«Esquerda quer Costa a bater o pé a Bruxelas como os grandes»
Será assim?
Ou assim?
Farronquices
Costa desvaloriza preocupações da Comissão e diz serem “tecnicalidades”
Nos foruns da rádios e televisões grita-se que Portugal é soberano e Bruxelas aqui não tem de dizer nada.
…Portanto o pedido de ajuda externa segue quando?
Contribuição para a compreensão do OE2016
da estupidez
A falência de uma empresa é uma coisa chata. Se a empresa for grande, é chata e complexa. Um aborrecimento que prejudica sempre muitas pessoas. Tratando-se, por exemplo, de um banco, as consequências são dolorosas para muita gente inocente e os estilhaços podem atingir um universo indeterminado de vítimas. Ora, se a falência de uma empresa, pequena ou grande, é um problema para muitos, o que dizer da falência de um país? Mas foi isso que nos aconteceu em 2011, com as dolorosas consequências para quem a sofreu, ainda assim, muito aquém do que teria sucedido, em idênticas circunstâncias, a um país que não estivesse na Europa e não pertencesse à União Europeia.
Por isso, a leviandade com que o governo Costa/Bloco/PCP se pôs a desfazer medidas anteriormente tomadas, difíceis e dolorosas para muitos, é certo, como se estivesse num simples processo de revanchismo partidário, e a prometer às vítimas da falência do país aquilo que um cego vê não ser possível nas actuais circunstâncias, repele pela evidente consequência que tudo isto terá. Mais do que estupidez, só a soberba alucinada da vaidade pessoal pode justificar a dimensão do disparate que todos iremos pagar e para o que fomos ontem solenemente advertidos. Em face disto, ou se metem travões a fundo e a viola no saco, ou o estouro terá proporções gigantescas. É bom que todos fiquemos cientes disto e não deixemos que nos engrolem, mais uma vez, com “justificações” ainda mais imbecis do que as decisões que as poderão proporcionar.
Por acaso tem razão. Nem ele sabe a razão que tem
é fácil
O orçamento de estado de 2016 está em riscos de ser reprovado pela Comissão Europeia, mas António Costa, um “construtor de pontes”, um “pacificador” e o maior “negociador” político português desde que Afonso Henriques resolveu um pequeno problema com a mãezinha, já nos sossegou a todos, dizendo que não há ameaça alguma, que tudo isto é normal e que o governo explicará, com facilidade, à Comissão Europeia os seus critérios orçamentais.
E vai ser fácil, não haja dúvida. É absolutamente elementar perceber que se reduz o défice e a despesa pública aumentando consideravelmente os custos do estado, ficando à espera que a recuperação da economia faça o resto. É tão fácil, tão fácil, que até o Professor Centeno será capaz de explicar. Se a coisa se complicar, então, avança ele. Sucesso garantido!
Alguma vez os comunistas concluirão que erraram ou falharam?
Tapem todas as estátuas, para evitar que tenham que ser fervidas
Habituado que estou a ouvir malucos que defendem o Hamas, não costumo esboçar mais que um esgar de desdém por desaparafusados que acham que é um mero “fenómeno cultural” isto de embrulhar mulheres em mortalhas, uma espécie de traje académico que se veste à vaca para a proteger da tentação de ordenha alheia. Aparentemente, a opressora sociedade patriarcal ocidental não compreende, pela sua forma retrógrada de existência, que um homem a sério, de pénis afiado, tenha obrigação moral de violar as depravadas em civilizações com complexos de culpa judaico-cristã e que andam aí a mostrar os tornozelos em público, incapazes que são de manter um braço de distância do animal, as galdérias.
Porém, não sabia que a necessidade de proteger a ganadaria do usufruto alheio era extensível a peças em mármore. Ao contrário das pessoas que acham que tapar as estátuas em Itália é um atentado à civilização ocidental, considero a medida uma questão higiénica, sob pena do ayatollah cumprir a sua obrigação moral e desatar a violar a Vénus, ali, mesmo à frente do olhar cúmplice do filho Cupido, que marcha já a seguir, se continua a olhar para a santidade do acto reprodutor e cultural, o depravado.
tertúlia – liberalismo

Guia do investidor: a sua melhor solução
Orçamento: Por cada euro de estímulos, retoma devolve quatro.
Como pode verificar através de alguns exemplos, o método Centeno tem o melhor retorno que pode esperar para o seu investimento. É um crime não aproveitar esta taxa de juro.
| Técnica de crescimento | Crescimento esperado (%) |
|---|---|
| Estímulo Centeno | 400% |
| Aumento peniano Dr. MaxMan | 20% |
| Novas inscrições no Twitter | 8% |
| PIB chinês | 6.8% |
| Depósitos a prazo CGD | 0,35% |
E japoneses nada?
Esta gente endoidou
A alarvidade a que chegou o que se escreve sobre Cavaco Silva levou a que os loucos nem percebam que estão a legitimar o uso dos poderes parlamentares de uma forma assassina para a democracia. Os que hoje escrevem com gozo “Cavaco tem de aprovar” não viram ainda que chegará a hora em que essa frente que não a olha a meios se virará para eles.
Nunca esqueçam o fim de Robespierre.
Brinquem, brinquem…
Estavam inscritos para votar 9 699 000.
Votaram 4 737 273 – 48,84 %
Abstiveram-se 4 961 727 – 51,16 %
Presidente Marcelo foi eleito por 2 410 130 -52% dos 48,84 % que votaram.

Esta brincadeira que tirei do facebook só é uma brincadeira parcial.
Não fosse Marcelo ter-se apresentado como de esquerda e ter andado com Costa ao colo terámos hoje a Catarina a declarar que Marcelo não tinha legitimidade para ser PR.
Não veio já essa fraude ambulante que é Vasco Lourenço declarar O resultado das presidenciais é uma “fraude”, diz Vasco Lourenço
Acreditem ou não a Marisa ainda acabava presidenta
Companheiro Vasco estás perdoado
Catarina Martins: “Cavaco terá de promulgar os diplomas, quer queira, quer não”
O bobo atrasado
O casamento foi bonito. Noiva e noivo abandonaram o local sob romântico fogo-de-artifício que iluminou o céu, enviando para o além fátua estrela que ilumina um instante, como a vida, uma ligação cósmica ao amor que brilhará e frutificará ao longo dos tempos numa multiplicação de estrelas de mérito próprio, os filhinhos.
Depois entra António Costa e faz um curto discurso só ouvido pelo senhor que varre o recinto vazio, explicando que foi bom terem casado aquelas pessoas e não outras, as populistas.
aproveitou-a muito bem
A estratégia de Marcelo, que, aliás, explica boa parte da sua vitória, consistiu em recuperar o imaginário que existe sobre os primeiros presidentes da 1ª República, que passavam por homens comuns, que iam a pé para Belém, tomavam café sozinhos pelas redondezas do palácio, almoçavam por perto, não tinham carro oficial nem motorista, não abandonavam as suas raízes rurais, estavam distantes – e acima – dos jogos parlamentares e da baixa política, eram homens cultos e bastamente letrados, conciliadores e sensatos, e que prescindiam de uma vida privada de sucesso pelo serviço público. Como a 1ª República já está distante, esta é a imagem da ética republicana que sobejou desses tempos. Marcelo, conhecedor da história política do país, aproveitou-a muito bem.
Merecidamente
Desta noite, apenas tenho a manifestar a minha grande satisfação pela estrondosa e humilhante derrota de Jerónimo de
Sousa e do PCP. Obrigado Tino.
o novo partido do táxi

O Partido Comunista Português, inteligentemente canibalizado e digerido pelo Bloco de Esquerda.
A partir de hoje, ou o governo de António Costa e do Bloco tem os dias contados, ou o PCP será o novo partido do táxi.
eleições históricas
Estas eleições presidenciais foram históricas porque, pela primeira vez:
1º Os principais partidos – PSD, PS e CDS – não intervieram directamente na campanha;
2º O vencedor não precisou de prometer ao eleitorado o que sabia não poder cumprir. Em boa verdade, não prometeu coisa nenhuma, o que significa que entendeu que as pessoas já estão fartas de ser enganadas com falsas promessas;
3º O PCP gastou, na campanha, com o seu candidato, a verba mais alta de todos e ficou num lugar miserável;
4º Os dois candidatos mais votados são professores da Universidade de Lisboa.
Alguém sabe o número de telefone do Marques Mendes?
precisava de um certidão com urgência
o dia de hoje
Marcelo deve ficar no limiar da maioria absoluta, podendo consegui-la ou não. Se não a obtiver hoje dificilmente ganhará na segunda volta.
Sampaio da Nóvoa é o único verdadeiro challenger de Marcelo. As duas semanas de campanha correram-lhe muito bem e deram-lhe esperança. Se passar os 20% e chegar à segunda volta conseguirá uma vitória inesperada, que provavelmente lhe dará a vitória final.
Maria de Belém enterrou o que ainda sobrava do segurismo e do PS que não se rendeu a Costa. Vai ter uma derrota expressiva, que a poderá colocar mesmo em quarto lugar. Nem sequer se pode dizer que é história, porque nunca contou muito no PS e na esquerda.
Marisa Matias confirma que o Bloco é, definitivamente, um partido de senhoras muitíssimo revolucionárias. Marisa mitiga o esganiçanso indispensável a qualquer revolucionária que se preze com «sentimento» e «lágrimas». Uma receita infalível para continuar a enterrar eleitoralmente o PCP.
Edgar Silva: o emplastro destas eleições. A prova de que o PC ou muda rapidamente e deixa o PS a falar sozinho no governo, ou será o novo partido do táxi.
Paulo Morais: vai ter mais votos do que as sondagens e as expectativas gerais lhe dão.
O resto não conta.
Não há paciência
Observador: Os óscares ganharam agora outro foco além do cinematográfico propriamente dito. Trata-se da cor da pele e do sexo dos nomeados. Enfim o cinema é uma indústria e a indignação também e cada um faz nessas indústrias o que quer ou pode para ganhar a vida. Mas à liberdade dos senhores Will Smith e Spike Lee de dizerem e fazerem o que lhes apetece – nomeadamente o anúncio de que não participarão na cerimónia dos óscares por só terem sido nomeados actores no dizer deles caucasianos (confesso que no caso do Stallone após tantas operações e tanto botox nem consigo garantir que ele seja humano, quanto mais caucasiano ou asiático!) – corresponde o direito dos outros lhes responderem que boa parte do que dizem não passam de rotundas parvoíces.
Vá votar: escolha o diplomata da bancarrota
Apelo aos leitores para que hoje se dirijam à mesa de voto para escolherem um Presidente da República. Um qualquer, o que mais vos agradar para a mensagem de Ano Novo. Precisamos de alguém que seja simpático o suficiente para manter relações cordiais com as instituições que nos resgatarão quando o projecto de manter Costa como protagonista político redundar na catástrofe que socialistas imputarão à “crise internacional”, aquela que, prevendo acontecer, nunca será prevenida em nome da dignidade e semelhantes lérias. Pelos vistos, é prerrogativa da dignidade depender da vontade de estranhos.
Das expectativas…
«…dos 2.027 eleitores recenseados no Luxemburgo, tinham votado cerca de 80 pessoas, uma afluência que excedeu as expectativas (…)» (*)
Inês de Medeiros é a nova vice-presidente do Inatel
Ora, ora tem a ver com o culto das armas naquele país
com a legislação laxista, com o facto do presidente Obama não ter conseguido aprovar a sua legislação e com o peso dos lobbies reaccionários?
Polícia desconhece razões do tiroteio em escola do Canadá
Dirão que o tiroteio aconteceu no Canadá e não nos EUA. Isso também eu sei. Mas como esta explicação serve para tudo nos EUA também deve servir no Canadá. Ou não?
os homens providenciais
Uma das características da indigência nacional é a vocação histórica que temos para os chamados «homens providenciais», sendo que, de tempos a tempos, aparece mais um para nos salvar. A coisa filia-se no mito sebastianista e na velha lenda do Flautista de Hamelin, da qual temos uma versão patriótica mais brejeira, que é a anedota do «homem do apito» (os mais velhos recordar-se-ão). O nosso mais recente flautista é, nem mais, o Professor Mário Centeno, espírito clarividente e privilegiado, de quem os discípulos dizem coisas prodigiosas, realçando a excelência do seu curriculum académico aos incréus e blasfemos. Agora, imaginem lá quem são os ratos.

É queimá-los a todos, que o petróleo está barato
Como o petróleo está barato, vamos lá aumentar o imposto.
Assim, com uma explicação que prova que Centeno tem potencial para ser o melhor coveiro e entertainer da paróquia por longas e delirantes semanas, cá nos contentamos, graças a Deus, na nossa simpática complacência por chanfrados que, contra todo e qualquer senso, comum ou incomum, colmatam a ausência do Fernando Tordo, artista que, ao que parece, ainda não está convencido pelo “tempo novo” que impede artistas e eleitores de morrerem à fome com a austeridade que mata, como bem avisou o Papa Francisco.
É que, por outro lado, Centeno também arranjou uma austeridadezinha de 600 milhões, não para que não o identifiquem como louco e sim para inventar uma culpa qualquer a imputar ao governo anterior que matava pessoas por cortar demais, como bem avisou o Papa Francisco via Mário Soares.
Agora, no “tempo novo”, quem explica é João Galamba, relegado para o papel do Eurico Brilhante Dias que se arranja. Naturalmente, quem explica é o Papa Francisco, via Mário Soares, enunciado por Galamba, que está para dizer inanidades com ar sério como o Vítor de Sousa está para declamar poesia no novo parque infantil de Sobral de Monte Agraço.
Que o orçamento será péssimo, já se imaginava; o que não se consegue imaginar é quão péssimo seria antes de Bruxelas o domar. O que importa é que haja força para seguir o mesmo caminho do Syriza, que a gente, mais tarde do que cedo, lá terá que ir a Lisboa queimá-los a todos.
assim não vamos lá
Se o Professor Centeno prevê a redução do défice com o aumento das exportações, aguardam-no más notícias. É que, a exportar imbecilidades deste quilate, ninguém nos comprará coisa nenhuma. «Estados estão sendo atacados pelo neoliberalismo»? Vai-te catar, Boaventura!
madame centeno lê cartas e búzios
Acabei de ler a síntese do comunicado de ontem do Conselho de Ministros, relativo ao orçamento de 2016, que o António Costa disponibilizou na sua página do facebook, e a sensação com que fiquei foi a de que estava a ler uma página de previsões astrológicas do Professor Bambo ou do Professor Karamba. No caso, do Professor Centeno, que prevê números e mais números atrás de números, e muitas outras coisas que ele acha que vão acontecer. E prevê o comportamento dos agentes económicos. E o crescimento da economia. E as taxas de juros e o do petróleo. E o comportamento das exportações. E a diminuição do desemprego. O orçamento do estado para 2016, da autoria do Professor Centeno, é menos um trabalho técnico e palpável, do que um conjunto de crenças e adivinhações. É um trabalho mais de um terreiro de umbanda, do que do Terreiro do Paço. Parece uma carta astral.
Por uma vez seja original e deixe o Salazar em paz
O que terão as declarações de Lello a ver com Salazar?
Tadinho do Joaquim
Acabou o estado de graça lá para as bandas do Palácio Ratton..
Orçamento de 2016,5
Grande ideia. Como baixar o défice? Calendarizar medidas caras para entrarem em vigor só na segunda parte do ano. Para o ano logo se vê.
o novo herói da esquerda indígena
A esquerda portuguesa, em especial a mais extremista, tem um novo herói, um verdadeiro Che Guevara lusitano, um homem capaz de enfrentar os ricos e poderosos, castigá-los e pô-los a pagar a crise: Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, que expropriou proprietários sem lhes conceder qualquer indemnização (nem o Companheiro Vasco tinha ido tão longe), responsabilizou os grandes accionistas pelo rombo do Espírito Santo e ainda desafia a banca mundial e os poderosos da alta finança recusando-lhes o pagamento daquilo que eles queriam receber na falência do banco. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa que cuidem bem dos seus lugares: o mundo não está para diletantes, nem para colaboracionistas.
Ainda as subvenções vitalícias (2)
Para além do ridículo e juridicamente muito estranho «argumento» utilizado pelo Tribiunal Constitucional exposto pelo Carlos Loureiro aqui, outros aspectos igualmente bastante estranhos existem na «argumentação» da decisão do TC.
Em suma, refere o TC, o beneficiário teria sido ilegitimamente defraudado nas suas expectativas pela mudança da natureza da subvenção, mudança essa que seria a de passar de uma subvenção atribuida a titulo de compensação pelo serviço público prestado, ao invés de se aceitar a clausúla de recursos (introduzida em 2014 e repetida em 2015), e receber apenas se tivesse no agregado familiar rendimento inferior a 2000 euros.
Ou seja e traduzindo: o beneficiário tinha direito a uma expectativa que a subvenção lhe fosse atribuída como previlégio (benefício diz o TC), e não como prestação social. O TC considera que ao tornar-se uma mera prestação social de complemento de rendimento se subverteu a «natureza» da subvenção, que era um previlégio.
E é assim a leitura da justiça e da CRP que o TC faz: a de salvaguardar os privilégios criados pelos próprios e considerar indigno e violador da constituição que passassem a receber apenas em caso de «necessidade económica», (mesmo assim substancialmente elevada para o comum dos cidadãos).
Recorde-se que a subvenção foi criada pelos deputados, que também dela beneficiam, beneficiaram ou virão a beneficiar, que aprovaram as suas modificações e que a contestaram. Tudo se passou internamente, em circuito fechado, em benefício e causa própria.
Ainda as subvenções vitalícias
Vale sempre a pena ir à fonte para perceber o que está em causa. A decisão do Tribunal Constitucional, que declarou inconstitucional uma norma da Lei do Orçamento de Estado de 2015 (exactamente igual a outra do OE 2014, que não tinha sido posta em causa), foi votada por maioria: 8 dos 13 Conselheiros pronunciaram-se pela inconstitucionalidade, ao passo que os outros 5 discordaram, defendendo, por razões diferentes, que a norma não viola a Constituição. Recomendo vivamente a leitura do acórdão à equipa governamental que está a preparar o OE 2016 (mas não levem o texto para as reuniões com o PCP). Recomendo igualmente a leitura das declarações de voto aos candidatos presidenciais que dizem discordar do Acórdão, para não correrem o risco de derrapagens demagógicas no que resta da campanha eleitoral.
Concordando com as declarações dos que votaram vencido (isto é, dos que que defendiam a não desconformidade constitucional), não posso ignorar que a decisão maioritária vem na esteira de outras decisões dos últimos anos sobre normas orçamentais e assenta numa interpretação muito lata que o TC tem feito do princípio da protecção confiança. No entanto, a argumentação utilizada para sustentar a inconstitucionalidade é mais pobre do que a utilizada noutros acórdãos.
A título de exemplo, analisando o interesse público que fundamenta as normas em discussão, nomeadamente a necessidade de adoção de medidas de consolidação orçamental e de redução e racionalização da despesa pública, interesse que poderia, de algum modo, justificar um certo grau de lesão da confiança dos beneficiários, a extraordinária conclusão do TC foi esta:
“Não a justificam, seguramente, os ganhos diferenciais (diferenciais em relação a uma solução que prescindisse da ponderação de outros rendimentos do beneficiário e do seu agregado familiar), em termos de poupança da despesa pública que assim se obteria. Considerando o orçamento no seu todo, eles não são, seguramente, de grande monta; acresce que os valores a afetar a esta rubrica irão gradualmente reduzir-se, pela fatal diminuição do número de beneficiários.
Acresce que, no ano de 2015, terminado o PAEF, já não são tão evidentes e intensos os constrangimentos orçamentais […].
o vazio segue apenas o vento
Isto das «subvenções» transtornou muito o candidato Sampaio da Nóvoa. não há vez que fale sobre o assunto que não diga asneira da grossa.
Hoje diz que «Se fosse deputado “jamais” teria pedido ao TC fiscalização sobre subvenções». O que é curioso, pois ele não concorre para deputado mas para PR. O qual tem o dever de «cumprir e fazer cumprir a Constituição». Portanto, Sampaio da Nóvoa, se eleito, umas vezes pediria a fiscalização da constitucionalidade de certas leis. E outras vezes, abster-se-ia de o fazer. Mesmo que também fossem inconstitucionais. Ou seja, a ser eleito, o cumprimento da Constituição ficaria á mercê, não do seu dever, mas da sua mera vontade discricionária sem que se conheça ou possa ser escrutinado qual o criterio. Seria conforme calhasse…
Passatempo – presidenciais
Faça corresponder a letra da coluna A ao número da coluna B. Não recorra a motores de busca, mostre que tem estado atento à campanha eleitoral.
COLUNA A
A Henrique Neto
B António Sampaio da Nóvoa
C Cândido Ferreira
D Edgar Silva
E Jorge Sequeira
F Vitorino Silva
G Marisa Matias
H Maria de Belém Roseira
I Marcelo Rebelo de Sousa
J Paulo de Morais
COLUNA B
1 É preciso um presidente que garanta estabilidade entre partidos.
2 Às vezes é preciso olhar em vez de falar.
3 Se tivéssemos riqueza, saúde, igualdade, confiança nas instituições, aí eu era conservador, agora conservar uma coisa que está péssima – estamos na cauda da Europa. Não podemos fazer diferente com pessoas iguais.
4 Todos apelam à estabilidade, eu, pelo contrário, apelo a alguma instabilidade na política para dar alguma estabilidade às pessoas.
5 As sondagens provam que o engano resulta.
6 O Presidente da República tem que ser uma pessoa com princípios muito claros, causas muito claras. As pessoas têm que sentir no Presidente da República alguém que tem ideias.
7 Isto tem de levar uma volta.
8 Temos de reforçar a inovação, a economia, o nosso território, reforçar muitíssimo a nossa capacidade de investir no mar, fazer investimentos estratégicos que só o Estado pode fazer.
9 O meu maior adversário é a crise.
10 A ligação entre interesses privados que se misturam com o interesse público é o ponto nevrálgico da corrupção.
Apresento-vos o novo gestor da TAP
Pedro Marques: “Há um potencial interessante de ligação” da TAP à Ásia

É por isto que temos que ter o Estado a mandar na TAP. Como foi possível os gestores privados não terem visto a Ásia e o seu potencial?
A Ásia é deste tamanho:

Não estava fácil de ver?