Posted by CAA em 7 Agosto, 2009
«O programa do PS e as listas do PSD tiraram-nos o direito a ter ilusões (…) O PSD tornou-se um partido fechado à sociedade (…) Com as ideias do PS e a selecção de pessoal do PSD não iremos longe. Nunca teremos uma economia competitiva, enquanto os empreendimentos forem decididos por uns quantos políticos em conluio com empresários e gestores amigos. Nunca teremos uma democracia consequente, enquanto a política estiver estrangulada por cliques sectárias. É tempo de baixar as expectativas».
Por Rui Ramos, hoje, no Correio da Manhã.
P.S. Rui Ramos caiu em desgraça nas hostes leitistas…
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Posted by Gabriel Silva em 7 Agosto, 2009
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Posted by CAA em 7 Agosto, 2009
Marcelo Rebelo de Sousa classifica as listas de candidatos a deputados do PSD como uma “inesperada desilusão“, sem a “abertura interna de Sá Carneiro, Cavaco ou Barroso“.
O ex-líder do PSD criticou, ainda, a actual direcção por “Em vez de apresentarem uma lista para os eleitores de Lisboa, decidiram aproveitar para fazer política interna. Para satisfazer a tribo, para acertar contas, para pagar favores, para colocar os amigos“.
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Posted by helenafmatos em 7 Agosto, 2009
e para alguns não existe explicação terrena. Por exemplo, o que levará António Costa ou Manuela Ferreira Leite a acrescentarem a sua enorme lista de agasturas associando-se a umas senhoras como Helena Roseta e Maria José Nogueira Pinto conhecidas por saírem sempre aos gritos e ofendidíssimas pela porta grande? Mais fácil deve ser explicar o afastamento de João Lobo Antunes. Afinal como aqui se pergunta: Quem mente?
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Posted by CAA em 7 Agosto, 2009
A expulsão de Passos Coelho é apenas a parte mais visível da decepção que resulta das listas de deputados do PSD. De tão más, estas listas só podem colocar em dúvida a intenção de votar num partido assim – mesmo por quem não consegue enxergar qualidades mínimas em José Sócrates.
Ferreira Leite (MFL) é a principal derrotada nestas escolhas. Aliás, o espírito rancoroso e intolerante que as animou demonstra que a actual direcção preferiu ver-se a si mesma como cabecilha de uma facção em vez de líder de um partido aglutinador.
Não existiu qualquer renovação. MFL até ressuscitou alguns dos piores ministros do cavaquismo. Cedeu à táctica dos que só querem limpar a pista para a corrida à chefia laranja no pós-leitismo.
MFL, sem o saber, preparou a sua própria sucessão antes do tempo.
* Ontem, no Correio da Manhã
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Posted by helenafmatos em 7 Agosto, 2009
Este é um tempo marcado pelas revelações em torno da licenciatura de Sócrates. Perante o escândalo o PS reagiu como reagem as grandes famílias quando o seu menino de ouro faz asneiras: uniu-se, pelo menos publicamente, acusou os outros de mentir e, no limite das evidências, culpou as companhias e arrumou o assunto como se fosse uma traquinice. Teria sido diferente a atitude do PS caso o partido não estivesse no poder? Talvez. Mas acontece que o PS era poder e entendeu que devia defender o seu líder. Os efeitos dessa opção para o partido ver-se-ão no futuro. Para o país foi um desastre pois desde Março de 2007 que o maior partido português confunde deliberadamente responsabilidade criminal e responsabilidade política.
Março e Abril de 2007 – Dado o ritmo a que a blogosfera comenta o processo académico de Sócrates, em S. Bento sabe-se, desde o fim de Fevereiro, que se está em contagem decrescente para que o assunto se transforme em notícia. Só resta saber quando. Mas enquanto a crise da licenciatura não estala eis que a criação do Conselho Superior de Investigação Criminal, a ser presidido pelo primeiro-ministro, suscita uma inusitada reacção por parte dos assessores de Sócrates que telefonam para alguns daqueles que assinaram artigos de opinião criticando este novo organigrama das forças policiais e do próprio Governo: o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de estado José Magalhães iniciam um blogue na própria página do ministério onde fazem comentário aos comentadores. Se o reforço do Estado-polícia gera polémica já a actuação do Estado-empresário essa continua inquestionável: neste mesmo mês de Março, a Caixa Geral de Depósitos votou contra a desblindagem da Portugal Telecom inviabilizando assim a OPA da Sonae sobre a PT. Entretanto a rua emerge: a CGTP garante ter congregado mais de cem mil pessoas em protesto contra a política governamental. E um dado que o futuro provaria não ser irrelevante em matéria de manifestações: Mário Nogueira foi eleito secretário-geral da FENPROF. Quase no final de Março o assunto da licenciatura de Sócrates é finalmente tratado na imprensa escrita, mais precisamente no PÚBLICO. O que sucede nas semanas seguinte é apenas controlo de danos: o ministro Santos Silva fala de “jornalismo de sarjeta” e defende o novo Estatuto para a classe. Mário Soares diz que Sócrates é alvo de “ataques raivosos da direita”. Os assessores governamentais continuam a fazer de telefonistas e a responder aos blogues. A Assembleia da República descobre que tem dois registos biográficos de José Sócrates datados de 1992 e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) pretende averiguar se existem pressões. O Reitor da UnI é detido. Na sua posse tem uma pasta com documentos sobre as licenciaturas de José Sócrates e Armando Vara. Os partidos vivem tudo isto com manifesto embaraço. José Sócrates dá finalmente a entrevista possível na RTP. Parafraseando uma velha frase: aos costumes disse nada. Mas também o objectivo desta entrevista não era esse: tratava-se sim de um ritual para encerrar este equívoco capítulo do passado. Ritual cumprido, Sócrates tem boas notícias para o futuro: Novas Oportunidades, projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) e possibilidade de referendo ao que então ainda se chamava Tratado Constitucional da UE. Sócrates acaba o mês a acusar a oposição de “bota-abaixismo”, sendo o principa visado desta acusação é Marques Mendes que levantara questões sobre a OTA e a ida de Pina Moura para a TVI. O país constata que Sócrates é um osso duro de roer. Característica que provavelmente agradou aos portugueses que já começavam a acreditar ser sua sina que os primeiros-ministros não terminassem os mandatos. Leia o resto deste artigo »
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Posted by JoaoMiranda em 7 Agosto, 2009
O próximo governo de Manuela Ferreira Leite será independente como José Luís Arnaut, liberal como Maria José Nogueira Pinto, reformista como Couto dos Santos e João de Deus Pinheiro e incorruptível como António Preto. Quem se interessa minimamente por política não votará enganado.
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Posted by JoaoMiranda em 7 Agosto, 2009
Não são os eleitores que escolhem os deputados. O líder do partido escolhe os deputados.
Não são os deputados que escolhem o primeiro-ministro. É o futuro primeiro-ministro que escolhe os deputados.
O líder que perde eleições escolhe o grupo parlamentar que não tem a confiança do sucessor.
Instituições consolidadas têm processos imparciais e impessoais de partilha de poder.
Instituições disfuncionais têm métodos pessoalizados de exercício do poder. O líder prevalece sobre a instituição.
Quem se oferece para cabeça de cartaz (e.g. Zézinha Nogueira Pinto, Arnaut, Couto dos Santos, Deus Pinheiro) não está lá para ser deputado. Quer ser ministro.
Só os mentirosos é que têm necessidade de dizer deles próprios que “falam verdade”.
Em caso de Bloco Central o líder do PSD precisa da lealdade canina dos seus deputados. É isso que se prepara.
A pessoas de que Manuela Ferreira Leite se rodeia não têm a capacidade, nem a apetência, nem a coragem, nem as ideias para fazer as reformas que são necessárias. A própria também não.
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