A quem telefonam as empresas de sondagens?
Durante muito tempo a tese era que as empresas de sondagens não telefonavam a ninguém. Limitavam-se a inventar os números, o que a meu ver me parece mais inteligente. Agora começaram a aparecer casos de pessoas que são contactadas por empresas de sondagens. E quem são essas pessoas?
Uma dessas pessoas é amiga do Daniel Oliveira, é candidata do Livre (e também pertenceu a uma Brigadas Revolucionárias) e é de Évora. Foi contactada pela Católica. A Católica faz 2% dos telefonemas das sondagens para o Alentejo, o Livre tem votações da ordem do 1% e deve ter uns 20 candidatos em Évora, se tanto.
Lendo os comentários fica-se a saber que há mais casos de pessoas contactadas por sondagens. Uma Isabel Fernandes tem um amigo ligado ao Partido dos Animais (menos de 1% dos votos) que também foi contactado.
Curiosamente, José Colaço Barreiros tem uma história idêntica à da amiga do Daniel Oliveira. Só que, no caso do José quem é hostilizado pelo sondador é a CDU.
Ora, estas histórias levam-me a desconfiar das sondagens. É óbvio que não andam a contactar aleatoriamente a população. Têm especial predilecção por telefonar a pessoas politizadas, muitas vezes militantes empenhados e até candidatos de pequenos partidos ou amigas de gajos que aparecem na TV. Como é que esperam que isso possa gerar resultados fiáveis?
Podia ter morrido alguém, valha-me Deus
Ando com pouco tempo mas senti necessidade de vir cá colocar um post sobre algo que me sobressaltou na esperança de alertar para a situação antes que aconteça uma catástrofe.
Então furaram a segurança em Setúbal ao ponto de conseguirem chegar ao palanque do PS sem que ninguém agarrasse o invasor? Foi tudo tão rápido que nem deu para cortar o som do microfone? Vá lá que era só uma senhora bronzeada, com ar de riquinha e cabelo perfeito a condizer, que se queixava do filho andar sempre na boa-vai-ela e, por isso, nunca estar em casa excepto para lhe pagarem a boda. E se em vez da pacata morena com cabelo dourado fosse um perigoso nacionalista-socialista, a apregoar o ódio, lançando farpas sobre tudo o que é alemão e com piadas sobre inalar primeiros-ministros?
E se fosse um assassino, pronto a disparar sobre Jorge Coelho? É esta a segurança nos comícios do PS? Não admira que estejam vazios.
Vejam lá isso antes que alguém se magoe.
campanhas negras
A campanha do PS submergiu, de há duas semanas, numa campanha negra de casos e casinhos contra o governo. É um erro grave, que em boa parte explica o fracasso deste partido nas sondagens. Porque, quem estava decidido a votar nos partidos do governo, não é com estas tretas que mudará de voto: por fidelidade partidária, por acreditar que estes «factos» não passam de campanha, ou as duas coisas juntas, não haverá desvios de voto significativos por causa disto. Em contrapartida, em relação aos indecisos, com quem o PS deveria estar preocupado, também não é por salientar os deméritos alheios que o PS conseguirá evidenciar as suas excelsas qualidades. Os indecisos querem ser convencidos a votar em alguém e não propriamente a não votar em terceiros. Não por acaso, o PS continua a descer nas sondagens, enquanto a Coligação mantém as intenções de voto há semanas. Alguém sensato que lembre aos estrategas do PS os resultados da última campanha negra em eleições portuguesas. Precisamente a que opôs Santana Lopes a José Sócrates. Pode ser que aprendam alguma coisa para as próximas eleições.
lata
Mesmo que o governo da Coligação tivesse martelado as contas do ano de 2012, o que parece estar longe da verdade, estas seriam sempre a consequência dos anteriores anos de governação. Os prejuízos financeiros, numa empresa ou num país, não caem do céu e têm sempre um histórico que convém conhecer. Ora, antes de 2012, o governo estava entregue, por sinal, ao partido que acusa agora, de dedo em riste e voz crispada, este governo de ter enfiado para baixo do tapete o lixo que eles deixaram por limpar. É preciso ter lata! E é precisamente por ter lata a mais que este PS de António Costa vai perder as eleições. O povo não é estúpido. E, quanto ao PS, que prepare urgentemente o day after, se não quiser acabar como o PASOK daqui por uns meses…
marcelismo 2015
A alternativa a reconhecer que boa parte dos eventuais méritos eleitorais da Coligação ficarão a dever-se aos deméritos do PS e de António Costa será a de afirmar que o povo não sabe o que faz e que se deixa enganar com facilidade. Marcello Caetano também acreditava nisso. Ele dizia que a democracia era o melhor dos regimes, mas em Inglaterra. Por cá, em Portugal, o povo ainda não estava preparado para ela.
telegráficas
António Costa tomou o PS de assalto. Os portugueses sabem que nas costas dos outros vêem as suas.
António Costa nunca assumiu o passado recente do seu partido. Em vez disso, preferiu passar uma esponja sobre as responsabilidades do mesmo na falência de 2011 e atirar as culpas integralmente para quem veio a seguir. As pessoas não gostam que façam delas parvas.
António Costa encostou o PS à extrema-esquerda, convencido que assim ganharia o voto de protesto mais radical contra a austeridade. Perdeu o centro político onde se ganham as eleições, pôs em fuga o eleitorado conservador e não conseguiu roubar um único voto a esses partidos, que por aí continuam viçosos como nunca. À custa do PS, diga-se.
António Costa, ao contrário do que se diz, desagradou a toda a gente no caso Sócrates. Ao próprio, porque lhe falhou com a solidariedade que ele esperava. À generalidade da opinião pública, porque foi sempre evasivo. Àqueles que abominam o ex-primeiro-ministro, porque não o crucificou na praça pública.
António Costa, depois de quatro anos de dificuldades extremas, prometeu o paraíso terrestre aos portugueses. Os portugueses estão fartos que lhes vendam banha-da-cobra.
Sobre aquilo que mais interessava aos eleitores, a situação económica do país, António Costa delegou responsabilidades numa equipa de «sábios», confessando assim a sua falta de preparação na matéria. Mas é do primeiro-ministro que os portugueses esperam respostas claras.
À falta de argumentos e em estado de desespero provocado pelas sondagens, António Costa aceitou patrocinar uma campanha negra contra os partidos do governo. As campanhas negras nunca deram a vitória a nenhum partido em Portugal. Não será também desta vez que irão dar.
O drama de António Costa
António Costa chegou à liderança do PS com o estatuto de ungido, municiando a sua batalha contra António José Seguro com os números das sondagens.
Com o aproximar das eleições, entre algumas decisões erráticas, a estratégia do PS parecia finalmente ser a mais adequada: apostar todas as fichas na tese da credibilidade e das contas certas, acompanhada de compromissos gerais dirigidos ao eleitorado que decide o vencedor das eleições.
A ideia de construir um “cenário macro-económico” seria uma excelente ideia no quadro de tal estratégia, não se desse o caso de o protagonista ter um passado associado a más contas ou, pelo menos, a contas mal explicadas (seja nos governos por onde passou, seja na Câmara de Lisboa) e de cedo o cenário se mostrar lacunoso e até mesmo errado ou incompatível com alguns dos compromissos entretanto anunciados, sem que tal fosse reconhecido ou explicado, minando a tão desejada quão difícil de conquistar Confiança.
A estratégia parece entretanto ter mudado. Ler mais…
A ler
A menos de 5 dias do final da campanha: o guia para os perplexos do Pedro Magalhães, no Margens de Erro.
Lembram-se dos pássaros dodo? Não é ideologia. É biologia
Mas ó santo homem quem pode pensar uma coisa dessas?
JN: Passos Coelho e Paulo Portas mudaram um percurso de campanha para evitar um protesto de lesados do BES que, este sábado, provocou alguns momentos de tensão e foi condicionado por militares da GNR. Um dos manifestantes esteve alguns minutos em diálogo com o assessor de imprensa do PSD José Mendonça, e queixou-se de ter sido impedido de passar por um elemento das forças de segurança: “Agarrou-me aqui, apertou-me, eu ia pela rua. Somos pessoas de bem. Quase todos são PSD, militantes, presidentes de junta do PSD, não se faz isto, é uma vergonha, o senhor primeiro-ministro sabia perfeitamente que ia ter este problema para as eleições”, dizia este homem para o assessor de imprensa do PSD. “Não está a falar com comunistas nem nada”, acrescentou.
Vossa mercê perdoe-me mas o que fazem os comunistas no meio disto? Saberá o senhor ou não saberá porque pelos vistos era um capitalista do PSD com dinheiro para aplicar no BES que os comunistas não são lesados do BES porque os comunistas estão a libertar-se das grilhetas da opressão e da fome!!! Ora que coisa essa de invocar os comunistas para falar dos piquetes de capitalistas despojados dos seus bens.
Gatos fássistas
Mistérios
Durante estes quatro anos nunca vimos alguém dizer que apoiava as medidas tomadas pelo Governo. Mas estas pessoas estão agora nas sondagens e nas ruas. E contudo os jornalistas portugueses não as mostraram. Viveriam escondidas? Estariam em caves? Teriam feito voto de silêncio? Nunca quiseram dar uma entrevista?
Também vos adoro
“À primeira qualquer um cai, mas à segunda só cai quem quer”, terá dito o auto-depreciativo Costa perante uma plateia preparada para não mencionar Sócrates. Porque não se menciona Sócrates, deixemos isso bem claro.
Não tivesse sido Costa o número dois com vontade de agora ser o número um do não-mencionável Sócrates.
Recordo que Costa não caiu à primeira, quando a tralha implorou piedade através de um escape institucional. Mas caiu à segunda, quando a tralha, em desespero de causa, abalou a inércia que garantia a eleição mais fácil de que há memória. E se perder, é porque quis. Ou então não, talvez seja só porque é o que merece.
Este cravo é vosso. Guardem-o como recordação, lembrem-se de mim, não me esqueçam.
Adoro-vos a todos.
‘We’ve lots of different cultures’ coming in
Avante camaradas, o sonho de Cunhal está quase a cumprir-se
De certeza que não querem falar do Sócrates?
De certeza? Absoluta? Isto não está a correr particularmente bem; aliás, isto está a correr tão mal quanto seria de esperar que estivesse a correr bem.
Na SIC Notícias, há pouco, Adão e Silva dizia que, a concretizar-se, seria a vitória mais escassa da direita (“a direita”, repito) de sempre. Como a vitória do FC Porto sobre o Benfica no dia 20. A vitória mais escassa de sempre, por um golo. É bom termos comentários inteligentes na televisão, daqueles que nos fazem pensar. Estas pessoas é que deviam estar na Academia.
Fernanda Câncio no DN:
A coligação Passos-Portas não precisava de aparecer à frente nas sondagens para merecer ser congratulada pela sua extraordinária performance. Admita–se: passava pela cabeça de alguém que quem andou quatro anos a cortar pensões escolhesse colocar o assunto no centro da campanha, acusando o PS de o querer fazer? A quem ocorreria que a dupla que se esmerou a cortar a eito apoios sociais já sujeitos a condição de recursos, como o complemento solidário para idosos, denegrisse medidas inscritas no programa do PS que visam certificar que outras ajudas do Estado vão só para quem delas precisa e portanto o dinheiro dos impostos de todos é bem utilizado? A quem lembraria senão à genial desvergonha de Passos e Portas fazer disto um dos principais motes do seu discurso e do ataque ao PS?
Não sei se a Fernanda Câncio percebeu que a coligação e o PS chegaram a 2015 em posições diferentes. A coligação credibilizou-se na acção. O PS depois de se descredibilizar na acção até 2011, descredibilizou-se com paleio nos últimos 4 anos. As pessoas podem não gostar que lhes cortem as pensões, mas muitas compreendem que não há almoços grátis. Também percebem que a coligação manteve uma linha coerente sobre a Segurança Social, com custos eleitorais e os custos eleitorais credibilizam quem os assume. O PS chegou a 2015 com o discurso de que não é necessário reformar a Segurança Social, quando é evidente para uma grande parte do eleitorado que é. Qualquer indicação do contrário que o programa do PS possa ter é letal para o PS porque é um reconhecimento de que a linha da coligação foi a correcta. O PS acabou a jogar à defesa nesta questão porque na substância não tem razão e na demagogia foram incompetentes. Ficaram entre a demagogia do Costa e a honestidade intelectual do Centeno, e deu asneira.
Vamos lá animar isto
O Blasfémias compromete-se a divulgar as fotos dos líderes e activistas portugueses que neste mês de Setembro se tenham, feito fotografar ao lado de Tsipras que, como se sabe apesar do facto ter sido pouco noticiado, ganhou outra vez as eleições, formou governo e continua sem usar gravata… Da pesquisa que fizemos encontrámos estas mas são um pouco antigas. Mandem outras mais actuais pf
O M-L
Os candidatos amigos do Pacheco Pereira devem agradecer-lhe a amizade e o apoio. Mas devem também não esquecer uma coisa caso queiram ganhar as eleições: façam precisamente o contrário daquilo que ele diz.
A estratégia dos comentadores
As sondagens não estão famosas para António Costa. Mas não culpem o homem. O mais provável é as sondagens estarem erradas. Só pode. Costa tem feito tudo o que 90% dos comentadores acha que se deve fazer. Os comentadores acham que Portugal ainda está em recessão, Costa alimenta essa mesma ideia. Os comentadores acham que os números do INE sobre desemprego estão errados, Costa denuncia a aldrabice. Os comentadores acham que o problema da economia portuguesa é falta de consumo interno, Costa aposta no consumo interno. Os comentadores acham que havia uma alternativa, Costa apostou tudo no Syriza. Os comentadores acham que Cavaco foi um mau presidente, Costa lança um candidato presidencial anti-Cavaco. Os comentadores acham que está tudo bem com a Segurança Social, Costa diz que não é preciso reformar nem cortar pensões. Os comentadores acham que o Passos Coelho é a nova incarnação do Diabo que deve ser ostracisado, Costa vem dizer que nunca apoiará um orçamento do Passos nem se coligará com “este PSD”. Os comentadores acham que as sondagens só podem estar erradas e que é impossível a PàF ganhar. Costa faz campanha contra as sondagens com o mesmo tipo de pressuposto.
Há, é claro, excepções entre os comentadores. Por exemplo, Pacheco Pereira acha que Costa não é suficientemente radical e não apela suficiente ao eleitorado de esquerda que odeia o governo. Acha que Costa é demasiado centrista.
Realmente dá que pensar
mas os meus filhos, na escolaridade obrigatória, foram sucessivamente brindados com palestras e visitas de pessoas que tinham praticado terrorismo e/ou que advogavam as teses mais radicais sobre a nossa sociedade. Como eram de esquerda chamavam-lhes resistentes, utópicos e sonhadores e eram apresentados como uns heróis.
dá para entender agora?
A senhora fala por si, está bem?
O JN periódico que politicamente falando parece a folha do Grande Oriente Lusitano não sei se por via da misógina irmandade se só do atolambamento escreve esta coisa maravilhosa sobre a morte de um dos 24 filhos das várias mulheres do governante dos Emirados Árabes Unidos: Morreu um dos mais cobiçados solteiros do MundoConsumo de drogas e esteróides pode estar na origem do ataque cardíaco que vitimou Rashid bin Mohamed. Era herdeiro de nove mil milhões de euros e um dos solteiros mais cobiçados do mundo.
Nem sei aliás que outra coisa pode uma pessoa desejar para casar que um viciado em drogas e esteróides que, isso a notícia casadoira do JN não diz apesar de tanto gostarem da Wikileaks, terá numa crise de falta de qualquer coisa assassinado um criado. Não se sabe se numa das festas que frequentemente organizava se num dia de mau acordar.
Da próxima vez que alguém do JN falar em casamento é preciso ter em conta que por nove mil milhões de euros eles lá na redacção acham que as mulheres estão dispostas a tudo.
Antes que comece a ladainha das criancinhas com fome
provenientes dos tios que adoram os pobrezinhos e nunca puseram os filhos na escola pública porque os horários nunca são compatíveis
Pais penhorados por dívidas de refeições escolares
lembrem-se que a alternativa é não servir refeições às crianças. E isso francamente parece-me que não deve acontecer.Nas cantinas escolares inúmeros pais não pagam as refeições. Uns pq beneficiam de apoios. Outros pq não pagam. Acontece que as empresas que servem as refeições têm de ser pagas. Do que vivi enquanto mãe e membro de associações de pais isto resolve-se pedindo às empresas para darem algumas refeições, para fazerem render por mais uns pratos a comida e diluindo nos custos das outras senhas as senhas não pagas. É certo que isto só funciona quando são poucas as famílias borlistas. Caso contrário os pais que pagam e que muitas vezes nada indica que vivam melhor que aqueles que não pagam começam a inquirir da factura que lhes coube em sorte.
Ó almas santas
Não há dois minutinhos, um forum, meia página que seja para comentar as políticas que o governo do Syriza vai adoptar? Para falarmos do novo governo grego, dessa esperança numa nova Europa… Estou aqui documentadíssima sobre tal assunto mas devo ser só eu. Pensei que era como há uns meses e agora nada.
Ganhar 2 votos à custa de 2000?
Faz sentido prometer o fim do exame de acesso à docência? Para a plateia que ouviu o marajá da incompetência, não; a saber, todos os professores da plateia já passaram ou foram dispensados da realização do exame. Faz sentido para o burrinho que – enfim – não passa naquilo? Faria se o bronco percebesse as notícias que ouve, algo que é extremamente improvável pela incapacidade de realizar com sucesso uma prova de triagem dos hiper-energúmenos. Faz sentido para os pais que ouvem? Claro que não! Que socialista comum quereria para a educação dos seus filhos um professor aprovado pela mediocridade de um decreto? Faz sentido para totós que elaboram estratégias para o PS? Faz! E, como se tem visto, estas têm funcionado lindamente.
óptimas notícias para o ps
O tamanho do buraco, que, afinal, pode ser bem maior do que se pensava. Assim, caso venha a formar governo, não será preciso muito esforço para chegar à bancarrota.
Darwin explica as sondagens
A campanha eleitoral está a decorrer e posso já afirmar que terá um sucesso retumbante. Podíamos perder tempo com declarações de intenções (relembro que declarei o meu sentido de voto), análise dos programas, análise de caracter e verosimilhança entre as batucadas rítmicas para hostes partidárias e a realidade ecoada nos eleitores comuns. Podíamos, mas seria perder tempo.
A melhor forma de campanha eleitoral, a única que me interessa, é a propagação de tudo aquilo que o candidato António Costa diz. Como o palhaço da turma, aquele que vai chumbar o ano e que com insistentes macacadas origina um tempo aprazível de saudável descontração para alunos responsáveis, o clamor de Costa para que não deixem de o amar soa tão mais patético quanto a percepção ilusória de pré-existência de amor em risco de ser perdido. Ainda bem: como no amor, os candidatos a primeiro-ministro já não são escolhidos pelo gozo momentâneo e sim pela probabilidade de proverem e acarinharem a descendente prole.
O que está em jogo é se os portugueses escolhem o tipo irresponsável mas engraçado ou o aborrecido mas responsável pai dos filhos. Tudo parece apontar para a sobrevivência da espécie.
Leopoldo López
foi condenado a 13 anos de prisão num julgamento farsa. Que a Venezuela não é uma democracia já se sabe. O que não deixa de ser espantoso é que partidos e movimentos europeus que apoiam Maduro se passeiem diante de jornalistas sem que ninguém os incomode com uma perguntinnha sobre o assunto. Vejam-se as notícias e entrevistas ao radical espanhol Monedero que recentemente veio a Portugal apresentar um livro seu
Não penso que seja de esquerda mas penso que às vezes devia conseguir estar calado
Papa Francisco chega aos Estados Unidos da América. “E não pensem que sou de esquerda”
vai uma apostinha?
Que lá para meio da próxima semana, este interessante barómetro do Público vai dar o PS à frente da Coligação?
mais boas notícias para o ps
Costa admite criar 10 milhões de lesados
Lesados do BES: Costa admite forçar entendimento entre Banco de Portugal e CMVM
Para alem de interferir nos reguladores, Costa abre caminho para que as consequências das decisões de investimento de privados sejam pagas por todos.
Pensando bem isto é uma técnica de campanha
Ao lançar esta notícia
Jornal I — Pedro Nuno Santos na calha para a liderança do PS caso Costa perca as eleições
o PS leva milhares de indecisos a ir votar PS para evitar que Costa perca e que este filme de terror se torne realidade.
Ser comentador vai tornar-se uma actividade recreativa
Jornal I — Pedro Nuno Santos na calha para a liderança do PS caso Costa perca as eleições
Procurem o rosto de Tsipras nestas páginas
que syriza ganhou as eleições?
O de António Costa ou o de Pedro Passos Coelho?
E as capinhas amanhã serão como? Em Janeiro foram assim
Som de Cristal
Não imagino o que passou pela cabeça à dupla Quadros/Nogueira para a criação do programa da SIC, “Som de Cristal”. Mais ainda: não consigo imaginar o pitching de um programa de televisão deste tipo a um director de programação. Se, por um lado, a persona que Quadros apresenta nas redes sociais é tão intratável que dificilmente poderá ser genuína, por outro não parece que o humor pretendido para o programa fosse para ser obtido à custa do preconceito de urbanos privilegiados para com emigrantes e pessoas simples que encontram nos artistas ditos “pimba” um escape para o quotidiano.
Vi, até ao momento, todos os programas emitidos. Com uma excepção para a sequência manhosa que captura Roberto Leal como um simplório disposto a tudo para aparecer – não me passou despercebida a tentativa (que considerei deliberada) de colar um suposto beijo gay num barco a remos ao devoto católico que Leal projecta ser – não há um único momento que não eleve o artista à condição de humano, coisa impossível no brilho plástico dos programas televisivos das manhãs.
O que emana de “Som de Cristal” é que cada uma daquelas pessoas é um genuíno português que conhece o seu público e o efeito que a sua música causa neste. E se, tal como eu, nunca se deram ao trabalho de pensar em Nel Monteiro ou Marante como seres humanos dedicados de corpo e alma a um ofício – aquilo que nos define, em última instância, como parte activa da pátria -, graças a “Som de Cristal” passaram a atribuir não só respeito como também carinho oriundo de um público diferente do seu habitual: o dos restantes portugueses que subsistem pelos seus próprios meios.
A propósito do não cortamos e não cortaremos as pensões
Em 2013, com as pensões congeladas e outras medidas de contenção, a primeira pensão correspondia em média a 57,5% do último salário.
Em 2035, não havendo mais nenhuma reforma do sistema, e mantendo-se as regras aprovadas na reforma Paulo Pedros a primeira pensão corresponderá a 38,8% do último salário.









