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Não, não é uma questão de exagero. É sim uma questão de poder

12 Fevereiro, 2020

Se existisse uma maioria no parlamento que resolvesse mudar a legislação sobre o aborto, sem ter inscrito tal nos seus programas, isso seria aceite com fatalismo? Como se se tratasse de uma questão de exagero de parte a parte?

Não, o debate neste momento em torno da eutanásia não é uma questão de exageros como escreve o JCD mas sim de uma parte da cidade viver uma cidadania de segunda: as suas opiniões nunca são as que deveriam ser, a sua contestação nunca muda nada e para cúmulo os seus líderes dão-se bem com isso!

Pode ser-se a favor ou contra a eutanásia mas em caso algum se pode ser a favor da transformação do processo legislativo num instrumento do sentido único da História.

Repito a pergunta porque assim fica tudo mais óbvio se existisse uma maioria no parlamento que resolvesse mudar a legislação sobre o aborto, sem ter inscrito tal nos seus programas, isso seria aceite com fatalismo? Como se se tratase de uma questão de exagero de parte a parte?

17 comentários leave one →
  1. Filipe Bastos permalink
    12 Fevereiro, 2020 18:20

    A D. Helena ainda não reparou que se pode dizer o mesmo sobre tudo que os nossos “representantes” decidem por nós? Ou alguém lhe perguntou alguma coisa sobre todas as outras decisões?

    Estar ou não num programa é indiferente; quantas coisas que estavam em programas nunca foram cumpridas? Quantas não estavam e foram?

    Os partidos até se aliam uns aos outros depois das eleições, conforme lhes dá jeito ou não, sem perguntar nada aos eleitores, à revelia dos seus programas e do que dizem há décadas uns dos outros.

    O que será preciso para perceber que esta partidocracia se está a borrifar para si, para mim, para os contribuintes… sobretudo para essa minoria, a carneirada que ainda vota?

    Liked by 2 people

    • Jorge permalink
      12 Fevereiro, 2020 21:32

      Bom resumo, gostei. Depois admiram-se que os eleitores fiquem em casa.

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    • José Monteiro permalink
      12 Fevereiro, 2020 21:42

      Para que serve um Programa Eleitoral, seguido de Programa de Governo?
      Para me ter feito perder tempo, indo um dia ao largo do Rato PS, receber dois volumosos cadernos de 2005. Uma bíblia falsa, para um país Novo, holistico, que serviu para entreter uns sócios da tribo.
      E depois esquecer, muito peculiar e português.
      Razão teve um dia Mrs Ferreira Leite, ao sugerir uma vintena de páginas.
      E eu, ou nós. Está para aparecer um Partido que ‘prometa’:
      Fazer melhor, corrigir alguma coisa, dar continuidade a umas, melhorar outras.
      Em vez da paranóia de tudo querer abarcar, para depois quase tudo esquecer.
      Bullshit.

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  2. 12 Fevereiro, 2020 19:03

    E uma pessoa pensa que a escardalhada é histericamente sofrivel e insuportavel até começar a ouvir o berreiro da direitêlha.

    Ainda bem que de uma maneira freudiana admite dona Helena que todos estes esganiços e berreiro é tudo uma questão de Poder, do velho e fedorento joginho politiqueiro do costume. Vocês querem tanto saber dos velhinho$ quanto a malta do avante.

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  3. Chopin permalink
    12 Fevereiro, 2020 19:16

    CRP Artigo 24.º
    Direito à vida
    1. A vida humana é inviolável.
    2. Em caso algum haverá pena de morte.

    Eutanásia: “Não há direitos absolutos. A vida humana não é um direito absoluto”
    Isabel Moreira

    Bem sei que agora se trata da licença para matar doentes terminais. Já existe também a interrupção voluntária da vida de bebés em formação.
    Dado o grau de demência de gente como a sra Isabel Moreira, será que vai parar por aqui?
    Se um dia o poder cair nas mãos dos que sonham com paraísos na Terra, o direito a chegar mais cedo ao Além não vai contemplar um leque mais alargado de candidatos, do género dos que precisam de reeducação?
    A paixão com que a filha do sr Adriano defende a morte é fascinante.

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    • Carlos Rosa permalink
      12 Fevereiro, 2020 22:30

      A Isabel Moreira não foi parida.
      Foi cagada.

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      • 13 Fevereiro, 2020 11:50

        Aí está um caso que dá que pensar! Uns defendem que compete à família educar os jovens e não à escola ! Eu reconheço que nem todas as famílias têm essa competência, e ainda não chagámos ao ponto de só famílias “certificadas para tal” poderem ter filhos ! Por isso penso que pelo menos nesses casos em que a família falha, a escola devia compensar !
        Mas depois aparecem estes casos que me lixam o esquema !
        O que terá falhado na família “Moreira” ?

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  4. A. R permalink
    12 Fevereiro, 2020 21:11

    Trata-se de aliviar a Segurança Social: um sistema de Saúde e de Pensões em ruptura por erros políticos sucessivos que agora termina com outro erro política fom fortes implicações sociais. Os nascituros perderam valor e os velhos também: esta tenaz vai continuar. É uma espiral de degradação completa a que o Ocidente chegou.

    A esquerda portuguese imita a Frente Popular em Espanha.

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  5. 12 Fevereiro, 2020 23:17

    Força, Helena.
    Ando sem tempo para et mas que a HM e o Vitor Cunha não deixem passar a demagogia neotonta.

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  6. 12 Fevereiro, 2020 23:17

    Força, Helena.
    Ando sem tempo para net mas que a HM e o Vitor Cunha não deixem passar a demagogia neotonta.

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    • Velho do Restelo permalink
      13 Fevereiro, 2020 11:57

      Já tinha dado pela sua falta! Até pensei que fosse um dos 7 tugas que resolveu procurar no estrangeiro os “Cuidados Paliativos com Qualidade” que não conseguiram ter atempadamente em Portugal !
      Outro(a) que levou sumiço foi o(a) jornaleco(a) ! Terá sido eutanasiado(a) mesmo antes da lei sair ?

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  7. Beirão - RC permalink
    13 Fevereiro, 2020 09:19

    Veja-se o que vai na cabeça destes pulhas esquerdalhos quanto às suas intenções de se livrarem do maior número possível de velhos e desiludidos da vida que, passando os olhos pelos seus projectos de eutanásia, limparam deles, á socapa, a expressão “fase terminal”.
    Que cambada de miseráveis assassinos!

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  8. Luís Lavoura permalink
    13 Fevereiro, 2020 11:36

    A Helena insiste no “sem ter inscrito tal nos seus programas”. Mas isso é falso: o Partido Socialista já há dois anos apresentou uma proposta de lei para despenalizar a eutanásia, pelo que se podia, sem engano, presumir que o Partido Socialista (ou, pelo menos, alguns deputados dele) voltaria a apresentar tal proposta nesta legislatura.

    Pelo exemplo da legislatura anterior, já se sabia de antemão que (1) o BE e o PAN apresentariam propostas nesse sentido, (2) que as propostas seriam postas a votação, e (3) que a a ampla maioria dos deputados do PS, e uma boa parte dos do PSD, votariam a favor delas.

    Portanto, tudo o que se está a ver nesta legislatura nada tem de novo, e era expectável por qualquer pessoa informada.

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  9. Luís Lavoura permalink
    13 Fevereiro, 2020 11:37

    A Helena agora está a atirar-se contra a democracia representativa. Parece supôr que os deputados não têm o direito de fazer leis.
    Que quer a Helena? Uma democracia direta e referendária, como na Suíça?

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    • jppch permalink
      13 Fevereiro, 2020 13:37

      E qual é sustentadamente o seu problema, Luis Lavoura quanto a uma democracia directa e referendária (vai.me responder claro que a Constituição não o permite, não é?)

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      • Luís Lavoura permalink
        13 Fevereiro, 2020 14:49

        Não tenho problema absolutamente nenhum com a democracia direta nem com referendos. Pelo contrário, admiro-os bastante, e à Suíça que é o seu expoente máximo.
        Mas acho que a democracia representativa é totalmente legítima. Os deputados têm sempre total legitimidade para fazerem leis sobre o que quiserem, a qualquer momento.
        Acho que a Helena se está a atirar contra a democracia representativa de forma puramente oportunística, e de muito maus gosto.

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  10. 13 Fevereiro, 2020 13:31

    Isto parece estar tudo ligado… só que, ironia do destino, no caso português, parecem ser os pensionistas a votar mais socialista… “¿Y si hubiera una edad máxima para votar?
    Las protestas de los jóvenes británicos tras el Brexit, el creciente desequilibrio demográfico en todo el mundo y el cada vez mayor peso electoral de los ancianos ha abierto la veda a todo tipo de soluciones para empoderar a las nuevas generaciones”
    As gerações mais jovens precisam rapidamente de ser empoderadas, e como velhos tardam em morrer…
    https://www.elmundo.es/papel/historias/2020/02/12/5e442b96fdddffb6088b4611.html

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