BLASFÉMIAS

A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade

Rankings: os piores são os melhores

Posted by JoaoMiranda em 19 Outubro, 2009

Caros portuenses,

Não se deixem enganar pelos rankings escolares. A melhor escola da cidade é a escola do Cerco. E continuará a ser, pelo menos enquanto o afluxo de betinhos, que este post criará, não estragar o contexto social da escola.

Pais deste país,

Não se deixem enganar. As melhores escolas deste país são em bairros problemáticos. Bora meter os filhos numa dessas.

154 Respostas to “Rankings: os piores são os melhores”

  1. helenafmatos disse

    Como se sabe estas escolas são frequentadas pelos filhinhos de todo o politicamente correcto. É por isso que o Colégio Moderno, o Valsassina, as Oficinas de São José, o Liceu Francês, a Escola Alemã etc estão às moscas. Até prevêem fechar. As criancinhas de Lisboa estão todas a ir para Chelas porque se descobriu que nas escolas da zona os resultados a Matemática e Português são dos melhores. Alguém arranja uma vaga para 8º ano em Chelas?

  2. Anónimo disse

    E qual é o critério seguido para atribuição dos rankings?

  3. helenafmatos disse

    Os rankings não se atribuem. Fazem-se. Mas se anónimo for professor ou tiver filhos em idade escolar pode fazer essa experiência sem contas. Assim só empiricamente

  4. Anónimo disse

    E quais são as regras para se fazerem (ou atribuirem) os rankings?

  5. anónimo disse

    até quem os mande para inglaterra ou suiça para se ver temporáriamente livre deles e eles depois vingam-se e ficam lá definitivamente.

  6. Outside disse

    As regras não são relevantes, apenas os resultados aka rankings, e os resultados pretendem-se progressivamente melhores, fenomenais, espectaculares, a reforma revela-se um sucesso. (ponto)

  7. anónimo disse

    antigamente iam para colégios de freiras.

  8. helenafmatos disse

    7. Agora é que vão para escolas de freiras e padres que devem dar graças todos os dias às benditas cabecinahs que defendem que os rankings não contam e que defendem que a escola é uma espaço de aprendentes e ensinantes. A pedagogia dita progressista foi o totoloto para as escolas privadas com particular destaque para as religiosas

  9. Piscoiso disse

    Lido o post, parece-me uma ironia de Miranda, dando valor aos rankings.
    Rankings do Ministério da Educação. De um governo de Sócrates.
    Como é possível?

  10. gigi disse

    http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2009/10/uma-licao-com-20-valores.html

  11. anónimo disse

    #8 – tem razão, mas eu estava a falar de freiras do antigamente, nada a haver com estes pinguins de mini que fumam o terço nos intervalos.

  12. bulimunda disse

    Podem-se fazer rankings das zonas do país onde se fornica mais..? Seria curioso ver as discrepâncias entre sul e norte…esta MERDA DOS RANKINGS levado ao extremo pode conduzir à segregação racial e social…

  13. Pedro disse

    É óbvio que os rankings contam porque reflectem de alguma forma os alunos que frequentam essas escolas (mais do que os professores ou o nível de ensino…). Agora é patético vir falar em “pedagogia progressista” e usar como exemplo a Escola do Cerco. Os meus sogros são ambos professores nessa escola há já mais de vinte anos. Esta escola sempre teve os problemas que tem e que, queiram ou não, resultam do contexto em que a esmagadora maioria dos alunos vive. Grande parte das famílias destes alunos nem sequer estão interessadas no progresso escolar dos filhos. A minha cunhada foi aluna nessa escola e esse facto não a impediu de obter boas classificações, de aceder à Universidade e concluir a sua formação. Porque será?
    Apontar escolas como o Colégio Moderno, Francês, Alemão, Valsassina e outros que tais é falta de honestidade intelectual pois se é para fazer comparações então comparem os 20 melhores alunos, por exemplo, da Aurélia de Sousa no Porto com os 20 melhores de qualquer um desses colégios e aí sim podemos fazer uma comparação séria.
    Por outro lado, que relevância tem considerar um Colégio Privado que tem, por exemplo, 100 alunos inscritos a exame e cuja média é de 15 com uma Escola Pública que apresenta 1000 alunos cuja média é de 11 mas que se olharmos para os 10% melhores então a média passa para 16?
    Os argumentos aqui apresentados têm alguma semelhança com argumentos que oiço de pessoas da geração dos meus pais (e que estão nos seus 60 e 70 anos) em que diziam que no tempo delas o ensino era muito melhor. A realidade, bem diferente, é que se a média dos alunos hoje em dia até pode ser pior a verdade é que a produção de recursos altamente qualificados nunca foi tão alta como nos nossos dias e os melhores alunos de hoje são bem melhores do que os de há 30 anos.

  14. helenafmatos disse

    13. Por regra os alunos bons e muito bons tal como os muito maus são-no quer nas escolas boas quer nas más. Os grandes prejudicados pelo baixar do nível de exigência e pela falta de disciplina são precisamente os alunos médios. Numa escola que funcione mal tornam-se facilmente medíocres. Numa escola que funcione bem facilmete se tornam bons alunos. E o bom e o mau não têm de equivaler a público e privado

  15. tina disse

    “A realidade, bem diferente, é que se a média dos alunos hoje em dia até pode ser pior a verdade é que a produção de recursos altamente qualificados nunca foi tão alta como nos nossos dias e os melhores alunos de hoje são bem melhores do que os de há 30 anos.”

    É que eu também acho. Basta comparar a competição hoje em dia com a de antigamente, que era inexistente. E concordo com tudo mais que o Pedro diz.

  16. tina disse

    “Os grandes prejudicados pelo baixar do nível de exigência e pela falta de disciplina são precisamente os alunos médios.”

    mas esse nível baixa precisamente porque os alunos não acompanham. É muito difícil fazer testes difíceis e exigir muito quando a maioria dos alunos não está à altura. Assim como também é muito difícil impôr a mesma disciplina a alunos de bairro social que a alunos da classe média. Se se tentar impôr a mesma disciplina, eles passam o tempo na rua com faltas disciplinares.

  17. Pedro disse

    #14. Neste ponto concordo em absoluto consigo.

  18. Pedro disse

    #14 queria dizer: neste ponto “E o bom e o mau não têm de equivaler a público e privado.” concordo em absoluto consigo.

  19. Outside disse

    Pedro…excelente análise a sua!

  20. lucklucky disse

    A industria da Esquerda é essa. Dominar a Escola e os Media pois só assim é que consegue manter o controle da informação.
    A realidade encarrega-se de lhes sabotar os planos.

  21. JoaoMiranda disse

    ««Por outro lado, que relevância tem considerar um Colégio Privado que tem, por exemplo, 100 alunos inscritos a exame e cuja média é de 15 com uma Escola Pública que apresenta 1000 alunos cuja média é de 11 mas que se olharmos para os 10% melhores então a média passa para 16?»»

    O que prefere para os seus filhos: uma escola de 100 alunos onde todos os colegas são bons ou uma escola 1000 alunos onde muitos dos colegas são maus?

  22. portela menos 1 disse

    helenafmatos a fazer de jose manuel fernandes/publico!…mais papista do que o papa!

  23. Outside disse

    #21… Está a distorcer a análise efectuada (lamento dizer-lhe mas, na minha opinião, bem melhor elaborada que o seu post que por sinal nada contextualiza, apenas ironiza, um afagamento superficial do assunto).

    E para rematar faz uma pergunta dessas ?

  24. JoaoMiranda disse

    Outside,

    Gostava de ler a sua resposta à pergunta que faço no #21.

  25. Falcão Peregrino disse

    A africanização tem custos.E então para não discriminar nivela-se por baixo.Mas sempre restam aos chicos-espertos os cursos de tirar fotocópia como os de psicologia,sociologis,jornalismo e muitos de direito…
    Para alguns desse o futuro é de animadores culturais,assistentes sociais,ONG´s que produzir é coisa para rico fazer.Ao maralhal basta exigir mais distribuição…
    Engraçado é mesmo o que depois acontece aos filhos dos “inclusores”, dos amigos dos pobres, dos esquerdistas:colocados nas empresas que dependem do Estado e ou no Estado à “Sarkosi”…

  26. Falcão Peregrino disse

    Colocados em empresas e no Estado sem se submeterem ao “concurso”, demonstrarem mérito, ultrapassando o “povo” anónimo…muito melhor do que eles…

  27. anonimo disse

    Se uma turma de 25 alunos reflectir a distribuição normal da população portuguesa poderemos afirmar o seguinte: 4 alunos são Bons, Muito Bons ou Excelentes; 4 alunos são maus, medíocres ou sofrível; 17 alunos são alunos médios num espectro de médio Bom a médio Fraco.
    Se um professor investir mais nos alunos da “gama” alta e “gama” média estes saiem-se muito bem a bem, desde que observados um conjunto de factores associados de sucesso, claro. O problema são os 4 alunos da “gama” baixa (…)
    Se o professor investe e tenta rebocar a “gama” baixa, inevitavelmente o aproveitamente/as notas dos restantes alunos baixam.

    Neste aspecto, onde reside o problema do sistema de ensino em Portugal?
    Numa escola de um outro país o número de professores sem turma atribuída por escola é geralmente em número idêntico aos professores com turmas atribuídas. Claro.
    Em Portugal, Não EXISTEM nas escolas portuguesas professores sem turma (num universo de 200 professores existirão em média uns 4 ou 5).

  28. Falcão Peregrino disse

    Sempre defendi que os professores deveriam ser avaliados mercê dos resultados dos alunos.Mas isso pressupõe garantias aos professores de disciplina e saidas para vias profissionalizantes para os alunos chumbados.Ensino profissionalizante que foi extinto pelos esquerdistas e que por mais propaganda que façam ainda não foi reconstituido na quantidade e qualidade do que havia antes do 25…

  29. caramelo disse

    Helena, porque é que acha que a maior parte dos alunos mais fracos são de meios pobres e a maior parte dos alunos bons são de meios economicamente mais favorecidos? O meio influencia os resultados, como é óbvio. E tem muito mais mérito uma escola que consegue fazer um aluno seu passar de ano, do que a Aurélia dos Reis fazer subir um seu aluno de um 18 para um 19. É dificil de perceber? O mal das nossas nossas escolas é não estimularem o raciocínio.

  30. Outside disse

    Está a ver…a sua insistencia na distorção e descaracterização do tema central…esbaralhando apenas.

    Uma forma diferente de produzir exactamente aquilo que o ME pretende ao divulgar (produzir) estes rankings completamente desvirtualizados da realidade do país. Esta Sra. deve ser, desde MFL, quem pior esteve à frente de uma das pastas mais urgentes e fundamentais do programa governamental (que deveria ser nacional não é?).

    Ou não concorda em consciência com a análise do #13 ???

    E como bem sabe, e foi isso que apontei, a sua pergunta é retórica…e a resposta como bem sabe igualmente, colocada nesses termos é PING PING : Resposta A !!! Prémio ? Um saco cheio de sonhos e promessas adiad(o)as.

  31. bulimunda disse

    POis…Good bless América…

  32. bulimunda disse

    And the rankings..

  33. bulimunda disse

    E por aí adiante…

  34. bulimunda disse

    Falcão também defende pagar à hora por cada operação de um médico..? Pagar ao policia por cada tiro disparado em nome da lei…?Ao coveiro por cada enterro feito…? Separa-se da da mulher porque só fez amor 3 vezes em 2 anos…?
    Não percebo esta obsessão por objectivos…objectivamente isto vai dar mais cedo ou mais tarde nisto…Divirtam-se sayonara…

  35. anonimo disse

    # 21

    No comentário # 13 é referido que os 10% melhores de uma escola pública com 1000 alunos (o mesmo número de uma privada) a média sobe para 16. Logo, existe uma melhoria nos resultados. o que empiricamente é fácil de comprovar pela via da frequência das universidades públicas com notas mais elevadas de entrada nos cursos. Há estatíticas.

    “O que prefere para os seus filhos: uma escola de 100 alunos onde todos os colegas são bons ou uma escola 1000 alunos onde muitos dos colegas são maus?”

    Essa é uma OUTRA questão.

    O Sokas optou por ter os filhos no colégio Alemão.

  36. Pedro disse

    #21…apesar de tudo prefiro a segunda…um ensino Universal onde a média até pode ser bastante pior do a de uma pequena elite. Não obstante, sabe bem que não é isso que digo no meu comentário. Você sabe o teor do meu comentário, prefiro um ensino onde exista uma Aurélia de Sousa com 50 alunos excepcionais, 100 muito bons, 200 bons e 1000 médios ou medíocres do que um ensino feito apenas de Valsassinas com 50 excepcionais e 100 muito bons.
    Não entendam as minhas palavras como um ataque ao Privado. As minhas filhas andam, as duas, em Escolas Privadas. Só que no meu caso, isso deve-se à deficiente cobertura da rede Pública na zona onde vivo e ao facto dos horários das escolas não serem, infelizmente, compatíveis com a minha vida e não a uma desconfiança em relação ao ensino público.
    Por isso concordo com o ponto “E o bom e o mau não têm de equivaler a público e privado.”

  37. anonimo disse

    Sejamos claros. O que se designa de sector privado e cooperativo do sistema nacional de ensino não tem nada de privado. É quasi e totalmente pago pelo Orçamento do Estado, via ME.
    As verbas mensais disponibilizadas pelo ME para o sector privado é verdadeiramente astronómica. Escandalosa.
    Basta consultar-se os documentos oficiais.

  38. anonimo disse

    A realidade incontornável. As escolas públicas têm geralmente os melhores professores.

  39. bulimunda disse

    Pdero diz…Só que no meu caso, isso deve-se à deficiente cobertura da rede Pública na zona onde vivo e ao facto dos horários das escolas não serem, infelizmente, compatíveis com a minha vida e não a uma desconfiança em relação ao ensino público.
    Não meu caro não são as escolas que não compatíveis com os eus horários…é o tipo devida que nós levamos que não é…erro crasso…
    Leia este texto talvez perceba melhor o que eu estou a dizer..a autoria do me4smo é de um ex secretário de estado da educação…
    Num contexto de tanta incerteza social, que mais e melhor poderíamos pedir? Se a escola pública se oferece para ser uma instituição total, que totalmente ocupa os nossos filhos e netos, que mais poderíamos ansiar como educadores? Se obtemos a sua segurança, a sua educação escolar e o seu pão, que melhor poderemos crer ter? E se a escola agora até acolhe os avós, cada vez mais dependentes e em cima das nossas costas até uma tão avançada idade, nós que temos de trabalhar mais e mais, que melhor instituição poderia haver para acolher, em novas dinâmicas intergeracionais, crianças e avós, 24 horas por dia?

    De facto, a E24 é a grande solução social do futuro. Famílias não haverá (e para que é que deveria haver, se os pais não ligam nada aos filhos e os filhos aos pais, se as famílias se fazem e desfazem ao ritmo dos bonecos de neve), os empregos serão cada vez mais precários, incertos e mal pagos (e para quê ser diferente se podemos agora combinar dois e três turnos?), o isolamento das pessoas e sobretudo das mais pobres e sós será ultrapassado (poderemos ficar sós todos juntos e a todo o tempo, em instituições de acolhimento verdadeiro!). As novas instituições E24 são o futuro por que tanto ansiamos. E o Ministério da Educação português, a pedido dos pais, oferece-nos, por antecipação, este futuro. Portugal mantém, assim, o seu perfil de povo inovador, gente de sensacionais descobertas, que abre novos mundos ao mundo!

    Que mais e melhor poderei eu dizer? Viva a E24, a verdadeira revolução da educação promovida pelo Estado, a pedido dos pais!

    PS: se alguém considerar este texto exagerado, peço apenas que sobreviva uns cinquenta anos, o que comigo já não ocorrerá!

    Joaquim Azevedo

  40. Pedro disse

    O que esses documentos oficiais mostram é que existem algumas, poucas, Escolas / Cooperativas privadas financiadas pelo Estado Português (veja-se os recursos afectos à Universidade Católica ao abrigo da Concordata)…tem noção das centenas de Colégios e Escolas privadas existentes em Portugal que não recebem qualquer apoio (excepto os apoios dados às famílias que deles precisam), a começar pelas creches e escolas de 1º ciclo que vêm, assim, colmatar uma deficiência gravíssima existente, neste momento, em Portugal?

  41. Sérgio disse

    Eu respondo.

    João Miranda, eu colocaria os meus filhos numa escola que pudessem frequentar com segurança e onde houvessem meios e equipamentos pedagógicos para leccionar com qualidade.

    Não qualquer motivo para que uma escola assim não possa ser pública.

    De resto faça lá a porcaria do disclaimer. Trabalha ou não para a Universidade de Lisboa? Come ou não da “gamela” publica. É que mandar os outros para o privado e para a precariedade do alto do seu hipotético vinculo à função pública seria hipócrita demais mesmo para um liberal. Confirme lá essa suspeita. Olhe, em caso positivo fica logo com uma vantagem: deixo de ler e comentar os seus posts.

  42. anonimo disse

    Pelo peso histórico da Igreja Católica no Ensino, Portugal tem a percentagem mais elevada DO MUNDO de frequência escolar privada.
    A mim não me choca nada, bem pelo contrário.

    Fui aluno da Academia de Música e Bellas Artes Luísa Toddi em Setúbal. Os meus pais podiam pagar e optaram por uma escola privada com ensino artístico integrado.

  43. Pedro disse

    #39…concordo totalmente com o seu comentário. Só que infelizmente não se aplica ao meu caso. Não é o estilo de vida que condiciona o acesso ao Público. Exemplificando: a minha filha mais velha faz agora 6 anos e entrou para a primeira classe. Onde vivo (S.Domingos de Rana), não tive uma única escola primária pública com vaga para ela. A opção era colocar numa escola noutra freguesia (Oeiras ou Carcavelos), só que o horário de frequência é até às 16h/16h30 sendo que não tinham disponível ATL. Como os avós são todos do Porto não temos quem fique com a pequenita. Solução? Escola Privada.
    A minha filha mais nova tem 3 anos. Tentei inscrevê-la em creche pública. Impossível. Prioridade a quem tem maior necessidade e menores rendimentos (justo na minha opinião). Solução? Creche Privada.
    No meu caso, não foi problemático porque temos condições para tal. E quem não tem? Como fica? Levar os filhos para longe de casa? e quem não tem quem vá buscar os filhos?
    Já estou a fugir ao tópico:) as minhas desculpas por isso.

  44. Anonima33 disse

    O bom e o mau têm de equivaler ao nível-referência dos estabelecimentos de ensino com progressões de sucesso ou insucesso necessariamente diferentes e muito próprias de uma realidade escolar bem precisa.
    Apontem-me um caso de excelência numa escola sita, por exemplo, na Musgueira em que o modelo predominante de aluno só lá vai para matar o tempo, mas foge do estudo por ter problemas gravíssimos e de vária ordem que o afectam. Preponderante na adolescência, não se considera a influência dos pares no rendimento escolar de miúdo? Porque é esquecida essa?
    Qualquer classificação é importante na medida em que, ao estabelecer a comparação com o outro, nos posiciona necessariamente em relação a um grupo e a nós próprios. No que à escola concerne, também pode ser um guia para o professor. Deste ponto de vista, os rankings teriam a sua funcionalidade. Mas pecam por meter no mesmo saco público e privado. Realidades distintas têm de ser consideradas distintamente. Só assim é passível de se avaliar a verdadeira progressão de uns e de outros. As desigualdades sociais dos alunos à partida, a preparação dos professores, o tipo de ensino ministrado, o perfil da família, as suas expectativas, etc, etc. não podem ser escamoteados.
    Colégios há em Portugal que, a partir do 9º ano optam por programas alternativos ao ensino nacional como sejam o International Bacharelat. Tais colégios não figuram nos rankings, mas o ensino que neles se ministra é de excelência!
    Vejo muita gente opinar do que não sabe e com uma certeza demolidora.

  45. bulimunda disse

    Nesse caso Pedro as minhas desculpas..curioso conheço bem essa zona fui aluno dos Maristas parte pública nos anos 80…incrível que isso aconteça numa zona com tanta população..bosta de país…
    Aliás Pedro eu compreendo-o porque eu moro em Braga e os avós são todos de Setúbal..logo também tenho de o metrr numa escola privada por ser difícil de arranjar lugar numa pública e por causa dis horários…mas apenas queria frisar que o mal não está na escola mas sim no estilo de vida que nós temos..trabalho..trabalho..e mais trabalho…Um abraço…

  46. anonimo disse

    “tem noção das centenas de Colégios e Escolas privadas existentes em Portugal que não recebem qualquer apoio (excepto os apoios dados às famílias que deles precisam), a começar pelas creches e escolas de 1º ciclo que vêm, assim, colmatar uma deficiência gravíssima existente, neste momento, em Portugal?” – 40

    Desculpe. Não é verdade. A rede pública do 1º ciclo cobre todo o país há muito anos. O Pré Escolar está praticamente coberto a nível nacional.
    No caso das creches tem razão. É muito deficiente.

  47. caramelo disse

    Que sentido tem comparar resultados médios de uma escola com 14 provas com uma escola que levou 1000 resultados ao ranking? E porque não 2 alunos contra 2000? Uma escola tem dois alunos e ambos tiveram 15. A média da outra escola, com 2000 alunos, é de 14. Qual é a melhor? Não há por aqui ninguém com noções básicas de matemática que me explique isto?

  48. anonimo disse

    # 43…Já percebi. A maior parte das escolas do 1º ciclo tinham ATL. A doida da tipa da 5 de Outubro em vez de fomentar e apoiar o que existia, lixou tudo. Lixou as crianças e os pais.

    Pois.

  49. Eduardo F. disse

    1 – Independentemente das subtilezas semânticas e derivas nihilistas, haver rankings é melhor que os não haver. É melhor ter informação, por incompleta que seja ainda que susceptível de ser treslida ou mal interpretada, do que ela só estar acessível a supostos “peritos”, únicas criaturas intelectualmente dotadas para os utilizar, “protegendo” os incautos de interpretações errdas, porque “fora do contexto”. Para quem tenha memória, é lembrar a guerra titânica que a sociedade civil intentou contra a máquina do Ministério da Educação, contra o “eduquês”, para que os rankings fossem tornados públicos.

    2 – Maria de Lurdes Rodrigues, pessoa por quem nutri alguma simpatia nos meses iniciais do seu mandato, sempre se colocou do lado da barricada daqueles que, primeiro abertamente, depois no seu íntimo, são contra os rankings. Não deixou de ser curioso que a eles ela recorra para evocar as grandes “conquistas” do seu Ministério quando, o ano passado, a média dos exames de Matemática subiu para uns fenomenais 14 valores (tudo se devendo, naturalmente às políticas socretinas e aos alunos que melas se reviram)!

    3 – Do mesmo modo, é melhor haver avaliação dos professores, dos polícias, dos escriturários, dos juízes, etc., do que ela não existir, independentemente do facto ela, avaliação, nunca conseguir ser inteiramente “objectiva”.

  50. Pedro disse

    #44…sim, de facto e de uma maneira geral, o “International Baccalaureate” é de reconhecida qualidade. Infelizmente, como de certo saberá, as escolas existentes em Portugal que o seguem (por exemplo St.Dominics, St. Julians, etc.) não são propriamente acessíveis aos portugueses em geral (valores a rondar os 1000 euros/mês por criança). E também não podemos meter tudo no mesmo saco, pois escolas houve que depois de maus resultados apresentados nos exames nacionais optaram por mudar o curriculae seguido e viraram-se para o IB. Mas no essencial, concordo consigo, não podemos comparar o incomparável nem realidades (sociais, económicas, etc.) distintas.

  51. anonimo disse

    # 28

    Deduzo que defende que os médicos deveriam ser avaliados mercê dos resultados dos pacientes.

    E por aí a-diante …

  52. anonimo disse

    A taxa da população escolar deficiente mental (severa, moderada, ligeira) e com outras incapacidades, em qualquer país civilizado, ronda entre os 16% a 18%. A resposta dos diversos sistemas de ensino a esta problemática é que é totalmente diferente. Em Portugal, por exemplo, finge-se que não existe esta realidade.
    Muitos destes jovens nunca conseguirão ler. Não têm capacidades intelectuais para tal.

  53. caramelo disse

    49.

    Eduardo F. uma coisa é defender que o ranking está bem feito, com todos os parâmetros de avaliação necessários, em seu entender. O que chama “subtilezas semânticas e derivas nihilistas” é o método a que estas coisas obedecem, como qualquer ciência, e esses discutem-se, é preciso lembrar isto. Outra coisa é dizer que é melhor haver rankings do que não havê-los. É a mesma coisa que dizer que é melhor um professor dar notas à turma, ainda que elas estejam todas erradas e trocadas, do que não dar notas. Não tem muito sentido, tem? O João Miranda pode explicar-lhe isto melhor, quando deixar de perguntar coisas sem sentido como “o que é que prefere para os seus filhos”. Eu preferir, preferia que os meus filhos andassem numa escola em que todos os seus trinta colegas tirassem notas de vinte valor, de preferência no melhor bairro de Londres ou Paris, filhos de prémios nobel, do que na escola do Cerco ou de Câmara de Lobos.

  54. tina disse

    Os rankings são muito úteis para perceber:

    - Se a escola é boa ou má. Uma escola má pode ter muito bons professores mas devido ao ambiente, é impossível estabelecer padrões elevados. Mesmo os alunos melhores serão afectados negativamente pelo menor grau de exigência . Por isso, se houver escolha, é claro que qualquer pai porá o filho numa escola de bom ranking.

    - Escolas mal geridas, das quais se esperaria melhor desempenho. Por exemplo, como é o caso de colégios privados com rankings maus. Logo aí, qualquer pai deveria tirar o seu filho desse colégio.

  55. kjg disse

    ranking de escolas não tem sentido ou clareza.

    melhor seria apresentar o ranking das turmas de todo o país, pois há escolas com 1 turma e escolas com 10 turmas.

  56. tina disse

    Eu cá fico muito orgulhosa que o meu filho anda na 10ª melhor escola pública de Portugal. Mas que dá trabalho para acompanhar o passo dos melhores alunos, isso dá. Enquanto no passado, ele andava numa escola menos boa e foi seleccionado como o melhor estudante sem ter estudado muito.

  57. anonimo disse

    Eduardo F. (49)

    Os professores dos ensinos básico e secundário sempre estiveram sujeitos a avaliação profissional, não estavam era sujeitos a avaliação política, como agora. Os professores dos ensinos politécnico e universitário nunca tiveram sistema de avaliação profissional.
    No caso dos juízes não sei se eram avaliados ou não.
    Neste momento, são. Aliás, a avaliação do juiz Rui Teixeira é “exemplar”. Não acha?

  58. Piscoiso disse

    A minha tia Francisca, conta que ela a melhor aluna da escola.
    Mas também a escola era feminina.

  59. Eduardo F. disse

    53.

    Segundo Caramelo, «é a mesma coisa [haver rankings é melhor que os não havr] que dizer que é melhor um professor dar notas à turma, ainda que elas estejam todas erradas e trocadas, do que não dar notas». Bom, contra esta “analogia”, não sou capaz de contender. Pois, se ela fosse verdade, tal corresponderia a aceitar, por exemplo,que a notação que um professor dá aos seus alunos na sequência de um teste, obedece a um factor aleatório semelhante à velocidade e orientação do vento no Cabo da Roca durante um período de 24 horas.

  60. anónimo disse

    #56 – sai à mãe, coitado do piqueno.

  61. Eduardo F. disse

    Já agora e para combater a oposição público vs privado que sempre surge neste tema dos rankings, que tal dar uma olhadela às charter schools americanas onde a ideia que presidiu à sua criação (atenção que são só escolas públicas) foi a de proporcionar uma maior liberdade de escolha por parte dos pais relativamente à escola onde desejam ter os seus filhos e, também, e igualmente muito importante, dar maiores graus de liberdade de actuação à escola, cada escola, para proporcionar diversidade e, sim, concorrência?

  62. Eduardo F. disse

    Já agora e para combater a oposição público vs privado que sempre surge neste tema dos rankings, que tal dar uma olhadela às charter schools americanas onde a ideia que presidiu à sua criação (atenção que são só escolas públicas) foi a de proporcionar uma maior liberdade de escolha por parte dos pais relativamente à escola onde desejam ter os seus filhos e, também, e igualmente muito importante, dar maiores graus de liberdade de actuação à escola, cada escola, para proporcionar diversidade e, sim, concorrência?

  63. Anonima33 disse

    #50
    Ahahah!
    Eu no meu melhor. Nada a fazer!

  64. Eduardo F. disse

    Já agora e para combater a oposição público vs privado que sempre surge neste tema dos rankings, que tal dar uma olhadela às charter schools americanas (ver aqui)onde a ideia que presidiu à sua criação (atenção que são só escolas públicas) foi a de proporcionar uma maior liberdade de escolha por parte dos pais relativamente à escola onde desejam ter os seus filhos e, também, e igualmente muito importante, dar maiores graus de liberdade de actuação à escola, cada escola, para proporcionar diversidade e, sim, concorrência?

  65. regionalista disse

    e diz o ministro mário lino, nos gatos fedorentos,: não houve até á data ministro que fizesse mais obras em lisboa do que eu.
    concordo perfeitamente.
    deveria era dizer,:
    não houve ministro, que fizesse mais obra em Portugal, do que eu.
    Se conseguirem dectectar a diferença, é porque conseguem, olhar para o país, se não, só vêem lisboa.

  66. Anonima33 disse

    Não sem sacrifício, fui das que pôde dar o “Bachillerato” ou “Baccalaureat” à filha.

  67. Anónimo disse

    Há 500 anos que andamos nisto… criando burros para pastar e puxar carroças de outros…
    Depois falam da Maitê!!!!!

  68. anonimo disse

    # 62 … O modelo charter schools (americanas) está a ser abandonado nos EUA.

  69. Critico disse

    Embora não conhecendo a dita escola vou formular a minha posta de pescada.
    Pessoalmente não acredito no ranking das escolas,poderá ser uma espécie de barómetro mas não para ser rigoroso,este pode ser influênciado por interesses subjacentes á imagem das escolas e por sua vez mexe com interesses.

    Acho triste o facto de a educação dos filhos estar subjacente ás posses dos pais, pais interessados na melhor educação para os seus filhos e sem posses são “obrigados” a coloca-los em escolas que pelo ambiente possam ou não dificultar o ensino e também é certo que por ai se v~e muito exemplo de alunos que sob difíceis condições conseguiram singrar na vida e muitas vezes sendo bem mais responsáveis que muitos “rebeldinhos endinheirados”.

    E como é obvio este comentário não visa generalizar.

  70. bulimunda disse

    Esta devia ser a nossa ESCOLA..OS NOSSOS PAIS..OS NOSSOS GOVERNANTES…OS NOSSOS ALUNOS..DREAM ON…

  71. caramelo disse

    59.

    Eduardo, percebeu, pelo menos através do exemplo que deu do vento no cabo da roca, que o professor tem de ter um método e critérios homogéneos e fiaveis para dar as notas? Não teria sentido dizer “é melhor haver notas do que não havê-las”, sem atender à razoabilidade do método, não é? E não consegue aplicar a mesma logica aos rankings das escolas? Faça lá um esforço.

  72. Jorge Fantasia disse

    Eu pensava que o Piscoiso era o campeão dos comentários desinteressantes e que só fazem perder tempo.
    Enganei-me. É, de longe, o Caramelo que, ainda por cima tem a característica de se me colar aos dentes, donde só sai à força de muita cuspidela.
    Quando virem mais portuga a cuspir para o chão, já sabem: leu os comentários do Caramelo.

  73. Eduardo F. disse

    #66

    Não sei onde obteve a informação de que o modelo das charter schools está a ser abandonado. Se tiver alguma evidência dessa sua afirmação agradeço que nos informe. Através de um link, por exemplo.

    #69

    Não, não percebi. Apenas lhe respondi com um “analogia” do mesmo calibre da que me forneceu para lhe tentar mostrar, pelo vistos sem sucesso, que a sua posição nesta matéria é indefensável.

  74. Alexandre disse

    Para a Helena Matos e João Miranda,

    Jesuítas. Os três colégios são idênticos, as notas dos alunos nem por isso.
    Os professores ensinam segundo o mesmo método, mas os alunos de Lisboa, Coimbra e Santo Tirso têm notas bastante díspares. Conheça a explicação.

    http://www.ionline.pt/conteudo/27777-jesuitas-os-tres-colegios-sao-identicos-as-notas-dos-alunos-nem-isso

  75. bulimunda disse

    Tal como em Inglaterra as charter schools estão a dar as últimas…essa de se não resultar fecha..imaginem um hospital..não tem resultados suficientemente bons fecha…Um cemitério não enterra mais de 3 mil fecha…

  76. bulimunda disse

  77. bulimunda disse

  78. dutilleul disse

    # 24 JoaoMiranda disse
    19 Outubro, 2009 às 3:55 pm

    Outside,
    Gostava de ler a sua resposta à pergunta que faço no #21.

    Desgosta-me a deselegância da intromissão mas não resisto a fazer notar que o exemplo da “escola com 100 e da escola com mil alunos” é convocado num contexto que põe em causa a relevância de alguns critérios para efeitos da elaboração de um ranking…

    Perguntar se se prefere “uma escola de 100 alunos onde todos os colegas são bons” parece-me coisa perfeitamente espúria. E sugerir que uma escola com poucos e bons alunos é preferível a qualquer outra coisa é uma escusada inanidade.

  79. caramelo disse

    Eduardo, só pode estar a gozar comigo, só pode… Onde está “ranking” coloque “notas”. Ambas devem ter critérios razoáveis(notas e rankings, notas e rankings). Não podem ser ao sabor do vento, nem escamotear factores que devem ser levados em conta. Não entendeu ainda? Percebeu, pelo menos, através da exlicação fornecida pelos proprios responsaveis das escolas de que fala o Alexandre em 72, que o ranking das escolas não levou em conta certas variáveis e factores de correcção? Que não foi rigoroso? Que apenas nos dá a ilusão de conhecermos a realidade? que esta porcaria apenas serve para afagar o ego de agumas escolas, para celebrar a “excelência” do privado em relação ao público e para marginalizar e estigmatizar muitas mais? Que muitos aqui não percebam isso, eu entendo, mas de alguem como o João Miranda, a quem se exigira, digo eu, algum sentido cientifico critico, eu não esperava que engolisse tao pouco criticamente o ranking.

  80. lucklucky disse

    É impossível fazer um ranking fiável há demasiadas variáveis – e para certas pessoas serão boas e para outras más. Logo a única maneira é deixar as pessoas escolherem livremente e a publicidade de cada escola convença da bondade das suas soluções e seja postaem causa se for caso disso. O mais importante é fechar o Ministério Soviético da Educação e que haja um mercado da educação.

  81. Eduardo F. disse

    Bulimunda resolver responder ao “desafio” que tinha lançado a um certo anónimo (#66) segundo o qual o modelo das charter schools nos USA estaria a ser abandonado.

    Bulimunda presenteou-nos mesmo com dois videos sobre a matéria.

    Eu, porque acho que este é um assunto sério, prefiro opor aos soundbytes e ao ruído o estudo. Nessa perspectiva, aconselho a leitura atenta de um documento do mês passado, relativo à experiência, evolução e perspectivas das charter schools no estado de Nova Iorque. Está aqui.

    Para os preguiçosos, um pequeno resumo estístico, apenas para o estado de Nova Iorque:

    a) O primeiro ano da existência das charter schools foi 1999/2000; no ano lectivo seguinte eram doze;
    b) Em 2005/2006, 36 novas escolas seguiram o exemplo;
    c) Em Setembro de 2009, existem 78;
    d) Háverá mais 26 escolas até ao Outono de 2010.

  82. caramelo disse

    78.

    Sim, pois. As crianças de Camara de Lobos, do bairro do Cerco e da Pampilhosa da Serra, só estão à espera que abra o “mercado” para poderem escolher livremente. Eu acho que vão todas escolher o Valsasina e o Colegio Moderno, que estão á espera que feche o Ministerio Soviético para lá se instalarem.

  83. caramelo disse

    79

    Nova Iorque? LOLOLOLOL

  84. General disse

    Qual Ranking qual carrapuça ! O facto é que as escolas públicas são atribuidas pelo local de residência e como tal o freguês tem de enganar o sistema . Estou para ver quando é que o ministério público começa a criminalizar o acto . Na verdade as escolas são atribuidas por um tipo que com régua divide o mapa das localidade sem se saber qual o critério . O facto é que existem alunos que residem na mesma freguesia da escola a 100 metros da dita e porque burocrata traça uma recta que passa na avenida que separa a sua residência da escola o aluno é mandado para outra freguesia para uma escola a 2 ou 3 Kms de distância , este é um exemplo real ao qual me oponho por não o compreender. O resto é conversa das minorais , de novo e velho ricos , que têm massa para por os meninos no particular , pois que façam bom proveito .

  85. Eduardo F. disse

    General,

    E qual é a sua sugestão para que os alunos do ensino público possam escolher entre a escola pública A, do lado esquerdo da rua, da escola pública B que fica no outro lado da mesma rua?

  86. General disse

    Proximidade.

  87. harms disse

    Vocês, liberais lusos, são do melhor. A Helena Matos quando se fala em rankings e tal é como se visse Nosso Senhor. Curiosamente esquecem-se sempre de dizer quantos dos bons colégios privados são subsidiados pelo Estado. Quanto é que levam todos os meses por causa dos contratos de associação. E não é só em zonas onde existe deficiente cobertura do ensino público. Há escolas privadas que recebem apoios estatais, além das boas mensalidades pagas por quem lá anda, quando a meia dúzia de quilómetros há oferta do ensino público. A diferença? vê-se depois nas instalações, por exemplo. Isto para não falar em externatos que são financiados a 100% pelo estado. Já agora, e que têm a dizer em relação aos privados que aparecem no fim do ranking? Também é pela falta do cheque-ensino?

  88. Eduardo F. disse

    General,

    Aplica então a régua e o compasso? Exactamente como o burocrata de que falava?

  89. zazie disse

    O mercado do Bolhão é um excelente mercado. Foi pena o Luck não ter feito lá o liceu pois sempre aprendia que os regimes monárquicos não são ditaduras.

    Mas ele deve ter estudado numa multinacional. Dizem que também é um bom mercado escolar para quem tem mais posses.

  90. zazie disse

    Que seria do mundo se não houvesse mercados para tudo. Era lixado, nunca se tinha inventado o fogo e muito menos era preciso criar bibliotecas de Alexandria. Coisas inúteis e sem mercado, já na altura.

  91. General disse

    Não , o burocrata divide freguesias o que denota completo falta de sensibilidade do que representa uma freguesia em termos de comunidade . Uma freguesia que tenha 3 escolas do ensino básico deve albergar todas as crianças do básico dessa mesma freguesia e a distribuição dentro da freguesia é que se faz com um compasso ( de proximidade ) tendo como ponto a residência verdadeira .

  92. zazie disse

    A luta de classes moderna até se avalia pelo mercado que se escolhe para estudar. Um bom mercado faz mais que um chapéu.

    O Luck estudou num mercado de elite de cartola- daquelas de onde se saem coelhos e lencinhos perfumados.

  93. bulimunda disse

    Ranking do freeport..
    Altamente confidencial
    17 de Dezembro de 2001
    Ric Dattani
    Freeport plc
    Cc. Gary Dawnson
    Caro Ric,
    Na sequência da nossa conversa telefónica a semana passada, e tendo acabado de voltar de
    Portugal onde estive 5 dias, posso fazer os seguintes comentários que espero que sejam úteis
    para si.
    1. Um Estudo de Impacto Ambiental é um trabalho bastante substancial (de peso) que
    envolve várias autoridades. É de conteúdo principalmente técnico.
    2. Se estamos face a uma possível rejeição (chumbo), é pouco provável ser possível
    inverter uma tal decisão seja em que circunstância for, a dois dias da sua rejeição
    (chumbo) formal por parte do Ministro do Ambiente. Antes do suborno
    3. O Ministro do Ambiente, Eng.º José Sócrates, é considerado como um dos pilares do
    Governo PS e é tido como a integridade em pessoa. Confirmado por outros
    4. Os efeitos dos acontecimentos do fim de semana, com os revezes sofridos pelo PS,
    nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo
    Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver
    um compasso de espera (empate, “stall” no texto original) de quatro ou cinco meses
    até que seja eleito um novo Governo e seja nomeado um novo ministro, vistos os
    resultados de novas eleições.
    5. É óbvio que o encorajo / sugiro-lhe que apure as razões técnicas da rejeição / do
    chumbo do seu EIA e que determine as áreas em relação às quais as diferenças podem
    ser esbatidas, ou em relação às quais se podem lançar pontes que colmatem as
    diferenças.
    6. Encorajo-o / sugiro-lhe que sonde / tome o pulso / apalpe o terreno fora da equipa
    local por forma a perceber / compreender / determinar / de forma independente o
    que é que pode ter corrido mal – e ver / verificar se tal vai ao encontro das
    informações que lhe são fornecidas pela equipa local. Uma visita pessoal à DRAOT ou a
    quaisquer autoridades que tenham tido a sua palavra a dizer / que tenham tido peso /
    pode frequentemente render dividendos na compreensão do problema.
    A mudança política irá atrasar o processo nos seus termos na parte de planeamento e meio
    ambiente, mas pode-se /deve-se despender um tempo precioso no determinar das causas de
    rejeição e nas medidas de correcção aceitáveis.
    O conteúdo desta comunicação é confidencial para aqueles a quem é dirigida. A sua finalidade
    é (tão só) partilhar experiências de mercado com um colega membro PUKCC num sector
    equivalente
    Cumprimentos
    Keith payne
    Jonathan, este é o fulano que me telefonou e sabe do suborno de 2
    milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir do
    ponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário
    de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.

  94. bulimunda disse

    Pois mas e os resultados das escolas charters Eduardo..Não só os comparativos com os do ensino público como os que entram no ensino superior depois..diga lá…Além de que essas ditas charters schools servem para os arrabaldes e a dita escumalha..com ex membros do exército a serem directores das mesmas…

  95. Eduardo F. disse

    General,

    A residência “verdadeira” não é, General? E que azar o daquela criança que, vivendo no limite da freguesia A, tem uma escola pertíssimo (e com melhores professores) na freguesia B mas, porque um burocrata, previsivelmente do séc XIX, desenhou a sua freguesia como desenhou…

    E sabe porque é que os pais não indicam a verdadeira residência, mas a da prima, do tio ou da amiga? Porque a escola que eles querem que o filho(a) frequente é melhor do que aquela que o burocrata decidiu que ele(a) devia frequentar.

    E, já agora, como comprovar a residência verdadeira? Com um atestado da dita com dois carimbos de casas comerciais como no tempo da outra senhora? É por esta e por tantas outras que os portugueses aprenderam, de há muito, a não dizerem a verdade.

  96. bulimunda disse

    Eduardo explique-me como um puto no Corvo, Porto santo, S.Jorge, Pico, Alfandega da Fé, Almeida, etc..pode optar por mudar de escola…?

  97. General disse

    Eduardo ,

    Pois é , mas penso que em Inglaterra , se não estou enganado , parece que já e penaliza e muito quem engana o Estado com o recibo da água do primo ou do amigo nesta questão da colocação . Nós por cá ainda não , mas aguarde , pois quando for insustentável e houver escolas vazias e outras apinhadas a bufaria entrará em acção e depois veremos.

  98. Eduardo F. disse

    Bulimunda,

    Estude um pouco mais e perceba que os estratos sociais que mais frequentam as charter schools, conseguem muito melhores resultados, em todos os estudos sistemáticos efectuados, relativamente às zonas onde elas (charter schools) não existem. Coincidência?

    Mais um pequeno contributo para este tema, não das charter schools em si mesmo, mas da possibilidade da escolha quer por parte dos pais em escolher a escolas para os seus filhos sem ligar a aspectos meramente burocráticos (e.g. residência), quer por parte das próprias escolas na alocação dos seus recursos e na escolha dos seus professores. Ver aqui o «2008 ANNUAL SURVEY of AMERICA’S CHARTER SCHOOLS».

  99. Eduardo F. disse

    General (#95),

    Está enganado.

  100. Eduardo F. disse

    Bulimunda #94,

    E porque o pobre do puto que vive no Corvo (ilha linda por sinal) não pode escolher, isso significa que todos os putos também não possam?

  101. caramelo disse

    Eu sou todo pela liberdade de os putos do Corvo ou de Almeida poderem frequentar o Pedro Nunes, em Lisboa. Assim como sou pela liberdade de os putos do Cerco poderem todos frequentar o Aurelia de Sousa, ou todos os da freguesia A frequentarem a escola da freguesia B.

  102. Eduardo F. disse

    Bulimunda,

    Invista um pouco mais e perceba que os estratos sociais que mais frequentam as charter schools, conseguem muito melhores resultados, em todos os estudos sistemáticos efectuados, relativamente às zonas onde elas (charter schools) não existem. Coincidência?

    Mais um pequeno contributo para este tema, não das charter schools em si mesmo, mas da possibilidade da escolha quer por parte dos pais em escolher a escolas para os seus filhos sem ligar a aspectos meramente burocráticos (e.g. residência), quer por parte das próprias escolas na alocação dos seus recursos e na escolha dos seus professores. Visitando aqui é possível consultar o «2008 ANNUAL SURVEY of AMERICA’S CHARTER SCHOOLS».

  103. Fartinho da Silva disse

    É curioso verificar que a GRANDE maioria dos esquerdistas “progressistas” que defende a treta da “escola” por ela fabricada e imposta a todos aqueles que não podem pagar uma escola no verdadeiro sentido da palavra têm os seus rebentos nas escolas PRIVADAS DE QUALIDADE…!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Estes esquerdistas “progressistas” dependem da tal “escola” pública, “inclusiva” e “democrática”, para manterem o seu tacho, pago pelos contribuintes, num qualquer ministério, ou numa qualquer “escola” “superior” de “educação”!

    O resto é conversa para entreter meninos…!

  104. Anonima33 disse

    Há uma boa escola neste país: a da Ponte. Relembro isso. Será porquê?
    É ver em que principios assenta.

  105. Eduardo F. disse

    Bulimunda #92,

    Invista um pouco mais e perceba que os estratos sociais que mais frequentam as charter schools, conseguem muito melhores resultados, em todos os estudos sistemáticos efectuados, relativamente às zonas onde elas (charter schools) não existem. Coincidência?

  106. bulimunda disse

    Pois..mas a questão não é essa…a ser assim cria-se uma discriminação..ou seja para acabar com uma suposta discriminação cria-se outra discriminação..eu dei aulas em Santa Maria -dois anos- nos Açores – belíssima ilha por sinal-tinha um puto de 16 anos no 7º ano de escolaridade..não devia estar lá mas sim noutra escola ..pois mas a próxima era S.Miguel a 90 km de avião..agora já lá vai o Barco…resultado teve de lá estar e concluir o ano…Entretanto no ano a seguir foi para a tropa..isto foi em meados de 90…Essa de mudar de escola só serve para as cidades e nem para todas…

  107. caramelo disse

    Eduardo, liberdade de escolha das escolas pelo alunos, so pode haver quando houver liberdade de escolha dos alunos pelas escolas. Não é dificil perceber porquê.

  108. Eduardo F. disse

    Bulimunda,

    O fundamental é o da possibilidade da escolha quer por parte dos pais em escolher a escolas para os seus filhos sem ligar a aspectos meramente burocráticos (e.g. residência), quer por parte das próprias escolas na alocação dos seus recursos e na escolha dos seus professores. Visitando aqui é possível consultar o «2008 ANNUAL SURVEY of AMERICA’S CHARTER SCHOOLS».

  109. anónimo disse

    Privado pesa 13,5%

    Um dado curioso é que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média da OCDE em
    todos os graus de ensino. + No primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5
    por cento (2,9 por cento na OCDE). No terceiro ciclo, o peso do privado baixa para os 5,5
    por cento (3 por cento na OCDE), voltando a subir no secundário para os 13,5 por cento
    (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e nalguns graus de ensino nos Estados
    Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.
    http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399604&idCanal=58

  110. Eduardo F. disse

    General #103,

    Quer portanto dizer que, na sua opinião, as escolas é que devem escolher os seus alunos? E é V. um defensor da escola pública? Tem mesmo a certeza disso?

  111. bulimunda disse

    Depende do que lhe é ensinado..e do grau de dificuldade da matéria em si…veja o caso dos Efa , Cefa , RVCC e Novas oportunidades..são um sucesso..reprovações quase zero…o pior é quando tiverem de aplicar o que não sabem nem aprenderam…
    Retirado de um comentário da educação do meu umbigo…um professor..
    Este ano tenho, entre outras, duas turmas de 10º ano de profissionais, uma coisa nunca vista. Gostava mesmo que houvesse um jornalista a assistir às minhas aulas. Foi o pior do péssimo. Já passei por tudo, outros profissionais, CEF’s, EFA’s e nunca vi nada assim. Os alunos chegaram ao 10º ano sem quase sabe ler. Soletram como qualquer aluno do 1º ano de escolaridade, não sabem somar, não sabem uma regra de três simples, não sabem o que é lucro ou prejuízo, em jeito de conclusão, nunca na minha vida vi nada assim. No meio destes alunos (22 por turma), estão 4 alunos muito bons. Um numa das turmas e os outros três na outra. São filhos de gente muito pobre mas muito inteligentes e com vontade de trabalhar. Os pais colocaram-nos no ensino profissional porque não têm garantias de os poder sustentar num futuro curso universitário. Assim tenho de elaborar material para os vários subgrupos de alunos. Para os mais atrasados faço fichas ao nível do 4º ano de escolaridade. Para um nível a seguir faço fichas e textos de apoio a nível do 6º ano de escolaridade. Para o nível seguinte fichas e textos de apoio até ao 9º ano. Somente dou o programa de 10 ano de Matemática (nível profissional logo um programa mais simples) aos 4 alunos acima citados. O ensino público bateu no fundo!

    Estes alunos são subsidiados, têm o material todo gratuito, manuais, textos de apoio, fichas de trabalho e computadores. Trocaram os computadores por iphones. Coloco as minhas aulas na plataforma moodle da minha escola mas somente os tais 4 alunos é que usam os computadores. Não utilizam o email nos computadores da escola porque perderam os logins e as passwords. Quando entrego uma ficha de trabalho não a trazem no dia seguinte… um horror.

  112. anonimo disse

    As charters schools servem para as zonas marginais dos guetos americanos. Têm regras “militares”.
    Os directores das escolas são militares.

  113. Eduardo F. disse

    Bulimunda,

    Portanto, como a hipótese de escolha é imperfeita, é preferível não haver escolha! É isso?

  114. anonimo disse

    Não há em nenhum sítio do mundo a possibilidade de escolha de escolas!!!

  115. Eduardo F. disse

    Bulimunda,

    O fundamental é o da possibilidade da escolha quer por parte dos pais em escolher a escolas para os seus filhos sem ligar a aspectos meramente burocráticos (e.g. residência), quer por parte das próprias escolas na alocação dos seus recursos e na escolha dos seus professores.

    Anónimo #107,

    Em que panfleto é que V. viu isso? Num dos editados pelas Associações de Professores dos USA?

  116. anonimo disse

    Era a mesma coisa que dar a liberdade de escolha a um paciente por um Hospital.

    Está tudo doido?

  117. anonimo disse

    Quando uma escola tem a lotação “esgotada”, os pais têm que matricular os filhos numa outra escola pública.

  118. Eduardo F. disse

    Anonimo #111,

    Portanto, quando você partir a cabeça durante as férias no Algarve, vai levar os pontos no hospital de Beja onde reside?

    Você já teve o azar de estar doente a sério. De ter de ser hospitalizado. Eu já. E moro no concelho de Cascais. Sabe o que isso quer dizer?

  119. bulimunda disse

    Pois Eduardo mas não respondeu à minha questão…que tipo de ensino é ministrado e que conteúdos são leccionados ..:?
    Em algumas “charter schools” de Chigago foram recrutados para directores, oficiais do exército na reserva e a disciplina nas escolas foram regulamentadas de acordo com algumas leis militares.

    Quem viu o programa “60 minutos” sobre “charter schools” de Chicago verificou o seguinte:

    1 – Os professores deixaram de se preocupar com a disciplina na escola, ou seja todo o trabalho dos professores reduziu-se à preparação de aulas, às actividades lectivas e ao apoio individual aos alunos.

    2 – O regime disciplinar é tão duro que há menor falta de respeito (por exemplo chegar com sapatos por engraxar é uma violação do código disciplinar na Escola) são aplicadas duras sanções. Caso curioso dado a assistir no programa 60 Minutos, foi o de um aluno ser condenado a executar 60 flexões,
    por ter respondido de forma incorrecta a uma professora .
    3 – Os pais ao matricular os filhos na “charter schools” de Chigago são obrigados a certos compromissos rígidos, tais como: assistir obrigatoriamente ás actividades extra-curriculares dos seus educandos, receber em casa uma técnica de acção social, que recolhe informação da família e reporta à escola se os pais acompanham ou ou não a actividade escolar dos filhos. Por exemplo, um Pai foi ameaçado de que o seu filho seria expulso da Escola se permitisse que o seu filho menor depois da 10 horas da noite…

    4 – O conselho disciplinar é do tipo tribunal militar, com julgamentos sumários. O aluno é defendido por um militar, acusado por um militar e julgado por um júri de militares…

    5 – Estas escolas situadas nos locais mais desfavorecidos de Chigagos, tiveram um enorme sucesso escolar. Aconteceu até uma coisa curiosa: alguns alunos provenientes de famílias ricas de Chicago deixaram as suas “private schools” para matricularem-se neste tipo de escolas.

    6 – As escolas são do Estado, mas estabelecem um contrato com empresas, fundações e instituições de carácter social e assinam um contrato em que são vinculadas a um modelo de gestão (neste caso militares na reserva) onde os alunos assinam à entrada um documento donde se vinculam a regras rigorosíssimas.

    7 – Essas “charter schools” foram aprovadas em referendo realizado pelo município de Chicago.

  120. caramelo disse

    105

    Na minha opinião?! O que eu dise e que o que você defende, a escolha pelos alunos da escola que querem frequentar, implica necesariamente que as escolas possam elas proprias seleccionar os alunos. Ou nao é? Eu acho o q

  121. anonimo disse

    # 113

    Na minha terra ao que alude em # 113 chama-se “desconversar”. Verdade?

    Em Cascais, tem o Hospital Sintra-Cascais.

  122. anonimo disse

    # 113

    Enganei-me. Amadora-Sintra.

  123. anonimo disse

    # 115

    Não. IMPLICA QUE AS ESCOLAS TENHAM INSTALAÇÕES!!!

  124. caramelo disse

    Ó Eduardo, você nao tem liberdade de escolha de escola publica, asim como nao em liberdade de dizer ao motoista da ambulância para lhe dizer para que hopsital publico quer que o levem. Isso não funciona asim, homem, em nenhum lado do mundo. Isso de que você estaa falar eé o privado, o privado

  125. Eduardo F. disse

    Anónimo #116

    Vê-se mesmo que nunca teve que ir para um hospital com uma doença grave. Eu já. E arranjei maneira de não ir para o hospital de Cascais (não existe issso de Cascais-Sintra).

    A “desconversa” é sua.

  126. anonimo disse

    # 113

    Reside em Cascais. O Hospital que serve a região é o seu hospital – hospital de referência.
    Em situações especiais, pode ser transferido para um Hospital altamente especializado em determinada patologia clínica.

    No caso de um acidente (quando longe da sua residência) tem garantida a assistência hospitalar no SNS.

    No caso do Ensino tem direito, caso mude de residência, a que os seus familiares sejam matriculados em outra Escola – Escola de referência – em qualquer data do ano lectivo no SNE.

  127. Eduardo F. disse

    Caramelo #119,

    Mas V. vive em Portugal? Não me parece.

  128. anonimo disse

    # 120

    Nas escolas públicas tb há uns expedientes conhecidos. Não sabe?

    Moradas falsas de residência ou de emprego.

  129. bulimunda disse

    E portugal – A LETRA PEQUENA É INTENCIONAL- existe ou é só imaginação da uma qualquer Matrix..’ Carpe Diem..FUI…

  130. Anónimo disse

    Quem será esta melga que anda aí a zumbir?
    Ninguém lhe dá com o mata-moscas?

  131. Eduardo F. disse

    Bulimunda #114,

    Não quero nem vou fugir às questões que coloca mas tem ideia de quantas charter schools existem? Para cima de 4000. De certeza que tem boas, menos boas, boas e muito boas escolas. Há casos (casos não fazem regras) em que coronéis na reserva são os directores da escola? Verdade. E daí? Quer que lhe aponte centenas de casos onde o director é um professor (a grande maioria)? Há casos de charter schools que deixam de o ser. E daí? Não vê, ou não quer ver, o mérito da possibilidade de escolher?

    Refere-se ainda aos conteúdos programáticos veiculados como sendo de 2ª. Não vou discutir consigo isto porque se os pais que escolheram essas escolas, preterindo outras, mesmo assim as escolheram eram porque as de “residência” eram, provavelmente, de 3ª. E em Portugal, o que são os Cursos Profissionais(?). O que são as Novas Oportunidades? Escolhas de 1ª?

  132. bulimunda disse

    NÃO É PRECISO EU VOU DAQUI PARA FORA..NÃO GOSTO DE MODELOS…

  133. Eduardo F. disse

    Anónimo #121,

    Atribuo-lhe o prémio do Melhor Burocrata do Blog. Parabéns.

  134. anonimo disse

    # 114

    Muito bem. Esclareceu cabalmente o que são as “charter schools” e com que propósitos foram criados nos EUA.
    Escolas com disciplina militar nos subúrbios (guettos) das grandes cidades americanas. Começou em Chicago.

  135. Piscoiso disse

    A minha tia Agualva vive num barco e tem um problema lixado sobre a escola que há-de escolher para os filhos.

  136. anónimo disse

    O Sono Luso – O único jornal de auto-

    Eleição do “lambe botas” do ano 2009

    http://www.osonoluso.org/sociedade/eleicao-do-lambe-botas-do-ano-2009

  137. Eduardo F. disse

    Nomeio, desde já, para candidato, o coiso-que-queria-piscar.

  138. Tólinhas disse

    Cá em Portugal o modelo das charter school está a ser implementado mas não vos digo onde.

  139. Eduardo F. disse

    O Tólinhas está enganado. Deve estar a confundir com uma qualquer espécie´, envergonhada, de cheque-ensino. Em Portugal, a Escola e a Educação são de um gabarito tal que, pelo contrário, nada temos a seguir quanto ao que os outros ensaiam, mesmo que com sucesso. Pelo contrário. São os outros que estudam os fundamentos e as lições que os nossos Cursos Profissionais(?) e as Novas Oportunidades proporcionam, autênticos faróis que iluminam a Pedagogia.

  140. Pedro disse

    Bolas…em poucas horas a “conversa” descarrilou por completo. Entretanto os provocadores de serviço (João Miranda e Helena Matos) assistem divertidos:)

  141. José Barros disse

    Extraordinária a entrevista de Filipe Menezes ao Público. Alguns excertos:

    «Eu defendo, por exemplo, que um programa de governo do PSD deveria retirar um bocadinho à subsidiação social e subsidiar as empresas para que o salário mínimo seja mais alto. O salário mínimo em Portugal é miserável e tem de aumentar. Então, vamos nós suportar isso pelas empresas. A aposta deve ser no sentido de pagar bem o trabalho, dar segurança no trabalho, acabar com a precariedade no trabalho – agora até pareço um comunista (risos) – e defender direitos sociais coerentes.»

    «O país é pobre, não vai enriquecer de um dia para o outro. Colocar em causa o Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito, o predomínio da escola pública, questionar o aumento do salário mínimo, é dizer a três ou quatro milhões de portugueses “não votem em nós”. A mensagem que passou foi de que o PSD ia desmantelar o Estado social. O Estado social europeu é uma conquista cultural da Europa, é o que dá superioridade ética à Europa.»

    Era este o candidato que o CAA apoiava e apoiou enquanto líder do PSD. Se Passos ganhar, daqui a um ano também estará a fazer este discurso de Filipe Menezes. Tudo pelo poder, que é a única coisa que interessa a esta gente. Mais socialistas que os socialistas, se for preciso, que o que interessa são os três milhões de votos de que fala o Menezes…

  142. Piscoiso disse

    Entretanto entra o Barros, com uns maços de propaganda política.
    Dá para fugir.

  143. zazie disse

    Pois é isso mesmo, José Barros. Todos socialistas a oferecer o mundo em troca da mama.

  144. zazie disse

    Mas este ao menos explicou como funciona a trafulhice. Somos de “direita” ou de “esquerda” da boca fora.

    O que importa é saber vender o produto. É a lógica do mercado.

  145. José Barros disse

    Extraordinária a entrevista de Filipe Menezes ao Público.

    Correcção:

    A entrevista foi dada ao “I” e não ao Público.

    Entretanto entra o Barros, com uns maços de propaganda política.
    Dá para fugir. – Pisquinho

    Não se acanhe, Pisquinho. Fuja para longe, que presta um serviço inestimável a todos nós.

  146. tina disse

    “É curioso verificar que a GRANDE maioria dos esquerdistas “progressistas” que defende a treta da “escola” por ela fabricada e imposta a todos aqueles que não podem pagar uma escola no verdadeiro sentido da palavra têm os seus rebentos nas escolas PRIVADAS DE QUALIDADE…!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

    Muito bem Fartinho da Silva. O que é interessante é que tais pessoas de esquerda nunca respondem a provocações destas. Como se admitissem que são uns hipócritas.

  147. tina disse

    “Estes esquerdistas “progressistas” dependem da tal “escola” pública, “inclusiva” e “democrática”, para manterem o seu tacho, pago pelos contribuintes, num qualquer ministério, ou numa qualquer “escola” “superior” de “educação”!”

    Brilhante esta também. Não só para manter o tacho como também para pagar a educação privada dos seus filhos. Não se compreende como governantes que defendem o socialismo se atrevem a viver melhor do que os outros com o próprio dinheiro que lhes vão tirar. As escolas privadas são caríssimas, podem ser consideradas um luxo. Entretanto, 18% dos portugueses estão no limiar da pobreza.

  148. caramelo disse

    Ó Eduardo, você pode fazer tudo no que quiser neste país, se meter cunhas ou violar a lei, incluindo meter filhos em escolas que quiser, ou ir para o hospital que quiser. Mas quer mesmo que essa liberdade seja consagrada em lei? É que, repito, se toda a gente for escolher as urgências do melhor hospital público, o serviço baixará um bocadito, não? Digo eu. E se todas as crianças da escola do Cerco forem para a melhor escola do Porto, a qualidade desta baixará um bocadito, não é? Para além de, digamos, ligeiros problemas logisticos. Você é que não parece saber o que fazer com as teorias que cria.

    135. Isto não é um blogue de debate entre postadores e comentadores, nem nunca pretendeu sê-lo. O debate faz-se entre os comentadores.

  149. Outside disse

    Caramelo (bom nick sem ironia)…obviamente que este não é um blog para debate entre comentadores e postadores mas como bem assinalou o #135…frequentemente o debate descarrila em insultos e provocações, esgrimidas ora À esquerda ora à direita sem fio de prumo ou linha de nível que possa trazer lucidez e lógica ao que se discute.

    Quanto aos postadores, mais uma vez foi bem assinalado ou vc não tem a opinião que tanto CAA como HM (e por vezes o JM), pessoas supostamente informadas, algumas inclusivè com responsabilidades jornalisticas vem aqui apenas atirar o barro, da sua côr, à parede, em provocações vazias sem aprofundarem e defenderem com lucidez e imparcialidade a essência da questão…não interessa.

    David

  150. Pedro disse

    #143 Obrigado por explicar o óbvio.E já agora, volte a ler o comentário a que se refere. Digeria-o, pense um bocadinho…e agora diga-me: Onde é que eu digo o contrário do que você se apressou a explicar? Na minha observação, limito-me a constatar que a conversa descarrilou pela troca de galhardetes entre comentadores e já não se discute o essencial da questão levantada por João Miranda.
    Deixe lá, já percebi que você se vê como o altruísta que serve de farol para todos os outros comentadores que andam aqui perdidos. Obrigado, já me sinto iluminado…Over and out. Não se incomode mais, estou fora desta discussão.

  151. Piscoiso disse

    #140.
    É agradável verificar que verificou ter-se enganado.
    Pois enganou.
    Diga lá quem lhe delegou representatividade, para produzir a sentença:

    “…presta um serviço inestimável a todos nós.

  152. caramelo disse

    145.

    tenha calma; limitei-me a querer dizer que o JM raramente liga patavina ao que se escreve abaixo dos seus posts. E não acho que a conversa tenha descarrilado. O “descarrilar” é a sua opinião. A conversa está interessante, mas só participa se quiser, é claro.

  153. Afonso Henriques disse

    Bati eu na minha mãe para isto !?!!?

  154. necessario verificar:)

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