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E as candidatas ao programa da TVI não têm direitos?

15 Março, 2019

Foi uma avalanche de protestos quando ironicamente a seguir ao dia Internacional da Mulher, duas televisões privadas resolveram estrear  programas onde as mulheres se candidatam a noivas de um agricultor, na SIC ou de um menino da mamã na TVI. Pergunto: alguém foi saber a opinião das candidatas  antes de exigir a suspensão dos reality show?

Sim, estes programas são uma valente porcaria como o são “Love on the top”, “Big brother”, a “Casa dos Segredos”, “O carro do amor”, “A Quinta das Celebridades” e tantas tantas outras porcarias de reality show que passaram nas televisões. Mas só estes estão a provocar uma onda de indignação. Porquê? Porque desvaloriza a mulher – os outros , onde elas aparecem expostas na sua intimidade, parece que não pelo desinteresse dos activistas. Acontece que ninguém vai lá parar coagido. Todas as participantes são voluntárias. Foram elas, as candidatas, que tornaram este programa possível porque sem as suas candidaturas  não haveria pretendentes para aqueles indivíduos. E sem pretendentes, zero programa. Fiz-me entender?

Além disto as televisões são empresas privadas. Elas decidem sobre o querem  produzir e qual o público alvo. Cabe ao telespectador decidir se quer ver ou não mudando de canal ou simplesmente desligando o televisor. Simples. Mas os shares desses dias dizem que houve muita audiência. Pois.

Chama-se a isto liberdade de escolha. Somos todos livres (ainda, penso eu) de decidir o que queremos e não queremos. E se as televisões disponibilizaram esse formato e  essas pessoas decidiram participar de livre e espontânea vontade, ninguém tem nada com isso.

O mesmo acontece com as mulheres que querem participar em publicidade e mostrar a sensualidade do seu corpo ao serviço do marketing publicitário; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar roupas de grandes marcas semi-despidas ou de lingerie; o mesmo acontece com as mulheres que querem ser actrizes de porno ou strippers; o mesmo acontece com as mulheres na Holanda que querem estar em montras; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar de biquini nas Misses ou de mini saia na Fórmula 1. Ninguém tem o direito em nome disto ou daquilo, de as impedir de fazer ou ser aquilo que bem entendem – desde que seja por vontade própria, obviamente. Não é  pela igualdade de direitos que as feministas se debatem? Então porque querem limitar os direitos de muitas das mulheres que não pensam como elas?

Argumentam que se trata de um retrocesso civilizacional, colocar a mãe a escolher a noiva pelo filho, a seleccionar as candidatas pelos dotes culinários ou atributos físicos. E de facto, é retrógrado, sem dúvida. Mas se o programa fosse “Quem quer casar com uma feminista” teríamos uma mulher a perguntar se o candidato sabia cozinhar  e  limpar a casa; se concordava com o aborto; se defendia a equidade menstrual; se era a favor do pluriamor; se era apoiante de quotas e a isso, iriam chamar de progressismo. É só uma questão de perspectiva. Nada mais. Porque eu, enquanto mulher, não me revejo em nenhuma das duas mas longe de mim restringir a liberdade de escolha de cada um viver como bem entende.

Ainda há pouco tempo passou um programa a que chamaram “Casados à primeira vista”, a coisa mais tonta que já vi em televisão na minha vida. Mas, quem sou eu para julgar as pessoas que quiseram submeter-se a esse desafio um tanto ou quanto absurdo? Vai estrear outro no domingo outro a que chamaram “Começar do Zero” onde os candidatos entram nus, sem nada dentro de casa,  desafiados a viverem sem bens de consumo. Mais um programa parvo. Mas, não andamos todos a encher a boca sobre a liberdade de cada um de decidir o que bem lhe dá na gana? Afinal, somos livres ou não?  Eu sou, por isso não vou ver.

Tanta crítica aos tempos das ditaduras por imporem padrões de comportamento e pensamento único e agora passado décadas, em plena democracia, quer-se restringir a liberdade das mulheres alegando que são “exploradas” que “submetem-se”  pelo dinheiro vitimizando-as,  quando na verdade e observando o programa, se vê exactamente o oposto: mulheres satisfeitas empenhadas em seduzir e agradar a um homem. Quem tem o direito de decidir o que é melhor ou não por elas?

Defender a igualdade é acima de tudo defender a liberdade de escolha. E é exactamente isto que as feministas querem sonegar. Esta histeria à volta destes programas  impondo a vontade de umas contra a vontade de outras,  comprova-o na perfeição. 

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32 comentários leave one →
  1. 15 Março, 2019 12:11

    Luta, pela escolha livre!

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    • 15 Março, 2019 13:15

      Escolher merda deve cá dar uma liberdade aos imbecis, que faz favor.

      Lutem por mais porcaria e rebolem-se nela que é para isso que o marketing existe.

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      • 15 Março, 2019 20:00

        A liberdade dá-nos o direito de escolher. O que é bom para um indivíduo não tem de ser para o outro. Se estes candidatos lá estão é por escolha deles, uma escolha livre. E a liberdade deve ser defendida.

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      • 15 Março, 2019 20:47

        Cuidado não abusem muito da palavra “Liberdade®” que ela já tem direitos de autor. Com certeza não querem competir com seu mais “ardente” devotado Arnaldo Matos, e demais amantes dela pois não.

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  2. Daniel Ferreira permalink
    15 Março, 2019 12:26

    Stop making stupid people famous

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    • André permalink
      15 Março, 2019 15:52

      Concordo, mas não esquecer que não é o mesmo que “ban stupid people to be famous”.

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    • Andre Miguel permalink
      15 Março, 2019 16:34

      De acordo.
      Mas não é o mesmo que proibir os estúpidos de serem famosos.

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  3. 15 Março, 2019 13:11

    Muito bem .

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  4. 15 Março, 2019 13:14

    Isto não é problema de ditadura nem democracia. É problema de publicidade à falta de gosto.

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  5. 15 Março, 2019 13:18

    O vício da igualdade e da liberdade estupidifica muita gente.

    Que raio de sociedade é que se pretende achando que vale tudo em nome de uns conceitos imbecis e abstractos?

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  6. 15 Março, 2019 13:21

    É caso para se dizer, tenho saudades da higiene do Estado Novo.

    Ai tenho, tenho. Era impensável descer-se tão baixo.

    Ainda me lembro de as pessoas se rirem ao verem o Fahrenheit 451. Ficção científica que se tornou realidade e ainda pedem mais.

    Em nome dos tais substantivos abstractos.

    Sempre- quando não é a Igualdade, é em nome da Liberdade ou da Democracia.

    Merda sempre bem embrulhada nestas palavras.

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    • André Miguel permalink
      15 Março, 2019 16:01

      Zazie, o preço a pagar pela liberdade de escolha e expressão é que os imbecis têm voz e infelizmente temos de conviver com eles. E isto com a net explodiu e sairam todos do armário, como disse o Eco, o imbecil da aldeia deixou de se limitar à taberna e passou a ter voz global.

      Ainda assim eu prefiro como dizia o Wilde, subvertendo deliciosamente as palavras de Voltaire, “posso não concordar com uma palavra do que diz, mas defenderei o seu direito de fazer figuras de idiota” Ehehehe

      Concordo com a generalidade do que a Zazie escreve e a frase final do seu comentário resume tudo na perfeição.

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      • 15 Março, 2019 17:15

        Repare como isso é contraditório.
        De acordo com a boa da liberdade democrática, alguém que lhe der na mona de ir nu para a rua é levado preso.
        Se for espectáculo televisivo, é “liberdade de expressão”, ou de “fazer figura de idiota”.

        Não é, é espectáculo televisivo que entra em casa das pessoas.

        Se existe a merda da ASAE a proibir tanta coisa, porque não impedir que as pessoas se bestializem desta maneira.

        E nem me estou a referir ao pretexto feminista do casório com o lavrador. Estou a falar do outro que a CM referenciou.

        Eu nem tenho tv

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      • 15 Março, 2019 21:42

        ” O imbecil da aldeia… ”
        Ai esses elitismos burgueses iluministas…
        Todo este estrume de imbecilidade nauseabunda de superioridade progressista vem dos esgotos de degeneração mental que são as metrópoles.
        O imbecil da aldeia é humilde, gosta do benfica, carros, mamas, febras, vinho tinto e Quim barreiros .

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      • Andre Miguel permalink
        16 Março, 2019 07:58

        Mg, a frase é do Eco, o qual está a milhas dos progressistas urbano-elitistas que por ai pululam. Como é logico a audencia na aldeia não é em igual numero que na cidade, julgo que era apenas a isto que o autor se referia.

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      • 16 Março, 2019 18:54

        Não. Para além da altura em que ele a expressou. Que foi no momento do aparecimento dos movimentos de direita “populistas” “racistas” e “xenofobos” e da campanha eleitoral americana Ele faz precisamente a comparação entre a igualdade de projecção que o “imbecil” da taberna alcançou estando ao nivel do prémio nobel. É uma declaração de elitismo, de que os intelectuais é que deveriam ser os supra-sumos dos destinos das sociedades, não a a ralé dos provincianos.
        E no entanto toda a merda ideológica nauseabunda do “progresso” vem precisamente das estrumeiras intelectuais cosmopolitas.

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  7. Jornaleco permalink
    15 Março, 2019 13:22

    O ser humano moderno,
    o homem moderno,
    a mulher moderna desprezam a tradição, sem qualquer inteligência ou razão ou fundamento. Pouco sabem da vida, (provado!!), mas dizem saber tudo.

    Não a compreendem, a tradição, porque decidiram ser burros e burras ou burras e burros. Mas usam outro termo. Burro é um pouco retrógrado, não é?

    O gato e o cão moderno não desprezam a tradição. Eles são mais inteligentes do que o dono.

    Viver na decadência e na perversidade, sem a poder reconhecer, é mesmo uma arte e uma tragédia.

    A mulher de hoje quer ser rebelde contra tudo e todos, porque lhe meteram só isso na cabeça. Quem o meteu, foram os fascistas da esquerda, que só sabem produzir burros e burras ou burras e burros.

    Liberdade? Qual liberdade? Uma mulher sem gorila nunca é livre.

    E quando os bárbaros muçulmanos por cá aparecerem, cada uma mulher livre ajude a si própria. A liberdade egoísta que depende da ajuda dos outros, quando o perigo está à porta, não é liberdade nenhuma.

    Este país está farto de liberdades falsas. Este país está farto de direitos falsos. O país precisa de respeito um pelo outro e antes de qualquer direito, estão as obrigações.

    Liberdade. Hahahahahahahhaahahahahahah! Sem gorila ela não existe.

    Quando é que vão destruir a fábrica que produz seres humanos fracos e sempre descontentes com si próprios?

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  8. Jornaleco permalink
    15 Março, 2019 13:27

    “Candidatas a noivas de um agricultor”
    “Big brother”
    “Casados à primeira vista”
    “Etc.”

    Eia pá. Os gajos copiam quase tudo de lá fora. (Os alemães fazem igual. So sabem copiar.) Até na lua seria assim, em princípio, se […].

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  9. 15 Março, 2019 13:28

    E da mesma ordem de mau-gosto que a vaca da Guida Gorda meter rabetas e fufas em montras, no mercado da Forno do Tijolo.

    A mínima diferença são os dinheiros serem públicos ou “privados”.
    Na prática, a decadência social é a mesmíssima.

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  10. 15 Março, 2019 13:49

    Diz bem, Cristina: Defender a igualdade é acima de tudo defender a liberdade de escolha
    Quanto à zazie, já se sabe, defende que essa liberdade deve ser imposta seja até
    por um miserável ditador que se eternize no Poder…

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    • Jornaleco permalink
      15 Março, 2019 14:00

      @licas, seu mentiroso e incompetente atrevido.

      Em China isso sucede. Não vai para a China? Na Venezuela isso sucede. Não vai para lá? Na Coreia do Norte também.

      Onde deixou a sua cabeça? Quem é que lhe disse, que a liberbade é para espalhar a sua maldade e a sua estupidez?

      Existem prisões que fazem muito bem à sua liberdade.

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  11. licas permalink
    15 Março, 2019 13:51

    . . . durante décadas de fraude eleitoral,

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    • Jornaleco permalink
      15 Março, 2019 14:05

      Fraude eleitoral existe na Alemanha, seu palhaço.
      Fraude eleitoral existe no parlamento europeu.
      Fraude eleitoral existe na Venezuela.
      Em Cuba.
      Na China.
      Na Coreia do Norte.
      No Irão.
      Na Grã-Bretanha: ver Brexit.
      E em muitos outros sítios, onde os licas tratam muito bem dessas porcarias.

      Quem é que atura as suas mentiras atrevidas, a sua incompetência, a sua vigarice mental?

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  12. 15 Março, 2019 14:28

    Costuma dizer-se: Quem numa discussão dá um primeiro soco
    (ou começa por usar ofensas pessoais) é porque não está interessado
    em procurar a verdade. não é Jornaleco ? PERMALINK
    15 Março, 2019 14:05

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  13. licas permalink
    15 Março, 2019 14:34

    Jornaleco PERMALINK
    15 Março, 2019 14:05
    Quem nuna discução opta por proferir calunias é porque perdeu na argumentação
    ,ão é, Jornaleco PERMALINK
    15 Março, 2019 14:05 ?

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    • Jornaleco permalink
      15 Março, 2019 19:17

      @licas
      O primeiro a espalhar as mesmas é sempre você.

      Os seus ataques ad hominem, contra quem, já não está entre nós, para defender-se, é de pior que se pode fazer.

      E você anda aqui a “argumentar”, aliás, a fingir, sem cabeça nenhuma, por não gostar de alguém.

      Dois pesos e duas medidas, falso amigo, isto é o licas. A sua única intenção é desinformar, a palavra moderna, para a mentir.

      E as suas respostas provam-o. No lugar em confirmar a verdade, tenta agora […] Hahahahahahahahahahahahahah. Vá dormir, anão.

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  14. Maria da Luz Moutinho permalink
    15 Março, 2019 15:05

    Concordo com a crónica!
    Eu não me indigno porque não vejo esses programas…basta ler os títulos para saber o que vem no pacote da caixinha que se diz …mudou o mundo!
    A liberdade deve ser com responsabilidade!
    Agora o que se pode por em questão é a emancipação da mulher que foi .. .do 8 ao 80 e sem alicerces!
    Se antes era um objecto …agora continua a ser ..mas de forma diferente!!
    Há mulheres que gostam de ser usadas e outros que gostam de abusar no uso da liberdade!
    Porque é que o amor anda nas ruas da amargura? Materializar o Amor é condena-lo e de certa forma despreza-lo..
    Que tal o amor não ser definido e manifesta-lo através do dinheiro… É uma forma interesseira….
    A qualidade do Sentimento Versus a sua ambiguidade…
    O Amor tornado público perde o seu real valor e acaba por pertencer ao mundo do efémero e da aparência, que é mais uma vez … o da publicidade…Neste Carrossel da Vida, somos muitas vezes guiados pelos impulsos de tradições ; tradições … Tradições publicitárias que não fazem mais que construir em torno dos produtos uma auréola emocional cuja ligação com a função efectiva do objecto é cada vez mais ténue…

    Com isto é continuamente negado o velho ditado que afirma ” o hábito não faz o monge”, o hábito mascara ou substitui cada vez mais o seu proprietário!!

    Viva a liberdade das pessoas..porque nada mais é importante que a liberdade que nos assiste…mas ter liberdade não é o vale tudo!!
    O problema é que a palavra privacidade …não rima apenas com outra palavra, que ainda nos devia ser mais querida, a liberdade… Ambas têm um trajecto de vida em comum muito rico, mesmo que nem sempre se pense ou fale no assunto…

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  15. 15 Março, 2019 17:22

    Continuando a citar C. Miranda:
    ” Porque eu, enquanto mulher, não me revejo em nenhuma das duas mas longe de mim restringir a liberdade de escolha de cada um viver como bem entende.”
    Chama-se tolerância (civilidade) a qual deve “apagar as chamas” que os
    intolerantes estão dispostos a atear…

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  16. 15 Março, 2019 18:53

    Dona Cristina porque quer impedir que o inimigo deixe de enrolar a corda no próprio pescoço ? Deixe aquela malta progressista da televisão se enforcar a si própria, e por o estrume de gente progressista que eles promovem. Eu pelo contrário ainda carregaria mais naquela malta iluminada, e exigia que fizessem uma auditoria para determinar a “desigualdade” salarial daqueles ninhos de cobras só para nos rirmos com a hipocrisia daqueles lambisgóias

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  17. raCSt14CrAmirocarrola@sapo.pt permalink
    15 Março, 2019 19:57

    Este país, esta Europa, este Ocidente está um nojo em muita coisa, mas no que toca a Educação, a bom Senso, aos Costumes, bem… estão pela rua da amargura.
    A gente olha e escuta e apetece esganar esta canalha, dita progressista ou a puta que os pariu, que não olha a meio para atingir os seus abjectos fins…
    Se aquelas gajas que se expõem daquela maneira tonta e desprovida de alguma dignidade aos olhares do pagade das TVs me fazem pena, coitadas das pobres!, já muito mais me indigna as ‘fufas do feminismo’, armadas em inquisidoras fascistas/marxistas, querem proibir a exibição desses programas, silenciando, assim, a liberdade de escolha daquelas gajas. .
    A decadência de tudo isto dá que pensar…,

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  18. Arlindo da Costa permalink
    15 Março, 2019 23:20

    Aquilo são programas típicos de países capitalistas onde o corpo da mulher é considerado (também) uma mercadoria.

    Indignai-vos contra aquilo que vocês mesmo defendem – o liberalismo dos patuscos.

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