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A culpa é do euro!…

28 Dezembro, 2011
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O que mais impressiona nestas reiteradas declarações de Ferreira do Amaral, é constatar que persistem economistas do 1º Mundo a defender para os seus países o modelo das desvalorizações competitivas. Dir-se-ia que para esta gente não existem upgrades na cadeia de valor industrial e o crescimento só é possível com base numa política de baixos salários, à custa da exploração da classe operária, como diria o PCP. A sua visão da nossa indústria ainda será uma fotografia dos anos 60, aquele estafado estereótipo do “empresário de vão-de-escada” e operariado analfabeto e bronco, que pouco mais sabem fazer que pechisbeque em regime de sub-contratação. Portanto, há que pô-los a fabricar baratinho e, se possível, em grande escala, para angariar receitas que paguem as importações dos BMWs, LEDs, iPads e outros gadgets que fazem as delícias da classe média terciária. A desqualificação implícita que estes académicos atribuem aos seus compatriotas que produzem, raia a insolência.

É ainda curioso que Ferreira do Amaral nunca “repare” no crescimento e diversificação por produtos e por mercados que vêm apresentando as nossas exportações. E, que me recorde, ainda não apareceu nenhum jornalista que o tenha alertado para esta “manifesta impossibilidade” de estarmos a exportar em moeda forte. Será virtude do euro?…

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62 Comentários leave one →
  1. 28 Dezembro, 2011 03:08

    “defender para os seus países o modelo das desvalorizações competitivas”

    É exactamente o contrário, é necessário fugir ao modelo das valorizações competitivas.

    O valor inicial do Euro era, se a memória não me falha, de USD$1,18. Agora, depois de aqui há uns anos ter estado a USD$0,75, está a USD$1,35.

    Portanto o Euro valorizou-se em relação ao dólar e é estava valorização que não nos serve.

  2. Zebedeu Flautista permalink
    28 Dezembro, 2011 03:29

    Sim vamos sair do euro e a malta dos 500 euros passa a receber em escudos 100 contos que depois valem 250 euros. Entretanto a factura da energia e da alimentação mantém-se. E claro depois volta e meia os governos podem sempre imprimir mais umas notas para ver se os motoristas da CP lá se decidem a arrancar o comboio.
    Resolve-se logo os défices, imprime-se 10% do PIB todos os anos e até se pode dar uns aumentos de 5% a maralha que eles são burros e não vêem que cada vez compram menos com mais.
    Estes cálculos de competitividade a custa de salários miseráveis ( ou melhor abaixo de miseráveis para o padrão europeu) pressupõe que num espaço aberto como o Europeu não se põe todos a mexer daqui para fora. Só negociando com a UE impedir os tugas de emigrar.

  3. 28 Dezembro, 2011 06:00

    Já é normal constatar dúzias de economistas a afirmarem as maiores atoardas em que qqer cidadão normal percebe a submissão rastejante a ideologias ou favores pessoais.
    Lembram-se do manifesto de CENTENAS de pretensos economistas a defender as obras públicas, nos estertores da máfia socialista com experiência na maçonaria?
    Que qualidade de ensino dão esses Profs nas Universidades?
    Que qualidade e independência crítica colocam nas constantes intervenções mediáticas…como se as asneiradas que nos custam muitos milhares de milhões de €uros nunca tivessem sido ditas?
    É que a BANCARROTA existe mesmo!!!

    http://www.mentesdespertas.blogspot.com/2011/12/bancarrota.html

  4. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 07:14

    O gajo esqueceu-se de comparar com os USA, por exemplo. E comparar com os USA na criação de empregos, inflação e crescimento económico. Enfim, é mais um cromo que abunda em Lisboa.

  5. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 07:18

    Como sair da crise. Exportar. Exportar muito mesmo com o aéreo.
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    “Luís Cumbrera Tavares explica que a Cofaco exporta para “cerca de 30 países, como Austrália, Itália, EUA, França, além dos tradicionais mercados da saudade”. Apesar da distância, a Austrália (no outro lado do planeta) é um dos melhores mercados da Cofaco. As embalagens de atum Santa Maria há várias décadas que fazem parte das cadeias de distribuição australianas.
    .
    A empresa está tão virada para a exportação que tem três marcas específicas para o mercado exterior: Santa Maria, Às do Mar e Bon Apetit. Só em 2011, as exportações da Cofaco cresceram 40% e a administração espera que no próximo ano aumentem 30%.
    .
    in http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2208960
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    Com aéreo ou sem aéreo, estes gajos até exportam largo para a Australia.

  6. António Costa Amaral (AA) permalink
    28 Dezembro, 2011 07:44

    Cuidado Luís. Lá porque alguém defende um mau uso da descentralização monetária, não quer dizer que o modelo de “coordenação” central do preço do dinheiro (e correspondentes mecanismos políticos) não destrua salvaguardas para a liberdade individual — e com consequências evitáveis como estamos a ver. Alguns alegam, com hindsight, que mais “integração política” teria sido necessária para evitar o “problema” (i.e. a realidade económica), optando por mostrar uma cegueira selectiva para a inevitabilidade que mais euro-estalinismo teria consequências bem mais nefastas para os valores que entendemos liberais. Abraço, AA

  7. beirão permalink
    28 Dezembro, 2011 08:26

    São questões muito pertinentes, que merecem análise profunda. Pelo menos para evitar erros futuros.
    Quem deve gostar de ler é José Sócrates.

  8. 28 Dezembro, 2011 09:44

    Caro António, não me vês nem verás garantidamente a defender o centralismo dos eurocratas ou dos oportunistas tugas que sonham voltar a ter dinheiro fácil e barato com eurobonds e impressora em alta cadência. Pelo contrário, tenho defendido várias vezes por aqui a necessidade de excedentes orçamentais duradouros como solução estruturante e sustentada para o problema da dívida e das taxas de juro. Esta solução, pode e deve ser aplicada por cada país de forma descentralizada.
    Mas o meu ponto na posta é outro. Entendo que a nossa eventual saída do euro seria para nós um cataclismo.

  9. ricciardi permalink
    28 Dezembro, 2011 09:48

    bem, caro Lr, por essa sua lógica a cotação do euro êh boa em qualquer nível. Se o euro valorizar mais 50% (como o fez nos últimos 10 anos) continuarah a ser uma boa cotação?!
    .
    a verdade êh só uma, a cotação do euro para grande parte das economias que o partilham estah acima do ritmo e pulsar das economias. Imagine uma economia de mercado puro no mercado cambial. Imagine que os governos, através dos seus bancos centrais, nao manipulam a moeda. Imagine, pois, que a cotação da moeda flui de acordo com as dinâmicas da procura e oferta. Já imaginou? pois bem, diga-me, em face das contas com exterior que Portugal apresenta, o defcite comercial e de pagamentos, como estaria o escudo pelo simples jogo da oferta e da procura?
    .
    Se concordar que o escudo teria de ter desvalorizado, como me parece obvio, nao vejo como se pode defender a existência de moeda socializante, como o euro acaba por ser. Êh uma moeda que traduz a dinâmica de uma ou duas economias da zona euro, mas nao traduz a dinâmica, ou falta dela, das restantes economias. Com a agravante de, ao termos de lidar com o euro, termos tambem de lidar com taxas de juros absolutamente irreais, taxas essas que estão na origem de duas coisas, o endividamento excessivo (1), que serviu para alimentar importações excessivas (2), enfim, para alimentar ilusões.

  10. silva permalink
    28 Dezembro, 2011 11:10

    A China já manda nos politicos portugueses à muito tempo o que aconteceu com o Casino Estoril é a prova real.
    A falsidade do despedimento colectivo do CASINO ESTORIL, que mais tarde ou mais cedo se descobre quem está por detrás deste crime. A cobardia de se esconderem atrás de nomes importantes levou ao despedimento de 112 pessoas com ajuda dos organismos do estado que deviam salvaguardar o emprego, quando por motivos ilegais.

    Quem quiser investigar este caso, vai ficar de boca aberta, como é possível em portugal haver quem domine
    jornais, televisão, governo e toda uma sociedade de nome JET SET.
    A PODRIDÂO NO SEU MÁXIMO!!!!!

  11. 28 Dezembro, 2011 12:25

    “Dir-se-ia que para esta gente não existem upgrades na cadeia de valor industrial e o crescimento só é possível com base numa política de baixos salários, à custa da exploração da classe operária, como diria o PCP.”

    Está a falar do FMI e do governo, quando estes pretendem obter o mesmo efeito por métodos diferentes e já avisaram que não haverá necessidade de pessoal qualificado nos próximos tempos neste país?

  12. NRP permalink
    28 Dezembro, 2011 12:59

    É inevitável o fim do euro. É uma questão de tempo. As aberrações acabam sempre por perecer.

  13. oberon permalink
    28 Dezembro, 2011 14:18

    “as delícias da classe média terciária” pensei que essa era uma espécie já extinta…

  14. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 14:42

    Um discurso histórico do Trichet, há alguns meses atrás.
    .
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    http://tinyurl.com/bpfw696

    .
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    “The ECB’s primary objective: Price stability in the euro area before and after the crisis
    .
    I can say today that the ECB has fulfilled its primary objective to the letter. As you know, the ECB aims at inflation rates of below, but close to, 2% over the medium term. Annual inflation over the first 12 years of EMU has been 1.97% on average. A precision landing.
    .
    More generally, the degree of price stability has been greater, over the past 12 years, in the euro area as a whole than in the individual euro area countries over the previous 50 years.
    .
    This is no small achievement. The ECB has faced many challenges in pursuing its objective: the bursting of the dot-com bubble, the shock wave of 11 September 2001, the volatility of commodity prices and, of course, the worst financial crisis the world has known since the Second World War.”
    .
    .
    “Contributing to economic performance
    .
    Price stability is the best contribution that central banks can make to sustainable economic growth and job creation. I think there is widespread agreement on this among central bankers and academic researchers.
    .
    In the short run, however, some academic research suggests that there might be a significant trade-off between low inflation volatility and low output volatility. If prices are stable, economic adjustment has to occur through the real economy channel. It may therefore be difficult to achieve these two goals at the same time.
    .
    The chart shows that the euro area scores relatively well on both dimensions. This is puzzling, given that the euro area has quite rigid product and labour markets, at least compared with the United States. The higher degree of price and wage rigidity in the euro area would suggest that output volatility should be significantly larger in the euro area than in the more flexible US economy.”
    .
    .
    “EMPLOYMENT GROWTH IN THE EURO AREA HAS ALSO BEEN STRONG OVER THE PAST 12 YEARS. MORE THAN 14 MILLION JOBS HAVE BEEN CREATED SINCE THE INTRODUCTION OF THE EURO, COMPARED WITH 8 MILLION IN THE UNITED STATES.”
    .
    in http://tinyurl.com/bpfw696
    .
    .
    Pelos vistos, de nada vale desvalorizar a moeda pois acaba-se por criar menos empregos, tem-se uma inflação mais alta e penaliza-se a estabilidade económica. A comparação com os USA é feliz, porque tem-se como adquirido que eles têm uma economia mais fléxivel, mais forte e mais aberta. No entanto…

  15. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 14:48

    E os ingleses, estão melhor com a sua preciosa libra? Lições aos camaradas:
    .
    .
    “Há duas décadas que a situação no mercado de trabalho do Reino Unido não se afigurava tão sombria. A advertência é da Chartered Institute of Personnel Development, uma associação privada de profissionais especializados no recrutamento de recursos humanos.
    .
    “O mercado de trabalho britânico estará mais frágil do que em qualquer outro período desde a recessão do início dos anos 90”, diz John Philpott, conselheiro económico da associação.”
    .
    in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=528021
    .
    .
    Estes sem o euro ainda estão piores que nós. Alta inflação, alto desemprego, perspectivas ainda mais ruinosas que da área euro.

  16. 28 Dezembro, 2011 15:23

    Ricciardi,
    .
    Será que o Arkansas ou o Dakota do Sul equacionam sair do dólar se a eventual valorização deste for contra os seus interesses? Mesmo quando tínhamos o escudo, será que a sua desvalorização era conveniente para todos os agentes económicos? E já agora, qual será o melhor incentivo para um upgrade industrial? Ter uma moeda forte que obriga a “dar corda às sapatilhas” ou a subsidiação de uma moeda fraca?

  17. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 15:34

    Boas notícias!
    .
    .
    Excedente comercial com a França atinge o valor mais alto de sempre, sobretudo graças ao crescimento das exportações.
    .
    .
    De Janeiro a Outubro, inclusivé, as exportações portuguesas para França cresceram 19,8%, para 4 270 861 euros, contra uma queda das exportações, de 2,4%, para 3 347 285 euros. O saldo comercial, positivo para Portugal, foi o maior de sempre: 923, 575 milhões de euros. A taxa de cobertura das importações pelas exportações foi de 127,6%. O maior de sempre.
    .
    .
    Fonte: INE através do ICEP:

  18. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 15:46

    Boas noticias. Saldo comercial de bens e serviços melhora 37%, graças sobretudo a um aumento das exportações em 16,1%, nos primeiros 10 meses do ano; e de um aumento de serviços em 9,7%. O saldo comercial, negativo, passou de 10 817 milhões de euros para 6 782 milhões de euros.
    .
    .
    Face ao ano anterior, as exportações de bens nos primeiros 10 meses do ano, cresceram 16,1%. Para o exterior da UE (logo fora da área euro), as exportações subiram 24,2%. As exportações de serviços subiram 9,7%, com as exportações para fora da UE a subirem 12,7%.
    .
    .
    Fonte: INE e Banco de Portugal através do ICEP.
    .
    .
    Pelos vistos o euro não está a atrapalhar bastante as exportações de bens e serviços. Se estes bons resultados portugueses são conseguidos dentro de um contexto externo recessivo, imagine-se num contexto de forte crescimento económico na UE.
    .
    .
    Estes números desmentem totalmente os que advogam a saída de Portugal do euro. Mas, nestas coisas religiosas, de nada vale mostrar factos e números, pois esta gente pensa em termos religiosos e pré-científicos, logo é perder tempo a rebater as suas crendices religiosas.

  19. honni soit qui mal y pense permalink
    28 Dezembro, 2011 16:44

    entretanto como já disse o Zebedeu e o Satiro vamos saindo todos para trabalhar lá fora , pois por aqui só “deveria haver gdes salários e um sector exportador gigantesco”
    e onde se compra isso ?
    no Wal-Mart ?

    os desejos não são muitas vezes a realidade

  20. CRP permalink
    28 Dezembro, 2011 16:46

    O Euro está morto. Faça-se o enterro.

  21. Ricciardi permalink
    28 Dezembro, 2011 17:45

    Caro LR,
    O Arkanas ou Dakota estão num espaço federal, aonde os custos de contexto aonde actuam todos os players são semelhantes. Impostos comuns, orçamento de estado comum, salarios semelhantes, energia ao mesmo preço, etc etc etc. O que se critica na zona euro é precisamente o facto de cada regiao pulsar a ritmos distintos, de onde resultam produtividades necessariamente diferentes; resulta tambem que o ajustamento para ultrapassar o defice de produtividade e competitividade nos PiGS está a ser efectuado por medidas que tentam replicar os efeitos da desvalorizacao natural das moedas, com a agravante de esta austeridade, nomeadamente a fiscal, contribuir para o contrario dos efeitos pretendidos. Mas a desvalorizacao da moeda tem resultados mais rapidos e, em termos de equidade social resulta muitissimo melhor.
    .
    V.Exa e tantos outros visionarios imaginam que as empresas e empresarios vão ser aquilo que queremos muito que sejam; imaginam que de repente passam todos a produzir produtos de excelencia e valor acrescentado. O que caminho é esse, sem dúvida, mas o caminho é um processo de refinamento rumo à excelencia; o que voçê propõe é que as empresas fechem; que fechem todas aquelas que não exportam tanto Valor quanto aquilo que deseja muito. Mas isso não é possivel; só mesmo em sonhos. E tanto não é possivel que a decada do euro apenas serviu para, factualmente, nos distanciarmos da produtividade alemã, para que o endividamento disparasse e para que as importações substituissem a produção nacional. Afinal de contas importar da zona euro ficou mais barato, mas barato e tivemos acesso a credito a taxas actrativissimas, mas completamente fora da realidade.
    .
    Et voilá, quando acordamos tinhamos um endividamento igual ao PIB. Mais grave, temos o terceiro maior endividamento privado do MUNDO em percentagem do PiB. O estado resolverá facilmente a questão, pois então, aumenta impostos aqui, diminuiu salarios ali, corta acolá e está feito. Tudo isto numa altura em que a economia na gera empregos e portanto em absoluto contraciclo.
    .
    O país, com o euro e com a excessiva abertura aos mercados, faliu. FALIU. É que não há volta a dar. A prova é que estamos a ser intrvencionados. E faliu precisamente porque deixou que lhe enfiasse fronteiras adentro dinheiro barato. Dinheiro que serviu para tudo menos para produzir e competir melhor.
    .
    A ultima estatistica revelou que cerca de 1/5 dos portugueses tem a 4º classe. Como é que se quer produzir Valor com estes numeros em quantidade suficinete para passar as exportacoes de 30% do PiB para 100%? e, já agora, como pretende empregar UM milhao de desempregados que tem que comer hoje (amanha é tarde)?
    .
    E depois, vejamos, temo muito que este bom ritmo das nossas exportacoes, que já chegou aos niveis de 2007, venha a cair drasticamente nos proximos tempos. A França, a Espanha, e talvez a Alemnha vao deixar de consumir aos mesmos niveis, porque tambem eles entrarao na paranoia da auseridade. E o consumo deles são as nossas exportacoes. Nao me admira portanto que, infelizmente, as exportacoes venham a cair nos proximos tempos tornando as contas ainda mais dificeis.
    .
    But hei, temos uma moeda boa, o euro, o orgulho do papa.

    Rb

  22. PMP permalink
    28 Dezembro, 2011 17:59

    Só quem nunca foi empresário pode afirmar que a taxa de câmbio sobrevalorisada é benéfica para o sector dos bens transacionáveis.
    .
    basta analisar a história económica para perceber que numa crise de balança comercial como a que temos em Portugal desde há 15 anos a desvalorização da moeda é a única forma de colocar de novo a economia a crescer.
    Ver intervenção do FMI em Portugal em 1983-84.
    .
    Só o Neotontismo exarcebado pode estar a favor de moedas fortes fantasistas como é este Euro.

  23. Zebedeu Flautista permalink
    28 Dezembro, 2011 18:10

    A culpa é do Cavaco ( e não só)! Pelo menos foi o que disse o Manuel Monteiro ontem e apesar de não simpatizar com a personagem atendendo a quem nos governou nos últimos 20 anos pior não teríamos ficado ( penso eu de que).

  24. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:12

    “Só quem nunca foi empresário pode afirmar que a taxa de câmbio sobrevalorisada é benéfica para o sector dos bens transacionáveis.”
    .
    .
    Mas Vc. tem estudos sólidos que provem a sua crendice? Desafio a meter aqui um estudo sério que prove as suas crendices.
    .
    .
    Entretanto, vá meditando nisto:
    .

    http://www.markiteconomics.com/MarkitFiles/Pages/ViewPressRelease.aspx?ID=8941

    .
    .
    “Impostos comuns, orçamento de estado comum, salarios semelhantes, energia ao mesmo preço, etc etc etc. ”
    .
    .
    Acredita mesmo nisto? Olhe que acho que precisa de estudar mais a coisa. Não é bem assim como Vc. pensa que é. Uma coisa é aquilo que pensamos que é, outra, a realidade. Comece por estudar a carga fiscal de cada Estado americano e o nível salarial e vai ficar surpreendido.
    .
    .
    As crenças religiosas são isso mesmo. Pura crendice.
    .
    .
    Reparou nisto aqui?
    .
    “Face ao ano anterior, as exportações de bens nos primeiros 10 meses do ano, cresceram 16,1%. Para o exterior da UE (logo fora da área euro), as exportações subiram 24,2%. As exportações de serviços subiram 9,7%, com as exportações para fora da UE a subirem 12,7%.”
    .
    .
    E note, caro RB, nós não exportamos pitroil nem muitos recursos naturais. Está a ver como os factos e os números desmentem esta sua crendice?
    .
    .
    Eu não sei qual é pior. Se o pseudo-cientismo coberto de crendices, se maus governos.

  25. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:18

    Em Portugal não falta gente que fala de cor e salteado. São as crendices enraízadas na malta. Há quem goste de recorrer a bruxos, outros a médicos. Cada qual no seu direito. Mas espalhar crendices fica muito mal:
    .

    http://blogs.wsj.com/economics/2011/05/25/comparing-wages-across-the-u-s/

    .
    .

    http://research.upjohn.org/cgi/viewcontent.cgi?article=1006&context=dissertation_awards&sei-redir=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.google.pt%2Furl%3Fsa%3Dt%26rct%3Dj%26q%3Dtaxes%2520differences%2520across%2520usa%26source%3Dweb%26cd%3D10%26ved%3D0CHcQFjAJ%26url%3Dhttp%253A%252F%252Fresearch.upjohn.org%252Fcgi%252Fviewcontent.cgi%253Farticle%253D1006%2526context%253Ddissertation_awards%26ei%3DBl37ToOCOcfCswbZnoj5Dw%26usg%3DAFQjCNFPAtCSm4XyMs581BhYlRXUgO2KZw#search=%22taxes%20differences%20across%20usa%22

    .
    .
    É só seguir a bibliografia sugerida.
    .
    .
    Esta malta vive mesmo de crendices. Palavra de honra, que me custa ver este tipo de mentalidades nos dias de hoje.
    .
    .
    É isto mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=AksnGSCzm6A

  26. ricciardi permalink
    28 Dezembro, 2011 18:23

    … e para que seja reforçada a idéia, dizer que o BCE estah na origem do sucesso na colocações a taxas mais baixas na Itália e Espanha. Para aqueles que acham que o BCE nao devia ter mais poderes, este exemplo mostra claramente que estão errados. A intervenção do BCE deu confiança aos mercados traduzido nas taxas de juro.
    .
    alguém terah dito q o facto de a inglaterra ter moeda própria nao trouxe maiores benefícios ao pais. E quem diz isso enferma de desonestidade intelectual e defice informativo. Em primeiro lugar esse comentador teria que provar que o facto de a inglaterra ter moeda própria nao terá sido um factor que evitou males maiores e, o que êh mais importante, a pessoa devia saber que o grande problema inglês vem de há 20 anos atras quando se financiarizou a economia em detrimento dos bens transacionáveis. pelo que a Inglaterra nao tem nada para exportar. êh apenas um centro financeiro mundial importante, aonde passam grandes valores dos mercados negros mundiais e portanto dependente da resolução da crise européia. êh, alias, a grande questao que se discute em Inglaterra, como foi possível dizimar toda a industria. como foi possível orinetar todo o emprego para as áreas financeiras. e mesmo sendo uma economia assente no negocio financeiro a Inglaterra tem sobrevivido porque tem possibilidade do seu banco central intervir.
    .
    Rb

  27. PMP permalink
    28 Dezembro, 2011 18:29

    AC,
    Basta olhar para a historia recente dos ultimos 60 anos: Japão, Coreia do Sul, Malásia, China, etc.
    .
    Lógica elementar do cãmbio mais baixo => aumenta o peso do sector de bens transacionáveis, empresas crescem em vendas para o exterior, economias de escala, criação de clusters, etc.
    .
    Depois => Equilibrio macroeconomico , desemprego mais baixo, juros mais baixos a longo prazo, mais investimento em bens de equipamento, maior produtividade, reforço da tendência inicial.
    .
    O Neotontismo é simplesmente a repetição das lengalengas pré-Keynes, ou seja a repetição de crenças sem qualquer base cientifica.
    .
    O Neotontismo destroi-se a si próprio como se está a ver com a Zona Euro.

  28. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:38

    “… e para que seja reforçada a idéia, dizer que o BCE estah na origem do sucesso na colocações a taxas mais baixas na Itália e Espanha. Para aqueles que acham que o BCE nao devia ter mais poderes, este exemplo mostra claramente que estão errados. A intervenção do BCE deu confiança aos mercados traduzido nas taxas de juro.”
    .
    .
    Será assim tão liquido? Viu como fecharam as yields italianas? Ou só está a olhar para a venda directa? A sério, não podemos escolher só os factos que se ajustam às nossas crendices, caro RB.
    .
    .
    Olhe, acho que devia ler isto, para ter uma ideia que as suas crendices são isso mesmo: crendices:
    .
    .
    “A Cofaco – detentora da ‘Bom Petisco’ – vende quatro milhões de latas de atum por ano e em 2011 aumentou as exportações em 40%.”
    .
    .
    Esta empresa aumentou as suas exportações em 40%. Está a ler bem? Medite neste número: 40%!!!
    .
    .
    Como? Com salários baixos? Desvalorizações competitivas? Então medite na estratégia deles:
    .
    .
    “A empresa de conservas tem diversas marcas com história, desde a Tenório (uma linha mais gourmet) à Santa Maria (destinada à exportação), passando pelo Bom Amigo (linha low cost) e o incontornável atum Bom Petisco (que dispensa apresentações).
    .
    Um dos segredos da marca é o facto de todo o processo de conservação ser feito de forma “artesanal”. O atum é limpo à mão, pescado à cana e embalado de forma tradicional. O método artesanal contrasta com a dimensão que a empresa tenta ter no mercado global.”
    .
    .
    Veja esta coisa mirabolante. Estes gajos em vez de usarem modernos meios tecnológicos e mais automação industrial, pesam à linha e o peixe é limpo à mão. Mas as exportações deles subiram 40%, não é?
    .
    .
    “A empresa está tão virada para a exportação que tem três marcas específicas para o mercado exterior: Santa Maria, Às do Mar e Bon Apetit. Só em 2011, as exportações da Cofaco cresceram 40% e a administração espera que no próximo ano aumentem 30%.”
    .
    .
    Vejam que eles segmentam os seus produtos e marcas. E depois lá vem isto, que acho que devia fazer meditar nestas estória das crendices dos custos baixos como foco da empresa:
    .
    “Para conseguir continuar a liderar num mercado onde as marcas brancas ganham cada vez mais peso, a Cofaco aposta na “inovação”. Lançamentos de produtos como Bom Petisco Kids ou a criação de embalagens de vidro para atum seguem a estratégia da marca de apresentar produtos alternativos ao mercado. Por muito que inove, há uma imagem que a Cofaco gosta de manter. “Não dispensamos a apresentação da lata amarela, característica em Portugal”, explica Luís Cumbrera Tavares. Ao todo são mais de 40 milhões de latas por ano que a empresa vende.”
    .
    .
    Lá está. Valor acrescentado. Que é coisa que as crendices não conseguem perceber. Continuam crentes que o consumidor só deseja produto de baixo custo e de baixa qualidade. Por isso se focam nos custos, nas desvalorizações competitivas, etc. É a mentalidade anglo-saxónica, de consumir porcaria a baixo preço. No entanto, o mercado é bem mais diverso.
    .
    .
    Esta empresa até deve ter custos salariais mais altos, não aposta nas automações industriais, não se preocupa com o euro. Preocupa-se em diferenciar em mercas próprias, apostando na qualidade do produto e que este seja reconhecido pelo consumidor. Que assim bate as margens mais baixas das masrcas brancas.
    .
    .
    E as exportações? Subiram 40% e esperam subir 30% em 2012.
    .
    .
    E anda para aí muita gente com a crendice do euro barato, dos salários baixos e trinta por uma linha. Agora, para alguns, eu digo-vos: já trabalhei em sectores de salários baixos. E sei que só quem trabalha baseado em salários baixos e produtos de fraco valor acrescentado é que se preocupa com o câmbio. Se calhar por ter começado a trabalhar nesses sectores, eu tenha aprendido com a prática, aquilo que alguns defendem baseados em crendices pseudo-científicas.

  29. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:40

    “AC,
    Basta olhar para a historia recente dos ultimos 60 anos: Japão, Coreia do Sul, Malásia, China, etc.”
    .
    .
    Não basta nada. Eu já lhe disse que Vc. lê pouco e estuda muito mal estes assuntos e baseia-se em crendices. Ou mitos urbanos, como é moda dizer-se. Enfim, eu já não lhe vou dar muitas sugestões de leitura, porque jás as dei uma vez e Vc. nâo leu esse autor. Teria aprendido alguma coisa de jeito, em vez de escrever bacoradas.

  30. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:45

    Caro RB, esqueci-me do link, onde pode ler e meditar em como uma empresa tuga aumenta as exportações em 40%, dentro do euro:
    .
    .

    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2208960&page=1

    .
    .
    Mil desculpas a si e aos demais leitores.

  31. ricciardi permalink
    28 Dezembro, 2011 18:47

    caro Ac, v.exa. fala de percentagens e perde a nocao da realidade. Eu sei que cresceu 20 % para fora da ue. Mas diga-me, você sabe que essa percentagem parte de uma base muito baixa e portanto êh natural que lhe de a idéia de que êh um grande número. e depois sabe a que êh que corresponde esse aumento? pois bem, corresponde a exportações directas da Autoeuropa para a China que passou recentemente a ser contabilizado como exportação do pais. antes os carros iam para a alemanha e eram reagrupados e depois exportados pela Alemanha, hoje passram a ser considerados como exportação pirtuguesa. Agora diga-me isso mudou alguma coisa? ou êh apenas uma forma de contabilização? nao acha que se nao conhecer os pormenores decide com permissas erradas, julgando uma coisa pelas aparências? .
    .
    o que lhe digo êh que as exportações para fora da ue teriam disparado se nao tivéssemos uma moeda tão disparatadamente alta para nos. Eu digo-lhe, porque tambem já disse ao ccz, os vinhos médios portugueses tem sentido muitas dificuldades para exportar para Angola. O preço, em virtude da cotacao do euro, tornou-se tão caro que comessamos a importar vinhos da africa do Sul e Chile para substituir pelos portugueses. Já o tínhamos feito em relação aos enlatados, que os substitui mos por enlatados asiáticos. Quer dizer, os vinhos de ala gama e Valor continuam a vender-se bem, mas nao podemos esperar que todos os vinhos sejam barca velha, nem isso pode ser expetavel.
    .
    Os produtores portugueses estão a resistir a perder quota, mas fazem-no reduzindo drasticamente as margens. Eu nao tenho remédio senão comprar o vinho com uma relação preço qualidade melhor e, os portugueses estão a perder, infelizmente. Quem tiver ouvidos que oiça.
    .
    Eu acho mesmo que as pessoas acham que uma economia êh só Mercedes ou ipads ou outros produtos de alto valor, mas nao êh. A economia êh vinhos, azeite, carros, lâmpadas ele tricas, preservativos, sapatos, máquinas de lavar, laranjas…. enfim, toda esta gente tem de continuar a produzir, se tal for adequado, mas nao podemos castrar estes empresários pelo facto de termos uma moeda absolutamente desfazada com a realidade econômica. Eu nao defendo dmping cambial, apenas defendo reposição das cotações com a realidade. Mais, nao podemos sequer acusar os produtores de vinhos tugas de serem maus ou nao apostarem na geração de Valor do produto. Nao, são produtores excelentes e bons empresários, que investiram em tecnologia, em marketing, enfim, empresários que teem o azar de ter investido num pais que lida com uma moeda que atrapalha os negócios.
    .
    Rb

  32. PMP permalink
    28 Dezembro, 2011 18:48

    Ac,
    Vou repetir : O Neotontismo é a repetição de lengalengas sem base cientifica , o que vale é que se auto-destroi como se está a ver com a Zona Euro.
    .
    A história do desenvolvimento económico dos ultimos 60 anos (Japão, Coreia, Malásia, China, etc) comprova que uma taxa de câmbio baixa é essencial para o crescimento económico mais rápido, para menos desemprego e para o aparecimento e crescimento de empresas de bens transacionáveis em numero e dimensão suficiente para o equilibrio da balança comercial.

  33. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:57

    ” pois bem, corresponde a exportações directas da Autoeuropa para a China que passou recentemente a ser contabilizado como exportação do pais. antes os carros iam para a alemanha e eram reagrupados e depois exportados pela Alemanha, hoje passram a ser considerados como exportação pirtuguesa. ”
    .
    .
    Então só em Setembro os gajos começaram a tentar vender os modelos na China e Vc. vem-me com essa? A sério. Não invente. Ou prove-me com factos e não tente racionalizar os números.
    .
    .
    ” Eu sei que cresceu 20 % para fora da ue. Mas diga-me, você sabe que essa percentagem parte de uma base muito baixa e portanto êh natural que lhe de a idéia de que êh um grande número.”
    .
    .
    Mas cresceu, certo? Dentro do euro, certo? Ou seja, o euro não impede que se venda no exterior. Provavelmente não se vende mais porque, pessoas com crendices como Vc. acham que nem valia a pena tentar vender fora da Europa. Se calhar é isso mesmo que muitas empresas estão agora a desoobrir. Afinal, nem o euro nem os moinhos de vento impedem que se venda lá fora.
    .
    .
    Tenha lá paciência. Vc. pode racionalizar, eu olho para os números e só depois tento perceber o que se está a passar mesmo. Mas eu sei que os crentes como têm fé, até vêm milagres e o “sobrenatural” em tudo na vida. Eu não dou para esse peditório, caro RB. Vc. pode continuar a pregar a sua fé, eu prefiro olhar para coisas mais objectivas.
    .
    .
    “Eu acho mesmo que as pessoas acham que uma economia êh só Mercedes ou ipads ou outros produtos de alto valor, mas nao êh. A economia êh vinhos, azeite, carros, lâmpadas ele tricas, preservativos, sapatos, máquinas de lavar, laranjas…. enfim, toda esta gente tem de continuar a produzir, se tal for adequado, mas nao podemos castrar estes empresários pelo facto de termos uma moeda absolutamente desfazada com a realidade econômica. ”
    .
    .
    E as exportações estão a subir. Esses tais produtos até chegam ao Brasil. Olhe, as exportações para o Brasil subiram 44%. Não, não foram carros da Autoeuropa. Foi desse tal produto que Vc. acha que não conseguiremos vender fora do euro. Enfim. Que quer que eu discuta consigo? Crendices? Eu sou agnóstico, é o problema.

  34. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 18:59

    “A história do desenvolvimento económico dos ultimos 60 anos (Japão, Coreia, Malásia, China, etc) comprova que uma taxa de câmbio baixa é essencial para o crescimento económico mais rápido, para menos desemprego e para o aparecimento e crescimento de empresas de bens transacionáveis em numero e dimensão suficiente para o equilibrio da balança comercial.”
    .
    .
    Amén. Agora não se esqueça de comer a hóstia. Paleio não é para mim. Tem um estudo ao menos para mostrar? Ou é apenas a sua crendice? E pode insultar à vontade, porque não é por insultar que me convence das suas crendices. Prefiro objectividade a crendice.
    .
    .
    Já viu quanto estão a subir as exportações para fora da Eurpa, caro PMP? Ou a sua religião também não lhe consegue aceitar esses números?

  35. tric permalink
    28 Dezembro, 2011 19:04

    dia 1 de Janeiro de 2012 é um bom dia para sair do Euro!!!..eu não posso acreditar que Portugal não saia do Euro, no dia 1 de Janeiro…Portugal tem que dinamizar ao maximo a sua ecónomia interna, para ontem…ainda para mais quando se prepara para receber uma vaga de emigrantes que se encontram na Europa!!! não sair do Euro, ou continuar a adiar ( ja deviamos ter saido no inicio de 2009…) mostra bem a nulidade das nossas elites económicas! Portugal tem que se “fechar”…urgentemente!!! só existe dinheiro em Portugal, para asGrandes Empresas irem investir no Estrangeiro…enquanto a ecónomia interna, definha,definha…à pala de Mexias, PT´s, Galp´s, BES…e Judeus!

  36. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 19:11

    Eu fico desanimado com algumas pessoas que querem influenciar os demais. Porquê? Debitam crendices e não estudam. Se estudassem mais os factos e estivessem menos interessados em propagar a sua religião, talvez fossem mais objectiso e realmente ajudassem a formar boa opinião. Mas não. A religião é fodida. É pior que o ópio.
    .
    .
    “O volume de negócios cresceu ainda mais, alcançando 1,646 milhões de euros e ficando 26,7% acima de 2009. Apesar do crescimento do mercado português, com uma quota de 1,4% e uma facturação 7% superior a 2009, a esmagadora maioria dos veículos montados na Autoeuropa seguiu para exportação (98,6%). Embora com uma queda de 9% do número de veículos vendidos à Alemanha, em resultado da crise, este país mantém-se o principal mercado, com uma quota de 27,9% da produção. A grande alteração foi a China, que absorveu 6,8% da produção, passando para o quinto lugar na lista dos maiores compradores da Autoeuropa, quando apenas um ano antes ainda ocupava a nona posição. E, em 2011, com a introdução naquele mercado também do Sharan, é esperado que suba para o “terceiro ou quarto lugar, a confirmar-se a tendência dos últimos meses”, afirmou o director-geral.”
    .
    in http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1755510
    .
    .
    Depois, há alguns dias podemos ler isto:
    .
    .
    “Carmo Jardim adianta que “no dia nove de janeiro”, altura em que é retomada a produção na Autoeuropa, “será conhecido o plano de produção automóvel que será revisto mensalmente”. Relativamente aos países destinatários dos automóveis fabricados na unidade fabril de Palmela, a Alemanha continua no primeiro lugar, retendo 28,4 por cento da produção, seguida do Reino Unido com 10,2 por cento e pela China que, ao reter 9,9 por cento das exportações da Autoeuropa, conquista o terceiro lugar nesta lista e afigura-se como “um ótimo prenúncio para as expetativas de 2012”.”
    .
    in http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=16161
    .
    .
    Os novos modelos ajudaram a Autoeuropa, mas só em 2011, dois dos seus modelos começaram a ser vendidos na China. Nessa altura, Portugal duplicou as suas exportações para a China.
    .
    .
    Ou seja, as exportações portuguesa para a China, para fora do euro, estão a ter um comportamento excelente. Se elas já cresciam bem, ainda antes da Autoeuropa introduzir os seus novos modelos na China, agora estão a crescer a uma velocidade que muitos crentes achariam impossível.
    .
    .
    Enfim. Esta malta perde demasiado tempo a racionalizar os factos, quando eles contradizem as suas crenças. E é assim em Portugal, que se tenta formar a opinião pública. Dá-se!

  37. PMP permalink
    28 Dezembro, 2011 19:35

    AC,
    Em 1991 o deficit comercial português era baixo, porque ainda beneficava da desvalorização de 1983-84.
    A partir daí foi o descalabro, com a Neotontice do Cavaco e Braga de Macedo que impuseram uma moeda forte.
    .
    O Japão, Coreia, Malásia, China, etc, mantiveram uma moeda fraca durante toda a fase de grande crescimento económico.
    Em contrapartida paises da America Latina seguiram a cartilha Neotonta da moeda forte e cresceram muito menos nos ultimos 50 anos.
    .
    Em 2011 Portugal vai ter um deficit comercial á volta de 8%, ou seja dentro da média dos ultimos 15 anos.
    É insustentável.
    .
    Neotontismo é só lengalengas , o que vale é que se auto-destroi como se está a ver com a Zona Euro.

  38. tric permalink
    28 Dezembro, 2011 19:42

    o acontecimento de 2011, foi Portugal não ter saido do Euro…e a acelaração do processo de destruição da rede económica interna de Portugal ( micro-pequenas-médias empresas ) ao mesmo tempo, que se disponibiliza todos os escassos recurso económicos para salvar as Grandes Empresas Nacionais ( exemplo: o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos, ligado intimamente, às Grandes Empresas Nacionais que se endividaram mais que a razão permitia, na sua estratégia de internacionalização da ecónomia portuguesa, que desde Guterres se iniciou…) ! apostar na internacionalização da ecónomia…continuar!!?? Portugal deve é se centrar na dinamização da ecónomia interna, na criação e fortalecimento( dinamização) de redes económicas internas!

  39. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 19:45

    “Em 1991 o deficit comercial português era baixo, porque ainda beneficava da desvalorização de 1983-84.
    A partir daí foi o descalabro, com a Neotontice do Cavaco e Braga de Macedo que impuseram uma moeda forte.”
    .
    .
    Já ouviu falar neste gajo? http://en.wikipedia.org/wiki/Martin_Feldstein
    .
    .
    Lei ao gajo e deixe-se paleio. Depois de o ler, venha cá com paleio.
    .
    .
    “Em 2011 Portugal vai ter um deficit comercial á volta de 8%, ou seja dentro da média dos ultimos 15 anos.
    É insustentável.”
    .
    .
    Onde estão os dados? Vc. não leu isto?
    .
    .
    “Boas noticias. Saldo comercial de bens e serviços melhora 37%, graças sobretudo a um aumento das exportações em 16,1%, nos primeiros 10 meses do ano; e de um aumento de serviços em 9,7%. O saldo comercial, negativo, passou de 10 817 milhões de euros para 6 782 milhões de euros.”
    .
    .
    Estes são alguns dados publicados hoje e que devem melhorar ainda mais.
    .
    .
    O que tem para me dizer sobre estes dados? Pior que ser neotonto é ser burro. ;)

  40. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 19:52

    Alguém consegue me explicar como é possível que os USA e o RU tenham um défice comercial com a Zona Euro, apesar de uma valorização de 50% do euro contra estas moedas?
    .
    .

    http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/6-16122011-BP/EN/6-16122011-BP-EN.PDF

    .
    .
    Como é que me explicam estes dois factos curiosos. O euro subiu 50% face ao dólar e à libra e, mesmo assim, estes dois países continuam a ter déficites comerciais com a Zona Euro?
    .
    .
    Bolas, esta gente vive mesmo de crendices.
    .
    .
    PM Este gráfico é dedicado ao PMP:
    .

    http://www.tradingeconomics.com/portugal/current-account-to-gdp

    .
    .
    Será que ele compreende o gráfico? Ou vai socorrer-se das suas crendices?

  41. ricciardi permalink
    28 Dezembro, 2011 19:53

    Estamos portanto de acordo de que esse crescimento de exportações para fora da ue resulta quase exclusiva mente da Autoeuropa.
    .
    Quanto aos enlatados, bem, o facto êh só um, os enlatados portugueses tem vindo a diminuir o volume exportado e produzido. As fabricas Fecharam. Como português o sucesso de UMA empresa nao me anima especialmente. Anima-me o sucesso de um SECTOR. Portanto, acho bem que inovem e que se diferenciem, quem pode e consegue. Mas nao conseguem todos, nem a maioria, certo? nem o mercado sustenta tanto produto de Valor, necessáriamente mais caro. Olhe, 80% das pessoas consomem produto considerando o preço, e apenas 20% valoriza o produto por outras caracteristicas. O mercado êh o que êh. Produzir Valor resulta para poucas empresas, porque se se democratizar a excelência na oferta produzindo inovação, valor e design etc a preços mais altos nao há procura para tamanha oferta.
    .
    A questao êh simples, numa feira internacional mais importante do mundo os tugas estavam mal representados e os que esatavm nao tinham nem melhor produto, nem melhor preço. Uma das empresas precisava de adquirir atum para fornecder as forcass armadas para too ano, umas boas toneladas de produto, e o facto êh que deixou-se de comprar a Portugal (que tinha a vantagem da tradição) para comprar aos asiáticos. Atum, simples em óleo. A diferença de preço foi de 30% entre os tugas os asiáticos. Fizeram tudo para nao perder o negocio, mas o facto êh que nem tinham margem para isso, mesmo sem margem. Ainda ponderei a possibilidade de os tugas me darem o equivalente a 30% em produto, e eles ateh iam ate metade. um negocio destes da trabalho a milhares de pessoas, que perderão paulatinamente os seus postos de trabalho porque nao conseguem competir. Essa empresa tuga que o ac falou já produz na Ásia, nao tem outra hipótese, claro.
    .
    Agora, imagine que a cotacao do euro era 30% mais baixa. Os tugas nao tinham perdido o negocio.
    .
    Na base deste problema estah a capacidade dos asiáticos fazerem preços baixíssimos. Alem de fazerem dumping cambial, fazem dumping social e ambiental e nos nao. E enquanto estes problemas nao forem resolvidos vamos ter meia dúzia de boas empreasas a operar na Europa, enfim, aquelas que produzem produtos de Valor. Todas as outras que satisfazem os tais 80% do mercado vão desaparecer.
    .
    Quanto ao sucesso de países fora ou dentro da ue, caro AC, nao se limite a dar exemplos de Inglaterra. Há muitos outros que nao pertencem ao euro e estão bem, recomendam-se e estão a crescer o dobro e tripó da zona euro, tais como os de leste, com a Polônia a crescer 4%, bem como os nórdicos qu tem as Coroas, a Suécia, a filandia a Noruega, e a Suíça, países todos eles fora do euro e a crescer mais o que qualquer um da zona euro.
    .
    Rb

  42. licas permalink
    28 Dezembro, 2011 20:19

    A mim parece-me que entre os Blasfemos Economistas abunda
    *acumptura* em vez de ciência. Não sei, é apenas sensação.
    Mas quando Mourinho diz que um treinador de futebol exerce uma ciência humana,
    começo a acreditar que a Economia não é mais que ______PSICOLOGIA.

  43. anti-comuna permalink
    28 Dezembro, 2011 20:21

    “Estamos portanto de acordo de que esse crescimento de exportações para fora da ue resulta quase exclusiva mente da Autoeuropa.”
    .
    .
    Não. Aconselho-o a ir à base de dados do ICEP para tentar perceber o seu problema.
    .
    .
    “Há muitos outros que nao pertencem ao euro e estão bem, recomendam-se e estão a crescer o dobro e tripó da zona euro, tais como os de leste, com a Polônia a crescer 4%, bem como os nórdicos qu tem as Coroas, a Suécia, a filandia a Noruega, e a Suíça, países todos eles fora do euro e a crescer mais o que qualquer um da zona euro.”
    .
    .
    Qause todos esses países, que não tenham a sua moeda atrelada ao euro, viram as suas moedas valorizarem-se contra o euro, contra o dollar e até contra o yuan.
    .
    .
    E pronto. Lá se vai a sua crendice pró galheiro. ;)
    .
    .
    Está a ver o seu problema? Crendice e má análise dos factos.
    .
    .
    Eu só me rio consigo nisto aqui:
    .
    .
    “Anima-me o sucesso de um SECTOR. Portanto, acho bem que inovem e que se diferenciem, quem pode e consegue. Mas nao conseguem todos, nem a maioria, certo? nem o mercado sustenta tanto produto de Valor, necessáriamente mais caro.”
    .
    .
    Primeiro, a heterogeneidade dentro de um sector é quase sempre maior que entre sectores. Mas é preciso que Vc. comece a ler, claro. E não a basear-se nas crendices. (Passe pelo blog do CCZ para aprender alguma coisa, escrito em português.)
    .
    .
    Segundo, apesar da queda do dólar, de impostos mais baixos (tradicional fuga ao fisco usando os corruptos lobbies) e de salários mais baixos, a Alemanha vende mais aos americanos que estes aos alemães. Já reparou que os salários dos alemães são superiores aos praticados pelos americanos?

  44. PMP permalink
    28 Dezembro, 2011 21:17

    Portugal vai ter um deficit comercial a volta dos 8% valor médio dos últimos 15′anos fruto da ideologia do Neotontismo do últimos governos.
    Isto é insustentável e fez falir o pais.
    Só quem nao percebe nada de macroeconomia é que nao entende a relação de causalidade do deficit comercial para o deficit publico, esta ignorância básica é a base das lengalengas Neotontas.
    A reacao das empresas à taxa de cambio é lenta, o que é mais uma razão para a rejeição da decisão parva da adesão a este Euro de fantasia à taxa de cambio que foi decidida logo em 1992 Pelo Neotonto do Cavaco ( recentemente parece que abandonou essa religião

  45. tric permalink
    28 Dezembro, 2011 21:48

    ” A reacao das empresas à taxa de cambio é lenta, o que é mais uma razão para a rejeição da decisão parva da adesão a este Euro de fantasia à taxa de cambio que foi decidida logo em 1992 Pelo Neotonto do Cavaco ( recentemente parece que abandonou essa religião ”
    .
    FMI é o culpado por Portugal ter entrado no Euro!!!

  46. Cfe permalink
    28 Dezembro, 2011 22:10

    Estudos há para todos os gostos…

    Há pessoas que gostariam que outro tipo de gente produzisse a riqueza de Portugal. Todo e qualquer caso de sucesso no aumento das exportações são exceções no quadro atual da economia portuguesa: mas tambem o seriam caso o país estivesse a exportar muito…

    São louváveis e dignos de parabéns essas pessoas que destacam-se? Pois claro…

    Mas porque cargas d`água é vedado aos outros a sua sobrevivência ? O projeto da moeda única é uma ideologia sem qualquer fundamentação econômica. Se fosse para haver integração deveriam ter liberalizado a circulação de todas as moedas e o mercado iria escolher aquilo que fosse melhor, aos poucos e sem imposições.

  47. honni soit qui mal y pense permalink
    28 Dezembro, 2011 23:26

    Ricciardi
    muito bem … assino por baixo

    muita gente a sonhar que ainda vão a tempo … os chineses estão aí para juntamente com os angolanos meter pelos olhos dentro que o dinheiro é que conta … para a sopa dos pobres bebados de uma decada de credito fácil

  48. honni soit qui mal y pense permalink
    28 Dezembro, 2011 23:42

    em menos de 50 anos Portugal perdeu a independencia
    qdo houver votos sobre a ocupação do Tibete que sentido de voto o governo portugues tomará ?
    e qdo o Mantorras andar aí outra vez sem carta , e for apanhado pela GNR , e em Angola cassarem as 108.988 cartas dos portugueses , que atitude o governo portugues vai tomar ?

    a malta quer é sopa !!!! reformas , e subsidios com que dinheiro ?

    pode o anti-comuna vir dizer que no NORTE há uma empresa inovadora com 5 trabalhadores que faz fechos de cuecas com ligação á net e via verde … que não é isso que vai nos livrar de uma desgraça
    que vão fazer com 700.000 desempregados e a subir ?
    vão todos abrir empresas ? e exportar ar ? ar certificado ?

    tomar juizo

  49. honni soit qui mal y pense permalink
    28 Dezembro, 2011 23:44

    ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

    podemos viver do turismo
    atão no Douro
    paletes de bifas

    ó zeze vai para cima pá

  50. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 00:39

    “Só quem nao percebe nada de macroeconomia é que nao entende a relação de causalidade do deficit comercial para o deficit publico, esta ignorância básica é a base das lengalengas Neotontas.”
    .
    .
    E Vc. percebe o alcance do que diz aqui? Se o perceber, todo o seu arrazoado anterior vai por água abaixo. Mas se me explicar como compatibiliza o que diz aqui com as criticas ao euro… Eu dou-lhe um presunto.
    .
    .
    “A reacao das empresas à taxa de cambio é lenta, o que é mais uma razão para a rejeição da decisão parva da adesão a este Euro de fantasia à taxa de cambio que foi decidida logo em 1992 ”
    .
    .
    E acha que 20 anos não chegam para o ajustamento? Valha-me deus. Vc. tem a sua crendice e depois desata aos tiros como se tivesse mesmo consciência das asneiras que escreve. Então acha que os agentes económicos demoram 20 anos a ajustarem-se a uma nova taxa de câmbio? Por amor de deus, Vc. continua a debitar a cassete mas não sabe mesmo o conteúdo da cassete.
    .
    .
    Quando a crendice e a religião comandam as nossas opiniões, não há factos que desmintam as nossas fezadas. Olhe, eu pelo menos sou agnóstico. ;)

  51. PMP permalink
    29 Dezembro, 2011 01:10

    AC , 20 anos de moeda forte foram um desastre , como se comprova pelo deficit comercial. Conversa da treta nao invalida os factos.
    .
    Nao é possível um pais como Portugal ter uma moeda forte porque a industria é fraca.
    .
    Inversamente , demora tempo para as empresas dos EUA e do RU competir com a moeda mais fraca , mas nos EUA o défice comercial esta a recuar para os 3.5%.
    .
    Conclusão : o Neotontismo auto-destroi-se e ainda bem
    Nos anos 30 levou o Hitler ap poder !

  52. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 02:08

    Em Portugal há uma série de gente que opina sem se informar ou sequer estudar os assuntos. Falam do euro, de economia, de exportações, especializações internacionais e até de produtividade e valor acrescentado como se estivessem a falar de bola. Lêm umas coisas, ajustam ao que acham que está correcto e bola para a frente. Quando os factos desmentem as suas teorias e crendices, inventam largo. Ora, arranjam umas desculpas, tipo, isso foi uma sorte; isso foi a Autoeuropa; isso foi um acaso, etc. Primeiro negam os factos, depois racionalizam-nos, depois martelam a lenga-lenga do costume. É como no debate da bola. Pouco melhor que isso.
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    Primeiro diziam que o euro era forte demais para o nosso tecido produtivo. Depois, quando as exportações para fora do euro são as que mais crescem, dizem que a base era baixa ou é “culpa” da Autoeuropa. Ou dizem que não há sectores “campeões nacionais”. (Então isto aqui nota-se bem o socialismo encardido na forma de ver as coisas. Não percebem que os ditos campeões nacionais quase sempre são especializações internacionais, que nada tem a ver com dirigismos políticos.)
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    Porque que muita gente pensa assim? Porque foram educados assim. É como os que foram ensinados que a Terra era plana, que de tanto indoutrinados foram nessas ideias, que quem disse a Terra era redonda, era tido como maluco, herege ou bruxo, que merecia ser queimado na fogueira. São dezenas e dezenas de anos na mesma ideologia, que depois lhes custa a admitir os factos que desmentem as suas teorias e crendices.
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    Eu vou dar três pequenos exemplos, de como os factos desmentem todo o arrazoado que eu vejo escrito e dito por aí, ao longo dos últimos meses.
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    Comecemos por estes factos. De Janeiro a Agosto, as exportações portuguesas para a Alemanha cresceram 24,4%. Estes factos vieram mostrar que afinal até os tugas exportam para a Alemanha e esta não é nenhum papão. No entanto, como o costume, a malta começa a racionalizar. Ah! Mas isso são exportações da Autoeuropa! Pode ser, no entanto, em 2010 (não estão publicados dados para este ano, pelo ICEP), o primeiro grupo de produtos exportados para a Alemanha era de facto os veículos e demais material de transporte. Com um peso de 27,9% no total exportado para a Alemanha. E qual o segundo grupo de produtos? Máquinas e aparelhos. Com um peso de 23,4% no total exportado para a Alemanha. Isto talvez surpreenda a malta do costume. Máquinas e aparelhos?
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    Analisemos então as exportações para a Itália. (País a sofrer uma recessão, note-se bem esta coisa.) De Janeiro a Agosto as exportações tugas para Itália subiram 19,6%. Sim, é verdade. Os gajos em austeridade e mesmo assim estamos a aumentar as exportações para Itália em cerca de 20%. Nada mau, pois não? E qual o principal grupo de produtos exportados? Carros da Autoeuropa? Não. Máquinas e aparelhos. Em 2010, 16,3% das exportações tugas para Itália foram máquinas e aparelhos. Carros, apenas 10,8%.
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    Siga para bingo. Vamos pegar num país fora da UE. O caso japonês. De Janeiro a Julho, as exportações para o Japão subiram… 72,5%!!! O que Portugal mais exportou para o Japão? Carros? Não. Máquinas e aparelhos. 30% das exportações tugas para o Japão eram máquinas e aparelhos. Carros? Nem surgem nas estatísticas, tal a insignificância deste grupo de produtos nas exportações para o Japão. O segundo grupo de produtos exportados para o Japão, com um peso de 20,1% eram os produtos alimentares.
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    E chegamos ao Brasil. De Janeiro a Setembro, as exportações cresceram 32%. Exportamos muitos carros? Não. Apenas 2,6% das exportações tugas são de carros. O grupo de produtos que mais exportamos para o Brasil foi… Produtos agrícolas!!! É estranho, mas é o que o ICEP nos diz. O segundo grupo exportado? Máquinas e aparelhos. Novamente.
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    O que Portugal exporta mais, em termos globais? Exacto. Máquinas e aparelhos. De Janeiro a Outubro, inlclusivé, o grupo de produtos que Portugal mais exportou foram… Máquinas e aparelhos, com um peso de… 14,5%. Carros e demais material de transporte vêm a seguir, com um peso de 13,3%. O terceiro grupo? Metais comuns. E o quarto grupo? Combustíveis. E o quinto grupo? Plásticos e borracha. Peso de cada um, respectivamente? 8,2%, 7,1% e 6,9%. O famoso papel e pasta deste, apenas pesam 5,3% das exportações tugas, atrás dos Químicos, com 5,8% e do Vestuário, com 5,6%.
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    O que que nos dizem estes números? Que as exportações portuguesas parecem estar-se a especializar nas máquinas e aparelhos e nos veículos e demais material de transporte. Parece, mas não me parece que seja assim tão pronunciado. É que os cinco grupos mais exportadores em Portugal apenas representam cerca de 55,7% das exportações nacionais. Isto não parece sugerir uma grande especialização em Portugal. E os 10 primeiros grupos? 76,7%!!!! Uma elevada dispersão ainda, face ao seu peso no total exportado.
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    E em termos de crescimento das exportações? As exportações de veículos estão a subir bem e acima da média. As máquinas apenas 13%. Mas os produtos químicos estão a crescer 32,4%! Acima do crescimento dos carros e seus derivados. E até as peles e couros estão a crescer 36,7%. No entanto, a generalidade dos grupos estão a aumentar as suas exportações em 2011. Não há grandes variações no peso de cada grupo exportado. O que indicia que a haver especialização industrial, ela se centra nas máquinas e aparelhos e nos veículos, todavia, os demais grupos continuam a mostrar um elevado dinamismo. Existe uma especialização industrial? Um sector que se destaque? Não. Aquilo que para alguns pode parecer mau (não vislumbram os tais famosos campeões nacionais), é no entanto uma excelente noticia para Portugal. Os vários tecidos produtivos vão crescendo as suas exportações, mostrando estarem competitivos, sem um sector a destacar-se a grande distancia dos demais. Ou seja, em vez de um cluster industrial destacado, temos a formação de um… Supercluster. É um caso que merecia ser estudado, pois isto denota uma elevada capacidade de, não apenas gerar novos sectores económicos como manter os anteriores. E isto é um elevado trunfo, pois permite uma menor volatilidade no crescimento das exportações no futuro, menos riscos de crises profundas e geração de clusters industriais mais fortes ou mesmo um supercluster industrial.
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    Este tipo de variedade nas nossas exportações deve dar as voltas ao pessoal habituado a pensar nos moldes tradicionais. Eles gostam de ver campeões nacionais. Gostam de associar um país a um dado produto e sector. Mas Portugal não tem um sector que possam dizer: este sim, é o campeão de Portugal. Pois não. Os sectores todos crescem e nenhum se destaca em especial, senão as máquinas e aparelhos e os carros. Mas se os carrinhos podem associar à Autoeuropa, nas máquinas não o podem. E como são máquinas, como são maioritariamente PMEs, não são noticia. São empresas que até jogam noutro campeonato que esta gente está habituada a pensar como campeões nacionais: produtos de valor acrescentado baixo, de margens apertadas, mas visiveis em termos de consumo. Os tais computadores, telemóveis, etc. Mas as nossas exportações de máquinas e aparelhos vão desde a quinadora da Adira, até ao robot dos armazéns da Efacec; vai desde a máquina de corte de pedra até às estampadora, etc. Ou seja, é um sector muito variado, com uma produção bastante variada.
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    A verdade é esta. Portugal está a subir as suas exportações e não se pode dizer que sector a ou b se destacam imenso. E exportam sob um contexto quase impossível de aceitar como verdade. Dentro do euro, num país onde o Estado asfixia e uma mentalidade parasita das principais elites. E, mais ainda, o que Portugal mais exporta é… Tecnologia própria. As tais máquinas e aparelhos, em que a engenharia portuguesa tem feito milagres. Máquinas essas que não dependem tanto das variações cambiais mas da capacidade de vender máquinas que batam a concorrência mais forte do mundo: as alemanhas, japões e suiças deste mundo.
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    E enquanto a malta opinadora perde tempo a discutir o sexo dos anjos, as exportações portuguesas estão a subir e onde as vantagens comparativas favoráveis a Portugal não são os salários baixos mas know how, gestão, valor acrescentado, marcas, circuitos de distribuição, etc. É o divórcio completo entre os bota-faladura e o verdadeiro tecido produtivo. Uns sonham com moedas próprias, soberanias nacionais ficticias, etc. Estas empresas sonham com acesso a tecnologias baratas, capitais baratos, crédito barato, circuitos de distribuição mais eficientes, etc.
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    Enfim, existem dois portugais, chamemos assim. Os que vivem na lua e os que andam no terreno a tentar sobreviver neste mundo cada vez mais competitivo e aberto. Os que falam apenas enlatados arcaicos e os que até nem são reconhecidos e exemplos para muitos outros, que poderiam ir à luta e não o fazem porque os ditos “sábios bota-faladura” dizem que são incapazes de combater no exterior. No entanto…

  53. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 02:21

    “AC , 20 anos de moeda forte foram um desastre , como se comprova pelo deficit comercial. Conversa da treta nao invalida os factos.”
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    E acha que em 20 anos, o nosso sector produtivo não se reestruturou? Valha-me deus. Então acha que as exportações para fora da Europa estão a crescer 24%, um dos melhores valores do mundo, repito, um dos melhores valores do mundo (e pode incluir os produtores de energia) e ainda acha que o euro atrapalha as nossas exportações? Então quantos anos acha que são precisos para se adaptarem a uma moeda forte? 200 anos?
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    Vc. é que estuda pouco, sabe. Olhe, no tempo do escudo forte, Portugal teve um dos maiores crescimentos económicos do mundo. Sabia disto? Vou voltar a repetir isto ao meu amigo, pois estuda pouco e anda a navegar à vista: no tempo do escudo forte (sim do Botas), Portugal teve um dos maiores crescimentos económicos do mundo. Sabia disto? Ou está a saber agora? Se não sabia, está na altura de o aprender.
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    Enfim, Vc. lê pouco e até contradiz-se constantemente. Olhe aqui nisto:
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    “Só quem nao percebe nada de macroeconomia é que nao entende a relação de causalidade do deficit comercial para o deficit publico, esta ignorância básica é a base das lengalengas Neotontas.”
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    Foi Vc. que o escreveu. Pois se estudasse um bocadinho, sabia que a relação existe (não em todos os países) e é o défice orçamental que mais estimula o défice comercial. Mas a única forma de corrigir o défice das contas correntes são políticas de austeridade e não desvalorizações cambiais. (Que só servem para enganar os tolinhos e impedir o colapso dos endividados, à custa dos salários reia.s.)
    .
    .
    Mas, lá está, Vc. só conhece a sua crendice… Faça como eu. Leia tudo, mesmo que não concorde, pois pode ser que aprenda a valorizar aquilo que não concordamos mas pode ser a explicação para determinados fenómenos.
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    Amén!

  54. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 02:52

    Qual o país do mundo em que o peso das máquinas e aparelhos mais pensam no total exportado? Quase de certeza que a India.
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    Vejamos esta particularidade. Em 2010, as exportações de máquinas e aparelhos para a Índia pesavam 40,7% do total exportado. E quanto cresceram as exportações de máquinas e aparelhos em 2010 para a Índia? 47,7%!!! Sim, Portugal vendeu mais 47,/% deste tipo de produtos. E acham que o euro é o principal problema deste tipo de produtores?
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    Pois bem. E quanto estão a subir as exportações tugas para a India em 2011? 85,4%!!! Não o sabemos, mas devem ser as tais máquinas e aparelhos a darem o seu ar da graça na India.
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    E acham que o euro é a principal ameaça deste tipo de vendas?
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    Vejamos o problema noutro ponto de vista. Se Portugal se está a especializar em máquinas e aparelhos (ou seja, bens de capital) então a principal ameaça não é o euro. É a falta de mercado para este tipo especifico de produtos: países em industrialização ou com elevado investimento na industria é que são os países mais talhados para este tipo de produção. Daí que não seja de admirar que as exportações para a India, Japão, etc. estejam a crescer a ritmos muito elevados. São este tipo de países os principais targets das nossas empresas produtoras de máquinas e não países onde o consumo tem elevados pesos na sua estrutura do PIB. Como os USA, Inglaterra ou até mesmo Espanha. O problema não é a moeda mas o tipo de estrutura económica de cada país. Isto já muda a forma como vemos as coisas, não é?
    .
    .
    Vejamos o caso de Marrocos. As exportações portuguesas estão a subir 27,7% em 2011. E qual o peso das máquinas e aparelhos? 19,9%, atraás dos metais, que são o primeiro grupo, com um peso de 22,7%.
    .
    .
    Olhemos para outro país. África do Sul. O peso das máquinas e aparelhos é de 18,1% no total exportado, o primeiro grupo de produtos.
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    .
    Olhemos para Argélia, por exemplo. Metais é o primeiro grupo de produtos. O segundo? Máquinas e aparelhos.
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    Ou seja, por muitas voltas que queiramos dar, o tipo de produtos que mais exportamos para fora da Zona Euro são máquinas e aparelhos, na generalidade dos países-clientes. E é possível acreditar que é o valor do euro o principal problema deste tipo de exportações? Valha-me deus, que isto só mesmo a brincar.
    .
    .
    Mas quando a crendice domina as ideias da malta…

  55. Nuno permalink
    29 Dezembro, 2011 03:22

    O anti-comuna é professor dr quê?

  56. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 12:00

    “O anti-comuna é professor dr quê?”
    .
    Burrologia. ;)

  57. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 12:12

    Sobgre exportações e medidas de austeridade.
    .
    .
    O país está agora no ciclo de cortes na despesa pública e na austeridade. Qual o remédio das empresas para tentarem crescer ou pelo menos amortecerem as quedas nas suas vendas no mercado interno? Exportarem. E que o geralmente acontece? Acontece que estas empresas descobrem que conseguem resultados acima do expectável. Conclusão lógica: as PME portugueses são mais competitivas do que se pensa e elas próprias têm consciência. Em Portugal, tanto se queixam que não há capacidade de competir nos mercados internacionais, que a generalidade das empresas se deixam levar pelos “bota-faladura” e até nem tentam. Mas como a necessidade da sobrevivência aguça o engenho, estas PME viram-se para o exterior e… Crescem. Com tais euros, estado chupista e parasita, condições internas horrosas, etc.
    .
    .
    Um exemplo.
    .
    .
    “LARUS: Exportações representam 40% do volume de negócios de 2011
    .
    A empresa de mobiliário urbano LARUS irá fechar o ano com as exportações a representarem 40% do seu volume de negócios fixado em 2,58 milhões de euros. De salientar que em 2010, a sua atividade exportadora situou-se nos 7% num volume de negócios global de 2,4 milhões de euros.
    .
    Em 2011, a marca portuguesa obteve o reconhecimento internacional da qualidade e inovação dos seus produtos. Conquistou o maior prémio mundial de Design – RED DOT – com a Linha +, cujos equipamentos foram já prescritos para as cidades de Madrid, Génova e Antuérpia e entrou no mercado africano ao ser selecionada para “mobilar” a Baía de Luanda e a Ilha do Cabo, em Angola, e a equipar as estações de serviço da autoestrada Rabat-Oujda, em Marrocos, um dos mais importantes e recentes projetos rodoviários do Magrebe.
    .
    Pedro Martins Pereira, fundador da LARUS, considera que este ano a empresa, embora tenha sentido uma “grande quebra na procura interna e dificuldade em garantir recebimentos, conseguiu compensar esta situação através do aumento significativo das exportações”.
    .
    Para 2012, o gestor revela que a LARUS “continuará a desenvolver soluções à medida para os mercados interno e externo e a prosseguir com o plano de expansão internacional nos mercados alvo do centro da Europa, em países emergente, dando também uma especial atenção aos PALOP”.”
    .
    in http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId={A2F70DB6-2DC8-48A6-9CAD-DA8C7611BD60}
    .
    .
    Vamos a factos. Esta PME, a Larus, em 2010 canalizava para o exterior apenas 7% da sua facturação, 93% para o mercado interno. Um ano depois, em 2011, esta empresa passa a facturar 40% da sua facturação no exterior e apenas 60% no mercado interno.
    .
    Estratégia: “Em 2011, a marca portuguesa obteve o reconhecimento internacional da qualidade e inovação dos seus produtos. Conquistou o maior prémio mundial de Design – RED DOT – com a Linha +”
    .
    Resultados: “cujos equipamentos foram já prescritos para as cidades de Madrid, Génova e Antuérpia e entrou no mercado africano ao ser selecionada para “mobilar” a Baía de Luanda e a Ilha do Cabo, em Angola, e a equipar as estações de serviço da autoestrada Rabat-Oujda, em Marrocos, um dos mais importantes e recentes projetos rodoviários do Magrebe.”
    .
    .
    Ponto central: “Pedro Martins Pereira, fundador da LARUS, considera que este ano a empresa, embora tenha sentido uma “grande quebra na procura interna e dificuldade em garantir recebimentos, conseguiu compensar esta situação através do aumento significativo das exportações””
    .
    .
    Ou seja, esta empresa pouco apostava no mercado externo até ao ano de 2011 (apenas 9% da sua facturação destinado ao exterior), mas devido à má conjuntura interna, aposta nos mercados externos, mas acrescenta valor à sua produção para vencer o desafio da conquista de mercados externos: qualidade e inovação, em novos produtos.
    .
    .
    Esta é apenas um exemplo de PME que encarou o desafio da forte quebra no mercado interno nas suas vendas e exportou muito mais. Os pessimistas dirão que foi sorte, os optimistas dirão que foi uma estratégia deliberada e planeada. Os realistas dizem que foi a mistura de ambas, mas a primeira dependente da segunda.

  58. anti-comuna permalink
    29 Dezembro, 2011 12:28

    Portugal tem assim tão mau tecido produtivo que seja incapaz de crescer? Se quem cria riqueza são as empresas e se esta riqueza é sinónimo de crescimento económico potencial ou efectivo, nós devemos olhar com mais atenção para o nosso tecidfo produtivo. E tentar perceber se as nossas empresas conseguem apresentar sinais de crescimento e rentabilidade.
    .
    .
    Em Portugal existe um programa governamental chamado PME Excelência:
    .
    .
    “PME Excelência é uma marca registada do IAPMEI
    .
    Trata-se de um estatuto de qualificação empresarial criado pelo IAPMEI, numa parceria com o Turismo de Portugal, o Barclays, o Banco Espírito Santo, o Banco Espírito Santo dos Açores, o Banco BPI, a Caixa Geral de Depósitos, o Millenium bcp e o Santander Totta.
    .
    As PME Excelência são o subconjunto das PME Líder, que manifestem interesse junto do seu banco e que cumprem adicionalmente os seguintes critérios:
    .
    a) Pertencerem aos 2 primeiros níveis de rating (AAA ou AA), baseado no Relatório e Contas de 2010;
    .
    b) Cumprirem os seguintes critérios financeiros, suportados nas demonstrações financeiras de 2010:
    i) Autonomia financeira (Cap.Próprios/Activo) >= 35%;
    ii) Crescimento do Volume de negócios face a 2009 >= 5%;
    iii) Rendibilidade dos Capitais Próprios (Res. Líquidos/Cap.Próprios)>= 10%
    iv) Rendibilidade do Activo (Res. Líquidos/Activo Líquido)>= 3%

    O IAPMEI entendeu flexibilizar os critérios de acesso ao Estatuto PME Excelência, podendo ser incumprido apenas um dos indicadores, de acordo com os seguintes limites mínimos:
    .
    i) Crescimento do Volume de negócios >= -5%
    ii) Autonomia financeira (Cap.Próprios/Activo >= 30%
    iii) Rendibilidade dos Capitais Próprios (Res. Líquidos/Cap.Próprios) >= 8%
    iv) Rendibilidade do Activo (Res. Líquidos/Activo Líquido) >= 3%
    .
    O Estatuto PME Excelência tem a validade de um ano.”
    .
    in http://www.iapmei.pt/iapmei-mstplartigo-01.php?temaid=156&msid=6
    .
    .
    Esta é das boas iniciativas estatais. Criar um benchmark objectivo que atraia e premeie as melhores empresas portuguesa. Os critérios são objectivos e quantitativos. Não dependem de critérios subjectivos, mas de critérios financeiros. Assim é que está certo. Uma boa gestão e uma boa empresa deverá ser avaliada, não por critérios subjectivos (mesmo que importantes, como marcas, marketing, os ditos critérios intangíveis) mas objectivos, os financeiros, que devem traduzir em termos práticos os ditos critérios os ditos subjectivos.
    .
    .
    As surpresas. Em 2010, cerca de 1100 empresas foram premiadas por cumprirem estes critérios objectivos: http://www.iapmei.pt/iapmei-not-02.php?noticia_id=898
    .
    .
    E em 2011? Face à crise tuga, tudo levaria a crer que o número de PME excelentes teria diminuido. Mas o que aconteceu? O número de PME excelentes subiram cerca de 24%. Passaram de 1100 empresas em 2010 para 1368 em 2011. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/1368-empresas-distinguidas-com-o-pme-excelencia-2011
    .
    .
    É claro que estes números referem-se sempre a actividades económicas e fiscais do ano transacto. O impacto das medidas de austeridade a sério começaram em 2011, logo só em 2012 conheceremos a evolução deste tipo de empresas. Mas os números de 2011 (referentes a actividades de 2010) são excelentes. Um crescimento de 24%.
    .
    .
    Este tipo de PME não são representativas do tecido produtivo tuga. Não são e nem o podem, pois o objectivo é mesmo esse: premiar as melhores e servirem de benchmark. Os tais exemplos a seguir. Mas mostra este crescimento que as nossas PME estão mais competitivas do que se pensa. E este tipo de empresas são sobretudo industriais, o que é ainda mais importante, tendo em conta o até agora modelo seguido em Portugal: premiar sectores rent seeking. (Mas podemos até concluir que o rent seeking já engordou de tal forma este tipo de empresas, que estas já se tornaram grandes, logo fora deste tipo de benchmark.)
    .
    .
    Mas uma coisa temos que concluir. Existe um elevado crescimento de excelentes empresas em Portugal. E se o crescimento económico (efectivo ou futuro) depende deste tipo de empresas, logo podemos concluir que Portugal está no bom caminho.

  59. Nuno permalink
    30 Dezembro, 2011 03:07

    anti-comuna
    Posted 29 Dezembro, 2011 at 12:00 | Permalink
    “O anti-comuna é professor dr quê?”
    .
    Burrologia. ;)

    HE!HE!HE!HE!

    «Esta é apenas um exemplo de PME que encarou o desafio da forte quebra no mercado interno nas suas vendas e exportou muito mais. Os pessimistas dirão que foi sorte, os optimistas dirão que foi uma estratégia deliberada e planeada. Os realistas dizem que foi a mistura de ambas, mas a primeira dependente da segunda.»
    *********
    Eu diria antes que a segunda – a estratégia – é fundamentel.
    .

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