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Não vejo outra solução que não demitires-te, pá

15 Setembro, 2015

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São muito conservadores

14 Setembro, 2015

Em 1983, a RTP1 passou parte do filme “Pato com Laranja” até à interrupção da transmissão pelos protestos de telespectadores que culminaram na demissão do presidente do conselho de administração da RTP.

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Em 1991, tinha passado o filme “O Império dos Sentidos” na RTP2, D. Eurico Nogueira, arcebispo de Braga, pede a demissão do director de programas da RTP2.

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Em 2015, ainda não passou o Prós e Contras de hoje, socialistas já pedem a demissão do director de informação da RTP.

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Lucía y el sexo [spoilers]

14 Setembro, 2015

Narrado em Formentera, Lucía y el sexo conta uma história algo bizarra e cheia de sexo em variações mais ou menos cama-sútricas. Quer dizer, não tanto sexo como o que seria de imaginar pelo título, apenas sexo suficiente para que várias gajas possam entrar na vida de um tal de Lorenzo, um tipo que tem a mania que é escritor, quiçá bestseller, e que, por circunstâncias que incluem um cão rottweiler, acaba a perder a confiança no mundo.

Asfixia democrática é ter um cão alemão que nos mata a criança enquanto pinamos alegremente com uma babysitter chamada Belén. Isto é tortura; e se não é um filme sobre o fim das pretenções de Sócrates para a Presidência da República, não sei sobre que será.

Pelo meio, Lucía tenta boicotar a realização de um Prós e Contras numa viagem de auto-descoberta, pavoneando o seu belo corpo desnudado pela paradisíaca ilha (pejada no Verão de voyeurs italianos), corpo este que disputou a atenção de um tipo chamado Carlos com a actividade de mergulho mas que acabou de abalada combalido numa espécie de Covilhã lá do sítio, sorvado por mais uma iteração falhada do repetitivo clássico “parolo visita cidade e é destruído”.

Conclusão da história é que ninguém sabe se o Sid matou a Nancy ou se ter conhecido a Nancy matou o Sid. Mas que a história do Sócrates mete muitas gajas, lá isso mete.

Two l’s, one cup

13 Setembro, 2015

José Lello acusa a RTP de estar ao serviço da campanha do PSD/CDS. É chato, ainda vão falar de Sócrates, como se enviando para publicação as nossas fotografias em actividades normais de “dá-lhe agora, dá-lhe agora” fosse convite para se falar de coisas que não precisam ser faladas.

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Em nome da não-asfixia democrática, asfixiem esse programa, já.

Portanto quem está ali não é aquele de que não se pode dizer o nome mas sim o Silva que não só emprestava que se fartava

13 Setembro, 2015

mas também substituía o nosso PM de então nas horas que lhe sobravam do ganhar/emprestar

Neutralidade activa. Agora a favor do populismo

13 Setembro, 2015

Observador: Não é por acaso que nos confrontamos com protagonistas como Tsipras e Iglesias. Ou se quisermos numa versão mais doméstica com aquela figura cujo nome agora parece mal pronunciar mas que até há pouco era considerado imbatível nestas técnicas de campanha. Politicamente eles fizeram-se em estúdios de televisão, especializaram-se em acusar os outros e em não responder nada sobre si mesmos e as suas propostas. Eles são também o resultado da neutralidade activa. Agora a favor do populismo..

Qual é o espanto? Antes ela casou com um rato

12 Setembro, 2015

“E se a Carochinha casar com uma menina?”

Para se perceber a legitimidade que assiste aos que se consideram no direito de

12 Setembro, 2015

organizar isto ou os “incidentes de Braga” aconselha-se a leitura deste Pequeno glossário do PREC. As palavras mudaram um bocadinho mas Portugal continua dividido entre aqueles que conhecem a Linha justa e a linha correcta portadores de uma mensagem e os Reaccionários, ultrareaccionários e reaccionário convictos que em vez de serem portadores de  mensagem fazem provocações.

Como é óbvio a Via socializante, via original para o socialismo e via portuguesa para o socialismo foram substituídas pela outra austeriadade e pela outra Europa.

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12 Setembro, 2015
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Por muito pouco, Passos e Portas não foram agredidos em Braga, durante uma acção de campanha para as legislativas. Em condições normais, isto mereceria, pelo menos, uma declaração de repúdio do líder do maior partido da oposição, o PS, António Costa, que. até agora, se manteve mudo, calado e sereno. A última vez que vimos isto, desde o PREC, foi na Marinha Grande, com Mário Soares. A quem, na altura, não faltou a solidariedade devida.

E foi fácil

12 Setembro, 2015

Uma pequena nota para dizer que, piadas à parte, a nudez da Joana Amaral Dias é a acção de campanha mais digna oriunda da esquerda.

Mas ao certo quantos presos existem em Cuba?

12 Setembro, 2015

Mais de 3 mil presos libertados em Cuba, devido à visita do Papa Francisco

Volta e meia Cuba anuncia a libertação de presos. O mundo comove-se e vê ali mais um sinal da crescente tolerância do irmão Castro de serviço. Mas com tanto preso libertado ou já não existem presos em Cuba ou têm de os prender outra vez para terem quem libertar no próximo sinal de abertura do regime.

O manicómio em auto-gestão

12 Setembro, 2015

PÚBLICO: Catarina Martins insistiu, mas Passos não pediu desculpa nem mostrou números

Quer ser Primeiro Ministro

11 Setembro, 2015

O corpo e o sangue do senhor

11 Setembro, 2015

A publicação da fotografia de Sócrates a assistir ao debate com amigos foi um genial golpe de campanha eleitoral da dupla Costa/Sócrates, na versão polícia bom/polícia mau, reprise do papel de Costa como permanente número 2.

Desde a existência de uma foto em que se posa, passando pela idiossincrasia da própria (cálices vermelhos em número visivelmente superior aos fotografados e condizentes com a camisa do mestre; a curiosa demonstração de que não há gente sentada à cabeceira, etc…), a surreal crítica ao voyeurismo (foto cedida por fonte anónima?) através da própria exibição que é o “puxão de orelhas”, tudo garante que se fale de Sócrates sem se falar de Sócrates, que isso é mau e ninguém quer, OK? Não mencionem Sócrates, seus obcecados que posam para fotografias idiossincráticas com várias piadas semi-obscurecidas que aparecerão de forma anónima no jornal e na TVI que afinal não vamos comprar; ó João Araújo, vá mas é lá ao jantar e veja se faz mais uma fita sobre o estacionamento do Smart.

Como pode Sócrates ganhar eleições novamente? Lembrando o permanente número 2 e agora recém-promovido testa-de-ferro que isto não é acerca de insignificâncias eleitorais, é sobre ele.

Em verdade vos digo: o ceifador das capicuas ainda nem começou a cobrar. Também não interessa: pai, se puderes, afasta de mim este cálice; porém, cumpra-se a tua vontade.

Houston, we have a problem

11 Setembro, 2015

O que aconteceu ontem na entrevista de António Costa a Vítor Gonçalves revela um António costa incapaz de ouvir uma crítica, que não aceita que um jornalista lhe faça uma entrevista…

A ler

10 Setembro, 2015

Na campanha em curso, a maior invasão da vida política pela lógica do chamado infotainment a que os pretendentes a protagonistas se sujeitam talvez tenha sido a foto de uma candidata em pose de modelo na capa de uma revista de entretenimento, não por acaso oriunda de um canal televisivo. Outros candidatos, recrutados na nova intelectualidade, só existem nos jornais, refugiados geralmente em micro-organizações criadas à imagem dos partidos tradicionais mas sem tropas. Finalmente, é sintomático dessa dependência doentia dos políticos profissionais e dos seus imitadores perante a mídia que um humorista, conhecido pelos sketchs publicitários do operador de telecomunicações para o qual trabalha, vá entrevistar vários dos actuais candidatos…

Ele não disse o mesmo do Casillas?

10 Setembro, 2015

Florentino Pérez diz não imaginar o Real Madrid sem Cristiano Ronaldo

Afinal estão magras ou obesas?

10 Setembro, 2015

Observador: Uma em cada três crianças tem excesso de peso

JN: Há mais crianças com baixo peso em Portugal

Parafraseando o Rui Tavares:

1.Portugal precisará de uma unidade de observação de obesos no Ministério da Saúde, Portugal precisará muito provavelmente de um alto comissariado nacional para a observação de obesos   que possa consertar os esforços da administração pública, dos privados, das ONG (Organizações Não Governamentais), da solidariedade cidadão, e que possa fazê-lo com uma noção de longo prazo

2. Portugal precisará de uma unidade de observação de  crianças com baixo peso/magros no Ministério da Saúde, Portugal precisará muito provavelmente de um alto comissariado nacional para a observação de  crianças com baixo peso magros   que possa consertar os esforços da administração pública, dos privados, das ONG (Organizações Não Governamentais), da solidariedade cidadão, e que possa fazê-lo com uma noção de longo prazo

3. Portugal precisará de uma unidade que reúna os observadores das unidades de observação dos obesos e dos magros. Portugal precisará muito provavelmente de um alto comissariado nacional que coordene os altos comissariados para a observação de obesos e para a observação dos magros   que possa consertar os esforços da administração pública, dos privados, das ONG (Organizações Não Governamentais), da solidariedade cidadão, e que possa fazê-lo com uma noção de longo prazo

4. Num futuro governo de esquerda deve existir uam pasta ministerial para estes problemas, pasta essa atribuir a um auto-propostos das lista sdo Livre

5. Marcelo Rebelo de Sousa vai elogiar esta proposta e visitar a sede de todos estes comissariados.

 

E entretanto

10 Setembro, 2015

Num canal perto de si um candidato presidencial trata da sua campanha

vai ter de se mexer

10 Setembro, 2015
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É sabido que a história das democracias modernas se joga, em momentos decisivos, nos meios de comunicação social e, sobretudo, nas televisões. É pacífico que a imagem dos políticos é construída e frequentemente destruída nestes últimos meios de comunicação. É certo que os debates políticos televisivos, sobretudo os confrontos bipolares de lideranças entre quem está no poder e quem para lá quer ir, são embates que criam grande expectativa e podem resolver uma contenda eleitoral. Mais do que a razão dos argumentos, a forma como são ditos e a aparência da personalidade de quem os enuncia é determinante para apurar o vencedor. Tal como num combate de boxe, um debate político televisivo é um exercício de dominância de personalidades, ficando para a opinião pública apenas duas sensações: a do vencedor e a do derrotado. Tudo o mais é absolutamente secundário.

Ora, até ao debate de ontem, a estratégia da Coligação assentava exactamente nisto: derrotar o PS na comunicação social, diminuindo a liderança e a personalidade de Costa, qualificando-a de errática, indecisa e sem rumo. A ilustrá-lo, as inúmeras trapalhadas em que o PS e o seu líder se meteram nos últimos meses, todas reveladas por péssimas prestações na comunicação social. Por isso é que a principal preocupação que o líder do PS ontem teve foi a de desfazer essa imagem, substituindo-a pela de um líder determinado e que sabe o que quer. Treinou para isso – treinaram-no para isso – e foi bem sucedido. A substância do que disse é, para os efeitos pretendidos, absolutamente secundária, tão secundária como os ridículos papelinhos que levou consigo e que ilustraram parte da sua exposição, fazendo crer que é um homem bem preparado e que sabe o que diz. Em contrapartida, por razões incompreensíveis, Passos Coelho, que tinha tudo para ser a personalidade dominante do debate, sobretudo porque Costa entrava nele mediaticamente muito diminuído, apareceu sorumbático, receoso e inseguro. Não disse, com clareza, o que tinha que ser dito sobre o país que recebeu e as responsabilidades do PS no que aconteceu aos portugueses nos seus quatro anos de governo, e o que dizia era frequentemente ininteligível, perdendo-se em detalhes técnicos que o eleitor médio não considera.

O debate de ontem não representa, naturalmente, uma derrota eleitoral da Coligação. Mas representa uma derrota da sua estratégia de campanha, que visava bater Costa na comunicação social, num meio onde ele, afinal, se demonstrou superior ao seu oponente, na hora da verdade. Isso vai dar um novo elan à campanha do PS e a Costa, e obrigará a Coligação a alterar o seu plano de marketing a três semanas das eleições.

Para a Coligação ganhar as eleições no próximo dia 4, vai ter de se mexer. E muito.

Do debate II

10 Setembro, 2015

Ao ver a quantidade de baboseiras escritas sobre o debate de ontem escachadas nos ditos jornais de referência, não consigo deixar de escrever mais uns parágrafos sobre o assunto.

Em primeiro lugar, não foi um debate. Nunca é: trata-se de um programa de televisão, a forma menor de entretenimento disponível às pessoas e que cujo alinhamento é normalmente preenchido com telenovelas e concursos. Toda a conversa sobre quem vence debates é, assim, curiosa. Não sendo um debate, ninguém o vence. No entanto, há vencedores do evento: para quem sacrificou a telenovela e mesmo assim se deixou enredar no longuíssimo exercício de vaidade de três jornalistas, António Costa mostrou-se um galã bollywoodesco capaz de ofuscar o abundante suor com os aparados tufos das orelhas e a urgência de um enredo – normalmente designado por “narrativa” – tão superficial como apelativo; Costa transmite a ideia de que tudo pode ser diferente, como dizem as imagens motivacionais que percorrem os facebooks do telespectadores quando em busca da nova foto das pernas da vizinha. Nós queremos crer que pode ser diferente. Para igual basta a nossa triste realidade de desorientação espacial no emprego mundano após o Verão na manhã seguinte. As pessoas aguardam os fins-de-semana e Costa promete-os, temporariamente, disponíveis a toda a hora, como qualquer político, daqueles que são capazes de vender a ilusão que estamos dispostos a comprar enquanto não volta a passar a novela.

Costa venceu – claramente – a novela substituta de ontem. Amanhã ninguém se lembra. A realidade, essa não se compadece dos enredos do entretenimento fátuo. Estas eleições são só e apenas sobre se os portugueses querem Sócrates. Como qualquer culto em torno de sociopatas, nunca se saberá o que acontece até o cometa passar. Passos Coelho só conseguiu demonstrar a sua inépcia para romantismo adolescente. Nada disso importa: as pessoas vão votar com a carteira, como é suposto, contra todas as expectativas dos profissionais do entretenimento em permanente busca do escape perfeito por 90 minutos à enfadonha realidade.

Do debate

9 Setembro, 2015

Vi o debate, animado com a ideia de um comité jornalístico para elaborar questões desinteressantes. Não defraudou expectativas. Era possível determinar quais dos jornalistas passou ou ainda está na televisão pública.

Costa lançou um monte de soundbytes repetidos sacados do manual de demagogos para cérebros de passarinho. Passos Coelho continuou a conseguir ser odiado por quem sempre se predispôs a odiar Passos Coelho.

Resultado para paineleiros: Costa 56 – 0 Passos Coelho.
Resultado eleitoral: Costa 0 – 0 Passos Coelho.

Como é suposto.

inimaginável

9 Setembro, 2015
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Um debate entre dois candidatos certos a primeiro-ministro com três, repito, três entrevistadores. O foco foi o alarido feito por estes últimos e não o alarido que os candidatos devem fazer um em relação ao outro. Um formato impensável e que as direcções de campanha deveriam rejeitar liminarmente. Não foi um debate, foi um chinfrim.

da fatalidade

9 Setembro, 2015
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Quando até Diogo Freitas do Amaral se transforma em argumento, a tragédia é já inevitável.

a suprema trapalhada (esta merece destaque)

9 Setembro, 2015
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os erros do ps

9 Setembro, 2015
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Em 2011, findo um longo período de seis anos de governação socialista, quatro dos quais em maioria absoluta, o país faliu e o governo de José Sócrates chamou a troika. Quatro anos depois, o PS nunca admitiu qualquer responsabilidade por esse facto.

Durante o período de assistência financeira, o PS raramente se disponibilizou para ajudar a encontrar soluções para os problemas do país. Ao contrário, continuou entretido com a pequena política de ataque ao governo, sem mais.

O PS julgou que convencia os portugueses de que a «austeridade» era somente uma consequência das políticas do governo do PSD/CDS e não, também, dos governos anteriores de sua responsabilidade. «O governo foi muito para além da troika», foi o mantra repetido à exaustão. Não colou.

Quando o país precisava de políticos responsáveis que o acompanhassem nos sacrifícios por que os portugueses estavam a passar, o PS entreteve-se com jogos florentinos e guerras fratricidas. António José Seguro saiu da liderança com uma faca nas costas. Não foi coisa bonita de se ver.

António Costa apresentou-se como o salvador da pátria. Erro grave de percepção: os portugueses já não acreditam em messias.

Chegado à liderança do PS, em vez de ter um discurso moderado e que transmitisse confiança, Costa foi a correr entregar-se à extrema-esquerda, ao Bloco e ao Livre. Não era isto que os eleitores esperavam dele, muito menos do PS.

Na vitória do Syriza, um grupúsculo de extrema-esquerda que circunstâncias particulares conduziram ao poder na Grécia, Costa saudou a vitória como se fosse a sua, sem sequer ter intuído no esmagamento do PASOK sinais de alerta para si próprio. Quando, sem grande surpresa, o Syriza começou a disparatar, Costa tentou fugir a galope do buraco onde se metera. Mas já era tarde.

A prisão de José Sócrates transformou boa pare do PS num partido anti-sistema, que atacou a justiça como se de um bando de malfeitores se tratasse. Perante evidências que mereceriam, no mínimo, algum distanciamento institucional, todo o PS histórico rumou a Évora, em homenagem ao novo mártir. Costa não se envolveu demasiadamente nisto? Pois não. Mas também não impôs a barreira de higiene de segurança que se impunha. Agora, essa falta de cuidado está a cair-lhe em cima.

O PS convenceu-se que os quatro anos de austeridade seriam suficientes para ganhar as eleições, fizesse o que fizesse, dissesse o que dissesse, acontecesse o que acontecesse. Não percebeu o que aconteceu com a vitória de David Cameron.

Promessas e mais promessas já não convencem os eleitores, sobretudo quando algumas parecem decalcadas de anteriores campanhas socialistas, cujos resultados o país testemunhou. Muitas delas, como a célebre criação de 207 mil novos empregos, desditas vinte e quatro horas depois de anunciadas.

O PS acreditou que bastaria apresentar ao país um grupo de «sábios» que jurassem pela excelência do seu programa, para conseguir o voto dos indecisos. Também não é verdade: em circunstâncias excepcionais, as pessoas parecem preferir pessoas normais como elas. E tem sido esse registo de normalidade, muito em falta no PS de António Costa, a garantir o aparente sucesso de Passos Coelho.

Agora colhem os frutos do estado estado estado estado estado…

8 Setembro, 2015

Anos de regulamentação, legislação, sindicalismo, protecção social, corporativismo, certificações, taxas, taxinhas, obrigatoriedade disto e necessidade daquilo, ASAE, IMTT, observatório da alavanca, fundação do joystick, seguro para aqui, imposto para acolá, proibido isto, proibido aquilo, proibido tudo, cor padronizada, bandeirada regulada, manual de 129 páginas

Hoje em dia é mais fácil fazer um aborto que explorar um serviço de táxi. Que estavam à espera?

Foto gentilmente cedida pela Lusa que é de todos nós.

Foto gentilmente cedida pela Lusa que é de todos nós.

“Ao lado de”, como uma sombra que ninguém pode parar

8 Setembro, 2015

Costa e Sócrates

Há um tempo para tudo. Neste momento, o que mais importa é que todos aqueles que se batem por uma alternativa política de mudança saibam que estou do seu lado.

Em cada crise uma oportunidade de nos instalarmos no aparelho de Estado

7 Setembro, 2015

“Portugal precisará de uma unidade de reinstalação de refugiados no Ministério da Administração Interna, Portugal precisará muito provavelmente de um alto comissariado nacional para a reinstalação de refugiados que possa consertar os esforços da administração pública, dos privados, das ONG (Organizações Não Governamentais), da solidariedade cidadão, e que possa fazê-lo com uma noção de longo prazo”, declarou Rui Tavares à agência Lusa.

Agora sim!

7 Setembro, 2015

Em vez de conversa, algo de concreto. E o que era esperado.
«Papa quer que cada paróquia da Europa acolha uma família de refugiados».
Com mais de 4 mil paróquias e a uma média de 5 pessoas por família, já dá um número razoavel de 20 mil refugiados só em Portugal.
Agora vamos ver a capacidade de resposta dos governantes. É que em vez de andarem a querer fazer estupidamente a guerra, deveriam era estar a ir lá busca-los por via aérea.

Olhe Joana

7 Setembro, 2015

a menina despe-se e fotografa-se como lhe apetecer. E até pode dizer que isso é um acto político que nessa matéria a liberdade e a credulidade são infinitas. Mas deixe as tabernas em paz porque as tabernas são como a nudez na capa das revistas: só lá aparece quem quer. Com a vantagem que, pelo menos até agora, os que aparecem  nas tabernas não tentam dar um contexto ideológico a essa circunstância da sua vida.

E hoje

7 Setembro, 2015

O secretário-geral do PS, António Costa, prometeu hoje repor na íntegra o vencimento dos funcionários públicos em 2016 e 2017, garantindo também para a classe a reposição imediata das 35 horas de trabalho semanais, caso seja eleito.

Podem laicizar o que quiserem que o sentimento de culpa cá fica

7 Setembro, 2015

Eu ia fazer um cartaz muito giro com o logotipo da Benetton sobre uma imagem de fundo que determinei, na qualidade de especialista em marketing, ser a do miúdo afogado na praia turca. Depois olhei para a imagem e não fui capaz, sentido-me enojado com a minha própria ideia.

É extremamente provável que no navio a abarrotar de albaneses rumo à Itália há mais de 20 anos viajassem crianças, talvez de calções e t-shirt ocidentais, talvez com sapatilhas e meias pelo tornozelo, decerto com um corte de cabelo daqueles que todas as crianças têm. Não seria inovador fazer o meu cartaz mas, mesmo assim, contive-me.

Porém, vocês não se contiveram. OK, não estão a vender t-shirts, como a Benetton, mas também estão a vender algo: estão a vender a ideia de que todos somos culpados por algo que não fizemos. Eu não fiz nada, tosco, pára de me acusar.

Milhares de crianças morrem diariamente em zonas de conflito; muitas morrem nos paraísos das utopias fanáticas dos regimes com que os progressistas europeus namoram. Não vejo essas fotografias nem quero ver. Vocês também não querem ver. É como as coisas são.

Lamentar a morte de uma criança não é o mesmo que providenciar porta aberta para que todos possam encontrar o leite e mel. Eu gosto de uma Europa em que se usa biquini e em que a Joana Amaral Dias pode posar nua para uma revista. Estou disposto a aceitar todos os estrangeiros que gostem dessa – a única – forma de ser europeu; os outros, os que não gostam, os que estão dispostos a mudar o que demorou séculos a conquistar, esses têm muitos outros sítios no planeta para migrar, incluindo o seu próprio país.

Crónica a partir de um país em que as eleições serão vencidas por um retornado ou pelo descendente de um goês

6 Setembro, 2015

Tema do meu artigo no Onservador: Lamento ir contra a corrente mas não vejo vergonha alguma para a Europa nos fluxos dos refugiados. Vergonha será sim para os dirigentes dos seus países. E também para os países muçulmanos. Por exemplo, quantos refugiados recebeu o riquíssimo Qatar? E o também fabulosamente rico Dubai? E a piedosa, islamicamente falando, claro, Arábia Saudita?
Convencemo-nos no Ocidente de que podíamos substituir as intervenções militares por intervenções humanitárias. Não podemos. Entre outras razões porque nos desumanizamos.

A ler

6 Setembro, 2015

Os imortais. Sobre a anti-vacinação.

A sério que foi para isso?

5 Setembro, 2015

Marcelo foi à “festa ecuménica” do Avante! para poder comentar o PCP

E nós temos de fazer de conta que acreditamos?

Quando a noite caía o PREC renascia

5 Setembro, 2015

Como o dia não chegasse para tanta actividade política, o PREC inventou a noite. Por isso havia também quem lhe chamasse a Revolução dos Homens sem Sono. Depois da “longa noite fascista”, Portugal e a sua capital conheciam em 1975 as noites inquietas da via portuguesa para o socialismo; “Toda a gente fala e ninguém dorme, às quatro da manhã de uma quinta-feira qualquer não havia um único táxi desocupado.” notou Gabriel Garcia Marquez quando por cá passou, em reportagem, na Primavera de 1975

As pernas dos banqueiros alemães já estão a tremer

5 Setembro, 2015

Quando se faz uma campanha a falar de um país que não existe para um país que não pode existir dá nisto. O problema não é estarem empatados. O problema está em ser credível.

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Mundo maravilhoso

4 Setembro, 2015

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Don’t know much about history
Don’t know much biology
Don’t know much about a science book,
Don’t know much about the french I took.
But I do know that I love you,
And I know that if you love me too,
What a wonderful world this would be.

descubra as diferenças

4 Setembro, 2015
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António Costa faz lembrar, cada vez mais, Durão Barroso. Não tanto pela proclamada estatura de «estadista» de Barroso, tão pouco porque se adivinhe a Costa um alto lugar na União Europeia, mas porque se dizia, na altura das eleições que Barroso disputou contra Ferro, que com mais quinze dias de campanha o PSD as perderia.