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O jovem devia era entrar para a PSP e assim já podia injuriar e empurrar à vontade. Na escadaria da AR, naturalmente

9 Março, 2014

Jovem detido por injúrias e empurrões a agente da PSP

Dias internacionais com dedicatória

8 Março, 2014

Queria dedicar esta lista de dias internacionais a todas as pessoas que celebram hoje o dia internacional da mulher.

27 Janeiro: Memória das vítimas do Holocausto
4 Fevereiro: Cancro
6 Fevereiro: Tolerância zero à mutilação genital feminina
13 Fevereiro: Rádio
20 Fevereiro: Justiça
21 Fevereiro: Língua materna
1 Março: Discriminação zero
3 Março: Vida selvagem
8 Março: Mulher Ler mais…

vai ter graça

7 Março, 2014
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Ver esta senhora ganhar eleições. Por enquanto, as do Parlamento Europeu, no futuro, ninguém poderá dizer.

Apesar de não me ser minimamente simpática, nem por ela própria, muito menos por aquilo que defende e representa, não deixarei de estar atento ao que dirão, a propósito da(s) sua(s) vitória(s) os democratas de serviço, aqueles para quem a democracia só é boa e funciona bem quando ganham os “nossos”.

A seguir com a maior atenção.

na cabeça do indígena

7 Março, 2014
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Para o português médio, Jardim Gonçalves é um bandido. Ele cometeu todos os pecados capitais que não têm perdão em Portugal: foi um empresário, teve sucesso e ganhou muito dinheiro com isso. Nos EUA, na Alemanha, ou mesmo em certas regiões do Brasil (São Paulo, por exemplo), este homem seria exaltado, pessoalmente respeitado, o seu percurso de vida serviria de exemplo aos jovens empreendedores e o BCP seria um case-study nas escolas de gestão e nas universidades.

 É certo que Jardim Gonçalves cometeu um erro fatal, com o qual viu destruído um percurso de vida profissional exemplar: não soube escolher o sucessor e, pior do que isso, fê-lo seguindo critérios pessoais que nada tinham que ver com o banco. Pagou pessoalmente por isso e nunca mais recuperará do rótulo de salafrário e bandido que lhe colaram na testa. O nativo lusitano é geralmente invejoso e mesquinho, e não aprecia o sucesso e o triunfo alheios. De nada valerá a Jardim Gonçalves ter revolucionado um sector – a banca – que as nacionalizações selvagens de 75 tinham destruído e relegado para práticas do século XIX, ter criado milhares de postos de trabalho, dinamizado empresas e apoiado empreendedores, desenvolvido a economia e a bolsa do seu país. Ele é um bandido, ponto. Não por aquilo de que o Ministério Público o acusa (e que duvido que tenha entendido plenamente), mas por ter sido um empresário bem sucedido.

Em contrapartida, o indígena português olha para os seus políticos – os seus ‘maiores” – com respeito e veneração. Ainda hoje, uma pessoa como José Sócrates, apenas para nos ficarmos pelos mais recentes, apesar de não ser consensual, colhe a simpatia de milhares de portugueses e a tolerância de muitos outros. Pouco importa que o seu governo tenha destruído o que ainda restava da economia nacional, gerado uma dívida que ainda chegará aos bolsos dos nossos netos, ter tomado decisões perdulárias, despesistas e irresponsávei, e ter montado com o dinheiro do contribuinte um projecto pessoal de poder que não respeitou empresas públicas e privadas, órgãos de comunicação social, bancos (o próprio BCP, por exemplo). José Sócrates é hoje uma pessoa respeitável, com direito a tempo de antena semanal na televisão pública, e ainda há-de dar muito ao país.

O nativo lusitano gosta de levar nas fuças, não entende o que lhe aconteceu, menos ainda que seria com homens como Jardim Gonçalves que teria alguma chance de sair do atoleiro onde deixou que o enfiassem. Prefere continuar a manifestar-se nas ruas a pedir emprego, do que aprender como se fazem empresas ou respeitar quem as consiga fazer.

Memórias de 2010

7 Março, 2014

PSP vai deter quem se manifestar de cara tapada

A polícia entende que há fortes possibilidades de acontecer um crime se alguém ocultar a identidade em manifestações.

in DN, 16 de Novembro de 2010

barrosão

7 Março, 2014
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De saída da Comissão Europeia, Durão Barroso afirmou que, no exercício desse seu mandato, fez “tudo o que podia por Portugal”.

Não há qualquer razão para não acreditar que assim não tenha sido. Nenhuma pessoa normal, em idênticas circunstâncias, faria de modo diferente. No caso de Barroso, esse empenho terá sido até tanto maior quanto maior foi o peso sentido na sua consciência por ter abandonado precocemente um governo de emergência nacional e entregado o país a José Sócrates.

E há também mais um significativo pormenor que confirma as suas declarações: como político experiente, Durão Barroso sabe que só teria alguma hipótese do país voltar a fazer alguma coisa por ele, se ele tivesse feito alguma coisa pelo país.

Investigue-se, se faz favor

7 Março, 2014

para quando?

7 Março, 2014
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Para quando é que Portugal e os portugueses, em vez de se andarem a entreter com estas porcarias, se resolvem a agradecer e a homenagear Jorge Jardim Gonçalves por aquilo que fez por eles?

Mal por mal preferia os tempos em que o género ainda não sucedera à luta de classes*

7 Março, 2014

PÚBLICO (podia lá ser noutro sítio!): Em Portugal tem havido a preocupação de tornar os sinais de trânsito mais neutros do ponto de vista do género. Mas esta é uma área que resiste às mudanças (…) A pictografia sinalética trabalha, essencialmente, com estereótipos e caricaturas. É conservadora por excelência. E a sinalização rodoviária, em particular, é-o ainda mais — até porque há sempre o argumento da segurança. Se se mudarem os sinais estes perdem eficácia, os condutores podem ficar confusos.

O assunto já deu uma tese de doutoramento: Representações do masculino e do feminino na sinalética  cuja leitura recomendo.

*Se quiserem por razões absolutamente preconceituosas: o Che como bem se percebe pela t shirt à venda na nossa loja era bem mais interessante que os lideres das causas fóbicas que por aí andam e muito sinceramente não creio que fosse mais intolerante: muitos destes seres que por aí andam gritando “fobia”  a cada dois segundos se  se vissem senhores de um poder absolutos e com um revolver no coldre não de comportariam de modo diverso daquela que caracterizou Guevara

Maria de Belém Roseira viu ontem o filme “Der Untergang”

7 Março, 2014

“As manifestações mais impressionantes que eu tenho assistido no país são aquelas, silenciosas e anónimas, das mães que matam filhos e se matam a seguir” —  TVI 24, 6/3/2014

(como lembrado pelo comentador Abre-Latas)

Já disponível a colecção Guarda Che

7 Março, 2014

colecção guarda cheJá está disponível na Grande Loja Blasfema a linha de produtos Guarda Che, vocacionada para revolucionários de sofá, que vêem na polícia a oportunidade para se queixarem de brutalidade policial e/ou para serem os verdadeiros revolucionários defensores da verdadeira democracia, consoante os dias.

Ontem quase que houve uma verdadeira revolução nos sofás, com o frenesim a alternar entre SIC Notícias, RTP Informação e TVI 24, colocando o Twitter no limiar do selfie e o Facebook a igualar status pró-revolução aos de fotografias de gatos.

As telenovelas começaram quase 20 minutos depois do horário previsto, pondo em causa a hora de recolhimento ao leito da geração mais bem preparada de sempre, demonstrando a necessidade de mais espectáculo para entreter massas na defesa do Estado Social em vias de destruição ideológica por governos com incapacidade para obrigar estrangeiros a financiarem défices nacionais. Durante 20 minutos todos fomos, e por esta ordem, iranianos, iraquianos, tunisinos, gregos, islandeses, egípcios, sírios, cipriotas, ucranianos, venezuelanos, crimeios(?) e, por fim, adeptos de estados policiais.

O Blasfémias compromete-se a doar 20% dos lucros obtidos com esta colecção para o fundo Vamos Trazer Fernando Tordo Para Portugal.

Princípios Fundamentais

7 Março, 2014

Artigo 2º
Princípios fundamentais

1 – Os membros das forças de segurança cumprem os deveres que a lei lhes impõe, servem o interesse público, defendem as instituições democráticas, protegem todas as pessoas contra actos ilegais e respeitam os direitos humanos.
2 – Como zeladores pelo cumprimento da lei, os membros das forças de segurança cultivam e promovem os valores do humanismo, justiça, integridade, honra, dignidade, imparcialidade, isenção, probidade e solidariedade.
3 – Na sua actuação, os membros das forças de segurança devem absoluto respeito pela Constituição da República Portuguesa, pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem, pela legalidade comunitária, pelas convenções internacionais, pela lei e pelo presente Código.
4 – Os membros das forças de segurança que actuem de acordo com as disposições do presente Código têm direito ao apoio activo da comunidade que servem e ao devido reconhecimento por parte do Estado.

in Código Deontológico do Serviço Policial

uma eloquente demonstração

7 Março, 2014
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2011-11-24t191705z-01-rfm07-rtrmdnp-3-portugalNas últimas décadas, o estado português, arvorado em estado social, gastou dinheiro a rodos oferecendo tudo a todos, transformando todos os bens e serviços utilizados pelos seus cidadãos em serviços e bens públicos, logo, pela letra e espírito da sua Constituição, universais e gratuitos. Com isso, criou escolas, universidades, politécnicos e cursos desnecessários, duplicou pontes e estradas que quase ninguém usa, criou gabinetes ministeriais de proteção ao mexilhão da Costa da Caparica e ao javali alentejano, subsidiou artistas e cançonetistas, gastou milhões em rendimentos mínimos sem controlo nem tutela, prestou generosa assistência a bancos arruinados, a televisões comerciais sem audiência, a empresas transportadoras cronicamente deficitárias e tecnicamente falidas, patrocinou campeonatos europeus de futebol, realizou obras vultuosas em aeroportos que se preparava para demolir e substituir por outros, enfiou milhões em escritórios de advogados, arquitectos e técnicos para pareceres e projectos, e contratou e pagou a uma enorme burocracia, que praticamente triplicou em vinte anos, para executar as suas ciclópicas tarefas e nobres fins. Fê-lo com os impostos dos contribuintes, a partir de decisões políticas legitimadas pelo voto popular. Ao longo dessas décadas, os impostos subiram sempre, a dívida pública também e a insatisfação popular com os serviços prestados igualmente. Nesta euforia proteccionista, o estado social português, distraído nas suas funções sociais, esqueceu-se daquilo para que essencialmente foi criado: garantir a segurança das pessoas e da sua propriedade.

Por isso, as manifestações enraivecidas de polícias que recebem, em média, a miséria mensal de 1000 euros para arriscarem as suas vidas a defender os outros, é a mais eloquente demonstração do seu fracasso.

Ó camarada Filipe importa-se de indicar a data das últimas manifestações de polícias em Cuba?

6 Março, 2014

Deputado António Filipe diz que manifestação das forças de segurança ‘é compreensível’

E na saudosa URSS quand tiveram lugar? E na RDA?…

Suicídio sindical

6 Março, 2014

“Eles podem estar no poder, mas nós somos o poder”

Seja qual for o governo que vier a seguir os sindicatos das polícias e muito mais grave as próprias polícias serão esvaziados de importância. Da marinha à GNR, das polícias de segurança fragmentadas por ministério e pela chefia do governo… sucessivos governos de cores políticas diversa fizeram-no quando foi preciso. Ou seja de cada vez que uma força policial ou militarizada achou que podia dizer “Eles podem estar no poder, mas nós somos o poder”.

Já agora os jornalistas guardem as edições que fizeram hoje sobre esta manifestação e daqui a dois anos revejam-nas pf.

Perseguir unicórnios

6 Março, 2014

O que se está a passar agora em frente à Assembleia da República, além de decorrente da (ir)responsabilidade individual dos intervenientes, é o fruto de uma oposição e opinion makers irresponsáveis que inflamam a opinião pública com unicórnios anti-austeritários.

Um dia a revolta virar-se-á contra estes. É pena termos que passar pelo passo intermédio.

Fuga para a frente

6 Março, 2014

Tendo saído dos palcos efémeros a baronesa europeia, eis que entram em acção os pesos pesados da UE no apoio ao estranho bando que tomou conta de parte da Ucrânia. O Conselho da UE assume a função de tribunal constitucional e decreta que o referendo na Crimeia é inconstitucional e portanto ilegal. Embora historicamente tenha na ocasião apoiado e aceite referendo semelhante no Kosovo e não se tenha ainda pronunciado sobre o da Catalunha, é de realçar a assunção destas novas importantes funções do CE. E não se ficaram por aí. Numa nova prova de total insensatez decidiram que o Acordo de Associação entre a UE e a Ucrânia será assinado com o actual «governo provisório» antes mesmo de um novo governo se instalar como resultado de eleições já marcadas para Maio. Não há que correr riscos de os ucranianos afinal não estarem de acordo e a UE perder a ocasião…..É o que se pode chamar «roteiro para o disparate».

Mas foi mesmo por isso que o programa foi criado!

6 Março, 2014

“Só não vou votar no cara que tirar o Bolsa Família”

Não há nada como a coerência

6 Março, 2014

Alguém ainda recorda a patetice das “camisetas sexistas”?

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Dizem as más línguas…

6 Março, 2014

…que a melhor forma de evitar a manifestação dos polícias é passar notícia que está a haver um assalto na Assembleia da República.

hollywood conta pouco

5 Março, 2014
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“Mas o que poderá o homem fazer perante uma agressão tão bárbara?”, perguntam, indignados, alguns comentadores do meu anterior post, assim se referindo, sem que disso provavelmente se apercebam, à impotência norte-americana para alterar os factos que ocorrem na Ucrânia.

A questão está, todavia, mal formulada, porque não se trata de saber o que Barack Obama pode fazer para impedir a invasão russa da Ucrânia – nada, como está à vista de todos – mas como deveria ter conduzido a sua política externa para evitar o crescimento da Rússia e de Vladimir Putin, que aconteceu durante o seu já longo mandato como Presidente dos Estados Unidos da América.

A resposta não é unívoca, nem simples. Mas há um velho princípio de política internacional que Obama parece ter ignorado: não existe espaço vazio na comunidade internacional, e quando ele surge imediatamente é preenchido por alguém. Assim, as hesitações e dúvidas estratégias em relação ao Iraque, a tolerância (incentivo?) com que os EUA deixaram cair velhos aliados, como Mubarak, arriscando trocá-los por fanáticos islâmicos ou ditadores torcionários, o entusiasmo pateta face à maravilhosa “Primavera Árabe” e os frutos democráticos que ela produziria, a fraqueza na Síria, algumas atitudes dúbias para com Israel e o Irão, as reações atolambadas nos casos das escutas e da espionagem só poderiam da à Rússia e a Putin um protagonismo que nunca teriam tido com Reagan, George Bush pai e filho, ou com Clinton.

A errática política externa de Obama e da Senhora Clinton, alicerçada em tudo e em coisa nenhuma, e agora magnificamente sintetizada pela vacuidade de Kerry (outro erro grave de Obama, porque não se entrega uma pasta destas a um tipo destes, já há muito em perfeito estado de decomposição política), faz lembrar a fórmula mágica do “diálogo” do nosso Guterres. Vai dar bons resultados, pela certa, até porque em política externa norte-americana Hollywood conta muito pouco.

“como com ratos”

5 Março, 2014
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5815982517_ObamaRat_xlargePerante a ameaça de invasão russa da Ucrânia e a justificação dada por Putin para essa agressão militar (proteger os russos da Crimeia), Barack Obama terá dito qualquer coisa do género, “as palavras de Putin não enganam ninguém”.

Não me lembro, nem nos tempos do surrealista Jimmy Carter, de uma declaração tão aloucada e irresponsável de um presidente americano, menos ainda em matéria de política internacional e logo perante a Rússia. Estas questões não são jogos de enganos que se compadeçam com floreados retóricos, os tais em que a pop-star do partido democrático é especialista, muito menos quando há soldados e tanques russos a ultrapassar as linhas da fronteira de países soberanos. São relações de força, e fugir por aquela via é uma inequívoca demonstração de fraqueza que, neste caso, a Crimeia, a Ucrânia, a Europa e os EUA já estão a pagar a preço elevado.

De resto, a retórica discursiva de Putin anda muito superior à de Obama, nos últimos tempos. Depois da humilhação da carta publicada na comunicação social americana, utilizando os valores tradicionais das democracias ocidentais para envergonhar Obama, Putin voltou agora à carga, com esta crise, seguindo a mesma linha de humilhação: “Às vezes tenho a impressão de que, em algum lugar da América, uma equipa está a conduzir experiências, como com ratos, sem entender as consequências dos seus actos”, afirmou, dando a entender que os EUA estavam a incentivar um “golpe de estado” na Ucrânia, contra a ordem legal que ele, Putin, irá repor.

Infelizmente, ainda que pelas razões erradas e com os piores objectivos, quanto à inconsciência desta Administração norte-americana, Vladimir Putin está cheio de razão.

Primeiro resgate

5 Março, 2014

Em 1978, após o resgate do FMI à primeira bancarrota socialista do pós-25/4, Eugénia Melo e Castro (Covilhã, 1958) emigrou para o Brasil aos 20 anos com uma filha nos braços.

Desde então gravou vários discos e participou em duetos com artistas como Tom Jobim, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gal Costa e Adriana Calcanhoto.

Não encontro cartas e crónicas pungentes com perdas simbólicas nos jornais da altura.

A cultura não pode morrer, tem que sobreviver para se poder anunciar nova morte por ocasião do 4º resgate por bancarrota socialista.

Bom tema para o primeiro dia da Quaresma.

Foi no Carnaval mas mesmo assim

5 Março, 2014

Pinto Monteiro acusa o Governo de estar a imitar o regime nazi ao criar guetos no interior do país.  Ao comparar-se o que não é comparável banaliza-se o inaceitável. Não quererá o ex PGR fazer uma experiência comparativa das condições ser judeu no gueto de Varsóvia durante o nazismo (já agora podia alargar as referências  ao comunismo igualmente farto em campos de concentração) e a vida numa vila portuguesa cujo tribunal vai encerrar?

Perseguindo ambulâncixs

5 Março, 2014
Imitador de Liza Minnelli

Imitador de Liza Minnelli

A piada da apresentadora dos Oscars, Ellen DeGeneres, lésbica, referindo-se a Liza Minnelli como “a melhor imitação de Liza Minnelli que vi – parabéns, senhor”, já causou mossa com a indignação florzinha dos defensores de igualdade de género. São pessoas muito sensíveis. O realizador Bruce LaBruce, autor de obras tão importantes como “No Skin Off My Ass” e “Gerontophilia”, considerou a piada “transfóbica e desrespeitosa”; enquanto isso, o peticionário perseguidor de ambulâncias lá da zona (sem relação com o de cá), Steve Schonberg, lançou uma petição exigindo um pedido formal de desculpa (via Huffington Post).

Estes pináculos de sensibilidade etérea não defendem igualdade de género; como com tudo relacionado com o politicamente correcto, exigem tratamento diferenciado que lhes atribua uma hiper-normalidade definidora de norma e cuja base de sustentação é, precisamente, a intolerância para com os outros. Dou-vos uma novidade: os heterossexuais-baunilha-aborrecidos fartam-se de dizer expressões como “pareces uma menina”; exigir igualdade de género é, sobretudo, exigir a normalidade destas piadas para homo-, pan- e todas-as-outras-designações-de-perfeita-igualdade-sexuais.

Avisem-me quando a doideira passar

5 Março, 2014

O presidente russo, Vladimir Putin, está entre  os nomeados para o prémio Nobel da Paz deste ano, bem como o antigo agente dos serviços de segurança dos Estados Unidos Edward Snowden

O problema da banalidade

5 Março, 2014

Uma em três mulheres vítima de episódio de abuso – O problema destes estudos feitos em geral por investigadores cujo posto de trabalho depende ele mesmo da manutenção e agravamento do problema que é suposto estudarem e ajudarem a a erradicar é que fazem umas generalizações em que tudo é igual é tudo e em boa verdade toda a gente lhes cai no âmbito.

Um assunto a discutir

4 Março, 2014

Insurgente: Uma pequena alteração que faria toda a diferença na justiça Portuguesa seria uma alteração ao tratamento à mentira quer seja na prova testemunhal quer seja em alegações processuais. O perjúrio devia ter penas maiores e estas serem aplicadas na prática. Não é aceitável que seja comum que pessoas achem que compensa mentir em tribunal por um acidente automóvel por amigos ou mesmo desconhecidos.

Eu, subsídio-dependente, me confesso

4 Março, 2014

O subsídio-dependente* preferido dos portugueses em 2014 dá uma entrevista ao Público em que diz:

Eu não percebo por que é que a saída de um único cidadão, é músico mas podia ser engenheiro ou trolha, pode causar tanta confusão e tanta polémica. É por eu ser uma figura pública? O que eu leio e o que as pessoas escrevem é que o tipo está velho, já não interessa… então por quê tanta preocupação?
— in Publico

Eu explico: é porque, camarada, nenhum outro emigrante português tem direito a entrevista do jornal Público no dia de Carnaval, capisci?

Não dá para aparecer um Daniel Oliveira a queixar-se do Tordo continuar com “esta lama toda”?

* Não é um insulto, é um auto-insulto: “a questão é esta: as autarquias, que são o grande empregador dos artistas em Portugal, não têm dinheiro, ou pelo menos é o que dizem”.

Vamos festejar o Carnaval fantasiados de Hitler

4 Março, 2014

Estou a brincar. Isso seria errado. Muito errado. Além disso, seria de mau gosto.

O Carnaval é uma festa para a fantasia responsável, não faria qualquer sentido que pessoas marchassem pela rua com símbolos ofensivos que representam a morte de milhões de pessoas.

bandeiras_comunistas

Será mesmo essa a razão?

4 Março, 2014

A manifestação nacional dos profissionais das forças e serviços de segurança contra os cortes salariais vai realizar-se a 6 de Março entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, em Lisboa, foi hoje anunciado. O percurso da manifestação foi decidido na reunião da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, disse à agência Lusa o secretário nacional da estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima. Paulo Rodrigues adiantou que este trajecto é o mais adequado, tendo em conta que se prevê uma participação em massa dos profissionais das forças e serviços de segurança

Ora com uma participação em massa desce-se a avenida. Não se enfiam os manifestantes numa rua que faz um estrangulamento.

“Nós vamos pegar o mundo pelos cornos da desgraça e fazermos da tristeza graça”

3 Março, 2014

Ler Daniel Oliveira é extremamente útil para se perceber o dandismo que a esquerda urbana com aspirações intelectuais advoga na redução ao absurdo que é a sua própria superficialidade. Em primeiro lugar, Daniel Oliveira não precisa saber saber se “Tordo emigrou nas melhores ou nas piores condições” para determinar que se sentiu “obrigado a sair do país” e que “isso amargurou-o”. Depois, confunde um post no blogue do prolífico escritor Tordo júnior com “uma carta sentimental e indignada ao pai” (os selos estão pela hora da morte). Segue-se uma compreensão naturalista pelos “sentimentos fortes” gerados pela partida do Tordo sénior para o Brasil “num momento em que Portugal e a sua democracia se põem em causa”, numa manifesta sobreavaliação de importância aos movimentos que Daniel Oliveira gosta de abraçar, dos estalinistas do PCP aos trotskistas do Bloco, e daí aos estrábicos do 3D. Depois, continua com algo incoerente até admitir que “para anular a carga simbólica desta partida nada como abrir caça ao Tordo”, numa paradoxal cedência à emigração de um indivíduo como símbolo de algo. Depois queixa-se que os contratos públicos “foram esgravatados e publicados”, explicando implicitamente que, caso Daniel Oliveira tivesse algum poder, acabaria com essa indignidade dos portugueses terem acesso a listagem de contratos realizados à conta do contribuinte; talvez para evitar as “generosas doses de populismo e porções homeopáticas de rigor”, porque promover, só mesmo “a carga simbólica desta partida” de cantores que emigram após 13 anos do seu último disco.

Giro, giro é o último parágrafo: Daniel Oliveira “não queria saber nada de especialmente novo sobre Fernando Tordo”, referindo-se a contratos ou “apoio do Estado”. Ele não queria, por isso, você, caro leitor, também não tem que querer, percebe? Daniel Oliveira “dispensava esta lama toda” apesar de dedicar 598 palavras no Expresso a não dispensar esta lama toda. Como antes já referia, “esta crise libertou um ar tóxico e irrespirável” porque isto de os contribuintes saberem quem andam a pagar é a nova asfixia democrática. Depois rebenta com tudo referindo-se à geração de Tordo como “a geração a quem devo a minha liberdade”. Nota-se a mágoa: a liberdade permite que se publiquem contratos de ajuste directo que Daniel Oliveira não quer ver publicados porque isso “apouca” os visados. É patente o descontentamento com a falta de respeitinho, pá, por quem Daniel Oliveira decide que é preciso respeitinho, pá.

Termina com um bela pergunta: “o País [sic] deu pela partida de Fernando Tordo. Daria pela partida dos que o apoucaram nestes dias?”. Tão bonita que merece ser invertida: o país daria pela partida de Daniel Oliveira ou libertar-se-ia de parte do “ar tóxico e irrespirável”?

inédito

3 Março, 2014
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Coisa nunca vista em Portugal, onde as autoridades sempre preservam o segredo de justiça e o respeito pelos protagonistas processuais, e onde nunca se utiliza a comunicação social para vazar estrategicamente informações. No caso Maddie, “a PJ terá já informado as congéneres britânicas que “quer continuar a fazer a sua investigação no processo e não nos jornais””. Na verdade, já desde a altura em que a comunicação social foi intoxicada por “informações” incriminatórias dos pais da criança pela Scotland Yard, os bifes deviam ter sido postos em sentido. Haja quem nos proteja!

os custos do nobel da paz

2 Março, 2014
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Tunísia, Líbia, Egipto, Síria, Ucrânia, Venezuela e, sobretudo, o regresso da Rússia. O preço a pagar por uma política externa norte-americana liderada por um Nobel da Paz.

Custos de oportunidade em instabilidade cambial aumentam

2 Março, 2014

Caro Joaquim, não faço ideia se o governo vai acabar com a declaração conjunta de IRS. Parece-me paradoxal que o Estado reconheça a união de pessoas (chamando-lhe, entre outras, “casamento”, para desgosto meu) enquanto, ao mesmo tempo, contempla retirar-lhe uma função pragmática como a fiscal.

Não vejo qualquer motivo para a existência de casamento no código civil excepto, à falta de melhor termo, se use este para discriminar situações em que o Estado reconhece o direito de partilha de obrigações fiscais, concordando que pessoas vivem em economia comum. Porém, as hipóteses não se esgotam aqui: porque não há-de uma determinada religião consagrar casamento em que, opcionalmente, não seja facultado o “casamento” contemplado no código civil? A inclusão do casamento no código civil é uma opção do legislador e ultrapassa a questão económica: é uma usurpação laica de algo que transcende – até porque lhe antecede – o Estado.

Na minha opinião, a melhor forma de resolver a questão seria retirando do código civil a noção de casamento. Pessoas que assumam viver em comunhão económica poderiam solicitar acesso a uma espécie de domicílio único fiscal. Isto aplicar-se-ia independentemente das pessoas serem casadas (de acordo com a religião que professam) ou irmãos solteiros. Custa-me, sinceramente, que o Estado decida que pessoas que vivem sob o mesmo tecto com economia comum sejam prejudicados fiscalmente por não assumirem dormir juntos.

Quanto à questão inicial, de produtos subirem de preço, escolhi o exemplo dos livros da Amazon precisamente com intenção de demonstrar que o preço não é o valor nominal de algo e sim uma medida do lastro necessário para superar o custo de oportunidade do consumidor. Isto porque a lei da oferta e da procura que rege o funcionamento da Amazon não é afectada com uma perturbação residual de alguns compradores portugueses. Portanto, o preço do livro mantém-se fixo sendo, porém, “mais caro” para o português no novo-escudo que no euro. Isto acontece para além da questão cambial: com nova moeda desvalorizada dificultando todas as importações, o custo de oportunidade associado à compra do iPad ou do livro também aumenta. Por outro lado, a instabilidade monetária coloca sempre o problema da compra adiada: se o consumidor decide mesmo comprar o livro (superando o custo de oportunidade de não o fazer hoje), é confrontado com a hipótese de a desvalorização cambial lhe ser mais favorável no futuro.

Num mercado globalizado o preço não é tão somente a intersecção da oferta com a procura, é também a distância que separa economias globais das políticas ruinosas de países incapazes de enfrentarem a falácia socialista.

ADENDA: O euro funciona, para países como Portugal, como padrão ouro. Não ser ouro e sim a produtividade alemã é irrelevante para o caso: os portugueses não gostam do euro exactamente por este não ser fiat o suficiente.

E tudo a chuva levará!!!

2 Março, 2014

Quando logo à noite os virem enregeladinhos a falar de tradições, alegria e que para o ano há mais não se esqueçam de fazer as contas:

27.500,00 €  CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE EXECUÇÃO DE ESCULTURAS PARA O CORSO DO CARNAVAL DE LOULÉ 2014

20.500,00 € CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE ANIMAÇÃO PARA O CARNAVAL DE LOULÉ 2014

5.842,00 € Aquisição de cabos FVV para iluminação e som do corso do carnaval de torres

6.473,00 € Montagem e desmontagem de sistema de som e iluminação no corso do carnaval de torres

10.000,00 € Contratação de Serviços por paret de duas personalidades do mundo artistico para reis deo Carnaval 2014 Município da Figueira da Foz (501305580)

6.000,00 € Luís Nascimento – Rei do Carnaval Município de Elvas (501272968)

8.893,00 € desfile de carnaval dos estabelecimentos de ensino 60170000-0, Aluguer de veículos para transporte de passageiros com condutor

24.390,24 € Aquisição de serviços de organização do evento municipal “Carnaval 2014” Município da Nazaré (507012100)

17.500,00 € Espectáculo de Carnaval com a participação de Mafalda Veiga EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, E. E. M. (503584215)

8.122,65 € Transporte de crianças e respetivos acompanhantes participantes no Carnaval de Ovar 2014

25.800,00 € Locação de duas bancadas, para o Carnaval de Ovar 2014

2.500,00 € Contratação de serviços para integrar os desfilies de carnaval 2014 Município da Figueira da Foz (501305580)

2.500,00 € Contratação de Serviços para integrar os desfiles de Carnaval 2014 Grupo Desportivo da Cova Gala (500787980) Município da Figueira da Foz (501305580)

31.914,00 € Serviço de locação de tenda para Carnaval de Alcobaça

30.000,00 € Estrutura para o monumento de carnaval e de futuro objeto decorativo para rotunda da cidade Torres

18.565,00 € Transporte de crianças para o desfile do carnaval 014 Torres

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Contratos: da facilidade do fazer à loucura do desfazer

2 Março, 2014

Ou como se premeia quem deixa de pagar e inferniz a avida a quem tenta cumprir com as suas responsabilidades.

 

Filmes nomeados para Oscar analisados por um camarada

2 Março, 2014
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Hoje é noite de Oscars e, como vi todos os filmes, apresento-vos um resumo de cada um pela mente do militante do PCP.

American Hustle
A história do abuso policial exercido por um polícia corrupto e motivado pelo lucro, a opressão que este exerce sobre uma família de trabalhadores e a imoralidade sobre o elemento feminino objectificado por decotes que evidenciam a violência de género.

Captain Phillips
História que ridiculariza a luta do oprimido e a revolução que este inicia contra o opressor neoliberal. O grande capital que se julga propriedade ilegal do navio acaba por vencer neste filme de propaganda contra a luta do povo livre da Somália que continua a contribuiur para um mundo mais justo.

Dallas Buyers Club
História que pretende enaltecer a fuga ao fisco e o enriquecimento ilícito através da exploração do homem-pelo-homem de um bandalho que vende medicamentos que são direito adquirido pelo SNS.

Gravity
Propaganda anti-URSS, que culpa a Mãe-Rússia pela destruição de todos os satélites do planeta, mostrando o abuso americano que envia pessoas para o espaço em calções pretos e pouco mais.

Her
Um filme que analisa o fenómeno explicado pelo doutor Marinho Pinto no último Prós e Contras, o da homotecnofobia que pessoas homotecnológicas sofrem apesar de não terem culpa de estar apaixonadas pelo seu sistema operativo.

Philomena
Uma história que mostra que a igreja católica é a fonte de todos os males do mundo mas completamente arruinada pela facilidade com que a personagem principal perdoa pessoas, a cabra, em vez de fazer o que lhe compete que é rebentar com todas essas instituições opressoras e fomentar a implantação de um estado laico e socialista.

Nebraska
Um filme sobre um homem que procura o seu direito adquirido a um milhão de dólares e cujo princípio da confiança é traído pela exploração do grande capital não-regulado e a sua capacidade para enganar as pessoas.

12 Years a Slave
Um filme que alerta para os perigos do neoliberalismo quando este ainda não tinha a violência e a opressão dos nossos dias, com falsos recibos verdes e o despedimento ilegal de trabalhadores sujeitos a salários indignos como o salário mínimo nacional.

The Wolf of Wall Street
Um filme que mostra que a especulação financeira é o primeiro passo para uma vida de deboche e dependência de drogas.

Prós e contras da saída do euro

1 Março, 2014

sair-do-euro

O ataque é melhor defesa

1 Março, 2014

Luís Represas, cujo nome aparece em 11 ajustes directos com valor total de 243.805,00 €, afirma, a propósito do golpe publicitário fadunchoso de Fernando Tordo, que “estamos a fazer um esforço para defender a cultura. Não podemos crucificar um colega, um colega que é nosso e de todos os portugueses. Parem com isto. O Fernando merece respeito. Vamos ter cuidado e alguma calma. As coisas não são assim como são contadas”.

Seria interessante saber como são então as coisas, as que não são assim como são contadas. Também seria interessante saber quem são os “nós” que motivam o uso da primeira pessoa do plural para os tais que estão “a fazer um esforço para defender a cultura”.

Em última instância, seria interessante que parassem de “fazer um esforço para defender a cultura”. Estão a ter mais sucesso no seu ataque.