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Ainda acaba salão de festas*

7 Outubro, 2009

O director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), Elísio Summavielle propôs que o Museu do Côa albergue também arte contemporânea dado que as própria gravuras do Côa são arte. Logo veio a Associação dos Arqueólogos Portugueses contrapor que “colocar arte contemporânea no Museu do Côa é desvirtuar o objectivo para o qual foi criado o museu”. Como já não estamos em 1994 o país não fica tolhido quando ouve o verbo desvirtuar e muito provavelmente o Museu do Côa terá também arte contemporânea, antiga, moderna… Enfim terá o que sucessivamente se for achando necessário para levar as pessoas àquele espaço que, por si só, se arrisca a ser mais um elefante branco ou mais arqueologicamente falando um auroque branco. Recordo que em 1994 se anunciava que 300 mil turistas iriam anualmente rumar a Foz Côa para conhecerem as ditas gravuras. O país então achava-se tão rico que deitou alegremente fora o dinheiro já investido na barragem. Alguém que questionasse a desmesura deste êxtase místico com as inscrições do Côa e o desprezo por aquelas outras que simultaneamente eram submersas em Alqueva era tratado no mínimo como troglodita. Como bem se sabe no Côa apareceram poucos turistas e não consta que algum deles tenha aconselhado a experiência a quem quer que fosse. Na míngua de turistas encomendaram-se filmes que foram justificados como a derradeira tentativa de chamar a atenção internacional para o Parque Arqueológico de Foz Côa e construiu-se o museu. Dada a desmesura da coisa, o Museu do Côa será o segundo maior de Portugal, logo a seguir ao de Arte Antiga, em Lisboa, o óbvio tornou-se incontornável: o que vai lá para dentro que justifique uma viagem até ali? Arte contemporânea, diz o IGESPAR. Por mim creio que poderiam também dedicar uma sala ao dogmatismo e às manobras de propaganda. Com o próprio processo do Côa já tinham material que lhes chegasse.

*PÚBLICO

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33 comentários leave one →
  1. Pi-Erre permalink
    7 Outubro, 2009 11:07

    Prefiro o Museu do Pão.

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  2. Sampy permalink
    7 Outubro, 2009 11:08

    Não servirá para Museu dos Coches?…

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  3. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 11:15

    o poaís agradece essa publicidade negativa constante nos blogues da direita
    o triste é que essa opinião é apenas porque consideram que aquilo foi uma coisa socialista. Se fosse do psd era só flores.

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  4. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 11:17

    É como as criticas à casa da música

    existe uma mentalidadezinha neste país que é de bradar aos céus. Atacam sempre as obras que são etiquetadas como do inimigo. Paranóia que dá vómitos.

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  5. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 11:27

    “A citação é longa mas justifica-se, pois esta opinativa inimiga de estimação do Vale do Côa não perde uma oportunidade. Os considerandos são sempre os mesmos e de nada serve desmenti-los. Da mesma maneira que Miguel Sousa Tavares episodicamente traz à liça os disparates de Bednarik dos idos de 95, sempre apresentados como verdades absolutas da “modernidade” do Côa, também Helena Matos regurgita ontem, hoje e amanhã, as suas verdades feitas sobre o deslavado turistame em Foz Côa e de como tratámos mal (!!??) as gravuras afogadas de Alqueva.

    Sendo uma colunista tão ciosa das suas verdades (porque tão repetidas) apenas testadas em prosa de imprensa (a “ciência” do diz que disse), e como não acredito que alguma vez tenha visitado o Vale do Côa, pois daqui lhe deixo o convite para que o visite com olhos de ver e ouvidos disso mesmo. Com ou sem museu e com ou sem arte contemporânea (isso é toda uma outra história). Mas não se esqueça que o Parque Arqueológico não tem capacidade para receber todos os turistas que o visitam sem marcação. Convém por isso inscrever-se previamente, já que deverá querer fazer uma visita anónima. E se quiser perder uma tarde a ler as opiniões de alguns dos muitos turistas que por aqui foram passando, seguramente que levará muito que (re)pensar. A propósito, já viu (leu) o Fugas de hoje? Por acaso um suplemento do mesmo jornal em que escreve e que dois dias depois acaba por desmentir a sua prosa envenenada através da “fascinante experiência” da visita nocturna à Penascosa. E ainda por cima recomenda e aconselha…

    Só lamento que, conhecendo muito bem o processo Côa e não tendo já muita paciência para este tipo de opinião não fundamentada (ela sim troglodita), e lendo estas mentirolas apresentadas sempre de uma forma tão escorreita e empinada, terei de dar um grande, muito grande, desconto às suas opiniões sobre a outra matéria de facto sobre que por’í vai perorando. É que o politicamente incorrecto quando não devidamente fundamentado é tão inócuo como o outro, o correcto. E acaba por ter o mesmo efeito. Ou seja, nenhum!”

    António Martinho Baptista, in dafinitudedotempo.blogspot.com

    http://dafinitudedotempo.blogspot.com/2009/10/helena-matos-e-o-vale-do-coa.html~

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  6. caii permalink
    7 Outubro, 2009 11:33

    uma coisa é a gestão do museu, a configuração do museu, o dinheiro gasto no museu, a rentabilidade do museu. tudo bem.
    Outra são as gravuras.
    tentar misturar uma à outra, as intrigas de uma à outra, o valor de um com o outro, não é de troglodita não senhor, é de alguém inteligente, helas profundamente desonesto.

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  7. Estrela Fixa permalink
    7 Outubro, 2009 11:48

    Um comentário de má fé, de ressentimento e de grande ressabiamento. Pelo menos não foi construída uma grande barragem. Espera-se que o mesmo suceda com a barragem do Tua.
    Não são precisas tantas barragens e tanta auto-estrada. Chega de Obras!
    A veradeira modernidade passa por outros caminhos, que não os da tirania tecnocrática.

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  8. Jorge Coelho permalink
    7 Outubro, 2009 11:48

    #4: “Atacam sempre as obras que são etiquetadas como do inimigo”

    Obras? Obras? Quais obras?
    Jorge Coelho

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  9. OLP permalink
    7 Outubro, 2009 11:49

    O inimigo é precisamente a “mentalidadezinha” que se julga que não é e que só defende o indefensável desde que seja “amiga”
    Entretanto essas mentes supostamente abertas vão defendendo o esbanjamento de milhões e milhões só porque são dos amigos.
    É a lógica daquilo que criticam nos inimigos aplicada a eles próprios.

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  10. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 11:50

    A avaliar pelos comentários
    AS GRAVURAS NÂO SABEM NADAR!!!
    Ô!!!

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  11. Pi-Erre permalink
    7 Outubro, 2009 12:11

    O António Martinho Baptista está simplesmente a defender o tachinho que conseguiu arranjar.

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  12. J.Taborda permalink
    7 Outubro, 2009 12:16

    Como pode Portugal evoluir?
    Impossível.
    Basta-nos aperceber desta mentalidade:
    Perante um colossal erro, que ninguém com um mínimo de senso poderá classificar de outra maneira, o que se faz?
    Lamentar o erro e tentar diminuir os estragos?
    Não…
    Culpar o quem denuncia, e aumentar os estragos!

    (Ainda ninguém se terá lembrado de construir um aeroporto no Côa e/ou de fazer um TGV até lá?)

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  13. J.Taborda permalink
    7 Outubro, 2009 12:19

    O António Martinho Baptista pode estar simplesmente a defender o tachinho, já é uma boa razão.
    O problema são todos os seguidores da tal mentalidade, “a obra é dos nossos, é boa”.

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  14. 7 Outubro, 2009 12:21

    Não faço a mínima tenção de ir ver o Museu do Côa, nem em excursão paga pelo PS.
    Não sei o que é que lá vão pôr mas tenho uma certeza.
    As paredes vão ter pinturas rupestres (vulgo graffiti) menos de uma semana após a inauguração.

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  15. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 12:22

    queridinhos, se as gravuras tivessem sido afundadas e a barragem construída, este poste era sobre a desgraça que tinha sido afundar as gravuras. A paranóia é incurável.

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  16. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 12:46

    http://www.almadan.publ.pt/Último%20(geral).htm

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  17. caii permalink
    7 Outubro, 2009 12:53

    Acho curioso que ninguém mencione os milhões gastos no alqueva para coisa nenhuma e sem nenhum resultado pratico sem ser criar uma albufeira para os lisboetas andarem de jetski ao fim de semana. Se lhe serve de algum consolo helena foi destruído lá imenso patrimonio arqueologico.

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  18. piscoiso permalink
    7 Outubro, 2009 12:54

    …se as gravuras tivessem sido afundadas e a barragem construída, este poste era sobre a desgraça que tinha sido afundar as gravuras. A paranóia é incurável.

    Este comentário não é meu.

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  19. 7 Outubro, 2009 13:18

    Há bons argumentos a favor de um lado e do outro. No fundo o que se passou foi uma guerra de vontades. Triunfou uma delas (não confundir com o filme da Leni). Soma e segue.

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  20. Euroliberal permalink
    7 Outubro, 2009 13:45

    Prendam a mafia aos arqueólogos-chulos de subsídios, e construam a barragem, porra ! É a maneira de recuperar alguns dos 20 milhões já enterrados pela maior charlatanice intelectual do século. Qual gravuras, qual carapuça ? É como aquela dos gambuzinos…

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  21. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 14:20

    Tenho escrito várias vezes sobre o processo de interrupção da barragem do Côa. Não sobre as gravuras propraimente ditas. Aliás como também me interessei pelo processo do Alqueva não deixo de me qeustionar sobre o diferente comportamente daqueles que rasgaram as vestes no Côa e que no Alqueva nem abriram a boca quanto mais não fosse a pedie o direito de divulgarem que se submergiu.

    Helena matos

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  22. Hevel permalink
    7 Outubro, 2009 14:38

    Helena Matos
    “.. Como bem se sabe no Côa apareceram poucos turistas e não consta que algum deles tenha aconselhado a experiência a quem quer que fosse.”
    Por favor, não tome a parte pelo todo, sob pena de estar a produzir sound bytes, e isso, é apanágio dos mediocres.

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  23. Anónimo permalink
    7 Outubro, 2009 14:41

    “Tenho escrito várias vezes sobre o processo de interrupção da barragem do Côa. Não sobre as gravuras propraimente ditas.”

    Não se pode considerar um sem o outro…

    Se as gravuras não tivessem valor nem sequer se teria discutido a não construção da barragem que depois se veio a verificar…

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  24. joão permalink
    7 Outubro, 2009 15:05

    A decisão de trocar a barragem pelas gravuras foi politica e irracional e não teve nada a ver com a análise custo/beneficio para o País. Logo o País ficou a perder tal como com a construção de 10 estádios de futebol. Recorde-se que Portugal é parco em recursos energéticos que temos que importar de Espanha. A água é um bem essencial ao desenvolvimento do País. Tal como a casa da Música, um verdadeiro atentado urbanistico e um buraco orçamental que merecia uma investigação do ministério público. Mas quem vier a seguir que pague. Nós e os nossos filhos.

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  25. Burro/contribuinte permalink
    7 Outubro, 2009 19:35

    parecem mágicos
    mas ao invés de usar
    uma varinha magica
    é vê-los a brandir uma parker
    com a qual assinam de cruz
    contratos milionários
    com grandes construtores
    Confeccionam grandes negócios
    os ilusionistas dos chucha listas
    é só lançar um concurso
    acompanhada de um discurso
    quem faz é uma empresa
    que paga para vencer o concurso
    e a obra aparece feita
    é so discursar outra vez
    na inauguração
    e o chucha lista ainda recebe comissão.

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  26. abdullaaaaah maomé permalink
    7 Outubro, 2009 19:38

    ATENÇÃO:

    Betinhas-Cócós dos DN;JN; Público;TSF,etc…..

    Grandes defensores da CIVILIZAÇÃO islâmica:

    MSOARES; MPORTAS; AALVES, CTORRES, ANA GOMES, BEs, PCPs

    outros manjericos de igual “cultura”..

    Chegou :

    http://aeiou.expresso.pt/supositorio-bomba-e-a-nova-arma-da-al-qaeda=f539754

    Preparem-se para ajudar o islão a safar-se desse malvado W.BUSH!!!

    Ofereçam-se como voluntários!

    ou só têm garganta??????

    Passem das palavras aos actos!!!

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  27. ALberto permalink
    7 Outubro, 2009 21:23

    O museu de Foz Coa poderá ter um ano excelente de receitas.

    Com mais um investimento de alguns milhares de Euros, anunciar o arranque das obras da barragem, dentro de 365 dias. Com direito a anunciar no estrangeiro também.

    Outro assunto curioso, que desapareceu por completo dos meios de comunicação, era o Plano Hidrológico.
    Já não me recordo dos dados exactos, mas a ideia que tenho do que se falava na altura, remontava a um acordo Portugal-Espanha, do qual Espanha tinha já cumprido em cerca de 85% enquanto Portugal apenas 15 ou 20%..
    Este atraso no cumprimento do acordo, explicava não só o nosso deficit de produção de energia, mas também as cheias nas margens do Douro sempre que Espanha abria as comportas, e a existência de uma seca mais dura nos anos de menos precipitação.

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  28. Eduardo F. permalink
    7 Outubro, 2009 21:32

    E as acções da Mota-Engil que não param de subir! Hoje foram mais 5.3%!
    Porque será?

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  29. BOM SENSO permalink
    8 Outubro, 2009 04:32

    21.Euroliberal disse
    7 Outubro, 2009 às 1:45 pm
    .

    Olha, quem anda por cá!… Foge maroto!

    Nuno

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  30. Tribunus permalink
    8 Outubro, 2009 15:35

    Gatunisse desenfreada ao contribuinte….

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  31. Francisco permalink
    22 Outubro, 2009 11:18

    as gravuras não sabem nadar? mas já podiam ter aprendido, já têm quase 20 anos de idade e custaram uma barragem. Acham que o carvão fóssil é melhor que a energia limpa?

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  32. Lígia permalink
    3 Novembro, 2009 23:28

    Cara senhora Helena Matos,

    Falar da forma como fala do caso Côa é uma vergonha, esperava melhor atitude da sua parte, revela muito desconhecimento de toda a realidade por lá vivida. Eu conheço e recomendo, claro que não é a SRa de fátima!!!

    Em relação ao Alqueva, desculpe mas o que não faltam são publicações de tudo o que se encontrou…se não sabe, informe-se!!!

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