Arquivos Diários: 30 Junho, 2010

Centro de decisão sem decisores

Só 16% do capital da PT votou contra a venda da VIVO. Caixa Geral de Depósitos, Joaquim Oliveira, Visabeira e pouco mais. Neste momento é com esses que o governo pode contar para manter a PT em mãos nacionais e salvaguardar a importância “estratégica” da empresa. A estratégia da aldeia gaulesa levará ao progressivo desaparecimento [...]

7 150 000 000

Os accionistas que sabem fazer contas votaram todos a favor da venda da Vivo.

Vai sobrar para o contribuinte

Há seis meses, dei aqui conta das conclusões do Advogado-Geral Paolo Mengozzi no processo, instaurado pela Comissão Europeia no Tribunal de Justiça Europeu contra o Estado Português, por causa da golden share na PT. A decisão final será conhecida já na próxima semana, não sendo difícil prever que o seu conteúdo não se afastará muito [...]

Golden share

O valor nominal do capital social da PT é de € 26 895 375, representado por 896 512 500 acções, com o valor nominal de três cêntimos de Euro cada. O Estado é titular de 500 acções. O valor nominal da participação do Estado, que lhe permitiu vetar um negócio de 7,15 mil milhões de [...]

IVA (II)

Como antecipei aqui ontem, a lei que aprovou o aumento das taxas de IVA, que entra em vigor mais logo, à meia noite, acabou de ser publicada (por volta das 16h00) no cada vez mais habitual suplemento vespertino do Diário da República, tendo sido (apenas) hoje mesmo objecto de referenda ministerial. Como esperado, parte da [...]

Directo ao Assunto

O programa de hoje regressa ao horário habitual (graças a Carlos Queiroz, Ronaldo e David Villa, cada um com as suas razões). João Adelino Faria, Joana Amaral Dias, João Galamba e eu próprio, debateremos Sócrates e o seu terrível fardo de um homem só, as Scuts e o veto socialista à venda da Vivo. Às [...]

Brincar às empresas

Administração da PT em “xeque” por causa da “golden share” A Administração da Portugal Telecom pode vir a ser accionada judicialmente na sequência do “veto” político do Governo português. É que os administradores haviam assinado papéis entregues a investidores de todo o mundo garantindo que a “golden share” não podia ser aplicada. Mas foi.

Patriotas à força II

BES e Ongoing votaram a favor da venda da Vivo Segundo apurou o Negócios, entre estes accionistas que votaram a favor da venda da Vivo estiveram o BES e a Ongoing, dois dos maiores accionistas da PT Votaram contra a CGD, Parpública, Visabeira, Controlinveste e pequenos accionistas.

Intervencionismo (II)

Quando se tem um endividamento excessivo, a forma mais rápida de o reduzir é vendendo activos. Se se tiver um activo sobre-valorizado, então não há que hesitar. Excepto se aparecer o Estado omnisciente a impôr-se contra quase todos. Isto ainda vai acabar mal para o contribuinte.

Nacionalistas à força

Note-se que isto: Núcleo português tem a vitória da Vivo na mão não é compatível com a votação final. Antes da votação pensava-se que os núcleo duro português conseguiria pelo menos metade do capital presente. Afinal só conseguiu 26%. Metade do capital associado ao chamado núcleo duro português queria secretamente vender.

Zeinal

Aguarda-se a demissão de Zeinal Bava que sempre disse que respeitaria a decisão dos accionistas e sempre andou a gabar-se que a PT é uma empresa que actua no mercado sem protecções do Estado.

Intervencionismo

A venda da Vivo foi rejeitada por veto do Estado apesar de existirem 73, 91% a favor.

Desnorte e demagogia

O Governo acedeu, por fim, ao princípio do “utilizador-pagador” nas SCUT. Não: o Governo só fingiu que acedeu pois é difícil imaginar uma proposta mais disparatada e mais demagógica do que a agora apresentada para isentar de cobrança de portagens 46 municípios. Percebe-se o objectivo: atirar uma cenoura

Interesse nacional

Passos Coelho anda a dizer que a venda da Vivo é um mau negócio e que mantê-la é do interesse nacional. Como quem diz, “interferências do Estado nas empresas são más, excepto em casos concretos“. Henrique Granadeiro acaba de dizer que “não há propostas irrecusáveis”. Que é como quem diz, “o interesse nacional apenas serve [...]

Ter mais opções faz sempre bem

Partidos regionais? Porque não? Pode ser que surjam uns mais clarividentes, mais civilizados, indiferentes ao futebol ou à construção civil, certamente integrando as listas B que perderam sempre nos partidos tradicionais contra as incumbentes listas A. Mais opções permitem melhores escolhas. E sempre podem potenciar a regionalização, que essa ajudaria a minar o “centralismo democrático” dos partidos e [...]

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