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25 de Abril e o culto da carga

30 Abril, 2008

Rui Tavares, na busca daquilo que o 25 de Abril fez por nós encontrou, entre outras, a universalização das pensões de reforma, a generalização das férias pagas e o Serviço Nacional de Saúde. Esqueceu-se do iô-iô, do cubo mágico, das Doce e das cassetes do Tomás Taveira, tudo modas que apareceram depois do 25 de Abril, e que portanto lhe devem ser atribuídas. Vale no entanto a pena lembrar àqueles que têm em grande conta as propriedades mágicas do 25 de Abril que universalização das pensões de reforma não criou os descontos correspondentes, que o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam e à custa da sociedade civil e que as férias pagas são pagas com o dinheiro que o beneficiário não recebe no resto do ano. O 25 de Abril não criou fundos de reforma que não existiam, não criou novos serviços de saúde nem criou a riqueza necessária para que os trabalhadores pudessem gozar um mês de férias pagas. A única coisa que o 25 de Abril parece ter criado nestes domínios foi a ilusão, que Rui Tavares alimenta, de que é possível criar as instituições típicas de uma sociedade desenvolvida através da simulação dos aspectos superficiais dessas sociedades.

Ana Matos Pires: Nove

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105 comentários leave one →
  1. 30 Abril, 2008 20:16

    Um excelente texto do J. Miranda. Aliás, gastar desmesuradamente em despesas sociais e deixar a factura para as gerações vindouras é uma das grandes conquistas da Esquerda. É por isso que agora a Segurança Social está num beco sem saída.

    De qualquer forma o J. Miranda tem que compreender que o texto do Rui Tavares não se destina a pessoas inteligentes. Tratam-se de sofismas facilmente desmontáveis, destinados a um público alvo que os vai comer que nem palha porque é esse o seu desejo.

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  2. 30 Abril, 2008 20:22

    “a simulação dos aspectos superficiais”: como as férias, a diminuição da mortalidade infantil e uma velhice menos miserável.

    ps: a questão não é se as férias são pagas com o dinheiro que não se recebe nos meses de não-férias. claro que são, mas mesmo assim as férias valem a pena, para a sociedade e para os interessados, a questão é saber se as pessoas preferem ter férias ou não (preferem) e se as teriam caso não houvesse leis que as tornassem obrigatórias (em muitos casos não teriam). pergunte-se se preferem abolir as leis que regulam as férias… em troca do mesmo dinheiro distribuido de outra forma.

    ps2: por acaso esqueci-me do iôiô, mas poderia ter falado da coca-cola na metrópole (só era permitida a sua venda nas colónias).

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  3. 30 Abril, 2008 20:29

    Resumindo, quando é que se acaba com este desgoverno e se enviam os idiotas para a cadeia? Ou isso, por leis aprovadas por idiotas, não é possível por causa do pessoal estar entretido com o final da “tassa”?

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  4. 30 Abril, 2008 20:42

    … e os isqueiros !
    Antes do 25A, só com licença.

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  5. 30 Abril, 2008 20:47

    por outro lado, é verdade que não ganhei poderes anti-gravitacionais, e desse ponto de vista o 25 de Abril foi inútil.

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  6. Pi-Erre permalink
    30 Abril, 2008 20:48

    No tempo de Salazar era uma chatice: não se podia ter telemóveis, nem usar o GPS, nem ver televisão a cores. Era mesmo mau, o Salazar.
    O 25 de Abril deu-nos isso tudo e também acabou com as licenças de isqueiro. Isto é que é liberdade!

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  7. Ruben permalink
    30 Abril, 2008 20:49

    .
    Procurou, fez bem. Mas encontrou o quê ? Tudo aquilo que já devia ter sido feito há muito tempo. Havia massa. O Escudo de Angola, o Escudo de Moçambique etc eram moedas inexistentes internacionalmente.
    .
    Mais, melhor, diferente, tá quieto. Treta

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  8. 30 Abril, 2008 20:51

    contra @s ditatorzec@s

    http://criticademusica.blogspot.com/

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  9. Pêndulo permalink
    30 Abril, 2008 20:56

    O 25 de Abril deu-nos o João Miranda 🙂

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  10. 30 Abril, 2008 21:00

    Parece que o Rui Tavares ainda não conseguiu (ou não quis) compreender o texto do J. Miranda. É tão simples quanto isto: os méritos que o Rui Tavares atribui ao 25 de Abril não têm nada que ver com o 25 de Abril. Veja-se por exemplo a diminuição da mortalidade infantil:

    http://alea-estp.ine.pt/html/actual/pdf/actualidades_30.pdf

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  11. 30 Abril, 2008 21:00

    Mas, vai haver um golpe de estado? Ou não? Quem tem medo de Sócras Wolf?

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  12. 30 Abril, 2008 21:01

    João Miranda?

    Só conheço o Jorge Miranda…

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  13. 30 Abril, 2008 21:03

    É o nome clandestino dele, vocês não percebem nada de subversão.

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  14. 30 Abril, 2008 21:10

    eh lá! o iô-iô ainda vá, mas o telemóvel já pia mais fino.

    bem, se querem comentar aí estão os excertos relevantes.

    “Por outras palavras: tirando eleições livres e justas, imprensa sem censura, extinção da polícia política, partidos políticos, fim da tortura e dos presos de opinião, liberdade de manifestação e associação, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.”

    “Eu não sei se o fim da guerra é uma “reforma”: para mim, é melhor do que isso. Ora, diz VPV, o “abandono de África não provocou nenhuma resistência interna, provando a artificialidade do imperialismo indígena”. Pois tirando o fim da guerra, que foram treze anos de “nenhuma resistência interna” mais a “artificialidade” de uns milhares de mortos, temos o quê? Nada.”

    “universalização das pensões de reforma, generalização das férias pagas e Serviço Nacional de Saúde.”

    “tirando os recém-nascidos que sobreviveram, os velhos que recebem pensões, os jovens que não foram à guerra e lotaram as universidades, os adultos que gozaram férias e o pessoal todo que viajou para o estrangeiro sem ser “a salto” e nem precisar de passaporte, que fez o 25 de Abril por nós? Nada.”

    “Um exemplo: a entrada na UE não é o 25 de Abril. Mas é muito duvidoso que chegássemos a uma coisa sem a outra.”

    É uma listagem restrictiva. Alguém duvida de que se poderia acrescentar mais? Mas se querem defender que o 25 de Abril foi irrelevante em qualquer das coisas enumeradas, ou que as mudanças não têm qualquer significado nas nossas vidas, estejam à vontade. Desde o 25 de Abril que a liberdade de expressão nos permite dizer o que quisermos.

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  15. 30 Abril, 2008 21:18

    Alvaro Diz:
    30 Abril, 2008 às 9:01 pm
    João Miranda?

    Só conheço o Jorge Miranda…

    O Jorge Miranda tem um filho chamado João Miranda (também formado em direito, assistente na FDL e membro da CADA).
    A piada é que quando cheguei ao Blasfémias, achei que este João Miranda era o outro. Rapidamente me apercebi, no entanto, que não podia ser.

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  16. Pi-Erre permalink
    30 Abril, 2008 21:28

    “Um exemplo: a entrada na UE não é o 25 de Abril. Mas é muito duvidoso que chegássemos a uma coisa sem a outra.”

    Claro!… Todos os membros da UE tiveram que fazer o seu 25 de Abril para poderem entrar. De contrário ficavam fora da cauda.

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  17. Pi-Erre permalink
    30 Abril, 2008 21:32

    E se não tivesse havido o 25 de Abril ainda hoje estávamos a 24.

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  18. 30 Abril, 2008 21:32

    «Claro!… Todos os membros da UE tiveram que fazer o seu 25 de Abril para poderem entrar. De contrário ficavam fora da cauda.»

    Curioso… o Pi-Erre acompanha as críticas do JM ao RT, mas incorre, precisamente, no erro apontado a este último.
    Se o iô-iô (que é uma palavra linda, vá-se dizendo) não tem nada a ver com o 25 de Abril, como é que o facto de estarmos na cauda da Europa tem? Quer com isto o Pi-Erre dizer que, se não tivesse havido o 25 de Abril, Portugal estaria orgulhosamente à frente dos destinos europeus?

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  19. 30 Abril, 2008 21:33

    15 – Sofia

    Pois…

    eu tinha pensado nisso mas n me apeteceu estragar a festa…

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  20. yoda permalink
    30 Abril, 2008 21:36

    “Vale no entanto a pena lembrar àqueles que têm em grande conta as propriedades mágicas do 25 de Abril que universalização das pensões de reforma não criou os descontos correspondentes” – É uma afirmação curiosa quando se sabe que os diversos fundos de pensões instituídos depois do 25 de Abril foram, durante vários anos excedentários. Se hoje não são, e ainda não vi prova disso, é porque 30 anos de governos de direita não só não o quiseram como trabalharam para a realidade ser outra (pior), descapitalizando a segurança social anos a fio.

    Outra afirmação que só não é curiosa porque o seu estatuto de afirmação ridícula ofusca tal epíteto é a de que “o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam e à custa da sociedade civil”. Pergunto eu: quantos médicos por 1000 habitantes havia em 1974, quantos hospitais e centros de saúde hoje em funcionamento existiam em 1974 e, por exemplo, que indicadores na área da saúde apresentava Portugal em 1974. Se as diferenças forem significativas é porque houve qualquer coisa para além de uma “reorganização”, nomeadamente a instituição efectiva de um serviço de saúde universal e gratuito, algo que não se constrói apenas com boas vontades e reorganizações. Se mais não fosse, hoje já não se nasce em casa.

    À questão das férias pagas já o 2º comentário responde de forma eloquente. Basta acrescentar que ter no Portugal da década de 70 algo que Léon Blum instituiu em França na década de 30 é, indubitavelmente, uma conquista de Abril.

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  21. 30 Abril, 2008 21:37

    n percebo como ainda questionam o 25 de abril… no velho regime estariam todos c o bico calado e ninguém se atreveria a andar a mandafr postas de pescada por aqui.

    deviam questionar é o estado a que isto chegou. E a culpa n é seguramente do 25 de abril.

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  22. 30 Abril, 2008 21:39

    olhem para o norte, e deixem-se de saudosismos idiotas.

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  23. 30 Abril, 2008 21:39

    para o norte da Europa, claro…

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  24. 30 Abril, 2008 21:40

    mas lá que isto vai ter de dar uma volta, isso vai.

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  25. 30 Abril, 2008 22:00

    “O Jorge Miranda tem um filho chamado João Miranda (também formado em direito, assistente na FDL e membro da CADA)”.

    A endogamia. Já sabíamos.

    ———————————–

    O 25 de Abril trouxe apenas a Liberdade. Quanto ao resto, basta fazer o benchmarking com Espanha, que não teve o 25 – A.

    Ainda assim, Viva o 25 – A.

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  26. 30 Abril, 2008 22:05

    Pois , até parece que se não fosse o 25 iriamos viver numa especie de Cuba , marginalizados do resto do mundo , que não íamos entrar na europa e tal , que os avanços da medicina e tecnológicos nos iriam ser vedados.
    è fixe dizer o que se pensa , mas quando o falar e protestar não leva a lado nenhum..não sei para que serve : talvez , conversa de café?
    E se a transcição tivesse ocorrido de forma natural ( que é o que iria acontecer-ou duvidam?) , como em Espanha , talvez agora o estado não tivesse uns donos bem identificados e não fossemos governados por inúteis. E saõ milhares , com esta treta da massificação da profissão ( a única que dá , e bem , sem responsabilidades e sanções , para enriquecer)político.

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  27. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 22:10

    E o 25 novembro?
    Querem dizer que o problema foi ter existido o 25 Novembro?

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  28. 30 Abril, 2008 22:11

    10.000 hooligans invadiram as ruas de Londres:

    http://criticademusica.blogspot.com/

    up’ssssss

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  29. 30 Abril, 2008 22:13

    Quanto ao sistema de saúde universal e gratuito…deixem-me rir. Agora como antes , os ricos são os que fazem operações a tempo e horas e não esperam meses por uma consulta e bla bla , vocês sabem. Também não nascem em ambulãncias , muitos aderiram à moda de voltar a nascer em casa em vez da maternidade xpto.

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  30. Curioso permalink
    30 Abril, 2008 22:17

    O conteúdo deste post é dificil de classificar, na senda de outros do mesmo autor. Contudo, o expoente máximo da ignorância, como já aqui foi notado, é quando fala no Serviço Nacional de Saúde – chega a ser grotesco um investigador universitário na área da biologia escrever tamanho disparate! Ora aí está uma das vantagens do 25 de Abril: exprimir livremente a nossa ignorância! Sem lápis azul.
    Se o nosso Presidente da República lesse este post ficaria chocado com a ignorância que grassa nos nossos investigadores universitários sobre o 25 de Abril. Sugiro mais um estudo para a Católica 🙂

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  31. Pi-Erre permalink
    30 Abril, 2008 22:18

    18. Sofia Ventura

    Eu não disse que estamos na cauda da Europa. Pois se Sócrates e Barroso já nos informaram que Portugal está no pelotão da frente…

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  32. 30 Abril, 2008 22:26

    “(…)que o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam(…)”

    Que quer isto dizer, João Miranda? Que já existiam hospitais? É que se pretende ir mais longe do que isso, pretende mal. Claro que não foi o 25 de Abril (limitando-o ao simples movimento de tropas com apoio popular) que fez o que temos hoje. Mas a verdade é que antes tínhamos uma das mais altas mortalidades infantis da Europa e hoje temos uma das mais baixas do mundo. Mais: o sistema nacional de saúde, com todos os defeitos que ainda tem, está entre os 12 melhores do mundo (ou estava…).

    Quanto ao resto, só por picardia pode pretender usar os argumentos que usa, para atacar o artigo de Rui Tavares. É evidente que não foi o Otelo quem alargou a escolaridade obrigatória, nem o Vasco Lourenço quem melhorou as relações internacionais. No entanto, tudo isso apenas se verificou depois do 25 de Abril, mais tudo o que diz respeito a legislação laboral, segurança social, etc. E se até concordo com os que dizem que a mudança de regime era inevitável (com ou sem 25 de Abril), não vou ao ponto de nos comparar com os espanhois. Com eles, a mudança fez-se após a morte de Franco. Connosco, Salazar já tinha morrido há muito e o máximo que o sector mais dinâmico do regime tinha conseguido fazer, foi uma Ala Liberal a quem o Marcelo facilmente tirou o “piu”.

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  33. 30 Abril, 2008 22:32

    É o 25 de Abril que nos permite, a todos, viver em democracia e ao JM a liberdade de asneirar impunemente: ioiô.

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  34. 30 Abril, 2008 22:35

    Miranda,

    Mereces. Depois de escreveres isto, não sei bem do que esperavas…

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  35. Aborto permalink
    30 Abril, 2008 22:48

    Ó Bonito… claro que tinhamos de ter uma das maiores mortalidades da europa, porque, então e mesmo assim, continuávamos a crescer… e tudo isso apesar do medo do “papão” Salazar…
    De que temos medo agora que (di-lo você), com a menor mortalidade infantil da europa, não crescemos nem um bocadinho…
    Será que a “canalhada” está com medo de vir a este mundo (Luso) e ter de enfrentar tão grande “ventura pós-Abrileira”…?! eheheheh…. Deixem-me rir…

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  36. 30 Abril, 2008 22:50

    Caro Miranda,

    Muito se assanham os laranjinhas & similares desta terra e arredores contra os direitos conquistados em Abril. Oh! Como é horrível pagar a segurança social aos trabalhadores (atrasa a compra do novo BMW do patrãozinho); Oh! Como são horríveis esses trabalhadores que fazem férias, ainda por cima pagas (não saberão como prejudica a competitividade?)!

    Qualquer dia ainda querem ser pagos, ter direito à greve e a contratos de trabalho (os grandes sacanas)!

    Como é bom ser rico, não é senhor, Miranda? Ter tudo ao alcance da mão. Experimente ir um ano trabalhar para um supermercado (ou vários já que irá ser despedido para que não haja hipótese de lhe fazerem contrato), experimente pagar as contas, a alimentação, a roupa do corpo, o aluguer da casa, os transportes públicos, as fraldas dos putos, os livros da escola, tudo isto e muito mais, com o ordenado mínimo. Acrescente-lhe as despesas com a saúde & afins para perceber para que serve a segurança social.

    O sistema não é sustentável? Experimente-se cobrar mais aos ricos que a riqueza não cresce nas árvores, para que uns enriqueçam outros têm de ficar mais pobres.

    O que o senhor pelos vistos nunca percebeu é que a existência de uma sociedade pressupõe que a maioria dos seus membros dela tirem proveito. Pessoitas como o distinto cavalheiro acham que a sociedade existir para servir uma minoria, como mão-de-obra barata e como mercado, sendo despesas com o povinho verdadeiros estorvos.

    O senhor também foi daqueles que fugiram para o Brasil no 25 de Abril e é daqueles que fazem uma peregrinaçãozinha saudosista a Santa Com Dão?

    Cumprimentos.

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  37. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 22:53

    Viver em democracia?Chamam democracia a esta bandalheira?Onde o crime não tem castigo?A gastarem o que o velho deixou e o que vem da europa?A dividir com o mundo todo?Por conta de quem nunca fez as asneiras que já fizeram?
    Não sei se andam a ler bem o presente, mas tenham cuidadinho com o futuro… que vai ser negro, muito negro e a malta já está a perder a paciência, a desrespeitar as vacas sagradas…
    Só queria saber porque carga de água os colonialistas foram corridos de áfrica sem nada e agora temos cá mais do que os expulsos já “nacionais”, como se não tivesse havido nenhum 25 de abril…

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  38. 30 Abril, 2008 22:54

    Penso que na verdade já foi tudo dito por aqui quanto a este post. Sinceramente interrogo-me se o João Miranda pensa realmente assim ou se esta é uma espécie de “boutade”, uma provocação se preferirem. É que os FACTOS são de tal forma opostos à realidade descrita a lógica necessária a um homem de ciências de tal forma distorcida que não estou a ver como pode o João defender esta teoria. No entanto porque não gosto de fazer processos de intenção e admito que esteja enganado gostaria de saber só a título de exemplo: Se tínhamos um serviço nacional de saúde DECENTE explique por favor o aumento da esperança de vida (não vale apontar o fim da guerra por razões óbvias) ou a diminuição da taxa de mortalidade infantil para níveis semelhantes aos do resto da Europa quando estes eram mais parecidos com os do terceiro mundo antes do 25 de Abril.

    Acho que é escusado para defenderem o vosso ponto de vista quererem à força fazer crer que tudo foi negativo. É ilógico. Não corresponde à realidade e não vos faz ganhar adeptos. Ah e o mais engraçado de tudo é que é um paradoxo em relação à vossa forma de racionalização dos problemas. Isso é o mais engraçado de tudo.

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  39. 30 Abril, 2008 22:56

    Eu acredito que o regime ditatorial não acabou antes porque Marcelo Caetano não sabia o que fazer com as colónias. Isso não foi preocupação dos revolucionários de Abril, fizeram o que fizeram, isto é, a solução mais fácil, deixarem uns a matarem-se aos outros com portugueses metidos ao barulho. Acho que Marcelo deve ter ficado aliviado por lhe terem tirado esse problema das mãos e só se perguntava porque é que demoraram tanto tempo.

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  40. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 22:58

    Deu-se o glorioso 25 e todo o candidato a sentar-se na mesa do orçamento “deu” tudo o que a malta pedia.Milhares e milhares para a CGA sem nunca terem descontado tostão… agora que chega a altura de lhes pagarem em força diminuem a toda a gentinha.É o nivelar por baixo o principio básico da esquerda.Que só sabe “mergilhar” e “dividir”Quando a massa acaba, normalmente a “democracoia” constipa-se…

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  41. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 23:01

    tina Diz:
    Olhe corrija lá o seu pensamento:O programa do MFA previa a “consulta” do povo acerca do problema colonial.Portanto não foram os autores do 25 que fizeram a asneira que se fez.SEM CONSULTAR o povo como aliás agora fizeram com o “tratado” de Lisboa…

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  42. jose manuel santos ferreira permalink
    30 Abril, 2008 23:04

    Bendito 25 do quatro

    Pelo menos, hoje, conseguimos distinguir, que 34 anos depois a juventude pós, é muito inteligente

    Aproveitam-se da liberdade de – expressão – para bacorarem activamente sobre a dita

    Onde é que estavas quando do 25 de Abril ????

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  43. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 23:10

    O 25 deu-se por cobardia dos que propalavam o maio de 1968.100000 desertores e uma juventude amaricada a pensar no seu “eu”
    Com o regresso dessa gaijada toda foi “partir” a pedra do “edificio” até ficar só areia fininha.
    Entretanto esses gajos estão ricos, ordenham manadas , são já patrões em grande.
    O povo? que faça mulatinhos…

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  44. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 23:13

    Onde é que estavas quando do 25 de Abril ????

    Olha filho estava a fazê-lo…

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  45. 30 Abril, 2008 23:14

    Este imbecil cultural que se apresenta como biotecnólogo, mas que nada escreve sobre a dita, agora quer suceder ao sr. Pedro Arroja. Qualquer dia dá-lhe para o anti-semitismo radical e depois leva desta espécie de blogue o pontapé do costume. Não tarda.

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  46. Spacek permalink
    30 Abril, 2008 23:15

    “…universalização das pensões de reforma não criou os descontos correspondentes” JM

    Esta é uma grande vantagem da democracia em relação à ditadura. Se fosse em ditadura os descontos seriam correspondentes, isto é, seriam muito maiores.

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  47. Spacek permalink
    30 Abril, 2008 23:18

    “o Serviço Nacional de Saúde resultou da reorganização de serviços que já existiam e à custa da sociedade civil”JM

    Pois reorganizou. Mas JM esquece-se que só em democracia é possível fazer uma reorganização eficaz. Mais: só em democracia é que é a reorganização é feita à custa da sociedade civil. Se fosse em ditadura era à custa dos mais desgraçados.

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  48. Minhoto permalink
    30 Abril, 2008 23:23

    Ó João Miranda está a incorrer de um erro muito grave que é o de tentar argumentar as convicções religiosas do Rui Tavares, não vê a reverência que ele tem pelo cardeal Mário Soares, todas as noites reza uma internacional escrita no seu caderninho a agradecer ao sr cardeal por tudo que fez por ele.

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  49. 30 Abril, 2008 23:23

    Para os Anónimos e outros que para aqui atiram postas de pescada: o país era tão melhor com o Botas no poder que o milhão de portugueses que emigrou em meio século de certeza o fez para poder ensinar a outros como se constrói uma nação tão grandiosa. Generoso povo somos.

    Onde é que estavam vocês no 25 de Abril? A fugir para a América do Sul, para Espanha?

    Nada une mais os simples de espírito do que o sentimento de pertença a um império. Mesmo que seja um feito de cartas.

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  50. Spacek permalink
    30 Abril, 2008 23:23

    “…as férias pagas são pagas com o dinheiro que o beneficiário não recebe no resto do ano”JM

    Isto é óptimo. Se não fosse assim estourava-se o dinheiro todo durante o ano e quando chegasse as férias, népia – De resto é isso que acontece em ditaduras.

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  51. a.verneuil permalink
    30 Abril, 2008 23:25

    O Rui Tavares deve andar na escandinávia ou prefere acreditar em embustes. Tenha cuidado em se referir à liberdade de
    expressão, vígula. O lápis deixou de ser azul mas se eu falar muito, o meu chefe não me vai dar boa informação de certeza. Claro que eu lá no trabalho sou socialista, os meus filhos não têm culpa nenhuma dos chefes serem escolhidos a dedo de há três anos para cá. Dizem os entendidos que nem no tempo do botas se viu escândalo tamanho.
    O Rui Tavares frequenta pouco os SS. Eu explico em poucas palavras: o direito do tuga escolher os serviços e os profissionais, só não foi completamente abolido, porque não tiveram a coragem de fechar os privados. Até agora têm tido medo. Mesmo assim os chamados antros de saúde (Centros de saúde) como lhes chamam, são uma cópia da ineficiência das policlínicas soviéticas que conheci, só que o custo da cada consulta em média é superior em muito à de um consultório privado dos melhores especialistas da nossa praça. O Rui procure saber quanto é para ter um desmaio. 80 euros para o Sul e 60 para o Norte, grosso modo. Os seus impostos pagam tudo. Se o desgraçado do tuga tem a ousadia de consultar fora do sistema é tomado de ponta e fica a pensar do que lhe vai acontecer se lá tiver que voltar para um atestado, para uma análise, seja para o que for. Até os atestados têm que ser passados lá para terem validade. O que esses médicos fazem em termos de prevenção, corresponde aquilo que os enfermeiros se dispõem a fazer, porventura melhor, tal como acontece em países como a Noruega ou o Canada. Ainda têm a lata de falar de falta de médicos quando chegava e sobrava metade para fazer o que só um clínico está habilitado. São os mesmos que ganham balúrdios em bancos de urgência de hospitais sem nunca terem tido qualquer experiência autêntica de patologias graves. Para isso teriam que ter optado por especialidades hospitalares, entende?
    Siga a vergonha do que se passa nas USF, o que foi a bandeira do ps, informe-se dos negócios crónicos e chorudos pelas bandas da informática da saúde área vital em que estamos a milhas de muitos países, a começar pelos nossos hermanos, que até levaram à demissão duma secretária de estado. O Rui sabe da missa a metade, só espero que não tenha o azar de um dia sofrer no local os riscos que o comum dos mortais passa todos os dias. Tem alguma idéia dos riscos a que os tugas se sujeitam no SNS? Informe-se sobre as infecções resistentes aos antibióticos, a percentagem de infecção da ferida pós-operatória nos hospitais, examine as listas de espera dos doentes cancerosos à espera de cirurgia, siga o que se vai passar nos telejornais, agora que os tugas começam a perceber como circula à beira do precipício. Homem nos nossos hospitais nem sequer consegue saber a verdadeira causa de morte da mais de 99% dos doentes. Há uma legislação retrógrada que protege a má prática, compreende? Pensa o Rui que os médicos não se enganam? Pensa que uma nota de entrada bombástica, por vezes comprada, é um passaporte para gostarem de ajudar as pessoas? Pensa que é possível aperfeiçoar-se sem estudarem e reflectirem sobre os seus erros? Desengane-se. Já ouviu falar quem lhes paga os Congressos? Quantas profissões se mantém imunes a uma verdadeira avaliação, Rui Tavares? Ainda existem profissionais de alta categoria no meio desta barafunda, só que se estão a pirar todos os dias para outras paragens. Pergunte-lhes se estão satisfeitos.
    Olhe Rui, se um dia deixarem uma boa equipa de advogados a tratar dos meandros da saúde veria com as coisas começavam a tomar outro caminho.
    Eu sei, eu sei que é feio dizer certas coisas, parece mal, não haveria necessidade, é a corrupção, o clientelismo, a mentira repetida ate à exaustão, a cartelização, a promiscuidade do público com o privado, as nomeações políticas. Peço desculpa.

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  52. Anónimo permalink
    30 Abril, 2008 23:25

    O 25 criou “monstros” ou melhor “elefantes brancos”.O SNS tudo bem mas julgam que vai durar muito mais tempo?Contem o nº de médicos e enfermeiros, vejam os seus vencimentos de topo e produtividade e depois perguntem de ONDE vem o carcanhol para tudo suprir…
    Baralhos de cartas meninos, baralhos de cartas que um ligeiro vendaval irá com o vento…
    Nada se produz e querem ser do 1º mundo?Esperem mais uns tempinhos…

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  53. yoda permalink
    30 Abril, 2008 23:28

    “Esta é uma grande vantagem da democracia em relação à ditadura. Se fosse em ditadura os descontos seriam correspondentes, isto é, seriam muito maiores.” – Isso era justamente o que acontecia com o frágil sistema de pensões do Estado Novo, visto que ainda ninguém recebia e toda a gente pagava. Aposto que o sonho do João Miranda é ir mais longe e confessar que o ideal era ninguém receber e toda a gente descontar para ele.

    Quanto ao 26, que se ri do SNS, é necessário lembra-lhe que se espera tanto no público como no privado. Por vezes mais no público outras mais no privado, não só por cirurgias mas também por consultas e outros actos rotineiros. Só que se o médico particular se atrasa 1 hora é a vida e os 70 euros livres de impostos lá vão na mesma. Se o médico do SAP se atrasa meia hora é um gatuno e um malandro e se fôssemos nós em vez dele faríamos muito melhor e é uma pena não sermos. A diferença é que o SNS atende 50 vezes mais pessoas, isto é, os (1-1/50)*100% mais próximos da base da pirâmide que o capitalismo tão habilmente mantém de pé. O SNS é, apesar de tudo, uma coisa fantástica, que contribuiu para em 30 anos se fazerem progressos extraordinários na nossa pátria. Se não fosse algo tão bom e tão potencialmente lucrativo, as elites, tipicamente preguiçosas, deste país não manipulariam todos os cordelinhos para lhe ir pondo, gradualmente, as garras. Isso é, aliás, o que se tem verificado. É portanto, e cada vez mais, imperativo que se defenda o SNS, por tudo de bom que ele representa. Se não fizesse tantos milhões de portugueses que não o João Miranda e respectivos compinchas o SNS não mobilizaria tanta gente em sua defesa.

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  54. José Barros permalink
    30 Abril, 2008 23:30

    Bom post do JM e melhor resposta do Rui Tavares. Os exemplos que dá dificilmente o JM pode refutar. O que torna o post curto para as suas pretensões: as de minimizar os benefícios de um golpe de Estado que, com mais ou menos tropelias, livrou as pessoas do jugo de uma ditadura. O melhor texto que li a propósito das comemorações do 25 de Abril foi publicado na última página do Público pelo colunista que escreve, julgo eu, às terças e cujo nome agora não me recordo: o sentido era basicamente o de que as pessoas de direita têm de se habituar a celebrar o 25 de Abril e que as pessoas de esquerda têm de fazer o mesmo em relação ao 25 de Novembro.

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  55. 30 Abril, 2008 23:30

    O que conta , penso eu , na avaliação do 25 são os resultados a que chegámos. Se bem me lembro , na Times , o ano passado saiu um retrato de Portugal actual que parecia saídinho de 1973. Tivemos qué ? 10 anos de democracia que deu para implementar as bases? Seguidos de 20 anos de partidocracia que levou Portugal de volta a 1973 pela mão dos políticos ditos “democráticos”-o que é meu é meu , o que é teu é um bocado assim como de todos?

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  56. Aquilino permalink
    30 Abril, 2008 23:40

    À data do 25 de Abril havia cêrca de 39% de analfabetos.
    Ainda vai levar uma porrada de anos a desaparecerem, a avaliar por alguns escritos.

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  57. 30 Abril, 2008 23:43

    Há muita coisa aqui que me escapa: 60 e 80 EUROS por uma consulta num centro de saúde?
    Advogados a gerir saúde? Mas isso é o que acontece agora! Veja-se o que resta dos hospitais-empresa geridos por esta corja e similares. Saúde privada é para quem a pode pagar (os outros não têm direito?). Facto consumado é o de que muitos hospitais privados reencaminham problemas que não sabem resolver de volta para os públicos, os únicos onde se fazem investimentos de monta em áreas que não rendem tanto dinheiro quanto por silicone nas mamas. Dúvidas? Vejam o que sucede a uma gravidez que por algum motivo corre menos bem: não há privado que não reencaminhe os clientes para a Alfredo da Costa. Não há espera nos privados? Não há incompetentes nos privados? Claro que não, isto é, pelo menos para quem tem dinheiro para uma clínica de luxo, de preferência da Suíça.

    O Zé-povinho que se aguente e não adoeça. É uma espécie de comentário vitoriano reinventado: “Estás doente? Deita-te e pensa no défice.”

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  58. a.verneuil permalink
    30 Abril, 2008 23:47

    Yoda, essa sua frase “O SNS é, apesar de tudo, uma coisa fantástica, que contribuiu para em 30 anos se fazerem progressos extraordinários na nossa pátria” deve ter saído dum manual do estado novo. O argumento de que O SNS levanta tanta gente em sua defesa assenta de facto em muita gente que pode esperar horas e só ultimamente começa a desconfiar já que raramente é sequer observada a sério e muitos, muitos funcionários ligados ao tacho sem serem avaliados. Se os doentes pudessem escolher o que aconteceria a grande parte desses serviços? Yoda, o carcanhol não vai durar sempre.

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  59. nem estranho não estranhar permalink
    30 Abril, 2008 23:52

    Não conheço o Rui Tavares nem o João Miranda e lado algum. Por acaso li o artigo no Público e fiquei a cismar. Agora é o próprio que traz aqui a parte que mais me choca:
    “Por outras palavras: tirando eleições livres e justas, imprensa sem censura, extinção da polícia política, partidos políticos, fim da tortura e dos presos de opinião”.

    Imprensa sem censura já não existe: há autocensura e interesses acobertados… Eleições livres e justas começo a duvidar, a começar pela discriminação jornalística a diversas candidaturas eleitorais. Partidos políticos, hoje em dia, fazem lembrar os do… 24A ou da URSS. Fim da tortura já ninguém acredita e nem é por motivos políticos – veja-se a Leonor Cipriano. Presos de opinião vamos tendo também, pois há delitos de opinião já em tribunal: Charrua, Pinto da Costa entre outros.

    Portanto, nem 8 do Miranda nem 80 do Tavares.

    Ou seja, estamos na fase de nem carne nem peixe. Antes pelo contrário. E eu sempre que não estranho não estranhar…

    Por isso não vou na cantiga da sereia. E essas não faltam na Imprensa do regime, sim, como antigamente.

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  60. portela menos 1 permalink
    30 Abril, 2008 23:52

    Nos ultimos tempos ao pessoal da “ala liberal” deu-lhes para falar/escrver sobre o Social, já que quanto ao Económico as coisas estão pela rua da amargura.

    O sistema e a mão-invísivel estão a trair estes jovens turcos que tanto se têm empenhado em glorificar a economia de mercado.
    Um dia destes ainda nos venderão a ideia de que a alta de preços é fruto do calor que se faz abaixo do Equador.

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  61. 30 Abril, 2008 23:52

    Se não fosse o 25A, só havia blogues do regime.

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  62. J.Pereira permalink
    30 Abril, 2008 23:54

    O rapaz Tavares deixou de fora uma “conquista” abrilina fundamental para o progresso e democratização da paróquia : a passagem dos engenheiros técnicos a “engenheiros” tout court ( cabalmente demonstrado pelo bípede que, alegadamente ,exerce como primeiro ministro)…

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  63. portela menos 1 permalink
    1 Maio, 2008 00:02

    nota:
    o simples facto de estamos aqui a debater ridiculariza os que maltratam o 25Abril74, por ignorância.

    outros prefeririam que continuassemos “grandes” …do Minho a Timor.

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  64. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 00:03

    Só tenho pena que tanta gente tenha sofrido para o JM poder agora dizer estas monstruosidades!

    Quanto ao VPV se o apanhar á saída do Gambrinus vai ver que ele está muito melhor…

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  65. Inculto permalink
    1 Maio, 2008 00:06

    “Se o médico do SAP se atrasa meia hora é um gatuno e um malandro e se fôssemos nós em vez dele faríamos muito melhor e é uma pena não sermos. A diferença é que o SNS atende 50 vezes mais pessoas”

    Hahahahaha. Já foste ao SAP?

    Yoda, não importa se o SNS atende 50 vezes mais ou 1000 vezes mais, importa é se para atender essas 50 vezes mais pessoas são precisos 100 vezes mais médicos e mais horas “trabalhadas” por médico.

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  66. 1 Maio, 2008 00:08

    José Barros,

    “Os exemplos que dá dificilmente o JM pode refutar.”

    Não é essa a questão do post. É natural que outros o tresleiam mas não me parece que você o faça e por acaso o JM até pode refutar os exemplos. Não é honesto comparar valores absolutos em 74 com a evolução que se seguiu, sem considerar a mesma coisa para 1926 e a evolução seguinte com Guerra Civil de Espanha, WWII e Guerra Colonial pelo meio.

    Em 1960 (30 anos depois de 1926) alguém podia escrever: “como a literacia, como a diminuição da mortalidade infantil, como uma velhice menos miserável” E era tão verdade como a resposta do RT.

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  67. 1 Maio, 2008 00:10

    “34 anos depois…”

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  68. Inculto permalink
    1 Maio, 2008 00:13

    Já vão nove hoje João? Ah, g’anda homem. A Ana Matos Pires vai ficar impressionada.

    Nota: não vi nenhuma critica tua ao 25/4 mas o pessoal arrepiou-se todo, cuidado que ainda é depu(r)tado 🙂

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  69. 1 Maio, 2008 00:14

    Por outro lado as reacções ao post não são de estranhar (incluindo a do RT) considerando que há quem escreva que para uns ficarem mais ricos outros têm que ficar mais pobres, ou seja, a este nível de indigência intelectual não há nada a fazer. Só estranhei os comentários do JB e do camarada Toni. 😉

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  70. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 00:22

    O SNS é mesmo uma coisa fantástica! Quem lá trabalha e quem o dirige é que não é tão fantástico como isso!

    Não confundam.

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  71. Spacek permalink
    1 Maio, 2008 00:23

    Este post só mesmo as pessoas muito inteligentes o podem perceber. Só mesmo um Helder para nos explicar timtim por tintim. Obrigado Helder. Aparece mais vezes.

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  72. yoda permalink
    1 Maio, 2008 00:33

    a.verneuil, porquê? Por causa da palavra “pátria”? Se assim é, a sua argumentação é um pouco débil. O que vem a seguir? Dizer que escrevi um manual à moda do Salazarismo por escrever “encarnado” em vez de “vermelho”? Além disso no tempo do estado novo não existia o SNS e muito menos se usava a palavra “fantástico”.

    “Se os doentes pudessem escolher o que aconteceria a grande parte desses serviços?”. Os doentes não podem escolher, é também por isso que existe o SNS. A medicina privada em Portugal é destacadamente das mais caras da UE, quanto mais não seja em valor cobrado/rendimento médio. Pela minha experiência apenas os países bálticos batem o nosso registo. O SNS existe para servir o país real, e serve-o, é por isso que se apresenta sempre entre os melhores nas estatísticas da OMS, é por isso que é preciso defendê-lo, e é por ser preciso defendê-lo que tanta gente adere à causa da sua defesa, porque as pessoas sentem quando lhes fecham a urgência, e sentem porque não existe alternativa. E se não existe alternativa, o SNS é de facto uma construção a valorizar.

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  73. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 00:39

    Sem dúvida o SNS é fantástico e é preciso defendê-lo.A única maneira de o defender é torná-lo melhor e articulá-lo com a privada.Sem zonas cinzentas onde se movimentam os grandes interesses que querem viver á sua custa.

    Quem trabalha no SNS não deve trabalhar na privada.Pague-se segundo o mérito.O pior de tudo é os blocos operatórios estarem fechados enquanto os médicos estão em trânsito para os consultórios.Aí é que está o prejuízo.

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  74. Helder permalink
    1 Maio, 2008 00:43

    Spacek, sempre às ordens

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  75. 1 Maio, 2008 01:10

    Caro Helder,

    Sobre indigências mentais aconselho-o a aprender matemática, porque se houver 5 moedas e cinco pessoas, para que uma tenha três, duas estão tramadas. Criar dinheiro do nada só se for para passar um cheque e oferecê-lo a um clube de futebol.

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  76. Doe, J permalink
    1 Maio, 2008 07:59

    “Rui Tavares, na busca daquilo que o 25 de Abril fez por nós encontrou, entre outras, a universalização das pensões de reforma, a generalização das férias pagas e o Serviço Nacional de Saúde.”

    Não fui ler o artigo porque ficção acerca do 25 já a oiço há mais de 30 anos mas espero que não se tenha lá esquecido de algumas das mais proveitosas “Conquistas de Abril”:

    As nacionalizações, as ocupações, os saneamentos, a reforma agrária (a reforma “agarra”, para os “amigos”), o COPCON, a Junta de Salvação Nacional, e a Ponte 25 de Abril, essa grandiosa e marcante obra de engenharia revolucionaria que nasceu numa única tarde de festa.

    Quanto aos blogues claro que iam aparecer à mesma, quando chegasse a altura deles, embora impressos em papel de bíblia e como suplemento do Avante. 😉

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  77. a.verneuil permalink
    1 Maio, 2008 10:24

    Tem razão Luis Moreira quando afirma: “Sem dúvida o SNS é fantástico e é preciso defendê-lo. A única maneira de o defender é torná-lo melhor e articulá-lo com a privada.Sem zonas cinzentas onde se movimentam os grandes interesses que querem viver á sua custa”.
    Sim, o SNS é um ferrari na areia do deserto, enterrou-se. Usaram e abusaram, agora comem os cardos.

    “Os utentes não podem escolher, é também por isso que existe o SNS” – Yoda. Não atinjo, com serviços eficientes dava para cada um ter um cheque anual que cobria as despezas excepto as catástrofes, essas sim teriam que ser cobertas pelo estado.
    Afinal podem escolher onde compram as batatas, o arroz, os carros, os fatos, só não podem escolher na saúde.
    “A medicina privada em Portugal é destacadamente das mais caras da UE, quanto mais não seja em valor cobrado/rendimento médio”.
    A medicina privada carrega porque funciona na prática como que em clandestinidade, como não existe articulação, nem verdadeira competição todos saem prujudicados.
    O Yoda fica impressionado com o número de doentes “vistos”, uma das razões por que são muitos é que eles não vêm maneira de ver o problema resolvido, voltam sempre ao centro de saúde eàs urgências, não é! Mais consultas não quer dizer mais qualidade, antes pelo contrário, vejam se percebem. Nem os ministros ainda se deram conta disso! Para ele contam os números, a quantidade como o filipinho do psd quando preparou o desmonoramento dos hospitais que estes agora já não conseguem por de pé. É ver fugir os profissionais mais habilitados.
    O Harpad diz que “Há muita coisa aqui que me escapa: 60 e 80 EUROS por uma consulta num centro de saúde?”. Queira informar-se através de fontes idóneas. Os números pecam por defeito. Não é fácil obter informações oficiais, porque o sigilo sobre esse assunto por parte de todos os governos que sustentam o elefante é a norma.
    Não estou a falar de advogados das administrações hospitalares, aí estamos de acordo total. Falo de advogados que vão ser capazes de por processos nos casos de negligência e incúria. São mais que muitos. Não contem com a Ordem dos Médicos.
    Quanto a essas estatísticas pífias que nos punham no 12º lugar em termos de serviços de saúde, esqueçam, isso foi há muito, de 200 para cá tem sido sempre a descambar.
    A assitência materno-infantil foi liderada por um grande médico, Dr. Albino Aroso, por acaso militante do psd, que com a sua equipa excelente teriam feito igual trabalho em qualquer parte, teve pouco que ver com o sns. Obtiveram autorização, já não foi mau e ainda assim tiveram que ultrapassar tremendos obstáculos.

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  78. Curiosamente permalink
    1 Maio, 2008 14:32

    Luis Moreira Diz: ” O SNS é mesmo uma coisa fantástica! Quem lá trabalha e quem o dirige é que não é tão fantástico como isso!
    Não confundam. ”

    Evidente, a culpa é sempre dos outros, neste caso é de quem trabalha e recebe ordens. Os trabalhadores é que são culpados. Mais valia serem todos despedidos, e receberem ordens de privados.
    Curiosamente, terá que explicar como é que pessoas que não são fantásticas, fazem um serviço FANTÀSTICO.

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  79. Curiosamente permalink
    1 Maio, 2008 14:39

    Curiosamente, nunca vi tanta mentiras e meias verdades, e ignorância, num só post.
    Isto “O Harpad diz que “Há muita coisa aqui que me escapa: 60 e 80 EUROS por uma consulta num centro de saúde?”. Queira informar-se através de fontes idóneas. Os números pecam por defeito. Não é fácil obter informações oficiais, porque o sigilo sobre esse assunto por parte de todos os governos que sustentam o elefante é a norma.”
    é completamente falso.
    Tudo.
    Uma consulta num centro de saúde, é facílimo obter o seu preço. Não é nem pode ser segredo, por uma simples razão. Está aberto ao público.
    É só irem a um, ou mesmo telefonarem, fora consultar a internet, e perguntar.

    Se o fizessem chegariam à conclusão que custa entre 3 euros, e 5 euros.
    Sim, uma consulta num centro de saúde.
    Como é possível, por “agendamento”, haver tanta mentira, é esclarecedor do estado calamitoso no portugal.
    Nem simples factos querem apurar, e mente-se. Evidente, que qualquer melhoria, terá que ser impossível.
    Qualquer conclusão, terá que ser falsa, pois as “agendas” pesam mais na cabeça de muita gente, que a realidade.
    E não são “as elites” que o fazem, é muita gente, gente demais.

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  80. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 14:59

    Porque a simples ideia de ter um Serviço universal e gratuito é uma ideia fantástica.E é isso que você nunca perceberá.

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  81. Curiosamente permalink
    1 Maio, 2008 16:18

    Luis Moreira Diz: “E é isso que você nunca perceberá.”

    Só vocé percebe tudo, mas curiosamente, não respondeu à minha pergunta. Que ideias, toda a gente tem, e devia perceber isso.

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  82. 1 Maio, 2008 16:30

    “Se o fizessem chegariam à conclusão que custa entre 3 euros, e 5 euros.”

    Tal como foi notado por Curiosamente, este é, de facto, o valor que eu e o resto dos portugueses costumam pagar. Creio que pouco de mais idóneo existe do que os recibos numa gaveta. 60 a 80 EUR é o que se paga, na melhor das hipótese, por uma consulta de especialista numa clínica privada de custo moderado. Acontece frequentemente as pessoas serem atendidas pelo mesmo médico no público e no privado, com a vantagem de, no segundo caso, se esperar menos. Parece-me então que a diferença não reside tanto na qualidade do profissional mas sim na falta de meios públicos para servir a população.

    Quanto aos advogados, Caro Verneuil, não tinha percebido o seu ponto mas garanto uma coisa: se processar o sector público é difícil, processar uma empresa é muito pior. Entregar a saúde aos privados não é solução. Não há advogado que possa ser pago pelo povo que se possa bater com asequipas de advogados das empresas, não obstante a quantidade de filmes parvos que os américas gostam de fazer sobre o assunto.

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  83. Curiosamente permalink
    1 Maio, 2008 16:30

    Luis Moreira Diz: ” O SNS é mesmo uma coisa fantástica! ”

    Aqui disse que era uma coisa , ou seja, algo que existe e é fantástico.

    Depois disse que não existe, e que é apenas uma ideia.

    E se é apenas uma ideia, como pode dizer isto ? :

    “Quem lá trabalha e quem o dirige é que não é tão fantástico como isso!
    Não confundam. ””

    Então as pessoas trabalham numa “coisa fantástica”, ou numa “ideia” ? Por ser impossivél trabalhar tanta gente numa “ideia”, é evidente que disse que era real, e fantástico E disse-o claramente. Não disse que era uma ideia.
    Depois, disse que não eram fantásticas as pessoas que lá trabalhavam , mas sim mazinhas. Pessoas mazinhas a fazerem coisas fantásticas (e mesmo que fosse uma ideia) é coisa que curiosamente, só o LMoreira comprenderá, deixe-me que lhe diga. Mas não tem nexo.

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  84. 1 Maio, 2008 17:58

    Ó Rui Tavares: é que tal actualizar o seu blog? Era porreiro ,pá!
    PS: Como se vê a partilhar a última do Público com aquele rapaz?

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  85. Anónimo permalink
    1 Maio, 2008 19:03

    Depois de tantas intervenções a favor e contra permito-me também esclarecer os mais novos do seguinte:
    A par dos grandes Hospitais de Santa Maria em Lisboa e de S. João no Porto, existiam a 24.4.74 muitos outros, que não é necessário inumerar, nas referidas cidades; além destes, havia em cada Distrito um Hospital Distrital e ainda, em cada Concelho os Hospitais concelhios aos quais, mais tarde, mudaram o nome para Centros de Saúde.
    Embora o SNS não funcionasse como actualmente, as populações tinham ao seu dispôr uma rede de unidades de saúde com as condições normais para a época.
    Quanto ao subsídio de férias e de Natal foram ainda instituidos no governo de Marcelo Caetano. Até os militares no Ultramar gozavam dessas prorrogativas.
    Custa acreditar que haja quem queira fazer crer que 34 anos depois, Portugal se teria mantido num estado de letargia enquanto todo o mundo se desenvolvia.
    Bastará lembrar que nesse tempo uma peseta valia 43 centavos de escudo,e que a Espanha sem revolução, depois da morte de Franco ocorrida a 20 de Novembro de 1975 experimentou um desenvolvimento sem paralelo na sua história recente. Só que em Espanha ninguém desmontou o franquismo, ele foi desaparecendo naturalmente com o progresso de Espanha. O mesmo tivesse acontecido em Portugal e ninguém desejaria ser espanhol, ou teria cada vez mais saudades de Salazar.

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  86. Tribunus permalink
    1 Maio, 2008 19:04

    A Espanha, não precisou de nenhuma abrilada, apesar de ter um passado de guerra civil, para atingir niveis economicos e financeiros, que em Portugal se perderam!
    Não temos actualmente censura? estão a dormir as televisões e
    imprensa, são manipulados, descaradamente pelos governos após o 25/4. Não temos policia politica, mas a PSP visita entidades onde suspeita a preparação de uma greve! Férias pagas havia para mais de 15 anos antes da abrilada…………..
    Bufos? continuamos a ter, mas não para nos defender dos criminosos! Quanto ao resto, tudo pior ver justiça? Quanto à saude melhorou efectivamente, mas com um desgoverno completo de
    custos e com iniquidade: quem ganha 1.000 euros paga por um medicamento o mesmo do que quem recebe 500!

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  87. libertas permalink
    1 Maio, 2008 19:42

    O melhor do 25 de Abril foi a Caixa Geral de Aposentações, em que uns 300 mil portugueses vivem num mundo à parte de privilégios e regalias, à custa da miséria do povo e da sua vil exploração.

    Uma sra professora do ensino primário (da escola do Estado) com 11 anos de estudo, nascida em 1950, reformou-se em 2002 (como as outras colegas das escolas do Estado), com 52 anos de idade, com 2700 euros/mês vitalícios, 14x ao ano!!!!

    Se tivesse trabalhado num qq colégio não-estatal, ainda hoje estaria a trabalhar, até 2015 (qd perfaz 65 anos). Até se reformar, a colega da função pública já mamou mais de MEIO MILHÃO de €€€ (13 X 14 X 2700€), em casa sem trabalhar!!!! MEIO MILHÃO de euros roubados aos pobres!

    VIVA o 25A!

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  88. Luis Moreira permalink
    1 Maio, 2008 20:57

    Curiosamente, não coloque na minha boca palavras que não disse. O que eu digo é que o SNS é fantástico, porque trata milhões de pessoas que de outra maneira não seriam tratadas, mas tem dentro de si pessoas que querem continuar a gozar de previlégios,que a prosseguirem, darão cabo do tal SNS fantástico!

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  89. Curiosamente permalink
    2 Maio, 2008 00:41

    Luis Moreira Diz: ” Curiosamente, não coloque na minha boca palavras que não disse. ”

    Caro LMoreira, eu citei-o para defender uma opinião, e rebater a sua.
    Por favor, para me atacar, cite-me , que caso contrário é uma acusação sem nexo. Mais que uma defesa sua.
    Não pretendo ataca-lo pessoalmente, repare.
    Muitas vezes tenho rebatido o JMiranda, e é das pessoas que mais rebato, e não o conhecendo, gosto bastante dele, mesmo sendo meio neo-con.

    Mas no essencial, e sobre este post, concordo com ele.
    É uma vergonha, o que grande parte dos comentadores, dizem aqui.
    E lá irei, pois curiosamente , também tive a piquenicar uns chouriços no 1 de Maio. Juntamente com um tintol , hip.

    Tenho pena é da Micas não me ter telefonado hoje. Uns cafezinhos tinham tido efeito para cortar aquele tintol carrascão, ho.

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  90. Helder permalink
    2 Maio, 2008 01:26

    se houver 5 moedas e cinco pessoas, para que uma tenha três, duas estão tramadas. Criar dinheiro do nada só se for para passar um cheque e oferecê-lo a um clube de futebol.

    Harpad, escusava dar-me razão. Obrigado no entanto.

    1 – Dinheiro não é riqueza, é um meio de troca;
    2 – Os bancos centrais imprimem-no do nada (não tem estado atento aos posts do JM);
    3 – Essas cinco moedas duram há quantos milénios?

    Já agora devia querer dizer que eu devia aprender aritmética, julgo.

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  91. Curiosamente permalink
    2 Maio, 2008 01:50

    Helder Diz: ” 1 – Dinheiro não é riqueza, é um meio de troca; ”

    Curiosamente, se permite ser um meio de troca, é uma riqueza. E enorme. Só para clarificar.

    “se houver 5 moedas e cinco pessoas, para que uma tenha três, duas estão tramadas. Criar dinheiro do nada só se ”

    ” Os bancos centrais imprimem-no do nada (não tem estado atento aos posts do JM)”

    Curiosamente, já antes do JMiranda muita gente dizia isso, sob várias formas. Uma, portuguesa, foi o Alves do Reis. Provou que se cria dinheiro do nada, e com esse dinheiro, cria-se riqueza . Do dinheiro vindo do nada
    (o seu propósito era desenvolver Angola, segundo me recordo )
    Foi foi tudo ilegal.
    Mas que ficou provado, ficou.

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  92. Curiosamente permalink
    2 Maio, 2008 02:38

    Luis Moreira Diz: ” Porque a simples ideia de ter um Serviço universal e gratuito é uma ideia fantástica.E é isso que você nunca perceberá. ”

    Curiosamente, percebo e muito bem. Tanto que vou explicar , curiosamente. O que advoga no seu comentário não é uma ideia. São duas.
    A primeira é um Serviço Nacional de Saúde universal.
    A segunda é esse SNS ser gratuito.
    Ser Universal (a primeira ideia) não depende da segunda (ser Gratuito).
    A segunda, é falsa, pois como qualquer economista ou liberal lhe poderá dizer, não há almoços grátis. Muito menos SNS
    (note-se que nas minhas palavras não há nada contra o SNS)
    Se não há almoços grátis e não pode haver SNS gratuito, juntar as duas ideias numa só, é evidente que não poderá ser uma boa ideia.
    Poderá seguir com o SNS Universal.

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  93. Curiosamente permalink
    2 Maio, 2008 02:41

    Dito de outra forma, e sem entrar em detalhes por manifesta falta de tempo e não ser meu interesse , nem lhe digo o que acontece (aconteceria) se o SNS fosse de graça para os utentes . A prazo, só desgraças.

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  94. Anónimo permalink
    2 Maio, 2008 11:49

    Anónimo 86 às 7:03

    Rectifico: a palavra prerrogativas e não prorrogativas como erradamente foi escrita.

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  95. Tiago permalink
    2 Maio, 2008 19:50

    Se tivesse trabalhado num qq colégio não-estatal, ainda hoje estaria a trabalhar, até 2015 (qd perfaz 65 anos). Até se reformar, a colega da função pública já mamou mais de MEIO MILHÃO de €€€ (13 X 14 X 2700€), em casa sem trabalhar!!!! MEIO MILHÃO de euros roubados aos pobres!
    VIVA o 25A!

    Antigamente, tu e outros como tu, ainda tinham hipoteses de irem para o estado como professor.
    Tá descansado, que em breve nem tu nem outros como tu, nem os teus filhos vão ter essa oportunidade.
    Vai tudo ser privatizado.
    E como vai ser tudo privatizado, perde-se a comparação com os professores estatais, e ainda vão pagar pior as escolas privadas do que pagam hoje.
    A inveja dá nisto.
    Não se quer subir como os outros. Não se fazem uniões como os outros. Quer é que todos desçam para a vossa miséria . E assim, acaba as oportunidades de emprego boas para quem trabalha.
    Em breve vais ver os ordenados dos privados também a descerrem.

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  96. Tiago permalink
    2 Maio, 2008 19:52

    Ter um salário à europeia , é para ti um roubo aos pobres.
    Então não te queixes quando te pagarem como na Albania. Vive com isso, tu e teus filhos, cantando e rindo como os miseraveis vao fazer ao circo.
    Neste país, inveja-se pessoas normais se ganharem bem.

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  97. Tiago permalink
    2 Maio, 2008 19:54

    Fizeste alguma coisa para ganhares bem ? Uma manif ? Um sindiciato ? não. Então não te queixes

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  98. Tiago permalink
    2 Maio, 2008 19:56

    Devias era lutar pelos teus direitos o libertas. Pelos teus valores. Pelos teus ordenados e dos teus companheiros. Não dizer mal de quem fez isso e hoje ganha bem quando tu nunca fizeste nada de nada e depois queixas-te dos outros que ganham bem porque lutaram para isso.
    E os concursos para professores, são para todos. Não entraste porque não tens competencia. Nos privados é que é por cunha.

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  99. Tiago permalink
    2 Maio, 2008 19:57

    Que nos privados se os alunos se portam mal, são expulsos para não dar má fama. E depois vão para os do estado e os outros que aturem , mas toca de dizer mal do estado.

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  100. Curiosamente permalink
    3 Maio, 2008 00:26

    Luis Moreira Diz: ” Curiosamente,. O que eu digo é que o SNS é fantástico, porque trata milhões de pessoas que de outra maneira não seriam tratadas, mas tem dentro de si pessoas que querem continuar a gozar de previlégios,que a prosseguirem, darão cabo do tal SNS fantástico! ”

    Caro LMoreira. Aqui vai o meu contributo.
    Seria mais claro da sua parte e mais objectivo, se nos disse-se e com factos, quem são essas pessoas “não fantásticas” que trabalham no SNS mas ajudam a criar o SNS fantástico.
    Serão as enfermeiras ? Certamente. Estive a pensar e realmente as enfermeiras, têm certas regalias, que feitas as contas custam milhões e milhões ao Estado, todos nós.
    Mas não me adianto, sem dizer que pessoas são, e que Regalias existem que poêm o SNS em perigo.

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  101. Rui permalink
    2 Novembro, 2009 07:53

    Claro que sem 25 de Abril não estava-mos aqui a discutir…
    Quando um passarinho fica demasiado tempo na gaiola, não sabe o que há la fora, como os atrazados que que estão contra o 25 de Abril, a culpa deste País é da mentalidade destas pessoas, que noutras revoloções eram tiradas de sena.
    São como o bicho da fruta, depois de a estragarem já não querem viver nela.
    Estamos mal e vamos ficar piores por isso mesmo, continuem a votar mal, leiãm as noticias dos jornais como sendo verdades a 100%, acreditem em tudo o que lhes é impijido, para favorecer os do costume, que já eram grandes antes do 25 de abril.
    Se neste País não se produz cortem nos ordenados, cortem nas reformas, na saude, cortem cortem…..
    Quando isto estagnar vão ver esses parasitas ricalhaços a fujir!
    Ou quando ouver outro 25 de Abril, sem cravos mas com balas e granadas!
    Viva! Viva!

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