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A propaganda da UE é das coisas mais deprimentes na face da Terra

7 Março, 2012

«O objectivo do vídeo seria mostrar que a união faz a força, que os estados membros se devem unir e dialogar para se tornarem mais fortes. Mas houve quem visse nas imagens a ideia de que a raça branca é superior.» O video é tão mau mas tão mau que é extraordinário como é que alguém viu nele isto ou o seu contrário.

Visão humorística da reorganização territorial

6 Março, 2012
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Fé na economia planificada

6 Março, 2012

Começa a emergir uma facção que tem grande fé no Álvaro e no seu ministério para planificar a nossa economia com verbas do QREN. É um regresso ao estimulismo do Eng Sócrates misturado certa crença de que economia e finanças são compartimentos estanques. Tipo, o que interesse é gastar, qualquer que seja o custo do dinheiro. Poderíamos falir várias vezes que apareceria sempre gente a dizer que o que é preciso é gastar dinheiro a estimular a economia.

A ler

6 Março, 2012

Uma justiça para ricos e uma Ministra para pobres.

O desastre que é a política de Justiça deste governo

Álvaro Santos Pereira

6 Março, 2012

A polémica em torno de  Álvaro Santos Pereira  é reveladora de muitas coisas de que ontem falei na TVI

Obs. Se Álvaro Santos Pereira quiser ter boa imprensa pode por exemplo declarar à segunda-feira que o mais importante são as pessoas, à terça que os trabalhadores do Alfeite vão fazer parte duma dinâmica transformadora da indústria naval europeia e à quarta que vai desencadear um programa de investimento público para alavancar a economia. Na quinta faz a sessão de lançamento do programa de alavancagem no Pavilhão de Portugal. Na sexta visita o Alfeite na companhia do colega da Defesa e no sábado pode começar a ler a imprensa de fim de semana que garante que ele é uma das figuras mais consensuais deste governo.

uma sugestão

5 Março, 2012
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Desde 1913 que a família Santana Leite é proprietária de 31.969 m2 da praia de Armação de Pêra, apesar de neles não dispor de mais direitos do que qualquer um dos muitos milhares de veraneantes que todos os anos a frequentam gratuitamente. Agora, o estado português, preocupado com a cobrança das taxas aos concessionários de verão, quer comprar esse insolente pedaço de areia por 200 mil euros. A burocracia lusitana está visivelmente perturbada por não poder gerir, com plena potestas, os areais de Portugal, coisa que é, obviamente, da sua natural competência. Este inusitado pedaço da praia de Armação é, assim, um desafio intolerável a que urge pôr termo. Por mim, preferia, contudo, uma outra solução: privatizar a maioria das praias de Portugal e passar a cobrar ingressos aos burocratas que lá quisessem molhar os pés. Fica a sugestão.

E isto?

5 Março, 2012

No meio da polémica em torno do acordo ortográfico temos esquecido outros acordos que mais do  que condicionar a ortografia pretendem condicionar a forma como pensamos e falamos. Veja-se por exemplo este Guia para uma Linguagem Promotora da Igualdade entre Mulheres e Homens na Administração Pública que está a dar origem a um patois com “Neutralização ou Abstracção da Referência Sexual” ou então a umas cacofonias irritantissimas: “trabalhadores e trabalhadoras estrangeiras ou trabalhadoras e trabalhadores estrangeiros em vez de trabalhadores estrangeiros”.

O modelo social europeu está morto. Morto pelo desemprego

4 Março, 2012
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Não há nada como a sinceridade. E Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, teve, no mínimo, um momento de sinceridade ao dizer ao Wall Street Journal que o modelo social europeu está morto (“is already gone”). Porquê? Por causa das taxas de desemprego, sobretudo do desemprego jovem. “Houve um tempo em que o economista Rudi Dornbush costumava dizer que os europeus eram tão ricos que podiam pagar para não se trabalhar”, prosseguiu Draghi, “mas esse tempo já passou”. O líder do BCE não foi apenas sincero, foi realista.

Só por hipocrisia ou por discurso ideológico se pode pretender que existe um “modelo social” numa área económica em que o desemprego entre os jovens chega por vezes aos 50 por cento (caso de Espanha) ou afecta mais de um terço da população activa dessa idade, como sucede em Portugal. Mesmo que todos os cidadãos desempregados recebessem um subsídio – o que sabemos não ser possível (não há dinheiro) nem desejável (pois desincentivaria a procura de emprego) -, a verdade é que um desemprego com tal dimensão corresponde a uma forma extrema de exclusão social. Por excluir uma fatia considerável da população dos mecanismos de integração proporcionados pelo trabalho e pela percepção de que se é útil. É por isso que temos de perceber como chegámos a este estado desgraçado.

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Quem disse à GNR que o jipe não fazia parte duma marcha contra as injustiças?

4 Março, 2012

«Um jipe da GNR foi abalroado por um carro particular, em Santa Maria da Feira, depois dos ocupantes não cumprirem uma ordem dada pelos guardas para pararem.» Ora que disparate. Se os abalroadores tivessem gritado invasão  acabava-se logo o mal entendido!

Quem nos defende de quem devia defender a lei?

3 Março, 2012

A Associação Europeia de Magistrados e Juizes vai pedir o indulto de um juiz espanhol que foi legitimamente sentenciado a uma das mais graves condenações que qualquer magistrado pode receber: a de prevaricação, por bem saber da ilegalidade e violação dos direitos individuais dos cidadãos ao ordenar escutas telefónicas sobre os advogados de defesa dos arguidos.

A direcção desta associação com esta iniciativa mostra que o que a move não são os direitos dos cidadãos, as suas garantias e liberdades. Não. É a defesa corporativa dos seus membros. O que até poderia ser legitimo e normal, não fossem duas especiais circunstâncias: a função profissional dos seus membros, que é a de defender  a legalidade, aqui reconhecidamente violada de forma grave, e o facto de na defesa daquele seu associado, tentarem dar a ideia de que com essa acção estão a defender os direitos dos cidadãos, quando é precisamente o  inverso. Não passa de uma acção em defesa de alguém que cometeu um crime grave precisamente por violação das liberdades individuais.

Retrato de um País desequilibrado

2 Março, 2012
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Notas prévias: a) Nos dados apresentados, o somatório dos dados regionais é inferior ao total nacional – entre um mínimo de 2,4 (2006) e um máximo de 3,1 (2008) mil milhões de saldo comercial – por desconhecimento da região de origem / destino de algumas mercadorias (vd. site do ICEP, “Estatísticas – Comércio Internacional”); b) Às exportações e importações de cada Região, deduzi os valores da Secção V da Nomenclatura Combinada (Produtos Minerais), em que a “parte de leão” é relativa a combustíveis. Porque estes são consumidos por todo o País, independentemente da Região que os importa ou refina, mas fundamentalmente porque, a partir de 2007, as respectivas transacções internacionais passaram a ser integralmente registadas na Região de Lisboa, o que lhe empolava artificialmente as exportações, as importações e o défice. Isto penalizará porém a Região do Alentejo (nas restantes as discrepâncias são marginais), que fica assim amputada das exportações dos mármores de Borba, para além dos combustíveis refinados, que saem maioritariamente da refinaria de Sines. Incluindo os produtos minerais, o Alentejo tem, a partir de 2007, uma taxa de cobertura ligeiramente acima dos 100%.

As exportações têm evoluído bem, mas há ainda um longo caminho a percorrer. Só em 2011 (de que ainda não há dados em base regional) é que a taxa de cobertura global teve um crescimento sensível – 9 p.p. para 73,5% ou quase 13 p.p. para 83% excluindo os combustíveis.

Mas olhando para os gráficos, salta à vista o escandaloso desequilíbrio numa óptica regional: 2 regiões, o Norte e o Centro, predominantemente exportadoras e a gerarem excedentes comerciais consistentes não obstante as sucessivas falências, contrastando com a região de Lisboa, essencialmente consumidora e responsável pela quase totalidade dos défices comerciais ao longo dos anos, ostentando a pior taxa de cobertura, estabilizada miseravelmente à volta dos 35%. Mesmo que o excedente nos serviços lhe fosse totalmente imputado, ficaria, ainda assim, bem longe do equilíbrio.

Daí que seja premente uma reconversão económica da Região de Lisboa, exigindo uma enorme transferência de recursos para o sector transaccionável. E isto tem de passar necessariamente pela redução de serviços do Estado, o principal agente económico no sector não transaccionável. A contestação à política de austeridade tem também muito a ver com a resistência de quem até agora tem sido beneficiado, que terá forçosamente de mudar de vida e não quer, naturalmente, sair da sua “zona de conforto”.

O infanticídio como corolário do aborto

2 Março, 2012
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O Carlos já se referiu aqui à polémica levantada por um artigo filosófico (e não científico, como se escreve no Público) publicado no British Medical Journal. Tal como ele, acho que o artigo deve ser lido, mas duvido que deva ser visto como uma provocação, pelo menos como uma provocação deliberada. Não duvido, contudo,  que o artigo leva a que se questionem algumas das premissas do argumentário pró-liberalização da interrupção voluntária da gravidez.

O temos que os autores abordam radica num dilema para o qual não existe resposta científica, pelo menos não existe resposta científica à medida da liberalização: onde começa a vida humana. Alberto Giubilini e Francesca Minerva defendem que a vida humana só começa quando o ser vivo tem consciência, o que os faz levar a linha que separa a vida da não-vida até depois do nascimento. Como se escreve no Público, “se o feto e um recém-nascido não têm o mesmo estatuto moral das pessoas”, se “é moralmente irrelevante o facto de feto e recém-nascido serem pessoas em potência” então matar um bebé, acto que designamos por infanticídio, não será mais do que um “aborto pós-nascimento”.

Este argumento não é novo e consta mesmo de um livro editado em Portugal aquando do recente referendo: “A Ética do Aborto – Perspectivas e Argumentos”, Organização, tradução e prefácio de Pedro Galvão, Dinalivro, 2005 (Pedro Galvão é professor na Universidade de Lisboa e o livro foi editado Ler mais…

Paradoxos morais

2 Março, 2012

Via 31 da Armada, cheguei a este artigo de Alberto Giubilini e Francesca Minerva, com o curioso título “After-birth abortion: why should the baby live?“. O texto desenvolve um raciocínio relativamente simples: se se permite (ou se se considera moralmente aceitável) o aborto de fetos humanos, não só por razões médicas mas também por razões relacionadas com os interesses dos progenitores (ou, pelo menos, da mãe), não há razões para não aceitar a morte provocada de recém-nascidos pelas mesmas razões, já que nem uns nem outros têm ainda consciência da sua própria existência e, portanto, não têm expectativas que mereçam ser (moralmente) protegidas, pois não podem ser considerados “pessoas” num “sentido moralmente relevante”.

O artigo causou uma onda de indignação e uma série de hate mail dirigido aos autores e editores da revista que o publicou. O Nuno Pombo, horrorizado com o texto, defende que se “fuja dos cientistas”. Eu, pelo contrário, acho que o texto deve ser lido. Entendo-o como uma provocação (tal como o editor da revista o entendeu, aliás). As conclusões dos autores partem de premissas afirmadas por outros, algumas das quais objecto de ampla aceitação, designadamente a admissibilidade moral (e legal) do aborto (pré-natal), limitando-se os autores a retira dessas premissas todas as suas consequências.

O interesse do artigo não está tanto nas conclusões dos autores, que são o resultado da aplicação de uma lógica formal (quase) inatacável, mas antes no facto de, implicitamente, questionar a validade das premissas que as sustentam. Creio, aliás, que terá sido este o principal objectivo dos autores: demonstrar que a diferença entre um feto e um recém-nascido não é tão substancial como se poderia pensar. Esta ideia, colocada no contexto da admissibilidade do aborto é inquietante, mas não se resolve essa inquietação atacando (ou fugindo de) de quem a expressa.

É fácil, é barato e rende notícias que se farta: acusar alguém de racismo

2 Março, 2012

O Ministério Público Federal quer retirar de circulação o Dicionário Houaiss. No entendimento dos procuradores, a publicação é racista ao definir “cigano” como “aquele que trapaceia; velhaco, burlador”.

Azeite Gallo acusado de racismo no Brasil

Pepe Reina acusado de racismo em anúncio

Manchester City faz queixa por adeptos do Porto chamarem “macaco” a Balotelli

John Terry perde braçadeira de capitão devido a acusações de racismo

….

Obs. Mais algum tempo e estes senhores  estarão a acusar os que se sentiram ofendidos por terem sido chamados macacos pois é uma evidente discriminação contra os macacos alguém que não se importa que lhes chamem dragões, águias, leões etc etc depois venha apresentar queixa por lhe terem chamado macaco.

À falta da revolta das massas aposta-se no que se pode

1 Março, 2012

Ou seja  a uma força com provas históricas indessmentíveis nestas coisas: «Os militares da GNR que esta tarde participam no «passeio contra as injustiças» derrubaram as barreiras de proteção montadas na Praça do Comércio, em Lisboa, conseguindo assim chegar à porta do Ministério da Administração Interna (MAI).Gritando «invasão, invasão», os militares derrubaram a barreira enquanto uma delegação da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) e da Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG) entregava um documento reivindicativo, segundo descreve a agência Lusa»

Isto não se pode banalizar

1 Março, 2012

Hoje temos esta notícia  Aluna ataca professora  Temos tido outras. Como esta  Festa de alunos acaba em rixa  Ou esta Filmam agressão a aluna na escola    Aluna agredida por colegas acaba no hospital e faz queixa à GNR. Em que fica cada um destes casos? O que sucede depois na escola? Como se reflecte isto na vida dos professores?

 

Dinheirinho vs. autorização de residência

29 Fevereiro, 2012
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O exemplo Irlandês, neste particular, é muito interessante! Esta ideia, uns tempos antes, teria dado especial jeito a várias pessoas…por exemplo, Kadhafi, Mubarak. E até era capaz de ser um negócio que excederia as expectativas do Governo Irlandês (por exemplo, o ex-ditador líbio parece –  segundo o que foi veículado, na época, na imprensa, – que tinha umas contas e umas  aplicações muitíssimo consideráveis na “nossa” Caixa Geral de Depósitos)

Será que poderemos aproveitar a ideia?

Quem é que estará interessado (excluindo ex-ditadores e/ou “cidadãos do mundo”, com problemas com a justiça dos seus países de origem) em comprar uma autorização de residência aqui, em Portugal, mediante a aquisição de 2 milhões de títulos da nossa dívida pública?… Bom,  bem vistas as coisas, quanto é que vale o nosso tão precisoso sol? E o clima sempre ameno? E a gastronomia? E, e…..

Uma imagem que vale mil palavras

29 Fevereiro, 2012

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Esta fotografias estão nas edições do ABC, El Mundo, El Pais e dão conta daquilo que teimamos em chamar incidente ou confrontos com a polícia. Mas a imagem fala por si.

Fantástico, pá

29 Fevereiro, 2012

«Estudantes espanhóis pediram, esta quarta-feira, “menos cortes, mais educação” em protestos em todo o país, contra os cortes orçamentais na educação e a recente violência policial em Valência. Em Barcelona, viveram-se momentos de tensão entre manifestantes e a polícia. Vários contentores e motos foram incendiados, esta manhã de quarta-feira, em Barcelona, durante os protestos dos estudantes na universidade catalã.»

Este artigo do JN é fantástico: de um lado temos a violência policial do outro os estudantes que organizados num sindicato contestam os cortes e a reforma laboral.  Pelo meio temos estradas cortadas, motos incendiadas, uma estação de rádio invadida (mas para quê, senhores? Bastava-lhe mandar o comunicado por mail e era lido em toda a Espanha!) , uma reitoria ocupada.. mas isso são apenas uns incidentes. Violenta é a polícia.Em Espanha, com a passagem do PSOE para a oposição a rua voltou a ser usada por uma esquerda que só aceita a legitimidade das urnas quando ganha. Quando tal não acontece opta pela dinâmica revolucionária ou violencia callejera. Nessa estratégia, a esquerda espanhola conta com a boa vontade da imprensa hermana de Portugal.

Justiça para Artur Barros Basto

29 Fevereiro, 2012
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Hoje de manhã, a 1.ª Comissão Parlamentar (Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias) aprovou por unanimidade o Parecer da minha autoria acerca da Petição que pede a reabilitação póstuma do capitão Artur Barros Basto, vítima de segregação político-religiosa em 1937. Foi, ainda, incluída uma alteração que reforça a atenção da 1.ª Comissão sobre o desenvolvimento ulterior do processo.
Um primeiro passo no sentido da boa solução de uma vergonha que se arrasta há demasiado tempo.

Nestas coisas convém mesmo separar as águas

29 Fevereiro, 2012

Segundo o projecto ‘Safe House’, um dos previstos no Programa de Desenvolvimento Comunitário da Mouraria, a autarquia lisboeta cederia um imóvel devoluto para instalar o bordel. As associações que propõem a criação do bordel são a Obra Social das Irmãs Oblatas e do Grupo Português de Activistas sobre Tratamento do VIH-SIDA.

Não sei se o CM tresleu (quero crer que foi isso que aconteceu) ou se as Irmãs Oblatas mais os activistas se passaram mas não me parece que o papel das irmãs oblatas mais dos activistas seja o de gerirem bordeis mesmo que tenham nomes politicamete correctos como Safe House mas sim ajudarem as pessoas que trabalham nos bordéis entre outras coisas a deixar essa actividade, caso seja essa a sua vontade. E muito menos me parece adequado que a CML disponibilize um edifício seu para funcionar como bordel só pq será dirigido pelas irmãs oblatas ou pelos activistas e não pelos senhores do costume.

29.02.2004

29 Fevereiro, 2012

Não sabe, não mexe

29 Fevereiro, 2012

“Um estado que não faz bem o que lhe compete, não deve tentar outras aventuras.”
No Correio da Manhã

Um caso exemplar

28 Fevereiro, 2012

Durante 24 horas tivemos um Krugman para todos os gostos. Na TVI falei sobre a desresponsabilização que Krugman faz dos políticos e a propósito disso recordei a história do Megamail, depois ViaCTT… a tal caixa postal electrónica que o Estado nos oferecia e não fazia falta alguma. Agora temos de a usar obrigatoriamente ou seremos multados. Vale a pena recordar como tudo começou:

2000 – O então primeiro-ministro António Guterres prometeu um “mail para todos” e num ápice foi criado o Megamail. Do milhão de caixas anunciadas apenas uma pequena parte foi activada e o serviço que o então ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, definira como “ímpar” foi morrendo por falta de utilizadores. Afinal não só o Megamail funcionava mal como sobretudo não fazia falta alguma: os cidadãos já tinham então caixas de correio electrónico alojadas em endereços que funcionavam muito melhor

2005 – o executivo olhou para a gaveta das ideias dispendiosa e disparatadamente inúteis e volta a teimar em oferecer-nos uma caixa de correio electrónico: o “mail para todos” deu lugar ao “e-mail por cidadão”, o milhão de caixas passou a dez milhões, o Megamail passou a ViaCTT. O entusiasmo do então  primeiro-ministro, que já não era Guterres mas sim Sócrates, esse é que ia em crescendo: o ViaCTT, garantiu Sócrates, é “um projecto emblemático” do Plano Tecnológico que procura garantir a “universalidade” e a “democratização das tecnologias de informação”.

2008:  Dos 10 milhões de caixas anunciadas só falta a adesão de 9 mil 900

2010 – A ViaCTT tem 132 mil utilizadores. Para aumentar este nº foi assinado um protocolo com as Finanças

2012 – Os contribuintes do regime de IVA vão ser obrigados, já a partir de Abril, a ter um endereço electrónico nos Correios para receberem as notificações do Fisco.

Coisas que não entendo

27 Fevereiro, 2012
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Alguém me pode explicar por que razão todos os contribuintes que pagam IVA têm de ter um email dos CTT?

Antigamente todos os funcionários públicos tinham de ter conta na Caixa-Geral de Depósitos, mas essa era já acabou. Por que volta então sob a forma de perseguição aos contribuintes? Para desmaterializar as relações entre a administração fiscal e os contribuintes não bastarão os emails de cada um? Não funciona já esse sistema razoavelmente bem (sou testemunha)? Porquê impor a adesão a uma conta que é um fiasco nacional? Será para valorizar a privatização? Será para, depois, os CTT venderem as listas de email para fins de propaganda comercial? Alguém terá uma agenda oculta contra o gmail?

Alguém pode explicar mais esta tipo “big brither is watching you”? Não teremos emenda?

Bate certo

27 Fevereiro, 2012

Diez trucos infalibles para ganar el Oscar Si eres un director primerizo con una única meta, sigue estas sencillas instrucciones y tendrás el éxito asegurado

O novo pacto germano soviético: a purificação da raça através do apagamento da diferença sócio-sexual

27 Fevereiro, 2012

Vale a pena ler este texto linkado pelo 5 Dias: «O discurso de que as crianças precisam da presença simultânea de uma mãe e de um pai tem subjacente a concepção que a maternidade e a paternidade implicam capacidades mutuamente exclusivas e estereotipadas em termos de género e que estas devem ser transmitidas à geração seguinte. Este paradigma essencialista (Silverstein e Auerbach, 1999) associa às diferenças biológicas e reprodutivas que se verificam entre homens e mulheres, diferenças de género no comportamento parental: a maternidade e a paternidade corresponderiam assim a papéis sociais distintos, vinculados de forma irrevogável ao sexo biológico do progenitor. À boa maneira psicodinâmica clássica teríamos, «de um lado uma mãe ao serviço da criança, prestadora de cuidados e guardiã de todos os afectos e, de outro lado, um pai, razoavelmente distanciado e introdutor da Lei social (…)» (Leal, 2004: 224). Esta diferenciação de papéis é visível sobretudo em casais heterossexuais que aderem a identidades e papéis de género tradicionais. Não obstante algumas mudanças, continuam a ser as mulheres quem investe mais na esfera familiar e no papel parental (Wall, Aboim e Cunha, 2010). No entanto, considerar a família heterossexual, com uma divisão tradicional de papéis, como o modelo desejável de parentalidade corresponde mais a um projecto ideológico do que a um facto cientificamente provado. Segundo Timothy J.Biblarz e Judith Stacey (2010) a maior parte das investigações a partir das quais foram retiradas conclusões sobre diferenças de género em termos de parentalidade não foram desenhadas para responder a esta questão. Para estes autores, a convicção de que é essencial a presença simultânea de um pai e de uma mãe tem, sobretudo, origem em estudos que confundem os efeitos de variáveis distintas, que interagem de formas complexas. Por exemplo, concluir que dois progenitores de sexo diferente são o contexto ideal para o desenvolvimento de uma criança, a partir de investigações que compararam mães solteiras com famílias nucleares tradicionais (e.g., Blankenhorn, 1995, in Biblarz e Stacey, 2010) é uma falácia. Em bom rigor, estes estudos não controlam o efeito do número de progenitores ou o seu estatuto conjugal e outras variáveis relacionadas (como, por exemplo, o nível socioeconómico).»

Ora para combatermos o estereótipo de género, o paradigma essencialista, a psicodinâmica clássica, o tradicionalismo da adesão à divisão tradicional de papéis da família heterossexual  e não cairmos na falácia do modelo desejável de parentalidade devemos promover o quê?

Ir cantando a ladainha Grega, até o Santo cair!

27 Fevereiro, 2012
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Parece ser o que se passa, em termos de discurso político europeu, com a Grécia.

Agora, de um modo claro, foi o Ministro alemão do Interior que praticamente já deixou cair o Santo (neste caso, a Grécia). Mas a ladainha já tinha começado a ser entoada, de forma menos explícita, desde há uns tempos a esta parte. Quem estivesse atento ao discurso político das Instituições e, de um modo geral, de políticos com responsabilidades na UE, perceberia: independentemente das declarações de Barroso, jurando segurar a Grécia até ao limite, lá fomos ouvindo a própria Comissária Grega das Pescas dizer que, para a zona Euro, não seria nenhum drama se o seu país saísse da moeda única. Depois foi a Comissária Neelie Kroes (da “agenda digital”), a dizer a mesma coisa, de forma mais contudente (a própria União e o processo de integração não sofreriam com a queda da Grécia em default). Em paralelo, alguns políticos (sobretudo do eixo franco-alemão) começaram, de forma inusual e muito anti-diplomática, a dizer abertamente mal dos políticos gregos. Tudo isso eram (são) sinais de que, de facto, o objectivo, agora, já será deixar cair a Grécia controladamente. Como explica o José Manuel Fernandes, aqui, “na imprensa internacional tanto vozes eurocépticas (como Ambrose Evans-Pritchard, doThe Telegraph), como federalistas (caso de Wolfgang Münchau, do Financial Times) juntam-se a uma legião de economistas (de que um exemplo é Hans-Werner Sinn, responsável de um dos mais importantes think tanks económicos da Alemanha, em entrevista à Spiegel) que defendem o regresso da Grécia ao dracma. Sem dramatismos, apenas por realismo”.

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Óscares – 2

27 Fevereiro, 2012

Em Noite de Óscares, as minhas escolhas: Gary Oldman (“A Toupeira”),
Rooney Mara (“Millenium – Os homens que odeiam as mulheres”), Michel Hazanavicius (“O Artista”).

Evidências: o modelo social europeu acabou

26 Fevereiro, 2012
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É muito raro um responsável europeu falar com clareza. Mas Mario Draghi, presidente do BCE, fê-lo em entrevista ao Wall Street Journal. Até reconheceu umas evidências:

The European social model has already gone when we see the youth unemployment rates prevailing in some countries. These reforms are necessary to increase employment, especially youth employment, and therefore expenditure and consumption.

You know there was a time when (economist) Rudi Dornbusch used to say that the Europeans are so rich they can afford to pay everybody for not working. That’s gone.

Vale a penas ler tudo.

A morte do interior… segundo Seguro.

25 Fevereiro, 2012
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É uma morte Segura! Há muito tempo que o é. Há muito tempo que se sabe que essa morte está em marcha…. Há muito tempo que falamos de reforma do Estado, sem avançar para a verdadeira e estrutural reforma organizativa do dito cujo, ou seja, a regionalização. Mantendo-se, sem incómodos, uma situação de inconstitucionalidade.

Agora, Seguro vem dizer aquilo que todos sabemos. Curiosamente, foi no último Governo do PS (de Sócrates) que este mesmo partido (agora, de Seguro…mas pouco!) também deixou cair a regionalização que constava do seu programa. Pela voz de Sócrates himself e em Matosinhos, naquele célebre Conselho nacional/Congresso de aclamação, de hossanas, hosanas ao ex-líder, típico de fim de ciclo.

Temos a cozinha a arder. Vamos saltar pela janela?

25 Fevereiro, 2012
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Há um ponto em que todos parecem de acordo: a crise grega não pode acabar bem. Mas o consenso acaba no momento deste prognóstico. É mais difícil assumir que quase todas as receitas alternativas são muito difíceis de digerir. Pior: que algumas delas podem também vir a ser aplicadas em Portugal.

Porque é que a crise grega vai acabar mal? No essencial, porque ninguém acredita que este último pacote de ajuda resulte. Ler mais…

O meu modesto contributo

25 Fevereiro, 2012

para o fim da polémica em torno da tolerância no Carnaval: convida-se o PCP a integrar o governo dando-lhe as pastas afectas ao trabalho. Num ápice acabam-se as tolerãncias de ponto, as greves no sector público tornam-se reaccionárias e naturalmente somos todos convidados a participar em mais um Dia de Trabalho para a Nação.

Óscares 1 – Dama de Ferro

24 Fevereiro, 2012

Anda por aí um filme que tenta diminuir a estadista que foi Margaret Tatcher. Num registo pessoal e íntimo, apouca Margaret Tatcher. Em termos ´políticos, retrata-a como determinada, mas arrogante e insuportável. O filme é um frete político, provavelmente ganha um óscar.

Administração Eleitoral

24 Fevereiro, 2012

JORGE MIGUÉIS, sábado, no Porto para debater o tema. Na Universidade Lusófona, às 11 horas.

Apareçam

23 Fevereiro, 2012
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Evocações da URSS

23 Fevereiro, 2012

I) O responsável do comité local contratou um artista para animar o povo

II) O artista em causa tal como muitos artistas do país têm nas encomendas dos comités locais uma importante fatia d seu trabalho

III) O artista atendeu um telefonema durante o concerto

IV) O responsável do comité local declarou-se ofendido em nome do povo

V) O responsável do comité local garante que o artista em questão não voltará a actuar na área de influência do seu comité. Desconhecem-se as movimentações que o responsável do comité local está a organizar para impedir o artista de actuar naquela zoonha geográfico-adminsitrativa mas o tempo dará conta delas.

Qualquer semelhança entre o sucedido nesta República da URSS e este concelho de Portugal é pura coincidência:

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Finalmente, alguém fala nisto!!!

23 Fevereiro, 2012
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Campos e Cunha: “Portugal devia ter política de excedentes orçamentais desde 2000”

Urge que este tema – excedentes orçamentais – seja amplamente discutido e se visem políticas visando a sua prossecução. Em Portugal e na Europa. Para já, só a Srª Merkel o tem abordado muito em surdina, sabendo que a solução das dívidas excessivas passa necessariamente por aqui. Aliás, seguissem os Estados políticas orçamentais responsáveis e as dívidas públicas tenderiam a anular-se.

Acho que Seguro se enganou no texto….

22 Fevereiro, 2012

A sério que António José Seguro quer que o primeiro-ministro português assine este texto?

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Muito me espanta que o PS defenda a liberalização comunitária do sector dos serviços, ou a extinção de regulamentos de restrição de acesso a certas profissões protegidas nacionalmente, ou a celebração de acordos de comércio de livre com os EUA  e países do Mercosul . Mas se assim for, antes atrasados do que jurássicos.

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Claro que se pode dar o caso de nem ter lido o texto, e seguido apenas os título da imprensa, pois que Seguro no mesmo momento defende que deveria ser incluído aquilo que expressa e repetidamente os signatários sempre rejeitaram e continuam a rejeitar, como sejam «Emissão de eurobrigações, a emissão de moeda pelo BCE, uma agenda de rating, harmonização fiscal».

Ou seja, Seguro critica a não assinatura de Passos num texto que idelogicamente ele, Seguro, não assinaria,  e à boleia defende que deveriam ser introduzidas posições que nenhum dos signatários assinaria.

Next…

22 Fevereiro, 2012

Os senhores deputados levam um destes aqui ao lado para as salas das comissões e não se fala mais nisso. Podemos passar ao seguinte fait-divers?