Ego te absolvo a pecatiis tuis in nomine patris, et filii, et spiritus sanctis, meu filho. Agora vai rezar três avés marias, dois padres nossos e um salve rainha.
Nas histórias de Clézio, que têm como cenário o deserto do Saara, pode ler-se:
“Ils sont apparus, comme dans un rêve, au sommet de la dune…
Ils étaient apparus , comme dans un rêve, en haut d’une dune…
Maintenant, ils étaient apparus au-dessus de la vallée… Maintenant, d’autres hommes, d’autres femmes apparaissaient aussi, comme nés de la vallée.”
Nesta repetição de frases, há sempre uma pequena modificação que aponta para uma ligeira evolução na marcha lenta da caravana no deserto.
Pequenos nadas, só ao alcance de um grande.
Le Clézio é um escritor intimista e das coisas simples.
Mais que os seus livros de viagem, gosto dos romances iniciais, considerando “A Febre”, escrito com 18 anos, uma marco da literatura europeia.
Le Clézio é um tipo decente, educado, sossegado e contemplativo. Foi ele quem relançou a figura de Fraida Kalo e reinventou Rimbout, em textos admiráveis.
Confesso a minha ignorancia sobre o autor.
Nunca li nada dele.
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Ego te absolvo a pecatiis tuis in nomine patris, et filii, et spiritus sanctis, meu filho. Agora vai rezar três avés marias, dois padres nossos e um salve rainha.
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Nas histórias de Clézio, que têm como cenário o deserto do Saara, pode ler-se:
“Ils sont apparus, comme dans un rêve, au sommet de la dune…
Ils étaient apparus , comme dans un rêve, en haut d’une dune…
Maintenant, ils étaient apparus au-dessus de la vallée… Maintenant, d’autres hommes, d’autres femmes apparaissaient aussi, comme nés de la vallée.”
Nesta repetição de frases, há sempre uma pequena modificação que aponta para uma ligeira evolução na marcha lenta da caravana no deserto.
Pequenos nadas, só ao alcance de um grande.
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Boa escolha.
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Magnífica escolha da Academia e magnífico comentário do Piscoiso.
Há dias achei graça à sua advertência relativamente ao discurso do Sarkozy. “Em francês”. Como vê ainda vai havendo quem domine essa língua arcaica.
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Muito boa escolha.
Le Clézio é um escritor intimista e das coisas simples.
Mais que os seus livros de viagem, gosto dos romances iniciais, considerando “A Febre”, escrito com 18 anos, uma marco da literatura europeia.
Le Clézio é um tipo decente, educado, sossegado e contemplativo. Foi ele quem relançou a figura de Fraida Kalo e reinventou Rimbout, em textos admiráveis.
A Academia Sueca foi justa, desta vez.
Digo eu…
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