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Sociologia jornalística à moda do ISCTE

3 Julho, 2015

«Esta divisão [apoiantes sim/não na Grécia] é espelhada no que se vê nas concentrações do «sim», em que há laca nos cabelos e pólos Lacoste, e nas manifestações do «não», em que os cabelos estão mais desalinhados e há algumas «barbas revolucionárias»»,  Maria João Guimarães, Público

As opções da Grécia

3 Julho, 2015

São apenas duas, austeridade com moeda forte ou com moeda fraca, com estabilidade de preços ou com inflação. Portugal já penou com ambas e tudo aponta para que o ajustamento feito em moeda forte seja mais equitativo e aquele que gera mudanças mais virtuosas. Excedentes comerciais em moeda forte, que já se vão tornando recorrentes, constituem um bom indicador da mudança de paradigma.

A Grécia não aguentou a dor de uma operação sem anestesia e embarcou no canto de sereia de curandeiros charlatães. Estes têm uma terapêutica que é sempre atractiva para a populaça, ferrar o calote aos credores. Não constitui nenhuma opção, mas sim a via mais rápida para a miséria perene. Ao fim de poucos dias, as prateleiras dos super-mercados estarão (definitivamente) vazias.

É curioso (ou talvez não…) que a Venezuela ande tão fora dos radares mediáticos. 

O sustento da criança sempre em primeiro lugar

3 Julho, 2015

António José Morais a propósito do envolvimento do seu nome no curso de José Sócrates na Universidade Independente e no caso Cova da Beira declara que jornalistas, Ministério Público e demais forças declara: Perseguem-me durante anos, humilham-me publicamente, fustigam-me com notícias tendenciosas e falsas e durante anos e anos, sacrificam-me os filhos,”

Curiosamente o mesmo António José Morais expõr a sua vida, a da sua ex-mulher e a de uma criança nestes termos que me abstenho de classificar: “Em Setembro de 2003 já estava separado e vivia num hotel em Sintra. Por razões profissionais tive nesse mês que me deslocar a Angola. A minha ex-mulher, surpreendentemente, pediu-me para a levar comigo, propondo-me mesmo partilhar o quarto de hotel, para diminuir despesas. Achei estranho, para quem dizia de mim cobras e lagartos, que me detestava e não me suportava…! Mas, numa de querer uma separação e divórcio amigável, lá acedi. (…) Em Luanda compartilhámos o quarto e a mesma cama…!”
“Caí que nem um patinho na armadilha…!”
“Passadas duas semanas após o regresso a Lisboa, Ana Simões informa-me que está grávida. Comunica-me que eu ia ser pai! Fiquei surpreso e questionei-a como podia ser eu o pai, dado que não vivíamos juntos já há algum tempo, apesar de me recordar do que se passara em Luanda (partilhámos a cama…!)”
“Bom, nada podia fazer. Naturalmente tive que assumir o sustento e a paternidade da criança.” 

Presumo que a parte do sustento da criança já esteja a caminho de ser regularizada  pois há alguns meses ficámos a saber:António Morais, ex-professor de José Sócrates, processou a sua ex-mulher e Armando Vara. Aos dois reclama o pagamento de uma indemnização de 160 mil euros, valor dos alegados gastos que teve durante mais de seis anos, com uma filha que afinal não é sua, mas de Armando Vara.

A inveja

3 Julho, 2015

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Governo tem atitude de inveja com a Grécia, diz Costa.

Finalmente, uma proto-candidatura presidencial à altura

3 Julho, 2015

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Estamos falidos, mandem mais bitcoins

3 Julho, 2015

Parece* que há um relatório do FMI que diz que a dívida grega não é sustentável e que a Grécia precisa de mais 50 mil milhões. A ser verdade, não percebo bem o entusiasmo do campo anti-austeritário. Se de facto a dívida grega é insustentável, parece-me evidente que eles têm um problema. Parece-me que tão cedo não têm crédito e que vão ter austeridade por um tempo muito, muito longo. Se precisam de 50 mil milhões e a dívida actual é insustentável, então têm um problema muito sério. Deve ser difícil dizer a um credor: “olhe, não lhe posso pagar, mas preciso que me empreste mais”. Acho que o credor não vai ficar entusiasmado.

*(isto é, dou de barato que não há de novo uma tresleitura engajada por parte dos jornalistas)

Demite-se… É uma promessa eleitoral?

2 Julho, 2015

Acho pouco relevante se o Varoufakis se demite ou não se demite na sequência de um referendo que – na minha opinião – só serve para Tsipras poder replicar o chavismo na Europa, substituindo a farda militar por camisas e o fato de treino garrido pela ausência de gravata.

Muitas pessoas parecem ouvir Tsipras e Varoufakis como agentes normais de uma democracia europeia com maturidade, como se marxistas burgueses talhados desde o dourado berço para a ruptura do conceito geracional de “queda do muro de Berlim” tenham credibilidade para que as suas palavras assumam significados convencionais.

A minha aposta é que a chamada “situação grega” ainda está a começar. Não vos digo se votaria SIM ou NÃO, caso fosse grego; digo-vos, sim, que aproveitaria este compasso de espera até ao referendo para fazer as malas e partir para um daqueles locais onde o amanhã não canta porque está ocupado a viver.

boa tentativa

2 Julho, 2015
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A de Francisco Assis, no Público de hoje, a fazer de conta que não dera pelo entusiasmo syrizico que António Costa exibiu no dia da vitória do Bloco de Esquerda grego e da derrota histórica do PASOK, e nos dias que se lhe seguiram. Escreveu ele, que é um homem sensato e sempre disposto a ajudar quem precisa, que “razão teve António Costa em se demarcar nitidamente das posições do Syriza”. Ora, nem essa demarcação foi assim tão nítida, nem sequer teve lugar antes da rapaziada grega ter começado a fazer disparates. Pelo contrário, até à semana passada o que Costa dizia sobre o assunto era que o governo português tinha de deixar de atacar o grego, embarcando numa ladainha de desresponsabilização do Syriza, que não o transforma propriamente num crítico das suas “posições”. E isto é que parece muito nítido…

vai-te e não voltes

2 Julho, 2015
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Varoufakis, o ministro das finanças que conseguiu fechar os bancos do seu país e impedir os seus concidadãos de acederem às suas poupanças no prazo de governação mais curto de que há memória, anuncia que se demitirá, na segunda-feira, caso perca o referendo do dia anterior. Perante tamanha obra financeira vai ser um prejuízo imenso! Os gregos, provavelmente cientes do que ficarão a perder com a saída do mais do que provável próximo Nobel da Economia, certamente que lhe darão o seu voto. Pelo menos essa é a esperança da Dra. Isabel Moreira e de boa parte da esquerda portuguesa.

Toma lá, dá cá.

2 Julho, 2015

Agora que a pedinchice é diária e se tentam cobrar favores antes das legislativas, eis que vem a Madeira pedir mais uns cobres. Sendo a segunda região, a seguir a Lisboa, com maior PIB per capita do país, creio que haverá outras  regiões que teriam maior legitimidade para pedir apoio e solidariedade aos madeirenses…

E já agora,até porque deve ser uma das coisas para que «precisam» de dinheiro dos outros contribuintes, recordo que na região autónoma da Madeira existe um jornal que durante anos teve a mesma função de propaganda infecciosa que o soviético Pravda: o Jornal da Madeira.
Terminado o regime de Jardim, pensava-se que a coisa se encaminhasse para alguma racionalidade. Pelo menos assim diz o candidato Miguel Albuquerque antes de chegar ao poder. Mas parece que alguns dos vícios anteriores se mantêm, obviamente sempre à custa do amigo e passivo contribuinte. Pois que o novo governo pretende «amortizar» a dívida de 52 milhões que tal jornal foi acumulando sob a presidência do anterior governo PSD.

Ora, se um pasquim daquele tipo tem essa dívida brutal, para quê torrar dinheiro dos contribuintes naquele buraco? O que seria normal era deixar ocorrer a sua natural e já há muito necessária falência.

Mas sabemos também que no que concerne ao uso do dinheiro dos contribuintes nada se passa de forma natural. Assim, qualquer jornalista merecedor e digno do uso de carteira profisssional o que terá de fazer é indagar: quem são os credores do JM? Pois é a esses especiais amigos que o Governo Regional da Madeira do PSD se prepara para salvar o coiro.

Converti-me à religião da SIC

2 Julho, 2015

Cá em casa no Domingo vamos fazer tb um referendo: votamos, como diz a SICN, contra ou a favor da austeridade. Vamos todos votar contra. Vamos todos dizer não à austeridade. Vamos todos dizer não a esta falta de alternativa. Só não sabemos como vai a ser a nossa segunda-feira mas na SICN devem dizer.

Se temos o azar de um dirigente socialista tropeçar num degrau acabam a proibir as escadas

2 Julho, 2015

CARLOS CÉSAR: “É necessário fixar prazos e haver uma indiciação a um grau de suspeitas que sejam proporcionais às medidas de restrição”, explica, em entrevista à Antena 1. Quando questionado sobre se será normal José Sócrates estar preso preventivamente sem se saber do que é acusado, Carlos César é direto: “Não será o único caso, mas não acho normal”.

Ps. Esta mesma legislação pareceu aos socialistas um avanço civilizacional até que José Sócrates foi preso

Métodos chavistas

2 Julho, 2015

São cada vez mais descarados os métodos chavistas do Syriza. Na foto, apelo ao “Não” no edifício do ministério das finanças grego.

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Mais grave do que esta utilização de meios públicos é a resposta sonsa do ministro, no Twitter:

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Entretanto o painel for removido.

PS. Outro caso de interferência pública na campanha.

Controlo de capitais visto pela Esquerda Caviar

2 Julho, 2015

Pedro Sales, no Facebook, diz-nos que o controlo de capitais na Grécia é um pequeno inconveniente sem importância. Até dá para levantar muito dinheiro:

60 euros por dia? much ado about nothing

o famoso limite de 60 euros de levantamento bancário por dia não abrange as transferências bancárias dentro da grécia, que continuam a existir, nem os pagamentos com cartão em qualquer loja ou estabelecimento grego. estamos a falar, portanto, de dinheiro de bolso. 1800 euros, durante o mês, para as despesas do dia-a-dia. estou comovido.

Vamos lá então perceber quais são os efeitos do controlo de capitais:

1. Os mais óbvios são os efeitos directos sobre pessoas que sempre fizeram as suas transacções em dinheiro, que não têm cartões bancários, que até são os mais velhos e vulneráveis, os tais que o Syriza alega defender. Estas pessoas têm compromissos e prazos de pagamento, que estão habituados a cumprir, para os quais em teoria têm dinheiro para cumprir, mas que não podem cumprir porque o dinheiro só pode ser levantado às pinguinhas em agências bancárias específicas.

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2.Há empresas que importam bens e serviços cruciais à actividade. O controlo de capitais limita a quantidade de dinheiro que pode fluir para fora da Grécia levando à paralisação dessas empresas.

3. Limitação ao dinheiro disponível para importações e o processo burocrático associado leva a que comece haver escassez de bens importados e atrasos na importação desses bens, como medicamentos, máquinas e veículos, equipamento informático etc.

4. Reacção dos agentes económicos ao controlo de capitais e outros riscos associados como risco de quebra de stocks, risco de controlos mais apertados no futuro e risco de saída do euro leva ao açambarcamento de bens, recusa de vendas a crédito e recusa de vendas por transacção bancária. O Pedro Sales diz que os controlos de capital abrangem apenas dinheiro de bolso e que se pode sempre pagar por transferência bancária. Mas quem é que estaria disposto a vender um bem físico (um computador, por exemplo) em troca de uma transacção bancária? Só cobrando um prémio de risco. O problema de um corralito não é apenas o das pessoas que não conseguem levantar dinheiro. É também o das pessoas que não aceitam depósitos como pagamento num sistema descredibilizado.

5. Note-se que o corralito grego é um corralito sem apoio de liquidez do BCE, simplesmente porque visa substituir a recusa do BCE em conceder mais liquidez. Sendo assim, o BCE nem sequer assegura a liquidez mínima para manter as operações essenciais a funcionar. São as próprias autoridades gregas que têm que fazer o rateio da liquidez existente como podem. É também um corralito que não está inserido num programa de recuperação, o que agrava a confiança dos agentes económicos. Se se prolongar por muito tempo, levará ao agravamento da recessão. Várias empresas entrarão em ruptura de tesouraria devido ao medo em realizar transacções que envolvam o sistema bancário e à dificuldade em fazê-las por meios alternativos. Note-se que 2014 foi um ano de crescimento na Grécia e que a actual recessão, que começou no início do ano, foi criada pela desconfiança e quebras de liquidez geradas pela política absurda do Syriza.

Verdade

1 Julho, 2015

Carlos César diz que algumas medidas do Syriza são iguais às do PS

A ler:

1 Julho, 2015

«A desconstrução europeia» , por João Cardoso Rosas. Finalmente, uma ideia plena de sensatez.

Os reforços do Rui Tavares não vão nem pagam!

1 Julho, 2015

O contribuinte europeu já deu o que tinha a dar

O contribuinte europeu já deu o que tinha a dar

um par de escroques

1 Julho, 2015
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O primeiro-ministro grego e o seu adjunto das finanças. Criaram falsas expectativas às pessoas de que lhes dariam o que não estava ao seu alcance poder dar, andaram a gozar com as instituições europeias e com os credores que continuavam dispostos a emprestar-lhes dinheiro, abandonaram negociações e atiraram com as culpas para aqueles que deixaram a falar sozinhos, lançaram o seu país no caos com bancos fechados e as pessoas sem acesso ao seu dinheiro, marcaram um referendo para se ilibarem de responsabilidades e ainda se atrevem a garantir o que qualquer cego vê que ninguém pode dar como seguro, que os depósitos bancários estão a salvo e que os salários e pensões dos gregos não correm riscos. Se no próximo domingo o povo grego não castigar severamente este par de patifes, a quem a esquerda indígena, do Dr. Costa (é bom não o esquecer…) ao dr. Louçã, continua a tecer os mais encomiásticos elogios, não poderá queixar-se pelo que lhe venha a suceder. A soberania e a democracia popular têm destas coisas. Para o bom e para o mau.

Mandato

1 Julho, 2015

Tsipras, segundo o próprio, tem um mandato para acabar com a austeridade. Convocou um referendo em que defende que esse mandato lhe seja reiterado. Logo, o referendo nunca pode servir para conceder um novo mandato ao governo grego. O governo grego está satisfeito com o mandato que tem. Aliás, se o governo grego tem como mandato acabar com a austeridade e é isso que eles continuam a querer fazer então só têm que o cumprir.

Pagar aos pensionistas em vez de pagar ao FMI

1 Julho, 2015

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Entretanto em França vão a julgamento

30 Junho, 2015

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Os incendiários? Os agressores? Os organizadores dos tumultos contra a Uber?  Não: Uber France et ses deux patrons seront jugés en correctionnelle le 30 septembre, a indiqué le parquet de Paris en début d’après-midi.

O feitiço está a virar-se contra o feiticeiro

30 Junho, 2015

O que está em Bruxelas em discussão não é mais um plano para a Grécia. É sim um plano do Syriza para se salvar  perante as sondagens que dão uma vitória ao Sim. Esta proposta de acordo é o salvo-conduto que p Syriza acredita lhe permitará sobreviver ao referendo.

Tudo normal (II)

30 Junho, 2015

Victor, não me parece que o referendo grego seja uma «capa de democracia», mas sim algo absolutamente necessário:  se a esquerda radical e o seu parceiro foram eleitos com base no pressuposto de não aceitarem mais medidas de austeridade, na eminência de obterem um acordo que implica essa mesma austeridade, lógico será que tenham de dar novamente voz ao povo para que este se pronuncie, de forma a não violarem a delegação de poder democratica que receberam. Mal seria se assim não fosse.

Sobre o eventual objectivo de Tsipras de « rebentar com o bloco europeu», parece-me à partida imagem demasiado simpática vê-lo com um David face a Golias. Tanto mais sabendo que o jovem David após tal feito ascendeu a Rei de Israel, ao passo que me dá a sensação que ainda que Tsipras consiga tal propósito, será certamente em vão, pois que o seu país é que ficará derrubado e em muito maus lençois, ao passo que os membros do «Golias» até provavelmente ficariam melhor sem tal pendura pedincha.

Mas é como eu disse, independentemente do que decida o povo grego, nada obriga os restantes povos a aceitarem ou a terem de se conformar com esse resultado. A democracia é igual para todos e por via parlamentar ou via referendária, também os outros povos poderão legitimamente entender que já chega ou de nada serve mais  empréstimos e perdões.

Guerra é guerra

30 Junho, 2015

Eu acho que as pessoas não estão a ver bem o filme, Gabriel. Tsipras não quer simplesmente sair do euro, quer rebentar com o bloco europeu. O referendo não é sobre o acordo ou, em segundo grau, sobre a permanência na moeda única: é sobre o apoio necessário para tratar do assunto pelas próprias mãos. Numa cabeça como a de Tsipras, é legítimo que um país que vê sob ataque recorra a todos os meios, incluindo imprimir os seus próprios euros à revelia do banco central. Isto não é a Argentina e paridade monetária, isto é a moeda de uma proto-federação sem mecanismos de defesa comum. Tsipras pode originar a saída da Grécia do euro mas já garantiu que não o faz sem uma declaração de guerra à lá século XXI, sob a capa da democracia.

O que Tsipras já demonstrou é a incapacidade da UE para esmagar os vermes sem se mostrar, ela própria, como uma réplica do inimigo.

Tudo normal

30 Junho, 2015

A coligação de governo na Grécia, (que teve 41% dos votos), recebeu um mandato para resistir a medidas de austeridade. Nada mais natural que o governo da esquerda radical e da direita social entendam que para aceitar um acordo que contraria esse mandato tenham de perguntar ao eleitorado se o aceita. Nem podia ser de outra maneira.
As reacções histéricas ao referendo por parte dos dirigentes da UE são igualmente naturais dada a sua cultura anti-democrática em especial a via referendária. Mas agora terão que se habituar.

Obviamente e pelas mesmas razões, os gregos e a UE terão também terão de aceitar a ideia que um eventual 3º resgate à Grécia, ou um novo perdão de dívida (em 2012 foram-lhe perdoados 100 mil milhões….) terá de ser submetido à apreciação democrática dos parlamentos ou por via referendária nos restantes 27 países, pois que os seus contribuintes não são obrigados a emprestar ou a perdoar dívidas.

Todos os jornais precisam de um editor de política

30 Junho, 2015

O texto final foi manuscrito por José Sócrates, datilografado fora da cadeia e regressou às suas mãos para sucessivas revisões. A versão definitiva acabou por chegar ontem, ao fim da manhã.

Tragédia Grega

29 Junho, 2015

Cavalo da Comporta, sul de Tróia.

Cavalo da Comporta, sul de Tróia.

A tragédia grega é uma forma de arte oriunda de antigos rituais de veneração do deus Dioniso. Tal como nessa altura, hoje também anda tudo bêbado: basta o título “tragédia grega” para fazer tremer qualquer vítima involuntária de regimes como o idealizado pelo Syriza. A urbe que clama por solidariedade começa, finalmente, a perceber a dor do Dr. Ricardo Salgado: é muito aborrecido perdermos aquilo que achávamos que viríamos a ter se continuássemos a gastar o que não temos para vir a conquistar a posse do que nunca poderíamos alcançar.

A verdadeira tragédia da Grécia em 2015 é que temos que gramar com mais um colapso do socialismo pelo fim do dinheiro dos outros e, na perspectiva portuguesa, com mais um rude golpe na Sagrada Constituição e a sua forma de garantir que a receita deverá ser tal que permita uma qualquer despesa arbitrária.

Podia dizer que tenho pena dos gregos mas, sentir pena não é um sofrimento muito nobre. Pena, pena, tenho pelos pobrezinhos da Comporta, que perderam mais um Batman para idolatrar, ainda que hoje não o consigam admitir, preferindo – para já – culpar a mini-saia e ilibar o violador.

Falsos dilemas

29 Junho, 2015

“Se tiver de escolher entre credores e idosos, escolho os idosos” — Joana Amaral Dias

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Nas fotos, pensionistas à porta de bancos gregos.

O referendo grego é válido?

29 Junho, 2015

Os mecanismos na Grécia para convocar um referendo devem ser especialíssimos. Numa semana faz-se campanha, aprova-se pergunta e alguém confirmou aos gregos que aquela proposta se mantém na mesa?

Uma das coisas tocantes na extrema-esquerda é que a culpa é sempre dos outros

29 Junho, 2015

Rui Tavares não perdoa “irresponsabilidade histórica” do Governo.

Uma pessoa pensa que a culpa pelo que acontece na Grécia será do governo grego. Nada disso: é do governo português, O poderosíssimo governo português que como se sabe comanda a UE.  De qualquer modo o Livre que anda naqueles interrogatórios aos seus simpatizantes ( e que a brincar a brincar está quase a impor o seu candidadato presidencial ao PS) pode aproveitar para lhes fazer esta pergunta sugerida pelo Eduardo Cintra Torres:
“Está de acordo que Portugal perdoe à Grécia os 1.100 milhões de euros que lhe emprestou, e que os credores internacionais perdoem à Grécia toda ou parte da sua dívida, implicando essa solidariedade um novo aumento de impostos aos contribuintes portugueses?”

Pessoas que percebem disto

28 Junho, 2015

Daniel Oliveira sobre a grande vitória do Syriza em Fevereiro de 2015:

O “conto de crianças” que Tsipras e Varoufakis conseguiram ver aprovado em troca de mais financiamento foi um programa de combate à evasão fiscal, à corrupção e ao desperdício. De extensão de apoios sociais, com garantias de fiscalização. De aumento do salário mínimo. De combate ao endividamento das famílias e de mais justiça fiscal. Do fim do processo de privatizações. Da morte definitiva da troika, com a valorização da OCDE e da OIT. E de aplicação de parte de um programa de emergência social. Podem tentar transformar isto numa derrota. Se um governo nosso conseguisse, sem que Portugal esteja no aperto que a Grécia está, metade disto eu festejaria. É só um começo de uma guerra que será dura. Mas é um bom começo. Como fica evidente com o torcer de narizes do BCE e do FMI.

Manter a calma

28 Junho, 2015

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Temos de corrigir este desequilíbrio

28 Junho, 2015

Menos del 2% de los matrimonios son entre personas del mismo sexo

Há que estabelecer quotas visando a correcção desta desigualdade. Fazer campanhas. Programas de incentivos. Não é admissível que persista esta discriminação.

Por onde andará o dr. Sampaio e a Aliança de Civilizações?

28 Junho, 2015

“Nous sommes dans une guerre de civilisation” – declarou Manuel Valls após a decapitação de um cidadão francês em França. Imagine-se o que não teria dito e feito caso ao comando de 4 aviões tivessem assassinado quase três mil pessoas.

Tsipras o homem que não podia negociar.

28 Junho, 2015

Porque não sabia e porque não podia. Tema do meu artigo de hoje no Observador

Coisas que os populistas sabem aproveitar

28 Junho, 2015

Referendos, democracia directa, prazos curtos entre marcação de eleições e referendos e a sua realização, eleições antecipadas e frequentes (enquanto eles não estão no poder).

Para que serve o referendo grego?

28 Junho, 2015

Para que é que serve o referendo grego?

Bem, a pergunta será qualquer coisa como: “Concorda com a última proposta das instituições?”

Não se percebe ao certo quais seriam as consequências do sim ou do não.

Em caso de vitoria do “sim”, o governo grego já eu a entender que aplicará a proposta da troika, mas isso não é plausível e se calha nem sequer é possível. A última proposta da troika foi retirada. Há alguma possibilidade de o processo negocial recomeçar, mas já não será a mesma proposta nem sob as mesmas condições e possivelmente já não será com este governo grego.

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Em caso de vitória do “não” o governo grego diz que quer continuar a negociar, mas é improvável que a União Europeia o queira fazer nos mesmos moldes e com o mesmo governo grego que interrompeu uma negociação no último dia para convocar um referendo.

Portanto, o referendo é apenas uma forma de o Syriza fugir às suas responsabilidades e de continuar a fazer o jogo inconsequente da luta contra a austeridade sem nunca ter de concretizar uma política alternativa. Se as coisas corressem bem ao Syriza para a semana estariam com o mesmo discurso a negociar com a UE, a culpar à vez a Alemanha, o FMI ou o BCE, e assim ficariam enquanto pudessem.

Um exercício de pura má fé

28 Junho, 2015

Comunicado do Collectif contre l’islamophobie en France a propósito dos últimos atentados terroristas naquele país;

Le CCIF est profondément choqué par ce nouvel acte de violence inqualifiable. Nous adressons toutes nos condoléances aux familles et aux proches des victimes.

Dans un contexte déjà difficile, où la société française est gangrenée par une montée du racisme et de l’intolérance ainsi qu’une recrudescence des actes islamophobes, nous mettons en garde contre toute tentative d’amalgame et demandons à ce que la sécurité des lieux de culte soit renforcée, surtout durant cette période de Ramadan où les mosquées sont très fréquentées.

Nous demandons aux responsables des lieux de cultes d’être vigilants, et de signaler tout acte hostile aux autorités en mettant le CCIF en copie (contact@islamophobie.net)

Le danger ne réside pas dans les vaines tentatives de groupes armés de déstabiliser la République. Ses principes sont assez ancrés dans l’esprit des Français et l’Histoire de notre pays l’a maintes fois montré.
Le vrai danger réside du côté de ceux qui utilisent ces événements pour déverser leur haine contre une partie de la population qui est, de fait, celle qui paye le plus lourd tribut face au terrorisme.

O que é isto?

27 Junho, 2015

Está calor, a Grécia, o ISIS e mais não sei quê…

27 Junho, 2015

faça como eles: deite-se em qualquer lado e durma

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