Déjeuner à 150 000 euros pour Fortis
Source : AFP/Le Figaro
10/10/2008 | Mise à jour : 11:09 | Commentaires 20 .
La branche assurances de Fortis, rachetée lundi par BNP-Paribas, a invité vendredi 50 personnes à participer à un “événement culinaire” dans l’hôtel le plus cher de Monaco, pour un coût de 150.000 euros, rapporte vendredi le quotidien De Morgen.
Le déjeuner, qui réunira surtout des courtiers indépendants, est organisé au restaurant Louis XV (trois étoiles au Guide Michelin) de l’Hôtel de Paris Monte-Carlo, le plus cher de la Principauté.
Selon le guide de voyages Lonely Planet, le prestigieux restaurant abrite la plus grande cave à vins du monde, avec quelque 250.000 bouteilles, “pour la plupart impayables”.
Un repas y atteint rapidement les 300 euros, alors qu’une nuit à l’Hôtel de Paris coûte de 500 à 1.000 euros en basse saison.
“Quelques membres de la direction seront présents, mais le groupe consistera essentiellement en des courtiers, des intermédiaires externes”, a indiqué un porte-parole. L’événement est prévu depuis des mois et s’inscrit dans le cadre d’actions commerciales habituelles, s’est-il défendu. (…)
Sem discordar com os argumentos do artigo, só acho que ele esquece que a derrocada em massa de bancos não afecta só os accionistas e depositantes desses bancos, mas arrasta consigo outras instituições e sectores. Há aqui uma “externalidade” que afecta quem não teve nada a ver com o assunto. Sou portanto sensível ao argumento de ser preferível travar a derrocada – com consequências negativas para a responsabilização dos agentes – do que deixar o sistema colapsar. Não sei quantificar, mas parece-me plausível que o prejuízo global será inferior se se tentar travar a crise com dinheiro dos contribuintes.
««só acho que ele esquece que a derrocada em massa de bancos não afecta só os accionistas e depositantes desses bancos, mas arrasta consigo outras instituições e sectores. Há aqui uma “externalidade” que afecta quem não teve nada a ver com o assunto.»»
A palavra “externalidades” serve para tudo, incluindo para desresponsabilizar quem emprestou dinheiro a bancos com práticas de risco.
A falência de bancos afecta apenas aqueles que, de uma forma irresponsável, confiaram numa determinada relação de negócios voluntária. A única verdadeira externalidade é o Plano Paulson, que é um pagamento forçado pelo contribuinte à banca.
Nunca vi o JM mais sério, mais justo e decente que este da moralidade do mercado escreve sábado. E ganhou-se o JM, pode dizer-se, nesta tempestade financeira, ao passo que redondo o perdemos também todo no Iraque. Lembram?
«O plano Paulson, ao transmitir aos investidores a mensagem de que o contribuinte pagará pelos erros dos banqueiros, incentiva comportamentos de risco que tornam os mercados mais susceptíveis a grandes colapsos.»
Não, se o sistema de regulação dos mercados financeiros existir e tiver uma função instrumental de supervisão credível e eficaz.
Os actuais governantes a nível mundial já chegaram à conclusão de que o ser humano ainda não atingiu o grau de desenvolvimento necessário que lhe permita gerir livremente – o que quer que seja, neste caso – os mercados financeiros, de acordo com os mais basilares princípios éticos e civilizacionais que devem presidir ao inter-relacionamento entre pessoas, instituições e respectivas sociedades.
Nunca se verificou ser a intervenção dos Estados tão indispensável à sobrevivência da sociedade como nós a conhecemos, como agora.
Philo {1}
Parece-me que o Figaro fez uma analogia abusiva com a estadia californiana da AIG. O jantarinho chez Ducasse é pago pelo Paribas e não pelo contribuinte francês.
Concordando com as linhas gerais do artigo do JM, não posso deixar de lembrar que com a derrocada de muitos bancos, seguradoras e outras companhias afins serão prejudicados(desemprego) milhares de empregados que em pouco ou nada poderiam influenciar as decisões dos seus patrões.
Em resumo, alguem vai ter que perder (pagar). Se são os contribuintes ou as pessoas que depemdem dessas instituições parece-me que é uma decisão exclusivamente política. Ou não?
«A falência de bancos afecta apenas aqueles que, de uma forma irresponsável, confiaram numa determinada relação de negócios voluntária.»
Não me parece que isso seja verdade. Não faltará muito para que, deixando o sistema desmoronar, mesmo quem tenha dinheiro em instituições financeiras pouco ou nada expostas à crise do crédito fique nas lonas. O Zé , que só quis ter um depósito a prazo e que teve o cuidado de escolher uma instituição financeira conservadora, também leva por tabela. Se isto não é uma “externalidade”…
Um plano excelente.
Déjeuner à 150 000 euros pour Fortis
Source : AFP/Le Figaro
10/10/2008 | Mise à jour : 11:09 | Commentaires 20 .
La branche assurances de Fortis, rachetée lundi par BNP-Paribas, a invité vendredi 50 personnes à participer à un “événement culinaire” dans l’hôtel le plus cher de Monaco, pour un coût de 150.000 euros, rapporte vendredi le quotidien De Morgen.
Le déjeuner, qui réunira surtout des courtiers indépendants, est organisé au restaurant Louis XV (trois étoiles au Guide Michelin) de l’Hôtel de Paris Monte-Carlo, le plus cher de la Principauté.
Selon le guide de voyages Lonely Planet, le prestigieux restaurant abrite la plus grande cave à vins du monde, avec quelque 250.000 bouteilles, “pour la plupart impayables”.
Un repas y atteint rapidement les 300 euros, alors qu’une nuit à l’Hôtel de Paris coûte de 500 à 1.000 euros en basse saison.
“Quelques membres de la direction seront présents, mais le groupe consistera essentiellement en des courtiers, des intermédiaires externes”, a indiqué un porte-parole. L’événement est prévu depuis des mois et s’inscrit dans le cadre d’actions commerciales habituelles, s’est-il défendu. (…)
http://www.lefigaro.fr/flash-actu/2008/10/10/01011-20081010FILWWW00353-dejeuner-a-euros-pour-fortis.php
GostarGostar
Não vão comprar só esses activos toxicos. Disseram que iam comprar acções dos bancos. Vão nacionalisar a banca?
GostarGostar
Gee, o João até consegue prever o que estará escrito amanhã no DN!…
GostarGostar
Sem discordar com os argumentos do artigo, só acho que ele esquece que a derrocada em massa de bancos não afecta só os accionistas e depositantes desses bancos, mas arrasta consigo outras instituições e sectores. Há aqui uma “externalidade” que afecta quem não teve nada a ver com o assunto. Sou portanto sensível ao argumento de ser preferível travar a derrocada – com consequências negativas para a responsabilização dos agentes – do que deixar o sistema colapsar. Não sei quantificar, mas parece-me plausível que o prejuízo global será inferior se se tentar travar a crise com dinheiro dos contribuintes.
GostarGostar
««só acho que ele esquece que a derrocada em massa de bancos não afecta só os accionistas e depositantes desses bancos, mas arrasta consigo outras instituições e sectores. Há aqui uma “externalidade” que afecta quem não teve nada a ver com o assunto.»»
A palavra “externalidades” serve para tudo, incluindo para desresponsabilizar quem emprestou dinheiro a bancos com práticas de risco.
A falência de bancos afecta apenas aqueles que, de uma forma irresponsável, confiaram numa determinada relação de negócios voluntária. A única verdadeira externalidade é o Plano Paulson, que é um pagamento forçado pelo contribuinte à banca.
GostarGostar
Nunca vi o JM mais sério, mais justo e decente que este da moralidade do mercado escreve sábado. E ganhou-se o JM, pode dizer-se, nesta tempestade financeira, ao passo que redondo o perdemos também todo no Iraque. Lembram?
GostarGostar
«O plano Paulson, ao transmitir aos investidores a mensagem de que o contribuinte pagará pelos erros dos banqueiros, incentiva comportamentos de risco que tornam os mercados mais susceptíveis a grandes colapsos.»
Não, se o sistema de regulação dos mercados financeiros existir e tiver uma função instrumental de supervisão credível e eficaz.
Os actuais governantes a nível mundial já chegaram à conclusão de que o ser humano ainda não atingiu o grau de desenvolvimento necessário que lhe permita gerir livremente – o que quer que seja, neste caso – os mercados financeiros, de acordo com os mais basilares princípios éticos e civilizacionais que devem presidir ao inter-relacionamento entre pessoas, instituições e respectivas sociedades.
Nunca se verificou ser a intervenção dos Estados tão indispensável à sobrevivência da sociedade como nós a conhecemos, como agora.
GostarGostar
Philo {1}
Parece-me que o Figaro fez uma analogia abusiva com a estadia californiana da AIG. O jantarinho chez Ducasse é pago pelo Paribas e não pelo contribuinte francês.
GostarGostar
Concordando com as linhas gerais do artigo do JM, não posso deixar de lembrar que com a derrocada de muitos bancos, seguradoras e outras companhias afins serão prejudicados(desemprego) milhares de empregados que em pouco ou nada poderiam influenciar as decisões dos seus patrões.
Em resumo, alguem vai ter que perder (pagar). Se são os contribuintes ou as pessoas que depemdem dessas instituições parece-me que é uma decisão exclusivamente política. Ou não?
GostarGostar
«A falência de bancos afecta apenas aqueles que, de uma forma irresponsável, confiaram numa determinada relação de negócios voluntária.»
Não me parece que isso seja verdade. Não faltará muito para que, deixando o sistema desmoronar, mesmo quem tenha dinheiro em instituições financeiras pouco ou nada expostas à crise do crédito fique nas lonas. O Zé , que só quis ter um depósito a prazo e que teve o cuidado de escolher uma instituição financeira conservadora, também leva por tabela. Se isto não é uma “externalidade”…
GostarGostar
Bom artigo JM, claro, simples e conciso. Nada a ver com o artigo que “linkou” do Pedro qq coisa.
GostarGostar
««O Zé , que só quis ter um depósito a prazo e que teve o cuidado de escolher uma instituição financeira conservadora, também leva por tabela. »»
As instituições financeiras conservaoras não vão falir.
GostarGostar
«As instituições financeiras conservaoras não vão falir.»
Vou registar essa previsão.
GostarGostar