Re: Cadáveres reincidentes de uma religião que nunca mais descola do estatuto de seita
Também concordo que devem ser os militantes a escolher a composição das listas às legislativas, Carlos. Em particular, nos partidos tradicionais. No caso do Livre é diferente porque não é um partido, é um veículo unipessoal com marketing perfeito cuja escolha nunca existiu, é fictícia.
O Rui Tavares será o cabeça de lista, o segundo e terceiro pouco importam: eleger um deputado já seria um excelente resultado. Daí que o que esteve a votação no Livre não foi a composição das listas e sim um concurso de popularidade entre jovens que nunca apreenderam técnicas marxistas e menos jovens que as dominam, agradecidos pela oportunidade criada pelo Rui para se auto-eleger.
A genialidade do Livre está na mente do Rui Tavares, que abrindo as portas a 5000 candidatos, assegura a vitória, na pior das hipóteses por pouquíssimos votos (toda a gente vota em si própria ou no Rui). Não é uma fraude democrática: é mais um logro, a crença de se estar a escolher alguma coisa. Até na Venezuela há eleições.
Tal como o Vítor Cunha, não me revejo em quase nada do que aqui é proposto pela candidatura do Livre. No entanto, parce-me inegável haver uma diferença significativa entre serem os militantes e/ou os apoiantes a escolherem os candidatos às legislativas (mesmo que isso implique a escolha de se “cadáveres reincidentes de uma religião que nunca mais descola do estatuto de seita“) ou serem os directórios partidários quem decide colocar esses e outros tipos de cadáveres políticos nas listas.
O mantra do dia de hoje
Pergunta o Nicolau Santos no Expresso curto desta manhã: A Europa está mesmo a discutir com a Grécia por causa de um quarto do BPN? Bom dia e digam-me que eu estou enganado: a Europa está a fazer um braço-de-ferro com a Grécia por causa de menos de um quarto do que os portugueses estão a pagar com língua de palmo devido à falência fraudulenta do BPN?
Ou seja é pouquissimo o dinheiro que a Grécia necessita. Só por maldade não se entrega esse dinheiro à Grècia… Por uns trocos a Grécia será salva. Portanto a Grécia não precisa mesmo mais de nada?
Se for assim a Grécia não terá qualquer dificuldade em arranjar esse dinheiro, bater o pé aos credores, meter a Merkel na ordem, vencer a ordem instituida e construir uma alternativa
É tudo muito bonito
O Dia do Yoga foi pretexto para a publicação das habituais fotos mais ou menos acrobáticas e para a relação entre a posição de lotus, o espírito da paz e a maravilhosa espiritualidade da Índia. Confesso que para lá de um exercício para os músculos a parte espiritual do yoga me escapa. Pelo menos na Índia um país onde se mantém um ostracizante sistema de castas, inúmeras mulheres são violadas por umas hordas bestializadas para lá doutros costumes nada pacíficos. Qua as pessoas se sintam bem é uma coisa mas entre o sentirem-se bem e fazerem o bem vai uma enorme diferença.
Livralhada Ocupada (ao menos não andam metidos na droga)
Gás, electricidade e água para todos! Tudo que é preciso é pagar o salário de deputado a um grupo de pessoas geniais acompanhadas de Viriato Soromenho-Marques. Uma piada entre músicos: “quem é que anda sempre rodeado de pessoas que tocam instrumentos? – Um baterista” consegue tornar-se apenas trágica neste caso específico de flautistas para ratos seguidos por um surdo a sincopar no bombo.
Com uma apetência para encontrar um holocausto em cada ponta queimada da torrada matinal, não é de estranhar que este senhor dê aulas de filosofia social e política, uma vez que a disciplina de filosofia insocial já estava preenchida por um sábio oficial do Costa.
Podia dizer que um conjunto de idiotas não faz um partido mas isso seria risivelmente falso. O factor que distingue estes é que, mais que quererem competir pelo título, desejam ser o clube satélite do clube principal, com a diferença de que, em vez de desenvolver carreiras dos jovens com potencial, servem de depósito a pessoas que comprovadamente são cadáveres reincidentes de uma religião que nunca mais descola do estatuto de seita.
Ser o piano
Edmundo ia na rua, em Évora, vendo montras, admirando o fim da Primavera que desnuda pernas femininas, eis que o piano que Tó tocava suspenso na grua cai no corpo do jovem, estropiando-o. Ambulância, urgências, transfusões, consentimento familiar e, dois dias depois, sai do coma, para alívio dos seus.
Tó, que também julga que é médico, além de paraquedista de pianos, diz que Edmundo não está melhor, que as transfusões e cirurgias o deixaram debilitado.
É verdade: Edmundo estaria sempre melhor se Tó não acreditasse que toca piano pendurado em gruas, dedicando-se antes ao seu verdadeiro talento, ser o piano.
Sócrates sempre!
A mulher que renovou o marxismo
María Ángeles Durán. Se houvesse justiça neste mundo esta cidadã espanhola seria neste momento reconhecida como a sucessora de Marx e a verdadeira inspiradora de Tsipras e sus muchachos por essa Europa fora. María Ángeles Durán não escreveu um livro, não teorizou sobre a conquista do poder através das técnicas leninistas usadas pelo Podemos em Espanha. Não, María Ángeles Durán registou o Sol em seu nome (tentou registar também o grito do Tarzan mas a coisa não correu tão bem!) No que ao Sol respeita registou-o num notário em 2010. Alegou a seu favor que o Sol é um bem tangível de que não se conhece dono nos últimos cinco milhões de anos. Depois começou a vender parcelas do Sol. Ao que parece pedia um euro por cada metro quadrado…
Mas o Syriza não foi eleito para bater o pé à Merkel?
os termos da comparação
António Costa acusa Passos Coelho de estar a «criar a ilusão de que o país está melhor». Melhor do que o quê, ou do que quando, é o que se tem de perguntar para entendermos os parâmetros da comparação utilizados e para podermos retirar conclusões do que Costa diz. Do que em 2011, quando o PS deixou o governo com o país na bancarrota. Resumindo, para Passos Coelho o país está muito melhor do que nessa altura; para Costa o país não está melhor, ou seja, continua na mesma como quando Passos assumiu funções: está uma merda. A que o governo do seu partido nos deixou.
Isabel Stilwell sobre o novo Regime Jurídico da Adopção, em discussão na AR, que prevê que aos 18 anos os adoptados possam ter acesso à informação sobre a sua família biológica sem a intervenção de um juiz com uma única e perturbante excepção: os “filhos” dos dadores de esperma e óvulos. Justifica um especialista ouvido pelo jornal: “Partiu-se do princípio de que o anonimato facilitaria a angariação de dadores.” E acrescenta: “Mais: anularia o risco de a pessoa assim gerada depois bater à porta do dador e perturbar a sua vida familiar.” (…) Protege-se o casal que recorreu a dadores, mas deixa-se a família que acolhe uma criança rejeitada, abandonada ou maltratada sujeita à chantagem de uma família biológica que rejeitou, abandonou e maltratou? Considera–se que são pais verdadeiros aqueles que amam e criam, transforma-se legalmente aquela criança num filho biológico, mas afinal o importante é conhecer a “verdadeira” família? Permite–se que, sem a ponderação que se espera de um magistrado, um impulso aos 18 anos resulte na cruel descoberta de um relatório de tragédias sórdidas?
E que lógica ética tem proteger um dador, remunerado, por muito que se vá dizendo que recebe apenas pelas despesas médicas, mas deixar vulnerável uma mulher que provavelmente deu em segredo o filho para adopção? Não pode ser a sua vida familiar perturbada por um filho indesejado que lhe bata à porta? Talvez os senhores que querem alterar a lei tenham pensado muito bem nisto tudo, mas eu vou ter de pensar mais.
Não se entende
Não faço ideia se o tal andar a mais fazia falta e muito menos se o seu impacto seria assim tão forte mas há uma doideira nisto tudo: estive muito recentemente em Alcácer. O centro (onde por sinal há uns inacreditáveis edifícios não sei se afectos à Segurança Social se a outro serviço quejando que não devem ter obedecido a estes critérios tão exigentes) parece um deserto de casas arruinadas e lojas fechadas. A periferia também não tem muita vida mas tem algumas casas novas, geralmente de gosto muito duvidoso. Do outro lado do rio numas casas de madeira crescem equipamentos. Entretanto legalmente preservado o centro cai.
Obs, Já agora não há nenhum projecto para o espectacular cinema também ele transformado numa ruína?
bem-vindo à «zona rublo»!
Pequena entrevista ao senhor Antunes
Senhor Antunes, como é viver na rua?
É aborrecido, mas crise humanitária mesmo é na Grécia, onde querem baixar as pensões das pessoas, algumas delas passando a receber menos de 700€ mensais. Enfim, uma vergonha.
Refiro-me a si, ao sofrimento de ser um sem-abrigo após o incêndio da sua casa, a morte da sua esposa grávida à porta do hospital e ao assassínio dos seus filhos por um psicopata com imunidade parlamentar?
Ah! Cá se vai andando, um dia a seguir ao outro, agora menos mal que vem aí o bom tempo. Não é o mesmo que estar na Grécia, vítima desta crise humanitária que impede a manutenção de cabeleireiros nas profissões de desgaste rápido.
Quem o ouvir pensa que é uma pessoa sem grande perspectiva…
Sem perspectiva está a Grécia, com esta crise humanitária, que impede a verdadeira democracia, que não custa nada pagar o modo de vida deles, os desgraçados.
Cristo!!!
Desde que umas almas se encerraram no Porto no Teatro Rivoli e resolveram comunicar poeticamente entre si e connosco que não lia/ouvia nada assim: Canções Crónicas: Praça Sintagma I
Se não querem, paciência
O Partido Socialista, se quisesse, tinha todas as condições para vencer as eleições. Seria até bastante simples, bastaria admitir o erro: as consequências naturais do socialismo, a destruição de recursos a uma taxa cuja reposição é impossível, o desvio sistemático de recursos das áreas produtivas para as supostas boas ideias que enchem de alminhas o inferno e a necessidade de enterrar de vez esse paradigma extorcionista para a manutenção de clientelas envelhecidas se ainda não moribundas. Mudar de vida, manter o nome, se dispostos ao ligeiro ridículo.
Não, reciclaram os símbolos do passado, do sonolento Ferro ao cómico Vieira da Silva, com especial preponderância para os do regabofe socrático, com boys promovidos a sábios, principalmente os que mais representam a vacuidade da aristocracia falida e de trajes rotos enquanto comenta haute couture nas TVs do regime.
Não querem, paciência.
A ler
*É curioso o que se passa relativamente a alguns escândalos políticos verificados recentemente em Portugal. Não colocando em causa o princípio da presunção da inocência, será que relativamente a algumas pessoas não havia já indícios mais do que suficientes de uma gestão da vida pessoal e profissional pouco clara e verdadeira? O que é mais estranho nestes casos, é a extraordinária tolerância que por vezes existe no seio dos partidos relativamente a esses casos, privilegiando-se o processo em detrimento da verdade.
*No que se refere à gestão empresarial, a realidade não é muito distinta. Num recente estudo promovido pelo Institute of Business Ethics, cerca de 77% dos inquiridos dizia que a empresa em que trabalha se pauta por padrões de honestidade. Aparentemente seria uma boa notícia. Mas será que se esse estudo tivesse sido levado a cabo no BES ou na PT há um ano atrás os resultados seriam diferentes? É pouco provável, porque não havia sinais claros de contestação interna. Os 77% representam provavelmente mais depressa um sentimento de pertença à organização do que uma convicção profunda de que a organização se pauta por comportamentos éticos. Na verdade, as pessoas tendem a ser tolerantes sempre que se encontram emocionalmente ligadas às organizações.
Um título realmente premonitório
Cá vai a causa paritária do dia
Mulheres portuguesas têm pensões 31% mais baixas do que os homens
Tendo em conta que as mulheres começaram mais tarde que os homens a exercer profissões remuneradas esta diferença é inevitável e transitória. Com tanta fúria de género ainda acabaremos a ter de indemnizar os homens porque até 1999 as mulheres se reformavam mais cedo que eles ou descobriremos que manter os privilégios dos funcionários públicos se traduz numa discriminação de género.
a quebra das convicções religiosas dos portugueses
Os portugueses são um povo de crentes? Talvez tenham sido, no passado. Mas hoje cada vez mais acreditam menos em Messias, e não parece que esta tendência se altere nos tempos mais próximos.
olha o ps preocupado com a «tragédia grega»…
dizem que é um especialista na teoria dos jogos
uma inabalável fé na democracia representativa
O ministro grego que está a «conduzir» as negociações em Bruxelas, admite eleições antecipadas na Grécia, caso não haja acordo com os credores. Diz ele que o Syriza não está mandatado para «abandonar o euro». Pois não. O mandato que os gregos lhes deram foi para acabar com a austeridade sem sair do euro, nem ceder aos credores. Para repor as situações anteriores a todas as ligeiras reformas iniciadas pelo governo anterior, depois de ter sido perdoada quase metade da dívida do seu país. Foi, portanto, um mandato muito claro, que não carece de esclarecimentos. Façam, então o favor de cumprir o que prometeram. Eles e, daqui por algum tempo, o Dr. Costa, se alguma vez chegar ao governo e se insistir neste mesmo caminho que tanto o tem entusiasmado.
para entender melhor o que se está a passar
Portanto
a) a Grécia escolheu o seu governo
b) o governo da Grécia acusa os credores e a UE de terem um comportamento crminoso para com a Grécia
c) o governo da Grécia avisa que caso os credores criminosos não emprestem mais empréstimos criminosos (que a Grécia não pretende pagar) muito criminosamente a Grécia entra numa grave crise provocada pelos criminosos credores que além de não serem ressarcidos são criminosos porque emprestaram no passado e criminosos no presente porque não emprestam
d) o governo grego avisa que o euro pode acabar caso não se façam mais empréstimos daqueles que a Grécia avisa que são ilegais, injustos e criminosos e que por isso não devem ser pagos
e) a paciência dos contribuintes dos outros paíes acaba quando?
importa-se de esclarecer?
Num bonito artigo escrito em forma de prosa poética, a deputada Isabel Moreira não se cansa de repetir que a Grécia fez «escolhas» que a «direita fanática» tem atacado com requintes de «crueldade e malvadez». Há, todavia, no artigo um qualquer lapso de raciocínio lógico que a deputada não esclarece: se as «escolhas» foram do povo grego e do heróico Syriza, que democraticamente o governa, por que razão «os efeitos devastadores» dessas escolhas hão-de ser imputados aos baixos instintos da «direita fanática»? Importa-se de esclarecer?
Notícias da Grécia

O parlamento grego legitima e democraticamente decidiu
que a dívida grega é ilegal e ilegítima e que não deve ser paga
Several legal arguments permit a State to unilaterally repudiate its illegal, odious, and illegitimate debt. In the Greek case, such a unilateral act may be based on the following arguments: the bad faith of the creditors that pushed Greece to violate national law and international obligations related to human rights; preeminence of human rights over agreements such as those signed by previous governments with creditors or the Troika; coercion; unfair terms flagrantly violating Greek sovereignty and violating the Constitution; and finally, the right recognized in international law for a State to take countermeasures against illegal acts by its creditors , which purposefully damage its fiscal sovereignty, oblige it to assume odious, illegal and illegitimate debt, violate economic self-determination and fundamental human rights. As far as unsustainable debt is concerned, every state is legally entitled to invoke necessity in exceptional situations in order to safeguard those essential interests threatened by a grave and imminent peril. In such a situation, the State may be dispensed from the fulfilment of those international obligations that augment the peril, as is the case with outstanding loan contracts. Finally, states have the right to declare themselves unilaterally insolvent where the servicing of their debt is unsustainable, in which case they commit no wrongful act and hence bear no liability.
Não contestando eu a legitimidade do parlamento grego para tomar esta decisão é também óbvio que não estão a pensar continuar a pedir mais dinheiro pois não?
A CGTP já mandou um delegado ao além?
José Saramago mantém depois de morto o ritmo de trabalho que o caracterizou até ao fim da vida. Hoje há mais um inédito.
Mortos por ódio e mortos por amor
PÚBLICO: Nove mortos em crime de ódio em igreja afro-americana em Charleston
Este falejar quer tão só dizer que nove negros foram mortos por um não negro numa igreja frequentada por negros em Charleston.
Se eles fossem brancos a notícia seria: nove pessoas mortas numa igreja em Charleston.
No primeiro caso mata-se por ódio, No segundo os sentimentos do assassino são irrelevantes. É assassino e ponto.
sondagem
O povo escolheu
O governo grego foi eleito democraticamente. O governo grego continua a contar com apoio interno. Não há manifestações contra o governo grego nas ruas de Atenas. Ninguém pede novas eleições na Grécia. Logo a única coisa que está em causa é se os contribuintes e eleitores dos outros países da UE têm de continuar a pagar o projecto que os gregos votaram.
doidos à solta
Alexis Tsipras e o seu mediático ministro das finanças Varoufakis declararam que assumirão a responsabilidade de «dar o grande não» aos negociadores internacionais, de quem esperam não se percebe exactamente o quê. A heroica proclamação vale o que vale, ou seja, não vale nada. Porque, uma coisa é assumir a responsabilidade de romper negociações e inviabilizar acordos, coisa diferente será assumir as responsabilidades pelo estoiro que a Grécia vai dar a seguir, se estes dois destemperados governantes cumprirem a sua promessa. Aí, as «responsabilidades» recairão sobre o povo grego, principalmente sobre as pessoas mais frágeis e desprotegidas, desde logo, os pensionistas que eles dizem querer preservar. E não se antevê que nenhum destes dois cavalheiros esteja disposto a vender o que é seu para pagar – nessa altura, certamente já em dracmas – as pensões dos infelizes que se preparam para desgraçar.
Não se percebe
Li algures que hoje se realiza a 47ª greve em 5 anos, na empresa Metro de Lisboa. Desta vez é contra a futura concessão da empresa.
Mas se uma empresa é assim tão má que tenha justificado em 5 anos tanta greve, não será mesmo melhor mudar de patrões? Não deveriam as 46 greves anteriores serem um poderoso argumento para os trabalhadores querem a concessão a outros gestores?
Para salvar o planeta «ne plus manger de Nutella»
A sério que estão preocupados?
Está a causar enorme preocupação no país o facto de militares na reserva poderem ser chamados a vigiar recreios das escolas. Finalmente o país preocupa-se com o perfil das pessoas escolhidas para tais funções. Quando os meus filhos frequentaram a escola primária — pública — foram pedidos mais vigilantes à autarquia e ao ministério. O resultado foi em alguns casos fantástico tanto mais que era suposto os nossos filhos particiuparem no esforço de recuperação dos cidadãos que nos calhavam em sorte. Recordo um notoriamente toxicodependente que também praticava alguns furtos e sobretudo não fazia nada. Perante a nossa apreensão os responsáveis ficavam mudos e calados. Azar o nosso o homem não ser militar na reserva. Quem sabe não seria? Nunca nos ocorreu perguntar-lhe.
O melhor é mesmo fazer uma palestra sobre o Alves Reis
Francisco Louçã irá nestas quarta e quinta-feiras ao Parlamento grego, liderado precisamente pelo partido de Alexis Tsipras. Louçã participará numa sessão de apresentação do relatório preliminar de uma comissão oficial de auditoria à dívida daquele país. Recentemente, a presidente do parlamento da Grécia anunciou a constituição de uma comissão de auditoria da dívida grega, a qual descreve como “uma ferramenta que permitirá reparar uma grande injustiça cometida em relação ao povo grego”. Além dessa comissão de auditoria, o parlamento deverá constituir outras duas comissões. Uma para investigar a situação que deu origem ao primeiro plano de resgate à Grécia, em Maio de 2010, e outra para examinar os pedidos de reparação à Alemanha pelos danos infligidos durante II Guerra Mundial.
Não sei se a sessão decorrerá com os ministros sentados no chão (fica bem nas imagens!) mas tenho a certeza que as três comissões – de auditoria à dívida; para investigar a situação que deu origem ao primeiro plano de resgate à Grécia, em Maio de 2010 e ara examinar os pedidos de reparação à Alemanha pelos danos infligidos durante II Guerra Mundial – concluirão que a Alemanha em particular e os credores em geral devem milhões e milhões à Grécia. Como de nada desse comissionismo nasce dinheiro o melhor é Loução fazer uma palestra aos gregos sobre um português chamado Alves Reis. Que só foi burlão porque fez em proveito próprio aquilo que muitos defendem hoje como política monetária.
Talvez esteja na hora de Tsipras mudar de credores
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, declarou esta terça-feira, num discurso endereçado aos deputados helénicos, que o comportamento dos credores oficiais tem como objetivo “humilhar” a Grécia e que a insistência numa política de cortes tem motivações políticas. Tsipras chegou a ir ainda mais longe, referindo-se ao Fundo Monetário Internacional (FMI): “O FMI tem responsabilidade criminal pela situação de hoje” na Grécia, disse.
Usando uma retórica mais agressiva, quando alguns esperavam uma mensagem conciliatória, Tsipras reforçou que pretende chegar a acordo com as instituições europeias e o FMI, mas com condições: “O mandato que temos do povo grego é para acabar com a política de austeridade”, disse. “Para o conseguirmos, temos de procurar um acordo que distribua o esforço de forma justa e que não prejudique trabalhadores e pensionistas”.
Portanto estamos nisto: o esforço que Tsipras pretende não pode prejudicar os trabalhadores e pensionistas gregos: os autarcas gregos também acham que estão muito esforçados e recusam transferir reservas municipais para o Governo grego logo o esforço terá de ir para o sítio do costume: os contribuintes dos outros países. Que além de terem de se esforçar ainda têm o prazer de ser insultados regularmente pelo Governo grego.







