Combustíveis simples aditivados
6 Junho, 2015
Combustíveis Combustível da BP é pouco simples e regulador não gosta
Deve uma empresa ser impedida de melhorar um produto que vende aos clientes? A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis acha que sim. Se é simples, tem que ser simples, sem possíveis melhorias.
Uma solução para as gasolineiras é venderem o combustível e o aditivo em separado. O cliente selecciona na bomba se deseja aditivo e se seleccionar “sim” o aditivo é injectado no combustível à medida que ele sai.
Podem até desenvolver uma forma artesanal desta solução: vender frasquinhos de aditivo. Podem até fazer promoções. Por cada 20 litros de gasolina o cliente recebe um frasquinho grátis de aditivo.
(Via Insugente)
11 comentários
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Por casualidade estive a ler o Top Gear 45 e o Mercedes Classe S 300 Blue TEC Hybrid para além do biocal do combustível tem outro bocal para o aditivo.
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Parece que as VW Sharan a gasoleo produzidas em Palmela tb tem o segundo bocal…..
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O produto não tem que ser todo igual, tem que cumprir as normas e ser vendido como simples.
Ao lado podem vender o que quiserem, com mais ou menos aditivos, mais ou menos marketing, mais caro ou mais barato. Podem ainda diferenciar-se pela qualidade de serviço, horário de abertura, etc.
Os combustíveis sempre foram basicamente uma commodity. Se o João tem algum estudo técnico capaz de demonstrar o contrário, sugiro que o apresente (estamos há anos há espera disso). Tentar vender a mesma merda, com a mesma ficha técnica, sem qualquer compromisso mensurável qualidade, com nada além de argumentos dúbios de marketing, é vender banha da cobra.
A ideia de que os vendedores têm o direito de andar a enganar o consumidor com a sua banha da cobra parece muito liberal mas só o descredibiliza. A assimetria de informação entre o produtor e o consumidor é demasiado grande para se aceitarem os argumentos dúbios do vendedor.
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Liberdade empresarial implica ninguém ser obrigado a vender o que não quer vender.
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O produto é o mesmo. Sempre foi e continua a ser. Se tem alguma indicação em contrário, demonstre-o. Até lá é legítimo assumir que é tudo igual.
E se é tudo igual e se metade dos distribuidores dizem que o deles tem “pó mágico”, é perfeitamente legitimo por cobro a isso.
A liberdade pressupõe ética, inexistente neste caso.
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Nuno,
“Ao lado podem vender o que quiserem”
E que tal apenas “podem vender o que quiserem”?
Por que razão devem empresas privadas ser obrigadas a vender “commodities” que não querem vender e que nem sequer podem ser consideradas como necessárias?
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Não podem vender o que quiserem, nunca puderam. O que vendem tem que cumprir as normas.
Sendo dada a oportunidade aos revendedores de vender produtos de qualidade diferenciada, o que acontece?
A Galp diz do seu diesel Gforce que “foram reforçados, em particular, os seguintes componentes: cetano, (…)”. Ficha técnica do produto? Indice de cetano igual ao mínimo exigido pela norma.
O BP Ultimate diz que tem “maior qualidade de cetanos”, o Repsol e+10 que tem “um número de cetano superior” e o TOP da Prio que tem “um índice de cetano superior”. O que é comum a estes todos? Nas fichas técnicas de todos os produtos o índice de cetano é rigorosamente igual ao diesel vendido pelo Jumbo.
Os revendedores publicitam o seu produto como sendo de qualidade superior, mas nunca assumem essa responsabilidade na ficha técnica do produto.
Se eu disser que vendo natas para bater, têm que ter 30% de gordura. Se vendo natas light, têm que ter menos de 22%. Não posso só querer vender natas light com 25% de gordura na descrição do produto, nem natas magras para bater com 25% (nem leite gordo com menos de 3.6%, meio gordo sem ter 1.6%, ou magro com mais que 0.1%). Nem posso chamar leite à bebida de soja, nem vender qualquer um deles sem ficha nutricional ou sem a cumprir.
Qualquer combustível que cumpra a norma e seja vendido como tal, é simples. Querem vender Gforce como simples, nada os impede. Mas se é simples, não podem dizer que tem melhores cetanos que os outros, muito menos quando não garantem qualquer melhoria na ficha técnica.
A isso chama-se aldrabice continuada, que independentemente da lei é o que estão a defender: que possam continuar a aldrabar os consumidores.
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Nuno,
Como é mais do que evidente neste contexto, “venderem o que quiserem” significa não serem obrigados a vender o que não querem vender.
Quanto ao resto do que escreveu, o assunto em discussão não tem rigorosamente nada a ver com publicidade enganosa.
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o que é facto éque o silva não acerta uma:
a taxinha dos sacos plásticos…
ou os combustíveis simples…ou as “obras” re “recuperação” da costa…
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Falta saber a definição de “combustível simples” pela lei.
Às vezes nem é preciso lei para definir o que é simples.
Como um café, por exemplo. Se leva leite é um garoto.
Não vão chamar café a um garoto.
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Não estou a ver como seja possivel ser a favor da lei que obriga á venda de combustiveis simples e ser contra estas objecções do regulador. Estas objecções parecem-me que decorrem logicamente da lei. Se é para as gazolineiras poderem vender á vontade, então elimine-se a lei. Se é para cumprir a lei, então as gazolineiras não são livres de “melhorar” o seu producto; só podem “melhorar” o combustivel que não vendem como simples. Porque a ideia da lei é obrigar as gazolineiras a disponibilizar o combustivel mais barato possivel (“low cost”) em todas as bombas de gazolina. A estrategia da BP equivale a violar a lei.
(Escripto com orthographia etymologica.)
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