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O oportunismo de Manuela Ferreira Leite

7 Julho, 2008

Antes de ser eleita líder do PSD, Manuela Ferreira Leite queria dar um ar de social-democrata com compaixão e para isso dizia que as contas públicas não são um problema pioritário.

Manuela Ferreira Leite, candidata à liderança do PSD, considerou segunda-feira à noite, em Coimbra, que o problema prioritário de Portugal é de natureza social e “não de contas públicas”[…]

Depois de estar eleita líder do PSD, precisou de dizer que não há dinheiro para obras públicas. E para isso disse na entrevista da TVI: “O país está totalmente hipotecado” e que a dívida externa vai chegar aos 100%:

A antiga ministra das Finanças avisa que a “dívida externa [de Portugal] vai atingir os 100% do PIB”, acrescentando que “o País está totalmente hipotecado, e isso significa que vai haver restrições à concessão de crédito, aumentos da taxa de juro e nada de mais pernicioso para o crescimento económico”.

Mas então, a dívida externa vai chegar aos 100%, o país está totalmente hipotecado e a MFL defende que contas públicas não são um problema prioritário?

Já agora, qual das Manuelas é que é credível, a que defende que as contas públicas não são um problema prioritário ou a que diz que o país está totalmente hipotecado?

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34 comentários leave one →
  1. 7 Julho, 2008 11:08

    O João, como habitualmente, não percebe: o país está de rastos mas as pessoas ainda estão mais. MFL percebeu isso ao dizer que o prioritário não é salvarem-se as contas mas as pessoas. Ela pensa fazê-lo simultaneamente pq tem de ser feito simultanemanete, mas disse, e muito bem, que a prioridade são as pessoas. Porque sem pessoas não há futuro para o país. Simplex.

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  2. 7 Julho, 2008 11:08

    Mas, claro, quenado não se percebe, não se percebe mesmo. Nem com um desenho.

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  3. 7 Julho, 2008 11:13

    Pelo menos hoje, o jornal porta voz do governo onde o João escreve, apresenta um estudo sério e muito revelador do estado da educação e, claro, do país: a violência começa logo entre namorados e é estrutural: consideram-na normal e quiçá desejável porque prova de amor (é… no Portugal do século XXI os nossos jovens rebentos pensam assim…). O presidente da República Checa disse que não daria 5 cêntimos pelo Tratado de Lisboa. Eu não daria cinco cêntimos pelo futuro de um Portugal recheado por esta gente, criada e desenvolvida pelo belo, belíssimo, sistema educativo português.

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  4. Luis Moreira permalink
    7 Julho, 2008 11:25

    1- é verdade que o país está hipotecado!

    2- é verdade que mais importante que as contas públicas é o apoio ás pessoas!

    JM torno a dizer-lhe: Há pessoas!

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  5. 7 Julho, 2008 11:34

    4 –

    Não vale a pena. Ele n percebe. Não perca tempo a fazer-lhe um desenho.

    Ele se calhar até pensa que o grande problema social neste país evoluído e socialmente avançado, é a conquista plena da igualdade do género, incluindo a larilagem dentro do conceito de género, claro.

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  6. 7 Julho, 2008 12:01

    Ainda no DN (jornal que só leio porque está no café da minha rua e n me apetece chatear o dono para começar a comprar o outro) de hoje vem um apeça sobre a criminalidade em UK: 35 agressões com arma branca por dia. Eis no que deu o multiculturalismo britânico e respectivo sistema de ensino que para agradar aos mulçumanos retirou o holocaustro da disciplina de história. Bravo ingleses. Força aí!

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  7. Anónimo permalink
    7 Julho, 2008 12:08

    As “pessoas” são importantes.Vejam a quantidade delas que aguardam aquém e além mar que “cuidem” delas… CONTAS? bahhhhhh

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  8. Red Snapper permalink
    7 Julho, 2008 12:09

    Manuela Ferreira Leite até que não mudou muito de opinião. Também num espaço de 1 mês mudar mais do que ela mudou seria bater um Record e entrar para o Guinesse. Mas para sermos justos deveremos dizer que Menezes também mudava de opinião muito facilmente. Mas neste não havia razões para espanto: Enquanto Menezes não era credível Ferreira Leite é credibilíssima! As coisas que a gente aprende…

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  9. Anónimo permalink
    7 Julho, 2008 12:11

    Oi classe política… se andam a “perdoar” dívidas por tudo o que é lado porque não “pedem também que lhes perdoem”?Sendo o mais africano país da Europa isso ajudaria a manter o título…

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  10. Anónimo permalink
    7 Julho, 2008 12:11

    Temos duas hipóteses:

    1) Ficamos com MFL que segundo o seu texto evoluiu muito rapidamente, e racionalizamos os gastos.
    2) Ficamos com Sócrates que entretém o povo com números, estoura tudo e depois parte.

    É isto que as pessoas vão escolher. Eu não percebo é como a pergunta sobre credibilidade se pode estender a Sócrates como alternativa. Esta conversa toda sobre duas ou três frases de MFL é ainda por cima um problema maior, porque eclipsa todo o resto relacionado com a pouca vergonha da justiça, do código penal, da criminalidade que grassa, das polícias que estão na maior miséria intelectual e de recursos de todos os tempos, dos abusos e desvarios financeiros autárquicos e todo um rol de realidades que não se discutem, por substituição. O escândalo é de tal ordem grande que o país esqueceu-se de questionar se é possível manter viva uma economia com este nível de impostos, parecendo não estar interessado em equacionar se haverá ou não um limite a partir do qual se está a matar a máquina que produz impostos, que é a única máquina que produz, porque a outra só consome, embora tentem fazer de conta que produz com aquilo que cobrou ou espera cobrar, na versão de Sócrates. Só por isto, considero esta criatura uma das mais notáveis da história da música em Portugal, porque de facto, ele conseguiu. Tenho é pena que em vez de uma injecção de vitaminas nos tenha sido administrada uma de anestesia.

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  11. Luis Moreira permalink
    7 Julho, 2008 12:15

    Quanto a mudanças de opinião o melhor será não esquecer o programa eleitoral do Sócrates que não foi cumprido,em coisas tão insignificantes como o aumento dos impostos! É bem verdade a gente aprende coisas…

    Mas o que tambem aprende é que bastou a MFL dar uma entrevista para o Sócrates mudar de ditador para um muito compreensivo PM !Até já fala de apoio aos mais pobres!Impressionante!

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  12. Anónimo permalink
    7 Julho, 2008 12:20

    Guterres (PS) – As pessoas não são números.
    Sampaio (PS) – Há mais vida para além do défice (válido até 2005).
    Sócrates (PS) – Défice, défice, défice, défice…
    Sócrates (PS) – Connosco não vai haver SCUTS pagas (na TV)
    Sócrates (PS) – Connosco pode haver SCUTS pagas (no programa eleitoral do partido)
    Sócrates (PS) – O povo europeu tem de ser chamado a pronunciar-se sobre o tratado.

    Mais voltas do que isto só em filme de ficção.

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  13. Anónimo permalink
    7 Julho, 2008 12:20

    Têm é que mandar o Urbano Tavares Rodrigues ao Zimbabwe, onde no meio dos “guerrilheiros” e em “camaradagem” ele arranja maneira de safar as “CONTAS”, nem que seja para de seguida lá ir um nosso governante armado em missionário “perdoar” aquilo que nos iria enriquecer.
    É o que tem acontecido com todos os “investimentos” e por todo o lado de maneira a manter um regime “bom”,internacionalista,integrador, não explorador(a não ser dos contribuintes)

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  14. Red Snapper permalink
    7 Julho, 2008 12:27

    Quando Ferreira Leite diz que o problema prioritário de Portugal é de natureza social e “não de contas públicas”, não está no seu espírito o aumento do défice. O que ela quer dizer é que a despesa de Investimento Público que é realizada todos os anos deve a partir de agora ser desviada e entregue aos pobrezinhos. A economista MFL pensa que dessa forma não compromete o défice. Esquece-se, contudo, que com essa sua politica estaria a comprar uma profunda recessão económica e com isso a estoirar com todos os défices da próxima década.

    A verdade é que de economia MFL não percebe nada.

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  15. 7 Julho, 2008 12:37

    14 –

    peço-lhe descupa mas o senhor é q n percebe nada de economia. A economia sem confiança definha. Se em Pt os índices de confiança continuarem a baixar será a própria existência dopaís q estará em causa. MFL, que n é propriamente uma “socialista”, tanto pelo seu passado como pelo seu presente, percebeu este dado muito simples. E percebeu exactamente porque sabe e muito de economia.

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  16. Luis Moreira permalink
    7 Julho, 2008 12:38

    Não é nada disso.O que a MFL diz é que não há dinheiro e o pouco que há não pode ser desbaratado em obras faraónicas de duvidosa rentabilidade.E diz que o pouco dinheiro que há deve ser utilizado na acção social!

    Red você acha que estas obras públicas são uma boa política de investimentos?
    Não fica furioso quando ouve o Lino dizer que as obras não custam um Euro ao Estado? O mesmo Lino do jamais? Pagar impostos ainda vá agora fazerem de nós parvos é que não!

    De vagar!

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  17. 7 Julho, 2008 12:48

    Óbvio! ela não especificou o que entende por acção social, é certo, mas seguramente que o seu entendimento de acção social não é limitar-se a aumentar o número de beneficiários do rendimento de inserção, ou lá como isso se chama. Será eventualmente isso mas compromentê-los, aos beneficiários em formação: formação útil e necessária para arranjarem empregos, não formação para dar milhões de euros às entidades formadoras e que depois n serve para nada, como acontece quase sempre em Pt.

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  18. 7 Julho, 2008 12:50

    E formação aos empresários portugueses, que são tacanhos, de vistas estreitas e que só pensam no lucro imediato. Gente pequena e de horizontes estreitos. Mas esses pagarão a sua formação.

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  19. 7 Julho, 2008 12:52

    Quem tem dinheiro para pagar o “coaching” tb tem dinheiro para a formação…

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  20. Red Snapper permalink
    7 Julho, 2008 12:57

    Então se MFL percebe de economia, o mínimo que se pode dizer dela é que estamos perante uma oportunista: quando precisou de ganhar as eleições internas o discurso era a demagogia de que as contas públicas não são prioritárias, agora que já as ganhou, deu-lhe jeito dizer que as contas públicas são muito importantes, vai daí, truca, disse-o sem pestanejar!! Em que é que ficamos? Em qual é que devo acreditar?

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  21. Red Snapper permalink
    7 Julho, 2008 13:00

    “Red você acha que estas obras públicas são uma boa política de investimentos?
    Não fica furioso quando ouve o Lino dizer que as obras não custam um Euro ao Estado? O mesmo Lino do jamais? Pagar impostos ainda vá agora fazerem de nós parvos é que não!”

    Claro que sim. O que eu queria era alguém credivel em que possa confiar. Já está mas que visto que a Manela não é essa pessoa. Infelizmente. Triste sina, a nossa.

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  22. PLus permalink
    7 Julho, 2008 13:53

    ” o país está de rastos mas as pessoas ainda estão mais. MFL percebeu isso ao dizer que o prioritário não é salvarem-se as contas mas as pessoas. ”

    Alguém entende o que isto quer dizer ?! E quando se descortina este tipo de frase, só um pouco para lá do básico senso-comum, o que é que fica !!??

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  23. Anónimo permalink
    7 Julho, 2008 14:15

    Estamos numa época em que o crime compensa.Ditadores tratados com todos os cuidados e recebidos com honras.Que são visitados por “democratas” desejosos de fazer “negócios”, países endividados “vítimas do sistema”.
    Quero incluir-me nesse leque de “coitadinhos”.Que as CONTAS vão á merda se para as ACERTAR é só á minha custa… Deixem de me roubar de forma legal para darem a quem não quero, a criminosos, a psicopatas, a racistas, a paneleiros…

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  24. 7 Julho, 2008 15:08

    Manuela Ferreira já se descredibilizou há muito. Com a crise dos camionistas ficou clar uq enão é líder para a direita. Mehor seria que tratasse de netinho.
    Já agora o Alvaro sempre podia dizero número de cartão do PSD…Ficaríamos a sber se é cristão novo.

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  25. 7 Julho, 2008 16:00

    A minha tia Albertina diz que o João Miranda tem razão.
    O que MFL deveria fazer era equilibrar as contas públicas primeiro, porque depois já não haveria mais pobres, porque já teriam morrido de fome ou emigrado. Simples

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  26. Marco Alves permalink
    7 Julho, 2008 17:07

    Alguém pode especificar quais os impostos que subiram?

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  27. 7 Julho, 2008 17:21

    Não há por aí alguém que consiga explicar a esta gente que Investimento não aumenta a Dívida?
    Que uma coisa é pedir dinheiro para gastar em bens consumíveis e outra, bem diferente, é oferecer oportunidades de investimento? Naturalmente que os investidores querem lucros. O contrário seria o tal do comunismo que, se bem me lembro, teve assim uma espécie de trombose fulminante!
    E depois era ela e o seu governo que previam que o TGV só por si criasse 80 ou 90 mil postos de trabalho directos e indirectos…
    Não me lembro do Sócrates no Governo em 2002 ou 2003!
    Varreu-se-me!
    Um bocadinho de vergonha e de pudor até fica bem!
    MFerrer

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  28. Uribe permalink
    7 Julho, 2008 17:47

    JoaoMiranda 7 Julho, 2008 às 11:00 am : 15 valores

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  29. 7 Julho, 2008 17:49

    DEpois desta reportagem da MMGuedes, http://www.tvi.iol.pt/mediacenter/home.php?tipo=2&art_id=&mul_id=11444607&pagina=1&psec_id#

    Quem é que vai ficar histérico ?
    1. Sócrates ?
    2. MFLeite, que quer cancelar as SCUTs e TGV mas não Alcochete ?
    3. JM, que irá que ter fazer um exercício intelectual de condenação da OTA, mas aceitação de Alcochete, para poder ficar contra o corte das obras da MFL ?

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  30. JRod permalink
    7 Julho, 2008 18:43

    Afinal estes direituxos estão escondidos debaixo desta pedra… Bastou verem uns camionistas assanhados que ficaram logo todos entusiasmados e começaram a aparecer ao Sol, absolutamente galvanizados pelo discurso da Nélita: “Não há dinheiro mas distribui-se pelos pobrezinhos’, cujo significado é ‘Não o gastem agora pois precisamos dele para o podermos dar às nossas queridas Somagues’.

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  31. 7 Julho, 2008 20:53

    No fudo ela faz o mesmo que o Socrates fez para chegar ao poder . Primeiro diz mal de tudo e esta tudo mal e depois , ela é que sabe o caminho a seguir .
    Conclusão : não merece cheagr lá (ao poder).

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  32. MJP permalink
    8 Julho, 2008 00:11

    Demagogia dos xuxas de serviço.
    Expliquem lá como é que o Sócrates, tão preocupado com as contas públicas, gasta sem medida? Mas a MFL quando fala em endividamento já se está a referir às contas públicas.
    Afinal os liberais querem é injecção de capitais nas empresas, enquanto o Sócrates o promete é bom, mesmo muito bom, até o melhor!

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  33. Anónimo permalink
    8 Julho, 2008 07:09

    Seja qual for a politica ou politico a governar este pais só terá jeito quando já não houver um único português fora do sector público a pagar impostos!
    O que verdadeiramente incomoda neste pais é perceber que todos os politicos entendem que a sua missão primordial é salvar as contas dos Estado e não a felicidade dos Portugueses.
    Se o Estado tiver que morrer para que os Portugueses sobrevivam será essa a solução! Os Estados são como as pessoas: Nascem, crescem, sobrevivem e morrem….

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