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Detalhe de alguns concelhos menos favorecidos

11 Novembro, 2013

Há pessoas que se queixam do gráfico anterior, ora porque engloba concelhos como Lisboa (que consideram com grande variabilidade sócio-económica), ora porque engloba concelhos pequenos (com poucas provas realizadas). Vamos então ampliar uma parte do gráfico: estão aqui concelhos com menor poder de compra (inferior a 100%) e que tenham realizado entre 100 e 120 provas no 4º ano de escolaridade (portanto, os mais “pobres” e pequenos, onde a tal variabilidade sócio-econoómica será menor). Em nenhum destes concelhos há escolas privadas (pelo menos, que tenham realizado provas).

media-concelhos-pobres-e-100-120-exames

Querem tentar explicar os “factores sócio-económicos”?

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33 comentários leave one →
  1. ricciardi permalink
    11 Novembro, 2013 09:30

    Vitor, Parabens pelos posts.
    .
    Queria apenas acrescentar uma evidencia. A comparacao, para aferir o que o Vitor quer demonstrar, deve ser efectuada escola a escola por numero de alunos (desfavorecidos) que as integram.
    .
    Penso q o Vitor nao contestará q uma escola onde frquentam filhos de familias do Casal Ventoso tenham notas inferiores a outra escola cujos alunos sao filhos de com nivel de educacao superior aqueles. .
    É claro, se fizer as contas por concelho as diferenças esbatem-se e nao chega a conclusoes de fundo.
    .
    Se for possivel gostava de perceber se, por exemplo, o nivel socio-económico dos alunos da melhor escola privada é igual ao nivel da pior escola privada.
    .
    Parece-me que nao pode ser.
    .
    O que eu quero dizer é simples. Eu intuo que Uma escola de gestao privada deve ter melhores notas do que uma pública, já que os gestores estao mais focados nos resultados e sao responssabilizados pelos mesmos.
    .
    Mas tambem me parece que a melhor escola privada de todas que integre os alunos do casal ventoso cairía necessariamente para os ultimos lugares.
    .
    Enisto significa que, a medida do cheque ensino, tomada de forma isolada, vai apenas socializar as notas. O pessoal do casal ventoso vai fazer fila para inscricao dos filhos munidos de um cheque ensino. Na mao esquerda levam o cheque, na mao direita levam uma seringa.
    .
    Rb

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    • vitorcunha permalink*
      11 Novembro, 2013 09:45

      O cheque-ensino não altera a capacidade formativa das escolas privadas: no seu exemplo, os alunos do Casal Ventoso podem concorrer ao melhor colégio mas, caso não tenham notas para o necessário critério de selecção (suponhamos que o colégio tem 200 vagas), ficam de fora, só entram 200.

      O que o cheque permite aos alunos do Casal Ventoso é mobilidade social: não há motivos para o colégio não aceitar o aluno que conseguiu superar a mediocridade da escola que o formou até então – daí os exames nacionais no 4º ano serem os mais relevantes, já que é no início do sistema que o público directamente discrimina alunos através do processo all-in.

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      • ricciardi permalink
        11 Novembro, 2013 09:52

        Bem, se as escolas poderem selecionar alunos nao existe liberdade de escolha.
        .
        Na suecia as escolas aderentes ao cheque ensino nao podem selecionar alunos. Se quiserem selecionar alunos saem fora do sistema cheque ensino.
        .
        Rb

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      • vitorcunha permalink*
        11 Novembro, 2013 09:58

        Têm sempre que seleccionar alunos, não há forma de poderem receber todos, há o limite físico, como há nas escolas públicas e nas universidades públicas.

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      • ricciardi permalink
        11 Novembro, 2013 10:01

        Certo, mas nao me refiro a selecao por incapacidade fisica. Isso nao é uma selecao. É apenas uma restricao numerico e nao qualitativa.
        .
        Rb

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      • Rafael Ortega permalink
        11 Novembro, 2013 13:59

        ricciardi
        11 Novembro, 2013 09:52

        “Bem, se as escolas poderem selecionar alunos nao existe liberdade de escolha.”

        O encarregado de educação candidata a criança para a escola que quiser.

        Mas algum processo de selecção tem que haver.

        Notas mínimas pelo menos. Se cumpre os critérios entra, se não cumpre não entra.

        Desde que sejam critérios objectivos e não discriminatórios (cor dos olhos não vale) tudo bem.

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  2. ricciardi permalink
    11 Novembro, 2013 09:56

    Se eu fosse empresário de colégio privado nao aceitaria integrar o sistema cheque ensino, já que isso me impedia de selecionar o tipo de alunos que queria para a minha escola.
    .
    Estou mesmo convencido de que, as melhores escolas privadas, se vao excluir do sistema cheque ensino. E vao continuar a ter clientela.
    .
    Eu nao estou a ver os melhores colégios privados a ter de aceitar pessoal do casal ventoso.
    .
    Rb

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    • vitorcunha permalink*
      11 Novembro, 2013 10:02

      Os melhores privados tenderão a afastar-se do sistema. No fundo, o objectivo de qualquer escola será competir com as outras, seja pública ou privada. O resultado será o encerramento das piores, que tanto poderão ser públicas como privadas.

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      • ricciardi permalink
        11 Novembro, 2013 10:03

        Certo.

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      • RCAS permalink
        11 Novembro, 2013 13:56

        Olha que bom… mamar em duas tetas: contribuições privadas, e contribuições do Estado, sim senhor!!!

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      • vitorcunha permalink*
        11 Novembro, 2013 14:01

        Não há contribuições do estado. Todas as contribuições são privadas. Eu sei que é difícil perceber isso mas chamam-se impostos (e não chegam).

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      • RCAS permalink
        11 Novembro, 2013 16:09

        AQUADRATURA DO CÍRCULO?

        Retifico…
        a – Contribuições privadas dos papás dos putos que lá estudam!
        b – Contribuições privadas de todos nós (impostos) que não temos lá os putos a estudar!!!
        Olha que bom…
        PS- Explique lá como se eu fosse uma criancinha de quatro anos…

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      • vitorcunha permalink*
        11 Novembro, 2013 16:14

        a – mentira: contribuições privadas de adultos, uns com filhos, outros sem filhos;

        b – er…: ver a.

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  3. 11 Novembro, 2013 10:08

    Por ter a sorte de ter 3 irmãos mais velhos a estudar, Sr.ª Regente Escolar (habilitada apenas com a 4ª classe) ficou admirada com os meus conhecimentos, comparados aos outros alunos, filhos de pais analfabetos ou iletrados!
    Ranking para quê?!

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    • vitorcunha permalink*
      11 Novembro, 2013 10:11

      O ranking serve para quem o quiser ver. Também serve para quem o quiser ignorar e nem sequer olhar para ele: não é obrigatório.

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    • Tiro ao Alvo permalink
      11 Novembro, 2013 13:37

      O josegmonteiro, pelo que diz, já tem idade para ter juízo e pensar pela sua cabeça. Não parece.

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  4. ricciardi permalink
    11 Novembro, 2013 10:34

    Eu defenderia um sistema de cheque ensino onde se preveligiasse o mérito. Um sistema onde uma escola q nao atingisse os níveis de notas previamente estabelecidos veria reduzido o valor a pagar pelo estado atraves do cheque ensino.
    .
    Mas para isso, as escolas aderentes teriam de ter instrumentos gestao, tal como poderem contratar os professores que entendessem.
    .
    Veria ainda com bons olhos que se pudesse concessionar as escolas publicas de cidades a privados, necessariamente com um desconto face aos custos actuais. Para evitar que se torre dinheiro em investimentos dos quais o país como um todo nao predisa e terá em excesso.
    .
    Agora, um sistema que paga com dinheiros publicos um privado que nao atinge os objectivos de notas nao deve prosseguir.
    .
    Mas, enfim, nada sei acerca do tema cheque ensino. Aquilo que vai sendo conhecido é demasiado abstracto para poder dizer se seria coisa útil ou nao.
    .
    O que é normal em Portugal é que se venha a criar mais um negócio para os penduras do estado sem a devida correspondencia de qualidade.
    .
    Rb

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  5. 11 Novembro, 2013 10:48

    E pode-se trocar o cheque por castanhas assadas à beira da escola?

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  6. jose silva permalink
    11 Novembro, 2013 11:01

    Meu caro Vitor,

    Como já é um hábito velho da sua parte, para aprendiz de econometrista, apresenta uma grande falta de respeito pelos números e pelas técnicas de os tratar.

    Mais uma vez, recomendo-lhe que vá ler o manual de estatística do 1º ano, ou da primeira semana de econometria…

    E explique aos seu leitores o que significa um R(quadrado) =0,00662…

    Nas ciência (não-)flácidas um R desses nem serve inicio de conversa.

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    • vitorcunha permalink*
      11 Novembro, 2013 11:11

      R2 perto de zero significa que lhe compete a si demonstrar os tais “factores sócio-económicos”. Quer tentar?

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      • jose silva permalink
        11 Novembro, 2013 12:11

        Caríssimo Vítor,

        Se ler com cuidado as minhas intervenções, reparará que eu não pretendo demostrar nada sobre os fenómenos sobre os quais escreve. E posso até acrescentar que (na maioria das vezes), concordo com a doutrina que lhes está subjacente. Por isso volto aqui para ler o que se escreve.

        O que eu discordo é das metodologias, das falácias estatísticas, e mais ainda da permanente confusão em entre correlação e causa-efeito.

        No futuro quando eu escrever considere que não pretendo provar/demonstrar nada… Compreendeu?

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      • vitorcunha permalink*
        11 Novembro, 2013 12:12

        Dupla negação conceptual.

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      • jose silva permalink
        11 Novembro, 2013 12:34

        Conceptual…?
        Bayesian or classical?

        rigth!!!
        My apologies.

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      • vitorcunha permalink*
        11 Novembro, 2013 12:43

        José, use a cabeça. Se não se encontra correlação, a única coisa que se demonstra é que inferências sobre esta correlação são abusivas. Ponto. O que provo com isto? Que seria mais giro se quem fala de “factores sócio-económicos” demonstrasse o que os números não demonstram.

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    • Tiro ao Alvo permalink
      11 Novembro, 2013 13:41

      José, desde quando estatística ou matemática se designam simplesmente por “econometria”?

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      • jose silva permalink
        12 Novembro, 2013 13:35

        desculpe mas agora, não posso!

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  7. j. manuel cordeiro permalink
    11 Novembro, 2013 11:15

    Com que então costumava ler o Aventar. Como lá não encontrava graficozinhos giros veio brincar para aqui. lol

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  8. RCAS permalink
    11 Novembro, 2013 13:47

    RCAS

    No cheque ensino a questão é mesmo a desigualdade. Os seus defensores, defendem o principio da escolha da escola, como se isso fosse possivel aplicá-lo sem nenhum condicionamento, induzindo nas familias a idéia ilusória, de que isso lhes permitiria colocar os seus filhos na escola que entenderem. Mas isso não é assim sem mais nem menos, porque as escolas privadas podem aplicar a seu belo prazer critérios de selecção que entenderem! Qualquer criança pode ficar de fora por uma questão sei lá, academica, de religião, dificuldade na aprendisagem, ou pela simples razão de não terem capacidade para mais alunos!
    Então e depois como é? nós andamos sempre a querer inventar o que já foi inventado… esta experiência, já foi testada em vários Países, verificando-se que os resultados escolares não só não melhoraram, como aumentou a desigualdade.
    A escola pública não pode só ficar com os alunos que os outros não querem, ainda por cima com menos recursos disponiveis!
    Ou não?

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    • vitorcunha permalink*
      11 Novembro, 2013 14:00

      Qual é o problema da escola pública ficar com alunos que os outros não querem? Então a escola pública não é boa? Esse é o argumento “as privadas são melhores que as públicas por isso não posso permitir que bons alunos da pública acedam a isso”.

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      • Fincapé permalink
        11 Novembro, 2013 14:20

        Na realidade, a argumentação da modernidade liberal não é primorosa, nem é necessário que seja. O que interessa é que um grupo muito influente, neste caso o governo, aplique as medidas para a qual foi mandatado por um minúsculo lóbi e, ao mesmo tempo, diga coisas para disfarçar. Como se sabe, o português médio não entenderá nada da marosca e, ao mesmo tempo, ainda é seduzido pela possibilidade remota de se aproximar dos poderosos.
        Por exemplo, o Vítor diz que os melhores devem ir para onde estão os melhores. Dito desta maneira até parece uma coisa razoável. Só que é pegando no melhor aluno, a que se junta outro melhor aluno e mais outro melhor que se fazem as melhores escolas, como é claro naquilo que, provavelmente de forma involuntária, o Vítor escreve. É isso mesmo, Vítor. Se juntar os melhores mil alunos portugueses numa escola com capacidade para mil alunos, essa será sem dúvida a melhor escola portuguesa: seja privada ou pública. Mas depois de dizer isto, não venha mais tarde negá-lo. 😉

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  9. Nunes permalink
    11 Novembro, 2013 15:00

    Trabalho em estatística e considero este “tratamento de dados” ofensivo

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  10. RCAS permalink
    11 Novembro, 2013 15:56

    Não tenho estados de alma, na dialética ensino público versus privado!
    Ambos tem as suas razões,os seus argumentos, ambos tem razão numas coisas, noutras nem por isso! ou seja, nem um nem outro tem o monopólio da verdade! conheço histórias contadas por profs, quer de um lado quer de outro, que atestam a minha tese, e não são nada abonatórias quer para o público, quer para o privado!
    O que significa que para mim o que interessa, é a eficácia, a eficiência de ambos! entendo que devem ser complementares, e não rivais! o privado tem mais agilidade, menos burocracia, mas é mais descricionário! o público é exactamente o contrário!
    A razão disto tem por base interesses ideológicos partidários! Maria de Lurdes Rodrigues, tentou com a Reforma Educativa, dar mais autonomia de funcionamento às escolas, para que elas próprias puderem selecionar autónomamente não só os seus professores, mas tambem agilizar e tornar mais eficaz o seu funcionamento!
    Defrontou-se com a guerra dos profs, manipulados pos sindicatos que sentiam que iam perder o controle não só das escolas, como dos próprios conteudos pedagógicos! Teve de defrontar tambem a pesada máquina burocrática desse monstro que é o Ministério da Educação, enxameado de boys de todas as cores partidárias!
    Por isto os partidos TODOS não estão muito intertessados em fazer uma verdadeira reforma do Estado! é como mexer num autêntico ninho de abelhas…

    PS- Lurdes obrigado pela FESTA! o resto é saliva!…

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