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Se fossem cães o caso tinha mais destaque

12 Julho, 2015

Morreram oito pessoas esta noite num incêndio em Espanha- Eram velhos  e estavam num lar. A notícia quase não passa o estatuto do irrelevante nas páginas on line dos grandes jornais espanhóis.

Gente normal

12 Julho, 2015

Tema do meu artigo de hoje no Observador: Enquanto decorria a controvérsia em torno da imagem de Laura Ferreira sem cabelo no Correio da Manhã, a TVI fez uma reportagem em que alguns familiares de António Costa deram o seu depoimento. Claro que disseram bem do filho, do pai, do amigo. É a polissemia de que fala Estrela Serrano que não sei o que pensará daqueles testemunhos. Eu gostei.

A naturalidade com que os filhos de António Costa assumem o protagonismo político do pai, tal como a naturalidade com que a mulher de Passos Coelho assume a sua doença são factores de normalidade na vida frequentemente pouco normal dos políticos. E a normalidade faz falta na vida de todos nós e de quem tem poder ainda mais. Há um detalhe impressionante na vida de José Sócrates que ressalta da leitura do livro “Cercado” que o jornalista Fernando Esteves escreveu sobre o antigo primeiro-ministro: nos dias mais graves do seu governo, naquelas noites que rematavam uma sequência dramática de acontecimentos, José Sócrates acabava invariavelmente a jantar acompanhado dos seus assessores. Raras vezes se viu solidão maior na vida de um líder de um partido democrático em Portugal.

Dicotomia do urbano-labrego

12 Julho, 2015

Concorda que o melhor para a Grécia é sair do euro? É uma pessoa que se define como “de esquerda”? Curte sushi? Você é um patriota com o coração no sítio certo.

Concorda que o melhor para a Grécia é sair do euro? É uma pessoa que não pensa muito nisso de “ser de esquerda”? Come sushi mas prefere uma boa alheira? Você é um porco neoliberal que deseja a destruição dos povos, da democracia, da Europa e do amor.

semear ventos…

12 Julho, 2015
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E colher tempestades. Como dizia o outro, até as pernas se lhes tremem…

monossémica

11 Julho, 2015
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serranoA mediatização das repugnâncias ditas pela Dra. Estrela Serrano sobre a mulher do primeiro-ministro e o sentimento de compaixão que a sua imagem, com cabelo pintado de cor de cenoura, provoca em qualquer mortal prestam-se a uma leitura política, sobretudo em época pré-eleitoral, em que os políticos tentam aproximar-se das pessoas através de sinais de proximidade, emoção e humanidade. Infelizmente, a imagem transmitida pela Dra. Estrela Serrano é sempre monossémica e repele quem tiver a infelicidade de a ler ou ouvir. E isso, ao contrário do desejado por tão brilhante cabeleira, só poderá prejudicar quem se quer ver livre do actual primeiro-ministro.

Chame-lhe polissemia

11 Julho, 2015

Estrela Serrano fez um texto miserável sobre Laura Ferreira. Ana Sá Lopes comentou esse texto no I. Estrela Serrano respondeu acusando-a de não ser  “capaz de distinguir entre a análise de uma imagem que é sempre susceptível de várias leituras e a demagogia de quem, como ela, está habituada à crítica fácil de tudo e todos, sem cuidar de a fundamentar, como é o caso. Confunde uma crítica ao jornal com uma crítica ao primeiro-ministro. Não sabe que uma imagem é sempre polissémica. Habituada que está à superficialidade, mostrou-se incapaz de ir mais longe.”

E aqui na polisssemia chegamos ao busílis da questão. De facto para Estrela Serrano as imagens dos políticos que não apoia têm de ser unidimensionais e mostrá-los unicamente  no desempenho de funções ofiociais. Mas já não há mal algum na polissemia das fotos familiares dos líderes do PS.

Seja como for Laura Ferreira segundo os parâmetros da não polissemia está mais ou menos condenada a reclusão perpétua: agora pq não tem cabelo dp pq o cabelo cresceu e isso pode ser interpretado como um sucesso do SNS; depois porque recuperada a polissemia da simples vida a dois também tem que se lhe diga, depois pq se voltar a trabalhat tb temos polissemia para lavar e durar…

Pois

11 Julho, 2015

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Portanto no referendo grego votou-se não para se dizer sim?

10 Julho, 2015

Aumento de impostos e cortes nas pensões. Tsipras diz “Sim” a este memorando

Felizmente que aos homens este dilema não se coloca!

10 Julho, 2015

As ruas de Portugal estão cheias de homens carecas. Outros tendo cabelo rapam-no. Nunca uma criatura do sexo masculino  foi aconselhada a ficar em casa por causa da ausência de cabelo. Uma mulher faz quimioterapia e o pais, sobretudo o país progressista, da igualdade, do género, das causas assim e das  causas assado, é criticada porque aparece em público sem cabelo.

Emplastrices não

10 Julho, 2015

O Câmara Corporativa empreendeu que a cessação de colaboração de Santos Silva na TVI é um acto de saneamento político. E admira-se o CC que eu entre outras pessoas não protestemos contra este facto. Lamento informar mas eu mesma vi a minha colaboração na TVI cessar tal como cessara antes no PÚBLICO. E não, não considero que tenham sido actos de saneamento político por parte de Bárbara Reis e José Alberto Carvalho . Foram escolhas de quem tem a responsabilidade de constituir painéis de comentadores, escolhas naturalmente subjectivas. Mas também foram subjectivas na hora da contratação e aí os escolhidos não contestaram a subjectividade. Tentar transformar o afastamento de Santos Silva num acto de saneamento político pode ser uma boa ideia mas não cola com a realidade.
Aliás confesso que nesta matéria de comentários e comentadores me irrita cada vez mais a figura do político comentador. Que o político comente sozinho com um jornalista diante é um dilema que alguns jornalistas resolvem melhor e outros pior: vale a pena ler no livro de Fernando Esteves sobre Sócrates as páginas dedicadas à discussão que se estabeleceu entre Sócrates e José Rodrigues dos Santos sobre o papel que Sócrates esperava que José Rodrigues dos Santos desempenhasse. Felizmente não me confronto com tal dilema mas como comentadora confronto-me com outro que é o seguinte: as televisões convidam um ou dois jornalistas ou comentadores e também políticos activos nos partidos, alguns mesmos cabeças de lista. Até aí nada de extraordinário não se desse o caso destes últimos serem tratados como comentadores. De repente está tudo a fazer comentário quando na verdade há uns a fazer campanha, para mais gerindo o que dizem não apenas para os opositores mas também para dentro dos seus partidos.
É óbvio que os comentadores têm convicções, ideologia, manias… caso contrário não fazia sentido que existissem mas os políticos não fazem comentário: fazem política.

Afinal qual era o raio da pergunta?

10 Julho, 2015

Tsipras cede nas pensões e no IVA mas não nas despesas militares

A nova proposta grega contém as mesmas propostas que foram rejeitadas em referendo, com pequenas diferenças. Para alem disso tem mais 5 milmilhões de euros de austeridade.

A direita não empurra ninguém, isso é a esquerda em bando

9 Julho, 2015

Vejo uma diferença entre um português querer que a Grécia saia do euro e querer que a Grécia aceite as regras necessárias à moeda comum. Uma das regras básicas – se não a regra de ouro – de uma moeda comum é que nenhum estado pode colocar os outros como reféns num desejo solitário de desvalorização.

Convencemos os alemães a partilharem o marco com o resto da Europa na condição de que, após o choque inicial de ajuste, o Marco se manteria Marco com denominação Euro. Se a Grécia e Portugal conseguiram tanto dinheiro “à borla” foi, precisamente, por credores acreditarem estar a emprestar Marcos, não Escudos ou, valha-nos Deus, Dracmas.

Quando alguém advoga a saída do Euro nesta fase do campeonato está efectivamente a tentar sair do restaurante sem pagar. Uma coisa é pagar a conta e não voltar ao restaurante, outra é não pagar e querer continuar a comer. Amorzinho, se não podes pagar a lagosta com que te empanturraste, regurgitaste e voltaste a comer para pedir mais de seguida, sua valente lontra em risco de explosão cardíaca, há ali uma interessante pilha de pratos para lavar.

Claro, esta versão em fábula da coisa incomoda os complicómetros profissionais dos socialistas, sempre prontos a inventar umas tretas para o gado que acredita que há mais que checks and balances – freios e contrapesos para físicos – num sistema económico. O Estado é laico mas não tanto, há religiões dominantes, como o Cainesianismo. Só que não há mais nada, é só isto, diga o que disser o idiota que vos contrariar apelidando-vos de estúpidos, típico de quem popula a colagem de cartazes a bafo de lombo assado para – repito o termo, que é isso que do eleitor parecem pensar – gado ver.

A Grécia tem que optar: quer cortar retribuições em forma de salários, pensões, despesa geral e futura e basófia olímpica mantendo-se no euro ou cortar exactamente as mesmas coisas através de desvalorização interna com uma moeda fixolas lá na terra deles mas incapaz de comprar uma sopa de cebola em França. Quem diz que não há alternativas? Há, pois.

Por isto discordo do João Miguel Tavares: a direita não quer empurrar a Grécia para fora do euro; a direita quer que a Grécia deixe de engonhar sobre a decisão que tem que tomar, que já vai tarde. Continuar a adiar o que tem que – e vai – ser feito não é coragem, é bullying, isso sim, intolerável numa união económica, seja por solidariedade, seja por decência.

Se bem percebo

9 Julho, 2015

A todas as pessoas que fazem quimio se anima a que não fiquem fechadas em casa, a que saiam, que não tenham vergonha de ficar sem cabelo… à excepção da mulher de Passos Coelho?

E quando for numa suástica Sua Santidade?

9 Julho, 2015

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Não se pode dizer que o Papa estivesse exultante com a prenda e na verdade talvez o protocolo não seja capaz de evitar coisas destas mas convém que alguém preveja que os presentes ao Papa devem estar a entrar num processo de espavento do qual o Cristo na suástica é apenas uma etapa. Bem menos vistoso foi o outro presente que Morales ofereceu ao Papa — o Livro do Mar — que representa as aspirações da Bolívia no conflito que mantém com o Chile a propósito do mar. E se tal como sucedeu com o Cristo na foice martelo o Papa não escolhe o que lhe dão (ninguém vê os presentes antes?) já o mesmo não se pode dizer da ligeireza dos considerandos que o Papa faz em matéria diplomática.

Qual é a pergunta? III

8 Julho, 2015

A Grécia deve prescindir de um 3º resgata?

Não.

Ainda não morrem à fome, que aborrecido

7 Julho, 2015

As pessoas que já apregoam a necessidade de intervenção na “crise humanitária” grega não estão a perceber bem os memorandos: ainda é cedo para clamar por isso. Tsipras bem se esforça mas, para já, ainda não tem cadáveres na berma da estrada que tenham perecido com a fome. Se os gregos continuarem a comer, o governo terá que arranjar outra forma de poder usar os escudos humanos na chantagem emocional que os humanistas ocidentais auto-racistas tanto gostam – mas só quando interessa – para parecerem um bocadinho menos robóticos na sua exigência burguesa de um Gulag na frente ocidental.

Qual é a pergunta? II

7 Julho, 2015

Querem reabrir os bancos?

Não

Evoluções

6 Julho, 2015

Dantes dizer não aos credores era não lhes pedir nada o que de modo algum também permitia não lhes pagar.

Agora dizer não aos credores quer dizer pedir mais dinheiro aos credores e quanto ao pagar depois se vê.

Os revolucionários de outrora são os melgas do presente.

vai-te e não voltes – 2

6 Julho, 2015
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Depois do precioso auxílio à causa do Syriza e do «não» que lhes foi dado, com excepção da sempre reaccionária Angela Merkel, pelas autoridades europeias, com as irritadas declarações do socialista Martin Schulz à cabeça, resta agora a todos procurarem uma solução qualquer que não ponha o futuro da União Europeia e do Euro (a mesma coisa, no fim de contas…) em risco mais elevado do que o que já correm. Não será fácil, obviamente, porque a linha de não-retorno está aparentemente há muito ultrapassada. Os gestos de cordialidade e de reaproximação têm pouco tempo para acontecer, e já começaram pelo Syriza, de resto, como lhe competia, oferecendo a descabelada cabeçorra de Varoufakis à voracidade dos credores. Pode não chegar, mas sempre é um razoável começo.

Chekhov e a soprano

6 Julho, 2015

A demissão do Varoufakis é mais teatro. Ainda não saímos desta peça tenebrosa nem vamos sair tão cedo. Por outro lado, recordo a todos que no primeiro acto vimos uma espingarda que continua por disparar. As coisas só acabam quando a arma soltar o tiro e a senhora gorda cantar.

A nova causa

6 Julho, 2015

Voltou o mail cheio de palavrões. As ameaças mais ou menos veladas. Os insultos em que o facto de visarem uma mulher lhes torna a boçalidade ainda mais alarve. Os nossos radicais deixaram a Faixa de Gaza e rumaram para Atenas. Já não querem saber das crianças palestinianas, das escolas bombardeadas e dos hospitais destruídos… Agora só se interessam pelo Syriza. E pelo Syriza repetem o que escreveram pelo Hamas.

Afinal qual foi a pergunta?

6 Julho, 2015

Acha que Yanis Varoufakis deve continuar no governo como ministro das finanças?

Agora aturem-nos!

5 Julho, 2015

Desde esta semana na Europa referenda-se o que se quiser e nos moldes em que se quiser. Até por exemplo cessar a ajuda à Grécia. Por que hão-de países cujos cidadãos vivem pior que os gregos, pagam mais impostos que os gregos e se reformam mais tarde que os gregos ser “solidários” com os gregos que votam num governo que para cúmulo namora descaradamente com uma Rússia que é uma ameaça directa para segurança de alguns desses países?

Devíamos ter pensado nisso antes? Pois devíamos. Mas agora é tarde. O que conta é que o Syriza ganhou na Grécia. E é preciso que isso fique claro: ganhou na Grécia. E tem um mandato para governar a Grécia. Não o dinheiro dos contribuintes europeus e a UE.

E estamos na doideira de Janeiro outra vez

5 Julho, 2015

Com a vitória do Syriza a ser apresentada como um referendo ao que devem fazer os outros países que por sinal até emprestam à Grécia o dinheiro de que a Grécia precisa desesperadamente.

Portanto

5 Julho, 2015

amanhã o senhor Tsipras vai mandar os terroristas enviar mais uma remessa de dinheiro?

Não é verdade. Como? Não é verdade dessa maneira…

5 Julho, 2015

Fantástico este debate entre Helena Roseta e Diogo Feio. Depois de ser interrompido por Roseta que ia repetindo “Não é verdade” naquele jeito característico da esquerda que acha que é um fastio deixar falar os outros Diogo Feio pediu a Roseta que lhe dissesse qual era verdade. Roseta disse que dizia depois e como Diogo Feio não esteve para esperar Roseta explicou que “Não é verdade dessa maneira…” Começa aos 14.30 e vai aos 15.45

Quando é que Sócrates volta à política? Ou de como há vida para lá da Grécia

5 Julho, 2015

Os jornalistas até vão fazendo títulos “líder socialista-friendly” em que Costa nunca é responsável pelos desaires do PS. Ao contrário do que sucedia ao pobre Seguro, nunca Costa dá tiros nos pés. “Sócrates e Grécia atrapalham Costa” – escreve-se para explicar o desastre das sondagens. Costa nunca se atrapalha. É atrapalhado pelos outros. Ora no que à Grécia respeita, Costa tem-se atrapalhado a si mesmo mais do que a conta e não vale a pena culpar a Grécia ou o Syriza que já têm que lhes chegue e sobre na matéria das culpas. Já no que a Sócrates respeita este na verdade não atrapalha Costa. É muito mais complicado que isso. Ou seja, a atrapalhação seria de facto o problema caso Sócrates estivesse disposto a resolver na justiça os seus problemas com a justiça. Isso é o que António Costa deseja que aconteça e desejam muitos milhares de portugueses em que me incluo. Mas não é isso que está a acontecer e muito menos o que vai acontecer: Sócrates quer resolver através da política o seu caso. Mais: independentemente do desfecho que esse caso tiver, recusa-se a deixar a política. Quem lidera o PS tem de ter em conta que com PS, sem PS ou contra o PS, Sócrates vai continuar a fazer política

Qual é a pergunta?

5 Julho, 2015

Hoje os gregos dão uma resposta. Nos próximos dias saberão qual era afinal a pergunta.

A ler

5 Julho, 2015

No melhor pano, a pior nódoa

A sério?

4 Julho, 2015

O secretário-geral do PS, António Costa, assume uma posição de “estrito respeito” pela soberania grega e escusou-se a comentar o referendo de domingo. “Se tivesse direito de voto não gostaria que quem não tem se pronunciasse como se o referendo fosse em Portugal. Não gostaria de ver os nacionais de outros países a dizerem como é que nós devíamos votar”, salientou António Costa.O secretário-geral do PS assumiu “uma posição de estrito respeito pela soberania nacional”.

Janeiro de 2015: António Costa. “Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha

Parir o vazio

4 Julho, 2015

Ontem na Assembleia da República a maioria PSD/CDS aprovou uma lei que permitirá ao cidadão ter o seguinte diálogo na esquadra lá do bairro:

– Boa tarde, será possivel saber se há algum pedófilo condenado a viver aqui na zona?
– Um momento… sim, há.
– Obrigado
– De nada, disponha sempre.

Creio que os senhores e senhoras deputados por vezes teriam uma ocupação do tempo socialmente mais útil se jogassem umas cartas ou lessem um livro.

Curiosidade do dia

4 Julho, 2015

As pessoas que se queixam da falta de líderes determinados, com uma visão para a Europa e com força para a mudança de sentido que torne abrangente o dito “projecto europeu” são exactamente as mesmas que encontram em António Costa uma esperança entre os tiros nos pés e as mudanças de opinião oscilantes, ora entre a revolução de sofá, ora no pântano da retórica balofa amargamente adocicada por explicações pendulares ainda mais estapafúrdias.

Problema, problema será esta senhora ganhar eleições

4 Julho, 2015

Marine Le Pen : «Alexis Tsipras est incontestablement un leader»

O guinchar do reco antes da matança

4 Julho, 2015

1361266410Porco_RoqueiroDevem começar a reparar – mesmo na agradável distração que permite encontrar em António Costa a determinação messiânica para o chasquear de patranhas – um intenso guinchar, inicialmente abespinhado, agora já exuberantemente dotado de acromegalia do porco antes da matança, agudo, arrebatado, tumultuosamente condenado ao rasgar de um ventre já de si dilacerado de estonteante boçalidade.

Paulo Pereira de Almeida, com “Austeridade: um projecto nazi”, segue a argumentação iniciada por outras pessoas unidas pelo traço unificador – a saber, o ódio a Passos Coelho – em séries como o já clássico “Zona de desastre” de Viriato Soromenho-Marques ou ainda do colectivo comunal cooperante encabeçado por Pacheco Pereira, que com Manuel Alegre, Francisco Louçã, Freitas do Amaral e esse portento da matemática transcendental dos comunistas, Eugénio Rosa, fala em “ditadura” e “ultimato”.

enhanced-17681-1398765707-33O ódio a Passos Coelho justifica tudo? Sim: à falta de judeus para culpar pelo descalabro económico – razão tornada politicamente incorrecta através do próprio holocausto -, há sempre alemães, a sua sinédoque na figura de Merkel e o governo português, o tal que, apesar do empate nas sondagens, só é apoiado por gente má, bandidos não-humanistas ou, pelo menos, plebeus fora dos meios académicos onde a igualdade é piramidal – “nós pensamos, vocês pagam para que pensemos”.

É aqui que está o problema: é nos institutos, universidades, observatórios, movimentos “da cidadania” e todos os meandros do poder disfarçados pela capa da elite de pé-rapado que os mamíferos são todos iguais mas a porcaria que emitem é excessivamente mais igual.

Não devemos, porém, censurar este tipo de argumentação orientada para o mínimo QI comum da sociedade portuguesa. Devemos celebrar, de forma exultante, ritualista, todos estes espasmos com guinchos do reco que cheira a morte do seu irmão, compreendendo o seu destino, o fado, o inevitável sacrifício para que possamos usufruir de belos enchidos. Ave Imperator, morituri te salutant. Mas não sem guinchar.

Danos colaterais

4 Julho, 2015

Presumo que a UE não vai voltar a andar por esse mundo fora com observadores a declarar que este referendo é válido e aquelas inválido depois de ter sancionado o referendo convocado no género meia bola  e força pelo governo de Tsipras

O Largo do Rato pode explicar isto pf?

3 Julho, 2015

Segundo Graça Fonseca do PS o Syriza ganhou as eleições porque o povo grego resolveu democraticamente manifestar-se contra a austeridade que levou a Grécia  a uma situação de miséria absoluta.E eis que que Graça Fonseca dá como exemplo dessa situação de miséria absoluta a que o memorando levou a Grécia as filas desta semana para levantar 50 euros.

Desde que vi socialistas a acharem normal que um antigo secretário-geral do PS recorresse a envelopes de dinheiro porque “não confiava nos modos normais de circulação de fundos” que não via uma pirueta destas.

Guia para perceber o debate da sustentabilidade da dívida

3 Julho, 2015

Um guia simples para perceber a atitude dos credores oficiais em relação à reestruturação da dívida.

Princípio fundamental: austeridade pode tornar uma dívida mais sustentável.

Os credores oficiais começam por perguntar: a dívida do país em dificuldade é sustentável com austeridade?

Se sim, então há austeridade.

Se não, então há reestruturação. O nível de reestruturação é o suficiente  para tornar a dívida sustentável com austeridade máxima possível, mas nunca se reestrutura mais que o necessário. E a seguir há austeridade (a máxima possível).

Ó Arménio aquilo na Lubianka e no Gulag é que era sensibilidade. Social e das outras todas!!!

3 Julho, 2015

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou a coligação PSD/CDS-PP e o PS de “enormíssima insensibilidade social”, face às posições que assumiram na quinta-feira na discussão dos projetos de lei para alteração das regras do subsídio de desemprego.

Concurso de arrebatamentos e no fim nem um eurinho seguiu para a Grécia

3 Julho, 2015

Manuel Alegre. Pacheco Pereira. Mariza Matias. Freitas do Amaral. Hélia Correia. Eugénio Rosa. Francisco Louçã. Eugénio Rosa.

Damos uma ajuda: Mariza Matias. Freitas do Amaral. Hélia Correia. Eugénio Rosa. têm cada um 1 citação.

Francisco Louçã e Pacheco Pereira 2

Manuel Alegre 4.

Se não quiserem adivinhar pordem ir directamente para aqui

1) “Onde está o radicalismo e extremismo?” “Está no Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia, no Eurogrupo, e todos e todas que acham que na Europa não pode haver alternativa. Isso sim é radical, isso sim é extremista“.

2) Quando ouço falar aquela gente do Syriza e quando ouço aquela senhora na Grécia a dizer ‘morremos, mas morremos de pé”, apesar de ter passado tanto tempo, apesar de termos perdido tanta coisa que nos liga à Grécia [Antiga], há uma coisa que começa a ligar-nos ao passado: é a dignidade do povo”
3) Uma interferência que diz existir perante “a passividade do Governo português e de muitos outros governos“. Uma interferência com nomes, insistiu o economista: Christine Lagarde, quando acusa o Governo grego de “falta de maturidade”; Durão Barroso, quando diz que a Tsipras e Varoufakis “falta experiência”; Cavaco Silva, quando diz que a “Grécia é só um número” e Passos, porque diz que Atenas “não é problema porque temos uma almofada”.

4) “O mundo aproxima-se cada vez mais de um momento muito perigoso. Precisa de estadistas e de homens de coragem. Este não é tempo para cegueiras ideológicas“.

5) Propõem aos gregos que tomem este antibiótico com raticida e pedem-lhes que cantem com a alegria. (…) Nunca até hoje, nunca na história da União Europeia ou da zona euro, tinha havido um ultimato como este”

6) “Não sabemos se David ou Golias vence no domingo, nem sabemos que consequências virão depois. Mas não esqueceremos aqueles que disseram: ‘Nós atrevemo-nos’”.

7)  A luta dos gregos é, na verdade, uma “batalha de todos os cidadãos que não querem ser subjugados pela ditadura da finança” e contra aqueles que “estão a querer mostrar que só existe o caminho que eles escolheram e que os povos já não têm liberdade para escolher”.

8) O problema já não é só austeridade. O problema que está em causa na Grécia é a própria liberdade, não só a grega mas também a nossa e a de todos os povos europeus”

9)  “querem que os gregos ajoelhem para que fique claro que nesta Europa não pode haver alternativa“.

10)  “aconteça o que acontecer, a Grécia já nos deu uma lição de dignidade e, por isso, não será vencida”.

11) os gregos preferem “dignidade e patriotismo” a “andar de cabeça baixa, a abanar a alma aos poderosos”.

12) “Não sei se isto é de direita ou esquerda. Sei que isto é certamente ser um bom grego. E esse é o exemplo que queremos para nós. Os gregos “podem falhar, mas resistiram” contra os “tecnocratas pedantes que detestam a democracia”,

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3 Julho, 2015

Um eleitor grego, com o mínimo de memória é capaz  de literalmente se «ver grego» para decidir o que votar:

When Tsipras was asked by Greek journalist Nikos Chatzinikolaou about Greek PM George Papandreou‘s announcement of a referendum in Greece [2011], he replied: “You know better than me that if the Greek Prime Minister himself tries to have the people face such dilemmas, the real default will be inevitable, and the Greek banks and the Greek economy will collapse before we even reach the voting booth. Just because of the possibility that the people may face such a dilemma, they might vote “No.”

The current Prime Minister of Greece had then accused Papandreou of despair and had characterized his announcement of a referendum as a “disaster for the Greek economy” and a “harbinger of bankruptcy,” considering it a trick used by the Greek government in its effort to buy more time in power. And he had come into the following conclusion: “The most democratic way of expressing the popular will is elections, not a referendum.” (*)