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Em que item da proibição cabe a imagem abaixo?

23 Janeiro, 2015

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Ontem não se podia representar o profeta. Agora não se pode representar a lapidação

23 Janeiro, 2015

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«Lapidada» é uma peça de teatro que conta a história de uma rapariga holandesa que casa com um muçulmano e vai viver para o Iémen. «Lapidada» ia estar três meses em cena. Agora está três dias. Vai ser representada muito discretamente no Festival de Avignon. Como se explica neste site francês que faz “informação por muçulmanos para muçulmanos” (leiam que é muito instrutivo ) «En réalité une telle pièce ne dénonce rien. Elle ne fait qu’endiguer une islamophobie de plus en plus prégnante sous couvert de protection de la femme. Quand l’islamophobie n’est pas véhiculée par l’extrême-droite, ce sont les bobos laïcards de gauche qui répandent leur haine de la religion et des musulmans.»

Pois é. Vamos ser todos muito subversivos. Vamos fazer muitas  caricaturas do Papa e da Merkel que não matam ninguém.

Syriza power

23 Janeiro, 2015

Penso que não conheço pessoa que não deseje a vitória do Syriza. Espero – muito sinceramente – que vença as eleições gregas com maioria absoluta e, desde já, peço desculpa aos gregos por isso.

Força aí, galera.

ainda bem que o merceeiro não estava lá

22 Janeiro, 2015
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Mais uma empresa portuguesa que assegura interesses estratégicos vitais, de que o estado português soube cuidar exemplarmente, como sempre faz. Graças a sensatas opções de gestão tomadas ao longo dos anos, nas quais o accionista estado se fez sempre representar, os interesses nacionais assegurados pela empresa ficaram hoje definitivamente consolidados. Se tivesse sido gerida pelo merceeiro do Porto, o resultado teria sido certamente outro.

um homem para a história

22 Janeiro, 2015
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Depois de anos a baixar artificialmente o preço do euro, sem que nada de essencial se tenha resolvido na moeda única e nas economias dos estados europeus, sobretudo daqueles que estão mais endividados, Mario Draghi e o BCE avançam para o estágio seguinte do disparate: vão fabricar dinheiro e injectá-lo em economias que continuam estruturalmente na mesma, sem terem procedido a reformas estruturais a sério que relançassem a produção e criassem riqueza. O objectivo é evidente: «estimular» a economia com folhas de papel impressas pelo BCE. Com isto, espera-se aumentar o consumo, dinamizar as empresas e fazer subir os preços, para evitar o «monstro» deflacionário, com uma inflação que será baixa e controlada a 2%, segundo afirmam as luminárias. Foi pena Draghi e os génios do BCE não se terem lembrado disto mais cedo. Afinal, o segredo da prosperidade e do bem-estar está em imprimir notas de banco, como sempre disse o Dr. Mário Soares.

Não há dúvida que Draghi ficará na história da Europa. Pelo mais do que provável estoiro que ela irá dar.

Ora aqui esta uma figura presidencial que não se cala perante o modo como funciona a justiça no seu país

22 Janeiro, 2015

Día 20/01/2015 – Cristina Kirchner apunta al suicidio como hipótesis de la muerte de Nisman

Día 22/01/2015 – Cristina Kirchner, convencida ahora de que la muerte Nisman «no fue suicidio

Whatever it takes

22 Janeiro, 2015

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Podemos ao menos evitar as crianças-póster?

22 Janeiro, 2015

É muito duvidoso que crianças a participarem nas marchas dos adultos seja “do supremo interesse da criança”. Devia vir na declaração universal dos direitos das crianças: “não serás usada como escudo”.


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Do crime público

22 Janeiro, 2015

Como é habitual, os jornais publicam detalhes do conflito doméstico entre Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho. Há quem diga que é um nojo, uma violação de privacidade. No entanto, há já algum tempo que deixou de haver privacidade nestas questões. Violência doméstica é crime público. Há processos a decorrer, parece que vai haver um julgamento, quer os próprios queiram ou não queiram. Estamos portanto perante um assunto público, com chancela parlamentar. Não era isso que queriam?

Com tanta notícia sobre escutas alguém sabe do paradeiro destas?

22 Janeiro, 2015

Seguro suspeita de escutas ilegais
PS tem “dúvidas fundadas” de que está a ser alvo de escutas

Desconformidades e desarmonias

22 Janeiro, 2015

Há ou não excesso de burocracia em Portugal? Em teoria há. Na prática, sempre que uma actividade começa a mexer e a desenvolver-se, descobre-se logo há caldo de facilitismo e excesso de arbitrariedade decisional. Há desconformidade de procedimentos e desarmonias várias. Falta uma comissão de controlo, um organismo disciplinador, um Manual de Procedimentos (em maiúsculas) e medidas de reforço do acompanhamento e escrutínio da actividade. A Margarida Corrêa de Aguiar consegue aqui explicar-nos porque nunca teremos menos burocracia.

Há aqui qualquer coisa que me escapa

22 Janeiro, 2015

O topless na página 3 do Sun é machismo.

O topless fora da página 3 do Sun é luta contra o machismo.

Foi só um acto de rotina que alguém filmou

21 Janeiro, 2015

A frase é de Paulo Pinto que no Jugular divulgou este video da execução de uma mulher no norte da Síria. De facto tão chocante quanto a execução em si mesma é o ar rotineiro, quase doméstico de tudo aquilo.

Discriminação

21 Janeiro, 2015

É Obama poder dizer isto em 2015 (ou seja sete anos depois de ter ganho uma candidatura presidencial a prometer o fecho de Guantanamo) sem que o mundo se ria: “É tempo de fechar Guantánamo“

E pai nenhum?

21 Janeiro, 2015

Eles têm duas mães, mas a lei portuguesa só reconhece uma.

a superioridade evidente da monarquia

21 Janeiro, 2015
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Está, por exemplo, em poupar-nos às imbecilidades que passam pelas cabeças dos seus protagonistas, visto que estes, uma vez reis, não podem, nas monarquias constitucionais, pronunciar-se sobre política, nem sobre temos onde a sua opinião possa dividir a comunidade. Como é sabido, o rei é, nessas formas de estado, um símbolo vivo, símbolo que representa a nação, a que era, a que é e a que virá, na sua imensa pluralidade e diversidade, pelo que a política está-lhe vedada, porque representa sempre parte e nunca o todo. Essa parcimónia faz muito bem a um país e aos seus nacionais, que se habituam a ver no chefe de estado uma referência de bom senso e moderação, mesmo quando lá está um pateta. Coisa que, infelizmente, sucede cada vez menos nas repúblicas, onde cada chefe de estado diz o que lhe apetece e até mesmo noutras instituições respeitáveis, como a Igreja Católica, que têm vindo a perder a noção do que é um símbolo e daquilo para que serve.

Ana Avoila chamada à cabine de som

21 Janeiro, 2015

Aqui o patrão é o sindicato. Manuela Moreira trabalha no Sindicato dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte e pediu para entrar uma hora mais tarde, para conseguir amamentar o filho. A entidade patronal discorda e impede-a de trabalhar durante o período da manhã. –

Doutores em delinquência

21 Janeiro, 2015

“O centro de investigação de Boaventura de Sousa Santos e de José Manuel Pureza serve-se da ciência e utiliza o erário público para legitimar, sofisticar e exportar a violência social e política.” – A ler este texto de Gabriel Mitha Ribeiro

o treinador de bancada do vaticano

20 Janeiro, 2015
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Começo a ficar francamente saturado das opiniões do Senhor Jorge Bergoglio, cidadão que exerce, de há uns tempos para cá, a função de Bispo de Roma. Todos os santos dias temos uma diferente sobre os mais variados temas, invariavelmente proclamada em tom de «causa fracturante», como se a Igreja Católica não tivesse existência antes dele e tudo fosse doutrina nova por si estabelecida. E já não se consegue entender se esta profusão opinativa compromete exclusivamente o Senhor Bergoglio, que, aparentemente fascinado consigo mesmo e com a repercussão mediática que está a ter, sobre tudo tem uma opiniãozinha à «treinador de bancada», se as suas constantes declarações comprometem a instituição de que ele é temporariamente o primeiro, mas não o único responsável. De todo o modo, admitindo até que a Igreja Católica precisava de uma refrescadela, ignorar que ela é uma tradição continuada no tempo, da qual cada Papa é um elo de ligação entre o passado e o futuro, é coisa que nem o Francisco Louçã descuraria, se alguma vez o conclave se tivesse lembrado dele, em dia aziago. Por isso, mais do que «inovar», de um Papa espera-se que mantenha viva a tradição, coisa que parece não ser prioritária para o Papa Francisco. Não o Louçã, mas o Bergoglio.

Ler também: Insistindo na asneira, do Bruno Alves.

Efeito colateral da última sondagem

20 Janeiro, 2015

O que teria graça caso o PS tivesse descolado torna-se agora um problema. Soares terá de ser calado a bem do PS. Resta saber se Soares está pelos ajustes.

Soares tem razão

20 Janeiro, 2015

Portugal não é uma democracia. Se Portugal fosse uma democracia há muito que ninguém se sentiria obrigado a publicar-lhe os textos.

Mamas não são Charlie

20 Janeiro, 2015

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Após 44 anos, acabaram as mamas na página 3 do The Sun. O motivo? Caroline Lucas e as restantes malucas sempre à espera de serem ofendidas com alguma coisa, tal como as nossas malucas que encontram nas redes sociais o patético consolo no efémero momento que engana a solidão.

Telegraph: The Sun drops page 3.

Caroline Lucas não só lê o The Sun como se incomoda com a "objectificação da mulher" através de piropos (ou algo assim).

Caroline Lucas não só lê o The Sun como se incomoda com a “objectificação da mulher” através de piropos (ou algo assim).

O Ocidente esse eterno culpado

20 Janeiro, 2015

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O menino da foto é um dos irmãos Kouachi no ano de 1994. Viviam os Kouachi então a cargo da Fundação Pompidou

Esperança

20 Janeiro, 2015

Espero que o Pacheco Pereira já tenha lido o Caderno de Encargos.

Depois de anos a gritarem “americanos fora das Lajes” agora exigem que eles fiquem

20 Janeiro, 2015

Como é que Portugal deve reagir à decisão dos Estados Unidos de reduzirem a presença na base das Lajes? Portugal deve rever o acordo com os Estados Unidos? É possível reduzir as consequências económicas e sociais que esta decisão terá para os Açores? Como avalia a proposta do governo regional açoriano de permitir que a base seja utilizada pela China?

It never gets easier

20 Janeiro, 2015
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George Clooney em South Park, após morte do seu paciente transplantado com batata por indisponibilidade de coração. “It never gets easier“, terá afirmado o clínico antes de se dirigir ao bar.

A mortalidade total registada no acesso às urgências na Andalusia em 2012 foi 0,12% (0,12% adultos, menos de 0,01% em pediatria). Isto significa que morreram 3.048 pessoas nas urgências da Andalusia em 2012 [Salazar et al]. Meu Deus, gente que morreu nas urgências!

De acordo com o INE, em 2012, ocorreram 7.068.480 acessos às urgências portuguesas. Se Portugal registar uma mortalidade como a da Andalusia, isso significa que mais de 8.000 pessoas morreram nas urgências portuguesas. Meu Deus, não há jornal que chegue para registar tamanha indignação, de gente que morre porque se está a sentir mesmo mal ao ponto de ir ao hospital, ora porque foi atropelada, ora porque lhe caiu um piano em cima enquanto caminhava na rua, ora porque foi conduzir bêbado depois de uma tertúlia indignada sobre morte nas urgências.

Um país de parvos merece indignações parvas.

12 anos de escravidão cinematográfica

19 Janeiro, 2015
É por eu ser branco?

É por eu ser branco?

Diz Lucy Hunter Johnston, no The Independent, que a melhor forma de assegurar um Oscar é ser um homem branco. Basicamente parte do pressuposto que Selma devia ter sido nomeado em mais categorias e não só na de melhor filme. Claro, há a hipótese do filme não ser grande espingarda mas isso não parece ocorrer a Lucy Hunter Johnston. Portanto, vamos todos assimilar: a melhor maneira de se ganhar um Oscar é ser um homem branco ou Sidney Poitier, Denzel Washington, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Halle Berry, Louis Gossett Jr., Cuba Gooding Jr., Morgan Freeman, Hattie McDaniel, Whoopi Goldberg, Jennifer Hudson, Mo’Nique, Octavia Spencer, Lupita Nyong’o, Prince, Herbie Hancock, Isaac Hayes, Irene Cara, Stevie Wonder, Lionel Richie, John Ridley ou Geoffrey Fletcher.

Ou então, em alternativa a discriminação e essas lérias do politicamente correcto, talvez haja mais actores, realizadores e produtores que simplesmente tiveram o azar de nascerem brancos.

“O que é novo em drogas é a proibição”

19 Janeiro, 2015

A propósito do Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências divulgado este mês entrevistei o Filipe Nunes Vicente para o Observador. Aqui ficam alguns excertos dessa conversa:

“Quando dava aulas dizia sempre aos meus alunos: o que é novo em drogas é a proibição. O presidente Lincoln (um grande presidente!), abstémio, dizia que a pior coisa que se podia fazer à causa dos abstémios era proibir o álcool. Deixamos de saber quem bebe, quando bebe, quem produz, onde se vende… Ele fartou-se de avisar.”

“Basta consultar o relatórios das Nações Unidas sobre as drogas e está lá: a produção de cocaína mantém-se estável ou aumenta. A produção de heroína está viçosa (agora a Birmânia/Myanmar está outra vez a produzir, algo que tinha sido erradicado nos anos 80 está outra vez a voltar.) As produções de anfetaminas estão também verdejantes. Todos os anos aparecem cerca de 300 novas substâncias psicoactivas. Isto é a mesma coisa que o Benfica estar 106 anos para ganhar um jogo!”

Não é uma polémica. É ódio ao outro

19 Janeiro, 2015

“Selfie” de misses causa polémica. Uma “selfie” nos bastidores do concurso Miss Universo está a causar polémica entre Israel e o Líbano. As representantes destes dois países inimigos foram fotografadas juntas. A Miss Líbano, alvo de muitas críticas, acusa a Miss Israel de perseguição.

Que bonito é fazer-se de conta que estamos perante uma polémica. Há anos que chamamos polémica a manifestações puras de ódio. Aliás se fossem outras as protagonistas os títulos teriam palavras como racismo e fobia. Em Israel a foto não causou poémica alguma. A sua miss não foi acusada de nada, não tem de pedir desculpas e muito menos arranjar umas explicações esfarrapadas para o facto de estar naquela fotogafia. Não o selfie das misses não causou polémica, causou sim o ódio do costume na gente do costume.

Para mongo ver

19 Janeiro, 2015

O problema das declarações de Rui Moreira, tão ofuscado que está com o seu próprio brilhantismo, é que, ao puxar a si o sucesso do turismo portuense, retira o mérito aos empresários que: 1) são os responsáveis por esse sucesso e 2) são a base de apoio do próprio Rui Moreira, providenciando-lhe os resultados que precisa através do laissez faire e não do chavismo-madurismo de capas com personificação saloia.

Valeu a pena, para picar o CDS, querer declarar-se o verdadeiro “eu é que sou o presidente da junta”? Provavelmente, não; mas, ao menos, dá para fazer amigos de ocasião na mongalhada dos jotas socialistas.

Adenda:

Chavismo-madurismo saloio.

Chavismo-madurismo saloio.

Interessem-se pela Argentina ou acabam a chorar os mortos

19 Janeiro, 2015

Foi encontrado morto Alberto Nisman, o procurador argentino que denunciou o encobrimento por parte do governo argentino da autoria iraniana do atentado cometido naquele país contra uma organização judaica e de que resultaram 85 mortos e mais de 300 feridos.

Fugiu da Argentina o joalheiro que revelou que a presidente gastou dois milhões e meio de euros em jóias. Ameaçado de morte e sem protecção policial Sergio Hovaghimian deixou a Argentina.

Onde nos levaram as agendas fracturantes

18 Janeiro, 2015

As minorias e os ‘prakistamos’ – tema do meu artigo de hoje no Observador

A propósito da interdição da reprodução da figura de Maomé

18 Janeiro, 2015

O El Mundo traz hoje uma reprodução da uma banda desenhada sobre Maomé publicada em Damasco nos anos 60 do século passado. Ninguém se indignou.

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Como chegámos aqui?

18 Janeiro, 2015

Também com muita auto-censura. Veja-se o caso do ataque ontem a um convento em Jerez, Espanha: três homens, de cara tapada, atiraram um cocktail molotov contra o convento. Nas paredes escreveram «Yihadistas». Na fuga feriram um polícia. Quantas notícias lemos sobre isto? E se  em vez de um convento o ataque tivesse como alvo uma mesquita ou uma sinagoga?

Juntar os pontos

17 Janeiro, 2015
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Reparem no que esta notícia conta sobre a forma como Sócrates interveio (mesmo sendo apenas um mero consultor de uma farmacêutica) não só na compra do grupo Controlinveste como escolheu o novo diretor do Jornal de Notícias.

Agora recordem o papel desempenhado por esse mesmo todo-o-terreno na escolha da direção da Lusa em 2006, quando Sócrates era primeiro-ministro. E não se esqueçam do que se passou depois nessa agência noticiosa.

Juntos os pontos, é de ficar à espera de que alguém tenha vergonha. Mas é pouco provável.

já era candidato

17 Janeiro, 2015
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O António Guterres.

É comovente ver como estas almas não só voltam sempre como arranjam sempre bons advogados

17 Janeiro, 2015

Courts release returned jihadist Bhatti

Despite concerns about Islamic extremists returning from fighting abroad, and the threats many pose against their homelands, two courts in Oslo have released Norway’s most high-profile jihadist Arfan Bhatti from the custody sought by police. “Bhatti is a completely free man,” his defense lawyer told Norwegian Broadcasting (NRK).

Bhatti, who had a long criminal record in Norway before he turned to Islamic extremism, had been arrested immediately upon arrival at Oslo’s main airport at Gardermoen earlier this week. He was returning after more than two years in the Middle East, where he reportedly went to fight in the Syrian civil war but wound up in a Pakistani prison, convicted of having contact with the Taliban.

Already warned Norway
He was released from prison in Pakistan last August and quickly started urging others to become jihadists (holy warriors) on his Facebook page. He also warned Norway against taking part in the fight against the notoriously brutal jihadist group IS, known for cutting off the heads of countless victims.

Bhatti was initially prevented from returning to Norway because his presence on international lists of suspected terrorists made him ineligible to fly on commercial airlines. The restriction was recently lifted, however, and Bhatti landed back in Oslo on Wednesday.

His longtime defense attorney John Christian Elden has told reporters that police were waiting for Bhatti at the door of the aircraft and arrested him in connection with charges filed against him in 2012 for allegedly abusing his former wife and several of their children. She still lives at a secret address in Norway as part of a witness protection program, and Bhatti was slapped with restraining orders aimed at preventing him from trying to contact them.

A culpa é dos católicos tradicionalistas, dos evangélicos das Américas, dos judeus ortodoxos, do Breivick, da direita populista europeia… e quiçá de Thatcher

17 Janeiro, 2015

Manuel Loff: “25% dos voluntários do Estado Islâmico são convertidos. Adotaram, aos 25-30 anos, um integrismo islâmico que partilha os mesmos valores da vaga de reacionarismo moral, político e cultural na qual coincidem católicos tradicionalistas, evangélicos das Américas, judeus ortodoxos: o horror à liberdade, o desprezo pela mulher, a homofobia, a xenofobia (de que a islamofobia e o antissemistismo são apenas exemplos). Foi tudo isto que invocou Anders Breivik em 2011 para matar, à bomba e à metralhadora, não 17, mas 77 pessoas na Noruega. 33 eram menores de 18 anos. Outras 329 ficaram feridas. A grande maioria jovens militantes socialistas, partidários, segundo Breivik, de um multiculturalismo que põe em causa o Ocidente. (…)

Por algum motivo, o Partido do Progresso, no qual Breivik fez a sua formação política, entrou pela primeira vez no governo norueguês, pela mão da direita tradicional, dois anos apenas depois do massacre. Reivindica-se do “liberalismo clássico”, de uma certa conceção do “Ocidente” de “tradição cristã”. De resto, ele partilha dessa nova tendência da direita populista europeia, onde, historicamente, nasceu e se desenvolveu o antissemitismo genocida dos sécs. XIX e XX, de apoiar indefetivelmente as guerras de Israel contra os palestinianos. A única explicação para semelhante guinada política só se pode encontrar no preconceito antiárabe e na islamofobia que os une agora a todos. Ah!, é verdade: o PP norueguês proclama-se fã de Thatcher. Não deve, portanto, haver perigo.” PÚBLICO

Ao pé disto a Raquel Varela é duma limpidez de raciocínio assinalável.

A ler urgentemente

17 Janeiro, 2015

Monette Vacquin, descendente de emigrantes russos em França ou emigrante de terceira geração.

Os avós russos: Peu de discours ont été adressés à mes grands-parents à leur arrivée en France, en provenance de Russie au tout début du XXème siècle. Cela n’aurait pas été nécessaire. Ils allaient de soi. Jeunes, pauvres comme Job, ayant laissé derrière eux la ville si riche de culture juive qu’était Vilna, ils trouvèrent refuge dans un deux-pièces insalubre à Pantin dans lequel ils élevèrent leurs trois enfants et qu’ils ne quittèrent qu’à leur mort.

O marido filho de italianos: La jeunesse de mon mari, Italien du Val d’Aoste, se déroula, dans la pauvreté, à Bezons. Il ne fut pas traité de sale juif mais de macaroni. Sa mère lui enseigna que «les autres n’avaient pas deux têtes» et que le seul moyen de se faire un avenir dans la vie était de «piquer les bonnes places à l’école aux Français».

Os portugueses: Les gardiens portugais de mon quartier, arrivés récemment, sont dans une position qui ressemble à celles que je viens d’évoquer. Ils vivent dans une loge minuscule. Ils y ont installé une mezzanine, afin de pouvoir installer aussi, dans cet espace microscopique, leurs deux enfants. Ils travaillent, envoient de l’argent au pays, et économisent afin de pouvoir construire un jour leur maison au Portugal et y passer leurs vieux jours. Je n’ai pas la moindre idée de leur pratique religieuse, je n’en entends jamais parler.

Os muçulmanos vítimas: . Je me désolidarisais de la gauche, ma famille de pensée, ( quel dépit amoureux! ) quand celle-ci égarée se mit à soutenir des ayatollahs comme émanation du Peuple iranien.  Je fus carrément épouvantée, car j’en pressentais les effets, quand se répandirent les discours qui donnaient l’absolution à la délinquance au nom de conditions socio-économiques difficiles. Non pas à l’issue d’un procès, comme circonstances atténuantes, mais comme causalité pure et simple déchargeant les délinquants de la responsabilité de leurs actes. Tout cela n’allait pas tomber dans l’oreille de sourds. Un pas de plus allait se franchir dans la circulation des idées, cette matière si labile et si agissante: «Nos» pères avaient été d’odieux colonisateurs, avaient spolié votre pays, nous étions vos débiteurs, il n’y avait plus de problème politique de déracinement et d’intégration à résoudre, mais la culpabilité des oppresseurs à expier, à réparer. La haine des pères, comme souvent, allait prendre le pas sur les responsabilités à assumer, et à faire assumer. L’Occident donnait le modèle de la haine de l’Occident. Il n’allait pas être déçu.

Os dois terrorismos: Nous avons à résister à deux terrorismes: Celui, visible, qui vient de frapper. Et l’invisible et odieux terrorisme intellectuel, fléau pour la pensée, du politiquement correct. Et nous avons à armer, armer psychiquement, les générations quelques peu égarées qui s’annoncent par de justes paroles.

Portanto se fosse uma revolta social estavam perdoados?

17 Janeiro, 2015
Edifícios públicos, lojas e até um automóvel foram alvos de atos de vandalismo por parte de um gang que percorreu várias ruas de Olhão, na madrugada desta sexta-feira, a partir vidros à pedrada. Causaram milhares de euros em prejuízos. “Partiram os vidros de um automóvel, entraram dentro de um pequeno gabinete e destruíram um monitor de um computador”, descreveu ao CM António Pina, presidente da autarquia, revelando que os prejuízos chegam aos dois mil euros. O alvo seguinte foi uma loja na baixa e depois o grupo seguiu para norte, rumo à rotunda do Cubo, pela avenida Bernardino da Silva. No caminho foram partidos os vidros da cobertura de uma estátua no Museu de Olhão e as montras de uma imobiliária, e ainda dos edifícios das Finanças e Segurança Social da cidade. “Não podemos dizer que foi uma revolta social contra os edifícios públicos porque também atingiram estabelecimentos privados. Foram atos de vandalismo estúpidos”, considerou o autarca. O grupo conseguiu escapar às autoridades, mas a PSP está a investigar o caso.

Portanto numa revolta social

a) Não se atacam estabelecimentos privados
b) Se for uma revolta social pode partir-se à vontade
c) O que distingue os actos de vandalismo estúpido dos de revolta social?