Saltar para o conteúdo

Sejam demagogos à vontade mas não me peçam para assistir

8 Março, 2019

Quanto tempo demorou António Costa a reagir à morte destas mulheres? Quando é que o Bloco se manifestou indignado com o seu destino? Quantos é que alegando o segredo de justiça acharam que os seus nomes e os seus rostos nem sequer devia ser divulgados?

MULHERES MORTAS EM PEDROGÃO
Alzira Carvalho da Costa, 71 anos
Susana Maria Guerreiro Marques Pinhal, 41 anos
Sara Peralta Antunes, 33 anos
Sara Elisa Dinis Costa, 35 anos
Maria Odete Rosa Rodrigues, 62 anos
Maria Odete dos Santos Anacleto Bernardo
Maria Luísa Araújo Courela Antunes Rosa, 50 anos
Maria Leonor Arnauth Neves, 56 anos
Maria Helena Simões Henriques da Silva, 76 anos
Maria da Conceição Ribeiro Nunes Graça, 66 anos
Maria Cristina da Silva Gonçalves, 56 anos
Maria Cipriana Farinha Branco Almeida, 59 anos
Maria Augusta Henriques Ferreira, 87 anos
Maria Arminda Antunes de Bastos Godinho e Abreu
Margarida Marques Pinhal, 12 anos
Lucília da Conceição Simões, 70 anos
Lígia Isabel Libório Sousa, 35 anos
Joana Marques Pinhal, 15 anos
Felismina Rosa Nunes Ramalho
Fátima Maria Carvalho, 57 anos
Eliana Cristina Fernandes Francisco Damásio, 38 anos
Didia Maria dos Santos Lopes Augusto, 58 anos
Bianca Sousa Machado, 4 anos
Bianca Antunes Henriques Nunes, 4 anos
Aurora Conceição Abreu, 87 anos
Anabela Pereira Araújo, 38 anos
Anabela Maria da Silva Lopes Carvalho, 60 anos
Anabela Lourenço Quevedo Esteves, 47 anos
Ana Maria Correia Fernandes Boleo Tomé
Ana Mafalda Pereira da Silva Correia Lacerda
Ana Isabel Nunes Henriques, 30 anos

Anúncios
2 comentários leave one →
  1. LTR permalink
    8 Março, 2019 10:37

    O tempo de Costa é proporcional à distância das eleições. O método é Maduro: não é nada com ele, todo o mal vem do exterior ou do australopiteco, e há que o combater com minutos de silêncio e bandeiras a meia haste pelo país for a, participação em manifs de mulhres fora da época de fogos, ou cataplanas surgidas do nada. Quando se espera que os responsáveis pela governação sejam chamados à pedra perante casos flagrantes e reincidentes de mortes após pedidos de ajuda, por vezes repetidos, o processo inverte-se e cria-se uma festa demagógica e populeira que vai ao ponto da louqueira de criar tribunais especializados para o caso, que futuramente se poderão alargar a especialidades como homicídio em assaltos à mão armada, aos ataques com facadas ou ao murro, ou, porque não, um tribunal para os crimes de políticos por omissão e cegueira quando no exercício do cargo de vice-PM. Ou até imobiliários na óptica da especulação ao Rato. Aliás, no que toca a segurança estamos a seguir os mesmos passos do Brasil. Daqui a não muito tempo seremos confrontados pelos guerreiros contra as “fake news” com debates sobre como resolver o nosso problema e “como chegámos aqui”.

    Quem ouviu algumas frases de ontem sobre o buraco e sobre a concentração da preocupação da governação-estadia na necessidade de não haver rectificativo, estando tudo já previamente acomodado sem que simultaneamente haja qualquer problema, percebe tudo em que a aberração vaquista assenta. Faz lembrar aquela notícia da TVI a uma semana de os resultados caírem no ano de 2016, só que na altura o apresentador não se riu como o ministro no parlamento, todo contentinho com o momento (ao mesmo tempo que o Senhor das Fotografias baba e enche o ego pelos territórios de uma ex-colónia), ao mesmo tempo que o chefe supremo, desmarcado e desprovido de vergonha, fala de bancos que são uma merda em pleno parlamento como se não houvesse depositantes, economia ou imprensa internacional, como se estivesse à espera que ele se encharcasse ainda mais para ter assunto. Espantoso! E ainda trouxe mais do “daqui a algum tempo vamos saber mais coisas” como nas legislativas com insinuações sobre documentos que supostamente desconhece, caso contrário o caso é ainda mais grave. Suponho que não haverá antónimo para “estadista”.

    Não bastava terem reinventado a miséria e insistem em espalhar a que já há muito infectou irremediavelmente o partido e levou à fuga de algumas figuras decentes. Estes são piores que os do PC.

    Sobre quem mandou avançar com o tal concurso para substituição dos comandantes licenciados, e porquê, nem um piu. Nada! O silêncio é brutal. Deve estar arquivado no “dossier” das personagens dos Panamá Papers.

    Ou então foi a Nossa Senhora.

    Gostar

  2. Luís Lavoura permalink
    8 Março, 2019 14:58

    Ou seja, 31 mulheres mortas. Um verdadeiro femicídio!!!
    Mas… espera lá! Houve 64 mortos em Pedrogão, não foi? Então, as mulheres mortas foram menos de metade do total de mortos! Será que afinal não foi um femicídio? Será que as mortes delas foram apenas… uma estatística?

    Gostar

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: