Os actores serão comunicadores mas nos teatros nacionais a vocação para comunicar parece suplantar todas as outras
Não sei se a ministra da Cultura tem ou não razão quando defende a fusão das administrações dos teatros de São João e D. Maria II. Mas vendo o que são as estruturas destes equipamentos não deixa de ser supreendente o número de pessoas que lá trabalha. E até aquilo em que se ocupa. Só em funções de comunicação temos no D. Maria II uma assessor de comunicação, uma direcção de comunicação e imagem, uma assessoria de imprensa etc No São João para lá do Pelouro da Comunicação e Relações Externas que tem uma Assistente temos ainda as Relações Internacionais mas a respectiva Assistente e ainda a Promoção que convém não confundir com a Imprensa e muito menos com as Relações Públicas que para lá do respectivo responsável ainda tem direito a duas Assistentes…

No Brazze a isso chama-se «cabide de empregos».
Só sei porque me ofereceram um , disse que ia pensar e nunca mais apareci por ali…
🙂
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“Levemente”, este meu comentário: actualmente e desde há uns oito, dez anos, qualquer espaço cultural e institucional, público ou privado, desde que tenha verbas disponíveis, COMPRA espaços publicitários pelo que, AUTOMATICAMENTE COMPRA não só notícias redigidas em jornais, editadas por TV’s ou rádios, mas também crónicas e críticas favoráveis. É o “esquema” já estabelecido e…viciado.
Não se entende nem se aceita tantos assessores e assistentes pagos pelos nossos impostos. Mas a estrumeira tuga já tudo permite –“tudo para os amigos”, também nas “estruturas” culturais tuteladas pelo Estado.
A ministra Canavilhas, perante os factos relatados no post, não tem “razão” para fundir as administrações dos dois teatros. Não resolveria “a matéria”.
O ministério sempre esteve em ‘rédea solta’ quanto a laxismos e abusos de poder. Canavilhas não tem estaleca para estagnar e muito menos desfazer lobbys. O P”S” , também a partir da Ajuda, sempre facilitou a vida a lobbys e a amigos. E, COMPRA(!) alguns ex-adversários partidários, pela oferta de bolsas, subsídios e outros apoios ‘pontuais’…
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Segui os links e contei CENTO E QUATRO empregados no quadro do pessoal do São João. No Dona Maria são “só” NOVENTA E DOIS!
Como é possível isto?! É absolutamente fantástico!
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«… nós somos púnicos, parecemo-nos com os mercenários de Amílcar e todos esses matreiros do mediterrâneo. Nós somos girinos»
A par destes dois teatrais exércitos (S. João e D. Maria II),
miss Canavilhas acaba de dar a sua benção à «pandilha» de Guimarães.
É da cultura, dizem elas.
Viva a Revolução.
No mínimo, uma “4ª República”
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