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Que belo se põe o sol

17 Janeiro, 2020

A Oficina da Liberdade convidou Miguel Granja a escrever um texto de homenagem a Roger Scruton e o resultado é a beleza da tristeza de que retiro abaixo alguns excertos:

Conservar não é paralisar: é impedir a deterioração. Ninguém conserva senão aquilo em cuja perpetuação acredita. Conservar é combater a própria morte. Ninguém se dispõe a morrer senão por algo que sobreviva ao seu próprio cadáver. Conservar não é canonizar o passado: conservar é apostar no futuro.

Conservar é doar: é doar a vida por doer a morte: só se conserva o que é do outro que já morreu para o outro que ainda não nasceu. O conservador – isto é, cada um de nós – é a ponte do ser entre dois nadas.

A civilização só é algo que temos porque é, antes disso, aquilo que somos.

 

O texto completo, imperdível, está aqui.

4 comentários leave one →
  1. Luís Lavoura permalink
    17 Janeiro, 2020 14:36

    Acho muito peculiar que uma instituição nominalmente liberal, como é a Oficina da Liberdade, encomende um texto de homenagem a um filósofo conservador. Ou bem que a Oficina da Liberdade é liberal, ou bem que é conservadora.
    Parece-me haver ali um equívoco.

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    • Raghnar permalink
      17 Janeiro, 2020 18:11

      A vasta maioria dos pais do liberalismo económico era conservadora, Scruton era um seguidor dessa linha defensora de liberalismo económico e conservadorismo nos costumes, a homenagem a um filósofo conservador é a homenagem aos pais do liberalismo.

      O “equívoco” aqui é a confusão entre liberal e libertário ou entre conservador e reaccionário…

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  2. Procópio permalink
    17 Janeiro, 2020 15:47

    “Conservar é combater a própria morte”.
    É verdade, mas o que está a dar é combater a própria vida.
    Toda a corrupção aliada à impunidade, beneficia quem?
    As famiglias sentadas confortavelmente à beira da manjedoura.
    Tanatus circula livremente pelos estádios, escolas, concertos, discotecas, antros diversos.
    .Apropriou-se das praxes, dos bairros periféricos e das latrinas
    Dá todo o sentido aos negócios escuros feitos pelos bancos com os ddt à mistura.
    Ri-se dos prejuízos imensos dos desgraçados que caem facilmente nas esparrelas.
    Tanatus ganha a todos os admiradores de Roger Scruton. Até ver.

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  3. Marta permalink
    17 Janeiro, 2020 17:43

    O texto é lindíssimo. Comovente mesmo.
    Obrigada!

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