Estamos em ano de eleições
Aquilo que o percurso de Sócrates revelou
Uma enorme disponibilidade da esquerda para apoiar caudilhos e uma extraordinária fragilidade daquele que, até agora, tem sido o principal partido português. Na verdade o PS gostou de Sócrates e aquilo que esperam de cada novo líder é que ele lhes devolva o espírito miliciano que tiveram com Sócrates. Nada disto é crime. Mas politicamente falando é um desastre. Para maior azar foi o nosso desastre e pode voltar a sê-lo outra vez
2 meses de Syriza
Passaram 2 meses desde que o Syriza ganhou as eleições gregas. Tempo de recordar este texto, escrito no dia das eleições gregas de 25 de Janeiro, do Miguel Esteves Cardoso:
Hoje é um dia importante. Espero que o partido Syriza ganhe as eleições com maioria absoluta. Alexis Tsipras é inteligente, corajoso, grego e europeu: não quer que a Grécia deixe de usar o euro.
Se ganhar com maioria, fará frente à União Europeia e defenderá uma união financeira que ajudará os países mais pobres, como Portugal.
Portugal não pode continuar a fingir que é diferente da Grécia. Não é. A Espanha, maior, também sabe que faz parte do mesmo grupo do savoir vivre que inclui a Itália inteira e quase toda a França.
A verdade é que existe — e sempre existiu — uma Europa do Sul, em que cada país se dividiu, inutilmente, entre Norte e Sul.
Se o Syriza ganhar (ou perder), devemos abraçá-lo e solidarizarmo-nos com ele. As eleições nacionais são a última afirmação da escolha política.
Poderia haver na Grécia um partido que, ao contrário do Syriza, quisesse sair do euro e voltar ao drachma, poupando biliões. Até há. Mas não têm hipótese de ganhar.
Os poderes do Norte da União Europeia querem dividir-nos e obrigaram-nos a competir entre nós, para descobrirmos quem é o escravo mais cumpridor.
Não há maior beleza do que a união política dos pobres e devedores. Obrigarmo-nos a ser de direita ou de esquerda é a mais horrenda manobra divisionista.
Hoje é domingo e a eleição na Grécia atira-nos para o silêncio. Isso é que era bom. Hoje queremos que ganhe o Syriza e, por conseguinte, as opiniões portuguesas que ainda sonham com um mínimo de liberdade.
Assim seja.
a leilão
O programa do futuro governo do PS vai ser posto na net, a leilão. Uma excelente ideia, sobretudo quando não se tem nenhuma outra.
Polémica incendeia redes sociais
Ricardo Araújo Pereira: Tudo o que se diz nas redes sociais é notável, ao contrário do que se diz, por exemplo, em snack-bares. As pessoas também dizem coisas em snack-bares. Normalmente, as mesmas coisas que se dizem nas redes sociais, o que é curioso. No entanto, os jornalistas nunca tomaram o pulso aos snack-bares. Nunca noticiaram: “Tal caso está a gerar polémica nos snack-bares.” Talvez porque seja impossível saber o que se diz em todos os snack-bares. No entanto, também há milhares de milhões de utilizadores de redes sociais, pelo que custa a crer que seja possível saber qual é a opinião das redes sociais. Em princípio, estão lá todas as opiniões possíveis. Provavelmente por razões de deslumbramento tecnológico, atitudes de snack-bar, quando tomadas em redes sociais, ganham, para os jornalistas, outra credibilidade. Digo que são atitudes de snack-bar porque, tal como no snack-bar, nas redes sociais também não há conversas em voz baixa – circunstância que os próprios jornalistas reconhecem. Eis um apanhado das últimas notícias sobre o que se passa nas redes sociais: “Polémica com Dolce e Gabbana incendeia redes sociais”, “Está esclarecida a polémica que incendiou as redes sociais. O cachecol de Varoufakis é mais velho que a crise”, “Post de assessora de congressista americano incendiou as redes sociais”, “Irmã de Neymar incendeia as redes sociais”, “Este é o vestido que incendiou as redes sociais”, “Etiqueta de roupa da marca indonésia Salvo Sports incendiou as redes sociais”, “Várias personalidades negras de Hollywood entregaram prémios nos Oscars, pormenor que incendiou as redes sociais”, “‘Era tudo maquilhagem’, diz Uma Thurman sobre a polémica que rapidamente incendiou as redes sociais”, “Gustavo Santos voltou a criticar o ‘Charlie Hebdo’, depois de um post no facebook que incendiou as redes sociais”. Pelos vistos, um incêndio perpétuo (semelhante ao do inferno mas, provavelmente, mais intenso) lavra nas redes sociais. Uma turba agita-se para lapidar opiniões, comentários e peças de roupa. E os jornalistas vão atrás, para contabilizar o número de pedras arremessadas
Agora que o domínio do francês
está quase a tornar-se um traço genético nacional talvez ainda vamos a tempo de perceber o que aconteceu em França nas últimas eleições. Estava convencida que não se tinha abordado o impacto destes resultados porque nas redacções não se sabia francês. Mas agora estou em crer que à excepção de alguns tolinhos que, como é o meu caso estudaram anos e anos aquela a língua, estiveram profissionalmente ligados a empresas francesas e lêem todos os dias a imprensa francesa mas certamente por estupidez nossa não conseguimos escrever sequer um livrito leve em francês quanto mais ficarmos bilingues ao ponto de escrevermos sobre filososfia primeiro em francês e depois passarmos o texto para português, todos os mais portugueses (feita excepção a este grupo) saberão certamente ler estes dados e perder dois segundos a perceber o que vem aí.
A ler
Para perceber a doideira que está instalada no país vizinho
leia-se o que as esquerdas espanholas escreveram sobre a queda do avião da Germanwings Note-se que alguns fazem parte da chamada esquerda moderada. Imagine-se se fossem radicais!
«Soy el negro del negro»
O episódio do dia pode servir para que se investigue mais a figura fascinante do ghost writer. Muita gente recorreu a eles e é livre de o fazer (outra coisa é apresentar como sua uma tese que não escreveu) O escritor fantasma, o negro… são eles mesmos figuras literárias. Há anos num artigo sobre Camilo José Cela encontrei esta história que hoje finalmente tenho um pretexto para contar: A Alejandro Dumas se le murió el negro, y estaba desesperado. Pero llegó a su casa un sujeto desconocido con el siguiente capítulo del folletón. «¿Y usted, quién es?», preguntó Dumas. «Soy el negro del negro».
A sério que estas pessoas não vão para casa por não terem condições económicas? Se for uma questão de falta de “condições económicas” então entregue-se às famílias o dinheiro que vão custar as vagas nos lares.
Há coisas que não se entendem
O PS apresenta-se às eleições na Madeira coligado com o PTP, o MPT e o PAN. A esta coligação deu o nome “Mudança”. Só se for a mudança para o manicómio de quem achou que isto trazia algum valor acrescentado na hora de votar.
Soltem os pilotos
Pessoas que defendem veementemente a presunção de inocência de todos os reclusos cujo nome é Sócrates, presumem igualmente a culpa homicida de todos os pilotos de aviação civil que nunca poderão ficar sozinhos no cockpit.
Programa da Escola Segura
E lista de padres condenados por pedofilia pode haver?
António Vitorino compara a candidatura de Henrique Neto com a de Defensor Moura. Não percebo se com isto António Vitorino pretende dizer que estamos perante uma candidatura criada para desgastar o principal candidato que aliás nem se sabe quem é. Nem tudo o que se parece é semelhante como o regressado Almeida Ribeiro poderá explicar.
Senhor candidato presidencial, desapareça
O primeiro candidato presidencial fez hoje a apresentação da sua candidatura. Só estou a referir isto porque poderia ter passado ao lado das pessoas que lêem jornais, já que não é uma candidatura sexy das que nos adora a todos.
Isto indica duas coisas: primeiro, que ninguém está interessado na presidência propriamente dita, só na perspectiva de beltrano ou sicrano vir a ser presidente; segundo, que o presidente serve exactamente para ser sexy e adorar-nos a todos, não para presidir coisa alguma.
Come fly with me, come fly, come fly away…
Quem se mete com o círculo protector de Sócrates leva
“Neste momento há muito entertainment em matéria de Presidenciais. Não me parece que um entertainer seja um bom candidato a PR”, Augusto Santos Silva sobre a candidatura de Henrique Neto, na TVI24.
José Lello “Henrique Neto candidato à Presidência? O Beppe Grillo português!…
Espantoso!!!
Sindicato quer acesso restrito ao SNS ou multa violenta para agressores de médicos
Ou seja o Sindicato considera-se dono do SNS e acha por bem limitar-lhe o acesso àqueles que tratam mal os médicos. Presumo que se faria uma lista de agressores de técnicos do SNS e quem tivesse o nome na lista seria atendido quando e se o Sindicato, os médicos quiçá os enfermeiros determinassem. Tipo esta a torcer-se com dores? Pois é, não tratamos. Agrediu um colega nosso em Freixo de Espada à Cinta e agora tem o castigo merecido.
Não duvido que os agressores sejam eles de médicos, professores, agentes de autoridade ou de cidadãos comuns que andam a passear o cão devem ser severamente punidos mas isso é uma coisa. Outra substancialmente diferente é restringir o acesso, ainda por cima a um serviço de saúde, a determinados cidadãos em função do seu cadastro. O SNS não é um bar em que o Sindicato dos Médicos rege o direito de admissão. Na verdade acho que é mesmo assim que o Sindicato dos Médicos vê o SNs mas não pode ser.
Dos mesmos que quiseram pagar o buraco do BPN
Presidente do PS promete ressarcir lesados do BES caso Costa vença eleições
Se o Partido Socialista for Governo, deverá ser o Governo a ressarcir os lesados do Banco Espírito Santo. A promessa foi feita esta segunda-feira à noite por Carlos César, presidente do PS.
“Penso que esse mesmo Estado que os estimulou, é o Estado que nesta fase deve garantir o ressarcimento de todos esses cidadãos e de todas essas empresas”, disse no programa Três Pontos, da RTP Informação.
“A não ser que entretanto esvaziem os cofres. Porque se os cofre estão cheios, com certeza que eles também poderão ter aplicações no ressarcimento de portugueses que foram lançados nessas aplicações por parte do Estado e das suas autoridades politicas e reguladores”.
Chama-se jornalismo de referência
aquele em que as questões de ética se transformam numa questão de ódio: O primeiro candidato presidencial à esquerda odeia Sócrates, critica Costa e apoiou Seguro
Enfim é uma coisa tipo Casa dos Segredos: há umas pessoas que não vão com a cara com de José Sócrates. Outras, pelo contrário, amam-no. Acham que ele é ‘um grande ser humano’ e dão-lhe montes de xi corações.
Aqui temos também um problema de falta de amor: O amor não está no ar mas Merkel e Tsipras esforçaram-se
esmerada educação
A do rapaz Alexis Tsipras, nesta visita à madrinha para as bênçãos pascais. Tem sido impressionante a progressão dos bons modos e do fino trato ocorrida de há uns tempos para cá. Já nem parece o mesmo. E há até quem garanta que, antes do fim do mês, os veremos, a ele e ao Furosakis, de fato e gravata…
Nada corre bem ao templo do povo
Uma pessoa passa uns dias distraído e dá de caras com uma candidatura presidencial das que irritam o marajá dos socialistas. Como sei eu que a candidatura de Henrique Neto à Presidência da República irrita o doutor Costa? Imediatamente pela reacção de alegada indiferença do edil lisboeta/candidato a PM/líder socialista/vogal do rancho folclórico: é-me indiferente.
É óbvio que não é indiferente a Costa se alguém se candidata à presidência, em particular se esse alguém é um socialista histórico que não acompanhou o entusiasmo pela azeiteirada que tomou conta do partido na última década de forma tão indelével como a do calendário de avantajadas mamas à solta na oficina de automóveis.
Henrique Neto tem uma campanha simplificada enquanto os membros do culto do Jim Jones de Évora não forem domados: sempre que um socrático abrir a boca para criticar Henrique Neto, é mais um voto que o histórico socialista obtém de borla.
Calendário Grego – Março 2015
De partidos a prestadores de serviços

Tricô voltou a estar na moda e até há homens ilegais a serem investigados pelo Ministério Público.
Parece que é um crime que o Antero de Cebolais de Cima, que trabalha na segunda repartição de finanças de Castelo Branco, não possa aceder ao valor declarado do isto não se aguenta de Manuela Ferreira Leite na TVI. Estou de acordo. Aliás, é um crime que o Antero não possa aceder a tudo o que quiser de forma a providenciar informações a jornalistas alegadamente necessitando de banho, para felicidade etérea dos Anteros úteis com emprego garantido.

Presuntos em Salem, preto e branco.
Admito que o meu exemplo é um bocado forçado: ninguém está interessado nos rendimentos de Manuela Ferreira Leite, só nos de Passos Coelho e Cavaco Silva; mas, mesmo assim, é uma questão de elementar bom senso publicar em todo e qualquer jornal, através de acesso geral não identificável, os valores das obras do senhor doutor Costa no duplex censurado pelo senhor doutor Costa para os restantes moradores do prédio. É necessário terminar o que se começou com a marquise de Cavaco, a era interrompida pela inépcia de Guterres em aguentar a quantidade de libertinagem-Alexandre-VI tão típica de socialistas quando há um pote no fim do arco-íris, segundo a velha lenda parisiense firmada nos valores da amizade fraterna.
Nota: comentários críticos a este artigo devem vir acompanhados de NIF e password de acesso a toda a história de extorsão contributiva.
A comunidade versus Dolce & Gabbana
O fim da lista VIP
A partir de hoje os jogos do Carcavelinhos-Fofó têm um contingente policial igual aos dos jogos Porto-Benfica
Todos os cidadãos portugueses passarão a ter polícia à porta como os antigos PR’s
Aquele lugar sempre vazio à porta dos edifícios nomeadamente dos municipais e onde estacionam os veículos nomeadamente dos presidentes das autarquias passarão a ser um direito de todos os munícipes
Indícios de que as sondagens não descolam
já vai cara
Sentado num cais de embarque do Aeroporto Francisco de Sá-Carneiro, desde as 8:00, aguardo notícias da TAP sobre o vôo que deveria partir às 10:15 e me faria chegar a São Paulo às 18:30 locais, 21:30 portuguesas.
As primeiras «notícias» tivemo-las por volta da 9:00, quando a hospedeira de terra comunicou que o vôo estava adiado até, pelo menos, às 15:30, sendo que os passageiros deveriam «aproximar-se do balcão de embarque às 14:00», para terem notícias mais frescas. Para nos compensar, a TAP oferecia aos passageiros senhas de refeição.
Quinze minutos depois deste primeiro aviso, a mesma senhora hospedeira anunciou que, afinal, haveria notícias muito antes das 14:00, lá pelas 11:30, pelo que recomendava aos «senhores passageiros» que se deixassem estar por perto, em vez de se porem a andar para os restaurantes do aeroporto a banquetearem-se com as estupendas senhas de refeição que a companhia distribuira. É que, às 11:30, no tal aviso que nos impediu de comer imediatamente as sandwiches do aeroporto, a TAP poderia, afinal, dar-nos a alegria de que o embarque seria imediato e que a viagem seguiria dentro de breves momentos. Hurra, hurra! Loucura total! Nada como a TAP para nos encher de emoções.
A questão deste «incómodo», explicou a senhora, é simples e comprende-se bem. Em duas penadas. O avião estava com um «problema técnico» e aguardava-se, a todo o instante, a chegada, também por avião (noutro, claro está), de uma peça que substituiria a avariada. Imagina-se a calma e a tranquilidade nos passageiros que esta explicação causou e que fez com que muitos anunciassem a sua desistência imediata da viagem. Ingratos!, pensou certamente a senhora hospedeira que os olhava de sobrolho carregado. Tudo por causa de uma simples peça!
Perante a intenção de abandono anunciada por algumas das vítimas, a TAP, sempre pela voz da mesma senhora hospedeira, colaborou de imediato: «que nada garantia que o avião não saísse ainda de manhã», «que mesmo saindo mais tarde poderia chegar à hora marcada, graças à perspicácia do comandante» (não esquecer que «os pilotos da TAP são os melhores do mundo»…), «que não podiam garantir nova viagem para breve aos passageiros que desistissem», «que a desistência de viajar é sempre uma decisão do cliente», mas «que a decisão de reembolsar os desistentes será uma decisão da companhia», etc..
11:30: a senhora hospedeira anuncia notícias para as 12:30. Quem diria!
Moral da história: vendida por um euro «a melhor companhia aérea do mundo» já vai cara.
A ler
Índice de Agigantamento de Irrelevâncias
Proponho criar um novo índice, o IAI – Índice de Agigantamento de Irrelevâncias. Calcula-se dividindo a área ocupada nos jornais por um dado tema pela relevância do tema. Serve para medir a tontice à volta de tretas e a forma como os jornalistas são (e querem ser) manipulados pelos politiquinhos de casos.
O IAI acaba de bater um novo recorde com a lista VIP.
Opinião versus conhecimento
O caso das listas VIP é aquele em que mais pessoas têm opinião sem perceberem o caso. E à medida que vão percebendo o caso deixam de ter opinião.
Política é amor
9.200.000 € é o valor do altruísmo oriundo da mais pura amizade que une Carlos Santos Silva a José Pinto de Sousa. É este valor em concreto mas podia ser outro, que a verdadeira amizade não tem preço. São apenas 18220 salários mínimos nacionais, algo que qualquer pessoa poderia obter como fruto do seu trabalho contributivo para a sociedade do bem-comum através de uma carreira de 1300 anos livres de impostos, equivalendo a uns 3250 anos para pessoas comuns, das que acabam a pagar salários a políticos bafejados pelo altruísmo da pura amizade.
A amizade é a forma mais pura do amor. Um filantropo não deve ser questionado e muito menos embaraçado pelas suas decisões altruístas. Por isso é que ninguém hesita em exigir que a Alemanha pague isto ou aquilo: um verdadeiro socialista parece exigir algo quando, na realidade, apenas usa a forma informal de pedido de empréstimo, uma forma que permite puxar pelo melhor dos outros, tornando-os em filantropos ao serviço do bem-comum. Daí que toda esta perseguição ao amor seja encarada por quem nos quer bem como sendo uma perseguição política: a política portuguesa é isso mesmo; é o fruto do amor que o político nutre por si próprio, na sua tenda de campismo no topo de uma montanha que é ele próprio.
Evolução (lenta, mas ainda assim….)
Das presunções
Essa coisa da «presunção da inocência» é uma figura jurídica que se inventou para ficar bem na fotografia. Uma coisa tão de fachada e sem valor como qualquer ossito depositado no Panteão.
Repare-se: o comum dos mortais presume que se fulano que está preso pelas autoridades é porque alguma culpa tem. Caso contrário não estaria detido. Nem podia deixar de ser outro modo. Com o sistema judicial actualmente existente ocorre uma presunção legal de culpabilidade. Foi essa presunção que recentemente o STJ reafirmou: «fortes indícios» para manter alguem detido. Portanto a presunção de inocência é uma ficção para os romances dos professores de direito lerem aos seus alunos.
É a consequência natural de um sistema judiciário arcaico, actuando ainda à maneira do tempo de Pina Manique. Que prende para investigar e onde se permite que o Estado tenha o poder de deter qualquer um meses a fio sem que seja formalmente acusado de coisa alguma. Atinge a todos por igual, é certo, mas nem por isso deixa de ser abusivo.
Há que pedir perdão por ganhar dinheiro?
MIGUEL ANGEL BELLOSO: «Passos Coelho e Rajoy funcionaram como uma grande oficina de reparações. Ninguém sensato pode dizer que sejam maus gestores. Mas não são os líderes que a ocasião merecia. Não houve substrato ideológico por trás das suas políticas, um projeto de país capaz de despertar a ilusão coletiva. Um afã por derrubar o consenso social-democrata em que está instalado o continente europeu há tantos anos.
Antes pelo contrário, a esquerda conseguiu incutir no imaginário coletivo a ideia falaciosa de que, como consequência das políticas de austeridade para combater a crise, os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres e a classe média está em fase de proletarização. E neste ambiente, a competição por demonstrar quem tem uma maior sensibilidade social e defende melhor os interesses dos desfavorecidos transformou-se no eixo central da discussão política. Em Espanha, por exemplo, onde a economia vai crescer este ano mais de 3%, o primeiro-ministro, Rajoy, declarou no último debate sobre o Estado da Nação que tinha chegado a hora de aliviar o sofrimento dos cidadãos, como se tivesse problemas de consciência por ter voltado a pôr o país nos eixos!»
vitorino presidente
Cumpriu-se o desígnio de António Costa: António Vitorino vai a Presidente.
Um artista
A propósito da Lista VIP, António Costa fala em “imunidade fiscal VIP para alguns contribuintes”.
A ideia destas declarações é insinuar que existem contribuintes que não pagam impostos por estarem nesta lista.

