Diplomacia numismática

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 64/2008, hoje publicada, autorizou a INCM a cunhar e comercializar cinco novas moedas comemorativas, uma das quais dedicada aos Jogos Olímpicos de Pequim, com o valor facial de dois euros e meio, que apenas podem ser usadas para pagamentos em Portugal [as outras moedas são: uma dedicada ao Centro Histórico do Porto, outra ao Alto Douro Vinhateiro, uma dedicada ao Fado e uma última "Contra a Indiferença" (esta valerá apenas um euro e meio)].
De acordo com a mesma Resolução, o Instituto do Desporto de Portugal, I. P. receberá, para financiamento dos custos de preparação e das deslocações das equipas e delegações olímpicas nacionais, 50 % do diferencial entre o valor facial e os correspondentes custos de produção da moeda dedicada aos JO. Digam lá se não é uma excelente ideia esta de cunhar moeda para pagar despesas extra, aproveitando a diferença entre o valor facial e os custos de produção.

11 Comentários

  1. Anónimo
    Posted 8 Abril, 2008 at 13:04 | Permalink

    Maravilha!
    Só desgraças:
    -Jogos Olímpicos… o que se sabe.
    -Centro Histórico do Porto… já não existe. A destruição começou com o Porto 2001 e a mais recente peça é a ex-Av dos Aliados.
    -Vinho do Alto Douro… o sorvedouro de dinheiro infindável.
    -Fado… ahahah
    -”Contra a Indiferença”… eheheheheheheheh

    Sugestão para novas moedas:
    -Óptima performance da Saúde
    -Óptima performance da Educação
    -Óptima performance da Justiça
    -Óptima performance de Economia

  2. Posted 8 Abril, 2008 at 15:13 | Permalink

    O metodo é exelente e devia ser utilizado mais vezes . Por exemplo em campanhas de solidariedade.

  3. Beirão, o Velho do Restelo
    Posted 8 Abril, 2008 at 15:50 | Permalink

    Mas a política de venda dessas moedas é ainda melhor.Ao coleccionador fica mais barato comprá-las no estrangeiro onde se não paga o IVA…
    De tanto “explorarem esse filão da numismática rebentaram com o “mercado”.A malta que compra de repente vê as que nunca foram vendidas a serem “despachadas” a preço de saldo… o tal apreguado “tesouro” é a maior roubalheira que se pode imaginar.

  4. Espada
    Posted 8 Abril, 2008 at 16:31 | Permalink

    Penso que seria uma excelente ideia fazer uma moeda com a cara de Pinto de Sousa de um lado e a de Jorge Sampaio de outro (ou talvez um daqueles casebres dos montes da serra, não sei), rodeados de pequenas caras junto às margens, tipo Santos Silva, Cravinho, Teixeira dos Santos, Vitalino Canas, Salazar, etc. Essa moeda poderia gerar receitas iguais à diferença entre o valor facial e preço de mercado, o que, excluido o custo de produção, daria praticamente 100%, ou como diriam alguns jornalistas, uma margem de 200%.

  5. Espada
    Posted 8 Abril, 2008 at 16:33 | Permalink

    …e talvez outra com a senhora da DREN de um lado e o Charrua do outro.

  6. Posted 8 Abril, 2008 at 17:00 | Permalink

    Mas isto pode-se fazer??? Não irá contra as normas da moeda única???

  7. CD
    Posted 8 Abril, 2008 at 18:59 | Permalink

    Uma ideia: cunhar moedas com a cara dos membros do governo, e porque não com o Pato Donald?
    Só transacionáveis em Portugal e mais particularmente no 2º anel (é assim que se diz não é?)

  8. Anónimo
    Posted 8 Abril, 2008 at 19:48 | Permalink

    São moedas comemorativas. O regime é totalmente conforme à moeda única e todos os Estados membros o fazem. Portugal faz disto há anos e noutras áreas (em relação aos J.O. há mesmo um praxe no sentido de se fazer sempre), distribuindo a receita de forma semelhante.

    FVS

  9. Posted 8 Abril, 2008 at 20:45 | Permalink

    Mas que ideia iluminada. Não se pode fazer uma edição especial para celebrar o défice e acabar de vez com ele?

  10. A. De Norte
    Posted 9 Abril, 2008 at 10:15 | Permalink

    E não se podem cunhar moedas com a face dos políticos no activo (frente e verso)que acumulam vencimentos e reformas ?

    E com os políticos reformados que se encontram à frente de empresas do Estado?

  11. Anónimo
    Posted 9 Abril, 2008 at 17:56 | Permalink

    Para acabar com o défice, a moeda comemorativa deveria ser constituida apenas pelo aro, em que o seu interior representaria o vazio de um poço sem fundo, onde vão sendo depositadas, as economias e as últimas esperanças dos portugueses.


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