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obras à moda do porto

15 Janeiro, 2016
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Em ruas residenciais, as obras de recapeamento das ruas, com britadeiras, ruído forte, máquinas diversas a trabalhar ininterruptamente, poeiraça, etc., passaram a decorrer durante a noite dos dias de fim-de-semana, sexta, sábado e domingo, com início às 21h30 e fim indeterminado pela noite dentro. O direito ao descanso é um poder discricionário do Senhor Vereador das Obras Públicas, que sabe o que é melhor para todos os munícipes.

Bem-vindos ao Burkina Faso. Embora, como aquilo quase não tem ruas asfaltadas, deva ser mais sossegado.

Aquelas coisas giras que se dizem por dizer

15 Janeiro, 2016

No Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, Marisa ancorou-se nos problemas ambientais locais para depois redefinir a escala e apontar aos planos nacional e internacional. E fazer arder, e de que maneira, as orelhas a Cavaco Silva. “Tenho vergonha de ter tido um Presidente da República que nunca pôs os pés numa cimeira sobre as alterações climáticas”, afirmou a candidata apoiada pelo BE, notando que o ainda chefe do Estado “nunca quis decidir” e sempre “achou que essas coisas não eram nossas”.

Para lá do óbvio – além de turismo que iria fazer o PR a uma cimeira do clima? – a senhora candidata tem alguma noçãozinha, pequenina que seja, da evolução a nível governamental das questões de ambiente?

“as dívidas não são para pagar”

14 Janeiro, 2016
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São para se ir pagando, como dizia o outro, e, no entretanto, para pagarem as nossas políticas extraordinariamente inovadoras, que vão desenvolver imenso a nossa economia, promover o emprego e encher os nossos cofres, de tanto crescimento. Entretanto, empurram-se, com a pança, as responsabilidades mais lá para diante e os próximos governos que paguem.

Quando os juros das tais dívidas que não se têm de pagar subirem a sério, o estouro vai ser monumental.

Os portugueses ainda não perceberam que não é com espertalhonices e espertalhões que serão capazes de sair da pobreza. É com sacrifícios.

os alunos são todos iguais. são? não, não são.

14 Janeiro, 2016
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O Fórum TSF é um impressionante laboratório sobre a mentalidade dominante nacional e hoje, uma vez mais, não desiludiu.

O tema versava sobre a nova reforma do ensino básico e o, na prática, fim dos exames de avaliação dos alunos. Os intervenientes cantaram hossanas ao novo ministro, e todos, quase sem excepção, falaram nos «efeitos perversos» da avaliação eliminatória dos estudantes, dizendo que as escolas os preparam mais para estas provas do que lhes transmitem verdadeiro conhecimento.

Admitindo que um sistema educativo que viva para rankings escolares baseados nos resultados dos alunos possa ter esse resultado, parece-me, porém, uma perigosa utopia rousseauniana excluir exames que avaliem o que, de facto, um aluno aprendeu, ou não aprendeu, durante um ano escolar, hierarquizando resultados e excluindo aqueles que ficaram aquém dos mínimos necessários para enfrentar o ano seguinte. A ideia de que todos os alunos são iguais e que a escola é que falha quando um aluno reprova é uma incomensurável estupidez e um perigoso dogma de fé ideológico.

Por outro lado, está ainda por provar que um rapazola com 14, 15 ou 16 anos seja movido por um tamanho amor ao conhecimento, que prescinda de incentivos fortes que o levem a estudar, em vez de ir para o café ou ter com as namoradas. Na maior parte dos casos, esses incentivos fortes são os exames. Haverá quem, de facto, prescinda deles para estudar, mas quem tiver filhos dessas idades que se pronuncie…

E há ainda que ter em conta que deixar esta decisão ao critério de professores e dos seus sindicatos que se recusam a ser avaliados é capaz de não ser muito sensato.

A propósito das árvores na 2ª circular

14 Janeiro, 2016

Passem pela avenida cidade de Praga. Na imagem dos gabinetes é assim
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Na realidade é um tormento. Numas zonas a faixa central tem árvores que cortam a visibilidade, arbustos que crescem para as faixas de rodagem e invariavelmente acumulam-se folhas e trocos que levam a constantes ziguezagues dos automobilistas.
Acontece que a avenida cidade de Praga quando comparada com a vizinha segunda circular tem pouco trânsito mas vale a pena passar por lá para perceber que a vegetalização das vias rodoviárias não é simplesmente colocar árvores sempre verdes e lindas nas maquetes.

Era um café, três saquetas de 4 e seis de 1/16 g

14 Janeiro, 2016

20160114-Publico-Acucar-no-cafeOntem, por infortúnio, estive em casa de um empedernido liberal que me ofereceu um café. Não querendo enveredar por faux pas que espoletasse a fúria da besta, lá aceitei a oferenda, com nervoso sorriso, tal como Maria aceitou a mirra após o Rei Mago libertário ter presenteado Jesus com o ouro.

Como bitcoin a um socialista, foi-me apresentada uma bonita peça de porcelana onde residiam – o que estimei ser 243 g – de grãos de açúcar. Tomando em consideração que uma saqueta das do café tem entre 7 e 9 g de açúcar, percebi, naquele preciso momento, ter à minha disposição mais de 27 e menos de 34 doses padronizadas de açúcar de um estabelecimento comercial.

Indaguei o anfitrião pela ausência do livro de regras de utilização do açúcar. Decerto não poderia ser assim, à bruta, que qualquer um pudesse deitar 34 doses do açúcar preconizado num simples café sem consequências nefastas para o próprio e para a sociedade como um todo. Assegurou-me que podia usar o açúcar que quisesse no café, o assassino de instinto demoníaco perante a tentação alheia. Insistiu não existirem regras, que o açúcar é apresentado em quantidade suficiente para que qualquer pessoa possa decidir a exacta quantidade que deseja usar no seu café. Fiquei atónito.

Não fosse estar ali para tentar oferecer a minha mais nova ao varão do capitalista, teria chamado a ASAE. Há um motivo para não se colocar um açucareiro com açúcar num estabelecimento comercial: e se as pessoas lambem a colher? E se o vertem sobre a mesa? E se enfiam o pénis no recipiente com o açúcar todo? Tem uma pessoa que consumir açúcar que não venha hermeticamente fechado numa embalagem selada de papel de péssima qualidade revestido a finíssimo celofane natural, extraído das minas de pegada ecológica positiva, que deixam tinta nas mãos e que engasgam o palerma do miúdo que decidiu chupar o doce paladar do vermelho Buondi? Claro que não: daí que se tenha padronizado 7 a 9 g de açúcar – média de 8 g com desvio padrão √2.

A evolução do problema é simples: nada de açucareiro, para evitar que pessoas possam extrair mais açúcar que o admissível ou enfiar a sua colher nos ouvidos para formar melaço que contactará posteriormente com o açúcar refinado virgem; padronizar 8 g com desvio padrão √2 por saqueta; reduzir para metade a média (e o desvio padrão?) por saqueta; exigir 6 saquetas por café; criar saquetas de valores múltiplos padronizados (saqueta de 8 g, saqueta de 16 g, saqueta de 1/32 g, etc.); voltar ao açucareiro.

Enquanto o mundo não muda outra vez em 15 dias, aproveitemos os cafés em estabelecimentos autorizados. O meu é com duas saquetas de 8 g, uma de 2 g e três de 1/32 de g por 100 ml de café expresso.

Imaginem como seria se tivessem ganho as eleições!

13 Janeiro, 2016

“quem governa somos nós” – Foi assim que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, respondeu ao  parecer do Conselho Nacional de Educação sobre o fim dos exames no primeiro ciclo.

Espantosamente não vejo ninguém indignado. Ainda não apelaram para o PR. Os sindicatos estão calados. O PM não teve de fazer nenhuma declaração. As associações dos pais e dos filhos estão mudas. A TSF ainda não fez forum… Enfim o ruidoso silêncio que acompanha a arrogância da esquerda.

Como aqui escreve o Nuno Gouveia Lembro-me que já vivemos um tempo semelhante. Depois veio a bancarrota.

 

Os colégios privados rejubilam

13 Janeiro, 2016

Mais duas ou três intervenções como as de hoje do ministro da Educação e lá aumenta a procura de escolas privadas. Oficialmente porque nas públicas os horários não são compatíveis. Na prática porque as teorias do sr ministro só servem os filhos dos muitos ricos que têm o futuro assegurado.

A cultura da nota é nociva; a nota para a cultura é que é bom

13 Janeiro, 2016

Há dois tipos de pessoas com lata para uma afirmação como a “cultura da nota é nociva”: 1) estúpidos; 2) socialistas com esperança que os filhos sejam ainda mais estúpidos para que não os julguem no futuro pelo que fizeram ao país.

Mas não foi para reduzir a poluição que o trânsito ficou às voltinhas na avenida?

13 Janeiro, 2016

Níveis de poluição na Avenida da Liberdade pioraram no último ano

Coisas lindas… (2)

12 Janeiro, 2016

«O primeiro-ministro, António Costa, reiterou esta quarta-feira [16 de dezembro] que os exames do 6.º e do 9.º ano de escolaridade não serão eliminados, em resposta ao presidente do CDS-PP, Paulo Portas, que o questionou sobre o sentido de voto dos socialistas numa iniciativa do PCP.

“Recomendo a leitura do Programa do Governo, que é muito claro quanto às provas que devem ser mantidas ou alteradas e não consta do Programa de Governo a eliminação das provas a que se referiu”, afirmou António Costa. (*)

Coisas lindas…

12 Janeiro, 2016

«Eduardo Barroso bloqueia nomeações para centro hospitalar» (via 31 da Armada)

Os nomes estavam escolhidos e os convites feitos. Mas a oposição do cirurgião [Eduardo Barroso] obrigou [o ministro]  Adalberto Campos a passar ao plano B na nomeação dos novos responsáveis hospitalares.

quando a direita tinha candidatos

12 Janeiro, 2016
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Ramalho Eanes (1976): entusiasticamente apoiado por PSD e CDS, fez-lhes a vida negra nos governos da AD e, mais tarde, chegou mesmo a estar na origem de uma cisão no grupo parlamentar do PSD, para ancorar o lançamento do seu próprio partido.

Soares Carneiro (1981): perdeu as eleições.

Freitas do Amaral (1986): embora sempre tenha avisado o bom povo português que não era de direita (“r-i-g-o-r-o-s-a-m-e-n-t-e a-o c-e-n-t-r-o”), o Prof. Freitas foi lançado e apoiado às presidenciais de 1986 por outro líder direitista, o recém triunfador da Figueira, Professor Aníbal Cavaco Silva. Freitas perderia a eleição por uma unha negra e, anos mais tarde, acabou ministro do PS e apoiante das causas do Bloco. Nesta eleição só não está ao lado de Sampaio da Nóvoa por razões que ele muito bem sabe…

Basílio Horta (1991): finalmente, a direita teve um candidato seu, próprio, exclusivo, “um homem às direitas”, conforme o desenharam o Dr. Portas, ao tempo ainda um noviço nas aventuras partidárias, e o jornal O Independente. Teve um fantástico score eleitoral de 14%, o que lhe permitiu não cortar relações com o Dr. Mário Soares, cujos préstimos lhe seriam muito úteis para, mais tarde, aderir ao PS. Hoje é presidente da Câmara de Sintra por esse mesmo partido democrata-cristão.

Cavaco Silva I (1996): ainda encostadinho ao PSD e ao CDS, vindo de dois governos seus de maioria absoluta, coisa nunca antes vista no regime democrático, Cavaco perdeu por 46,09% contra um esmagador Jorge Sampaio, de carisma inatingível.

Joaquim Ferreira do Amaral (2001): por que é que a direita apoiou este candidato é mistério ainda sem solução. Mas apoiou e perdeu. Contra Sampaio, mais uma vez. Cavaco, pelo sim, pelo não, escusou-se a ir a jogo…

Cavaco II e III (2006 e 2011): Apesar de querer distância dos dois partidos da direita, estes consideraram como o seu candidato este velho político social-democrata, típico keynesiano de centro-esquerda, a quem o estado português muitos favores e benesses ficou a dever. Ganhou as duas eleições e prepara-se, agora, para entrar na sua mais do que merecida reforma política, durante a qual nos brindará com as suas memórias, onde certamente não deixará de dizer aquilo que pensa de muitos dos que o apoiaram.

Candidatos a tomarem consciência da mensagem dos eleitores do próximo dia 24…

12 Janeiro, 2016

a direita amofinou-se com marcelo

12 Janeiro, 2016
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A direita  anda amofinada com Marcelo Rebelo de Sousa, por ele não ser o «seu» candidato e se estar a encostar à esquerda e ao governo de Costa. Bom, antes de mais, ser o «candidato da direita» só poderia significar ser o candidato do PSD e do CDS, já que se não se imagina que nenhum ser pensante admita que a direita dispõe, em Portugal, de uma identidade valorativa que a distinga para além dos dois partidos com que se identifica. Sendo o candidato do PSD e do CDS, Marcelo estaria condenado a perder as eleições, já que é sabido que estes dois partidos juntos não conseguiram chegar sequer a 40% do sufrágio eleitoral, em eleições recentes, e que as eleições presidenciais são ganhas com 50% mais um voto desse mesmo sufrágio. Donde, obviamente, qualquer candidato vencedor nascido nos partidos da direita precisa de ir pescar votos – muitos votos – à esquerda, se quiser ter alguma probabilidade séria de chegar a Presidente da República.

Mas a questão essencial é, contudo, outra: a não ter avançado Marcelo, quem teria, a direita, para apresentar? Rui Rio? Seria sempre um candidato de parte do PSD e é um homem claramente mais à esquerda que Marcelo. De resto, uma aliança institucional com Costa – com sempre se deu muito bem – seria natural e desejada por ambos. Santana? Perderia em qualquer cenário. Seria o Basílio Horta destas eleições. Uma personalidade emergida da sociedade civil? Mas onde está ela? Por mais que a procurássemos, mais depressa acharíamos o minotauro de Creta do que alguém que se encaixasse nesse perfil.

Deste modo, é Marcelo quem sobrou e, não por acaso, é ele o candidato da direita. De alguma esquerda também, espera-se, porque, sem isso, não ganhará as eleições e teremos em Belém, por dez anos, o Professor Sampaio da Nóvoa a espalhar afectos e causas. Um cenário horripilante, se comparado com a malícia com que Marcelo exercerá o cargo de presidente e a diversão que isso certamente nos proporcionará.

A canção de Lisboa

12 Janeiro, 2016

Tiago Brandão Rodrigues foi apresentado à plebe como um ser dotado de inteligência rara, algo que soou imediatamente suspeito ao constatarmos tratar-se de alguém disposto a ser eleito pelo PS. Porém, uma candidatura pelo partido da bancarrota não desqualifica os méritos intelectuais de um indivíduo, apenas o seu desenvolvimento social: pessoas marronas dedicaram pouco tempo a conhecer o indivíduo que frequenta o café da terra, assim desconhecendo a faceta conservadora do português não-urbanóide que, de mudanças súbitas tão típicas do progressismo, só reconhece com a apatia dos íntegros as que crê não o prejudicarem. Já Mário Nogueira, que de biologia, aritmética, letras e de comer com a boca fechada pouco percebe, é um exímio interprete do id português.

A mudança dos exames de ano, acrescida da mudança de nome da coisa como estratégia de marketing para pobres de espírito que tratam por igual o que é diferente e por diferente o que é igual, é mais um prego no caixão do já clássico “o doutor é burro” do superego nacional. E vai-se a ver, é mesmo verdade: o doutor pode ser um génio da ciência, mas, ao tornar-se num instrumento sindical, só conforma a ideia proverbial de que doutores há muitos, seu palerma.

Mas pronto, este até sabe o que é o esternocleidomastoideu.

Manter em segredo que se vai morrer

11 Janeiro, 2016

Uma observação sobre as notícias do falecimento de David Bowie: muitos órgãos de informação não conseguiram deixar de referir que o músico padeceu de doença que manteve em segredo, como se fosse devida ao público qualquer explicação sobre o estado de saúde de alguém pelo simples facto de a pessoa ter uma faceta pública reconhecível. Outros, ainda, referiram que o artista terá optado por omitir a informação, exacerbando a noção de que haveria uma hipótese mais confortável, a da partilha do seu estado de saúde.

É nesta altura, quando se assume que o foro privado e o foro público são indistinguíveis para uma sociedade expectante de uma partilha permanente de estados de alma, que compreendemos que o excesso de informação é, em si mesmo, um grande factor desumanizante do nosso tempo.

O espinho da Roseira

11 Janeiro, 2016

Maria de Belém fica sempre amofinada quando lhe falam do tempo em que recebia da BES Saúde como consultora ao mesmo tempo que era presidente da Comissão Parlamentar de Saúde. Que era legal. Que é a «sua» ética. Que tal referência é ataque ao seu carácter. Mas é que não duvide! Nada de mais natural numa eleição presidencial, onde se elege uma pessoa, que o carácter da mesma seja avaliado.  Ora, aquela sua acumulação de funções, que a qualquer pessoal de bem sugere estarem em causa interesses  contraditórios, ainda que ambos isoladamente legítimos, é obviamente sujeita a avaliação. Política, moral e éticamente. Desta vez não por si, nem pela lei que também fez. Mas pelos eleitores a que voluntariamente se sujeita.

Mas parece que nem isso percebe, nem o que está em questão, pelo que nem para candidata tem perfil quanto mais para ser eleita.

As they pulled you out of the oxygen tent, you asked for the latest party

11 Janeiro, 2016

Portugal não se divide entre esquerda e direita e sim entre os que querem ser caracterizados como de esquerda e os que querem ser caracterizados como de não-esquerda. Isto ilustra que a separação política não ocorre horizontalmente mas também permite erradicar a compreensão do país num plano vertical entre conservadores e liberais. Num país conservador como Portugal, a dicotomia não pode ser multidimensional para a distribuição da mensagem, exigindo a constância de uma das variáveis de forma a criar a sensação de que as divisões são entre Esquerda e Direita ou, num plano ainda mais adequado aos média, entre o Bem e o Mal. Quem não é um bocadinho “de esquerda” é uma besta quadrada, ponto final. Daí que Marcelo Rebelo de Sousa, que não é burro, se assuma como “da esquerda da direita”.

O Bem compreende todas as artes, sofre quando um artista morre, percepciona a bondade inerente à sensibilidade do autor que distribui empatia por uma massa amorfa a que se denomina “povo” e, compreendendo o poder das tradições, necessita de as obliterar para as recriar à sua imagem. O Mal não compreende as artes, é composto de brutamontes insensíveis ao sofrimento alheio e dispensa atitudes de lavagem de consciência através do confisco a abastados para redistribuição arbitrária aos que se atribuem a qualidade de descamisados. O Bem apropria-se de tudo o que é criado ao longo de séculos, destrói laços históricos e transmuta simbologia em ideologia imediatista. O Mal, ao repudiar as revoluções, é demasiado lento para o Bem, deixando à multitude de diferenças entre pessoas o direito a criarem a história através de simples e transparentes regras de mercado: o que vinga, vinga; o que não vinga, lá vai.

David Bowie era um artista anormalmente popular para a obra que legou. Logo, o Bem já se apropriou da perda. O Mal pode enaltecer o legado, compreendendo-o pela calada para não ter que aturar a reeducação da percepção que o Bem determina inexoravelmente errada e, bem lá no fundo, agradece que o trabalho de apropriação da arte pelo Bem seja dificultado, não só mas também pela impenetrabilidade de obras que estorvam a canhestra psicanálise que o Bem exerce sobre tudo e mais alguma coisa que adiante a causa final, a do Bem ser mesmo gente que é bué de boa.

O esgar de Edgar

11 Janeiro, 2016

Foi com espanto que vi a estranheza de alguns por o candidato comunista Edgar Silva não conseguir dizer «ditadura» em referência à Coreia do Norte. É gente certamente distraída que não acompanha  a actividade do PC. Basta ler ocasionalmente o jornal «Avante» para se saber que o PC tem excelentes relações de irmandade com todos os partidos comunistas que governam em tirania. Da Coreia do Norte, a Cuba, da China ao Vietname e ao Laos. Já com os partidos comunistas onde exista democracia já a coisa pia mais fino. É que o PC nesses casos tem mais dificuldades em estar em harmonia, pois como é sabido (para qualquer membro do pc), a democracia permite, senão mesmo incentiva, que certos partidos ditos comunistas se infectem com o virus reaccionário ou desviante da construção de pátrias socialistas. O que não sucede nas sólidas e robustas tiranias comunistas. Essas, para o PCP, são governadas por partidos irmãos. Os dos países democráticos quando muito serão primos, uns mais afastados que outros.  Edgar Silva, membro do Comité Central do PCP, apenas exprime a cartilha oficial de não se dizer mal de um «irmão».

Cara nova, lei nova

11 Janeiro, 2016

Razão tinha a antiga ministra Maria de Lurdes Rodrigues para querer pagar 290 mil euros a João Pedroso (o qual alegadamente usou uma equipe de «mais de 15 juristas»…),  para fotocopiar a legislação referente ao Ministério da Educação. É que de facto fica difícil saber o que esteja em vigor, tantas e tantas vezes muda a legislação ao sabor discricionário de cada novo titular da pasta.

Mais dados sobre a paz social no porto de Lisboa

11 Janeiro, 2016

A Sociedade do Porto de Lisboa comprometeu-se a:

a) não contratar mais trabalhadores externos até 29 de fevereiro, data em que devem fechar as negociações para o novo contrato coletivo de trabalho,

b)  promover a integração nos quadros de 23 trabalhadores, no acordo de paz social que permitiu que os estivadores suspendessem os pré-avisos de greve.

c) Os operadores comprometeram-se também a implementar uma regra em que nenhum trabalhador terá de fazer horas extraordinárias antes de todos os trabalhadores do Porto de Lisboa terem realizado um turno, a menos que por uma questão geográfica ou de função isso não seja possível.

Segundo dados de 2011

a) A média mensal de remuneração dos estivadores do porto de Lisboa era  de 3.500 euros

b) horas extraordinárias mensais por estivador 1.200 euros

c) absentismo de cerca de 23%.

 

O baile de máscaras

10 Janeiro, 2016

Quando na festa dos 15 anos da SIC Notícias Ricardo Costa, microfone na mão e câmara a emitir, disse ao candidato presidencial Vitorino Francisco da Rocha e Silva, conhecido por Tino de Rans “É um bocadinho difícil de perceber o que é que você está aqui a fazer” e este lhe respondeu “Eu estou aqui porque fui convidado pela SIC” estava produzido o momento definidor da nossa presente situação política: nós estamos todos aqui, neste momento que sabemos de viragem, na qualidade de convidados.

É todo um programa de dinamização cultural

10 Janeiro, 2016

Depois da imprensa subsidiada Alexandra Lucas Coelho recupera a ideia das bolsas de criação literária. 5ª Divisão volta que fazes tanta falta!!!

Um presidente capaz

10 Janeiro, 2016

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O que é “um presidente capaz”? Capaz de quê? Qualquer indivíduo com mais de 35 anos, tenha ou não cáries, está dotado da capacidade para ser presidente da república no caso em que decide não estragar tal capacidade com opiniões sobre assuntos para os quais não terá competências. Seis milhões e meio de portugueses seriam capazes de serem presidente da república: o que acontece é que seis milhões, quatrocentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa portugueses não parecem estar interessados na necessária metamorfose do treinador de bancada para o busto ornamental – e, daí que, normalmente, se atribua o cargo a alguém que, coitado, abdique da nobre arte lusitana de se achar mais capaz que todos os outros. Sim, cometemos alguns erros de julgamento em votações anteriores, mas, caramba, estamos a aprender com a experiência de um Soares – e as suas presidências abertas – ou de um Sampaio – e a sua apetência para explosões nucleares. Um presidente capaz é um tipo que sabe estar calado nos momentos certos e que, mais importante, finge que diz alguma coisa quando fala nos momentos em que isso é esperado pela prole de viciados nas tricas do regime. Um presidente capaz não promete coisas nem anda aí a discutir austeridade e peripécias bancárias: isso é um presidente incapaz, como o tio inoportuno que mete a mão no rabo da roliça solteirona no jantar de Natal perguntando pela altura em que os inexistentes pretendentes terão o privilégio do acetinado toque em tão irresistível tecido adiposo.

Sampaio da Nóvoa pode ser um presidente capaz. Porém, tudo o que faz, é anunciar-se como o presidente mais incapaz de todos os candidatos. Não admira que seja o candidato da Academia portuguesa, se me permitem a blasfémia.

ande lá, homem

9 Janeiro, 2016
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Enquanto o CDS anda entretido a discutir a sucessão (?) de Portas e a propor projectos-lei sobre a assistência dos progenitores aos partos por cesariana, o governo do PS a desmantelar tudo o que foi feito pelo governo anterior e a dizer de Passos e de Portas o que Maomé não disse do toucinho, Passos Coelho encontra-se desaparecido em parte incerta. Ninguém sabe dele, ninguém o vê ou ouve, a não ser por terceiros que o insultam e insultam o governo que dirigiu e que tirou Portugal da bancarrota. Passos não tinha prometido que seria o líder da oposição? Então, está à espera de quê? Ande lá, homem.

Filioque

9 Janeiro, 2016

O governo decidiu acabar com os exames do 4º, 6º e 9º anos de inglês. Em seu lugar criou as provas de aferição do 2º, 5º e 8º ano. Esta decisão mostra a profunda divisão que existe em matéria de educação entre o PS e a direita. Não só não estão de acordo com o nome que dar às provas como discordam do ano em que elas devem ser feitas. Outras profundas divisões que separam o PS da direita incluem o tipo de papel em que as provas são feitas (virgem, diz a direita, reciclado, diz o PS) e o arquitecto responsável pelos candeeiros das escolas ( Siza pelo PS, Tomás Taveira pela direita).

uma campanha alegre

9 Janeiro, 2016
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Ao contrário de quase toda a gente, ando satisfeitíssimo com a actual campanha eleitoral para as presidenciais e com a dimensão de cada um e de todos os dez candidatos. O cargo de Presidente da República, tal como foi desenhado em 1976, revisto em 1982 e exercido por todos os seus titulares, coloca-o quase ao nível das inexistentes funções políticas da Rainha de Inglaterra. E, como o titular do cargo é eleito em disputada eleição ideológica e partidária, nem sequer a função de representação simbólica da comunidade nacional é capaz de desempenhar, ao contrário do que acontece com a Rainha de Inglaterra, saliente-se. Por isso, é absolutamente injusto acusar os nossos dez garbosos candidatos de vacuidade intelectual: não são os cérebros deles que não existem; é o cargo que estranhamente querem ocupar.

encerrem essa chafarica!

9 Janeiro, 2016
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Informa o Expresso de hoje (link indisponível) que, desde o ano de 2000, só no ensino básico as regras de avaliação mudaram já 14, repito, por extenso, catorze vezes!

Num outro jornal também de hoje, no Público (link também não disponível), ficamos a saber que o Ministério da Educação «muda quase tudo na avaliação dos alunos do ensino básico» e que o faz a meio do ano lectivo, sendo as novas regras de aplicação imediata.

Confesso desconhecer, quase por inteiro, cada uma das supra citadas reformas da avaliação dos nossos filhos e ignoro se esta recente alteração irá melhorar ou piorar o regime que estava em vigor. Mas de uma coisa tenho a certeza: semelhante bandalheira é razão mais do que suficiente para fechar a chafarica da 5 de Outubro.

Os rancores da corte

9 Janeiro, 2016
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CorteO ódio da esquerda a Cavaco é visceral, os tipos até espumam. O da direita dita pensante é patético, não passa de mais uma forma de submissão aos ditames intelectuais da esquerda, considerados superiores pelos idiotas úteis. Nenhum deles consegue explicitar as razões de tanto ódio. Tudo espremido, resume-se ao habitual segregacionismo da Corte: o homem é de Boliqueime, inculto, casado com a Maria, nada urbano, fala com a boca cheia de bolo-rei. Corte essa, infestada como sempre de Calistos Elóis Benevides de Barbuda, por norma os mais afectados.

Mário Soares, o cortesão-mor, liderou desde sempre esta frente de ódio. São-lhe insuportáveis as 5 vitórias eleitorais do “gajo”, 4 delas por mais de 50%. Bem pior do que isso, sem nunca ter usado o cravo na lapela, ele será a figura mais marcante da III República, agora a dar sinais de estertor. Cereja amarga no bolo, a História irá ainda considerá-lo o melhor Presidente, de longe o que revelou maior equilíbrio na corda bamba de uma Constituição absurda.

E quando vai a Quadratura a São Bento?

9 Janeiro, 2016

Não me espanta que Costa fosse à Quadratura. O que falta saber é quando é que a Quadratura vai a São Bento.

Admirável tempo novo

8 Janeiro, 2016

Expresso: Paz social regressa ao porto de Lisboa
As divergências entre o Sindicato dos Estivadores e os operadores do Porto de Lisboa foram sanadas, atendendo a que chegaram esta sexta-feira “a um acordo de paz social”, revelou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

O QUE ESTABELECE O ACORDO? o Expresso não diz.

Desda 14 de novembro que os estivadores vinham apresentando sucessivos pré-avisos de greve, como forma de protesto pelo facto de ter caducado o contrato colectivo de trabalho que tinham em vigor. Este protesto só tornava o pré-aviso de greve “efetivo” quando os empregadores contratassem o que os estivadores consideram ser “trabalhadores estranhos à profissão”, ou seja, que não integrassem o contingente efectivo dos estivadores sindicalizados.

SE OS EMPREGADORES NÃO CONTRATAM o que os estivadores consideram ser “trabalhadores estranhos à profissão”, ou seja, que não integrassem o contingente efectivo dos estivadores sindicalizados ISSO QUER DIZER QUE A PAZ SOCIAL FOI CONSEGUIDA COM A CONTRATAÇÃO APENAS DE TRABALHADORES SINDICALIZADOS?

Os últimos pré-avisos de greve abrangeram os portos de Setúbal e da Figueira da Foz, de forma a evitar que os operadores pudessem transferir cargas ou navios que não fossem descarregados ou operados no porto de Lisboa durante a greve. Na sequência destes problemas, companhias com a Maersk e a Hapag-Lloyd deixaram de utilizar o porto de Lisboa, bem como operadores que habitualmente abastecem os mercados insulares. Agora estão reúnidas condições para a atividade portuária retomar a normalidade no Porto de Lisboa, sendo urgente voltar a captar o interesse dos maiores operadores, que operam tradicionalmente o maior volume de carga nos diversos terminais portuários existentes no estuário do Tejo.

A NORMALIDADE É PORTANTO OS SINDICATOS TEREM CONSEGUIDO QUE APENAS SÃO CONTRATADOS OS SEUS FILIADOS? ISSO CHAMA-SE PAZ SOCIAL? COSTUMAVA CHAMAR-SE OUTRA COISA,

6 razões não chegaram: união de esquerda, salta, salta, salta!

8 Janeiro, 2016

O governo quer provas de aferição no 2º, 5º e 8º ano, atormentando alunos que, desgraçadamente, passarão a ser infelizes e acabarão como sisudos extractores de pedras no rim a Catarina Martins, eventualmente competentes mas decididamente com carências de riso na escola.

Recordemos:

6-razoes-para-acabar-de-vez-com-os-exames-do-basico

Piropo não, violação ainda vá lá desde que não sendo por tipo com crucifixo

8 Janeiro, 2016

As notícias sobre a onda de ataques sexuais na Alemanha só surpreendem otários e palermas. Os otários porque acreditam que a maldade só existe entre o seu próprio povo, nunca nos outros; os palermas porque, sabendo que com o trigo há sempre o joio, não esperam notícias que deformem o seu sentimento masturbatório de satisfação com a bondade que julgam distribuir confortavelmente – e que os faz sentir como membros do virtuoso grupo de iluminados pelo humanismo de distância – de princípios emanados dos confortáveis sofás como fruto de noites bem regadas em férias mediterrânicas, preferencialmente à pala de amigos abastados.

Os palermas são os que ainda arranjam desculpas para Sócrates – que, convenhamos, podia considerar o estatuto de refugiado na América do Sul, para bem de todos excepto sul-americanos – e que acreditam em tretas como “uniões de esquerda”, petições, qualquer reacção vagal que o candidato Sampaio da Nóvoa lance oralmente e no estatuto da Constituição como aglomerado de calhaus trazidos do cimo de uma montanha por revelação divina. Os otários são todos os que se recusam a perceber que um parcela significativa de eleitores do Vlaams Belang belga são emigrantes muçulmanos de primeira geração completamente enojados com o rumo anti-europeu que a actual Europa atribuiu a si própria, fruto de um pensamento decorrente do sentimento de culpa implantado pela academia marxista aos seu próprio povo através do recalcamento de consequências históricas dos actos de antepassados.

É curioso que a reacção às broeiras feministas preocupadas com crucifixos nas escolas seja a violação das suas conterrâneas perante a total compreensão e carinho destas socialistas mal piropadas.

por que funciona mal o nosso sistema educativo?

7 Janeiro, 2016
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O nosso sistema educativo funciona mal porque o Ministério da Educação foi tomado pelo Partido Comunista Português em 1974, e nunca nenhum ministro teve coragem de o tirar de lá.

Tendo sido o Ministério da Educação um feudo do PCP, a organização do sistema educativo não-superior público foi edificada a partir do modelo em que esse partido acreditava, a planificação central soviética, que retira toda a autonomia às escolas e impede-as de se relacionarem com o meio onde se encontram inseridas, fazendo do princípio constitucional da liberdade de ensinar e de aprender uma mera ficção. Não é de estranhar: é nisto mesmo que os comunistas acreditavam. E acreditam.

Consequentemente, a contratação, a avaliação e o despedimento de professores, a sua distribuição pelas escolas da rede, a definição dos currículos escolares e dos programas das unidades curriculares, a determinação dos métodos de avaliação e da tipologia de exames, a gestão dos recursos financeiros e logísticos, enfim, tudo e mais alguma coisa de relevante cabe a um reduzido grupo de burocratas da 5 de Outubro, sob a tutela fictícia de ministros e secretários de estado, que mudam frequentemente, e de comissões de «especialistas», que se dedicam a fazer das escolas, dos professores e dos alunos laboratórios de experiências das suas ideologias educativas. Para os conselhos directivos das escolas sobra pouco mais do que fazer horários e ver se os seus professores faltam muito ou pouco. E, mesmo se faltarem muito, nada lhes podem fazer.

Este modelo dirigista e de planificação central em que está organizado o nosso sistema educativo público reproduz o sistema soviético-estalinista de organização da economia e da sociedade. Foi aplicado, em Portugal, depois de 1974, quando o PCP tomou conta do Ministério. Até hoje, por cobardia e inércia dos ministros e políticos, e pressão dos sindicatos, manteve-se praticamente inalterado. Enquanto perdurar, o nosso sistema educativo público continuará a ser o caos de que todos nos queixamos, não obstante a imensidão de recursos que suga aos contribuintes. Acabar com o Ministério da Educação e libertar as escolas para que desempenhem a sua missão educativa, poderá ser mesmo a única solução razoável.

a bandalheira da «educação»

7 Janeiro, 2016
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Em 40 dias, o novo Ministério da Educação «desfez», segundo noticia o DN, «a política de educação de Crato», ou seja, tudo o que o anterior ministério tinha feito durante quatro anos.

Esta notícia deveria envergonhar um país sério e uma sociedade responsável, porque significa que a educação é, em Portugal, uma brincadeira. Uma brincadeira de políticos e burocratas, que se entretêm a aplicar às suas «cobaias» – as crianças e os jovens a quem deveriam proporcionar uma educação de qualidade – os modelos educativos que as suas cabecinhas concebem, fazendo disso uma guerra política e partidária.

Educar exige liberdade para ensinar. E a liberdade de ensino jamais existirá enquanto o Ministério da Educação existir. Acabar com ele – e não apenas com o modelo de Crato ou outro qualquer – seria o serviço público mais importante que um governo poderia prestar ao futuro do país.

O fim da elefantíase?

6 Janeiro, 2016
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BAMontAeroporto no Montijo volta a ganhar força

É saudável que, perante o congestionamento de uma dada infra-estrutura, se equacione o aproveitamento de equipamentos sucedâneos que estejam sub-utilizados. Aumenta-se a utilização da capacidade disponível com a inerente rendibilização do investimento público.

Para além do Montijo, também existe a Base de Monte Real, inserida numa região com grande potencial turístico, servindo praias, termas e Fátima, um diamante por lapidar no sector. E com a vantagem acrescida de se situar ao lado da Linha do Oeste e da A17, estruturas igualmente sub-utilizadas. Ou seja, tem todas as condições para ser um nó intermodal e se constituir como um aeroporto low-cost de Lisboa.

Curioso ainda e não menos saudável, o facto de o crescimento do tráfego na Portela não ter (para já…) gerado da parte do PS e lobbies conexos o reagendar do mega-investimento num novo aeroporto em Lisboa. Sinal porventura que a opinião pública já estará mais sensibilizada para os efeitos perversos das obras faraónicas. A ser assim, o Blasfémias também deu algum contributo para tal “mudança de mentalidades”.

As minhas perguntas para o candidato Nóvoa

6 Janeiro, 2016

Maria do Rosário Gama dirigente da APRe! (associação de Aposentados, pensionistas e reformados com reformas que daqui a 20 anos nos farão chorar de inveja!) é também apoiante de Sampaio da Nóvoa. 

Maria do Rosário Gama não gostou da forma como José Rodrigues dos Santos conduziu o debate entre o candidato presidencial que apoia e Henrique Neto e fez seguir queixas para a ERC e para o provedor do espectador na RTP.

Escreve Maria do Rosário Gama sobre José Rodrigues dos Santos: « nos dois debates que ‘moderou’ tendo em vista as Presidenciais, voltou a ter um comportamento indigno, quer tentando confrontar o candidato Sampaio da Nóvoa com os lideres dos governos anteriores, pergunta armadilhada para tentar obter a resposta que lhe convinha, quer na forma abrupta como concluiu, sem permitir o contraditório de Sampaio da Nóvoa às afirmações de Henrique Neto a seu respeito, o que constituiu um dos momentos mais indignos da televisão pública em tempos recentes»

Para que que acabem aqui as polémicas aqui ficam as minhas sugestões de perguntas a fazer ao candidato Nóvoa. Perguntas que a dirigente da Apre não desdenhará de dar como exemplo de perguntas bem formuladas:

a) O senhor que aceitou deixar o seu universo de saber para numa prova de solidariedade cidadã vir participar nesta campanha presidencial, o que nos tem a dizer sobre a forma como pensa vir a desempenhar as funções de mais alto magistrado da Nação?

b) O candidato Henrique Neto certamente peceberá que o professor Nóvoa mais habituado à reflexão precisa de um outro tempo para expor os seus argumentos, argumentos nascidos de uma vida dedicada a pensar, a pensar o outro, o outro que vai para além de nós e em nós está….

(Aqui acaba o debate porque o tempo está esgotado)

c) O professor Sampaio da Nóvoa visitou hoje os nossos estúdios onde manteve aprazível conversa com um dos nossos colegas e também com um simpático popular, chamado Henrique Neto, que foi ouvido com toda a atenção pelo professor Sampaio da Nóvoa que no contacto com o povo experimenta o refrigério de uma vida devotada a pensar o país.

 

 

Como é óbvio

6 Janeiro, 2016

Henrique Monteiro: Um ‘Charlie’ medroso, a fingir que não é.Passa amanhã um ano sobre o dia em que todo o mundo foi ‘Charlie’. Para comemorar essa ocasião o jornal faz um número especial que tem na capa um deus de metralhadora às costas e sangue nas mãos, em fuga, a quem chama assassino. Não me indigno com a imagem de deus assim representada. Apenas me entristeço pela falta de coragem e de conhecimento daquela equipa que gosta de ser tida por iconoclasta. A falsa rebeldia está em colocar um deus – que é obviamente o judaico-cristão, já que o muçulmano jamais é representado –, como fautor dos assassínios. Essa pretensa rebeldia é velha como o mundo e costuma dar em cérebros anquilosados. Não é possível fazer equivaler, salvo com má-fé, o deus de madre Teresa ao deus que manda decapitar infiéis; ou o deus do Papa Francisco ao deus de um irado Ayatollah iraniano ou de um dirigente waabita. Os nossos colegas pós-modernos, pensando-se a si mesmo como vanguarda, gostam de tratar tudo por igual.

o ministro que adora almofadas

6 Janeiro, 2016
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O Ministro Pikolin:

Vai ser um estouro ainda maior do que o deste:

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