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memórias de uma maioria absoluta

4 Setembro, 2015
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Vistas e contabilizadas as asneiras deste PS, a última das quais, sobre atirar refugiados para as matas, até a Fernanda Câncio irritou, o que admira é que o PS continue à frente nas sondagens. Ainda que por um ponto percentual apenas.

quase seguro

4 Setembro, 2015
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As sondagens não ajudam à serenidade de espírito no PS. O naufrágio aproxima-se. É quase Seguro…

O governo tem ministro do Ambiente? O que tem ele a dizer sobre isto?

4 Setembro, 2015

El Pais: La dirección del Consejo de Seguridad Nuclear (CSN) está preparando un cambio en las notificaciones de los sucesos que se registran en las centrales. Esta modificación supondrá una reducción del número de sucesos que se clasifican dentro del nivel 1 en la escala internacional INES y que comportan que el CSN emita automáticamente un comunicado de prensa.

Um Pai Natal só não chega

4 Setembro, 2015

Agosto: PS quer Segurança Social a comprar casas devoluta. Socialistas defendem que 10% do Fundo da Segurança Social sirva para comprar casas devolutas

Setembro 1: Financiar a Segurança Social com o dinheiro das portagens? Costa diz que é uma hipótese. O financiamento da Segurança Social com dinheiro de recursos é uma hipótese que António Costa admite estudar. As portagens são uma das opções.

Setembro 2: em vez de continuar a baixar o IRC, os 2% a reduzir devem passar também a financiar a Segurança Social. Isto leva a que as empresas financeiras como a Banca, seguradoras, as PT e as EDP comparticipem mais a Segurança Social e as empresas de mão de obra intensiva, têxtil, calçado, pequeno comércio, contribuam menos. E as empresas que abusam da precariedade vão pagar mais

Outubro: socialistas defendem que …………. financie os clientes  das  empresas financeiras como a Banca, seguradoras, as PT e as EDP que foram penalizados porque estas empresas  comparticipam mais a Segurança Social. E também que ……. financie o apoio aos utilizadores das  portagens que também estão a financiar a Segurança Social mais a linha de apoio às empresas que abusam da precariedade e vão pagar mais à Segurança Social porque não podemos deixar falir empresas. E também que ……. financie a linha de apoio à modernização das empresas de mão de obra intensiva, têxtil, calçado, pequeno comércio que por causa desse atraso tecnologico contribuem menos para a Segurança Social comprometendo desse modo a  a reabilitação urbana.

um mundo maravilhoso

4 Setembro, 2015
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António Costa anunciou que aumentará os impostos da EDP e da banca para sustentar as políticas de um futuro governo seu, entre elas, a manutenção do monopólio estatal da segurança social. Ora, a não ser que um futuro governo de Costa se substitua aos empresários e ao mercado na fixação dos preços que aqueles cobram pelos seus produtos, imagine-se quem irá suportar o aumento real desses custos? No mundo maravilhoso do dr. Costa há almoços grátis. No mundo real, não.

imigração

3 Setembro, 2015
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Algumas recomendações interessantes sobre imigração, ao encontro das preocupações do líder do PS e putativo futuro primeiro-ministro de Portugal: Aqui.

E lá continuamos com a perspectiva da política enquanto prolongamento da capa da Vogue

3 Setembro, 2015

Fevereiro: Tsipras e Varoufakis, os radicais da moda

Setembro: Conservador Meimarakis perdeu a gravata e pode ganhar a Grécia

Aulas segregadas para adultos só mesmo em Penela

2 Setembro, 2015

as aulas de português serão dadas aos homens e às mulheres em grupos separados

Foi preciso virem para a Europa para os sírios adultos serem obrigados a ter aulas separadas por sexo.

Na Síria isso só acontece no ensino público básico e secundário, mas não em todas as escolas. Não é regra no ensino privado nem no ensino superior. (link)

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Onde é que o Pai Natal entra nesta história?

2 Setembro, 2015

Agosto: PS quer Segurança Social a comprar casas devoluta. Socialistas defendem que 10% do Fundo da Segurança Social sirva para comprar casas devolutas

Setembro: Financiar a Segurança Social com o dinheiro das portagens? Costa diz que é uma hipótese. O financiamento da Segurança Social com dinheiro de recursos é uma hipótese que António Costa admite estudar. As portagens são uma das opções.
Outubro: socialistas defendem que …………. financie as portagens que estão a financiar a Segurança Social que está a financiar a reabilitação urbana.

Estão maluquinhos?

2 Setembro, 2015

“no início, as aulas de português serão dadas aos homens e às mulheres em grupos separados”  VIa Maria João Marques cheguei a esta informação;  Penela vai acolher vários refugiados. E no meio de um conjunto de actividades que visam a integração desses refugiados surgem as aulas de português. As tais que “serão dadas aos homens e às mulheres em grupos separados”

Alguém endoidou por aquelas bandas. Vamos lá saber o seguinte: quando as refugiadas forem ao hospital tb vão ser apenas vistas por médicas e enfermeiras mulheres? Por alma de quem se vão duplicar os esforços para dar aulas aos refugiados que me parece que nem se devem ter pronunciado sobre o assunto? E a coordenadora do projecto tb pensa arranjar um homem-coordenador para que os homens refugiados não se  sentam ofendidos caso tenham de falar com a mulher-coordenadora?

Diz sim às drogas, meu

2 Setembro, 2015

Há ideias geniais. Usar portagens para financiar a segurança social, porém, não é uma delas. A genialidade da proposta esconde-se na espalhafatosidade de declarações tão abundantemente labregas quão inconscientemente hilárias: na apresentação pública de “ideias” saídas de um kumbaya partidário de brainstorming eventualmente patrocinado por farmacêutica especializada em psicotrópicos. O PS está a fritar o cérebro da “geração mais bem preparada de sempre” (excepto gramaticalmente). Doutor Centeno, ainda está a tempo – não destrua mais a sua reputação: pense Lains.

Por vias travessas, Costa propõe a liberalização das drogas. Pelo menos, das drogas necessárias para encontrar em Costa um rasgo de imaginação consistente com o discurso de um adulto. Muita gente ridicularizou mas, nos últimos tempos, a coisa mais tolerável saída da metadona comunicacional do messias de jota-analfabrutos é a deglutição de hambúrgueres no casamento, forma sofisticada de dizer que não é estereotipadamente vegetariano.

Ainda assim, ninguém se indigna como com a imagem dos bifes da Isabel Jonet.

?????????????????

1 Setembro, 2015

Agosto 2015: Financiar a Segurança Social com o dinheiro das portagens? Costa diz que é uma hipótese.

Julho 2015: António Costa promete rever as portagens da Via do Infante.

Junho 2015: Compromissos para abolir ou reduzir portagens nas SCUT só depois das eleições. O líder do PS quer avaliar primeiro o negócio feito com as concessionárias

O dr. Costa quer ir buscar o dinheiro onde para a Segurança Social?

1 Setembro, 2015

09/03/2014 – PPP rodoviárias acumularam défice de 432 milhões até Setembro. Apesar do aumento de 23% nas receitas com portagens, os gastos do Estado continuam elevados, atingindo 96% do orçamentado para todo o ano.

17/10/2014. Custos com PPP rodoviárias aumentam 45% apesar de subida de 75 milhões nas receitas com portagens. Início dos pagamentos às subconcessões, no valor de 113,3 milhões, influenciou negativamente os resultados.

E é isto …

1 Setembro, 2015

Costa admite estudar financiamento da Segurança Social com portagens

PS quer repor pagamento do subsídio de Natal em Novembro

O PS não quer lavar os dentes

1 Setembro, 2015

A pré-campanha socialista tem merecido elogios rasgados de vários sectores da sociedade portuguesa, com adjectivos superlativos que vão de “impagável” a “hilariante”. Muita gente se apressou a atribuir responsabilidades ao próprio PS, à sua estratégia despesista, à alegada incapacidade de passar uma mensagem. Estão errados: o brilhantismo da campanha socialista é revelar, preto no branco, que a alternativa à austeridade é a arrogância inerente ao cinismo. Um gajo diz que é diferente e passa automaticamente a ser, porque quer, porque só um diferente se apressa a definir-se como diferente, para espanto dos outros, que o deixam falar, que com malucos é deixá-los a pensar que têm razão.

Tenho vários amigos empenhados em desmascarar erros de cálculo e cenários oníricos do programa socialista. Sem desprimor para esse trabalho, é desnecessário: ninguém leva a sério o que aquela seita do corridinho diz desde a espiral recessiva.

Escrevo isto enquanto mando o miúdo lavar os dentes pela 4ª vez. Das outras três vezes ouvi respostas que podiam ter saído do programa do PS. Mas sabem de uma coisa? Ele já está a lavar os dentes.

Já que estamos em maré de indignações

31 Agosto, 2015

Podemos comentar as indignações do mandatário do PS nestas eleições sobre a prisão de Sócrates e a justiça? Ou António Arnaut é às segundas, quartas e sextas o pai do SNS (digamos que é mais uma questão de irmandade do que de paternidade) e às terças, quintas e sábados um senhor de muita idade que diz umas coisas inapropriadas?«Nem no tempo da PIDE»

O concreto e o abstracto

31 Agosto, 2015

O presidente do Partido Socialista, Carlos César, garante que o PS não fala do caso Sócrates “em concreto”, mas defende que a legislação deve ser alterada, “com consenso, que tem faltado”, de modo a evitar qualquer situação de se estar preso sem acusação.

“É necessário fixar prazos e haver uma indiciação a um grau de suspeitas que sejam proporcionais às medidas de restrição”, explica, em entrevista à Antena 1. Quando questionado sobre se será normal José Sócrates estar preso preventivamente sem se saber do que é acusado, Carlos César é direto: “Não será o único caso, mas não acho normal”.

Há coisas das quais só o PS pode falar

31 Agosto, 2015

Paulo Rangel declarou: “Alguém acredita que se PS fosse Governo havia um primeiro-ministro investigado? E logo a Pátria gritou horrorizada que Rangel se pronunciara sobre a justiça. Horror, coisa nunca vista…

Deixando de lado tudo aquilo que socialistas de grande responsabilidade têm dito sobre a justiça a propósito da prisão de Sócrates e doutros processos anteriores resta esta constatação óbvia: foi preciso o PS deixar de ser governo para que as investigações a Sócrates avançasse de facto. Até esse momento o que aconteceu às investigações?

Fundamental

31 Agosto, 2015

este texto de António Araújo sobre essa PPP chamada livros escolares  Às razões do António Araújo eu junto uma outra: em algumas disciplinas o manual não serve para nada. E noutras, caso do Português, a partir do 9º é francamente prejudicial.

Quem é Passos Coelho?

30 Agosto, 2015

Tema do meu artigo de hoje no Observador: Passos Coelho revelou-se um bom líder de crise. O que não sabemos é se também é um bom político para tempos normais. Aqueles em que se tomam as decisões que nos levam às crises.

fala aí, antónio costa!

30 Agosto, 2015
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Mats Person, economista sueco especializado em pensões, sobre o sistema de pensões sueco, hoje, no Público:

«Mas num sistema actuariamente justo, como é agora o sueco, investe-se o dinheiro do salário no sistema, o sistema investe, por exemplo, na bolsa e depois há uma queda de mercado. O que acontece é que se receberá uma pensão mais baixa»;

«Há sempre risco relacionado com a taxa de retorno»;

«(…) há um grande risco para os reformados»;

«O sistema antigo criava desincentivos ao trabalho, enquanto o actual cria incentivos ao trabalho. E isso consegue-se ver actualmente. As pessoas mais velhas trabalham bastante mais do que noutros países. Porque tudo aquilo com que se contribui vai ser recebido de volta em pensões. A grande desvantagem é que os riscos são assumidos pelos reformados.»

«E quando as pessoas se queixam de que a pensão não é o suficiente, o que é preciso perceber é que isto é aquilo que o sistema pode suportar».

Algumas pistas interessantes sobre um país onde grassa o mais selvagem dos capitalismos desumanos, a Suécia, que o Dr. António Costa bem poderia aproveitar numa das suas futuras cartinhas sobre a sustentabilidade do nosso sistema de segurança social. Aquele que está sólido e não precisa de reformas.

Estimativa por ausência de estimativa

30 Agosto, 2015

Houve uma altura em que éramos bombardeados com sondagens a um ritmo quase diário. Subia 0,02 pontos percentuais de 34,22% para 34,24% das intenções de voto com intervalo de confiança de 95%, o que quer que isso significasse.

Agora não há sondagens quase todos os dias para ir comentando. A falta de sondagens é, muito provavelmente – e bem mais que a publicação destas -, a melhor ferramenta para prever o resultado de Outubro.

Confirmado: vamos ter governo PS+PSD

30 Agosto, 2015

DN: Uma equipa de seis pessoas recrutadas pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) vai passar os próximos 12 meses em Marte…

Obs. Sempre me pareceu que era melhor  fazer depender dos marcianos as políticas de governação do que do Syriza

Portanto só os não inteligentes detectam uma contradição nestas frases?

29 Agosto, 2015

Agosto de 2015: “Qualquer pessoa inteligente percebe que a posição do PS nada tem que ver com a posição do Syriza desde o princípio, desde antes de o processo grego ter começado”, disse Ferro Rodrigues, acrescentado que a posição do partido grego “foi uma posição suicidária, que levou a que o próprio Syriza esteja neste momento completamente esfrangalhado. Ferro Rodrigues

Janeiro de 2015: o resultado das eleições na Grécia “é a primeira demonstração” de que “há um consenso alargado nos países que são vítimas do fracasso estrondoso das políticas de austeridade, no sentido da mudança”. Ferro Rodrigues

tempo de confiança

28 Agosto, 2015
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«O indicador de confiança dos consumidores aumentou em agosto batendo máximos desde agosto de 2001».

E um cordãozinho humano???

28 Agosto, 2015

Foi nestes propósitos – ao que parece descalço e vendado – que as autoridades do camarada Hollande transportaram o alegado suspeito de uma alegada tentativa de terrorismo no seu TGV.

Estou espantada que além da minha pessoa ninguém se interrogue sobre estes procedimentos que pelos vistos só causam espanto quando está um republicano na Casa Branca.

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uma carta

28 Agosto, 2015
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Meu Caro António Costa,

Você começou com um texto sublime, explicando-me por que me escrevia. Fiquei a saber que está com «vontade de (me) ouvir». Pois então, vamos a isso.

Na segunda, disse-me que «temos de vencer a depressão». E, apesar da vida nem sempre correr como a gente espera, é mal – a depressão – que não me costuma atingir, pelo que, presumindo que você fala de si, tem-me aqui para o que der e vier. Conte comigo.

Na terceira, você anunciou que «queremos aumentar a natalidade». Bom, aí espero que esteja a falar no plural majestático, porque eu já tenho dois filhos e não me  está a apetecer aturar mais nenhum. Mas, como seu quase-amigo e já que você disse que quer falar comigo, deixe-me dar-lhe um conselho: a partir de certa idade não é boa ideia ter filhos, porque nos arriscamos a ser seus avós e não pais dos petizes. Por isso veja lá no que é que se mete. E, apesar das crianças serem a felicidade de qualquer lar, não devemos projectar nelas as nossas ansiedades e frustrações: ter filhos para combater a depressão não é terapia aconselhável. Para isso, é muito melhor fazer tudo como se fosse para tê-los, mas não chegar a esse ponto. Proteja-se, meu caro: hoje em dia não nos faltam meios para isso.

Na quarta, você começa a preocupar-me seriamente, quando diz, depois de ter anunciado anteriormente que queria aumentar a natalidade, que «a troica foi desejada». Aqui eu acho que você começa a manifestar alguns distúrbios preocupantes, provavelmente provocados pela ansiedade das últimas semanas, porque, meu caro, apesar de a ter escrito com «c» e não com o «k» com que habitualmente a lemos, a «troika» não é coisa que se deseje, nem para nós, nem para ninguém. É certo que foi um antecessor seu quem a mandou vir, mas nós é que levámos com ela em cima, enquanto que o seu colega andava pelos boulevards de Paris, pelo que penso que você não a deveria desejar novamente. Por mais solitário que se sinta.

Na última carta, que tem data de hoje mas eu julgo já a ter lido ontem, você tranquiliza-me, porque diz que «não assumi compromissos». É isso aí! Goze a vida e não se comprometa a fundo com nada, porque isto são dois dias e nós nunca sabemos quantos já lá vão. Divirta-se enquanto pode. Fico assim mais descansado ao saber destas suas anunciadas intenções.

Não terminarei esta minha carta sem lhe dizer que, após ter tido a oportunidade de apreciar o seu imenso talento literário, ainda por cima num género tão difícil de cultivar como o epistolar, já tomei a decisão que se impunha e que você me pediu: por mim, este país que outrora foi grande em Eças e Camilos, não poderá desprezar a sua veia literária. Deixe-se, pois então, continuar a escrever cartas, romances e versos, quem sabe, e não se preocupe com mais nada. Por mim, pode ter a certeza que tudo farei para que assim seja.

Por hoje é tudo.

Receba aquele abraço grato e solidário do

As StratUps e as StratDowns

28 Agosto, 2015
Uma Fender Strat Up e a mesma Fender Strat Down.

Uma Fender Strat Up e a mesma Fender Strat Down.

Obrigado, Doutor Costa.

StratUps

reflexões

27 Agosto, 2015
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Santana já reflectiu a 100%. Rio de 70% a 80%. Marcelo a 200%. Jardim é irreflectido e Barroso tem uma equipa a reflectir por ele.

tenham calma, o ps irá cuidar de todos vós!

27 Agosto, 2015
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É nisto que pode sintetizar-se a quarta carta de António Costa, talvez a mais irresponsável de todas. A mais irresponsável de todas porque, primeiro, identifica a privatização de serviços importantes para as pessoas com o garantido mau funcionamento desses serviços e a exposição dos seus destinatários a perigos desnecessários. Logo, a solução do PS, depois de assustar as pessoas, é dizer-lhes que lhes garantirá «serviços públicos eficientes e de qualidade». Os que todos conhecemos há décadas. Quanto aos futuros, serão os serviços geridos pelos amigos do Dr. Costa e pelo aparelho do PS e da JS, que se prepara para tomar conta deles, assim ganhe as eleições. Confiança máxima!

Depois, porque anuncia que o PS manterá o monopólio estatal da segurança social, evitando a possibilidade de escolha, ainda que limitada a uma percentagem dos descontos. E porquê? Porque a privatização «ameaça também a segurança futura dos iludidos com a “liberdade de escolha”, cujas poupanças ficam confiadas aos riscos da falência e desbaratamento dos fundos privados». Ora, isso é exactamente o que sucede há décadas com a segurança social pública, que paga as pensões actuais com o dinheiro dos contribuintes presentes e pensionistas futuros, e que está falida, também muito graças a dinheiros desbaratados em pensões precoces e milionárias e à utilização sistemática dos fundos de pensões para cobrir os sucessivos défices dos governos. Dinheiro entregue em boas mãos, pois então! Alternativa à falência da segurança social pública? É simples, aliás, é sempre tudo muito simples para o Dr. Costa: «diversificando as suas fontes de financiamento e aumentando o número de contribuintes com a criação de empregos». Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca. Ora, como o estado português já não fabrica notas, não lhe será fácil encontrar outras «fontes de financiamento» que não sejam os bolsos dos contribuintes, nem criar empregos na função pública por decreto.

Esta sucessão de cartas assinadas por António Costa revelam um PS que pertence ao passado, que quer preservar um modelo antigo de sociedade com provas mais do que suficientes da sua ineficiência e que tem medo da mudança. É o PS mais reaccionário e conservador de que há memória.

entradas ilícitas

27 Agosto, 2015
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Uns pela porta dos fundos, outros pelas portas da frente.

Porta 18

27 Agosto, 2015

José Carriço foi detido na A1 com 9,5 quilogramas de cocaína. Os colombianos chegavam à Luz pela porta 18…

Isto não é uma notícia . É o princípio de um romance policial. À séria.

Lá vem mais uma praça cheia de gente a varrer e a cantar

27 Agosto, 2015

Com aquela fé em todas as manifestações onde vislumbre “qualquer coisa de esquerda”  o PÚBLICO escreve: “A revolta do lixo em Beirute pode transformar-se na Primavera Árabe do Líbano. Mas sem Presidente, Parlamento e um primeiro-ministro que se ameaça demitir, tudo é incerto.”

Digamos que talvez assim o futuro seja menos incerto. Porque nos outros países onde aconteceu a dita Primavera existia tudo isso (ou uma versão local disso) e as coisas acabaram como acabaram. Assim se a dita Primavera acontecer pelo menos poupam-se umas etapas a caminho do caos.

Re: Re: Re: Re: Cartas o *******

26 Agosto, 2015

Doutor Costa,

Qualquer idiota já percebeu que V. Ex.ª não consegue escrever um SMS, quanto mais cartas ao “eleitor indeciso”.

Em primeiro lugar, nenhum indivíduo com idade mental superior a 15 anos tem lata para se dirigir às pessoas como “caras e caros amigos”. Só falta incluir um xoxoxoxo no fim para ser por demais evidente que foi escrito por alguém com 14 anos ou pelo Porfírio Silva. Para as V. aspirações governativas, espero ter sido alguém com 14 anos.

Em segundo lugar, V. Ex.ª refere que “para crescer, temos que recuperar competitividade”. Depois diz que para o conseguir “o nosso caminho é o da inovação e inovar exige investimento no conhecimento”. Consegue V. Ex.ª ser menos inovador na proposta? Essa treta foi tentada repetidamente por escrito e continua a não ter significado para pessoas com mais de 15 anos. A partir de uma determinada altura, os seres humanos adquirem capacidade de raciocínio em abstracto. Pode não ser o caso do seu eleitor típico, mas, pretender englobar todo e qualquer “eleitor indeciso” na categoria de imbecil é fórmula para o fracasso antecipado.

Em terceiro lugar, V. Ex.ª diz que é prioritário “promover a cultura e a ciência” e depois aparece ao lado do Doutor Sampaio da Nóvoa, a enciclopédia humana das bacoradas infantis. Aliás, “promover a cultura” é exactamente o que V. Ex.ª não quer, sob risco de ser desmascarado como a fraude política que, em evidente e crescente desespero, se esforça por ocultar.

Em quarto lugar, V. Ex.ª diz que quer “travar o êxodo dos jovens mais qualificados”. V. Ex.ª pretende, então, impedir os jovens de procurarem formas de melhor servirem os seus interesses, prendendo-os a um país governado por uma fraude política que repete todos os chavões telegráficos sacados do manual de demagogia para totós? Mais, V. Ex.ª fala do “combate à precariedade” da mesma forma como arremessa postas de pescada sobre “tecido empresarial”, “centros tecnológicos” e outras expressões passíveis de serem retiradas de um livro de auto-ajuda para comentadores de televisão com dificuldades em conter a baba. Se estes indivíduos sinistros, escolhidos a dedo, não conseguem, achará, porventura, que V. Ex.ª tem melhores condições para convencer o “eleitor indeciso”?

Em quinto lugar, V. fala do “combate ao empobrecimento”. Mas V. Ex.ª é idiota? Há alguém com meio palmo de testa que defenda o empobrecimento? Isso tem sequer significado? Não há vida inteligente no V. partido? Não é possível criar um discurso de acção política que apresente alternativas concretas e viáveis, aceitando os seus prós e contras, e que defenda um único ponto de vista realista sobre o país, o seu financiamento e a dimensão desejada para o aparelho de Estado? É só flores e cravos e merdices românticas para adolescentes? V. Ex.ª está a promover-se para primeiro-ministro ou para actor de telenovela? Não há nada para adultos com preocupações deste mundo real? V. Ex.ª devia escrever (ou mandar escrever) romances, se vive tão absorto nesse mundinho ficcional.

Em sexto lugar, um elogio: V. Ex.ª dirigiu a carta ao “eleitor indeciso” e esta convenceu-me. Não sou mais um eleitor indeciso: ter lido até ao fim permitiu-me decidir, com toda a assertividade, que V. Ex.ª não tem estofo intelectual para ser detentor de qualquer poder de decisão.

Os meus cumprimentos,

Um eleitor indeciso

venha o próximo

26 Agosto, 2015
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Rui Rio anda a gozar com as tropas. Há meses a fazer pairar a dúvida sobre a sua eventual candidatura presidencial, anunciou agora que já ponderou a «70% ou 80%» sobre a mesma, faltando «apenas» uma decisão. Afinal, Rio está à espera de quê para se decidir? Até há uns meses ainda se entendia: estava a ver se Passos se espatifava e se os vaticínios sebastianistas que sobre ele recaem há anos, finalmente se concretizavam. Depois de, pela força das circunstâncias (Passos não se espatifou…), ter desistido do PSD, se se acha capaz de vir a ser presidente da república, o que o faz hesitar? Provavelmente nada, a não ser julgar que quanto mais desejado se fizer, mais impacto terá o seu anúncio, como aquelas falsas púdicas que resistem cheias de vontade. Num país civilizado, onde as pessoas se dessem ao respeito, semelhante proto-candidato presidencial já teria sido há muito lançado às urtigas, porque tanta hesitação, tamanho tacticismo e espetalhonice saloia traduzem um profundo desrespeito por aqueles a quem, depois, se vai pedir votos e confiança. Por mim, pode ir andando. Venha o próximo.

Re: Saison des cartes pas de Descartes en français

26 Agosto, 2015

Amigo,

É fácil, para quem está em liberdade, referir-se à sorte alheia de quem está preso. Porém, digo-te, a vida de presidiário não é nada fácil, como constato todos os dias ao ver os que o são mesmo. A minha própria experiência, apesar de diferente da de um presidiário pindérico, é deveras traumática para um homem amaldiçoado com substantivo porte intelectual. Percebo que recorras à tua mãe para te aliviar a carga que carregas sobre os ombros. Eu próprio recorro à minha e à sua herança sempre que necessito, como agora, que decidi começar a pagar a quantia exacta em dívida ao meu amigo, mal apure exactamente quanto lhe devo. Porém, não é a tua mãe que te pode ganhar eleições. Devias falar com quem sabe e com quem pode. A vida é complicada e nem sempre podemos estar onde queremos mas, bolas, sabes exactamente onde estou e não te custa nada vir cá trazer um bolo ou uma mala de fotocópias. Tudo se arranja na vida. Eu é que estou preso e tu é que sentes os trabalhos forçados. Posso aliviar-te a carga. Posso conceder-te o que desejas. Mas há um preço, como em tudo na vida. Socialismo sim, mas para os discursos. Aqui é a César o que é de César. Podia elaborar mais mas já não tenho papel, que gastei para a última lista telefónica de absurdos de inocência sacados de um livro de um tal de Dostoyevsky que enviei para publicarem nos meus jornais. Aparece. Falamos pessoalmente. Não sejas piegas.

Com amizade,

Marlene

Re: Season de cartas

26 Agosto, 2015

Querido filho,

É bom que percebas que tu não és a coisa mais importante. Estas eleições não são sobre ti, são sobre a missão que te foi atribuída. Gosto muito de ti mas está na altura para deixares de ser piegas e encarares a realidade: tens que repor a minha pensão, assim como as pensões de todos os nossos amigos prejudicados por este governo ideológico que abala os privilégios que conquistamos através de décadas de promessas eleitorais para o estabelecimento da nossa rede de influência. Lá porque nunca descontamos nada para a pensão não significa que nos possam vir agora tirar o que alcançamos através da nossa estratégica colocação no aparelho do Estado. Os nossos braços estendem-se por todo o lado. Quem pensa o governo ser para vir mexer no que levamos anos a construir? É fútil. A tua missão é repor a nossa forma de vida. Os analfabetos dos campónios que paguem: a parolada serve para isso, para manter a ordem social estabelecida através da sensação de pertença a algo. Malditos peões, que julgam que vivem. No entanto, precisamos deles. Sê amiguinho do povinho e vai-lhes à carteira sem que notem. Andamos anos a preparar-te, não vaciles agora.

Lembra-te sempre que nada disto é acerca de ti. Tudo o que fizeres é por mim.

Mãe

porquê?

26 Agosto, 2015
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Na segunda carta endereçada por António Costa aos portugueses, o líder socialista precipita-se sobre uma infindável sucessão de perguntas acerca do cepticismo dos seus concidadãos quanto ao futuro de Portugal: «Porque havemos de descrer das nossas capacidades?», «Porque havemos de temer a globalização?», «Porque havemos de lamentar a falta de recursos?», «Porque havemos de nos resignar a que tudo isto seja apenas retórica?», «Porque não havemos de ser capazes de nos transformarmos?». A resposta a estas dúvidas existenciais é, contudo, muito simples: porque num país que faliu três vezes em trinta e sete anos é difícil acreditar. Principalmente quando o partido que foi responsável político por essas três falências se prepara para regressar ao poder sem aparentemente ter aprendido alguma coisa com os erros do passado.

Querem saber como foi o PREC?

26 Agosto, 2015

A propósito de debate com Heloísa Apolónia, Paulo Portas declarou “em nenhum país comunista haveria um debate com os adversários políticos, porque, se houvesse, era o último” “Como sabem, ou lhes cortavam a cabeça ou os prendiam. Em democracia trocamos ideias naturalmente, civilizadamente”

Imediatamente um deputado do PCP retorquiu:  “para andares com essa conversa de pide reformado, deves estar com uma carga de ressabiamento do tamanho de um submarino

Acreditar que os comunistas mudaram mudou é pura ilusão. À mínima crítica soltam a verborreia das acusações. Como estamos em 2015 tudo isto parece um folclore meio desfasado mas é pura ilusão acreditar que o PCP é apenas um  caturra grupo etnográfico neo-realista. Se pudessem voltariam  a fazer o mesmo.

Quando as redes sociais virem as galinhas, coitadinhas, a serem assim transportadas talvez se comovam

26 Agosto, 2015

e dediquem meio segundo atenção ao que está a acontecer na Venezuela
COLOMBIA VENEZUELA (17)