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Estado de excepção

10 Maio, 2020

A excepção tornou-se a regra. Nem Marx, nem luta de classes, nem estado social: o estado de excepção permite tudo e o seu contrário. Sempre em nome do cumprimento das regras. E do socialismo, claro. Todos os dias mais uma excepção enquanto as regras apertam. Convém contudo recordar que  A excepção pode ser racismo ou inclusão. Tudo depende de quem a propõe. André Ventura defendeu um programa de confinamento especial para a “comunidade cigana”. Ou seja um tratamente excepcional.  Racismo – gritaram os activistas e depois toda a pátria, não se desse o caso de acabarem expatriados aqueles que não gritassem “racismo!” com suficiente convicção. A proposta de um tratamento excepcional feita pelo líder demissionário do Chega é tão despropositada e se quisermos racista quanto todas as outras propostas apoiadas e incensadas como tolerantes, progressistas e, pasme-se, inclusivas que tratam alguns portugueses não como os cidadãos que efectivamente são mas sim como um grupo ou comunidade, como agora se deve dizer. O absurdo das excepções que em nome da protecção às comunidades se aprovam e legitimam não tem explicação: tanto se tolera o casamento de meninas como se concedem bolsas de investigação específicas para mulheres. Tanto se condena o racismo como se aceita que certas comunidades se odeiem entre si…

6 comentários leave one →
  1. 10 Maio, 2020 11:51

    Concordo com a ideia de que o paternalismo é uma forma de racismo.
    Admito que seja uma forma de racismo ainda mais insidiosa e opressiva do que racismo declarado porque impede as pessoas de crescerem enquanto indivíduos.

    A verdade é que o paternalismo que certa rapaziada bem pensante dispensa aos ciganos tem garantido uns votitos a autarcas demagogos, populistas e incompetentes deste país e não lhes tem feito bem nenhum. Os ciganos, encarados globalmente -está a ouvir Quaresma? Hum? Disse globalmente…- não se tornaram mais ativos, nem mais participativos na sociedade: As garotas de 13 anos continuam a ser atiradas para casamentos combinados, a subsidio-dependência corroeu-lhes qualquer capacidade de autonomia e vivem na crença de que têm infinitamente mais direitos do que deveres.
    A prazo, uma situação destas é o terreno fértil para todos os extremismos e o pão para a boca de todos os imbecilecos oportunistas tipo Aventuras ou, no outro extremo, Joacires e Ruis Tavares…
    A prazo, muito mais cedo do que se pensa, a sua situação será muito periclitante. Para além de serem o foco de todos os racismos, serão o alvo de outras etnias mais sacrificadas e não terão o apoio da maioria dos cidadãos da sociedade em que se inscrevem.
    Mas isso são coisas que a rapaziada bem pensante deste país se recusa a admitir.

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    • Jornaleca permalink
      10 Maio, 2020 15:46

      Mas qual racismo?

      O mais racista é a esquerda. Por isso, quando é que acorda?

      Eles usam a arma do racismo, a treta do racismo, os burros usam a treta do racismo, para oprimir, brincar, distrair, confundir o adversário, que quer cair na treta.

      Afinal, quem é a tal esquerda? O burro, o ladrão, o vigarista perfeito, que usa a força, mas tem medo de alguém mais forte.

      Você é um racista em relação ao André Ventura. Tem medo de quê?

      O paternalismo é mau? Porquê?
      O problema do poder. Alguém tem que mandar. A mulher, à qual os burlões lavaram a mente, tornou-se numa escrava da modernidade, fizeram da mulher uma puta. Dizem à mulher de hoje, que ela é que manda. Manda em si própria, no máximo e destói a vida dela. Porque feliz a mulher de hoje não é.

      E quando aparecer uma aranha ou um ratito, ela foge.

      Alguém tem que mandar. E a maioria das mulheres são piores que os homens, a mandar.

      É a esquerda que nunca soube pensar. Pensar bem? A esquerda? Deve andar a dormir.

      Liked by 3 people

      • Filipe Bastos permalink
        10 Maio, 2020 16:18

        Jornaleca, lê-lo é como levantar a tampa da sanita num WC público, quando o pivete já chega cá fora: nunca se sabe o que se vai encontrar, mas sabe-se que não vai ser bom.

        Parece cada vez pior, o seu médico sabe de si? Está sequer a tomar alguma coisa? Haldol? Clozapina?

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      • 12 Maio, 2020 13:17

        Desta vez o bot Jornaleco respondeu bem ao habitual Filipe Bastos … é como os relógios parados …

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  2. Weltenbummler permalink
    10 Maio, 2020 14:49

    indo eu
    « ora zás, traz, traz,
    ora chega, chega, chega,
    ora arreda lá p’ra trás,

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