maioria silenciosa?
Não me surpreendem por aí além os últimos resultados das sondagens, com o PS praticamente a par dos partidos da coligação. Nem se pode propriamente dizer que o resultado socialista seja uma quebra provocada pelo recente caso Sócrates, porquanto as intenções de voto se mantêm no patamar médio dos últimos meses, a.C e d.C,, o mesmo é dizer, antes de Costa e depois de Costa. O que me parece é que os portugueses não são parvos, ou não há tantos parvos como alguns julgam, e que existe uma significativa percentagem de eleitores que sabe muito bem o que aconteceu neste país, para os quais não são suficientes dois dedos de conversa para ficarem convencidos de que, afinal, nada de muito grave se passou antes do governo de Passos Coelho. Se esse número de eleitores silenciosos é uma maioria ou uma minoria, logo se verá. Mas desconfio que esta relutância do PS em falar claro aos portugueses sobre o que lhes aconteceu e sobre como lhes poderá assegurar que não voltará a acontecer, lhe irá sair caro.
Correio do leitor: “ser heterossexual tornou-me numa pessoa melhor”
Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Zezé Caminha, devidamente identificado e assumindo total responsabilidade pelo conteúdo:
Inspirado na entrevista a António Pedro Simões (a publicar amanhã no Expresso), resolvi contar-vos sobre o papel da heterossexualidade no desenvolvimento da minha inteligência emocional. Graças ao meu gosto por espécimes femininas com contornos saudáveis, consegui tornar-me numa pessoa com melhor empatia e, porque não dizê-lo, numa pessoa mais autêntica. Respeito muito todo o gajedo e tendo a privilegiar esta subespécie quando contrato pessoas, não por discriminação negativa – como esperando partir-lhes a espinha de forma acrobática numa pausa para café – e sim por discriminação positiva, para propagar a inteligência emocional no ambiente de trabalho.
A heterossexualidade ainda é muito mal vista na sociedade. Querem proibir o piropo, mesmo o bonito e de bom gosto, como os proferidos na recente Marcha Charlie de Orgulho Heterossexual; querem impedir entrevistas em que o ênfase do jornal não é nos meus feitos e sim no meu gosto congénito por portadores de vaginas, como se tivesse que me esconder no armário da heterossexualidade; querem dificultar-me a vida, metendo-me num balneário segracionista no ginásio, longe das senhoras heterossexuais, discriminando-me por género e não por aquilo que realmente importa, os afectos, o coração, a sexualidade humana; querem ter bares para gays mas criminalizar o engate mal direccionado num bar hetero, que nem desta forma pode vir classificado no guia de locais heterossexuais, o publicado pela Associação Falo Dourado (clandestina).
Podia contar-vos muitas coisas do foro profissional mas, e como se sabe, os media têm esta agenda heterossexual a preencher e provavelmente optariam por um título sensacionalista como “se não fosse heterossexual, provavelmente não seria CEO deste clube de strip”.
Num mundo perfeito não teria que esconder a minha heterossexualidade numa entrevista de emprego. Mas pronto, é assim, as pessoas julgam-nos como se fôssemos tarados por assuntos íntimos, ao contrário de qualquer homossexual, que pode falar da sua profissão sem considerações de preferências sexuais pela perfeita integração nesta sociedade de maricas.
Zezé
Isto devia ser estudado
A forma como a SICN deu a notícia sobre os resultados da sondagem que mostra não só que o PS não sobe como que o PSD e o CDS sobem é uma espécie de tratado sobre como tratar as notícias de que a redacção não gosta. Ó criaturas façam de conta que António José Seguro se mantém à frente do PS e é só escrever… e claro fazer a voz off menos enfática!!!
Update
Tudo encaminhado para que ninguém queira comprar a TAP.
[em política por vezes é mais importante criar um desastre periódico para as pessoas perceberem. Tudo se encaminha nesse sentido]
How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

Candidata do Syriza, Rachil Makri, afirma que, caso o BCE corte o extravagante fluxo de financiamento à “economia” grega, o futuro governo cometerá um acto de guerra consistindo na impressão de 100 mil milhões de euros à revelia do banco central.
O problema está aqui
não cuspa no chão… cuspa para o ar
Uns anos antes do 25 de Abril, o regime, incomodado com o estado de sujidade dos passeios das cidades do país, proibiu que se cuspisse no chão, ficando os infratores sujeitos a multas que lhes seriam aplicadas pelos polícias de turno.
Anos depois, já nos nossos dias, o governo autorizou os motoristas e cobradores dos autocarros a aplicarem multas, que podem ir de 50 a 250 euros, aos passageiros que ponham os pés nos estofos ou que profiram expressões «que perturbem a boa ordem dos serviços ou incomodem os outros passageiros». Para incentivar o sucesso desta lei, o governo dará 10% da multa a quem a cobrar.
A reacção à «lei do cuspe» foi extraordinária: quem queria chatear a polícia cuspia para o ar, em vez de cuspir no chão, frustrando, assim, a eficácia normativa da lei.
No caso da lei hoje aprovada pelo governo de Passos Coelho, é provável que as reacções das peixeiras do Bolhão aos pobres motoristas não seja tão amável. Aguardemos para ver. Nós, é claro, Porque aos motoristas não lhes será fácil abrir os olhos.
Primeiro país a sair do euro
Tout est pardonné
Variações
PERGUNTAS DE HOJE DO FORUM TSF
PERGUNTAS DO FORUM TSF CASO O PRESIDENTE DA CML FOSSE OUTRO
Concorda com a a decisão da câmara de Lisboa que, segundo diz para reduzir as emissões de gases poluentes, proibiu a circulação dos carros mais antigos numa grande parte da cidade penalizando desse modo os cidadãos que não podem comprar um carro mais moderno? Faz sentido atirar para o desemprego a partr de 2017 os proprietários de táxis antigos? Em nome da defesa do ambiente, pode aplicar-se uma legislação discriminatória do ponto de vista social? Que programas de apoio aos proprietários de véiculos antigos devia a CML implementar?
Há coisas em que é melhor o Estado não se meter
Manifestação com objectivos por pontos
Leio atentamente várias pessoas que me dizem, com mais ou menos corpo lexical de índole teórica, que a manifestação do passado fim-de-semana em Paris foi em prol da liberdade de expressão. Admito ficar algo fascinado com uma manifestação tão grande em torno de um conceito tão vago e tão incompreendido como a liberdade de expressão. Eu, que vejo pessoas que se queixam porque o seu comentário foi rejeitado num blogue, que evocam a “liberdade de expressão”, que mencionam as “práticas de censura”, que se queixam de critérios editoriais para se autorizar um comentário e rejeitar outro, que mencionam “justiça”, “igualdade” e o “direito de”, fico com a sensação que o uso do termo “liberdade de expressão” é tão vago como outros chavões ilógicos que incluem “espiral recessiva”.
Como tentava dizer, não achava e continuo a não achar que a manifestação em Paris foi realizada pela liberdade expressão. Para mim, que teria ido caso estivesse na cidade, foi uma manifestação de pessoas que apenas partilharam, numa comunhão espontânea, o sentimento de total choque com a ocorrência de um acto incompreensivelmente vil pela violência extrema desprovida de potencial de explicação (e assim sem inevitáveis factores atenuantes) que aconteceu mesmo ali no quintal. Um movimento de pessoas em choque, que partilham a mesma incompreensão perfeitamente lógica de uma ocorrência que não é passível de intelectualização pela dialética relativista que aparece papagueada nos media ocidentais, divididos entre o dever de relatar e o desejo de mudar o mundo.
Pelos vistos, pela opinião consensual, enganei-me. Pelos vistos foi mesmo sobre liberdade de expressão. Assim, a coisa durou mesmo muito pouco tempo.
Só por causa do cheiro das tintas, não vou permitir comentários a este post, alimentando a confusão da dialética progressivo-relativista, mas em nada interferindo com a vossa liberdade de expressão.
marx revisitado
«A resistência das bactérias» e a «falência do capitalismo» (apesar de as podermos matar com doses de penicilina a 10 cêntimos cada).
Double standard?
A Justiça francesa está usar o seu arsenal legislativo para punir com mão pesada quem, após os ataques da semana passada em Paris, proferiu ameaças, declarações racistas ou palavras entendidas como apologistas do terrorismo. (no Público).
não é só em portugal que é difícil ser liberal
Num país como o Brasil, com uma despesa pública absurdamente elevada, índices de corrupção grotescos, programas “sociais” populistas, que até financiam a compra de móveis de decoração para habitação, com um sistema fiscal incompreensível, a precisar de urgente reforma, e que permite todas as arbitrariedades e abusos, que está em recessão técnica há mais de um ano, com o investimento estrangeiro em fuga e o nacional em retração acelerada, o que faz um ministro da economia, com fama de liberal, recém indigitado? Aumenta os impostos, é claro! Não há duvida de que não é só em Portugal que é difícil ser liberal…
Vejam enquanto é tempo
A indignação é uma indústria
Liberdade de expressão mas com jeitinho
Frosty, o profeta
Vamos ver se nos entendemos. As pessoas fazem bonecos de neve porque vivem em austeridade e porque as comunidades nada fizeram para as integrar numa cultura de assimilação dos valores do humanismo universalista multicultural. O boneco de neve é uma provocação, nem que involuntária. Este representa um ídolo que, por sua vez, denota uma veneração ao ócio galhofeiro, desumano, procrastinador de actividades de elevação multicultural como a laicidade e regulamentação dos excessos de povos que têm que ser subjugados aos valores da democracia ocidental, pela liberdade.
Agora, se os bonecos de neve ofendem as pessoas, porque continuam com essa provocação gratuita sempre que esse fenómeno metereológico – originado pelo aquecimento global do capitalismo – ocorre?
Como diz a Dra. Ana Gomes, para quê insistir?
#CharlieHebdo – porquê insistir na representação do Profeta, que se sabe ofender os muçulmanos? Não estou de acordo. Não em meu nome.
— Ana Gomes, MEP (@AnaGomesMEP) January 13, 2015
Mas há algum problemas com os alunos das outras religiões?
Portanto mais uam vez vai a França vai criar legislação que fará de conta que as religões não existem. Católicos, protestantes e judeus serão chamados à atenção porque fazem um presépio, porque usam um fio com uma cruz, porque frequentam uma escola judaica… e os muçulmanos radicais continuarão a aproveitar a laicidade para se impor.
Deterministas
Nasceu pobre. Viveu num mundo de exclusão. O pai era uma figura problemática. Foi separado cedo do agregado familiar. Habilitações escolares baixas. Os amigos tinham um perfil semelhante…. Para o sociolês vigente seria natural que se tivesse tornado terrorista. Contudo ele tornou-se o melhor do mundo
Regras básicas de charlienice

- O alvo da sátira deverá ser alguém de quem não gostamos;
- O alvo da sátira tem que passar pela Comissão Charlie que o deverá considerar merecedor, ou, alternativamente, “uma besta”;
- O alvo da sátira terá que ser aprovado pelo sindicato dos humoristas;
- Só é verdadeiramente Charlie quem não atenta contra o seu semelhante através de formas de opressão como religião, história, matemática e monogamia;
- Ser declarado Charlie implica admissão directa na organização Über-Mensa;
- Não há ninguém de direita que possa ser considerado gente, quanto mais Charlie;
- Um homossexual tem sempre maior potencial de Charlie que um heterossexual;
- Um Charlie é tolerante;
- Um Charlie não tolera intolerância;
- É impossível ser católico e Charlie;
- Um Charlie tem que acrescentar algo à Causa.
- Tudo que não é Charlie é indigno, imoral, calunioso e/ou de mau gosto como expectável se oriundo “dessa gente”.
O problema não são os outros. Somos nós
A solidariedade e a mobilidade vertical
Pacheco Pereira está muito melhor nesta situação os Charlies do que tem estado nos últimos 3 anos, no entanto muita da demagogia desse período continua a acompanhá-lo, como se pode ver neste trecho:
À sua frente [da manif dos Charlies] vão os homens e mulheres que estão a construir uma Europa não democrática, de Merkel a Passos Coelho, que abandonaram qualquer ideia de uma Europa assente na solidariedade, que ajudaram a criar e a reforçar sociedades em que não há mobilidade vertical, o único mecanismo que permite assegurar o melting pot, logo a integração de todos, os que cá estão e os que conseguem passar as aguas do Mediterrâneo sem morrer nelas.
Por tópicos:
1. Merkel e Passos Coelho não querem construir Europa nenhuma. Querem apenas, se é que querem alguma coisa, criar uma ordem mínima que impeça que as instituições se degradem ainda mais. Em Portugal e na Europa não é mais possível viver de balas mágicas e são necessárias reformas dolorosas. Pacheco Pereiro andou a combater qualquer tipo de reforma nos últimos 3 anos, mas na anterior reencarnação (quando se dizia liberal) defendia a ideia geral que Passos e Merkel agora defendem. Menos Estado, menos dependência de dívida, menos dependência de esquemas de solidariedade inviáveis.
2. O problema da Europa não é falta de democracia. A Europa não é gerível com a maioria a mandar nos assuntos europeus. Não é gerível com o Euro a ser gerido por voto maioritário. Não é gerível com transferências entre Estados a serem geridas por voto maioritário dos cidadãos europeus. As democracias nacionais do Norte da Europa seriam as primeiras a opor-se a esse tipo de esquemas, por muito que as democracias nacionais do sul da Europa o desejem.
3. A Europa não pode ser assente na solidariedade que os países do sul da Europa desejam porque os países do Norte da Europa dificilmente aceitariam uma solidariedade baseada em transferências Norte-Sul para alem dos limites actuais (e já há muitas transferências desse tipo).
4. Não é a solidariedade que gera mobilidade vertical. É a liberdade. A Europa já tem Estados sociais rígidos e com programas para todo o tipo de pessoas, desde os pobres e os velhos, passando pelos jovens e os emigrantes e acabando no empreendedorismo e nas pequenas e médias empresas. Que mais solidariedade têm em mente? São os custos destas políticas de solidariedade, bem como a rigidez do mercado laboral e do complexo do emprego público para a vida, que tornam impossível qualquer mobilidade vertical.
5. “Melting pot” é uma expressão americana cunhada num período em que os EUA tinham instituições liberais, mercados de trabalho competitivos e sem barreiras à entrada, baixa despesa pública, baixos níveis de solidariedade promovida pelo Estado (e ironicamente elevados níveis de solidariedade privada). Foi também neste período que os Estados Unidos tiveram baixos níveis de democracia federal (com o Estado federal focado em questões essenciais como ordem e segurança e em criar um ambiente competitivo entre os diversos Estados). Apesar de ser um país mais jovem, os EUA respeitaram durante muito tempo a autonomia dos Estados e têm um sistema que limita o poder da maioria ao nível Federal. Note-se que os EUA estão a mudar, e a mobilidade vertical já não é o que era.
6. Em resumo, democracia e solidariedade pública são incompatíveis com mobilidade vertical e melting pot. Por isso é que nos EUA há melting pot e na França há guetos.
É preciso
É preciso coragem. É preciso força. É preciso resistir. É preciso mostrar que somos pela liberdade de expressão. É preciso criminalizar o John Galliano. É preciso integrar. É preciso educar. É preciso mais direitos. É preciso repensar deveres. É preciso controlo. É preciso livre circulação. É preciso mais euros. É preciso mais democracia. É preciso investimento. É preciso participar. É preciso não discriminar. É preciso discriminar positivamente. É preciso compreender. É preciso dialogar. É preciso um novo paradigma. É preciso laicidade. É preciso respeitar. É preciso igualar. É preciso honrar. É preciso preservar. É preciso defender. É preciso comparar. É preciso aceitar. É preciso mudar. É preciso evitar. É preciso federar. É preciso separar. É preciso regular. É preciso ser Charlie. É preciso reconhecer que não somos Charlie. É preciso não ser Charlie. É preciso relativizar. É preciso uma agenda. É preciso esperar. É preciso mudar. É preciso acabar com a austeridade. É preciso investir. É preciso soltar Sócrates. É preciso mudar a lei. É preciso não mudar a lei. É preciso respeitar o tribunal. É preciso não respeitar o tribunal. É preciso tudo. É preciso nada. É preciso falar. É preciso estar calado. É preciso ireis todos para a podre gruta maternal de onde em má hora fostes paridos.
Começou a sinistra contabilidade
Raif Badaw um blogger saudita que criou a Liberal Saudi Network levou as primeiras 50 das mil chicotadas a que foi condenado.
Charlie mais Charlie não há
João Quadros é um fervoroso socialista bafejado pela fortuna de exercer a tempo inteiro. O nome que normalmente se atribui a essa ocupação em Portugal é “humorismo”.
Admito que sou fã do trabalho de João Quadros no Tubo de Ensaio da TSF, um programa que sintetiza com a subtileza de um desastre ferroviário a densidade humorística do Bloco Central (com os humoristas Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes) e a dispersão humorística do Fórum TSF (com os humoristas que contavam anedotas aos passageiros que transportavam no táxi antes da reforma) num formato minimalista que permite a compreensão pelo graffitador (graffiti-auteur) que dotou a mesquita de Lisboa de representativo exemplo de típica arte urbana.
João Quadros diz-nos que é mais Charlie que os outros, e eu concordo; é mesmo muito mais Charlie do que um Charlie de ocasião, daqueles que charlieizam o Mário Crespo e a Manuela Moura Guedes, porém, deixando a Isabel Moreira ou a Raquel Varela descharlieizadas, talvez na esperança da união da esquerda em torno da também descharliezada Ana Gomes ou até da gamelar Elisa Ferreira. Quadros vai bem mais longe: charlieiza qualquer militante do PSD e do CDS com o mesmo afinco com que charlieiza o arquitecto Seabra, a Felícia Cabrita ou o Correio da Manhã. É ecléctico e corre riscos sérios de fatwa pelo Papa, pessoa conhecida por originar o afastamento de Manuela Moura Guedes da TVI (não era suficientemente Charlie) ou até o sério risco de extermínio a sangue frio pela austeritária Angela Merkel, conhecida por vingar-se de todo aquele que ousa, por motivos humorísticos, inferir sobre a obesidade da despótica caixa registadora que Quadros charliezará como “esfíncter”.
João Quadros corre sério perigo de ser silenciado pelo Cardeal Cerejeira, ao referir-se daquela forma tão Charlie ao omnipotente Salazar. Corre risco sério de ser colhido pela ira de Deus ou pelos três pastorinhos ao enveredar por uma charliezação tão Charlie sobre o uso sexual de crucifixos, como se alguém tivesse sobrevivido da ira divina à exibição de “O Exorcista” em 1973 – let Jesus fuck you.
Sobretudo, João Quadros corre o sério risco de, após carreira com tamanho fulgor no governo neoliberal das taxas e taxinhas, ser definitivamente silenciado pelo Charlie marajá quando o chamuças Charlie que é o António Costa deixar de necessitar de charliezações. E isso também é Charlie.
Je suis Oprah

Seja Columbine ou seja Charlie Hebdo, há uma miríade de idiotas com capacidade para relacionar Bush, austeridade, falta de emprego e invasões alienígenas para compreender as motivações, que consideram sempre condenáveis – porque “os fins não justificam os meios” – mas que, à luz da minhoca cerebral desta geração Oprah, a que correlaciona violência doméstica com violação em pequenino, são sempre passíveis de explicação através da razão.
E se não houver nada a explicar? E se a explicação for, tão simplesmente, a de que quem mata por uma causa apenas dela se apropria para justificar um desejo selvagem por sangue, seja ele de quem for, seja qual for o grau de instrução do perpetrador, seja qual for o jogo que se usa para racionalizar e compartimentar a bestialidade humana?
Quem diz que não tem medo é imbecil ou sociopata. Certo, mesmo, é que não percebeu nada, diga o que disser; e ainda bem que não percebeu.
cuidado com as vénias
«Uma (nova) vénia ao Libération».
A anterior não foi por causa disto, ou foi?

“The loneliest moment in someone’s life is when they are watching their whole world fall apart, and all they can do is stare blankly” – F. Scott Fitzgerald, The Great Gatsby
o dr. antónio costa quer uma maioria absoluta. para quê?
Deixando um bocadinho de lado o assunto «Charlie Hebdo», que, no fim de contas, parece ser mais importante por configurar um ataque à «liberdade de expressão» (será que os selvagens que cometeram os homicídios sabem do que isso se trata?) dos senhores jornalistas europeus (muitos dos quais se preocuparam menos com o massacre de 3.000 pessoas nas Torres Gémeas, do que em procurar as «culpas» dos EUA nessa barbárie), do que um crime contra a vida de várias pessoas, aterremos na política indígena para falarmos do Dr. António Costa. O Dr. Costa, em resposta a uma das várias homílias do Senhor Chefe de Estado, disse que o país deve dar uma maioria absoluta ao PS «para evitar incertezas». É, então, de se lhe perguntar para que quer ele essa maioria, já que até agora quase nada disse sobre o que fará um eventual governo chefiado por si. É boa altura do Dr. Costa se deixar de emitir simples sound bites e anunciar, de facto, ao que vem. Se é que ele já sabe.
Fásssistas, náaaazis
O que as pessoas comuns pensam mas não podem dizer sob pena de apedrejamento pela brigada das pessoas extremamente tolerantes sem qualquer sentido de ironia auto-crítica e que têm sempre a democracia na boca pronta a ser cuspida:
Se não estão satisfeitos em viver num país liberal, podem emigrar e deixem-nos em paz.
Xeique Munir
tudo se conjuga
Para que a Presidência da República francesa lhe caia no regaço: a estupidez da direita, a falta de carácter da esquerda, a corrupção generalizada, o acúmulo de muitos anos de más políticas de imigração, a cobardia face aos ataques à nossa liberdade e aos princípios da nossa civilização travestida de «tolerância» humanista, a subserviência temerosa a um falso respeito pelas convicções alheias, compensado pelo profundo desrespeito pelas nossas. Hoje, em Portugal, uma senhora que há muitos anos vive do que lhe pagam os contribuintes, bolçou umas alarvidades, atirando as culpas para cima das políticas europeias de austeridade, à falta de um George W. Bush de serviço. Depois, quando a senhora da fotografia lá estiver, não se queixem.
sobre uma desistência
«reorientar as leituras: sobre uma desistência», nomeadamente a do deputado Carlos Abreu Amorim. O início da minha colaboração com o Instituto Mises Portugal.
La vie en rose
Visto aqui. E sem, sempre tudo é aussi le résultat
Quando o terror ganha

Via @telegraph
Cowspiracy – um hino à imbecilidade humana
O humano, a única espécie que se conhece dotada de cognição suficiente para aferir a sua incomensurável estupidez, ao criar condições de bem estar que permitem o ócio cerebral da actividade outrora destinada à defesa de predadores e provimento de alimento para si e para as crias, opta por ocupar-se com a violência necessária para mudar o seu semelhante através da perseguição de conceitos tão ilusivos como parvos tais como “Homem Novo”.
Em Cowspiracy, que agora é exibido em Portugal, um desperdício de bytes a que se convencionou chamar “documentário” – e que obteve a nada surpreendente classificação de 8.8 no IMDb pela proliferação de demasiados proto-Homens-Novos cujo esforço para alimentação consiste em esvaziar o saco plástico que os pais trouxeram do hipermercado -, um indivíduo munido de uma câmara, um MacBook Pro e uma cópia sacada da internet de An Inconvenient Truth (e foto de Al Gore na parede a acompanhar), tenta demonstrar que os problemas ambientais do planeta são consequência da criação de gado para consumo humano. Sim, percebe-se imediatamente que é propaganda vegan tão facilmente como se percebe que a agenda para a década de António Costa foi construída por um gerador de texto aleatório. Ler mais…
Fiscalidade verde salva Portugal da deflação
Poderá haver razões para isso
Violar a lei a crime público

Pessoa que pode bem ser o Pedro Adão e Silva (ou não, quem sabe?).
Sócrates tem direito a violar a lei para se defender, diz Vera Jardim, GCC, ex-Ministro da Justiça, nem que a lei a ser violada tenha a assinatura do próprio recluso.
Se um tipo viola a lei que ele próprio cria, o termo jurídico correcto não deverá ser “masturbar a lei”? E, nesse caso, será que masturbar a lei também é crime público, criando uma espiral recessiva criminosa inaceitável?
O mais provável é que masturbar a lei seja apenas atentado ao pudor.





