Sobre quintas colunas
A ideia de uma quinta coluna – basicamente pro-Alemanha e contra Portugal – não é apenas ridícula, é sintomática da crença que políticos e opinadores têm na imbecilidade do português que os ouve ou lê. Julgando pela imprensa e TV, têm razão; julgando os resultados eleitorais, a coisa é mais difusa; julgando a abstenção é óbvio que estão errados e, julgando a percentagem das pessoas que compram jornais e vêem debates televisivos, torna-se evidente que toda esta verborreia não passa de um tímido círculo masturbatório de maluquinhos num palanque de exibicionistas para convertido público de voyeurs.
é preciso cautela com o ridículo
Para exaltar o mito do «chefe heróico que enfrenta os poderosos de Bruxelas para defender o bom povo português», alguns jornais têm-se prestado ao triste papel de publicarem coisas como esta suposta «ameaça» de António Costa passar por cima da Comissão Europeia, caso esta instituição comunitária se negue a dar o aval ao seu orçamento de estado, e ir resolver a coisa directamente com os seus «parceiros» do Conselho Europeu.
Nós sabemos bem que o spin político não tem outra racionalidade que não seja a de tentar convencer a opinião pública daquilo que dá jeito a quem se presta serviços. Mas, caramba!, há limites e linhas vermelhas para tudo, e o ridículo não deve nunca ser ultrapassado. No caso, presumiu-se a absoluta ignorância e estupidez de quem recebe a «notícia», porque só quem ignore completamente o que seja a União Europeia e as suas instituições pode engolir semelhante patranha. Um pouco mais de esforço não lhes ficaria mal.
garantir o que não depende de nós
Vários jornais portugueses têm noticiado que o governo «tem a certeza de que Bruxelas aprova o orçamento».
Por outro lado, ficamos a saber, pelos mesmos jornais, que existem sérias divergências entre a Comissão e o governo português, quanto àquele documento, e que, na próxima sexta-feira, essa instituição comunitária reunirá para tomar decisões a esse propósito.
Ora, ou pressupomos que os comissários europeus são um bando de pataratas, sem opinião própria, que vão simular discutir um assunto que já alguém decidiu por eles, ou teremos de concluir que o governo português está a dar por garantido o que ainda não está decidido e, assim, a enganar os portugueses.
Infelizmente, esta última possibilidade afigura-se bem mais provável do que a primeira, o que revela bem o nível de irresponsabilidade e de desonestidade de quem faz estas coisas.
assuntos de fé
Há cerca de dois meses, publiquei um artigo no Público* sobre o Serviço Nacional de Saúde («Serviço Nacional de Saúde: estatizar ou liberalizar»), onde timidamente sugeria o reforço da componente privada no financiamento e gestão desse importante sistema.
Passados uns dias, respondeu-me, gravemente ofendido, o bastonário da Ordem dos Médicos Portugueses, com este texto, onde garantia que o SNS português era o melhor serviço público de saúde do mundo.
O exercício pareceu-me mais teológico do que científico, e foi nessa presunção que lhe ofereci réplica, com um artigo publicado, infelizmente, muitas semanas depois do que lhe dera origem, ao qual atribuí o título «Nem sempre a fé move montanhas». Nesse texto, entre outros aspectos, evidenciei que nem eu, nem o bastonário, nem provavelmente ninguém conhecerá o custo real do SNS, sendo apenas duas as coisas que, sobre ele, podemos ter por garantidas: que o sistema está falido e que nele se gasta muito mais do que dizem os orçamentos de estado. Para ilustrar algumas afirmações do meu artigo, utilizei um Relatório da Gulbenkian de 2014, elaborado por uma comissão independente, onde se expõem suspeitas tão graves como a de que boa parte dos gestores do SNS são nomeados em razão de interesses político-partidários, em vez de serem escolhidos em virtude da sua competência técnica e profissional.
Hoje, poucos dias passados sobre a publicação do meu segundo artigo, o bastonário respondeu-me com um texto, que é essencialmente um conjunto de citações extraídas de livros de diversos autores que ajudam a cimentar a sua fé, e donde ele retira pérolas deste quilate: «A curiosa experiência da China mostra como “a Saúde está sujeita a sérias falhas dos mecanismos de mercado”». A isto, o que se pode dizer? Nada, obviamente. A não ser que a fé do bastonário é assunto pessoal, que só a ele diz respeito. Que fique com ela e lhe faça bom proveito.
* Os artigos do Público aqui linkados só estão acessíveis a quem tiver a assinatura digital do jornal.
Onde estão a segunda, terceira e quarta colunas?

Manel não é chantagem: é dinheiro emprestado
mais austeridade
Para deixar passar o orçamento do governo português, a Comissão Europeia exige-nos «medidas adicionais», o mesmo é dizer «mais austeridade». Se o governo aceitar estas pressões ilegítimas da ala barrosista e direitista de Bruxelas sobre a soberania nacional, irá continuar a sacrificar os portugueses com políticas que todos sabemos, à partida, que são destruidoras da riqueza nacional e da nossa economia. Para além disso, será uma traição aos eleitores, que quiseram uma mudança de políticas e de políticos nas eleições legislativas do ano passado, e um ataque aos firmes alicerces sobre os quais se firmaram os acordos entre o PS, Bloco e PCP, que em boa hora permitiram a substituição do governo da direita austeritária por um governo da frente esquerda patriótica. Mas, o mais grave de tudo isto é o mutismo do Bloco e do Partido Comunista, que não poderão ser coniventes com esta aparente deriva direitista do PS. «Palavra dada é palavra honrada», não se esqueçam. O povo trabalhador conta com a vossa acção irredutível aos interesses do grande capital.

Álvaro Beleza ao Sol (2/2/2016)
o governo com “paredes de vidro”
Não me lembro, em quarenta anos de regime democrático, de tamanha opacidade na vida pública e no governo da República. Essa poderá mesmo ser a marca “histórica” de António Costa, cujas intenções de se candidatar a líder do PS foram ocultadas até ao último momento, que lançou um candidato presidencial nas costas do seu partido, negociou acordos parlamentares dos quais, ainda hoje, apenas se conhecem os contornos gerais, e, last but not least, esconde aos portugueses que governa e que lhe pagam o orçamento do estado a situação real das negociações com a União Europeia sobre o orçamento do ano em curso, ele mesmo um documento que dissimula a realidade. Para Costa a política e a vida pública parecem ser um jogo de enganos e uma simulação permanente. Vai acabar mal e, com ele, nós todos também.
Deixa cá ver quando reprovei para pedir a minha compensação…
E os alunos que reprovaram senho ministro? Compense-os já. Senhor ministro diga-me só para eu decidir se emigro ou não: estas suas medidas vão chegar aos anestesistas e aos engenheiros de pontes?
Pode responder na caixa de comentários deste blogue. Obrigada.
Já se sabe que quando se lê o «Ainda» vamos ter causa
«O sonho da maternidade vem com prazo de validade. Quando não há mais tempo para esperar por um pai, há mulheres que tomam as rédeas da situação e vão ao estrangeiro fazer tratamentos de fertilidade. Em Portugal, a prática é ilegal mas deverá mudar em breve.»
Estas mulheres querem ter filhos.
Tiveram-nos sozinhas.
Não está em causa o amor que sentem pelos filhos.
Mas as crianças têm direito a um pai.
Alguns são uns canalhas.
Muitos mais amam deviotadamente os filhos mas sacrificam-se poucio por eles.
Outros fazem tudo por eles.
Mas seja o pai como for as crianças têm direito a um pai.
E não só as crianças.
Quando nos tornamos adultos, quando as coisas falham ou correm muito bem, quando…. poder chamar Pai é algo a que todos temos direito.
Porfírio amigo, obrigada
Não lia uma entrevista tão esclarecedora desde que em Novembro de 1975 o Otelo rumou ao Palácio de Queluz para aí se reunir com o Ceausescu e com ele se elucidar sobre as vias alternativas para o socialismo. Saído do encontro e quiçá ainda sob o efeito do encontro com a assombrosa comitiva do dirigente romeno, Otelo conta maravilhado que Ceausescu lhe dissera que o PPD não era de direita. Acredita Porfírio quem como eu andou vários anos às voltas com o PREC não se admira com nada. Continua Porfírio. Não desistas.
Uma sessão fotográfica
– Doutor Porfírio! É um prazer finalmente poder conhecê-lo, ainda para mais agora, com a preponderância estratégica que tem tido na linha governamental e na comunicação genial que orgulha os portugueses! Olhe, para o nosso trabalho, eu tinha pensado em algo que demonstre severidade mas também alguma irreverência, como que projectando o futuro numa ameaça presente, percebe? Conhece o plano contra-picado? Fotografamos de baixo, o que faz com que o sujeito pareça altivo, ameaçador até. Acho que se adequa bastante. Tem mesmo várias vantagens para a mensagem que pretendemos passar, como a sua superioridade sobre o leitor ou até o simples transeunte que é confrontado com a capa do jornal inadvertidamente: é que, para todos os efeitos, o Doutor estará sempre num plano superior, a olhar para eles lá em baixo, algo que enfatiza a mensagem de Tempo Novo que pretende fazer passar. E sabe, concordo mesmo consigo, é terrível uma União Soviética sem um KGB à altura, que mantenha as coisas plurais, permitindo as alternativas normais que uma polícia política costuma permitir. “Dominante”? Usou o termo “dominante”? Melhor ainda: esta pose em contra-picado permite isso mesmo, mostrar o domínio do Doutor sobre as ideias, a linguagem, a retórica, a filosofia, a expressão de tudo que é a vontade do povo, nem que ainda não o saibam, os desgraçados. Odeio pessoas. Não o Doutor, que admiro muito, mas as pessoas nojentas que estragam este país. A direita. Odeio-os a todos. Sabe, podemos iluminar também por baixo e evitar que se formem sombras demasiado premonitórias no pescoço e nas olheiras, dando-lhe um ar mais ictérico, assim mais homogéneo, contrastando o cabelo negro de um Estaline e umas narinas assimétricas de quem partiu o nariz a assoá-lo com uma fronteira indistinta entre lábios e resto da face. Óptimo, óptimo! E assim até tapa melhor as sobrancelhas cleopátricas do Doutor com as lentes dos óculos. Excelente escolha de gravata, em padrão pele de cobra e articulação de casca de tatu. Nota-se até um certo padrão de caracol, uma espiral fractal de sabedoria recursiva. Isto funcionou muito bem com pessoas minúsculas cuja pose normal as faz parecer demasiado patéticas. Vamos então tirar a fotografia? Pronto? Não sorria. Não. Isso, isso, mais assim. Excelente, excelente! Clic! Clic! Clic! Vrrrr! Bzzz! Clic! Clic! Clic! E estamos prontos! Foi um prazer, tive muito gosto em o conhecer! Adeus, até à próxima.
– Boa tarde.

Apresentação do OE2016 (não editada)
Já perceberam ou querem que faça um desenho?
Está MESMO espectacular ‘a esperança para seguirmos a mesma linha’
Está espectacular a ‘esperança para seguirmos a mesma linha’
Não se pode refutar o Costa com ciência
O problema que muitos comentadores enfrentam quando desmontam o discurso do Partido Socialista pós-socrático é puramente metodológico: o uso de retórica convencional recorrendo a áreas de conhecimento como a matemática, física, economia e psicologia, estando desprovida de componente metafísica, não permite refutar o que é, segundo todas as definições possíveis, uma seita religiosa.

Socialistas a ouvirem António Costa.
Evidenciar uma contradição de João Galamba é o mesmo que demonstrar a mortalidade de Sun Myung Moon. Confrontar Trigo Pereira com declarações do próprio ontem e há quatro semanas é o mesmo que duvidar da palavra santa de Shoko Asahara. Demonstrar a inexistência de vínculo entre frases de Pedro Silva Pereira e a realidade física é o mesmo que duvidar do apocalipse anunciado e combatido através de sexo por David Koresh. Questionar o “jornalismo” de amigos com Estrela Serrano e Nicolau Santos ou de colunistas notoriamente alucinados como Alexandre Abreu ou São José Almeida é o mesmo que duvidar da maravilhosa comunidade marxista que Jim Jones construiu na Guiana. Demonstrar a incompetência, arrogância, falta de preparação, irresponsabilidade, inadequação e inépcia de António Costa é o mesmo que duvidar de Applewhite e Nettles ao afirmarem que seriam salvos da reciclagem carnal pela nave espacial no trilho do cometa Haley se se suicidassem a tempo.
Com isto pretendo afirmar que não é possível refutar nem denunciar a catástrofe de permitir que este PS governe sem se recorrer a teólogos, filósofos e, principalmente, exorcistas. Eles sabem disso, daí já terem nas fileiras grandes filósofos como Porfírio Silva.
Mas nunca fizeram as contas?
28.08.2015. António Costa: É preciso assumir que há que reduzir a taxa de IVA na restauração, o que também abrange a componente alimentar dos hotéis.
28.09.201 António Costa escreve a restaurantes para recordar promessa de redução do IVA
Mas o «creximento» não vinha precisamente da baixa total do IVA?
Baixa total do IVA na restauração só em 2017 por causa do custo que é “muito mais” que 350 milhões
costa, o usurpador
Uma conversa telefónica
– Luana Irene, cabeleireira. Boa tarde. Em que posso ser útil?
– Estou? Quero marcar para amanhã de manhã.
– Certamente. A que hora, mais ou menos?
– Às seis e um quarto.
– Só abrimos às nove…
– Pois, mas às nove já tenho que estar a falar na televisão.
– Em casos especiais posso abrir uma hora mais cedo… Mas às seis é impossível.
– Sou sua cliente há anos. Claro que é possível. Você não quer é trabalhar!
– Minha senhora, eu trabalho 12 horas por dia aqui no salão, às vezes mais. Trabalho o Sábado todo e Domingos de manhã por causa das festas e dos casamentos… Só fecho à Segunda-feira e, às vezes, nem isso, se uma cliente vai de férias e precisa mesmo… A minha semana de trabalho é de 78 horas quando corre bem…
– Isso é lá com a sua vida. Eu quero ser atendida às seis e um quarto e se não for aí vou a quem me atenda. Não espere é que isto fique assim. Vou dizer mal desse salão a todas as minhas amigas.
– Pronto, deixe ver… Acho que posso levar o bebé à minha mãe às cinco e meia e lá estarei às seis e um quarto para a atender…
– Eu sabia que podia contar consigo, minha querida!
– Que nome ponho aqui?
– Ana Avoila.
– Obrigado. Até amanhã.
– [som do telefone a desligar]
garlics with burgalics
A realidade não anda muito longe disto

a reversão provisória da austeridade
Informa o Público (link indisponível) que, para convencer Bruxelas, o governo «quer registar medidas de reversão da austeridade como medidas extraordinárias», logo provisórias, presume-se. Ou seja, uma espécie de taxa extraordinária do IRS ao contrário. Neste caso, abranda agora para voltar a apertar mais tarde. Aumentam-se, agora, os funcionários públicos, mas despedem-se uns tantos, daqui por algum tempo. Repõem-se os valores das pensões, mas voltamos a baixá-los um dia destes. Recuperamos a maioria do capital da TAP para o estado, para mais tarde o darmos novamente aos privados. Caramba, isto é excessivamente estúpido para ser verdade. Um pouco de sanidade mental seria conveniente.
«Esquerda quer Costa a bater o pé a Bruxelas como os grandes»
Será assim?
Ou assim?
Farronquices
Costa desvaloriza preocupações da Comissão e diz serem “tecnicalidades”
Nos foruns da rádios e televisões grita-se que Portugal é soberano e Bruxelas aqui não tem de dizer nada.
…Portanto o pedido de ajuda externa segue quando?
Contribuição para a compreensão do OE2016
da estupidez
A falência de uma empresa é uma coisa chata. Se a empresa for grande, é chata e complexa. Um aborrecimento que prejudica sempre muitas pessoas. Tratando-se, por exemplo, de um banco, as consequências são dolorosas para muita gente inocente e os estilhaços podem atingir um universo indeterminado de vítimas. Ora, se a falência de uma empresa, pequena ou grande, é um problema para muitos, o que dizer da falência de um país? Mas foi isso que nos aconteceu em 2011, com as dolorosas consequências para quem a sofreu, ainda assim, muito aquém do que teria sucedido, em idênticas circunstâncias, a um país que não estivesse na Europa e não pertencesse à União Europeia.
Por isso, a leviandade com que o governo Costa/Bloco/PCP se pôs a desfazer medidas anteriormente tomadas, difíceis e dolorosas para muitos, é certo, como se estivesse num simples processo de revanchismo partidário, e a prometer às vítimas da falência do país aquilo que um cego vê não ser possível nas actuais circunstâncias, repele pela evidente consequência que tudo isto terá. Mais do que estupidez, só a soberba alucinada da vaidade pessoal pode justificar a dimensão do disparate que todos iremos pagar e para o que fomos ontem solenemente advertidos. Em face disto, ou se metem travões a fundo e a viola no saco, ou o estouro terá proporções gigantescas. É bom que todos fiquemos cientes disto e não deixemos que nos engrolem, mais uma vez, com “justificações” ainda mais imbecis do que as decisões que as poderão proporcionar.
Por acaso tem razão. Nem ele sabe a razão que tem
é fácil
O orçamento de estado de 2016 está em riscos de ser reprovado pela Comissão Europeia, mas António Costa, um “construtor de pontes”, um “pacificador” e o maior “negociador” político português desde que Afonso Henriques resolveu um pequeno problema com a mãezinha, já nos sossegou a todos, dizendo que não há ameaça alguma, que tudo isto é normal e que o governo explicará, com facilidade, à Comissão Europeia os seus critérios orçamentais.
E vai ser fácil, não haja dúvida. É absolutamente elementar perceber que se reduz o défice e a despesa pública aumentando consideravelmente os custos do estado, ficando à espera que a recuperação da economia faça o resto. É tão fácil, tão fácil, que até o Professor Centeno será capaz de explicar. Se a coisa se complicar, então, avança ele. Sucesso garantido!
Alguma vez os comunistas concluirão que erraram ou falharam?
Tapem todas as estátuas, para evitar que tenham que ser fervidas
Habituado que estou a ouvir malucos que defendem o Hamas, não costumo esboçar mais que um esgar de desdém por desaparafusados que acham que é um mero “fenómeno cultural” isto de embrulhar mulheres em mortalhas, uma espécie de traje académico que se veste à vaca para a proteger da tentação de ordenha alheia. Aparentemente, a opressora sociedade patriarcal ocidental não compreende, pela sua forma retrógrada de existência, que um homem a sério, de pénis afiado, tenha obrigação moral de violar as depravadas em civilizações com complexos de culpa judaico-cristã e que andam aí a mostrar os tornozelos em público, incapazes que são de manter um braço de distância do animal, as galdérias.
Porém, não sabia que a necessidade de proteger a ganadaria do usufruto alheio era extensível a peças em mármore. Ao contrário das pessoas que acham que tapar as estátuas em Itália é um atentado à civilização ocidental, considero a medida uma questão higiénica, sob pena do ayatollah cumprir a sua obrigação moral e desatar a violar a Vénus, ali, mesmo à frente do olhar cúmplice do filho Cupido, que marcha já a seguir, se continua a olhar para a santidade do acto reprodutor e cultural, o depravado.
tertúlia – liberalismo

Guia do investidor: a sua melhor solução
Orçamento: Por cada euro de estímulos, retoma devolve quatro.
Como pode verificar através de alguns exemplos, o método Centeno tem o melhor retorno que pode esperar para o seu investimento. É um crime não aproveitar esta taxa de juro.
| Técnica de crescimento | Crescimento esperado (%) |
|---|---|
| Estímulo Centeno | 400% |
| Aumento peniano Dr. MaxMan | 20% |
| Novas inscrições no Twitter | 8% |
| PIB chinês | 6.8% |
| Depósitos a prazo CGD | 0,35% |
E japoneses nada?
Esta gente endoidou
A alarvidade a que chegou o que se escreve sobre Cavaco Silva levou a que os loucos nem percebam que estão a legitimar o uso dos poderes parlamentares de uma forma assassina para a democracia. Os que hoje escrevem com gozo “Cavaco tem de aprovar” não viram ainda que chegará a hora em que essa frente que não a olha a meios se virará para eles.
Nunca esqueçam o fim de Robespierre.
Brinquem, brinquem…
Estavam inscritos para votar 9 699 000.
Votaram 4 737 273 – 48,84 %
Abstiveram-se 4 961 727 – 51,16 %
Presidente Marcelo foi eleito por 2 410 130 -52% dos 48,84 % que votaram.

Esta brincadeira que tirei do facebook só é uma brincadeira parcial.
Não fosse Marcelo ter-se apresentado como de esquerda e ter andado com Costa ao colo terámos hoje a Catarina a declarar que Marcelo não tinha legitimidade para ser PR.
Não veio já essa fraude ambulante que é Vasco Lourenço declarar O resultado das presidenciais é uma “fraude”, diz Vasco Lourenço
Acreditem ou não a Marisa ainda acabava presidenta
Companheiro Vasco estás perdoado
Catarina Martins: “Cavaco terá de promulgar os diplomas, quer queira, quer não”
O bobo atrasado
O casamento foi bonito. Noiva e noivo abandonaram o local sob romântico fogo-de-artifício que iluminou o céu, enviando para o além fátua estrela que ilumina um instante, como a vida, uma ligação cósmica ao amor que brilhará e frutificará ao longo dos tempos numa multiplicação de estrelas de mérito próprio, os filhinhos.
Depois entra António Costa e faz um curto discurso só ouvido pelo senhor que varre o recinto vazio, explicando que foi bom terem casado aquelas pessoas e não outras, as populistas.