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O Plano Bi-Quinquenal

18 Julho, 2020

Artigo publicado hoje na ECO.

“Circula, numa versão possivelmente não terminada, um documento chamado “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social (VEPRES) de Portugal 2020-2030”, da autoria do Engº António Costa Silva.

Embora o documento contenha vários segmentos interessantes, como o da análise das alterações estruturais na sociedade na sequência da pandemia, a certos momentos o VEPRES parece ser também um forte candidato a erguer a Taça no Grande Campeonato Nacional de Lero-Lero. É um “plano que parte de dois quadros conceptuais que se interligam, e da sua análise estratégica resultam os pilares estruturantes do programa de recuperação”. Apresenta-nos um modelo que deve funcionar como uma espécie de “dupla hélice”, que “agrega e integra todos os componentes e que promove a sua fertilização cruzada, com o objetivo de promover o softpower de Portugal no mundo”. Vamos ser a “Jangada Atlântica”.

“Tudo indica que produzimos mais um documento para o arquivo da história das coisas inúteis, onde ficará a envelhecer na mesma estante onde ganham poeira a Agenda para a Década ou o Guião da Reforma do Estado. E é bem melhor que assim seja. Fazer de Portugal cobaia de um experimentalismo suicida, repetindo e amplificando os erros que nos conduziram a décadas de estagnação, seria mais uma grande machadada nas expectativas das futuras gerações.”

26 comentários leave one →
  1. Vasco Silveira permalink
    18 Julho, 2020 12:05

    Caro Senhor
    Eu não estaria tão seguro: poderemos não ter a sorte do plano “lero-lero” não ficar na prateleira: vem aí bastante dinheiro, e esse sempre queimou a mão dos decisores políticos; fazendo disparates anti-económicos, e, ou, (remember Sócrates), pura e simplesmente , roubando.

    Cumprimentos

    Vasco Silveira

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  2. lucklucky permalink
    18 Julho, 2020 13:11

    Lendo o artigo o “plano” é ainda pior do que o escrito neste resumo.

    O objectivo não parece ser a estagnação mas a recessão.

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  3. carlos rosa permalink
    18 Julho, 2020 14:10

    “Tirar coelho da cartola” não resolve nada.
    Portugal precisa de outra coisa. De um trabalho radical de mudança no país, mas a partir da base em que está.
    Experimentalismos à PS já se viu no que dão.
    Ou ainda não viram?
    Que ninguém tenha dúvidas. A Esquerda não pode nem sabe desenvolver um país. Isso é um embuste. Serve apenas para exigir, parasitar o trabalho dos outros.
    Desiluda-se quem pense que a Esquerda é a favor dos trabalhadores. É mentira.
    Um político de Esquerda não percebe de indústria, nem de comércio, nem de agricultura, mas esgatanha-se por chegar aos cofres onde vão parar os impostos que os que percebem pagam.
    Depois falam, falam, discutem, discutem….. Mas isso faz tudo parte da encenação onde se apresentam como progressistas e defensores dos trabalhadores.

    Pode o Engº António Costa Silva ser competente na sua profissão, mas neste negócio do relatório ou está distraído ou quer protagonismo.
    Trabalhar para promover o PS não resolve os problemas de Portugal.

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    • LTR permalink
      18 Julho, 2020 16:53

      É extraordinário como um governo que não consegue dar conta da produção planeada e atempada de máscaras, nem da compra de 500 ventiladores por 10 milhões (cujo avião o dr.Costa fotografou no aeroporto Sá Carneiro pensando que vinham lá dentro e cuja pergunta sobre onde estão está no letárgico estado de “panamá paper”), seja capaz de engendrar e aplicar um plano estratégico que, como não poderia deixar de ser, assenta em grandes obras públicas estatais, quando há meses nem dinheiro para uma ala pediátrica de oncologia havia.

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  4. Castanheira permalink
    18 Julho, 2020 14:41

    Se quiserem promover a prosperidade , então libertem os portugueses das amarras regulatórias e dos impostos excessivos ..
    O resto incluindo planos e mais planos vão dar mais corrupção , mais nepotismo, mais atraso em relação as outras nações do nosso campeonato, mais controlo sobre cidadãos , meadia etc… A chamada agenda progressista/comunista/globalista/totalitária.

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    • jppch permalink
      18 Julho, 2020 15:47

      Clao que sim…. isto j+a não vem do estado novo—- vem de séculos— as amarras regulatórias vêm de muito longe…. deixarei aqui um post sobre isso… e que está na fundamentação da nossa miséria

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    • Zé Manel Tonto permalink
      18 Julho, 2020 20:03

      Menos impostos?…

      Mas depois como é que o papá Estado vai dar tudo de borla aos pobrezinhos?

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  5. LTR permalink
    18 Julho, 2020 16:49

    Quando Seguro num debate com o dr.Costa perguntou porque é que ele não tinha avançado em 2011, quando a situação era difícil, ele respondeu de modo muito simples: “o que estamos a discutir é o que estamos a fazer agora e o qué que queremos pópaís, e é aí que eu quero-me concentrar”. Aflito, ele “concentra-se” sempre no futuro que lhe garanta a estadia. Uma tática primitiva que quase ninguém parace perceber. Pode ser que apareça algum “economista” que se lembre de calcular o rácio entre as despesas garantidas disto (e da TAP) e os fundos a receber nos próximos 10 anos, excluindo todas as outras.

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  6. A. R permalink
    18 Julho, 2020 17:30

    Mais betão, alcatrão e boas intenções. Espero que a Holanda, Áustria e outros tantos façam um manguito a esta paróquia socialista.

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    • carlos rosa permalink
      18 Julho, 2020 17:47

      Mas a Catarina Martins já se manifestou contra a posição da Holanda.
      O que ela diz é que a Holanda é insensível à possível perda do tacho de que a senhorita goza com o governo do PS.
      Quem pensa que é aquele labrego holandês armado em 1º ministro que anda de bicicleta a pedais?
      Não quer dar dinheiro para a Esquerda se aguentar em Portugal, aquele fascista?

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  7. MJRB permalink
    18 Julho, 2020 17:30

    Esta estratégia-VEPRES é muito útil para o P”S”: não só porque divulgada como “documento” para o esperançoso e continuado futuro do Rato através da comunicação social-15 milhões (jornais de futebol incluídos…ao que a vassalagem chegou !), mas também porque enviada tipo cartilha pela internet às sedes do partido (as que ainda conseguem manter-se de porta aberta, “activas”), aos manda-chuva locais e regionais mais aos militantes influentes (entre eles), vai empolgar caciques e dar pistas para bovinizar com conversas e arregimentações nos cafés, nas esplanadas aos sábados e manhãs de domingo, nas festarolas locais e às saídas das missas.
    Não tarda, o hipnotizador e porta-voz do governo elogiará em Belém “a iniciativa”.

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  8. 18 Julho, 2020 17:36

    Não há plano que nos valha quando o quotidiano é gerido por gente sem alma e sem ambição outra que não apascentar a matilha de que se proclamam chefinhos.
    A plataforma atlântica e mais além foi espaço estratégico e de recursos por uns séculos, mas nunca o será com governos que nos façam pequenos e subservientes ao ponto de nem a Língua sabermos defender.

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  9. MJRB permalink
    18 Julho, 2020 17:45

    Nesta manhã, irrompeu em três locais distintos da histórica Catedral de Nantes, um incêndio. Que destruíu várias zonas, incluindo o órgão. A polícia e a mairie suspeitam de fogo posto. Eu, não duvido.
    Que raio de gente é essa, esta ? Só destrambelhada, ou algo muito mais, a soldo de quem e para quê ?

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    • Olympus Mons permalink
      18 Julho, 2020 17:55

      MJRB,
      Todos os estudos que conheço dizem: a 5% de multiculturalidade e o capital social, aquilo que une uma população começa a erodir a uma velocidade estonteante… a 20% nada pode salvar esse capital social (ex, USA)…

      Destruição do capital histórico da civilização ocidental? – Normal, normalíssimo.
      Seja por pessoas de outra cultura seja por demência esquerdoide dos maluquinhos da extrema esquerda isto não é mais que o expected outcome

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      • Zé Manel Tonto permalink
        18 Julho, 2020 20:08

        Depende das origens dessa multiculturalidade.
        Não me parece que 5% de chineses criem muita confusão.

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      • Olympus Mons permalink
        19 Julho, 2020 22:00

        Zé Manuel tonto,
        boa questão. Nunca li nenhum estudo cuja multiculturalidade fosse da Asia oriental … Se calhar tem razão.
        contudo alerto que os estes asiáticos nunca entram na multiculturalidade, preferindo isolar-se totalmente.

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    • lucklucky permalink
      18 Julho, 2020 20:10

      “Que raio de gente é essa, esta ? Só destrambelhada, ou algo muito mais, a soldo de quem e para quê ?”

      As Igrejas em França já há muito estão sobre ataque. Não me adimrava nada que o incêndio na Notredame tenha sido mais um e censurado.

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      • João Brandão permalink
        20 Julho, 2020 13:39

        lucky,
        a versão de acidente para o incêndio de Notre Dame não tem tem qualquer sustentação lógica.

        Tratou-se de uma laracha para atenuar o choque contra esquerdelho incapaz, aquele que casou com a avó, que eles têm na PR.

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    • chipamanine permalink
      19 Julho, 2020 06:48

      Os incêndios em igrejas na França são uma rotina quase semanal que as Fake News Institucionais (comunicação social) tem escondido de forma sistémica.
      É aquela “política” do “discurso de ódio” anti-islamofóbica.
      Ver muçulmanos a mijar em redor de qualquer igreja cristã é uma rotina a que os franceses já se habituaram (por exemplo).

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  10. carlos rosa permalink
    18 Julho, 2020 18:43

    O futuro político do Nosso Senhor Primeiro Ministro joga-se em Bruxelas hoje.
    Ou lhe dão dinheiro e ele continua a zelar pelos portugueses ou não lhe dão e ele raspa-se que parece um rato.

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    • Duarte de Aviz permalink
      18 Julho, 2020 20:18

      A partir de que data é que o presidente não pode marcar eleições?

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      • chipamanine permalink
        18 Julho, 2020 21:39

        Tem de perguntar isso ao pm holandês ahahahha. Se o gajo não deixa cair o controlo da aplicação das verbas temos eleições em breve e talvez haja esperança de salvar Portugal da mais profunda miséria que aí vem. Se permitirem aos socialistas manejar a seu belo prazer os fundos estamos todos lixados….sobretudo as gerações futuras.

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  11. José Monteiro permalink
    18 Julho, 2020 21:10

    «Agenda para a Década ou o Guião da Reforma do Estado» Pois
    Na linha da Reforma Portas, da Reforma Relvas, igualmente inócua, agora com mais papel.
    O triplo do Documento do governo Alemão, com ar de que é para fazer.
    Absolutamente de acordo com a genética dos chefes indígenas:
    «Ou bem que os portugueses não fazem nada, ou bem que vão até ao último pormenor e, chegados aí, largam tudo como de costume…
    Cada cinquenta anos, o país sonha ser a primeira sociedade liberal avançada do mundo. Cada cinquenta anos, o libertário volta à superfície. Procura-se então um banqueiro ou um professor de economia capaz de casar meio século de bordel com O Espírito das Leis…»
    Dominique de Roux (1977, Paris)
    “O quinto império”

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  12. Leunam permalink
    18 Julho, 2020 22:27

    Sim senhor!
    Agora com as tácticas dadas (bem vendidas, presumo) por este estudo do Sr. António Costa Silva é que Portugal vai “progredir”… Ah!, Ah!, Ah!
    Não acredito nesta.

    Nos anos 80/90 do séc. passado, também por cá andou um “amaricano” a vender (e nós a pagarmos!) um produto parecido e, o resultado, qual foi? Nenhum!
    Ainda me lembro que esse americano dizia aos portugueses, mais ou menos isto:
    “Para começar, façam bem feito tudo aquilo que já fazem bem e que se venda na exportação; não se ponham a querer fazer aquilo que só os mais bem apetrechados e com escolas e indústrias avançadas sabem e conseguem fazer.”

    Ora, dessa altura em diante, e já no seguimento do que anteriormente se vinha fazendo há uma década atrás foi-se DESTRUINDO muito do que DE BOM e susceptível de futuro, o País tinha conquistado durante o ESTADO NOVO.
    A começar nas ESCOLAS, passando pelos INSTITUTOS DE INVESTIGAÇÃO e a acabar na INDÚSTRIA ligeira ou pesada, extractiva ou transformadora, quase tudo foi paulatinamente DESTRUÍDO.
    Assim, vimos com espanto desaparecer entre muitas outras, a Cuf, a Lisnave, a Mague, a Sorefame, a Cometna, várias Fundições, a Duarte Ferreira – Tramagal, a Utic, a Firestone algumas de montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, a Famel, a Oliva, algumas Cerâmicas, vários Construtores Civis de grande dimensão, Têxteis da lã, Fabrico de Fardamento Militar, vária Indústria Conserveira, a Docapesca, moagens de cereais e fabrico de massas alimentícias, parte da Indústria Vidreira, a Standard Eléctrica, a Cabos Ávila, a Rabor, as Companhias de Navegação,etc.,etc. (Só em Cabo Ruivo, Lisboa, disse-me, em tempos, um Empresário ali estabelecido, que em cinco anos perderam-se aí 25 000 postos de trabalho!)
    E algumas que ainda subsistem, passaram para mãos estrangeiras que se mantêm enquanto isso lhes interessar.
    Até se inventou um palavrão que me dói só de o ouvir: “deslocalizar”.

    Chegámos pois ao quase “deserto” da produção nacional comparado com o que já foi.
    Nós que EXPORTÁVAMOS CARRUAGENS DE CAMINHO DE FERRO PARA TODO O MUNDO, VÊ-MO-NOS AGORA NA NECESSIDADE DE COMPRÁ-LAS EM 2º MÃO aos espanhóis!!!.
    E os chineses a despejar-nos em cima, contentores e contentores de bujigangas-lixo, e artigos espanhóis, que alegremente compramos.

    Portugal só progredirá nas fontes produtivas de riqueza se algumas coisas mudarem, e de vez:

    1- ESCOLA, disciplinada e disciplinadora, de boa qualidade com cursos sérios e honestos e dirigida para a empregabilidade (Escolas técnicas evoluídas, Institutos de Investigação e Desenvolvimento, etc.).

    2 – FORMAÇÃO DE UMA NOVA MENTALIDADE no cidadão, sempre a começar na Escola:
    Muitos dos portugueses se julgam capazes de tudo e mais alguma coisa, embora todos saibamos que “cada um é para o que nasce!”
    Seria necessário que houvesse CAPACIDADE para dirigir, com sabedoria, as inclinações dos novos, dar-lhes incentivos ao mérito e ao sucesso e evitar sempre a PREGUIÇA!
    Outra coisa que também teria que mudar é o péssimo hábito nacional da falta de cooperação e íntima má vontade, entre os vários responsáveis pelo desenvolvimento de um projecto qualquer. Todos querem mandar, nenhum aceita de boa-mente, os pareceres ou alvitres dos seus iguais; numa palavra: qualquer grupo de portugueses que estejam todos “no mesmo barco”, comportam-se frequentemente como “UM SACO DE GATOS!”.

    3- UMA JUSTIÇA justa, claramente independente, rápida, plena de competência, livre de vaidades e implacável aos desmandos da Lei, onde quer que eles surjam, “cortando sempre a direito”.
    Claro está que a Justiça, para ser eficaz, tem de ter como sua fonte principal, um conjunto de Polícias instruídas, atentas, vigilantes e diligentes. (coisa que os portugueses detestam!).

    4 – UM PODER POLÍTICO que conheça bem PORTUGAL, condição primeira, para o amar e servir!
    Que seja imune às ideias esquerdistas, fonte principal das nossas desgraças actuais.
    Que esteja disposto e disponível para se sacrificar pelo bem-comum e que não se preocupe constantemente com a sua imagem e a do Partido a que, eventualmente, pertença.
    Que viaje menos para o Estrangeiro e mais para todos os cantos de Portugal.
    Que ouça todos.
    Que seja imaculadamente HONESTO .
    Que exija MAIS TRABALHO e corte nos subsídios, a começar por si próprio.
    E no final de tudo isso, conte sempre com a INGRATIDÃO E FALTA DE MEMÓRIA DOS HOMENS.

    Assim teríamos algumas possibilidades de construir UM PAÍS PRESTIGIADO e não um pedinte cheio de dívidas sempre à espera das migalhas que os nossos ex-inimigos nos queiram dar, pois eles “Os ricos precisam dos pobres para se sentirem ricos!”

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    • João Brandão permalink
      20 Julho, 2020 13:51

      Leunam:

      Em jeito de graça, o sr. ou é um brincalhão, ou um é ‘perigoso fássista’.

      Aquilo que está a propor encaminharia o país para uma situação de desenvolvimento, o que acarretaria o encaminhamento dos socialistas, comunistas e afins para o cano de esgoto, de onde não deviam ter saído.

      Acha que eles estariam dispostos a isso?

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  13. Filipe Bastos permalink
    19 Julho, 2020 00:13

    “Se permitirem aos socialistas manejar a seu belo prazer os fundos estamos todos lixados….sobretudo as gerações futuras.”

    Substituindo ‘socialistas’ por Partido Sucateiro, estou plenamente de acordo com o chupaminha. Não que a alternativa seja muito melhor…

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