Leituras:
2 Fevereiro, 2010
(…) Ou seja, a dimensão da nossa liberdade individual e social é inversamente proporcional à “liberdade” com que o estado e o governo põem e dispõem da nossa vida e das nossas existências. Da “liberdade” com que o estado e o governo nos retiram propriedade, nos obrigam a cumprir o que lhes é mais conveniente sem qualquer outra justificação que não seja o sufrágio universal. A falta de liberdade de expressão, a redução da livre imprensa e da livre opinião não costuma preceder este estado de coisas, nem ocorrer numa sociedade que preserva ainda doses generosas de liberdade. Elas são antes o seu ponto final.
Rui A. , no Portugal Contemporâneo
28 comentários
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E é por isso que Portugal não cresce, crescendo apenas a desilusão e a apatia!
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Exactamente Gabriel! Excelente texto. Coisas simples…e para mim das mais próximas ao que de dogmático pode haver na nossa existência em sociedade.
(a evolução natural da tecnologia e o eterno pecado capital daqueles sem honra/carácter/dignidade há-de ser inimigo a respeitar e temer mas cá estarei, como todos devemos estar para dar o corpo às balas e não deixar tal acontecer).
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Olha, ainda há alguém lúcido, naquele blog de tolinhos.
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É melhor ler o post todo (particularmente o que vem antes).
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O post é contraditório porque, como toda a gente sabe, quanto mais desenvolvido está o poder económico, menos é possível criar “empresas mediáticas ou jornais”.
E quanto maiores elas são, mais o poder se mistura com elas.
Pela lógica deste liberalismo íamos sempre ter uma utopia renascentista, com todas essas liberdades por clãs.
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Foi com uma boutade destas que o Mário Soares cinicamente branqueou o mesmo.
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Podia-se perguntar ao Rui como é que ele explica uma Fox num país onde se podem criar facilmente empresas sem ser à sombra do Estado.
Nem era preciso ir mais longe- bastava conhecer-se a história dos empórios dos jonais americanos.
Ou ver filmes, como o Citizen Kane ou o Graet Gatsby
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Explique-nos, por favor. Não me apetece nada ir àquele blog. Receio levar com o Joaquim, ou o Arroja, ou o catraio apalermado.
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Obrigado Zazie. Percebi o seu ponto, com o que concordo em absoluto.
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O post anterior é realmente algo obscuro/contraditório…com término esperado na célebre expressão do escorpião “It’s in my nature!”!
Honra/Carácter/Dignidade…dogmáticamente simples excepto para os cegos!
Utopias…
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A confusão é sempre a mesma.
Acaba-se a defender micro-jornalismo por bairro, para poder ser livre e distorce-se que não é por falta de pão para a boca que os media corrompem.
É pelo inverso – pelos bónus principescos com que os agarram.
E é por aí que a promiscuidade existem e aumenta com a dimensão da escala e uns precisam dos outros- entre financiamentos e poder.
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Como é que, como esta lógica, se explicava a Prisa do Cébrian?
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“O post é contraditório porque, como toda a gente sabe, quanto mais desenvolvido está o poder económico, menos é possível criar “empresas mediáticas ou jornais”.”
Porquê, a tecnologia nunca foi tão barata e a reputação do que existe tão má. A transição já se está fazer nas mentalidades, depois virá a acção.
“E quanto maiores elas são, mais o poder se mistura com elas.”
Só quando o Estado domina uma grande parte da economia e a totalidade da regulação.
“Podia-se perguntar ao Rui como é que ele explica uma Fox num país onde se podem criar facilmente empresas sem ser à sombra do Estado.”
?! a Fox é a empresa de Comunicação Social americana de grandes dimensões com menos ligações ao Estado Americano. Qualquer programa estatal é apoiado pavloviamente pela CNN, MSNBC em menor grau a CBS…
“Como é que, como esta lógica, se explicava a Prisa do Cébrian?”
A Prisa, tal como a Fox, tal como a CNN, tal como o DN ou outro qualquer meio de comunicação são projectos políticos.
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Pois,
Portanto, resta ao nosso teórico do liberalismo avançado, contar onde é que não existe isso tudo ou como é que se controlam os grandes lobbies.
Eu imagino a resposta:
Vai ser preciso uma revolução e começar tudo de novo, regressando à Idade Média.
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Quanto à tecnologia barata com que se pode fazer concorrência e criar jornais, imagino que tenha em mente o h5 ou o twitter.
Ainda que eu consiga imaginar meios mais acessíveis para a criação de empresas mediáticas livres, através de sinais de fumo.
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Foi precisamente com esta lógica que o seu gémeo liberal de esquerda, o Luís Lavoura escreveu isto:
«Falar de censura em relação a um artigo num jornal, nesta época de internet, é ridículo. Hoje em dia há múltiplos jornais e televisões, mais os blogues e as redes sociais, etc.
Quanto ao resto, Mário Crespo tem todo direito de criar um blogue e de escrever nele as suas opiniões, e se calhar até terá mais leitores do que no Jornal de Notícias. A diferença essencial é mesmo que não receberá nada por escrever no blogue»
aqui
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pois, fumeiro montalegre, chóriços para enfiares no cuzaida à portuguesa.
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E a rapaziada pode decidir africanizar o povo Português e pronto.Nacionalidade para todo o mundo que paspalhões a pagar são aos montes… mesmo os que estranhamente não pagam impostos mas vêm a sua rica vidinha nivelada por baixo , pelo sul , por África…
O milhão que cá meteram é agora o “milhão problema”.Não deles mas de todos…
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ò lusitânea,
Deixe lá os pretos que, para o exemplo deste caso, os que eles “metem cá dentro” são aqueles capazes de comprar o Sol.
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ó gabriel! deixe-se de apadrinhar tretas, a liberdade individual acaba onde começa a do vizinho. teorizar liberdades absolutas construídas em suponhamos é bom para lançar a confusão e desacreditar a liberdade. pelos vistos é fino asfixiarem-se com vodka & croissants.
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pois , ele há cada paradoxo . cheios de medo o PCP ( essas coisas do prec e tal) e zás , parece que viémos parar à urss : népia de liberdade de acção , a caminho de népia de liberdade de expressão. ainda que , esta última , troco-a de boa vontade pela de acção. dizia que sim a tudo e fazia o que me apetecia.
e mais , já nada é verdadeiramente nosso , andamos sempre a pagar tipo aluguer ao estado pelo carro , pela casa e por tudo o que mais se lembrarem . logo , é colectivo , né?
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roll on catinga, tasty armpits
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Grave, muito grave…
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Pensa que me comparar ao Luís Lavoura que ás vezes diz coisas com que concordo e na grande maioria das vezes diz coisas com que não concordo me impressiona alguma coisa?
Só nesse excerto que citou vê-se o desprezo pelo Crespo. Ora o Crespo na minha opinião ao ser dos poucos que convidam Medina Carreira asseguraram que alguns Portugueses não fiquem surpreeendidos com o Estado do País. Crespo infelizmente foi uma gota de água não evitou a quasi Unidade/Unanimidade, que é a mais perigosa das condições de uma sociedade, pois é por definição uma aposta única.
Limitar os gastos do Estado a 20% do PIB e a Dívida sem possibilidade de ser aumentada.
Vai ver que o poder do Estado em pressionar os media desaparece, uma estrutura de poder assim até afugentará Sócrates e outros candidatos como ele.
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V. não consegue ter uma posição perante uma ingerência de um PM nos media sem olhar a quem toca, pois não?
E o problema é todo esse. Um acto é válido ou não válido de acordo com os nossos gostos acima de quem recai.
Como dizia Voltaire: “Posso não concordar com o que diz, mas defenderei até à morte o direito de o dizer”.
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Gabriel,peço que permita a inclusão deste off topic por favor.
É necessário que a informação circule.De aldrabões chega.
Quem vou chibar, agora? A mim, ninguém me cala!”
Edificante! E andamos nós a incensar tal personagem!
Com palavras simples , puras , vividas……… neste vida….
“Conheço este problema pessoalmente. Estava em Luanda, quando Alegre se pirou. Mais tarde, quando entrei prá “guerra”, o meu Batalhão foi colocado em Nóqui, lá em cima, encostado ao Zaire, junto à fronteira com Matadi. Nessa região ouvia-se através dos famosos rádios portáteis Hitachi, com uma boa onda média, a voz de Matadi e a voz da Argélia, emissores criados por desertores que, através de infiltrados nas forças armadas, denunciavam as n/operações.
Muitas das emboscadas que sofremos resultaram da traição desses “grandes filhos da puta “. Uma das vozes que se ouvia era a desse pulha, Pateta Alegre. Lembro-me que 48 horas após se ter instalado um posto de observação, um grupo de combate, um canhão, um radar no cimo do morro de Noqui, donde nós observávamos toda a movimentação de aproximadamente, 2.000 “turras” concentrados numa sanzala no outro lado da fronteira, ouviu-se a voz do Alegre a denunciar a nossa posição. Andámos a levar porrada na estrada entre S.Salvador e Nóqui durante mais de 4 meses.
Numa das viagens sofremos 9 ataques.
Um dia, em Nóqui, junto ao Rio, onde se situava o nosso aquartelamento, o então Tenente-Coronel Isaltino, mandou tocar a formar. Formou-se o Batalhão e o corneteiro tocou a sentido, fez-se silêncio chegou o Ten.Coronel e disse: o furriel Marta (mulato) dê um passo em frente. O sacana era o informador.
Fazia-o através dum preto que era vendedor das célebres colchas congolesas, em Nóqui. Nesta guerra a Pide teve um papel muito importante. Informávamo-nos dos movimentos desses traidores. Bem…. não sei se estás a ver… o cabrão não foi linchado porque foi imediatamente evacuado para Luanda. Cerca de 2 anos depois, estava eu ainda na guerra ouvi a voz deste traidor nas rádio Maatadí. Tinha fugido das cadeias de Luanda. Sofri no corpo os efeitos da atitude desses traidores.
Paulo Chamorra*
* PS: – E quer este desertor (MANUEL ALEGRE), ser CHEFE SUPREMO DAS FORÇAS ARMADAS, ele que as tentou corromper e abandonou. Ele que foi contra milhares de portugueses que, generosamente defendiam a soberania do país, envergando a farda do exército que ele renegou. Ao pôr-se do lado do inimigo, contribuiu para o sofrimento de tantas jovens seus contemporâneos, que foram, como ele, chamados a servir a pátria. Ele que fala tanto em pátria, mas que descaradamente lutou contra ela ! Os portugueses que sofreram com a sua conduta de traidor não podem perdoar a este miserável.
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Retirado daqui,
http://www.portugalclub.org/
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Parece-me que a liberdade de expressão existe.
O que não existe é a liberdade de nos exprimirmos onde nos paguem mais.
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