As suspeitas do costume
30 Novembro, 2009
Algo me diz que muito apropriadamente no centenário da REpública o voto das mulheres ainda vai ser questionado em Portugal. Na I República não as deixavam votar porque eram reaccionárias e susceptíveis de se deixarem influenciar pelos padres.
42 comentários
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Não é difícil de perceber, que o verdadeiro objectivo da repressão dos Direitos das mulheres era tratar as mulheres como uns meros ‘úteros ambulantes’… para que as sociedades ficassem dotadas duma Vantagem Competitiva Demográfica!!! [nota: ver o blog http://tabusexo.blogspot.com/]
Os bandalhos (vulgo BADALHOS BRANCOS] que criticam a repressão dos Direitos das mulheres… e que em simultâneo defendem que se deve aproveitar a ‘boa produção’ demográfica proveniente de determinados países [aonde foi precisamente a repressão dos Direitos das mulheres que proporcionou essa ‘boa produção’]… para resolver o deficit demográfico na Europa, são uns bandalhos inqualificáveis.
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Tem piada já que a Suíça (ou alguns cantões suíços) foi o último país europeu a estender o voto às mulheres…
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Sabem o que estavam os SKINHEAD a fazer à porta do presépio ?
Estavam à espera dos reis Magos e em especial do Baltasar !
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Helena,
A diabolização da I República não procede. As mulheres também não podiam votar na monarquia constitucional. A I República manteve essa proibição com outras justificações.
Mas dotou-as de outros direitos. Por exemplo, a minha bisavó foi uma das primeiras mulheres a poder divorciar-se durante a breve janela de oportunidade que lhe foi aberta na I República…
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Mas acontece que o voto lhes foi prometido às mulheres pelos republicanos. Depois pensaram, pensaram e chegaram à conclusão de que era melhor não arriscar
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GÉNESIS 3 – 16
Javé Deus disse então à mulher:
Vou fazer-te sofrer muito na tua gravidez : entre dores, darás à luz os teus filhos ; a paixão vai arrastar-te para o marido e ele te dominará.
Agora digo eu:
Então não é que elas andam há uma data de tempo a desobedecer à Bíblia e à palavra de Deus…!!
Lá na moirama, elas que se atrevam !!
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Pois, que fiquem em casa de porcas parideiras!
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Não liguem ao Tarado,não sai dali nada que preste!
Pelo que vejo,o CAA levou outra vez na corneta.
Bolas,só tem argumentos falaciosos.
Força Helena,és das poucas jornalistas corajosas.
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Não e3squeceer que na Suíça num cantão as mulheres só tiveram direito de voto em meados dos anos 70…
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E algo me diz que os Suíços estão cheios de medo.
É notícia. Sem razão. Cheios de medo, mera porta para o conhecimento, a saber, que o mundo não é já mais o que era e nem o tornará a ser. Os Suíços, como os Europeus todos, em geral, nas suas sete quintas, de há que tempos, chegam a esta encruzilhada, feros, prósperos e regalados da vida, quão falhos de potência e de apetite, como inférteis, abertos ao invasor. Abertos à população que, desde África, a América Latina e da Ásia, de Portugal, de toda a parte, cresce, ror de gente em busca de melhor vida, por trabalho e emprego honestos, pródiga de pujança, braços e mãos a abanar, muçulmanos e cristãos. E está visto, a prazo, não há muros que tolham para sempre esta força de sifão natural, digamos assim, de pressão.
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Não pretendo diabolizar a I.ª República, porque não é necessário.
Apresento apenas factos:
O regime saído da revolução de 5 de Outubro de 1910, não conferiu o prometido direito de voto às mulheres, como quase nada cumpriu do que prometera.
Na verdade, na Monarquia Constitucional o universo de eleitores com capacidade eleitoral activa, rondava os 800 mil (havendo já um programa elaborado pelos regeneradores, para instituir o sufrágio directo euniversal!); na República baixou para uns significativos 400 mil…!
Na Monarquia, apesar de haver uma religião do Estado (a Católica), existia liberdade religiosa (como hoje sucede ainda, por exemplo, em Inglaterra com o Anglicanismo). Na I.ª República perseguiram-se os católicos que seriam, nessa época, mais de 99% da poulação e pretendeu-se terminar com a religão em duas gerações!
Os sindicatos que esperavam da República melhores condições de trabalho, foram de imediato, colocados no seu lugar. Através de violentas cargas policiais a que foram desde logo sujeitos e à brutal descida dos seus já parcos salários.
Pela primeira vez, surgiram duas polícias políticas: a «Formiga Branca» e a «Formiga Preta»; verdadeiras antecipações das futuras – e também republicanas -PVDE; PIDE e COPCON.
A República empurrou -literalmente – o País para uma Guerra (a 1.ª), onde morrerram num ano, de 1917 a 1918, mais Portugueses do que nos 13 anos de Guerra Colonial – responsabilidade também de uma República (a 2.ª).
A I.ª República teve em 16 anos: 46 governos; 21 Golpes de Estado e 8 Presidentes. Abriu as portas para: a Ditadura (1926-1933); um regime autoritário de Direita (1933-1974); uma revolução comunista (1974-1975) e a perda de um Império.
Quando terminou a I.ª República em 1926, éramos a chacota de todo mundo civilizado que até inventou um verbo: «portugaliser», para definir um País perdido e atrasado.
Quando se festejarem os 100 anos de República (que apenas se mantêm graças ao Ditador Salazar), espero que alguém – seja quem for! – me explique de uma vez, o que é que se está a festejar?
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Sei, em parte, do que falo, com a minha filha por lá, pelos cantões, cheia de força de vontade, como a não teve na escola, mas decidida, agora, a vencer, a lutar. Acontece que os Suíços não dispensam aos de fora trabalho limpo, bem pago, que eles sabem fazer. E eu tenho pena dela, por este frio de Inverno, coitada, por lá a penar. Mas sempre chegará a altura de ou ter muita sorte ou dar-se a entender que tem cá este país de sol à espera, honrado e de braços abertos, um café quente e barato, longe dos três francos de lá.
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«população»
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Bom Post (sem ironias)…são realmente as culpadas do costume!
Post engraçado (sem graça obviamente) HM…Devia postar mais sobre questões e assuntos sociais e mais “mundanos”, abster-se de postar sobre questões politicas onde só vê o entulho no quintal do vizinho e ignora o lixo acumulado na porta dentrada!
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A HM também me saiu cá uma ideóloga!!!Afinal o que pretende com o post? Inferiorizar o valor da República em relação ao sistema anterior? E andou v/ a estudar História? Se houvesse alguma forma de organização social superior é claro todos o optariam. E então quanto à valorização social da Mulher estamos conversados.E a que propósito o acinte de temer(?)que a celebração do centenário induza o questionamento do voto das mulheres? Acaso não a deseja? Deixe-me que lhe diga que, a uma pessoa com as suas reponsabilidades como opinadora,não fica bem íronizar de forma tão leviana.
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Mais palavras para quê? É um psicótico socialista,pois então!
Há nos outros blogues sempre um lacaio do poder,pronto a babosar.
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Não se queixe, Piscoiso, a mim discriminam-me, de caras, ao menos, logo, dois, que tomo por mais miudinhos, na praça, e não vendem, não tomam o dinheiro igual e novinho que, humildemente, se lhes oferece e dá, sem mais pedir nada, nem mesmo as coivinhas para a sopa. Ai, não, Piscoiso, enquanto maiores, como o Gabriel, lhe abrirem a porta, Gabriel e CAA, não se queixe, amigo. Que ainda há dias pensei, disse comigo, ora vê, agora o CAA até acolhe a Zazie, ganda noia, e a mim, dragão dos sete costados, que ainda ontem vibrei, modestamente, me alegrei, pudera, tá queto, não me reconhece e não quer cá. Gente mais ingrata, ai, eu nunca vi, de certo não há!…
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Eh, gente
mais ingrata,
que tal nunca vi
e, certo,
não há!…
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Já pensaram o que era a Suiça aqui ao pé do mar. Que belo país. Com café a 60 centimos e tudo. Cá pra mim o que falta à Suiça é o mar. Aqueles lagos manhosos e poluidos que por lá existem não teem nada a ver. Mas se tivesse mar… ah! era outra coisa.
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#18. É muito simples.
Em https://blasfemias.net/sobre/
está isto estipulado:
“2. Por forma a evitar a utilização abusiva, nomeadamente a colocação de publicidade indesejada e o parasitismo, o número de links possível de colocar em cada comentário é limitado. No caso de múltiplos links, ficam os comentários retidos temporariamente, podendo ser liberados pelos administradores do blog logo que se verifique não serem abrangidos pelas limitações indicadas.
3. Qualquer comentário onde se utilizem expressões insultuosas ou se difunda calúnias referentes a quem quer que seja será apagado logo que detectado.”
Parece que falta um ponto
4. Qualquer comentário que contrarie de forma sarcástica o enunciado de um post.
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Bravo Helena.
Fui procurar nos debates parlamentares e encontrei esta pérola:
“(…) No dia em que este íissunto foi discutido na comissão, tinha eu passado pela igreja de S. Mamede, donde vi sair centenas de senhoras que ali tinham ido entreter os seus ócios e ilustrar o espírito na prática do mês de Maria.
O voto concedido a mulheres nestas condições, vivendo sob a influência do clericalismo, seria o predomínio dos padres, dos sacristães, numa palavra, dos reaccionários (…)”
Legislatura: 1
Secção legislativa: 2
Número: 121
Página: 18
Data: 24/06/1912
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Foi dito pelo então Presidente do Senado da República.
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Outro texto sugestivo (contém erros que propositadamente não corrigi porque é assim estão no site dos Debates Parlamentares; são textos que, apesar de digilatizados, ainda não foram revistos):
Sr Martins Cardoso: “(…) Quanto ao outro ponto, que tam debatido tem sido, e que diz respeito ao sufrágio das mulheres, as razoes que eu apresentei tem uma grande forca, porque no nosso país a diferença entre a situação do homem e da mulher é palpável, e, ainda nesta diferença de opiniões, eu pregunto se a mulher assim preparada se pode comparar ao homem ?
Seria um erro; mais ainda — uma temeridade — senos considerássemos um facto recente dos últimos tempos da monarquia.
Sabemos que o culto jesuítico, nos últimos anos, se exercia por tal forma, que constituía um perigo para o país, tendo sido uma das causas principais da queda da monarquia.
Esses reaccionários espalhando-se pelas aldeias e vivendo sempre em contacto com a gente do campo, desenvolvia numa acção de que resultava o seguinte: não sendo o povo fanático, o padre no emtanto sugestionava facilmente as mulheres que, tem fundamente radicado o sentimento religioso.
Nestas condições pregunto Apodemos nós garantir à mulher o voto ?
,; E como se há-de resolver a ‘dificuldade que resulta deste perigo para a República?
Seja-me permitido dizer que isto é uma utopia; isso é viver na lua! (Apoiados) (…)”
Legislatura: 1
Secção legislativa: 2
Número: 130
Página: 11
Data: 02/07/1912
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pois , as parvas das suiças deviam ter votado sim e ainda fundar um movimento para converter a suiça ao islamismo para ver se voltavam aos bons velhos tempos .
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Caro António Lemos Soares (11.) excelente comentário.
«As mulheres também não podiam votar na monarquia constitucional»
Ai podiam, podiam, CAA… mostre-me uma lei que as impeça.
Dir-me-á: «mas não houve nenhuma mulher que tivesse votado…» provavelmente não (até agora não temos nenhuma prova dum voto feminino antes de 1910 mas poderão ter existido).
A primeira lei que impede as mulheres de votar é republicana.
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Bons velhos tempos, em que as coisas em Portugal eram como na América.
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#25: http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Carolina_Beatriz_Angelo.htm
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Insisto
Insisto, insisto.
Na liberdade de expressão.
Sem discriminação sexual.
Pode apagar que eu escrevo outra vez.
Já nem assino para não a incomodar.
Até porque não está em causa promoção pessoal.
Apenas liberdade
de expressão.
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#21 Pinto disse
Quem foi?
E ainda hoje, a malta, cá os homens, na terra, levam as mulheres à missa, a S. Francisco, e vêm prà taberna, encher de tinto o bucho, se não de cerveja, sem zelo dos padres. Que tudo está bem, se elas são devotas, se não, tão fodidos.
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Cariximos amigos e amigas
Penxo que estas coizas que se paxam entre homens e mulheres e vixe verxa há um ditado
Entre marido e mulher não metas a colher
Xe não são cazados que benxa o melhor
Ou têm dúbidas que os homens também levam na corneta ????
Não xão é queixinhas
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Ó “29”
Então a padralhada, na elevaxão, não bebem binho ????
Xe calhar quem paga é o xacrixtão
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Gostava, em primeiro lugar, de reiterar o comentário deixado pelo António (Lemos Soares [perdoe-me por trata-lo na primeira pessoa]).
Como o tema está bem lançado e tem muito que se lhe diga, por ora, apenas diria o seguinte: Quantas mulheres na chefia de Estado existiram em Portugal entre 1910-2009 ? Resposta = 0 Quantas mulheres na chefia de Estado existiram em Portugal antes 1910 ? Resposta = 2. Para mim as mulheres significam muito. Na monarquia constitucional nunca precisaram de quotas, para se fazerem valer.
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Pancada nas mulheres
Não acho bem
E depois mais estúpido é dar-lhe tiros
Isto, por mais voltas que dêm, é um problema sexual
Ó compadre agora você fala/escreve axim ???? Ai…!!!
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“Quantas mulheres na chefia de Estado existiram em Portugal antes 1910 ? Resposta = 2. Para mim as mulheres significam muito. Na monarquia constitucional nunca precisaram de quotas, para se fazerem valer”
Oh pois! Para se fazerem valer teriam que reunir duas condições que implicavam grande esforço e merito pessoal.
A primeira condição implicava que seria a primogenita gerada no ventre de uma rainha.
A segunda, igualmente meritoria, seria a ausencia um irmão mais novo.
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Meus caros, deixemo-nos de merdas. Na epoca de implantação da nossa republica, a monarquica e liberal inglaterra prendia, e em bastantes casos, torturava até á morte algumas “sufragettes” mais atrevidas.
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Caro António Lemos Soares,
Os meus sublinhados parabéns pelo seu comentário #11. As bastas mistificações que permanecem sobre a I República devem ser desfeitas, em particular as referências a uma determinada ética. Aproveitemos o centenário de 5 de Outubro para as desmantelar. Metodicamente. Lendo Vasco Pulido Valente, por exemplo.
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Os padres agora gostam mais de influenciar crianças, e de andar aos tiros.
Quem influencia hoje as mulheres é o Sócrates e o Miguel Tavares – o Santana já era.
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Bons hábitos que se perderam.
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António,
Até ia responder ao teu comentário.
Depois vi alguns dos aplausos que o mesmo suscitou. Designadamente, sobre a proibição de voto das mulheres na monarquia, o nº 25:
«Ai podiam, podiam, CAA… mostre-me uma lei que as impeça.
Dir-me-á: «mas não houve nenhuma mulher que tivesse votado…» provavelmente não (até agora não temos nenhuma prova dum voto feminino antes de 1910 mas poderão ter existido).»
e o 32:
«Quantas mulheres na chefia de Estado existiram em Portugal entre 1910-2009 ? Resposta = 0 Quantas mulheres na chefia de Estado existiram em Portugal antes 1910 ? Resposta = 2.»
Dada a idiotia intrínseca e irrecuperável dos mesmos, concluí que não vale a pena estender a discussão junto de quem não possui os rudimentos de entendimento indispensável para a alcançar.
Falamos depois, pessoalmente.
Por aqui, I rest my case…
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Meu caro amigo Doutor Carlos de Abreu Amorim:
Temos de realizar outro debate sobre o tema Monarquia/República, no próximo ano.
Tenho uma ideia nova – que até é bastante velha por sinal! – sobre o artigo 288-b da CRP que gostava de discutir.
Desejo-lhe um feliz 1.º de Dezembro, que sei que festeja com alegria e patriotismo.
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“Dada a idiotia intrínseca e irrecuperável dos mesmos, concluí que não vale a pena estender a discussão junto de quem não possui os rudimentos de entendimento indispensável para a alcançar”.
Face à impropriedade de tais comentários que, “designadamente”, foram proferidos sobre pessoas que, em dimensão alguma, este comentador conhece, só são reveladores e qualificadores de quem os profere. São profundamente lamentáveis, levando os meus “rudimentos” educacionais a um terminante distanciamento do referido. Saliente-se que o comentário extraído (de 32) nem sequer se dirigia ao ilustre comentador, não referia qualquer falsidade (de factos se tratavam), nem pode ser do seu conhecimento as condicionantes que, eventualmente (quiçá ?), terão impossibilitado um desenvolvimento ao conteúdo histórico do mesmo comentário. Além disso, em democracia, deve-se sempre almejar o respeito pela pessoa dos outros. Face ao exposto, é de dizer que não ficam bem a quem proferiu as supra citadas conclusões, mesmo porque não se as admite.
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Caro 32,
Associo-me à sua demarcação de mais uma evidência de má-criação e desrespeito aos frequentadores do Blasfémias por parte do dr. CAA. Desde logo porque a latitude de expressão por parte dos “residentes” é, tem que ser, menor que a dos comentadores. Depois, porque à eventual boçalidade de alguns responde-se, não à letra, mas com propriedade. Caso contrário, mais valerá voltar a um tempo em que CAA fechava as caixas de comentários e não andava, por aqui, também ele, a praticar a boçalidade (recordo-me de um recente convite a uma comentadora habitual par praticar auto-estimulação, por exemplo). Não é certamente por acaso que um dos mais tristes seres que por aqui paira – o Piscoiso – elogiou hoje (ontem) as faenas de CAA.
Eduardo F.
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