British “eduquês” ou a coragem de uma professora

Graças ao Miguel Noronha tive conhecimento deste vídeo. É sobre o falhanço do sistema educativo inglês. É o extraordinário e muito corajoso testemunho de uma professora. Mas podia aplicar-se, sem tirar nem pôr, a Portugal. Até nas consequências: como se pode comprovar seguindo os links do Miguel, depois de participar na conferência dos conservadores ingleses, esta professora foi suspensa da escola onde ensinava por uma directora que é uma fervorosa adepta de Tony Blair. Mas o essencial é mesmo ver o vídeo.

13 Comentários

  1. Posted 13 Outubro, 2010 at 11:57 | Permalink

    Passa-se o mesmo em Portugal.

  2. Francisco Colaço
    Posted 13 Outubro, 2010 at 13:19 | Permalink

    A ovação de pé foi certamente merecida.

  3. S.C.
    Posted 13 Outubro, 2010 at 13:30 | Permalink

    verdades que os responsáveis políticos não querem ouvir em Portugal não vão fugir-lhes os votos daqueles que andam a enganar com bodo de diplomas que não servem para nada nem significam nada

  4. Euroliberal
    Posted 13 Outubro, 2010 at 14:41 | Permalink

    A mafia eduquesa está mesmo a pedi-las, está, está…

  5. Francisco Colaço
    Posted 13 Outubro, 2010 at 14:42 | Permalink

    Tendo eu um diploma, não ligo aos ditos. O nosso infeliz minstrel das finanças é doutorado (com o diploma em couro de burro, certamente), e muitas pessoas de valor não tiveram oportunidades de estudar.
    .
    Em vez de bater na qualidade do diploma do Sócrates, mais vale bater na pessoa execrável que parece ser (aldrabão, indigno de confiança, desrespeitador de contratos, não assim tão inteligente). Dói-lhe mais e não resvala na pena do homem comum pelo fraco. Nada mais há que português desgoste que bater num fraco. Nada mais gosta do que um linchamento de piche e penas.

  6. Arnaldo Madureira
    Posted 13 Outubro, 2010 at 14:53 | Permalink

    1 – Foi suspensa… por justacausa ou por razão atendível?
    2 – A senhora disse que excepcional é raro. Já sabemos. Um sujeito chamado Gauss até inventou uma distribuição que é muito natural. É natural que o excepcional bom seja raro, que o mediano seja normal e que o excepcional mau seja raro. Com tanta naturalidade, o que é que se espera da aprendizagem e dos resultados? Que sejam todos excepcionais bons? Que sejam todos melhores do que a média? Ou que Gauss não tenha razão?

  7. Motinha
    Posted 13 Outubro, 2010 at 17:05 | Permalink

    Se, por muito menos, até o Carrilho perdeu o tacho na UNESCO, o que aconteceria a uma simples professora que viesse dizer o que esta disse…imagino que fosse imediatamente saneada pelo regime…

  8. Posted 13 Outubro, 2010 at 18:38 | Permalink

    jmf,

    Sugiro-lhe que procure um diploma que foi proposto por Tony Blair chamado
    “Higher Standards, Better Schools for All” (está na net para toda a gente ver, até aqueles que mandam bocas) e pelo qual meteu a cabeça no cepo contra os sindicatos que dominam o Labor. Isto antes de tirar conclusões a partir do Youtube… Se o sistema educativo inglês caiu no que caiu não foi por causa de Blair, mas por causa dos seus antecessores.

    Depois, como alguém já aqui indicou, o ministro das finanças é doutorado e sai aquilo que sai, o Cavaco é doutorado pela LSE e vê-se o que sai dali. O eduquês pode ser mau, mas não me venham dizer que está a atacar o bom, porque é mentira!

  9. Posted 13 Outubro, 2010 at 21:48 | Permalink

    daqui a 4 anos encotrem a professora para ver se ela contínua a gostar dos “tories”.

  10. Arnaldo Madureira
    Posted 13 Outubro, 2010 at 23:38 | Permalink

    PISA 2006 – O Reino Unido está em muito boa posição em qualquer domínio. Não se percebe qual é o indicador do falhanço do sistema educativo. De qualquer modo, mesmo que todos os países façam o máximo e tenham bons resultados, alguns hão-de ter melhores resultados do que outros e não se pode concluir que os outros falhem. Ou, então, só o melhor é que não falha.
    -
    Os resultados do Reino Unido até evoluiram positivamente nos anos de Tony Blair. Antes, tinham feito grandes asneiras, uma das quais tinha sido a de desprestegiarem os professores, quer no aspecto da autoridade sobre os alunos nas escolas, quer no aspecto salarial. Blair teve de mudar as condições, para chamar professores mais competentes.
    -
    A senhora diz que o sistema falha, porque os pobres continuam pobres. Isto só é lógico, se a educação escolar for o único factor. Mas não é. Também se pode dizer que os pobres seriam mais pobres, se não tivessem a educação dada nas escolas.
    -
    Em qualquer caso, falhe ou não, é sempre preciso melhorar.

  11. Arnaldo Madureira
    Posted 13 Outubro, 2010 at 23:45 | Permalink

    Mas onde é que a senhora queria chegar? Ao ponto de acusar a esquerda de facilitar a vida a grupos minoritários, torná-los irresponsáveis pela sua vida, baixar padrões, etc. E a direita promove o quê? A responsabilidade individual, a exigência e o sucesso. Posto o problema nestes termos radicais, nem a esquerda, nem a direita servem, porque lhes falta o sentido do equilíbrio.

  12. lucklucky
    Posted 14 Outubro, 2010 at 11:49 | Permalink

    “Se o sistema educativo inglês caiu no que caiu não foi por causa de Blair, mas por causa dos seus antecessores.”

    Blair não controlou o que o seu próprio Governo fez.

    “Ao ponto de acusar a esquerda de facilitar a vida a grupos minoritários, torná-los irresponsáveis pela sua vida, baixar padrões, etc. E a direita promove o quê? A responsabilidade individual, a exigência e o sucesso. Posto o problema nestes termos radicais, nem a esquerda, nem a direita servem, porque lhes falta o sentido do equilíbrio.”

    O equilíbrio entre o bom e mau é mau.

  13. Arnaldo Madureira
    Posted 14 Outubro, 2010 at 14:08 | Permalink

    Juntem-se todos e façam um paraíso.


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