A centralização continua muito madura
2 Fevereiro, 2014
Na atribuição de verbas para o desenvolvimento regional no próximo QREN (2014-2020), a região de Lisboa tem um aumento de verbas na ordem dos 171%.
No âmbito mais especifico do FEDER, Lisboa vê aumentadas as verbas em 82,2%, passando a ser a região mais apoiada. Norte e Centro terão diminuição de verbas. (*)
Andam a gozar com a gente.
21 comentários
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Tanto me faz a mim, não quero mais dinheiro vindo da Europa para construir as rotundas e pontes da minha terra.
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Isso também corresponde a muuiiiiiitas centenas de milhar de euros estourados !
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Sem dúvida que o Centro (sobretudo o Centro-interior, não confundir com algum Centro-litoral) e o Norte (nomeadamente o Norte interior e transmontano, diferente de zonas do Norte-litoral) têm sido desfavorecidos. Mas não nos esqueçamos do Alentejo quase todo.
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Que o dinheiro fique enfiado em Lisboa, o resto do país sempre se desenrascou sozinho. Sempre que enviaram dinheiro para lá só se criaram mais problemas.
Do que essas regiões necessitam é que as deixem trabalhar, parem de aplicar as regras de Lisboa e Bruxelas e de desviarem o dinheiro lá ganho.
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No segundo mandato de JSócrates, dois políticos sugeriram que Portugal se candidatasse aà organização dum Mundial de Futebol. Aproveitem a excitação do Mundial do Brasil mais a parvoíce dos tugas futeboleiros e avancem, carago !
(Coitados –e coitados dos tugas por eles governados– nem sabem o que custaria tal empreendimento…).
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Entre bolas e rotundas há uma ponte: é tudo redondo.
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e valores absolutos?
tenho ideia que Lisboa e Algarve tinham sido especialmente prejudicados em programas anteriores por se considerar que tinham atingido um nível de vida de 75% da média europeia. Não sei se será por aí, mas analisar percentagens sem olhar para valores absolutos é sempre perigoso.
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Os valores absolutos estão no artigo linkado.
PIB medio da região de Lisboa é de 108% da média da UE.
PIB médio do norte é de 62,2%, da média da UE
Se se trata de «desenvolvimento regional» o que já está desenvolvido não pode ser «prejudicado» se tivesse tido menos verbas. Este programa, da forma que está indicado, é um escandalo de desvio de fundos onde são precisos para onde são puro desperdicio.
Mas claro, como é Lisboa que decide…., fica explicada, a macrocefalia que tudo esmaga e atrofia neste país.
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Gabriel Silva, obrigado, não tinha reparado no link.
Pela infografia, (ou seja uma análise rápida), parece-me que são especialmente beneficiadas (por ordem):
– Açores;
– Lisboa
– Norte
e são prejudicadas:
– Madeira
– Região Centro
– Alentejo
– Algarve
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outra coisa que me parece injusta é o Porto não ter a sua própria região. Certamente que o nível de vida do Porto não tem nada a ver com o nivel de vida em Brangança. Contudo beneficia de ser considerado na região Norte como agregado em vez de isoladamente como no caso de Lisboa.
A macrocefalia também existe no Porto e basta ver a quantidade de pontes sobre o Douro e de autoestradas/SCUTS em redor desta cidade…
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Parece-me mais importante discutir como e em quê, é que o dinheiro vai ser gasto, do que discutir aonde. E estou à vontade neste aspecto porque sou do Alentejo, que é uma região que não tem sido especialmente bafejada quanto toca a distribuir dinheiro, seja da Europa ou do OGE.
Até 2020 vêm aí cerca de 25000 milhões de euros, acrescentando a este dinheiro a parte que nos compete, ultrapassa os 30000 milhões. E serão os últimos concerteza, portanto devem, têm obrigatóriamente de ser investidos com critério, porque se não for desta, nunca mais conseguiremos desenvolver social e económicamente, este pobre jardim plantado à beira-mar.
Mas as dicussões de bairro já começaram, e temo que não se tenha aprendido com os erros anteriores.
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à partida parecem-me investimentos com “cabeça tronco e membros”:
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/construcao/detalhe/mapa_conheca_os_30_projectos_prioritarios_nas_obras_publicas_do_futuro.html
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Mas para que é que vocês querem mais verbas.
Com a declaração de 2011 como o melhor vintage destes dois últimos séculos vai ser ziliões de euros a entrar, mais os discos do Abrunhosa.
E nós não temos estas preciosidades cá em baixo.
A propósito já comprei o meu, é um Quinta do Sagrado Garrafa 326.
Saudações do Chuabo.
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o interior não existe a não ser para gastar mal
o norte é fundamental.
sou alentejano, mas o menos possível (nasci na raia)
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Realmente acho estes aumentos vergonhosos, mas acho que o autor do post falha na causa do problema. Não acredito que isto se trate de uma manobra da centralização, poderá ser um dos fatores, mas não o mais importante. O mais importante, na minha opinião, é que se verifique a quantidade de eleitores, de potenciais votos, nas diferentes regiões. Se os partidos defenderem obras em concelhos como Lisboa, Sintra, Amadora e depois nos equivalentes do norte, Porto, Matosinhos, etc, ganharão muitos mais votos do que se fizerem obras que até são importantes (mas para menos eleitores) no interior alentejano ou transmontano.
Considero que isto não passa de uma mera questão eleitoral e não de uma questão de centralização, quanto muito, a descentralização (criando parlamentos regionais, mas isso seria caro e estaríamos a criar parlamentos em áreas com pouco mais de um ou dois milhões de habitantes, já chega os Açores e a Madeira, tendo esta última um grandioso buraco por tapar) poderia diminuir estes conflitos eleitorais, mas não sei até que ponto isso se conseguiria resolver. Agora, e contra mim (que vivo na Área Metropolitana de Lisboa, num concelho mais que endividado) falo, isto é uma vergonha, mas uma vergonha a que se dará pouca importância tanto no âmbito político-partidário como na própria comunicação social.
Mas fora tudo isto, em termos absolutos já repararam qual a região que mais fundos comunitários recebe, apesar de uma ligeira redução (em termos percentuais)? O norte. Depois segue-se o centro, o Alentejo, Lisboa e, por fim, Algarve. Isto claro, só contando com os valores do continente, visto que se acrescentássemos as ilhas, os Açores também recebem mais que Lisboa e que o Algarve, sendo a Madeira quem recebe menos dinheiro.
PS: Coloquei, na distribuição das grandes obras que serão realizadas os equivalentes de Lisboa no norte, porque certamente que nessa região também o Porto irá aproveitar bastante mais dinheiro do que as áreas periféricas da região norte. Uma vez mais, dentro das próprias regiões verifica-se conflitos eleitorais, que só não se verificam desta forma em Lisboa porque já é uma região separada, ao contrário do Porto que já teria uma área metropolitana formalmente desagregada do resto da região norte, se isso interessasse aos políticos locais.
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Não pondo em causa o conteúdo do seu post mas,considerando a credibilidade do comité de especialistas e os sinais que consigo intuir parece-me que o governo merece o benefício da dúvida. As grandes infraestruturas são estratégicas e bem definidas e havendo, um outro detalhe menos conseguido, poderá ser corrigido se o dito partido da oposição pensar qualquer coisa de substantivo e forçar a correção.
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Aqui se vê a boa geografia de Portugal:
Norte , Centro, Alentejo, Algarve e Lisboa.
Ou são cidades novas ou regiões novas.
Das duas, uma (Lisboa).
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Dias
Essa designação é bastante prejudicial para os Concelhos limítrofes de Lisboa, que apanham com um valor médio de rendimento muito inflacionário pelo facto de muitas empresas estarem sediadas em Lisboa.
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Luís Marques Mendes, insuspeito visto ser da zona norte, apresentou no sábado uma folha em que a região norte era de longe a que ia receber uma grande fatia dessas verbas. Deram-lhe dados errados? Ou estamos na costumeira choradeira? E as Beiras e o Alentejo e o Algarve não importam?
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Os dados no artigo contrariam totalmente o titulo do post.
Absoluta miopia, que não repara que já nos quadros anteriores as regiões com NUTS elevados foram claramente desfavorecidas (o que se compreende por serem fundos de equilíbrio).
Também se esquece que neste quadro a ideia é retirar das grandes infra-estruturas publicas e investir na industria.
Em suma, dizer mal por dizer!
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nada tem a ver com miopia ou insuspeição, mas com factos: a região de lisboa, a mais desenvolvida em termos regionais vai ter um aumento de 117% das verbas para desenvolvimento regional, o que me aprece tolo e descabido. Com referencia ao norte, mal seria que a região globalmente mais empobrecida não fosse a que tivesse maiores verbas em termos absolutos. Mas o aumento é de apenas 24 %, face aos 117%. O que contesto é do porque apostar num aumento massivo de apoio a uma região já de si desenvolvida em termos regionais, em detrimento na aposta em regiões mais necessitadas. isso é que são factos e que não tem qualquer justificação.
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