção da Feira das Indústrias.(Na Junqueira; hoje Centro de Congressos).
  43. Construção do Palácio das Comunicações.(Na Praça D. Luiz. Hoje nomeado “Central Station”, está destinado ao Empreendedorismo e à Criatividade)
  44. Criação de várias Escolas do Magistério Primário(Continente e Ilhas).
  45. Construção das Escolas Primárias do Plano dos Centenários em quase todas as Freguesias do País e criação de Cantinas Escolares, adstritas a muitas delas.(Em duas décadas, 1930/1950, passou a taxa de analfabetismo, em valores aproximados, de 73% para 20,3% ; em 1957, apenas menos de 1% das crianças, em idade escolar, não recebia instrução).
  46. Criação dos Liceus Nacionais e dos Liceus Normais (Masculinos e Femininos), em todas as capitais de Distrito e dezenas de outros Liceus e Escolas Secundárias, espalhados por todo o País.
  47. Criação, ampliação e apetrechamento de cerca de quarenta Escolas Comerciais e Industriais, Escolas de Artes Decorativas e Escolas de Regentes Agrícolas.
  48. Construção da Escola Náutica Infante D. Henrique.(Em Paço de Arcos – Oeiras).
  49. Construção da Cidade Universitária de Coimbra.(Novos edifícios: Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral, Observatório Astronómico, Estádio Universitário, Complexo da Cantina onde, para além de uma excelente e moderna Cantina, se inclui a Escadaria Monumental, o Teatro Gil Vicente e as instalações da Associação Académica e ainda todo o reordenamento urbano da Alta).
  50. Construção do Hospital Escolar de S. João.(No Porto; Edifício idêntico ao do Hospital Escolar de Santa Maria, em Lisboa).
  51. Criação da Estação Agronómica Nacional.(Sacavém/Oeiras).
  52. Criação da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas.(Em Elvas).
  53. Criação do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear.(Na Bobadela – Sacavém, para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação. Portugal tornou-se, então, o 35º País do Mundo, a dispor de tão moderno equipamento científico).
  54. Construção do Aeroporto de Pedras Rubras.(No Porto – Maia, hoje ampliado e com o nome de Francisco Sá Carneiro).
  55. Construção da Ponte da Arrábida(No Porto).
  56. Construção da Ponte Marechal Carmona.(Em Vila Franca de Xira).
  57. Construção dos Aeroportos das Lajes e de Santa Maria.(Nos Açores; com comparticipação estrangeira).58) Construção do Aeroporto do Funchal (primeira fase).
  58. Construção dos principais aproveitamentos hidroeléctricos nacionais, concretizados em dezenas de Grandes Barragens.(Por exemplo os sistemas do Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere e Tejo, incluindo a construção e ampliação, por todo o território, de Subestações e da Rede Nacional de distribuição de electricidade, em todos os escalões).
  59. Construção de inúmeras Obras de Hidráulica onde se incluíram dezenas de Barragens de médio porte para regadio e, nalguns casos, também para a produção hidroeléctrica.(Incluindo a construção de centenas de km de canais de regadio, secagem de pântanos, protecção das margens e correcção de alguns cursos de rios, por todo o Território Nacional).
  60. Construção de mais de 240 Pontes e Viadutos e ainda maior número de Pontões.(Já mencionadas três pontes, itens 15, 55 e 56, mas podemos acrescentar ainda, só a título de exemplo, o Viaduto Duarte Pacheco em Lisboa, a Ponte de Santa Clara em Coimbra; a Ponte sobre o Douro em Barca d’Alva; Pontes de Entre-os Rios, de Chaves, de Santa Clara – a – Velha no Concelho de Odemira, da foz do Dão – hoje submersa, etc., etc.).
  61. Melhoria geral da rede Rodoviária Nacional.(Em 30 anos apenas, entre Estradas Nacionais, Municipais e Caminhos em construção integral – com terraplanagens, pavimentações e reparações – o País foi enriquecido com mais de 21 600 km de Vias de Comunicação).
  62. Melhoria geral de toda a Rede Ferroviária Nacional. (Renovação parcial da via e das viaturas de passageiros e mercadorias; melhoria das passagens de nível, da sinalização, das comunicações telegráfica e telefónica entre Estações e completa modernização de todas as Estações de Caminho de Ferro).
  63. Ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional(Incluindo também a melhoria geral de outros serviços de Telecomunicações: Telegrafia e TSF).
  64. Construção de cerca de duzentas Estações de Correios.
  65. Construção generalizada, por todo o País, de Redes públicas de abastecimento de água potável e Redes de saneamento.(Iniciou-se nesta época, a construção das primeiras ETAR, em alguns Concelhos).
  66. Execução de inúmeras Obras Portuárias por todo o Litoral português.(Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Sesimbra, Sines, Algarve, Madeira e Açores; menciona-se, por exemplo a construção de alguns esporões de protecção da costa, a construção e apetrechamento dos Portos de mar e Molhes, incluindo dragagens; construção de Cais, Docas, edifícios para as Capitanias, Lotas e ainda o apetrechamento dessas instalações com toda a espécie de equipamentos usados na movimentação e armazenagem portuária).
  67. Criação das Bases aéreas.(Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc. incluindo a aquisição no Estrangeiro de um vasto conjunto de aeronaves e equipamentos afins e a criação das OGMA, verdadeira escola de Mecânica fina de elevada qualidade, totalmente dedicadas à Construção e Manutenção de Aeronaves militares)
  68. Renovação da Base naval da Marinha.(No Alfeite; simultaneamente Escola Naval e Estaleiro de construção e reparação Naval onde se construíram e repararam várias dezenas de vasos de guerra de toda a espécie).
  69. Aquisição do Navio Hospital “Gil Eanes”.(O segundo deste nome, o qual constituíu um apoio inestimável à Frota Bacalhoeira).
  70. Criação das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores.(Incluindo a construção de centenas dos respectivos edifícios).
  71. Construção de novos Hospitais e Sanatórios e beneficiação dos antigos.(Apenas dois exemplos, dos muitos construídos por todo o País: a construção do Hospital Rovisco Pais – Leprosaria – na Tocha com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha, aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito; construção do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid – próximo de Coimbra – com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha).
  72. Criação e implantação do Plano de colonização interna.(Permitiu grandes desenvolvimentos agrários em várias zonas do País, quase desabitadas e improdutivas. Um exemplo: Pegões, onde se aproveitou também uma doação do benemérito Rovisco Pais. Todos os colonos recebiam gratis, para além de uma casa de habitação, terreno para cultivar, sementes, algumas alfaias agrícolas e apoio pecuniário nos primeiros anos de instalação).
  73. Construção de dezenas de Palácios da Justiça, de Casas dos Magistrados e remodelação de muitos Tribunais.
  74. Construção de diversos Edifícios Prisionais, Prisões – escola e Residências de Guardas Prisionais.
  75. Construção das Centrais Termoeléctricas do Carregado e do Funchal.
  76. Contam-se por muitas centenas, as obras de recuperação efectuadas em Castelos, Igrejas e Catedrais, Museus e outros Edifícios e Monumentos Nacionais, Parques e Jardins.(Um pouco por toda a parte incluindo, geralmente, também as respectivas áreas envolventes.De referir ainda a construção de dezenas de Estátuas, Bustos e outros Monumentos evocativos de Grandes Portugueses e Assuntos Pátrios notáveis, que hoje adornam muitos locais públicos).
  77. Construção e guarnição dos Postos de Controlo Fronteiriço e Alfandegário ao longo de toda a Fronteira terrestre e junto aos Portos de mar e Aeroportos.
  78. Construção de diversos Silos, de grande capacidade, para o armazenamento de cereais.
  79. Construção de diversos Quartéis de Bombeiros.
  80. Construção de diversos Mercados Municipais.
  81. Construção de mais de uma centena de Bairros Sociais por todo o território.
  82. Construção de mais de uma dezena de Edifícios dos Paços do Concelho e construção do edifício da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal(Complementarmente, quase todos edifícios dos Paços do Concelho existentes foram remodelados ou ampliados).
  83. Criação dos “Livros únicos” para os Ensinos Primário e Secundário.(Esta medida proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época. Mais de 60 anos passados, após a primeira edição dos três primeiros Livros de Leitura do Ensino Primário, eles continuam a ser procurados nas sucessivas edições que o mercado reclama, porque a sua inegável qualidade, os mantêm valiosos e úteis).
  84. Criação das Pousadas de Portugal.
  85. Criação da FNAT.(Hoje INATEL).
  86. Construção de diversas Colónias de Férias para crianças.(Em Viana do Castelo e na Gala – Figueira da Foz , para só citar duas).
  87. Construção do “Portugal dos Pequeninos”.(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)
  88. Construção da Creche/Infantário Ninho dos Pequeninos.(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)
  89. Construção de diversas Casas da Criança.(Espalhadas pela Região Centro e também sugeridas e apoiadas pelo Dr. Bissaya Barreto).
  90. Instituição do ABONO DE FAMÍLIA, para todos os filhos de pais assalariados.
  91. Instituição da ADSE
  92. Aplicação  efectiva e geral da Semana de Trabalho de 48 horas.
  93. Construção de vários Quartéis militares.(Por exemplo, Adidos da Força Aérea no Lumiar, Lisboa – hoje Hospital da Força Aérea, Comandos na Amadora, Caldas da Rainha, Viseu, Braga, etc.). De salientar também a ampliação e remodelação dos edifícios e apetrechamento de todos os Quartéis já existentes incluindo até, em alguns casos, a construção de habitações para Oficiais e Sargentos e suas Famílias).
  94. Desenvolvimento e apetrechamento sofisticado da Manutenção Militar, dos Hospitais Militares, do Laboratório e Farmácia Militar e também das Fábricas de Armas, Munições e Explosivos militares.(O fabrico nacional de variado material de guerra, de veículos específicos, navios para a Armada e até de aeronaves, veio permitir o desenvolvimento de capacidades e tecnologias muito avançadas para a época tornando assim possível, a exportação de produtos de alto valor acrescentado: Fábricas em Braço de Prata, Moscavide, Bracarena, Oeiras, Tramagal, Alverca, etc.).De referir aqui, igualmente, o esforço continuado, ao longo dessas quatro décadas, para melhorar e modernizar o Ensino e o Treino militar: Academia Militar, Escola Naval, Academia da Força Aérea, Navio Escola Sagres, Escolas de Pilotagem de Aviões – Aveiro, Sintra, Ota – Escolas de Fuzileiros Navais, Marinheiros, Pára-quedistas, Infantaria, Artilharia, Comandos, etc.: Vale de Zebro, Vila Franca de Xira, Mafra, Tancos, St.ª Margarida, Lamego).
  95. Acolhimento fraterno e seguro, prestado pelo Estado Português a inúmeros refugiados de guerra.(Entre os quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento e segura protecção, dotou adequadamente a Fundação que tem o seu nome, a qual tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses, há mais de cinco décadas a esta parte, nos mais diversos ramos do Saber, da Arte e da Cultura).
  96. Concessão, pelo Estado Português, de apoios diversificados a muitos dos investidores privados nacionais e estrangeiros (grandes e pequenos) que, pelas suas iniciativas, criaram ou desenvolveram empreendimentos de vulto e dos quais resultou Pão, Trabalho, Formação, Segurança e Apoio a milhares de famílias portuguesas, apoio traduzido na criação de Bairros operários, Escolas, Creches, Cantinas, Postos Médicos, Colónias de Férias, Clubes de Futebol, Serões para Trabalhadores, etc.(Exemplos de Organizações e Indústrias então criadas, desenvolvidas ou introduzidas em Portugal: Siderurgia Nacional, Cuf, Lisnave, Setenave, Mague, Sorefame, Cometna, Fundições, Carris, Duarte Ferreira – Tramagal, Indústrias de Camionagem, de Montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, Fabrico de  Pneumáticos e Componentes mecânicos para Automóveis, Sacor, Cimenteiras, Construtoras Civis, Casa do Douro, Têxteis da lã e do algodão, Confecções, Fabrico de Fardamento Militar, Curtumes, Calçado e Chapelaria, Fósforos, Cordoaria, Agro-Alimentar, Indústria Conserveira, Moagem de cereais, Nestlé, Indústria Vidreira, Indústria Cerâmica, Philips Portuguesa, Standard Eléctrica, Siemens, Efacec, Indústrias de Cabos Eléctricos e de Motores eléctricos, Indústrias do Papel, Exploração Mineira, Indústria Farmacêutica, Companhias de Navegação, Grandes empreendimentos Hoteleiros e tantas mais). (Fonte Portadaloja)

Comparando com a actualidade, constatamos que 44 anos depois da “ditadura”, temos um país que, mesmo com a herança em património e dinheiro deixado pelo Estado Novo e  milhões de euros de  apoios da  CEE,  desde a nossa adesão em 1985:  já faliu 3  vezes a caminho do tetra;  tem mais quilómetros  de autoestradas por habitante que o Reino Unido ou Alemanha para ter muitas às moscas;  fechou escolas por todo o continente para fazer o Parque Escolar que inflacionou em 450% sem estar sequer concluído; tem uma Expo 98 com milhões de prejuízo e luvas; tem um Euro 2004 com milhões de prejuízo, e também com luvas; um Metropolitano de Lisboa, Casa da Música e Casa do Cinema no Porto, Centro Cultural de Belém em Lisboa inflacionados e com luvas;  tem uma Ponte Vasco da Gama com um contrato ruinoso; não tem um TGV  mas terá de pagar indemnizações por isso; tem um aeroporto em Beja para aterrar gaivotas; destruiu de forma  massiva o tecido empresarial onde só 2 empresas têm mais de 1000 empregados quando em 1974 eram 71; destruiu o sector das pescas e agricultura; aumentou o desemprego; cobra ao contribuinte rendas colossais  de negócios suspeitos com privados;  encerrou  serviços  indispensáveis às populações isoladas e envelhecidas criadas pelo Estado Novo. Como é isto possível?

A verdade é que, com  a liberdade e democracia, chegou também os gatunos da Nação. Uma estirpe de gente sem escrúpulos, vestida de fato e gravata, que em nome da democracia se  apropriou do erário público como se fosse deles, saqueando e destruindo sem pudor.  Enquanto estes enriqueceram, o país foi emprobrecendo. Sob a falsa propaganda de que hoje se vive melhor, ficamos todos manietados a dívidas de créditos ao consumo, dívidas soberanas pagas com aumentos brutais de impostos todo os anos, salários miseráveis  e muitos subsídios do Estado que nos torna dependentes, só para lhes eternizar o poder.

Num país que está no ranking dos que mais cobram impostos, não é aceitável morrer-se por negligência do Estado só porque simplesmente este se demitiu de cuidar e proteger seus cidadãos. E se isso acontece, não é porque agora Centeno resolveu cativar mais do que qualquer outro no passado. É sim,  porque ao longo de décadas até aos dias de HOJE, ainda não se parou de roubar ao cidadão, desviando verbas essenciais vindas dos impostos, para encher os bolsos dos de sempre –  políticos, empresários, banqueiros e amigos do sistema – em detrimento da Nação.

 

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119 comentários leave one →
  1. 24 Novembro, 2018 10:23

    O Estado Novo fez tantas e tantas e mais tantas construções, enquanto uma larga faixa da população iletrada, vivia mal, de uma agricultura de subsistência de couves e uma sardinha para 5… é tudo uma questão de perspectiva.

    Mas concordo, ver um Hospital como o de Santa Maria com os anos que tem , envergonhar muitos dos novos é de grande mérito.

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    • Cristina Miranda permalink
      24 Novembro, 2018 10:29

      Para quem recebeu um País rural, quase analfabeto, na Bancarrota e numa agitação política e social tremenda, que atravessou as épocas difíceis da Guerra Civil de Espanha e da 2ª Guerra Mundial, que teve de enfrentar a Guerra do Ultramar em três frentes; que após a sua governação deixou o País sem dívidas, A CRESCER, EM MÉDIA, A MAIS DE 6% AO ANO, na última década da sua governação, que até devolveu integralmente o dinheiro recebido de empréstimo do Plano Marshal, que deixou em cofre 50* milhões de contos de réis em divisas e quase 866** toneladas de ouro nas reservas do Estado, é Obra

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      • Gonçalo Sequeira Braga permalink
        25 Novembro, 2018 17:00

        Muitos parabéns Cristina. O seu texto é formidável e arrasador. A comparação entre a II República e a III República é totalmente favorável à II República.Portugal é hoje um Protectorado da Alemanha e perdeu a independência.Temos de intervir publicamente para fazer frente aos internacionalistas mundialistas.

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    • Cristina Miranda permalink
      24 Novembro, 2018 10:34

      Outro mito é sobre o analfabetismo. Este foi largamente combatido e reduzido. Veja-se os numero de escolas pelo país todo. Contudo, leva tempo a mudar a cultura de uma sociedade que via nos miúdos uma fonte de rendimento e desvalorizava os estudos. Meus avós não andaram na escola por falta de recursos. Era por ignorância. Por se desvalorizar os estudos. Por se achar que não serviam pra nada. Já no tempo dos meus pais, essa mentalidade estava um pouco diferente e ambos fizeram a primária. Mas meus avós já não deixaram seguir por acharem que ler e escrever era suficiente.

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      • 24 Novembro, 2018 10:56

        Analfabetos disfuncionais são eles agora, todos cheios de cursos de treta.

        Informem-se do que se trata o novo 12º ano nocturno que depois até permite ir para a faculdade e nem vão acreditar.

        Aquilo resume-se a micro questionários politicamente correctos e cenas de como ir às compras.

        A sério. Tenho uma amiga que dá aulas daquela trampa (eu não conseguia vender-me a esse ponto, a não ser que fosse para fazer precisamente o contrário) e me contou.

        Teve até medo de me passar alguns dos testes por eu poder colocar a coisa online. É inacreditável.

        Mil vezes pior que a fantochada socretina

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      • Cristina Miranda permalink
        24 Novembro, 2018 11:36

        Eu conheço essa realidade. Tive uma colaboradora que frequentava esse ensino. o trabalho que teve de fazer foi… uma biografia dela própria. E passou. Meu pai com a 4 classe sabia mais que esta gente que tem hoje o 12º ano. Porque antes as escolas ENSINAVAM. Hoje, doutrinam. Não é importante adquirir conhecimentos. O que importa é ter o 12º ano para compor as estatísticas e criar a ilusão que somos um povo letrado e assegurar eleitores. Mas saem das universidades mais analfabetos que no tempo do Estado Novo.

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    • Leunam permalink
      24 Novembro, 2018 19:10

      Rão Arques

      Um excelente e verdadeiro texto de ANTOLOGIA

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    • Leunam permalink
      24 Novembro, 2018 20:31

      Sr Pedro Diniz

      Permita-me que discorde frontalmente da primeira frase do seu comentário.

      Tive a felicidade de ter tido um Avô que nasceu no último quartel do Século XIX e com ele tive oportunidade de falar muitas vezes para saber como fora a sua vida. Quando ele faleceu eu já era um rapazinho de 11 para 12 anos e já tinha feito o exame do 1º Ciclo dos Liceus que, não sei se sabe, apoiado numa quarta classe excelente, já conferia um começo de uma visão real do mundo que nos cercava.

      O meu Avô aprendeu a ler e a escrever, quase sem erros ortográficos, apenas com ocasionais lições de um vizinho que tinha alguma escolarização.

      Mais crescido, ele adquiriu o “Manual Enciclopédico” de Emílio Aquiles Monteverde, para ele uma verdadeira bíblia de consulta nas suas horas de repouso, por onde adquiriu algum conhecimento mais avançado, pois viveu sempre num lugarejo no interior centro de Portugal.

      Sempre lhe ouvi dizer que anteriormente à ida do Dr Oliveira Salazar para o Governo, muitas dificuldades passavam as famílias portuguesas; nesses tempos sim uma sardinha tinha de ser repartida por três pois não havia trabalho, havia uma enorme agitação social e os ladrões dos bens públicos eram mais que muitos, por todo o Portugal.

      Com o advento do Estado Novo, passou a haver trabalho, nas estradas, no policiamento do território e nas fronteiras, na construção civil e no caminho de ferro; isto era o que ele dizia.
      Começou a haver mais coisas para comprar, já se podia comer uma sardinha inteira e o açúcar deixou de se vender nas boticas (!) e os sapateiros e alfaiates não tinham mãos a medir…
      As dificuldades de abastecimentos voltaram mas foi no período relativamente curto da 2ª Guerra mundial, pelas razões que todos sabemos.

      Admito que em outras regiões a vida continuasse difícil mas, se miséria havia, também não havia a iniciativa de emigrar e as pessoas ficavam com fome mas inertes e sem tomarem qualquer iniciativa de melhorar a sua condição de vida, nem que fosse emigrando.

      Quanto ao segundo parágrafo, não pode falar só do Hospital de Sª Maria; leia com atenção a minha lista que a Dª Cristina Miranda teve a feliz ideia de publicar e verá o que lá escrevi sobre HOSPITAIS.

      Lamentável é que um ou mais energúmenos, pulhas e cobardes, tenham arrancado parte das letras de bronze que compunham o texto que estava escrito na lápide da inauguração solene desse Hospital Escolar em 27 de Abril de 1953 removendo o nome do Dr António de Oliveira Salazar e do General Higino Craveiro Lopes que estiveram presentes e em muito foram responsáveis por tão grandiosa OBRA e das que lhe seguiram nas mais diversas áreas da vida nacional.

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  2. 24 Novembro, 2018 10:53

    Muito bem!

    Pela primeira vez, alguém no Blasfémias liberal, tem a coragem de repor a verdade histórica e apresentar um pouco da enorme herança do Estado Novo.

    Parabéns!

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    • Cristina Miranda permalink
      24 Novembro, 2018 11:39

      Foi a Zazie, lembra-se que me abriu os olhos, lembra-se? A doutrinação existe e eu fiz parte daquele grupo que não questionava o que aprendi na escola sobre este tema. Até que a conheci aqui e percebi que havia uma história muito mal contada que fui pesquisar. Muito mais há por dizer sobre este tema. Fica para mais à frente noutras crónicas.

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      • 24 Novembro, 2018 12:12

        Foi o José do Portadaloja- à tabela. Eu vivi essa realidade mas ele tem vindo a relatá-la com factos, em recortes de jornais e revistas.
        Abraço

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    • R. Cardoso permalink
      26 Novembro, 2018 11:12

      Totalmente de acordo. Os meu parabéns à Cristina e a quem mais lhe ajudou! Finalmente… O tempo que esperei para começar a encontrar estes factos publicados de modo mais livre e acessível (“Sempre estiveram lá!!!!” – berrarão alguns “personagens”! “Demagogias…” – outros! Agora, tentem crescer com a “doutrina” que se gramou nas escolas após o 25 e depois verão “a revolta nos fígados” em sabermos que estamos a ser levados na cantiga mas, pouco podemos fazer! Quem sabe se esteja a começar agora a mudar qq coisa!?)

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  3. Rão Arques permalink
    24 Novembro, 2018 11:44

    O NOVO EST(R)ADO DA NAÇÃO (Repescado no tempo do beato Guterres)

    Até quando corja?

    -Sociedade Portuguesa hoje
    Analfabetismo funcional; in(cultura)/ignorância; apatia cívica/irresponsabilidade; ilusão/aparato/ostentação; irracionalidade/inversão de valores; indigência mental/anestesia colectiva; ensino postiço e inconsequente; autoridade tolhida e envergonhada; justiça sinuosa e selectiva; responsabilidades diluídas e baralhadas; mediocridades perfiladas e promovidas; capacidades trituradas e proscritas; sofisma institucionalizado.

    -Quês e porquês
    Maleita atávica e condicionamento manipulado pelos poderes instalados; negligência paralisante no dever de participação; vício embriagante na desculpa cómoda do dedo acusador sempre em riste. Culpar D. Sebastião, o padeiro da esquina ou dirigentes de ocasião é nossa mestria e sina nossa. Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que o actual 1º ministro em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos.

    -Receituário extraviado
    Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária. Na sociedade como nos bancos da escola, acautelar conceitos/aulas de civismo e cidadania, o que é liberdade, democracia, educação e compostura. A televisão pública como veículo que molda, não pode servir só para futebol, novelas e propaganda oficial. Não basta compor a rama, é preciso cavar a terra e aconchegar os tomates. Por hora o circo ameaça continuar, mas que o tempo (grande mestre) se encarregue de nos despertar enquanto é tempo. A nós, suporte colectivo de tragédias e façanhas, competirá sobretudo intervir responsável e interessadamente no que a todos diz respeito, não concedendo carta branca ao desbarato para o traçado do caminho, ao círculo restrito de políticos abengalados.

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  4. Leunam permalink
    24 Novembro, 2018 12:21

    Cristina Miranda e Zazie

    Foi com lágrimas nos olhos que acabo de ler os vossos escritos.

    Felizmente ainda há alguém de valor que entendeu a minha mensagem.

    Os elementos de que se a Cristina se socorreu (via o blogue “Portadaloja”) são da minha autoria, escritos por volta de 2014 e intitulados: “Quatro décadas para construir e quatro décadas para destruir Portugal
    (Duas Listas para comparar e meditar)
    e que actualizei aqui há uns tempos

    Na época em que os escrevi foram destinados a meus filhos depois de constatar que, tal como a Cristina Miranda, a Escola já não ensina mas doutrina.

    Têm hoje cerca de 20 páginas que, se dispusesse de dinheiro e tempo gostaria de distribuir aos Senhores Deputados da Nação que nunca souberam o que é TRABALHAR, ou terem pessoal sob a sua responsabilidade e passar pelas aflições de chegar ao fim do mês e não ter dinheiro para lhes pagar o salário devido aos atrasos de clientes nomeadamente o próprio Estado!

    Com pouquíssimos conhecimentos de Internet, aventurei-me na altura a enviá-los ao Blogue Portadaloja e ao “Novo Adamastor” que tiveram a amabilidade de os publicar.

    Infelizmente, passados quatro anos não estamos nada melhor por mal dos nossos pecados e dos governantes que temos.

    Se me permite, gostaria de acrescentar a Conclusão do meu escrito que resume aquilo que penso:

    CONCLUSÃO

    De 1890 a 1930, os Portugueses viveram um verdadeiro Calvário. Neste período ocorreram o Ultimatum Inglês, uma forte agitação política, o Regicídio e o assassinato do Príncipe Herdeiro, a queda da Monarquia, a implantação da República e o exílio do último Rei e da Família Real.
    Em apenas 16 anos, a República (chamada Primeira República) viu 45 Governos tomarem posse, decretou o massacre de 10 000 homens jovens na calamitosa participação na 1ª Guerra Mundial, para defender causas alheias e assistiu aos assassinatos de um Presidente da República e de um Primeiro-ministro. A terrível Epidemia da Gripe Pneumónica (120 000 portugueses mortos), a miséria, a insegurança, o analfabetismo, a emigração massiva e a Bancarrota, compõem um quadro negro de sofrimento nacional.

    Estas, algumas das principais circunstâncias que antecederam o Regime do Estado Novo.
    Este novo Regime, que perdurou por pouco mais de quatro décadas (1933 – 1974), fez renascer a Esperança aos portugueses, dada a melhoria acentuada que proporcionou ao todo nacional.

    Durante essa época conseguiu o Estado dotar o nosso País (que então se encontrava na penúria de quase tudo) dos Meios Humanos e Materiais essenciais ao seu bom funcionamento, quer pelo incremento dado ao acesso ao Ensino (veja-se o quadro do Apêndice nº 4) e à Cultura (a todos os níveis), quer pela melhoria radical dos serviços de Saúde, da Habitação, dos Meios de Comunicação, da Produção Agrícola e Industrial e da preservação efectiva do Património Nacional.
    Principais consequências: a criação de Emprego e de Riqueza Nacional.
    O cumprimento disciplinado da Lei e da Ordem produziu o esperado equilíbrio das Contas Públicas e o Crescimento Económico e tudo isto foi feito em clima de Paz e Tranquilidade Pública.
    Em resumo: este período trouxe uma notória melhoria das condições de vida ao Povo Português conforme facilmente se pode deduzir da leitura da primeira Lista que se apresentou.

    O golpe de estado de 25 de Abril de 1974 determinou o fim brusco do Regime do Estado Novo e deu início a outro período de quatro décadas que se completa este ano (2014). Neste período, já se contam os assassinatos (presumíveis) de um Primeiro-ministro e de um Ministro.
    Ao longo destas quase quatro décadas tem-se assistido, com espanto, ao desbaratar persistente de grande parte da herança material e mental, proveniente dos Portugueses da Geração anterior.

    A indisciplina e a falta de rigor na forma de governar traduziram-se, simplesmente, em três Bancarrotas e na criação de uma dívida externa astronómica, pela qual se reduziu a Nação Portuguesa a uma espécie de Protectorado.

    A recessão e/ou a estagnação no Crescimento Económico em que Portugal tem vivido, gerou enorme desemprego e a fuga para a emigração de uma grande parte da Geração Jovem (aquela na qual o País maiores esperanças depositava); o seu retorno a Portugal é imprevisível e muito improvável.

    Esta Geração Jovem deixa para trás, uma população envelhecida e empobrecida, 60% da qual vive, monetariamente, na dependência directa do Estado.
    A Taxa de Pobreza ultrapassa os 18,7 % da população e, 28 famílias declararam insolvência, em cada dia só durante o 1º trimestre de 2013.

    Tudo isto em nome duma “Democracia” e duma “Liberdade”, entretanto fictícias.
    Fictícias, porque não há Democracia sem a participação, plena e esclarecida, do Povo na escolha directa de quem o há-de governar e não há Liberdade quando o Povo não tem onde ganhar a vida e passa mal.

    Conforme facilmente se pode depreender da leitura da segunda Lista apresentada, a actual Geração Jovem vê-se arrastada numa vertiginosa descida ao Inferno, onde a Esperança não se vislumbra, situação para a qual ela não contribuiu nem é responsável e muito menos o serão as Gerações que se lhe seguirem.

    PORTUGAL ESTÁ EM VIAS DE DESAPARECER, ENQUANTO NAÇÃO LIVRE E INDEPENDENTE E ALGUÉM TEM DE SER RESPONSABILIZADO POR ISSO!

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    • José Monteiro permalink
      24 Novembro, 2018 17:18

      OK. Creio que com um pequeno erro. A Academia da Força aérea, ser posterior ao PREC, logo, do Novo Estado.

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    • R. Cardoso permalink
      26 Novembro, 2018 11:17

      Subscrevo! Os meus parabéns e bem-haja!

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  5. becas permalink
    24 Novembro, 2018 12:36

    As obras foram realizadas , normalmente sem atrasos , atualizações de custos ou corrupção . O dinheiro era nosso e a divida ao exterior não tinha parecença com a divida atual . Enfim, diferenças que os mais velhos sabem bem mas os novos com a doutrinação das escolas e das TVs não sabem .

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    • Leunam permalink
      24 Novembro, 2018 19:07

      becas

      Tudo o que escreveu é a pura Verdade. Bem haja!
      Tenho documentos onde se publicaram os valores dos custos finais de várias obras com rigor ao tostão!

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  6. Zé Manel Tonto permalink
    24 Novembro, 2018 12:54

    “destruiu de forma massiva o tecido empresarial onde só 2 empresas têm mais de 1000 empregados quando em 1974 eram 71”

    Essa é, como se diz na gíria da bola, um pontapé na atmosfera.

    O buraco que 10 trabalhadores das obras cavavam numa semana, hoje é cavado por um, num dia, usando uma escavadora.

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    • André Miguel permalink
      24 Novembro, 2018 14:52

      Portugal é o país da UE com mais pequenas e microempresas. Um exemplo da nossa miséria: a Suíça, sem mar, tem a sede do 2° maior armador (MSC) e uma das maiores empresas de perfuração de petróleo (Transocean). E depois temos palhaços que andam com a economia do mar a vender banha de cobra…

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  7. André Silva permalink
    24 Novembro, 2018 14:59

    Grande, enorme, GIGANTE Cristina Miranda.
    Com isso digo tudo, deixando (novamente) a pergunta/pedido: para quando a merecida (para a Cristina mas acima de tudo para todos nós, leitores) colaboração com o Observador? E – se puder interpor – a de Vitor Cunha. São dois dos melhores que faltam.

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  8. Maria Santos permalink
    24 Novembro, 2018 15:02

    O Estado que devia proteger os seus cidadãos, já não cumpre esse papel. Os cidadão que trabalham para o Estado, por força das chefias medíocres, incompetentes e que lá estão para se servirem dele e proteger os amigos, compadres e amantes, se sentem bem se sentem motivados a trabalhar

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  9. 24 Novembro, 2018 16:15

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    • Leunam permalink
      24 Novembro, 2018 20:58

      Zazzie

      Muito grato lhe fico a si também pela a sua iniciativa neste Postal.
      Aprecio sinceramente as suas agudas e clarividentes intervenções aqui e pelos blogues onde passo e vejo os seus textos inconfundíveis.
      Bem haja.

      Eu fui agora ao Portadaloja e verifiquei que o meu texto aparece não digo truncado mas com partes muito escuras que não permitem ser lidas.
      Não sei se é um problema temporário.

      Como seria lógico, o meu texto tem vindo a ser corrigido, actualizado e aumentado aos poucos, pois nem sempre disponho de tempo para o fazer.
      Vou burilando sempre que posso.

      Acredite que não me espanto com o que de muito bom ainda vou descobrindo no Estado Novo, que eu desconhecia e registo com agrado; o que me espanta e faz sofrer é o que de muito mau vai acontecendo à Nação portuguesa há quarenta e quatro anos para cá!.

      Apetece-me GRITAR e dar uns socos no nariz duns quantos…

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  10. isabel permalink
    24 Novembro, 2018 16:47

    Só duas pequenas notas:
    1- a divida do Estado é devida à alteração do paradigma do sistema bancário imposto pela Europa; antes, se o estado precisava de dinheiro, ia buscar-lo ao Banco de Portugal que lhe pertencia e não cobrava juros. Hoje é obrigado a pedi-lo emprestado aos bancos privados (por imposição da arquitectura do euro, o banco de Portugal também foi privatizado ) e a pagar juros, cujo nível é dependente de entidades privadas. Só os banqueiros privados têm direito a dinheiro barato emprestado pelo BCE. São eles que emprestam ao Estado à taxa de juro do mercado e depois são livres de vender essa dívida a outros bancos ou fundos de investimento nacionais ou estrangeiros que especulam sobre as dívidas que possuem como mais lhes interessa.
    Claro que um governo é suposto conhecer o enquadramento em que funciona e evitar que situações que levem privados que não controla, a especular sobre a sua dívida.
    2- a razão pela qual a corrupção impede o crescimento está relacionada com o desvio de grandes verbas para fins que são convenientes à fácil e disfarçada montagem de operações de corrupção, sendo indiferente ao corrupto o interesse que essa despesa tem para o país. É deste modo que, por exemplo, nos encontramos com uma densidade de auto-estradas absurda. Cabe lembrar que o desvio de verbas para fins eleitoralistas também tem efeito nefasto no valor da dívida ( e, a prazo, no crescimento ) na medida em que conduz ao aumento das importações e à criação de um défice da balança de pagamentos que, para ser pago, obriga ao aumento da dívida do país.

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  11. Velho do Restelo permalink
    24 Novembro, 2018 17:09

    Cristina, sejamos justos, os da “outra senhora” tinham só meia dúzia de barões para alimentar. Agora o nº é muito maior e quanto a apetite nem se fala …
    Excelente trabalho, bem haja aos vários colaboradores.
    Se o IPMA registar um pequeno sismo para os lados de Stª Comba, é a prova de que já há internet no além 🙂 .

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  12. Pável Rodrigues permalink
    24 Novembro, 2018 17:29

    Concordo integralmente com o exposto no artigo. Mas não podemos esquecer que foi Salazar que conduziu Portugal ao segundo Alcácer Quibir da nossa História:
    – O desastre da sua política colonial, que viria a despoletar o golpe ultra-reaccionário do 25 de Abril.

    .

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      24 Novembro, 2018 19:01

      A política colonial nem sequer foi um desastre. Desastre foi a intriguinha miúda das messes.

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      • Os corruptos que se cuidem permalink
        24 Novembro, 2018 19:03

        Enfim, vinha aqui felicitar a GRANDE Cristina Miranda, dei de caras com os ataques à política colonial, que é outra coisa que devia ser desmontada, e esqueci-me de deixar os meus agradecimentos por este trabalho de tributo à verdade histórica.

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      • Artista Português permalink
        25 Novembro, 2018 21:30

        Dizer que a politica ultramarina foi um desastre é mais uma das grandes mentiras em que assenta o regime. A tragédia foi a descolonização Até um dos maiores responsáveis pela mesma – Melo Antunes – o reconheceu..Veja-se a visita do Presidente de Angola, actualmente a decorrer. Se eles vêm ter connosco, não se pense que é por sermos grandes democratas e pela confiança que têm nos nossos governantes. É pelas relações entre os povos de Portugal e África e pela obra que lá deixámos. Por isso mesmo é que nunca se fez qualquer plebescito como tinha sido garantido. Uma sucessão de traições!

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    • 24 Novembro, 2018 19:29

      • Dá muito jeito que seja Salazar a ter as culpas dos Iluminados… Tem as costas largas nas ‘Estórias para Totós’ que proliferam nas Academias dos Boaventura Sousa Santos…
      • A política ultramarina estava a ter um sucesso – que os Iluminados nunca admitiram! Veja na História, onde um País com uma guerra originada por terceiros países, conseguiu ter um crescimento económico (na Metrópole e sobremaneira no Ultramar!) que nunca os Abrilinos alcançaram (mesmo com as prebendas dos Fundos europeus…). O Crescimento ocorreu num País que enfrentava uma Guerra em 3 frentes em África!
      • Não foi a Política Nacional no Ultramar que despoletou o Golpe – foram as habituais Elites Iluminadas:
      ~ O iluminadíssimo intelectual abrilino, Major Melo Antunes, vomitou esta excelsa sapiência: Qualificou a descolonização como: “O maior feito dos portugueses desde as descobertas”…
      ~ Como o especialista em terrorismo, J. Bowyer Bell, escrevia em 1972: “Na realidade, a melhor esperança para as guerrilhas de Angola e Moçambique é persistirem, manterem a pressão e ansiarem por uma mudança em Lisboa”.
      ~ “Em 1941, Franklim Delano Roosevelt endereçou uma carta ao Kremlin (carta que o Le Figaro publicou em 7/2/51) onde, a dado passo, afirmava: «… quanto à África, será preciso dar à Espanha e a Portugal compensações pela renúncia dos seus territórios ultramarinos, para um melhor equilíbrio mundial.
      Os Estados Unidos instalar-se-ão aí por direito de conquista e reclamarão inevitavelmente alguns pontos vitais para a zona de tutela americana. Será mais do que justo. Queira transmitir a Estaline, meu caro senhor Zabrusky, que, para o bem geral e para o aniquilamento de Reich, lhe cederemos as colónia africanas se ele refrear a sua propaganda na América e cessar a interferência nos meios liberais.»”
      ~ António José Saraiva:
      – «Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir».
      – “Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários»”.
      ~ «Enfrentamos generais portugueses corajosos como Caeiro Carrasco e Kaúlza de Arriaga, que nos teriam derrotado. Mas não queremos ver em Moçambique, depois da independência, esses oficiais e soldados que se renderam cobardemente, sem sequer defenderem aquilo por que morreram tantos dos seus.»
      Samora Machel, 1975.

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    • A. R permalink
      24 Novembro, 2018 21:48

      Não houve politica colonial: houve politica nacional. Angola, Moçambique, Guiné, etc eram províncias.

      O grande desastre foi a entrega das províncias ultramarinas ao imperialismo soviético: 1.5 milhões de mortos pelas políticas abrilesca de subserviência ao comunismo.

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  13. 24 Novembro, 2018 19:25

    Republicou isto em Palhota-da-Malamala.

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  14. pitó permalink
    24 Novembro, 2018 19:39

    Cristina Miranda, muito bem. Muito trabalho e bem útil.
    E, por mim, sentir a recompensa de se escrever a Verdade.
    Zazie e José também têm sido muito bons trabalhadores. O José destaca-se pela desumana colecção de artigos de jornais e páginas de livro. Terá em arquivo material maior e melhor do que o da torre do Tombo.
    Cumprimento-a e, naturalmente, aos ouros dois.

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  15. Manuel permalink
    24 Novembro, 2018 19:43

    Brilhante texto. Dá para pensar.

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  16. SRG permalink
    24 Novembro, 2018 20:08

    Não vou comentar o extraordinário texto da Cristina Miranda. Apenas para dar-lhe os parabéns pelo excelente texto. Também dar os parabéns ao Leunam, Zazie e especialmente ao José da Porta da Loja cujo blog visito quase diariamente, onde vou “beber” conhecimentos que de nenhum modo aprenderia numa Universidade. A todos o meu muito obrigado.

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  17. A. R permalink
    24 Novembro, 2018 21:51

    Só era analfabeto no Estado Novo quem tinha pais que não os mandavam à escola. A minha avó nasceu no fim do séc. 19 e sabia ler, escrever e fazer contas.

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    • 24 Novembro, 2018 22:26

      Um dos meus bisavós nem à escola foi. Teve o padre da aldeia que lhe ensinou o suficiente para, mais tarde, deixar a excelente biblioteca que ainda tenho hoje.

      Tenho cartas dele, escritas num primoroso português e coleccionou tudo. Da História de Portugal de Barcelos; às revistas artísticas Contemporânea, os principais clássicos da literatura, o Camilo inteirinho e encadernado, História da Arte e todo o tipo de fascículos que se publicavam acerca de conhecimentos científicos.

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    • 24 Novembro, 2018 22:30

      Claro que foi antes do Estado Novo que veio para Lisboa e se foi formando mas os descendentes continuaram com essa formação e trabalho independente e isto serve também para mostrar como havia mobilidade social, ao contrário do que se faz crer.

      Conheci muitos analfabetos com mais sabedoria que o novo-riquismo mediático a que hoje se chama “educação”.

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    • 24 Novembro, 2018 22:35

      O atraso científico, como o Henrique Leitão se tem dedicado a mostrar, deveu-se à extinção dos colégios dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal.

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  18. Cristiano Sousa permalink
    24 Novembro, 2018 23:18

    Descrever os problemas do país numa perspectiva tão simples e populista não é concerteza a melhor solução.
    Descrever o Estado Novo como o melhor dos mundos, não é concerteza a melhor solução.
    Descrever as grandes obras do anterior regime, não falando das dificuldades que existia no país e esquecer que grande parte das zonas rurais as necessidades básicas não eram satisfeitas, não é concerteza a melhor solução.
    Descrever que os valores da democracia e liberdade foram capturados por determinados tipos de pessoas quando o estado está a ficar degradado e decadente, não é concerteza a melhor solução.
    Somos o país que queremos, pelo menos para a maioria. Não concordar é um direito nosso, mas não podemos ocultar realidades, apenas para passar o nosso ponto de vista.

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    • Cristina Miranda permalink
      25 Novembro, 2018 17:12

      Bem, é impressão minha ou percebeu patavina o texto? Onde é que eu comparo os “dois mundos”?

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    • Cristina Miranda permalink
      25 Novembro, 2018 17:15

      O texto é claro: pergunta como foi possível RECEBER UM PAÍS sem dívida, com dinheiro e ouro, a crescer, com imensa obra feita, e 44anos depois, ter tudo a cair e cheio de dívidas!!!!! E no fim explico o porquê. É tão claro q até aleija. Por isso não venha distorcer o seu sentido

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      • Tiago Gonçalves permalink
        26 Novembro, 2018 09:50

        A diminuição da taxa de mortalidade infantil e da taxa de mortalidade materna para números irrisórios, o aumento da esperança média de vida, uma das redes eléctricas, telefone, internet mais modernas do mundo. Uma socieade 90% mais inclusa, como por exemplo a nova posição profissional da mulher…
        Enfim! É difícil ver intelectuais a defender uma ditadura de bufos, compadres, de patriarcado do mais arcaico que existiu no mundo. Uma ditadura machista e racista… Uma ditadura do portuguesinho, humildezinho, pequenino, fechadinho, emigrado no seu bidon…
        Não meus amigos! Não vivemos numa sociedade ideal, temos um divida pública mas digam-me lá quem não tem, vejam os EUA.
        Os bons costumes da outra senhora acabaram, adaptem-se. O Português Suave é agora um Português aberto ao mundo e desenvolvido…
        Os velhos do Restelo sempre foram contra os tempos diferentes, e para esse o antigamente é que era, esse antigamente pára onde, no tempo do Viriato?
        No tempo do Viriato a divida pública também não existia…

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  19. Rocco permalink
    25 Novembro, 2018 01:13

    Tudo isto é triste, porque esta “desmocracia” da treta deveria ter ido muito por cima do Estado Novo, mas é verdade… A extensa lista de obras que a Cristina coligiu dá consciência de que este estado parasita já é mais velho que o Estado Novo em 1974 e o que foi conseguido é ridículo face ao que recebeu… E se não fossem os dinheiros de Bruxelas, então… Por amor de Deus…

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  20. vccqa permalink
    25 Novembro, 2018 03:57

    Lá se sumiu mais um comentário! E já vão dois!! Vamos ver se este chega ao destino…, mas não sairá igual.

    Eis mais um texto de antologia. A Cristina não necessita de parabéns, tem-nos sempre por antecipação. Tudo quanto descreveu magistralmente é o retrato fiel do que foi política, económica e socialmente o Regime do Estado Novo. Quem o viveu sabe que é a mais pura das verdades.

    Logo após o 25/4 a população começou a levar uma lavagem ao cérebro que nunca mais parou, atingindo a sua máxima expressão na geração seguinte. Desde aí até hoje a doutrina esquerdista nunca mais deixou de ser aplicada desde a pré-primária à Universidade. Claro que tudo é feito com o contributo indispensável da intelectualidade, da classe artística e da comunicação social falada e escrita, todas vendidas ao poder (sendo materialmente bem recompensadas pelos serviços que vão prestando, mas sempre tidas debaixo d’olho não vão elas tergiversar) sem o qual inexistiriam.

    Após quatro décadas o estado miserável a que um bando de corruptos, que finge que governa, reduziu o País, prossegue imparável sem o mínimo sinal de vir a alterar-se. A população, sobretudo a camada mais velha e menos informada, já aceita toda esta desgraça como normal (não tem ela outro remédio), denotando uma total indiferença a tudo o que diga respeito à política e aos políticos. Mas pior do que tudo é não lhes importar o futuro, que se antevê negro, em que viverão os seus filhos e netos.

    Estão ainda de parabéns o Leunam e a Zazie, sem esquecer o José da PortadaLoja (de quem sou admiradora e leitora assídua, não conseguindo comentar neste seu novo Blogo por o Servidor me pedir repetidamente um novo email, facto que já fiz por três vezes sem qualquer resultado) pelo valioso contributo que têm dado ao colocarem no seu devido lugar o que foi efectivamente o Estado Novo, nunca desistindo de contraditar as atordas e brutas mentiras que os comunistas de todos os quadrantes andam a lançar desde há quatro décadas sobre um Regime e um Governante aos quais afinal tudo devem, desde a própria existência à fortuna com que quase todos eles se locupletaram e que se deveu à fabulosa riqueza que Salazar reuniu e conservou intocável nos cofres do Estado em nome dos portugueses – não retirando para si um único centavo – a quem dedicou toda a sua vida, colocando acima de tudo a defesa da Pátria e do Povo.
    Maria

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  21. 25 Novembro, 2018 10:25

    Salazar geriu as cheias de 1967 com enorme competência, nomeadamente na ocultação das notícias. Pelos vistos, ainda há palermas saudosistas que continuam enganados. Informem-se e não escrevam tantos disparates.

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    • 25 Novembro, 2018 10:47

      Mais uma mentira propagada pela esquerda.

      Estão documentadas as notícias em jornais. Não se escondeu nada. Foi tudo filmado.
      Quem inventa que se escondeu chega a ter o desplante de se basear nos filmes e fotografias da altura, sem dizer que foram sendo publicadas diariamente.

      É ir ao Portadaloja, sff em vez de perpetuar a “lavagem de memórias” à dona flunser.

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    • 25 Novembro, 2018 10:50

      Chamar “palermas saudosistas” a quem repõe a verdade,em nome de um preconceito de esquerda fóssil, não adianta muito acerca da superioridade intelectual de quem o afirma.

      Quem esconde as memórias do Estado Novo é saudosista de que utopia progressista que não tenha mais de um século no lombo e resultados catastróficos que deviam chegar para taparem a cara?

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    • 25 Novembro, 2018 10:54

      Porque é que tem de ser saudosismo ideológico o que foi factual, ponde de parte a ideologia e não é uma enorme palermice de saudosismo bacoco e preconceito apalermado, usar apenas a ideologia para esconder os factos.

      Ao menos a ideologia de esquerda pode ter orgulho nas duas coisas- factos e pressupostos que os legitimaram, não é assim?

      Ainda têm de se afirmar “republicanos e laicos”, por exemplo- só para termos uma ideia da modernidade que os legitima.

      Ou agarrarem-se a uma Constituição em direcção à sociedade sem classe- outro saudosismo heróico e garboso com pequenas chatices de milhões de mortes que foram apenas “acidentes de percurso”.

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    • 25 Novembro, 2018 11:22

      Resumindo:
      O argumento é este: todas estas obras foram más porque foram feitas por um homem mau.
      As mesmas obras até poderiam ser boas, se fossem feitas por um homem mau.

      Um dos nossos.
      Por acaso não temos nada para exemplo, mas temos o vazio da superioridade moral.

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      • 25 Novembro, 2018 11:23

        Errata: “As mesmas obras até poderiam ser boas, se fossem feitas por um homem bom”.

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    • 27 Novembro, 2018 13:23

      Fica aqui para este jovem, caso queira tirar as palas:

      http://portadaloja.blogspot.com/2017/11/

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  22. 25 Novembro, 2018 11:00

    O preconceito de esquerda é uma menoridade mental que nem consigo entender.

    Parece aquela mania corporativa de ter de projectar sempre tudo em dicotomias e deixar-se viver atrelado para “parecer bem”.

    Sempre com medo do bando. Sempre com medo de poderem ser censurados pelos kamarad@s. Sempre com vida oposta ao que defendem para a populaça. Sempre com a mania que são líderes e estão do único lado certo da História.

    E depois a história que vendem é historieta que só se sustenta em nome do fantasma do “fascismo”, do “nazismo”, do “salazarismo” de qualquer palavra espantalho.

    Assim é fácil-basta inventar um Caos para nem ser preciso afirmar uma Ordem que se deseje.

    Vivem de parasitar o medo. E sabem fazê-lo render

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  23. 25 Novembro, 2018 11:07

    Este post da Cristina Miranda foi uma cópia de informação factual. Está aí o link e a atribuição da autoria, uma vez que o José se limitou a copiar o que foi deixado na caixa de comentários.

    A Cristina Miranda mostrou muito maior liberdade intelectual precisamente por publicar uma questão que nem faz parte da “filosofia” do Blasfémias e, muito menos, da cartilha liberal.

    Basta ver como houve logo a necessidade do Telmo Azevedo Fernandes responder, por distanciamento de cartilha.

    Não perceber isto e ainda julgar-se com grande superioridade intelectual, bastando para tal apelidar de “palermas saudosistas” e mandar informar acerca de uma estupidez de patranha que o próprio nem cuidou de se informar, está a cuspir para o ar.

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  24. 25 Novembro, 2018 11:41

    Perguntei-lhe quantos foram os mortos das cheias de 1967. Não quer responder?

    Sim, o que diz são disparates. Há muitos anos que leio os seus comentários verborreicos e dispatarados. Responderei no meu blog, pois este caso é demasiado interessante para ficar numa caxa de comentários.

    Entretanto, seria simpático dizer-me quantas pessoas morreram nas cheias de 1967. Para Salazar foram 426. Concorda com este número? Não me indique fontes, diga-me que número registou na cabeça.

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    • 25 Novembro, 2018 11:46

      Está aí a resposta.

      Nem sei qual é o seu blogue. Nem estou interessada em ler nada noutro lado. E acho que isto é desconversa e perca de tempo.

      Verborreia inútil e picardia idiota demonstrou v. que a tem.
      Demasiado enfatuada para tão fraca capacidade de resposta em directo.

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    • 25 Novembro, 2018 11:49

      Salazar, sempre salazar, tudo o que foi Estado Novo resume-se sempre a esse espantalho- Salazar, salazarentos, saudosistas salazarentos.

      O que têm v.s a contrapor que possa servir de orgulho?

      O 44, os pedófilos, o grande intelectual Paulo Pedroso?
      Este palerma do Costa?
      A Geringonça?
      O PREC
      O Mário Soares?
      As grandes obras da Festa Escolar?

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    • 25 Novembro, 2018 11:52

      Devem ser as bancarrotas, com boa inspiração ideológica em direcção ao Infinito e mais além.

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  25. 25 Novembro, 2018 13:02

    Muito bem. Nas cheias de 1967 morreram 426 pessoas. Mesmo que fosse verdade, ainda seria a maior tragédia desde 1755. Não discuto fotografias em jornais, o que parece ser a grande preocupação com a reposição da verdade nas referências que enviou. Pelos vistos, é grande o regime que perde 426 pessoas em 3 dias durante umas cheias numa região do país em que as cheias eram recorrentes. Para a sua companheira Cristina Miranda, o Estado Novo parece mesmo ser uma referência no que toca à prevenção e gestão de catástrofes naturais. Se esta conclusão não é exemplo de estupidez, deve ser um caso de ignorância. Sobra ainda a hipótese da indecência, do vale tudo para tirar dividendos políticos de circunstância. Mas o mais provável é tratar-se de uma combinação de estupidez, ignorância e indecência, tudo reforçado pela convicção das cabecinhas embriagadas em teorias da conspiração e animadas pelo combate ideológico contra os patifes dos marxistas que controlam os media e o Ministério da Educação. Ganhem juízo ou vergonha, admitindo que vos sobra algum amigo capaz de vos alertar para as figuras ridículas a que se prestam.

    PS: não tenho o menor interesse em convidá-la a discutir no meu blog. Escreverei sobre o tema porque este post é das coisas mais estúpidas, ignorantes e indecentes que tenho lido. Mas não é essencial conversarmos. Até me parece sensato não o fazermos dada a divergência de opiniões e a sua tendência para disparar em todas as direcções.

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    • 25 Novembro, 2018 13:23

      V. é parvo.
      Ponto final.

      Eu vivi as cheias e sei como foram feitos os socorros e como em todas as escolas foram mobilizadas pessoas para ajudar.
      Sei que a imprensa não escondeu nada. Mostrou o que agora, em plena democracia não se mostra.

      E não sei isso à posteriori, resumido num número, como v. tristemente resume, por papaguear as demagogias da Flunser.

      As cheias foram mais tarde explicadas pelo Ribeiro Telles que até mostrou como as construções suburbanas careciam da boa da tradição popular rural que sabia escolher os terrenos.

      O que v. não sabe, nem entende, nem está interessado em perceber é que, uma coisa são obras públicas e entidades e estruturas estatais responsáveis que se comportam como absolutos irresponsáveis por andarem apenas ao tacho.

      Outra era a liberdade que o povo tinha também de construir as suas casitas, como mais tarde, em plena democracia continuaram até em pior estado nas famosas barracas.

      Ambas existiram porque nem tudo estava sob controle estatal.

      A partir do momento que tudo tem, forçosamente, de estar sob controle estatal, não é com números que se assacam responsabilidades nem com paleio de “vergonha moral” que se atira para um passado, quando bem podiam no presente embrulharem-se nela.

      Eu nem sei quem v. é e não sei se o seu blogue é assim uma coisa de serviço público famoso. Se der no telejornal, creio que também não precisaria da sua autorização mas, felizmente, nem televisão tenho.Pelo que permanecerei na ignorância de mais uma obra virtual dada ao mundo.

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      • 25 Novembro, 2018 14:28

        Se me permite, parva é a Zazie. Triplamente parva, de resto.

        A sua vivência das cheias é irrelevante e escusa de a acenar como um argumento de autoridade. Felizmente, não precisamos da sua memória facciosa para nada. Sabe-se que a sociedade civil se mobilizou, nomeadamente os estudantes universitários de Lisboa (basta ler os testemunhos de Francisco George, Helena Roseta, António Guterres, Marcelo Rebelo de Sousa, Diana Andringa, etc. ). Essas pessoas (e os bombeiros) substituíram um Estado paralisado, que demorou dias a reagir. Daí que seja grotesco – friso, grotesco – ver, na ressaca da tragédia de Borba, um texto sobre o legado virtuoso de Salazar, que a Democracia terá destruído, como se Salazar fosse um modelo do Estadista capaz de lidar com catástrofes naturais e a gestão do território. Trata-se de um daqueles exemplos em que, sendo tão fácil ter razão (é evidente que a tragédia de Borba é inadmissível num Estado de Direito e não pode ficar impune), se consegue a proeza de a perder.
        Se não percebe as contradições em que anda a chapinhar, aconselhe-se com alguém com paciência para a aturar. Na sua cabecinha, o povo construía “casitas” onde queria e isso era um sinal de saudável liberalismo, pelo que o Estado Novo não pode ser responsabilizado pela tragédia das cheias. Se não percebe o absurdo deste raciocínio, sobretudo tendo em conta que as cheias eram um fenónemo recorrente naquela região, não percebe nada. Nem nos regimes mais liberais a gestão do território é deixada ao deus-dará.
        É evidente que o Estado Novo não preveniu as cheias e não respondeu bem à tragédia. Aplicando o mesmo grau de exigência com que as tragédias mais recentes têm sido tratadas na imprensa, e que já então se justificaria (não venha outra vez com a liberdade de construir “casitas”, por favor), Salazar teria sido cilindrado pela imprensa e qualquer observador imparcial concluiria que o Estado tinha falhado. A Zazie e os seus amigos esforçam-se por demonstrar que há hoje exagero na descrição da censura com que o Estado Novo lidou com a tragédia. É possível. Mas é uma estupidez apresentar a publicação de fotos de caixões, pouco compatíveis com a sensibilidade actual, como um exemplo de que até houve menos censura então do que existe hoje. Como é uma estupidez deixar-se animar pela discussão ideológica e esfregar-me na cara um maniqueísmo a que não adiro (como se eu fosse um apoiante incondicional das teses da extrema esquerda ou da Irene Flunser Pimentel). Se não concorda, temo que seja um caso terminal de condicionamento ideológico. Que houve censura é evidente, bastando lembrar que o jornal da Juventude Universitária Católica (JUC), que até 1967, dada a ligação à Igreja, era livre, depois de relatar as cheias passou a ir à censura. Ou recordar os telegramas que iam chegando às redacções: «Gravuras da tragédia: é conveniente ir atenuando a história. Urnas e coisas semelhantes não adianta nada e é chocante. É altura de acabar com isso. É altura de pôr os títulos mais pequenos»; «Gravuras da tragédia: é conveniente ir atenuando a história. Urnas e coisas semelhantes não adianta nada e é chocante. É altura de acabar com isso. É altura de pôr os títulos mais pequenos», etc. E quanto ao número de mortos, há boas razões para acreditar que a estimativa oficial não está correcta, mas prefiro ficar por aqui.

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    • 25 Novembro, 2018 13:31

      O que v.s não entendem- e no v.s incluo muita gente para além das tribos- incluo algo que é geracional- é que o Estado Novo não politizava tudo, nem tinha propriamente uma ideologia.
      Agora tudo é política, até tretas caninas e tudo passou a considerar-se moral ou imoral em função de uma tribo ideológica e não de valores propriamente morais.

      O TAF ali em cima caiu no mesmo disparate. Diz que é pelo utilitarismo economicista que se consegue um forte sentido moral social.

      Ora a moral sempre foi e será uma questão para lá do aproveitamento utilitário. E o Estado Novo tinha propaganda sim, muita, em torno de um nacionalismo, mas também se sujeitava a um sentido moral ancestral baseado na tradição cristã.

      E é por isso que não censurava o que hoje se censura e encomenda logo estatísticas de popularidade para aferir do resultado do desleixo.

      A imprensa era livre, mais livre que hoje em dia, no que tocava a mostrar e documentar todas as verdadeiras realidades que aconteciam no país real.

      Porque as pessoas tinham mesmo um forte sentido moral que não estava controlado por qualquer utilitarismo nem dividendos políticos.

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  26. 25 Novembro, 2018 13:35

    Quanto à “combinação de estupidez, ignorância e indecência” procure-a v. na roupa interior que mais parece queer que outra coisa, pelo histerismo galináceo como se exprime.

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  27. 25 Novembro, 2018 13:54

    Quanto à questão de Borba nem comentei. Antes pelo contrário, mostrei no primeiro post da HM que, na altura da queda da arriba da praia Maria Luísa, se tinha atirado aos mortos em nome do nanny state

    Genericamente penso que a contradição que se vive é mesmo essa.

    Por um lado o povo cada vez mais desapegado de cuidar do que o rodeia, lembrando-se apenas de se queixar às “entidades responsáveis”; por outro as entidades cada vez mais irresponsáveis a cuidarem da sua barriga.

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  28. Leunam permalink
    25 Novembro, 2018 14:38

    Parabéns Zazzie, por todos os seus excelentes comentários.

    Eu gostaria de saber escrever assim.

    Por isso, acho que qualquer frase sua é mal empregada neste tótó.

    Como diz o nosso Povo, “São pérolas a porcos”.

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  29. 25 Novembro, 2018 14:47

    Se eu quiser ler prosa liberal, não leve a mal, mas creio que conheço autores mais capazes do que a Zazie. O seu branqueamento do Estado Novo, no caso das grandes cheias, é absolutamente grotesco na sensibilidade, na falta de inteligência e na manipulação da informação. Enfim, podemos continuar a trocar insultos, mas creio que isto se está a tornar aborrecido e pouco informativo.

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  30. 25 Novembro, 2018 15:12

    Com Dianas Andringas e tant@s amig@s do género, de facto, nem merece a pena ler o resto que escreveu. Escolha as fotos que mais lhe aprouver, ou use apenas os números, sem recortes porque os bons documentários da actualidade são sempre a posteriori os que se prefere.

    Goodbye. Embru-lhe-se nos seus “factos” e nas suas entidades público-privadas, mais responsabilidades políticas à escolha.

    Azar o seu é que eu não sou autora de nada. Nunca publiquei nada acerca disso. Comentei apenas nos locais citados. E sei que a Flunser é uma falsa historiadora, que manipula memórias para apenas salvar o bom do comunismo.

    Em tudo. Até quando se dá ao trabalho de recolher exemplos históricos dos campos de concentração nazis a par do Tarrafal se esquece dos russos e dos da Alemanha de Leste.

    Se lhe interessasse assim tanto o tema e com tantos argumentos de amig@s que tem na manga, podia refutar os factos no local de onde os copiei- no Portadaloja.

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  31. 25 Novembro, 2018 15:15

    Reparei aí que o legado de Salazar foi destruído pela Democracia.

    Bem me queria parecer que hoje é o dia em que se comemora o PREC

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    • 25 Novembro, 2018 15:18

      Deve ser por isso que usou o Nós Majestático- “nós não precisamos das suas memórias para nada”.

      Que bom. Deve ter sido um tanto complicado o número de contorcionismo para poder teclar esta frase ao mesmo tempo que dialogava com o mini-me mais abaixo.

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  32. 25 Novembro, 2018 15:48

    O mais engraçado nesta malta que não viveu um passado mas depois apelida de facciosos os que viveram e relembram factos, é que parece que nem tiveram mamã e papá a quem perguntar como foi.

    A família é apenas a ideológica- vá de desenrolar o lençol da parentela da Andringa maoista democrata à Flunser comunista-antifassista.

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  33. 25 Novembro, 2018 16:20

    Não sei se o seu problema é de analfabetismo funcional ou se gosta tanto de se ouvir que não se dá sequer ao trabalho de ler o que o interlocutor escreve. Segui os links que disponibilizou e procurei entender os seus comentários múltiplos e desconexos, mas a paciência tem limites. Não vale a pena explicar-lhe uma vez mais que não está a falar com um apoiante do Bloco e que a caricatura que traça não faz qualquer sentido. Tente sair do maniqueísmo em que se enterrou. À boa maneira liberal, é algo que depende apenas de si.

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    • 25 Novembro, 2018 16:39

      Então estou a falar com quem?

      V. acha que está a falar com uma liberal;

      Eu, pelo pouco que li aqui, acho apenas que estou a falar com um complexado de esquerda.

      E um complexado demagógico, que salta o que não lhe interessa e que depois faz name- dropping da tribo para uma questão que podia resolver em casa.

      A questão base do seu erro é que partiu de uma comparação errada.

      V. comparou construções populares e uma catástrofe natural; com obras públicas, feitas pelo Estado ,com entidades nomeadas e pagas para as supervisionarem.

      A catástrofe de 67 aconteceu em locais semi-legais, ou nas margens das obras sociais do Estado e não foi escondida como o caso de Pedrógão nem branqueada com pagamentos de estatísticas de popularidade como este labrego do Costa fez.

      Eu nem me pronunciei muito acerca de Borba porque se mistura com Entre-os-Rios e até com a queda da Arriba.

      Em todas existem entidades que deviam fiscalizar mas não são da mesma ordem de falta de actuação de órgãos estatais.

      O que eu comentei neste post foram mesmo essas excelentes obras do Estado Novo que negam em absoluto o miserabilismo que se faz crer e que não são invalidadas nem por uma posterior democracia ou pela dita falta dela na altura.

      Isso são questões diferentes.
      Pode-se mudar de regime sem destruir o que não precisa de ser destruído.

      Quando se acha que se tem de destruir tudo,. faz-se uma revolução e auto-considera-se um revolucionário

      V. tem vergonha de parecer ser uma coisa e acaba por não ser nem carne nem peixe- afirma-se por oposição a uma caricatura dos outros, para esconder a tibieza em que se encontra.

      E depois, tem o desplante apalermado de dizer que é em nome da Democracia.

      Serve sempre para tudo, falar-se na democracia a despropósito é carta-branca para apelidar os outros de “fassistas”.

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  34. Viriato de Viseu permalink
    25 Novembro, 2018 16:50

    A CRISTINA neste artigo atingiu o seu “PICO DE FORMA”. Ainda estou a aplaudir de pé!!!
    Para os seus Pais vai o meu muito obrigado por a terem gerado!!!

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  35. 25 Novembro, 2018 16:51

    A sua cretinice é armar-se em pavão, chamar estúpidos aos outros, tratar-se por um nós majestático e depois cacarejar que nem uma galinha e não dar uma para a caixa.

    Sem name-dropping não existia. Deve ter nascido dos trapos, como os ratos. Nem na família confia para saber como foram factos que aconteceram e que não viveu.

    Mas facciosos são os que relatam, recordam e acompanham os relatos sem outra intenção que repor memórias que a escardalhada complexada teima em apagar.

    O caso das cheias de 67 apareceu nos jornais para contrapor ao fogo de Pedrógão. Foi por isto e com uma finalidade de branquear uma vergonha.

    E sim. O caso de Pedrógão também não se mede pela área ardida. Mede-se pelos boys que nada fizeram e que foram para cargos de protecção e não protegeram.
    Mede-se pelo enorme número de pessoas que morrem praticamente todas numa única estrada.

    E isto é tão óbvio que acabou mesmo por dar origem ao mais que legítimo processo jurídico e indemnizações, para além de processos a culpados.
    Não se ficou só pela triste figura do Costa. Mas os jornais só se lembraram de ir buscar, mais uma vez, o Salazar.

    Tal como v. fez aqui.

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  36. 25 Novembro, 2018 17:02

    Leia o que escrevi. Pode continuar a distorcer a informação, mas é má estratégia pôr-me a dizer o que não disse, como o seu “tem o desplante apalermado de dizer que é em nome da Democracia”. Pode indicar-me onde encontrou essa passagem? Tente responder antes de me enviar mais uma enxurrada de comentários caóticos.

    Quanto a insinuações de tibieza e falta de coragem entre pessoas que assinam sob pseudónimo, espero que se aperceba do ridículo. Mas coragem para quê? Para parecer boçal, idiota e aldrabão na defesa do Estado Novo? Longe de mim querer beliscar a sua auto-estima, mas coragem é outra coisa.

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    • 25 Novembro, 2018 17:33

      Tibieza ideológica. Ficou logo todo melindrado a dizer que nem é apoiante do Bloco.

      Democracia foi v. que veio com essa imbecilidade de opor os democratas aos “salazarentos saudosistas”.

      Nem se enxerga.

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  37. 25 Novembro, 2018 17:31

    Sob pseudónimo?

    V. chama-se Eremita?
    Conhece-me de algum lado?

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  38. 25 Novembro, 2018 17:36

    Eu acho que não fiz caricatura alguma. Algo me diz é que lhe acertei em cheio.

    Para precisar de chamar tantas vezes estúpida e analfabeta funcional e branqueadora do Estado Novo e salazarenta, então aposto que lhe tirei o retrato à primeira.

    Raramente falho.

    Armou-se aos cucos e nem se deu conta que a tragédia das cheias de 67 não aconteceu em nenhuma obra pública do Estado Novo.

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  39. SRG permalink
    25 Novembro, 2018 17:56

    Zazie, não perca tempo com indivíduos formatados pela enxurrada abrilesca. Esta gente não tem a noção do problema geracional que estão a criar. A troco de nada, os vindouros serão as vítimas deste desajustado tempo de utopia que está a ser criado, e que infelizmente não se antevê o milagre da multiplicação dos pães que estão sempre apregoar. Tristes tempos estes, em que nas Universidades apenas se ensina demagogia política e adulteração da história. Lamentável

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    • 25 Novembro, 2018 18:00

      Não têm a noção mas têm o desplante, os megafones e o Poder.

      Só por coisas

      Se era para não perder tempo mais valia que se tivesse provado o veneno por inteiro em vez de semi-travar no 25 de Novembro

      (até rimou).

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    • 25 Novembro, 2018 18:03

      A escardalhada manda. E manda nos media desde os anos 60. No Portadaloja pode-se constatar esta verdade.

      A escardalhada manda pela intimidação das palavras espantalho e da eterna acusação de tudo o que lhes escapa à “noite negra do “fassismo”

      Esta porcaria da superioridade moral que depois se esconde debaixo das saias da democracia, quando tudo o que queriam era ditadura mil vezes pior, tem de ser desmontada.

      Porque quando fazem que nem são comunas, são xuxas que os ampararam e amparam.

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  40. 25 Novembro, 2018 17:58

    Eu não preciso de branquear ou deixar de branquear um passado de Portugal.

    Posso é presentemente fazer um balanço e achar que o Estado Novo teve coisas bem melhores que estes últimos 44 anos.

    E isso não se deve a um ter sido ditadura e outro ter sido democracia.
    Deve-se a que “ditaduras há muitas” e “democracias idem” mas a destruição concreta que a comunada fez do que de bom havia no Estado Novo é a principal responsável pelo estado de “servir à mesa”em que nos encontramos.

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  41. 25 Novembro, 2018 18:16

    A Zazie acha muita coisa, já se percebeu. E tem-se em grande conta (“raramente falho”, etc.), também já se percebeu. Ainda bem, pois prezo a felicidade. Mas repare: não sei se a Zazie é pouco inteligente, apenas frisei que o argumento que usou é estúpido. Como há pessoas inteligentes que têm tiradas estúpidas, não vale a pena meter o ego nesta discussão e inventar insultos pessoais. De resto, a inteligência é uma qualidade sobrevalorizada, não se melindre tanto. Ora, isentar o Estado Novo de responsabilidades nas grandes cheias por ter dado ao povo a liberdade de construir casitas é muito estúpido, lamento. E acabou de se enterrar ainda mais ao escrever que as cheias de 67 não estão associadas a nenhuma obra pública do Estado Novo, quando o problema foi de ausência de planeamento do território. Lamento, não queria armar-me mais ao cucos mas enquanto continuar a escrever parvoíces não me deixa alternativa. Encare isto como um treino para quando tiver de discutir a sério com algum marxista, porque aqui só lhe dão palmadinhas nas costas e acaba por baixar a guarda.

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    • 25 Novembro, 2018 19:38

      Ausência de planeamento do território”

      AHAHAHAHAH

      Grande tirada!
      Deviam até ter terraplenado tudo o que era local que já tinha gente, e fazer gente e país de novo, para estar planeado.

      De certo modo, v. acaba de resumir numa frase toda a origem de uma utopia de engenharias sociais- planeamento do território”.

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    • 25 Novembro, 2018 19:41

      Começou com o Salazar a usar todos os meios para encobrir a tragédia das cheias e acaba com a “ausência de planeamento do território”

      Espero que tenha recortes fidedignos da Andringa e maila Flunser. Ou do Guterres e quiçá do Costa que nem se percebe porque ficou de fora do bom do name-dropping

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  42. 25 Novembro, 2018 18:53

    Eu limitei-me a responder ao comentário com que entrou aqui:

    “Salazar geriu as cheias de 1967 com enorme competência, nomeadamente na ocultação das notícias. Pelos vistos, ainda há palermas saudosistas que continuam enganados. Informem-se e não escrevam tantos disparates.”

    Mostrei-lhe a “ocultação de notícias com as notícias publicadas logo nos jornais e em revistas.

    V. saltou desse entalanço em que ficou, pedindo números.

    Quando lhe pespeguei novamente com o facto de nem serem obras públicas e de serem construção popular e que a tragédia não foi escondida pois até jovens dos liceus foram levados a ajudar (vivi isso na minha escola) como é que respondeu?

    Respondeu dizendo que “nós não precisamos das suas memórias” porque nós temos as memórias à Andringas domocratas e recortes de jornais não são nada.

    Que é que quer que se retire daqui?

    Que em qualquer parte do mundo sempre que existem tragédias há responsabilidade governamental?

    Óbvio que há

    A questão é para que é que precisam de vir com o espantalho do fascismo para legitimarem a irresponsabilidade do presente.

    Porque agora os meios são muitíssimo maiores. As instituições e organizações pagas para tomar conta, são a granel, quem governa anda a votos, e tanto que anda a votos que mete a moral na popularidade, nem que seja pagando-a a agência.

    È esta a diferença.

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  43. 25 Novembro, 2018 18:55

    Ah, e respondi-lhe no plural porque v. se tratou no plural.

    Quem são v.s , não sei. Dei o palpite que o “grupo” fica ligeiramente abaixo do umbigo

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  44. 25 Novembro, 2018 19:04

    O Estado Novo não deu nem deixou de dar liberdade ao povo de construir casitas.

    Caso não entenda, as pessoas sempre construíram casas para viverem. E construíam-nas de diferente forma, de acordo com a tradição e sabedoria aprendida.

    Sucede, como o Ribeiro Telles mostrou (e está online no youtube) essa sabedoria tende a perder-se ao sair-se do local mais antigo.

    Uma via pública com responsáveis camarários que tinham alertas para o perigo de derrocada ou uma ponte, têm outro grau de responsabilidade que um terramoto, por exemplo. E até penso que de uma arriba, caso não haja igualmente desleixo de protecção.

    A forma de acudir sim, pode comparar.se.E aí bem podem agora limpar as mãos à parede pelos exemplos democacas que dão.

    E o mais grave, quanto a mim, é que o povo passou a abdicar da protecção e defesa que pode fazer, delegando nos tais pagos e eleitos para o fazerem por ele. E estes baldam-se vergonhosamente. Estão-se nas tintas. Andam lá para meter ao bolso e a fazer a onda partidária para o tacho.

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  45. 25 Novembro, 2018 22:41

    Não houve entalanço nenhum. Se começar a ler e a perceber o que escrevo, pouparíamos um tempo precioso. Apresentei-lhe mensagens de censura enviadas para as redacções. Reparou? São falsas? Expliquei-lhe também que a ausência de censura não se prova mostrando publicações da época com fotografias de caixões, porque o efeito de prova que pretende retirar da publicação dessas fotos beneficia da mudança de sensibilidade (que hoje quase impede a publicação de tais fotos) e não se relaciona com censura ou liberdade de imprensa. Em suma, pretendeu beneficiar de uma interpretação assente num anacronismo, mas não vale tudo. Por exemplo, também em nenhum momento afirmei que a tragédia foi “escondida” já que cheguei a lembrar que houve grande mobilização social, nomeadamente de estudantes universitários, mas pareceu-lhe pertinente dizer-me que até os jovens do liceu foram ajudar – o alcance de tal acrescento ao que já tinha escrito escapa-me. De facto, não preciso, ninguém precisa das suas memórias, no sentido em que há vários relatos públicos do que aconteceu – a sua opinião vale tanto como a de qualquer outra pessoa, lamento, e limito-me a fazer da opinião mais repetida a verdade. Por que motivo deveria dar mais importância ao relato de uma estudante de liceu do que ao relato de vários estudantes universitários que se mobilizaram? A liceal Zazie esteve nas zonas afectadas ou as suas memórias ficam pelo que lhe disseram no liceu? Mencionei os testemunhos de pessoas que – pelo seu tom – despreza. Não sei se também desconsidera Marcelo Rebelo de Sousa, Helena Roseta, Francisco George e Mariano Gago, cujos testemunhos são conhecidos, mas talvez fosse mais expedito dizer-me que orientações políticas tolera e eu prometo procurar testemunhos dessa gente sobre as cheias. Em suma, são sei se distorce o que escrevo por desatenção ou desonestidade, mas começa a ser cansativo.

    A polémica sobre o número de mortos é, evidentemente, muito mais relevante do que a discussão sobre as fotos do Século Ilustrado. Não insisti para não perder mais tempo consigo, mas obriga-me a fazê-lo agora. Para si, o número de mortos assumido por Salazar é o número correcto e qualquer estimativa mais elevada é propaganda da esquerda. Não sei em que documentos e informação fundamenta a sua posição. Até prova em contrário, só posso concluir que assenta num processo de intenções; os historiadores que contrariam o seu número preferido são mentirosos e assim o assunto fica resolvido. Como perceberá, ninguém pode levar a sério tal posição. Eu não sei quantos morreram. Talvez não lhe ficasse mal admitir que também não sabe, porque não tem mesmo forma de saber. Trata-se da única posição prudente e decente, dada a possibilidade de estar a ofender os descendentes da centena ou centenas de mortos esquecidos se não o fizer. Também discorda? Não percebe que o seu fervor ideológico e o ódio à esquerda a conduzem a uma posição grotesca e gratuita (isto é, sem haver a menor necessidade)? Além do que recomenda a prudência, também a razão nos leva a ter por plausível a possibilidade de o Estado Novo se ter precipitado a avançar uma estimativa que peca por defeito, pois o número declarado de mortos tende a subir com o passar do tempo e a estimativa oficial foi feita a 29 de Novembro de 1967, apenas 4 dias depois da tragédia; o Observador, esse órgão de extrema-esquerda, lembra que 50 dias depois das cheias ainda apareciam cadáveres (https://observador.pt/2017/11/24/cheias-de-1967-21-fotos-do-rasto-de-morte-que-salazar-quis-ocultar/). É ainda natural que o poder ceda à tentação de subestimar o número de mortes que devia ter evitado, sobretudo numa ditadura em que a informação é controlada e, por fim, há relatos de populares – não forçosamente com motivações políticas – que apontam nesse sentido. Mas para si todos estes elementos são irrelevantes.

    Quanto à sua irritante insistência no “facto de nem serem obras públicas e de serem construção popular”, não sei mais o que lhe dizer. Já lhe expliquei que o seu raciocínio não tem pés nem cabeça. O Estado Novo era responsável pela gestão do território e o território foi mal gerido. O que é que ainda não percebeu? O vídeo de Ribeiro Telles pouco adianta para esta conversa. O arquitecto explica, mas a explicação não iliba o Estado. Esperava que o arquitecto reagisse de dedo em riste? Ribeiro Telles, por quem tenho grande consideração, passou décadas a alertar para os perigos da impermeabilização dos solos, mas a entrevista que refere é de 1973, numa altura em que seria inconcebível um técnico criticar abertamente o regime. O Estado falhou em três momentos: 1) ao permitir a impermeabilização dos solos numa zona tradicionalmente assolada por cheias; 2) ao ser incapaz de reagir, sendo substituído pela resposta possível da sociedade civil; 3) e porque não foi depois transparente no esclarecimento do número total de mortos. Que em 2018 ainda haja alguém alfabetizado não reconheça estas evidências e propague lixo é algo que, de certo modo, me fascina.

    Não estamos em desacordo quanto ao maior grau de exigência que devemos ter hoje relativamente aos deveres do Estado (creio que é mesmo o único ponto em que concordo consigo). Mas a comparação com o Estado Novo não é absurda por uma questão de grau, é absurda porque o regime era qualitativamente distinto de uma democracia. O tom de crítica que ouvimos a propósito dos incêndios de 2017 seria impensável qualquer que fosse a dimensão de uma tragédia no Estado Novo e a incompetência dos governantes de então. Aliás, bem sei que o post não é seu, mas a ideia de, na ressaca da tragédia de Borba, fazer um inventário da “herança” do Estado Novo que a Democracia terá arruinado é um daqueles exemplos em que, sendo tão fácil mostrar alguma sensatez na crítica óbvia ao falhanço do poder político, se consegue perder a razão, porque não temos nenhuma evidência de que o Estado Novo cuidasse melhor dos cidadãos do que o Estado actual, antes pelo contrário, bastando lembrar a mortalidade infantil, a pobreza extrema, o analfabetismo, as vagas de emigração e outras “invenções” com que a extrema esquerda contaminou a história.

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    • 26 Novembro, 2018 08:43

      V. vive a olhar para um passado morto, preocupadíssimo com a forma como Portugal foi governado há mais de meio século para ter o pretexto de achar que agora ao menos temos os bons dos nossos filhos-da-puta a fazer porcaria eleita.

      Só lhe falta acrescentar que é assim mesmo- pequenas consequências da democracia que valem a pena.

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  46. 25 Novembro, 2018 22:46

    Errata: “Que em 2018 alguém alfabetizado não reconheça estas evidências e propague lixo é algo que, de certo modo, me fascina.”

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    • 26 Novembro, 2018 09:32

      Olha-me esta!
      Por curiosidade, segui o link a ver se já tinha sido publicado o tal famoso post que a História merece, por causa da infâmia escrita pela Cristina Miranda e comentada particularmente por mim.

      E não é que dou com o nome do Vasco M Barreto entre o grupo dos autores?!??!!?

      O Vasco Barreto do Pastilhas, das tertúlias que tínhamos aí há uns 18 ou 19 anos atrás?
      O Dentista Frígido a quem dediquei mais tarde um post?

      Não posso crer! O Vasco Barreto tinha sentido de humor incrível, não pode ter nada a ver com isto. Nem se camuflar e tratar-me como se nem me conhecesse das lides virtuais.

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      • 26 Novembro, 2018 09:37

        Ah! e a marina a comentar logo no primeiro post!

        Está explicado o piscar de olhos aqui…

        C’um caraças. E depois eu, que nunca mudei de nick desde o site do David Lynch em 2000, é que me escondo sob o pseudónimo….

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  47. 25 Novembro, 2018 23:22

    Para não perder mais tempo com esta palhaçada que começa pelo crime da censura e de ocultação de mortos, para o crime de falta de planeamento do território ocupado inclusivé no Ribatejo apenas no tempo do Estado Novo, digo isto:

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  48. 25 Novembro, 2018 23:22

    Os ses, que acha que não se sabe se seriam melhores que os de agora na hora das tragédias, resumem-se às obras que foram feitas, ao enorme salto de estabilidade e paz, após a boa da herança da 1ª República; à honestidade na governação, ao crescimento económico, dentro das perspectivas coevas e não por projecção em progressos gerais meio século depois.

    As provas podem também resumir-se à rapidez com tudo isto foi desbaratado pelo grupinho dos bons dos amigos democratas que queriam instalar aqui uma Cuba em pleno século XX, originalidade exclusiva que nos calhou em graça.

    À falta de mais catástrofes presentes para confrontar com o papão com que Portugal começou, tente então comparar a falta de vergonha na cara dos que dão agora de chofres nestas alturas, com a honradez sem hipocrisias que o ideal de servir a Nação implicava nos famigerados tempos que v. deu agora em combater em liberdade.

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    • m3a4424 permalink
      26 Novembro, 2018 08:37

      O que me choca nisto tudo é que vejo o “Eremita” criticar o Salazar por coisas que, segundo ele, supostamente o Salazar terá feito, quando o António Costa está a fazer exactamente o mesmo, e ainda não o vi criticar o Costa por isso…

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      • 26 Novembro, 2018 08:52

        Pois. Mas o problema do presente limpa-se com o espantalho do passado.

        Já passou a meme. Sempre que houver tragédia temos a série “cheias de 1967”.

        Para ter uma ideia como isto começou vá à Wikipédia e leia o artigo cheias de 1967 e veja a data e fontes usadas.

        Felizmente ainda se pode consultar o jornal e ler nas caixas de comentários, pessoas que as viveram a negarem em absoluto toda essa patranha, Incluindo os números que chegaram a ser citados na ordem dos 600 mortos.

        Só que isso são testemunhos de experiência própria de povo anónimo. Não conta. O que conta são os relatos dos engagés comunas e limítrofes em nome da História. Com a democracia na lapela e a licenciatura a legitimar.

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      • 26 Novembro, 2018 08:56

        E não. O Costa não está a fazer exactamente o mesmo que o Salazar fez. Porque o Salazar nunca foi uma palhaço sonso a dar de chofres e a “governar” para estatísticas para não largar o poleiro.

        Se não o largou uma coisa é certa. também durante muito tempo não era o povo revoltado que o queria expulsar.

        E com o Caetano o mesmo. O Estado Novo teve Marcello Caetano, ao contrário da estupidez de ser Salazar até ao belo dia que os comunistas aproveitaram um golpe militar para tentarem implantar uma “democracia-popular comunista” por revolução.

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  49. 26 Novembro, 2018 09:56

    Abandono a discussão. Quando ninguém reconhece os disparates e a indecência do que anda aqui a escrever e quando me acusam de não criticar o Costa, tendo eu começado por dizer que a tragédia de Borba resulta de uma falha do Estado, só posso concluir que não se preocupam em ler o que os outros escrevem. Para quê, então, escrever? Divirtam-se, são todos fantásticos.

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    • 26 Novembro, 2018 10:03

      Abandona a discussão e confirma que é o Vasco Barreto que me conhece perfeitamente há quase duas décadas na blogo?

      É que se é, transformou-se em qualquer outra coisa tão deselegante que até me espanta.
      O que a política pode fazer a uma pessoa é algo confrangedor.

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      • 26 Novembro, 2018 11:59

        é esse. já vi. tem uma data de blogs, um eremita assaz estranho, está em todas as festa. e muito betinho, tipo gémeo da galamba.

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    • 26 Novembro, 2018 10:11

      O Vasco Barreto do “Conta Natura” que até para o título do blogue trocou emails comigo a pedir opinião?

      E que chegou a publicar uma série minha acerca das caracterologias?

      Não dá para acreditar. Nem sequer em termos abstractos pelo que escreve, quanto mais em termos de “carácter”.

      Que coisa tão triste.

      Eu, a única vez que andei à porrada com um sujeito que conhecia de vista, por ter sido mais ou menos colega, apesar de nunca termos conversado, foi com o Rui Tavares.

      E logo que soube que era ele, a primeira coisa que fiz foi dizê-lo aqui, publicamente, para não ser cobarde. Se nos cumprimentávamos respeitosamente ao vivo, eu não iria esconder-me nos ataques virtuais. Isto sem sequer saber mais nada dele na vida real.

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      • 26 Novembro, 2018 10:20

        E que sabe perfeitamente quem é o José, das mesmas lides do MEC…

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  50. Daniel Ferreira permalink
    26 Novembro, 2018 13:10

    Senhora Cristina, muito obrigado por nos fazer recordar e por mostrar que “os tempos negros da ditadura” é só mais uma exageração do trupe genocidó-comunista para com quem não lhes deu hipótese de esplanarem todas as suas psicoses na sociedade.

    Ainda à pouco tempo se celebrou os 100 anos do fim da I Grande Guerra do séc. XX. Convém é salientar que em Portugal essa Guerra não começou em 1914 mas sim em 1910, com o assassinato do nosso Rei D. Manuel II e seu descendente direto em plena luz do dia. Claro que toda a gente que tem meio dedo de testa sabe a (((corrente política))) que idealizou tal façanha, mas ainda assim tenho para mim de que a família do “Inglês” deve saber 2 coisas ou 3 sobre este assunto na 1ª pessoa. Claro que com os “destrói culturas, povos e tradições” no poder, 4 anos depois lá mandaram os Homens portugueses (à semelhança de quase todos os outros países europeus) na faixa etária 18/35 anos para o ASSASSINATO nessa dita guerra, cuja História agora ensinada é só mais uma obra de ficção (como praticamente todas as outras do últimos 150 anos), onde nos querem fazer acreditar que um sujeito matar um outro num país que não nos dizia nada despoleta o movimento de 70 MILHÕES de Homens Caucasianos e matarem-se uns aos outros? Certo…. Destruiram-se os Impérios Russos, Austro-Hungaros e Alemães (os 3 maiores poderes CRISTÃOS da altura), enquanto se assinava a Balfour Declaration. Segundo aquela comédia triste que nos preside atualmente, “foi a guerra contra a diferença, xenofobia … cuidado com o anti-semitismo” (!!!). Rir para não chorar.

    Claro que também não contado hoje foi que, durante aquele “oásis” que foi a I República, a pilhagem/roubo/destruição de todo o património Cristão em PT estava em grande forma, onde basicamente tudo que eram obras de valor foram roubadas de Norte a Sul do país. As restantes foram mesmo destruídas. Foram 16 anos de destruição do Portugal Cristão que nos levou a 1926, ano da 1ª Revolução. Não tivesse acontecido isso e PT tinha tido o mesmo destino que tiveram quase todos os países a Este da Alemanha. Décadas de destruição COMUNA com MILHÕES plebeus ASSASSINADOS por quem os dirigia.

    O sr. Salazar, 1º como ministro e depois como dirigente, nos tempos que correram, foi de longe a melhor coisa que poderia ter acontecido a quem quis/quer q este País com 875 anos de História não fosse/seja destruído. Ele não deu foi abébias à escumalha e por isso agora é -se ensinado a odiá-lo.

    P.S.: Uma das primeiras coisas que o inenarrável Soares fez quando chegou ao governo foi devolver o património (tirado pelo Salazar) aos “faz de conta que gosto de adultos” da Maçonaria. Palavras para quê?

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  51. caampus permalink
    26 Novembro, 2018 15:55

    Verdadeira aula de História. Por alguma razão Salazar foi votado pelos portugueses a Figura nacional mais importante do século XX.

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  52. Eulália permalink
    27 Novembro, 2018 21:55

    Parabéns Cristina! Mais um excelente e pedagógico texto!

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  53. 2 Dezembro, 2018 21:39

    Cristina, é com muito gosto que leio mais um dos seus pertinentes textos. Obrigado pela eloquência, pela pertinência e realismo.

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  1. Um País em ruínas – PortugalGate

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