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A oligarquia do estado social desanca o QI dos filhos do povo

1 Novembro, 2008

Ao contrário de Vital Moreira nunca descortinei qualquer sinal distintivo duma inteligência acima da média entre os filhos da  “elite social de Lisboa e do Porto”. Igualmente ao contrário de Vital Moreira que entrevê uma espécie de relação entre o capital e o QI acredito que aquilo que contribui para que os filhos dessa elite apresentem melhores resultados escolares é sim o facto das suas famílias, tão disfuncionais quanto as dos pobres, valorizarem a escola e escolherem escolas bem organizadas.

Os alunos da escola da Apelação não se tornavam de um dia para o outro excelentes alunos se frequentassem o São João de Brito mas teriam sem dúvida outros resultados escolares. Claro que isso também implicava que as suas famílias tinham de ter outra atitude perante a escola. Pois teriam. Mas é precisamente esse o problema e não uma questão de pobres burros versus ricos inteligentes como pretendem aqueles que acham que os rankings feitos a partir dos resultados são uma mistificação.

Não são uma mistificação. Mostram sim o crime que foi a transformação do ensino público, sobretudo até ao 9º ano, numa ocupação de tempos livres.

27 comentários leave one →
  1. Mula da comprativa permalink
    1 Novembro, 2008 12:11

    Isso e consideratem que todos tinham que estudar para doutores mangas de alpaca.
    Onde anda o ensino técnico que o terrível ditador tinha?
    Depois de entregarem o império ainda não se convenceram que só com trabalhinho é que lá vão.
    O que andam a fazer é de facto a promoção da pobreza, pois que não estou a ver um “jovem” a aparecer noutro país da europa e apresentar o seu “diploma” do 12º ano e deixar embasbacados os empregadores locais… se fosse um soldador de circuitos integrados , um torneiro mecânico, um canalizador, etc aí seroa diferente…
    Eu concordo com a avaliação dos professores com base em exames nacionais dos alunos, desde que o estado garanta aos professores o ambiente de trabalho propício ao ensino.Mandando para o lixo os “direitos” dos alunos e dos papás subsidiados.Quem dá pão dá educação.Disciplina e menos teatro é o que é preciso.E nem preciso nenhuma socióloga para se chegarem a estas conclusões…

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  2. lucklucky permalink
    1 Novembro, 2008 12:17

    A Escola Pública do Ministério Soviético é para formar seres ideológicos e ser um depósito de crianças.

    —-
    Vi uma parte de um programa Sociedade Civil na TV2 sobre o Acordo Otográfico e o ensino de Português e o represantante dos Pais que lá estava assusta , dizendo com a maior das calmas que as crianças agora não precisam de aprender a ler e escrever nos primeiros 4 anos como no passado porque agora têm mais anos de ensino…

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  3. Anónimo permalink
    1 Novembro, 2008 12:24

    Só Há 17 escolas privadas há frente de uma escola pública e a diferença é pequena. Isso diz muita coisa. Que os privados andam a deitar dinheiro fora.

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  4. ordralfabetix permalink
    1 Novembro, 2008 13:01

    “IQ scores have been shown to be associated with such factors as morbidity and mortality,[2] parental social status,[3] and to a substantial degree, parental IQ. While its inheritance has been investigated for nearly a century, controversy remains as to how much is inheritable, and the mechanisms of inheritance are still a matter of some debate”

    Qualquer enciclopedia de pacotilha nos diz que a inteligencia tem a ver com a genetica e o meio. E o estatuto social e o estimulo dos pais no desenvolvimento da crianca e fundamental para desenvolver a inteligencia.

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  5. 1 Novembro, 2008 13:29

    Vital não escreve uma única vez, nesse texto, a palavra inteligência ou QI.
    Um aluno pode ter melhor aproveitamento escolar que outro mais inteligente.
    Mas se é para bater no Vital, faça favor.

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  6. 1 Novembro, 2008 13:45

    “escolas privadas há frente de uma escola pública”

    Por esse h, ó Anónimo das 12:24 pm, vê-lo logo que andaste numa escola pública.

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  7. alice permalink
    1 Novembro, 2008 13:46

    A Helena Matos não percebe é que o Vital já nasceu também assim qi alto e Moreira. Daí a sua dificuldade de lhe acomoanhar a ideia.

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  8. alice permalink
    1 Novembro, 2008 13:46

    Ya, daí a dificuldade de lhe acompanhar a ideia.

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  9. 1 Novembro, 2008 13:47

    vê-se, é claro

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  10. Anónimo permalink
    1 Novembro, 2008 14:06

    anónimo da silva 6.. eheh desculpe o h que está a mais. Foi lapso passageiro.

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  11. 1 Novembro, 2008 14:44

    O João Vale e Azevedo foi aluno do São João de Brito.

    Quanto ao Camarada Vital será que nasceu de alguma família rica? Parece que nasceu em Poutena, concelho de Cantanhede. Será que por não ter nascido no berço do capital, Vital não fará parte da corja? Perdão, da élite?

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  12. 1 Novembro, 2008 15:18

    I
    “Não são uma mistificação. Mostram sim o crime que foi a transformação do ensino público, sobretudo até ao 9º ano, numa ocupação de tempos livres.”

    Corrigo para:

    “Não são uma mistificação. Mostram sim o crime que foi a unificação do ensino público, sobretudo até ao 9º ano.”

    II
    A escola pública com melhores resultados no 9.º ano, o Conservatório de Braga, só tem aqueles resultados porque selecciona, como as secundárias públicas deviam poder fazer, os alunos. Todas as escolas artísticas o fazem.

    III
    Deu uma olhadela pelos resultados do CSJB no 9.º ano?
    Várias escolas públicas à frente!

    IV
    No arrastão estão 2 post que rebatem a sua argumentação.

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  13. José permalink
    1 Novembro, 2008 15:55

    Para entender a idiossincrasia vitalícia é preciso saber o que diz o Manifesto Comunista. Foi esse o berço da coisa má que o frequenta. Uma espécie de hospedeiro que habita aquele bestunto e o domina por dentro.

    Vital tem um Alien a pensar por ele. Por isso é que faz figuras de urso. Ou de burro, no caso concreto.

    Mas não é ele: é o Alien…

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  14. Teddy S, permalink
    1 Novembro, 2008 16:00

    Definitivamente a Helena Matos desconhece a situação actual do ensino público. Como não tem nenhum filho no ensino, baseia-se no diz que diz, isto é, nas fofocas. Não lhe quero fazer a injustiça de julgar que a HM baseia a sua apreciação do ensino publico nos rankings ora publicados. Se assim fosse, seria muito grave- a Helena teria que urgentemente regressar aos bancos da escola.

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  15. Anónimo permalink
    1 Novembro, 2008 16:04

    Murray, Charles (1998). Income Inequality and IQ, AEI Press PDF.

    Click to access 20040302_book443.pdf

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  16. Teddy S, permalink
    1 Novembro, 2008 16:07

    Na verdade, nunca a qualidade do ensino publico foi tão elevada como o é agora.Também há algumas escolas privadas boas, mas a grande maioria são muito piores que a generalidade das escolas públicas. Pode-se dizer com toda a segurança que o ensino publico é de longe a coisa que melhor funciona em Portugal. Tomara a justiça – em particular o ministério publico -, a qualidade do ensino, e Portugal seria certamente um País mais desenvolvido.

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  17. 1 Novembro, 2008 16:13

    Por acaso a Helena até tem filhos no ensino. Creio que até os tem no público.
    Ela melhor dirá.

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  18. Luis Marques permalink
    1 Novembro, 2008 17:16

    “…famílias tinham de ter outra atitude perante a escola…” também mas não só…

    Que tal uma relação entre pais e filhos?

    http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/politics/education/3110360/Children-who-spend-time-with-their-fathers-have-a-higher-IQ.html

    http://www.apa.org/releases/custody2.html

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  19. 1 Novembro, 2008 17:20

    “Também há algumas escolas privadas boas, mas a grande maioria são muito piores que a generalidade das escolas públicas”, diz o Teddy boy.

    Deve ser por isso que nos “rankings” de qualidade as escolas privadas ocupam sempre os primeiros lugares.
    É que, como se sabe, “ranking” que se preze é para ser visto de patas para o ar.

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  20. 1 Novembro, 2008 17:28

    Se os alunos da Escola da Apelação fossem obrigados a frequentar o S. João de Brito, eram corridos como muitos outros que, não sendo da Escola da Apelação, não revelam a capacidade para obter determinados resultados. Ou a Helena pensa que há “rankings” à borla?

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  21. Anónimo permalink
    1 Novembro, 2008 19:44

    Teste (podem apagar) peço desculpa

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  22. LPedroMachado permalink
    1 Novembro, 2008 19:55

    O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga tem sempre óptimos resultados por vários motivos:

    Os alunos são seleccionados. Os que entram na primeira classe são seleccionados, penso, mas aí, como é difícil fazer uma boa avaliação, não é difícil entrar. Quem já lá está tem prioridade sobre os que querem entrar mais tarde. Quem entra mais tarde tem de fazer vários testes para demonstrar que está ao nível dos que já lá estão: teórico de música, oral de música, tocando também um instrumento e um teste psicológico com psicólogo.

    Além disso, a escola é pequena. Tem ao todo trezentos e tal alunos e as turmas são pequenas. Como há pouca gente e toda a gente se conhece, há melhor ambiente. Além disso, os professores são bons. Não sei se, ou como, são seleccionados.

    Outro factor de sucesso é o ensino integrado de música. As disciplinas de música (formação musical, instrumento, e coro ou orquestra) pesam muito no horário, o que poderia prejudicar, mas não, pois a aprendizagem da música desenvolve imenso a mente. Penso que este é o factor principal. Além de que quem tem apetência para a música é em geral inteligente.

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  23. LPedroMachado permalink
    1 Novembro, 2008 19:58

    O único problema dessa escola é o director, o Carlos Alberto Pereira, que, como tem a mania que manda, é também chefe nacional dos escuteiros e também já se candidatou à câmara de Braga pelo PSD com o lema “É preciso mudar”. De visual, acrescente-se, pois aquele bigode, meu Deus…!

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  24. Levy permalink
    2 Novembro, 2008 03:54

    “os filhos dessa elite apresentem melhores resultados escolares é sim o facto das suas famílias, tão disfuncionais quanto as dos pobres, valorizarem a escola e escolherem escolas bem organizadas.”

    Em que é que se baseia para afirmar uma coisa destas? É muito facil escrever isto e o contrário…
    Se essas familias são assim tão disfuncionais como as dos pobres (só esta afirmação já me dá vontade de rir, mas adiante…) como é que se “funcionalizam” para valorizar a escola e escolher escolas organizadas??

    “Claro que isso também implicava que as suas famílias tinham de ter outra atitude perante a escola.”

    E se não tivessem? Ficavam na mesma. Alias, aconteceria ao São João de Brito o mesmo que acontece em centenas de outras escolas. Esses alunos estragariam a escola, e os professores que lá trabalham iriam ser rotulados de muita coisa, porque o colégio cairia a pique nos rankings.

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  25. kpedro p permalink
    3 Novembro, 2008 00:29

    Não se deve COMPARAR o incomparável.

    Temos é de ver o ranking das públicas separado do das privadas e do das convencionadas com o Estado. 3 Rankings!

    Na maioria dos aíses desenvolvidos, o ensino não público e minoritário e pior do que o público (Inglat., Alemanha, países n´rdicos, etc).

    A questão está 1º nos alunos (seleccionáveis ou não ela escola), 2º na organização (mais ou menos eficiente) e muito secundariamente sobre a propriedade da escola.

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  26. kpedro p permalink
    3 Novembro, 2008 00:34

    Não se deve COMPARAR o incomparável.

    CRORRIGINDO E ADITANDO:

    Temos é de ver o ranking das públicas separado do das privadas e do das convencionadas com o Estado. 3 Rankings!

    Na maioria dos países desenvolvidos, o ensino não público é minoritário e pior do que o público (Inglat., Alemanha, países nordicos, etc).

    A questão está 1º nos alunos (seleccionáveis ou não pela escola), 2º na organização (mais ou menos eficiente) e muito secundariamente sobre a propriedade da escola.

    Claro que o M E faz mal em não publicar quantas turmas tem cada escola/ano contantes dos RANKINGS. Aí ver-se-ia facilmente que, percentualmente, as privadas são piores do que as públicas. Como é lógico, até porque a maior parte dos bons professores estão nas boas públicas.

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