É no que dá convidar políticos para comentadores
O caso Augusto Santos Silva-TVI é apenas o resultado da opção de se querer transformar políticos em comentadores. Os políticos são políticos e como tal devem ser tratados para o melhor e o pior. Ora os políticos gostam do estatuto de comentador porque isso lhes dá vantagens óbvias no momento de falar e de receber mas depois querem continuar a ser tratados como políticos quando se trata de horários. Realmente a um político não se altera a hora a que fala porque um político é convidado para ir a estúdio ou faz uma declaração. Com um comentador a relação é completamente diferente. Os horários e a regularidade estão sujeitos às contingências de programação. Se o comentador não gosta vai-se embora. Agora querer o melhor das duas coisas como pretende Santos Silva é que não pode ser.
Aldeia gaulesa
Contagem decrescente: 69 dias
Em concreto, faltam 69 dias para isto se voltar a aguentar. Isto agora não se aguenta, apesar de já se aguentar um bocadinho mais em relação aos anos em que não se aguentava mesmo por haver hipótese de o governo não chegar ao fim de mandato. Felizmente, como já é mais do que evidente que o governo chega ao fim do mandato, apesar de isto não se aguentar, já se aguenta um bocadinho mais.
Lembram-se de quando isto não se aguentava mesmo? Algumas recordações:
- Cortes vão “tirar” universidades portuguesas dos rankings internacionais ☞
- Austeridade aumenta suicídios e infeções em Portugal ☞
- Crise rouba clientes às prostitutas ☞
- Crise rouba 100 mil adeptos aos estádios portugueses ☞
- Risco de violência pública em Portugal devido à crise e à austeridade ☞
- “Qualquer dia querem” que o líder parlamentar do PS “ande de Clio” ☞
- Crise e emigração aumentam raptos parentais ☞
- Cada vez mais donos pedem para eutanasiar animais domésticos ☞
- Estudo: Maioria dos portugueses vai passar o Natal em casa ☞
- 3 em cada 10 portugueses não têm dinheiro para uma vida digna ☞
- PS preocupado com diminuição da iluminação pública das estradas ☞
- Os portugueses estão a rir-se menos vezes. E com menos intensidade ☞
- Beijo “gay” em novela “é um grande passo para a sociedade” ☞
- Governo trata portugueses como empregados de limpeza ☞
- Há menos peixe para cada português ☞
- Tatuada e empregada – o dilema de uma jovem dividida entre tatuar-se e trabalhar ☞
- Há cada vez mais crianças “esquisitas” a comer ☞
Voltando com a minha palavra atrás
Uma auto-indulgência que já cansa
Bastidores de uma entrevista
Tivemos o Rivera ex dirigente do BE que se apresentou apenas como licenciado a trabalhar em call center
Tivemos tb o jornalista estagiário que afinal estagia na TVI a fazer de conta que não era da casa e que não conhecia nem era conhecido
Tivemos Magalhães e Silva antigo assessor de Jorge Sampaio que também omitiu esse detalhe relevante do seu curriculum. Não se percebe porquê tanto mais que ao contrário dos anteriores até fez uma pergunta relevante.
Contudo estas pessoas não tinham nada que se envergonhar das suas circunstâncias. Manda a lealdade que as apresentassem mas elas não os menorizam. O que menorizou as suas intervenções foi a omissão e no caso do Rivera o com+icio.
Agora temos isto (Já alguém desmentiu?). Enfim nada se perde, tudo se transforma
Portugal como ele é
Se algo similar tivesse acontecido com um líder de esquerda a pátria estava em comoção. Assim é uma piada. Como era óbvio o painel que fez perguntas a Passos Coelho era muito diferente no tom e na atitude daquele que António Costa enfrentou. A situação atingiu o ridículo com as intervenções de um jornalista estagiário da própria TVI a perguntar “Que expectativa me pode dar para que eu possa constituir família?” Coisa que faria todo o sentido perguntasse a José Alberto Carvalho que já agora não acho que tenha sido agressivo na entrevista a Passos mas que ali teve o momento mais aparvalhado da sua carreira: faz de conta que o jornalista sentado no painel não é da casa, este presta-se à mesma fantochada e toca do estagiário “faz de conta que trabalho longe” devidamente corroborado pelo “José Alberto faz de conta que não conheço este moço” perguntar a Passos Coelho quando terá o estagiário condições para constituir família. As melhores pessoas para lhe responder estavam ali bem ao pé e eram além do próprio José Alberto a direcção e a administração da TVI
Ps. Quanto ao Rivera ex dirigente do BE acho mesmo que devem inclui-lo em todos os painéis. António Costa já não vai a tempo de lhe responder mas pelas almas não deixem levar o RIvera aos outros painéis.
Grammy latino da ONU
O discurso de Sampaio ao receber o Grammy latino uma distinção qualquer da ONU foi muito, muito bom. Agradeceu aos portugueses, coisa que apreciei na minha condição de português que tolerou – que remédio – Sampaio na presidência, e disse coisas muito bonitas sobre todos nós, que somos um povo bom ao ponto de evidenciar que o melhor de Portugal é, precisamente, ter os portugueses. Um holandês nunca diria tal coisa, diria sempre que o pior da Holanda são os holandeses; nós não, nós reconhecemos no espelho todas as virtudes que, aparentemente, o resto do mundo anda a ignorar.
Há, porém, vida além dos portugueses, mesmo que brilhantes, generosos, lindos e espadaúdos, amigos, afilhados, companheiros ou simplesmente atraentes de avental; existe, também, a honra de nos vermos retratados na atribuição de um Grammy latino reconhecimento da ONU na figura de um ex-presidente que demitiu um governo para permitir a eleição de um senhor que presentemente se encontra na prisão, não pela sua obra mais notória – falir um país – e sim pela felicidade de ter amigos generosos, tal como mencionado pelo doutor Sampaio aos tolos estrangeiros, uma virtude de todos os portugueses, mesmo os que não são arguidos.
Parabéns, doutor Sampaio! E parabéns para mim, de acordo com o doutor Sampaio.
assim não vão lá
Convencidos de que bastará lembrarem aos portugueses que evitaram a bancarrota do país e as consequências que daí adviriam e que se vêem agora pela Grécia, os partidos do governo e os seus dois líderes têm insistido numa comunicação eminentemente técnica e económica, em vez de política. Ora, não só a memória dos povos é coisa curta, como verdadeiramente os portugueses não têm qualquer recordação de uma bancarrota visível, porque a precipitação da demissão do governo Sócrates a conseguiu evitar no último instante. Do que a maior parte dos portugueses efectivamente se recorda é que o seu rendimento e as suas pensões eram superiores no tempo do governo do PS, e que foi o actual governo quem as reduziu. Lembram-se, ainda, de uma coisa vaga que era o PEC IV, que até à prisão de Sócrates o PS oficial ladainhava como panaceia salvadora do país, que teria evitado a troika e os sacrifícios subsequentes, caso a desmedida ambição do PSD e de Passos pelo poder não tivessem precipitado os acontecimentos. Em política, os eleitorados só se se costumam recordar do que eles julgam que lhes convém e, no caso, só interessam os resultados inevitáveis de políticas anteriores que eles não estão interessados em recordar. Tão-pouco querem saber que António Costa foi, durante anos, o número 2 do PS de Sócrates, e se também teve, ou não, responsabilidades no que aconteceu ao país.
Por conseguinte, ou muda o discurso da coligação, de Passos e Portas, diríamos, para um discurso que seja essencialmente político e menos técnico, ou o PS ganhará inequivocamente as próximas eleições.
Uma “piquena” dúvida
Aquele ambiente comício das perguntas ontem feitas a Passos Coelho na TVI é para repetir? E já agora com quais líderes?
Notícias a explorar ( e a não serem esquecidas) (1)
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contratou o serviço privado de uma empresa de comunicação pelo valor de 36 mil euros (sem IVA), avança o Jornal de Notícias.
O contrato com a Paulo Fidalgo & Associados, que foi adjudicado por ajuste direto, é de oito meses, o que significa que o INEM irá dispensar 4.500 euros por mês por este serviço.
O instituto refere que o contrato visa compensar a “ausência de recursos próprios”. Porém, sabe-se que a instituição dispõe de um gabinete de comunicação e imagem onde trabalham cinco pessoas. Este foi, aliás, reforçado recentemente com a contratação da assessora Ivone Ferreira[…]
também eu
Ainda dá tempo para perder, é trabalhar mais para isso
A data das eleições a 4 de Outubro é bastante razoável, permitindo mais de 60 dias para que o PS e António Costa assegurem a derrota eleitoral inequívoca que tanto demonstram desejar.
O facebook e os filhos
O texto integral do acórdão da Relação de Évora que proibiu (ou melhor, confirmou a proibição determinada pelo tribunal de Família) os pais de uma menor publicarem fotos (ou outras informações que a permitissem identificar) pode ser lido aqui. Não tendo a jurisprudência, entre nós, o valor de lei (e a da Relação de Évora, tradicionalmente, ainda menos), a decisão, que a alguns pode parecer uma intromissão indevida do Estado nas Relações familiares, faz algum sentido no quadro de uma relação problemática dos progenitores. Ainda que se entenda que o grau de exposição dos filhos nas redes sociais deve ser uma decisão dos pais (e não do Estado), essa exposição não deve ser feita sem o consentimento – ou pelo menos contra a oposição expressa – do outro progenitor.
Nos livros corria tudo às mil maravilhas
a culpa não é do tsipras. nem do varoufakis.
Não se trata de um rebate de consciência pelas malvadezas que tenho vindo a escrever sobre as duas personagens do título. Tão pouco de uma adesão às velhas teorias sociológicas e criminais muito em voga nas décadas de 1960 e 70, segundo as quais a culpa do crime era mais da sociedade (de todos nós) do que dos infelizes dos criminosos que não tínhamos sabido educar. A questão é outra. Trata-se do facto da «geração Tsipras», à qual pertencem os dois malandrins gregos, ter crescido numa cultura europeia segundo a qual não era necessário haver responsabilidade para que o sucesso e o sossego estivessem garantidos. Na verdade, depois de terem sido fundadas nos bons e sãos princípios liberais da liberdade de comércio que conduz à paz, cedo as Comunidades Europeias assumiram uma deriva «social», segundo a qual lhes competiria a criação de um «modelo social europeu» fundado na convicção de que essas organizações supranacionais, e mais tarde a União, se bastariam a si mesmas para trazerem prosperidade, alegria e felicidade aos povos que as compunham. A partir da década de 70, as Comunidades, não se bastando com o sucesso do Mercado Comum (ainda em construção, note-se), protegeram o ambiente, o emprego, a saúde, os direitos dos trabalhadores, dos cidadãos europeus, em suma, a felicidade. Para isso, despejaram dinheiro a rodos sobre os estados membro, muito do qual para os estados que agora se encontram em crise, como Portugal e a Grécia. Infelizmente, o Pacto de Estabilidade e Crescimento só viria mais tarde. Quando os estragos já eram imensos.
Em 1963, Barry Goldwater (força aí com as rosnadelas, ó camaradas), escrevia: «O Socialismo através do Assistencialismo cria um perigo muito maior para a liberdade do que o Socialismo através da Nacionalização, precisamente porque é mais difícil de combater. Os males da Nacionalização são evidentes por si próprios e imediatos. Os do Assistencialismo são velados e tendem a ser adiados. As pessoas são capazes de compreender as consequências da entrega da propriedade da indústria siderúrgica, digamos, ao Estado; e é possível contar que se oponham a tal proposta. Mas aumente o governo a contribuição para o programa de “Assistência Pública” e nós, no máximo, resmungaremos contra as despesas governamentais excessivas. O efeito do Assistencialismo sobre a liberdade será sentido mais tarde – após os seus beneficiários se terem tornado as suas vítimas, após a dependência em relação ao governo se ter tornado servidão e ser tarde de mais para abrir as portas da prisão. (…) É possível que um homem não compreenda imediatamente, ou nunca compreenda, o dano assim causado ao seu carácter. De facto, este é um dos grandes males do Assistencialismo – transformar o indivíduo de um ser espiritual digno, industrioso, auto-confiante, numa criatura animal dependente sem o saber.».
Foi isto que sucedeu na Grécia de Tsipras e Varoufakis. E é por isto, também, que eles reclamam, indignados, por acharem que nada precisam de fazer para manterem o «greek way of life», reclamando a «solidariedade europeia» que subitamente lhes começou a faltar como eles a percebiam. Também eles, à sua medida, são vítimas do assistencialismo de décadas que recaiu sobre a União Europeia. E o Varoufakis até escreve livros sobre o assunto. É um teórico da coisa, que não consegue entender por que raio a coisa que ele teorizou está agora a falhar.
a vanguarda do euro
É sabido que os socialistas são dados a «vanguardas», mas desde a já antiga «vanguarda do proletariado», não se lhes conhecia nada de novo nesta matéria. Uma vanguarda é sempre e para todos os efeitos, uma elite que pastoreia o povo, no caso do socialismo, as «massas populares». A necessidade das elites dirigentes na teoria socialista é antiga, mas na nossa modernidade remonta a Rousseau, que inventou a soberania una e indivisível, logo, só possível de ser exercida por delegação do povo a um restrito número de dirigentes. Até mesmo a um só, se necessário. Maximilien Robespierre foi o primeiro a pôr esta doutrina em prática.
Ora, quando se pensava que o tema estava esgotado, vem-nos uma novidade de França, esse berço da civilização moderna, e do seu esclarecido presidente, o socialista François Hollande. Ele propõe, sem se rir, que a Europa, ou a Zona Euro, o que é, nos dias que correm, praticamente a mesma coisa, passe a ter um governo, mas um governo restringido apenas a seis países, os mesmos que fundaram as Comunidades Europeias. Assim ficariam ultrapassadas as deficiência da governança comunitária, que os sucessivos tratados não têm conseguido resolver, como ultrapassados ficariam os próprios tratados, que sempre estabeleceram e mantiveram uma governança comunitária entre estados aproximadamente iguais na sua representatividade e peso político. Lixo com eles, pois então!
Aguardemos, agora, as manifestações dos socialistas indígenas a este respeito, eles que sempre se mostram tão zelosos com os excessos da Alemanha e o seu suposto predomínio na Europa dos nossos dias. Certamente que não se conterão em indignações. A ver vamos.
Um dedo para a frente, três dedos para trás
O Observador tem um artigo giro sobre erros humorísticos que turistas estrangeiros cometem em questões colocadas a guias turísticos. Coisas como achar que o rei D. Carlos poderá ter sido assassinado por Salazar são engraçadas e, sobretudo, evidenciam as diferenças entre os erros históricos cometidos por estrangeiros e os cometidos pelos próprios portugueses. Por exemplo, um erro que os portugueses cometem mas que não é mencionado no artigo do Observador sobre os estrangeiros é haver quem ache que foi o actual governo quem chamou a Troika; outro é acharem que a Troika veio por um desígnio diferente do de salvar o país da bancarrota.
Os erros cometidos pelos portugueses são, inclusivamente, muito mais giros que os cometidos pelos turistas. Por exemplo, dificilmente um turista habituado a proteger a carteira dos meliantes comuns cairia no conto do vigário ou, como agora já se pode dizer, no conto do Varoufakis. Porém, vai-se a ver as sondagens, ainda há muitos portugueses dispostos a cair no conto da tralha bancarroteira que viu em António Costa o testa-de-ferro disponível para a conclusão do trabalho.
Sim, os erros cometidos pelos turistas são giros, mas os erros cometidos pelos portugueses, além de giros, têm também a doce tragicomédia da ironia que passa despercebida a uma grande parte dos ’tugas.
só cá faltava mais este
Embora, há que reconhecê-lo, de «humilhações», coisas «nefastas», «planos selvagens», «fins-de-semana fatídicos» e «efeitos devastadores» perceba ele. Nisso, e noutras coisas, é um mestre. Um mestre da redundância, até porque, como o próprio confessa «o diabo nunca está longe e leva-nos de volta para os erros do passado». Enxergue-se, homem!
Adivinhe qual imagem destas chocou o mundo
A rainha de Inglaterra em 1933 quando não era rainha e por sinal tinha 6 ou 7 anos fez a saudação nazi. Hitler ainda não tinha invadido país algum e nem de longe nem de perto se conhecia o que ficou conhecido como solução final.( Já agora em Portugal também se arranjam fotografias dessas muito antes da sua leitura política, de equipas de ciclismo por exemplo.)
O papa Francisco em 2015 com 78 anos e no exercício das suas funções papais aceitou como presente e pegou num crucifixo cravado numa foice e num martelo, símbolo de uma ideologia que independentemente do que venha a matar já matou milhões de seres humanos
Foi a Albânia senhores, foi a Albânia
destruição de emprego
Quando uma empresa vai à falência, o que é que sucede com a maioria dos seus trabalhadores?
E quando vai um país à falência, quais serão as consequências?
Por isso, quem é que anda a «enganar as pessoas»?
execrável
Este indivíduo da foto ao lado foi, durante os últimos cinco meses, o responsável pelas finanças da Grécia e não só não resolveu (que se saiba) um único problema do seu país, como o deixou à beira do abismo, com bancos fechados, falta de liquidez nos cofre públicos para pagar seja o que for e uma deserção ímpar dos capitais privados, com os cidadãos gregos alarmados com a situação para a qual o seu governo estava a levar o país. Vaidoso, insolente, convencido da sua imensa genialidade, sempre ostentando um sorriso entre o imbecil e o cabotino (duas extremidades muito próximas, como se sabe), este cavalheiro precipitou o seu partido, o seu governo e o povo grego para uma estratégia irresponsável de confronto com os países da Zona Euro e da União Europeia, a quem o país devia dinheiro – muito dinheiro -, e de quem pretendia muito mais, procurando impor as suas regras e condições, sem qualquer disposição para negociar. Quando, ao fim de cinco meses de ter andado a brincar com quem não devia, foi confrontado com um «deadline» e a obrigação de ser claro e dar uma resposta conclusiva, acobardou-se e escondeu-se atrás do povo grego, a quem tratou de mentir e instrumentalizar, prometendo-lhe o que sabia não poder garantir, empurrando-o para um referendo irresponsável – que poderia ter custado caríssimo, não fosse haver gente adulta do outro lado da mesa -, e tendo dado a sua garantia de que a vitória do «não» seria suficiente para reverter as condições que os credores exigiam ao governo. Na manhã seguinte, depois de ter conseguido o resultado que pretendia, demitiu-se para não ter que enfrentar a dura realidade das coisas. Deixou esse sujo trabalho ao seu ex-colega Tsipras, de quem anda agora a dizer mal pela comunicação social que ainda o quer ouvir, e foi causador de uma gigantesca humilhação do seu povo, cuja vontade expressa no referendo que inventou foi completamente dispensada. Depois de tudo isto, em vez de fazer as malas e remeter-se, envergonhado, ao recato do seu abastado lar, continua a andar por aí a dizer cavalidades, anunciando consequências tremendas por causa de uma situação que criou e que teve tempo e poder para ter evitado. Um sujeito execrável, este novo herói da esquerda radical (e não só…) europeia. E um exemplo a não copiar…
Humor só com os do costume!!
Sejam consequentes
Passei uns dias sem grande disponibilidade para indignações de internet, eis que hoje reparo haver a circular por aí um apelo ao boicote de produtos alemães. É divertido: o meu Renault é mais fixe que o teu Mercedes, a minha aspirina é do povo, não é neo-colonialista.
O meu apelo, em solidariedade com o apelo ao não consumo de produtos alemães, é um bocadinho mais consequente: apelo a que não usem qualquer tipo de produtos que tenham sido inventados, produzidos, transportados ou que incorporem em qualquer parte do processo da concepção ao usufruto qualquer tecnologia ou trabalho alemão. Assim, sim, respirar-se-á muito melhor.
vai mesmo ser necessário pedir-lhes muito
“Peço aos deputados do PS que nunca calem a divergência”, António Costa.
“Costa é acusado de estar a fazer “razia” a principais caras do segurismo”, dizem os apoiantes de António José Seguro, no i.
Pf.
Se não for pedir muito podem levar este reforço?
Devem ter-se perdido no caminho. Ou fizeram um desvio para ir ver a casa de praia do Varoufakis
“Caros concidadãos gregos: Aguentem firmes! Os reforços vêm a caminho!” Ana Drago, Daniel Oliveira e Rui Tavares. Fevereiro deste ano.
A economia na versão carochinha
Sousa Tavares dá-lhe sempre para as coisas medievais, os gestos rasgados, as grandes frases… no fim nunca diz como resolveria ele o problema mas o estilo é grandioso. Helena Roseta arranjou um jeito meio poético de falar e por ali ficamos. Mas é bonito.
a próxima reforma de alexis
A frase desta crise e dos próximos meses
Digam ao Costa
O ruído histérico sobre o fim da União Europeia em consequência do proto-acordo negociado com a Grécia não faz qualquer sentido. Se a União Europeia acabou, que diferença faz um acordo? O que causa a histeria não é o fim da União Europeia e sim a secagem da teta onde tencionavam sorver algo mais que o azedume da aritmética.
Agora, alguém avise o Costa.
Reformas na Grécia
Com este acordo com a Grécia há esperança que venham finalmente a avançar reformas difíceis como a liberalização da venda do pão ou a abertura do comércio ao domingo. Para mais tarde fica a venda livre de medicamentos sem receita.
O Varoufakis foi de férias
Achou? Foi assim uma ideia e lembrou-se de experimentar? Ah…
Tsipras: “Achei que o referendo ajudasse a conseguir um acordo melhor”
Se lhe disserem que atirar-se de um prédio com dez andares pode ser boa ideia veja lá o que é que acha.
descubra as 7 diferenças
Manobra de diversão!
“Às 16h45 horas, o Departamento de Agenda da TVI comunicou-me que o meu programa na TVI24, que deveria ser transmitido esta terça-feira a partir das 22 horas, fora cancelado, sendo emitido em alternativa um programa especial de análise à entrevista que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, concede à SIC. Considero estar perante um acto de censura por parte da direcção de informação da TVI“, declarou Augusto Santos Silva.
Como escreve Paulo Ferreira “Bem vindo a Portugal, o único país onde directores de informação e directores de jornais estão impedidos de mudar de comentadores e colunistas. Só podem convidar e contratar – e mesmo assim… – mas nunca substituir, dispensar, despedir, demitir. Podem demitir editores, trocar apresentadores, despedir jornalistas, dispensar gráficos. Mas os comentadores, esses, são intocáveis. Eles são os donos do “seu” programa, os decisores de antena, eles substituem-se aos editores e directores na tomada de decisões editoriais. Directores podem e devem decidir sobre a notícia de abertura do telejornal, a manchete da edição de amanhã, a reportagem que vai para o ar ou que é paginada. Mas ai deles que decidam que um comentador deve ser substituido por outro. “Censura”, gritam os dispensados, num insulto a todos os que sofreram e lutaram contra a censura, a verdadeira, a que calava, proibia, prendia, torturava, matava. Tenham vergonha. Censura! Augusto Santos Silva vai ser substituido por Fernando Medina. Estão a censurar socialistas. Não há paciência…














