Os senhores deputados não quererão abandonar o programa da EXPONoivos e discutir isto?
10 Outubro, 2008
«Em declarações à TSF, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, criticou o facto de apenas metade dos 316 cursos de engenharia exigir a disciplina de matemática.»
É claro que esta questão não é fracturante nem tem activistas. Mas contudo o parlamento podia interromper este seu labor de discutir assuntos tão prementes quanto o casamento entre pessoas do mesmo sexo, matéria que como se sabe o país tem discutido de forma angustiosa nas ruas, nos locais de trabalho, nos bancos…. e debruçar-se sobre estes assuntos que não interessam a ninguém como o facto da disciplina de Matemática se ter tornado dispensável em mais de metade dos cursos de engenharia existentes em Portugal.
46 comentários
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o barco afunda-se e toca a música . è assim a natureza humana.
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Será que o “Engenheiro” fez a cadeira de matemática com o Professor Morais? Na UIndependente? Ou no ISEC?
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É um absurdo não é?
Conheço o caso da Química, também disciplina opcional no Secundário, para o curso de Ciências.
Neste caso, o responsável directo, inicial, sei quem foi: David Justino e que nunca quis corrigir por convencimento de que estava certo. Não estava, como se vê.
Mas como é pessoa correcta, um dia destes ainda o iremos ver a reconhecer o erro.
Sobre a Matemática, quem terá sido o responsável por mais este descalabro?
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e o país todo devia discutir estas portuguesas tradições…
http://criticademusica.blogspot.com/
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“o facto da disciplina de Matemática se ter tornado dispensável em mais de metade dos cursos de engenharia existentes em Portugal.”
é de facto extraordinário… fiquei sem palavras…
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Miss Helena
este assunto ou tema, não estava inscrito no programa eleitoral do PS.
Lamentàvelmente ou talvez não, tambem não consta dos programas dos restantes partidos,
nem das suas preocupações, podempos ficar descansados.
E sobre esta questão, já passaram dezenas de sumidades ministeriais, como sabemos. Tudo muito sério e profissional. Lindo serviço!
Aqui está uma boa questão, ao encontro de um desabafo de um coronel e professor universitário (com umas centenas de contos salários por receber da Independente) meu amigo num almoço recente:
O PR toma uma iniciativa:
a) Dissolve a AR e faz cair o Governo;
b) Manda constituir um Governo independente das direcções partidárias, indo buscar personalidades de reconhecido mérito e idoneidade (à sociedade civil, como costuma dizer-se);
c) Dá posse a tal governo, por um período de alguns anos, três/quatro anos;
d) Após este interregno, serão realizadas eleições gerais para a AR.
Este caso das engenharias, traduz bem aquilo em que se transformou o regime.
Mas sobre isto, a Filomena Mónica ou o Pulido Valente que se pronuncieem.
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Exigir a disciplina de matemática para entrar. Não se formam em engenharia sem saber matemática e fazer contas necessárias, creio..eheh
Uma pessoa não precisa de estudar derivadas e cálcilos complexos aí umas 3 vezes como eu, que estudei matematica no ultimos 3 anos de liceu e ainda de repetir a mesma dose na universidade para um curso em que nunca tive que utilisar aqueles dotes matemáticos. Não era engenharia. Era divertido mas não serviam para nada.
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7 – Pois como refere não era engenharia.
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Acham mesmo muito necessário colocar o programa de matemática dos primeiros anos da universidade nos ultimos anos de liceu? Oa alunos vão repetir a mesma coisa?
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9 – Acho
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10.. Está bem.
Que desperdício. Andar a repetir 3 anos a mesma coisa.
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E que tal colocar também o resto dos programas da universidade no liceu? Adiantavam mais.
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12- nesse caso além de ler, escrever e vagamento contar não se ensinava nada até os alunos chegarem à faculdade pois aí mais uma vez vão re+etir o que deram anteriormente. para qu~e falar de células no 7º ou no 6º unificado? Para quê matar a cabeça das criancinhas com Os Lusíadas ou os Maias(se é que ainda sobram Lusíadas ou maias)? Para quê falar do Império Romano ou da crise de 1383? … Aprende-se na faculdade
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Quando se é ignorante e acéfalo, só se discutem assuntos que não exigem muito saber, como os same sexers marriage (soa melhor em english…).
Estudar matemática?
Livra, que parece que não é fácil.
E quem andou a fazer programas de cursos nos últimos 30 anos?
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Uma pergunta para a Helena Matos, mesmo que não responda:
Então a Estrela Serrano manda-lhe uma resposta para este blog e não publica?
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é mesmo precisa a matemática ?
o sôr bastonário deve tar a pensar que sendo obrigatório dos 316 curso ora existentes , ficam 2
acaba a concorrência …
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ahhhhh !!!! desculpel !!!!
O que o Sôr Bastonário quer é com isto dizer é que sem Matemática a Côlidade das engenharias fica prejudicada …
honni soit …
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a ASAE vai fiscalizar as Matemáticas tb ????
hop hop REGULAÇÃOZINHA MAROTA … queres empregozinho ??? nã nã !!!! não tens cartãozinho
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13 – Considero que é util que os alunos já saibam a matemática que se ensina na universidade antes de lá entrar. Vai facilitar-lhes a vida. Só que não me parece escandaloso e grave que o não saibam. Escandoloso era se se formassem em engenharia sem saber o programa. Agora um aluno que vai para engenharis sem saber o programa do 1º do curso universitário e aprender pela primeira vez não me parece nada de grave. Se aprenderem aquela matemática no 10, 11 e 12 o programa é repetido na mesma na universidade. É o mesmo. Apenas são alunos que se tem de esforçar mais. É uma desvantagem. Mas não me parece escandaloso.
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15 – Então a Estrela Serrano manda-lhe uma resposta para este blog e não publica?
As respostas para este blogue vêm para as caixas de comentários. Jamais publicaria algo que o seu autor não o pedisse. Como a Estrela Serrano bem sabe e se esqueceu de referir eu respondi-lhe pessoalmente a esse mail.
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Se é aqueles exames de matemática do secundário que todos passam … ultimamente … , atão tá bem .
Não chateiem os paizinhos dos rebentos , deem magalhães , refeições, manuais e fichas , e mais material escolar … senão não há votos.
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Oh José,
Quem é a Estrela Serrano? É alguma artista de Teatro? Ou de Telenovela?
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20.
Ok. Hábitos de jornalistas, portanto. Uma mistura subtil de informação reservada, outra publicada e ainda outra, retraída e impublicável.
Quem faz a melhor mistura, faz o melhor jornalismo de notícias com interesse, não é assim?
O problema surge, quando esse jornalismo, subtrai ao conhecimento público, imediato, uma pressão julgada inadmissível, intolerável, mas ainda assim, para esconder do público.
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A Estrela conquistou a minha simpatia com a entrevista à Sábado. Claudico na crítica, ao ler o que disse.
Chamou ignorante e outros mimos insultuosos ao crítico Eduardo Cintra Torres. E justificou da seguinte forma: aguentei até certo ponto. Depois, cansei-me e passei ao insulto. Foi assim que ela justificou.
E depois para salientar a benevolência da actuação, citou que éramos um país de Eça e Ramalho.
Que dizer mais de Estrela?
É cá da malta, dos blogs do submundo, pois!
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É pena ser da ERC, lá isso é. Não tem lugar no sítio, assim.
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Vou tentar dar um exemplo para explicar o meu ponto de vista de porque não me parece essencial a obrigatoriedade da matemática. Um aluno que pensava ir para uma universidade em que não se exigia matemática, acaba o 12º ano mas muda de ideias. Descobre que afinal queria ser engenheiro. Mas exigem a tal matemática que ele não possui. Então decide que tem de fazer a matemática e lá anda os anos só com essa disciplina. Entra na universidade e constata que o que está a aprender na cadeira de matemática do 1 ºano afinal é o que esteve a estudar nos anos anteriores em que esteve suspenso a fazer a matemática. E ele pergunta: porque é que o sistema esteve a gastar dinheiro comigo e eu tempo a fazer a disciplina de liceu de matemática se agora aqui na universidade só estou a aprender o mesmo?
Porque não entrei logo para aqui e estive uns anos a aprender esta cadeira no liceu?
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23 – «Ok. Hábitos de jornalistas, portanto. Uma mistura subtil de informação reservada, outra publicada e ainda outra, retraída e impublicável.«
Não é uma questão de hábito. É uma questão de educação. Eu comentei um texto de Estrela Serrano que foi publicado no Blasfémias. Não tinha informação reservada alguma.
Estrela Serrano respondeu-me por mail. E eu respondi-lhe por mail. Por princípio não divulgo os mails que as pessoas me mandam. Não por terem informação reservada. Podem estar cheios de banalidades. Falar do tempo ou das marés. Simplesmente porque não está implícito para mim que uescrever-se num blogue nos dê o direito de publicar os mails que nos mandam
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7 & Cia
e Helena:
mas quem é que diz que a mat só é precisa para as engenharias?
Não desconfiam que possa ter alguma utilidade nos processo mentais da criancinhas e adolescentes desta raça?
Para que é que um engenheiro, há-de saber dos Lusíadas ou mesmo de Platão?
Graças ás modernas universidades, Moderna, Independente e outras que tais, não precisam.
O reultado, está à vista entre grande parte da população universitária.
Na política, nem se fala.
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Por falar em jornalismo de qualidade:
No próximo dia 19 deste mês, no “Discovery Channel”, a fuga de John Frank Pinchao Blanco das FARC, depois de ter estado oito anos preso na selva.
Apetece desafiar as nossas TVs a emitir o programa a horas que se possam ver.
Para o povo saber de que é feito o Mundo.
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Não estou a ver bem o sentido deste post (a não ser o desejo, premente nos jornalistas em geral e na Helena em particular, de dizer mal).
A Assembleia da República é o poder legislativo e tem por objeto discutir as leis do país. O regime do casamento é uma lei do país, e só pode ser alterado pela AR. Compete à AR (não) alterar esse regime.
O curriculum dos cursos de engenharia, pelo contrário, não depende de nenhuma lei específica. Não compete à AR trabalhar esse tema. A AR pode discuti-lo, mas dificilmente pode fazer algo para mudar a situação.
Se a AR estivesse a discutir o curriculum dos cursos de engenharia, estaria a perder tempo – em vez de trabalhar, como é seu dever.
Os posts da Helena estão cada vez mais parvos. É isto que anos de jornalismo fazem a uma pessoa.
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26- só se aprende quando já se aprendeu. E quando os meninos não estudam matemática e a tricam por algo tido como mais fácil dificilmente conseguem voltar a confrontar-se com a exigência da dita
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30 – Luís Lavoura pro tudo o que estima nesta Terra guarde esta frase: «Se a AR estivesse a discutir o curriculum dos cursos de engenharia, estaria a perder tempo – em vez de trabalhar, como é seu dever.» Isto é um achado, homem. A AR não trabalha quando e se discutir os cursos de engenharia sem matemática mas trabalha quando discute o casamento gay. Luís Lavoura não lhe quero mal mas contrate um engenehiro destes para lhe projectar a casa. Ouse homem. Não tenha medo. Lute contra discriminação dos engenheiros que não sabem matemática.
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32 – Mas quem é que disse que não sabem matemática! Se eles fazem as cadeiras de matemática na universidade como é que podem não saber matemática!? Só se os passarem sem saber. Nesse caso tanto faz terem tido a matemática no liceu ou não.
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Helena, eu, como o Luis Lavoura, penso que essa não é matéria legislativa da AR. Podemos estar ambos enganados e seria bom que alguém aqui viesse esclarecer isso melhor. De qualquer maneira, ninguém nega que é uma questão importante. Eu não sei é se será mais importante do que regular as relações entre as pessoas, matéria que a Helena parece tratar como se fosse um fait divers com que se entretém os deputados quando não têm mais nada de importante para fazer…
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A matemática que dei no 12º ano (completado em 2001) era significativamente menos avançada do que aquela que me foi dada a conhecer na universidade. Entre outras, tive cálculo (integração, séries, primitivação, etc… mais complexo do que o dado no 12º obviamente), álgebra linear, geometria analítica, matemática discreta, métodos numéricos, etc…Alguma dessa matemática não teve aplicação prática explícita no resto do curso mas permitiu melhorar a capacidade de abstracção, estruturando assim o pensamento de modo a agilizar a resolução de problemas (tarefa fundamental de qualquer engenheiro).
Obviamente que a qualidade da formação é muito heterogénea, pelo que não deve espantar ninguém que alunos com pouca preparação a matemática (e física) consigam concluir com sucesso cursos de engenharia. Em Porto de Carne (ou lá como se chama o sítio), e um pouco por todo o nosso lindíssimo país, podem ser devidamente apreciadas algumas obras que confirmam essa heterogeneidade…
Tendo em conta o estado da educação, pouco faltará para que os exames sejam abolidos (não há já vias “alternativas” para aceder ao Superior?), bem como o conceito de avaliação no seu todo. Cada aluno passará a frequentar as cadeiras que bem entende e no fim faz um relatório a dizer o que mais gostou, tendo a aprovação naturalmente garantida (porque não se pode sujeitar os meninos ao stress de métodos arcaicos de testes e afins).
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27 –
depende do texto do e-mail até porque frequentemente quando as pessoas mandam e-mails pressupõem que vai ser colocado online e quiçá ficam desiludidas quando não é. Se fôr pertinente e relacionado com um “post” colocado anteriormente não me parece existir obstrução ética a que se publique, se tiver interesse público.
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36 – não me pareceu que fosse esse o caso e sobretudo Estrela Serrano dirige-se-me pessoalmente
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Parece que há aí uma grande confusão sobre as atribuições da Assembleia da República.
A HM quer uma lei sobre a cadeira de Matemática ?
E sobre o uso do preservativo ?
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34 – a AR é também um espaço de debate e a degradação dos curricula no secundário é gravíssima. E está longe de se restringir a este governo. Este apenas tem prosseguido essa linha e trabalhado para qeu as esta´tísticas confirmem a sua propaganda.
Quanto a «regular as relações entre as pessoas» essa sim é uma matéria que a AR deveria regular o menos possível.
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Engenheiros que não sabem matemática, juízes que não sabem português, jornalistas que não sabem geografia, professores que não sabem,temos de tudo,e muito. E políticos sem ética são de mais. Não é escândalo, talvez sina, quem sabe.
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Eu tenho um aluno do 1º ano de Economia que não sabe o que é um logaritmo. Decorou durante o 12º como derivar, domínio e contradomínio, como inverter e até a forma do gráfico, mas sempre sem compreender o conceito. Este mesmo aluno não consegue dividir 220 por 110 sem recorrer à Ti-84… querem convencer-me que é capaz de formular uma visão lúcida das questões que lhe vão surgir quando se, hm, licenciar? E votar com lucidez? E ocnduzir um carro? Acham que são tudo questões separadas?
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FMS, não tenha receio! O “Magalhães” dá a resposta a todas as suas inquietações e muito mais! Tem de se actualizar, porque o futuro é decidido pelas máquinas. Em breve serão elas a dizer o que queremos e o que gostamos…
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Vou dizer uma atoarda:
Até aos dez anos, é preciso aprender, o máximo possível. Ler, escrever e contar, do modo mais exigente que for possível para esse desenvolvimento mental. Esticar a corda do bestunto de cada um.
Depois, é apenas desenvolver, acrescentado a saber específico ( matemáticas e ciências) e conhecimentos concretos (geografias, histórias etc) e noções abstractas ( filosofias e leituras várias).
Aqui está um programa em poucas linhas.
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39
Helena, já esta regulado a contento da Helena no Codigo Civil, no Penal, etc
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Quem é a Estrela Serrano? É alguma artista de Teatro? Ou de Telenovela?
É engenheira.
Ficou encarregada dos cronómetros que avaliam os tempos de intervenção na televisão do estado.
Como pelo exemplo se pode ver, para se ser engenheira não é preciso a matemática para coisa nenhuma.
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Então isto é que é o liberalismo. Defender o fim da autonomia das universidades, e a restrição de direitos civis a parte da população.
De facto, em Portugal até os liberais são estatistas anti-liberais…
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