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A centralização continua muito madura

2 Fevereiro, 2014

Na atribuição de verbas para o desenvolvimento regional no próximo QREN (2014-2020), a região  de Lisboa tem um aumento de verbas na ordem dos 171%.

No âmbito mais especifico do FEDER, Lisboa vê aumentadas as verbas em 82,2%, passando a ser a região mais apoiada. Norte e Centro terão diminuição de verbas. (*)

Andam a gozar com a  gente.

 

21 comentários leave one →
  1. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    2 Fevereiro, 2014 20:14

    Tanto me faz a mim, não quero mais dinheiro vindo da Europa para construir as rotundas e pontes da minha terra.

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    • MJRB's avatar
      2 Fevereiro, 2014 20:20

      Isso também corresponde a muuiiiiiitas centenas de milhar de euros estourados !

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  2. MJRB's avatar
    2 Fevereiro, 2014 20:17

    Sem dúvida que o Centro (sobretudo o Centro-interior, não confundir com algum Centro-litoral) e o Norte (nomeadamente o Norte interior e transmontano, diferente de zonas do Norte-litoral) têm sido desfavorecidos. Mas não nos esqueçamos do Alentejo quase todo.

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    • Guillaume Tell's avatar
      Guillaume Tell permalink
      2 Fevereiro, 2014 21:02

      Que o dinheiro fique enfiado em Lisboa, o resto do país sempre se desenrascou sozinho. Sempre que enviaram dinheiro para lá só se criaram mais problemas.

      Do que essas regiões necessitam é que as deixem trabalhar, parem de aplicar as regras de Lisboa e Bruxelas e de desviarem o dinheiro lá ganho.

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  3. MJRB's avatar
    2 Fevereiro, 2014 20:24

    No segundo mandato de JSócrates, dois políticos sugeriram que Portugal se candidatasse aà organização dum Mundial de Futebol. Aproveitem a excitação do Mundial do Brasil mais a parvoíce dos tugas futeboleiros e avancem, carago !
    (Coitados –e coitados dos tugas por eles governados– nem sabem o que custaria tal empreendimento…).

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  4. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    2 Fevereiro, 2014 20:56

    Entre bolas e rotundas há uma ponte: é tudo redondo.

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  5. Rui's avatar
    Rui permalink
    2 Fevereiro, 2014 20:57

    e valores absolutos?
    tenho ideia que Lisboa e Algarve tinham sido especialmente prejudicados em programas anteriores por se considerar que tinham atingido um nível de vida de 75% da média europeia. Não sei se será por aí, mas analisar percentagens sem olhar para valores absolutos é sempre perigoso.

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    • Gabriel Silva's avatar
      Gabriel Silva permalink*
      2 Fevereiro, 2014 21:13

      Os valores absolutos estão no artigo linkado.
      PIB medio da região de Lisboa é de 108% da média da UE.
      PIB médio do norte é de 62,2%, da média da UE
      Se se trata de «desenvolvimento regional» o que já está desenvolvido não pode ser «prejudicado» se tivesse tido menos verbas. Este programa, da forma que está indicado, é um escandalo de desvio de fundos onde são precisos para onde são puro desperdicio.
      Mas claro, como é Lisboa que decide…., fica explicada, a macrocefalia que tudo esmaga e atrofia neste país.

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      • Rui's avatar
        Rui permalink
        2 Fevereiro, 2014 21:28

        Gabriel Silva, obrigado, não tinha reparado no link.

        Pela infografia, (ou seja uma análise rápida), parece-me que são especialmente beneficiadas (por ordem):
        – Açores;
        – Lisboa
        – Norte

        e são prejudicadas:
        – Madeira
        – Região Centro
        – Alentejo
        – Algarve

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      • Rui's avatar
        Rui permalink
        2 Fevereiro, 2014 21:44

        outra coisa que me parece injusta é o Porto não ter a sua própria região. Certamente que o nível de vida do Porto não tem nada a ver com o nivel de vida em Brangança. Contudo beneficia de ser considerado na região Norte como agregado em vez de isoladamente como no caso de Lisboa.

        A macrocefalia também existe no Porto e basta ver a quantidade de pontes sobre o Douro e de autoestradas/SCUTS em redor desta cidade…

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        3 Fevereiro, 2014 12:50

        Parece-me mais importante discutir como e em quê, é que o dinheiro vai ser gasto, do que discutir aonde. E estou à vontade neste aspecto porque sou do Alentejo, que é uma região que não tem sido especialmente bafejada quanto toca a distribuir dinheiro, seja da Europa ou do OGE.
        Até 2020 vêm aí cerca de 25000 milhões de euros, acrescentando a este dinheiro a parte que nos compete, ultrapassa os 30000 milhões. E serão os últimos concerteza, portanto devem, têm obrigatóriamente de ser investidos com critério, porque se não for desta, nunca mais conseguiremos desenvolver social e económicamente, este pobre jardim plantado à beira-mar.
        Mas as dicussões de bairro já começaram, e temo que não se tenha aprendido com os erros anteriores.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        3 Fevereiro, 2014 19:15

        à partida parecem-me investimentos com “cabeça tronco e membros”:

        http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/construcao/detalhe/mapa_conheca_os_30_projectos_prioritarios_nas_obras_publicas_do_futuro.html

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  6. fado alexandrino's avatar
    2 Fevereiro, 2014 21:17

    Mas para que é que vocês querem mais verbas.
    Com a declaração de 2011 como o melhor vintage destes dois últimos séculos vai ser ziliões de euros a entrar, mais os discos do Abrunhosa.
    E nós não temos estas preciosidades cá em baixo.
    A propósito já comprei o meu, é um Quinta do Sagrado Garrafa 326.
    Saudações do Chuabo.

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  7. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    2 Fevereiro, 2014 23:56

    o interior não existe a não ser para gastar mal
    o norte é fundamental.
    sou alentejano, mas o menos possível (nasci na raia)

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  8. André's avatar
    André permalink
    3 Fevereiro, 2014 08:45

    Realmente acho estes aumentos vergonhosos, mas acho que o autor do post falha na causa do problema. Não acredito que isto se trate de uma manobra da centralização, poderá ser um dos fatores, mas não o mais importante. O mais importante, na minha opinião, é que se verifique a quantidade de eleitores, de potenciais votos, nas diferentes regiões. Se os partidos defenderem obras em concelhos como Lisboa, Sintra, Amadora e depois nos equivalentes do norte, Porto, Matosinhos, etc, ganharão muitos mais votos do que se fizerem obras que até são importantes (mas para menos eleitores) no interior alentejano ou transmontano.
    Considero que isto não passa de uma mera questão eleitoral e não de uma questão de centralização, quanto muito, a descentralização (criando parlamentos regionais, mas isso seria caro e estaríamos a criar parlamentos em áreas com pouco mais de um ou dois milhões de habitantes, já chega os Açores e a Madeira, tendo esta última um grandioso buraco por tapar) poderia diminuir estes conflitos eleitorais, mas não sei até que ponto isso se conseguiria resolver. Agora, e contra mim (que vivo na Área Metropolitana de Lisboa, num concelho mais que endividado) falo, isto é uma vergonha, mas uma vergonha a que se dará pouca importância tanto no âmbito político-partidário como na própria comunicação social.
    Mas fora tudo isto, em termos absolutos já repararam qual a região que mais fundos comunitários recebe, apesar de uma ligeira redução (em termos percentuais)? O norte. Depois segue-se o centro, o Alentejo, Lisboa e, por fim, Algarve. Isto claro, só contando com os valores do continente, visto que se acrescentássemos as ilhas, os Açores também recebem mais que Lisboa e que o Algarve, sendo a Madeira quem recebe menos dinheiro.

    PS: Coloquei, na distribuição das grandes obras que serão realizadas os equivalentes de Lisboa no norte, porque certamente que nessa região também o Porto irá aproveitar bastante mais dinheiro do que as áreas periféricas da região norte. Uma vez mais, dentro das próprias regiões verifica-se conflitos eleitorais, que só não se verificam desta forma em Lisboa porque já é uma região separada, ao contrário do Porto que já teria uma área metropolitana formalmente desagregada do resto da região norte, se isso interessasse aos políticos locais.

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  9. manuel's avatar
    manuel permalink
    3 Fevereiro, 2014 11:24

    Não pondo em causa o conteúdo do seu post mas,considerando a credibilidade do comité de especialistas e os sinais que consigo intuir parece-me que o governo merece o benefício da dúvida. As grandes infraestruturas são estratégicas e bem definidas e havendo, um outro detalhe menos conseguido, poderá ser corrigido se o dito partido da oposição pensar qualquer coisa de substantivo e forçar a correção.

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  10. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    3 Fevereiro, 2014 12:59

    Aqui se vê a boa geografia de Portugal:
    Norte , Centro, Alentejo, Algarve e Lisboa.
    Ou são cidades novas ou regiões novas.
    Das duas, uma (Lisboa).

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    • Churchill's avatar
      Churchill permalink
      3 Fevereiro, 2014 14:03

      Dias
      Essa designação é bastante prejudicial para os Concelhos limítrofes de Lisboa, que apanham com um valor médio de rendimento muito inflacionário pelo facto de muitas empresas estarem sediadas em Lisboa.

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  11. JCardoso's avatar
    JCardoso permalink
    3 Fevereiro, 2014 13:54

    Luís Marques Mendes, insuspeito visto ser da zona norte, apresentou no sábado uma folha em que a região norte era de longe a que ia receber uma grande fatia dessas verbas. Deram-lhe dados errados? Ou estamos na costumeira choradeira? E as Beiras e o Alentejo e o Algarve não importam?

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    • Churchill's avatar
      Churchill permalink
      3 Fevereiro, 2014 14:08

      Os dados no artigo contrariam totalmente o titulo do post.
      Absoluta miopia, que não repara que já nos quadros anteriores as regiões com NUTS elevados foram claramente desfavorecidas (o que se compreende por serem fundos de equilíbrio).
      Também se esquece que neste quadro a ideia é retirar das grandes infra-estruturas publicas e investir na industria.
      Em suma, dizer mal por dizer!

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    • Gabriel Silva's avatar
      Gabriel Silva permalink*
      4 Fevereiro, 2014 10:47

      nada tem a ver com miopia ou insuspeição, mas com factos: a região de lisboa, a mais desenvolvida em termos regionais vai ter um aumento de 117% das verbas para desenvolvimento regional, o que me aprece tolo e descabido. Com referencia ao norte, mal seria que a região globalmente mais empobrecida não fosse a que tivesse maiores verbas em termos absolutos. Mas o aumento é de apenas 24 %, face aos 117%. O que contesto é do porque apostar num aumento massivo de apoio a uma região já de si desenvolvida em termos regionais, em detrimento na aposta em regiões mais necessitadas. isso é que são factos e que não tem qualquer justificação.

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