Este cartaz está obviamente errado

Como é possível caírem num erro tão evitável? É óbvio que não vão eleger o candidato a primeiro-ministro e sim o candidato a candidato a primeiro-ministro. Ainda bem que retiraram o cartaz. Ou, talvez – quem sabe? – apenas tenham decidido que decidiriam sobre a retirada do cartaz. Em qualquer dos casos, ganhou o bom senso:

Comunicado do Sindicat… da Ordem dos Médicos
No comunicado publicado pela Ordem dos Médicos pode ler-se:
Hoje, o Ministério já não pode continuar a esconder a dramática verdade do SNS, conforme demonstram as denúncias apresentadas nas conferências de imprensa da Ordem, as notícias transmitidas pelo comunicação social, a violenta ameaça de demissão do Hospital de S. João, as denúncias de outros hospitais e o panorama terrível traçado pelo Observatório Português dos Sistema de Saúde, chamado “Síndroma da Negação”, porque o Ministério da Saúde esconde a verdade.
Os doentes sentem-no diariamente, quando vão às urgências e aguardam horas, quando esperam pelas cirurgias e consultas, quando a limpeza falha, quando faltam medicamentos e material clínico nos hospitais, quando os aparelhos não são reparados, quando os médicos não podem pedir os exames de diagnóstico que acham necessários, quando não têm acesso aos novos medicamentos que os podiam curar, quando não têm dinheiro para pagar os transportes, etc., etc., etc.
É com admiração que constato ser do interesse da Ordem reduzir salários dos médicos do SNS para que a folga resultante possa ser usada para mitigar os problemas dos doentes, tão bem identificados no parágrafo anterior.
Oppressed
Free
Veiled west II
Veiled west
A proibição da burqa e do niqab em França são um sinal de fraqueza de uma cultura em declínio. Ao reconhecerem que a liberdade já não favorece a cultura ocidental, as autoridades francesas transformaram o véu num símbolo de contestação aos valores ocidentais e de reforço da identidade dos muçulmanos. Claro que não é possível salvar a liberdade limitando-a. Boa sorte.
Não deixem de ler
Manifesto dos 68 e 1/2
Objectivo
A diáspora da crise universal criou uma situação insustentavelmente volátil, um verdadeiro barril de pólvora de movimentos unificadores de esquerda dispersos em diferentes uniões unificadoras patrióticas de esquerda. A total ineficácia de acção com a existência de pluralmente diversas uniões patrióticas de esquerda gerou a necessidade premente de criar a derradeira união patriótica de esquerda das federações patrióticas de esquerda das unificações patrióticas de esquerda das uniões patrióticas de esquerda.
Certos que a Derradeira União Patriótica de Esquerda das Federações Patrióticas de Esquerda das Unificações Patrióticas de Esquerda das Uniões Patrióticas de Esquerda (DUPEFPEUPEUPE) será suficiente para evitar uma Derradeira Derradeira União das Uniões Patrióticas de Esquerda das Federações Patrióticas de Esquerda das Unificações Patrióticas de Esquerda das Uniões Patrióticas de Esquerda (DDUUPEFPEUPEUPE), registamos de antemão a Confederação Derradeira das Derradeiras Derradeiras Uniões das Uniões Patrióticas de Esquerda das Federações Patrióticas de Esquerda das Unificações Patrióticas de Esquerda das Uniões Patrióticas de Esquerda (CDDDUUPEFPEUPEUPE).
O nosso objectivo é acabar com a crise.
Métodos
Crescimento, acabar com a austeridade e o fim de qualquer sofrimento são os nossos objectivos pragmáticos. Contra a adversidade propomos a bonança; contra a resignação propomos a resiliência; contra os cortes propomos aumentos; contra a austeridade propomos a abundância.
Exigências
- O fim da austeridade
- O fim da adversidade
- O fim da resignação
- O fim dos cortes
- Abundância
Acção imediata
Solicitamos a todas as pessoas de boa fé das uniões patrióticas de esquerda a realização de um congresso com primárias para a escolha do líder da Confederação Derradeira das Derradeiras Derradeiras Uniões das Uniões Patrióticas de Esquerda das Federações Patrióticas de Esquerda das Unificações Patrióticas de Esquerda das Uniões Patrióticas de Esquerda (CDDDUUPEFPEUPEUPE). Uma alternativa existe. É a alternativa a todas as alternativas, a alternativa que inclui todos e não rejeita nenhum. A alternativa alternante.
Não crucificarás o teu véu abrilista
Crucifixos nas escolas é um assunto delicado: entra nas convicções religiosas das pessoas, em particular nas crenças dos que objectam a existência desses mesmos símbolos. Há motivos sérios para não existirem símbolos religiosos nas escolas: não influenciar crianças susceptíveis ao ponto de gramarem a insatisfação ofendida dos pais é o mais óbvio. É precisamente por esse motivo que Mário Nogueira e os restantes sindicalistas não entram em salas de aula: há espaços próprios para cultos que não o templo onde petizes aprendem as vantagens desprovidas de ideologia dos valores de Abril.
O véu islâmico, por outro lado, ofende apenas por procuração. Ninguém objecta a que a malta boa proteste na via pública com máscaras de Guy Fawkes, indiciando, portanto, que o problema não é tapar mais ou menos fronha e sim a religiosidade com que essa fronha é tapada. A saber: quão revolucionária é a crença? Quão dispostos a partir cabeças estamos pelas nossas convicções? Foi a CGTP ou foi Deus quem nos mandou para lá? Todas estas questões merecem ponderação para avaliar a bonomia da laicidade militante, valha-me D. Soares.
Apesar desta dicotomia religão/anti-religião-religiosa, tenho opinião que a escola pública deve ser agnóstica: não deve acreditar em Deus e não deve acreditar em Che; não deve acreditar no cheque-ensino e não deve acreditar no financiamento público; não deve acreditar no socialismo e não deve acreditar na mármore. Enfim, não deve acreditar em grande coisa.
Contem comigo para retirar qualquer símbolo religioso das escolas públicas: vamos começar pelos dirigentes sindicais nas salas dos professores.
Chamem o regulador, se faz favor
Maltratar animais de companhia vai ser crime e dar prisão. A dificuldade está em “companhia”: se é verdade que podemos contar sempre com a lealdade do mosquito no Verão, nem sempre consideramos a sua companhia como “companhia”. Quer dizer, ele está lá, ele bzzzz-eia, ele dança em espiral, ora expansiva, ora recessiva, calcorreando quilómetros de pele humana e acumulando milhas aéreas na sala que envergonham qualquer drone. Mas não é fofinho.
A fofura é o factor mais importante para a companhia ser mesmo “companhia”. Não há fofos com mais de 4 patas, isso seria uma aberração. Também não há fofos que piquem humanos. Excepto o ouriço-cacheiro: já viram focinho (melhor, carinha) mais fofa?
Para evitar confusões (ao abrigo do princípio da igualdade) e para assegurar a dignidade animal (ao abrigo do princípio da confiança), torna-se fundamental o fim da comercialização de produtos como os da imagem. Exige-se o rebranding para “concentrado aerosol para interrupção voluntária da gravidez não humana”, assegurando assim não só que a companhia é mesmo “companhia” mas também a dignidade para todos os animais de boa fé, pelos princípios de igualdade e confiança.
O líder-autarca
O António Costa pode gerir a autarquia e o partido em simultâneo. Na realidade, qualquer um pode, aquilo não custa nada. Não faltam pessoas ao longo da História capazes de uma gestão multi-hierárquica: de Enver Hoxha a Salazar, as grandes mentes fazem em part time aquilo que meros líderes transitórios fazem em exclusividade.
Porém, Super Costa a pretender acumular é algo não se entende muito bem: então não é claro, limpo e limpinho, cristalino como água que, vencendo o partido, é mais que óbvio que será primeiro-ministro?
Um cínico diria que Super Costa não tem a certeza. O que não deixa de ser irónico, é ser o próprio a apresentar ao mundo a sua criptonite.
Nota mental: se Lisboa se gere em part time, posso concorrer ali à câmara de Paredes e ir lá uma vez por trimestre.
A ler
A propósito do navio Atlântida e do silêncio que se abateu sobre os desmandos do Governo Regional dos Açores ver :
09 de Abr de 2009: Governo rompe contrato com Estaleiros
20 fevereiro 2011 Negócio concluído em 7 meses Ferry Atlântida vendido à Venezuela por 42,5 ME
8 novembro 2011 Ferry dos Estaleiros de VianaVenezuela confirma que desistiu de ficar com o “Atlântida”
Em Agosto de 2013 escrevia-se o seguinte no Quarta República: O ferry dos Açores, exemplo de sabotagem económica
Os retromutantes
O nosso doce estilo de vida
Tinha eu acabado ontem de escrever isto:
Quando tropeço nisto:
Quando uma empresa americana prefere meter tailandeses num avião e trazê-los até Odemira para apanhar fruta porque os jovens lá da terra preferem empregos mais leves ou mesmo estar desempregados, o que sucede com a maioria, é porque alguma coisa está profundamente errada no nosso doce estilo de vida. Que por este caminho será, não duvidemos, cada vez menos doce.
Princípio da proporcionalidade
Não é só o Tribunal Constitucional que decide invocando princípios gerais. No caso do ano nos Estados Unidos, O Supreme Court decidiu hoje, por uma maioria apertada, que as sociedades comerciais com um número de sócios reduzido não são obrigadas a incluir nos seguros de saúde que contratam para os seus trabalhadores a cobertura de contraceptivos potencialmente abortivos. Em confronto estavam uma disposição aprovada do Governo americano, incluída no ObamaCare a aprovada ao abrigo de uma autorização genérica do Congresso, que obrigava a tal cobertura, e a Lei da liberdade religiosa, que proíbe o Governo de impor às pessoas um fardo excessivo para o exercício da sua religião, excepto se tal imposição de resultar de um interesse do Governo (por cá, dir-se-ía interesse público) muito relevante.
Invocando aquilo a que por cá se denomina por princípio da proporcionalidade, depois de concluir que a lei da liberdade religiosa se aplica não só aos cidadãos directamente, mas também aos sócios de sociedades por obrigações impostas a estas, o Supreme Court entendeu que a imposição da inclusão no seguro de saúde da cobertura de tais métodos contraceptivos, quando os mesmos sejam contrários às crenças religiosas dos referidos sócios, é desproporcionada, violando por isso a lei da liberdade religiosa.
Apesar de o texto ser longo, não é preciso ser um jurista experimentado para perceber este argumento:
“If the owners comply with the HHS mandate, they believe they will be facilitating abortions, and if they do not comply, they will pay a very heavy price—as much as $1.3 million per day, or about $475 million per year, in the case of one of the companies. If these consequences do not amount to a substantial burden, it is hard to see what would.”
O texto é muito interessante, analisando variadíssimas questões. Em todo o caso, é o próprio Supreme Court a fechar a porta (ou melhor, a recordar que essa porta está fechada) à invocação de objecções religiosas para não pagar impostos ou para não pagar a parte dos impostos utilizada em práticas contrárias a consciência religiosa de cada um (p. ex., a guerra, no caso dos EUA, ou ou aborto no SNS, no caso português):
[…] “[t]he tax system could not function if denominations were allowed to challenge the tax system because tax payments were spent in a manner that violates their religious belief. […] there simply is no less restrictive alternative to the categorical requirement to pay taxes. Because of the enormous variety of government expenditures funded by tax dollars, allowing tax- payers to withhold a portion of their tax obligations on religious grounds would lead to chaos.”
Queremos dignidade, democracia e pipocas
Parece que há problemas no LiVRE de Rui Tavares. As crianças nunca são nossas, Rui; as crianças são do mundo a partir do momento em que as expulsamos do ventre materno para a ortogonalidade ordenada do mundo socialista.
Pelo que me foi dado a entender, a facção do R/C-Esquerdo está em luta com o 2º Esquerdo-Esquerdo (o prédio não tem lado direito, só o esquerdo e o esquerdo-esquerdo, que fica à esquerda do esquerdo, tornando o esquerdo o direito – mas isso não importa – a esquerda é esquerda independentemente de estar menos à esquerda que a esquerda-esquerda).
Na realidade, nunca houve uma esquerda: cada homem é um universo de esquerdas, em perpétuo conflito entre a auto-regulação da revolução interior e a explosão de desejo em ser saudado numa parada militar. É perfeitamente normal: todos passamos por isso durante a puberdade.
O caso do LiVRE é mais giro e dispõe bem porque se trata de um partido unipessoal capturado pela facção da esquerda moderna (estes nomes são apenas indicativos, ninguém com neurónios distingue coisas iguais), isto para assegurar representatividade no caso improvável do António Costa ser suficientemente esperto para se livrar das carraças quando estas deixarem de ser necessárias para o folclore da onda.
Que não vos faltem as pipocas, caros portugueses.
Europa, terra de tribos
As tribos de regresso à Europa, tema do meu artigo de hoje no Observador: Essa Europa, cujas élites nos últimos anos deixaram de ver na construção europeia uma associação cautelosamente negociada entre estados e nações fortes para transformarem essa construção europeia numa caminhada para um admirável mundo novo europeu, onde os símbolos e as funções dos pretéritos estados perdem relevância, essa Europa, repito, tornou-se como sempre acontece quando os estados enfraquecem, num território de tribos.
Abaixo a competência, viva o funcionalismo
O SNS está podre. Completamente podre. Funciona, claro. Não graças ao sistema e sim porque este, sem merecer, ainda é composto por um grupo maioritário de pessoas dedicadas ao doente e não ao sistema. É preciso mexer uns cordelinhos, telefonar ao colega e tentar desenvencilhar-se da teia burocrática de fita vermelha que não serve o doente e sim a autofagia da eficiência.
A culpa é da ordem, do ministério, do ministro, da Ana Avoila, dos palhaços Nogueiras, do PCP, da corja sindicalista que anseia pela transformação de profissionais em funcionários, do Joaquim, da treta da constituição, da trampa do socialismo e da prole de fantoches que servem o sistema corrupto. Eles são o sistema corrupto.
A culpa é da contratação colectiva, dos concursos nacionais, do funcionalismo, da impossibilidade de despedimento do funcionário enquanto este não aponta uma arma à cabeça do doente, dispara, e, mesmo assim, só sendo considerado culpado na praça pública, poderá aliviar os competentes do trabalho acrescido que é a limpeza da porcaria que vão deixando, dia após dia, nos locais de trabalho.
A coisa vai funcionando graças aos carolas, os que exacerbam a sua competência para ofuscar os incompetentes acomodados. Funciona apesar dos colectivistas. Funciona apesar do ministério. Funciona apesar da gestão partidária. Funciona apesar do carreirismo. Funciona apesar do sistema.
Vocês, os das T-shirts do Che, vocês não merecem que funcione. Vocês não merecem o esforço do solitário que vos salva da chance de caírem na malha do incompetente. Vocês não merecem nada disto. Vocês merecem o colapso total do sistema. Vocês merecem ficar numa maca, no vosso belo corredor, admirando a grandiosa obra do socialismo, contando todos os pontos na vossa linda mármore italiana, ignorados pelos vossos funcionários, divididos entre a correcta gestão de aparência de trabalho e o tempo necessário para admirar o próprio umbigo. Vocês merecem provar o vosso veneno. E os que vos safavam, os que reparavam, os que retiravam a areia da engrenagem, os que vos tratavam como seres humanos, esses merecem trabalhar onde o seu profissionalismo seja valorizado através da não inclusão em equipas com os parasitas que vocês tanto gostam.
Vocês não sabem a sorte que têm para que, apesar da vossa vontade de serem co-proprietários de edifícios, caírem nas mãos de uma maioria competente mas cansada de o ser. Simplesmente, só dá chatices ser competente. Ser competente e dedicado é um travão ao funcionalismo.
Defendam o SNS. É preciso obras. É preciso fazer crescer o funcionalismo. É preciso acabar com os inconformados que tratam doentes. É preciso concretizar o sonho socialista. Abaixo os dissidentes que olham para vós como sendo pessoas. Deixem o sistema funcionar tal como ele foi projectado, para o imobilismo, para sugar os recursos e destruir valor. Há demasiada gente competente a estragar isto tudo. Por culpa destes competentes, isto nunca mais rebenta.
O golpe institucional do «Parlamento» Europeu
O Parlamento Europeu incitou a que os principais partidos apresentassem candidatos a presidente da Comissão Europeia. Arrogou-se assim da faculdade expressamente prevista de ser o Conselho Europeu a indicar tal candidato. Nem faltaram ameaças de chumbo a qualquer outro candidato que não fosse o proposto pelo partido mais votado.
O Tratado de Lisboa diz explicitamente que a competência para indicar um candidato a Presidente da Comissão é do Conselho Europeu. «Tendo em conta os resultados das eleições para o PE». Ou seja, preferencialmente alguém da área politica mais votada ou que consiga em coligação uma maioria no PE. Depois disso, o PE terá de aprovar ou não tal candidato. Era um equilíbro de tipo federal. Mas que agora é destruído.
O que o Parlamento Europeu forçou, foi uma revisão não-oficial do Tratado. Ou «um golpe institucional», ao exigir retirar a competência de nomeação do Conselho Europeu e assumir ele mesmo, o PE, esse poder, indicando obrigatoriamente um candidato como sendo aquele que terá de ser nomeado. De cruz… O Conselho Europeu, os PM dos países membros, ao conformarem-se com essa golpada, dão mais uma facada na UE.
o verdadeiro milagre
Foi termos vencido o Gana.
A ler
Este texto na Porta da Loja. Leitura especialmente recomendada aos sr.s deputados, membros do governo e candidatos às primárias. O leitor que não conheça ninguém que tenha passado pelo processo kafkiano ali descrito que atire a primeira pedra.
Léxico para compreender Seguro e Costa
Austeridade: ideologia falhada que consiste em torturar pessoas, eventualmente até eleitores, com único objectivo de gerar pobreza profunda por motivos eleitoralistas.
Crise: flagelo internacional, com culpados em várias frentes, nenhuma delas a governação do partido socialista, isto apesar de acontecer sistematicamente na sequência meramente ocasional de governos socialistas.
Solidariedade: acto que permite que pessoas que não são pensionistas nem funcionários públicos possam exercer a sua obrigação constitucional e moral de manter ou preferencialmente aumentar a despesa com pensionistas e funcionários públicos.
Dignidade: Diálogo com congéneres europeus visando a solidariedade e respeito mútuo, como em Braga e Ermesinde.
Crescimento: o contrário de crise.
Emprego: função pública.
Legitimidade: assegurar que regras são cumpridas excepto se interferirem com as nossas pretensões pessoais.
Ilegitimidade: acto decorrente do erro de eleitores que, graças aos problemas visuais decorrentes da crise, fazem a cruz em partidos que não o socialista.
Religião: qualquer crença não demonstrada internacionalmente pela leitura do único parágrafo correcto escrito por Keynes.
Liberdade: socialismo.
Socialismo: eu.
Responsabilidade: oportunidade.
Mudança: manutenção.
Comunicação social: propaganda.
Economia: vodu.
Dos governos socialistas:
«Receita fiscal cresceu 3,4% até Maio, acima do previsto no OE. Já a despesa continua a subir, apesar do OE apontar para uma queda». (in Público)
É correr com os que dizem “borra-botas” à paulada, pá
Insultos a Costa em Ermesinde podem dar inquérito? Isto começa a ficar confuso: não era suposto grandolar-se a ignomínia? Não tinha sido determinado que “o povo está desesperado” e que “por muito menos que isto foi morto o Rei D. Carlos”? Não tínhamos determinado que o governo não ouve a voz do povo e está do lado dos credores, sendo então necessário ouvir bem o que dizem os populares, pela democracia e essas coisas? Não determinamos já que as manifestações populares são “censura na rua” ao governo? Como é que agora são “intoleráveis” os “incidentes” de Ermesinde, exigindo intervenção imediata? Querem calar a voz do povo, pá?
“Traidor”, “oportunista”, “borra-botas”? Pelo menos não foi “palhaço”.
Por mim, metiam-se era estes cabrões todos no Campo Pequeno. Por Abril, pá. É correr com estes gajos à paulada, pá.
Nota: deixo aqui o meu apelo a António Costa para que jogue no próximo jogo da selecção portuguesa com o Gana de forma a assegurar os 5 ou 6 golos necessários para passarmos a fase de grupos.
Já se percebeu
o Élsio Menau vai fazer parte das nossas vidas. O dito Élsio fez como trabalho de fim de curso uma forca na qual dependurou, de cabeça para baixo, a bandeira portuguesa. O dito trabalho intitulado “Portugal na Forca” mereceu a classificação de 17 valores no curso de Artes Visuais na Universidade do Algarve (se um trabalho que teve 17 era isto o que serão os de 20). O trabalho de final de curso esteve exposto, durante dois dias, num terreno baldio às portas de Faro e valeu ao seu autor a acusação de crime de ultraje à bandeira nacional. O responsável por tão inusitada acusação devia ser ele mesmo levado a tribunal. Em primeiro lugar porque a acusação não tem ponta por onde se lhe pegue e depois porque uma vez mobilizado o circo de apoio ao artista censurado já se sabe que vamos ter Élsio para o resto da vida. Já estou a ver dezenas de rotundas com as obras do Élsio artista contestatário, mais o Élsio à beira Tejo artista inconformado, sem esquecer o Élsio no Padrão dos Descobrimentos artista da desconstrução do simbólico do Estado Novo apropriado pela Democracia. O Elsinho tem a vida garantida cá no burgo.
Os milicianos
PPD/PSD: um partido ou uma barriga de aluguer política?
Pergunta , membro do Conselho de Jurisdição Distrital de Lisboa do PPD/PSD no PÚBLICO a propósito do Projecto de Lei sobre maternidade de substituição/barrigas de aluguer e uso de embriões humanos, para investigação científica: «As questões acima, porque socialmente fracturantes, requerem um amplo debate na sociedade o que não aconteceu com a apresentação dos presentes projectos de Lei. Saliente-se que o PSD não apresentou ao eleitorado, em sede de programa eleitoral, qualquer proposta nesta área e nem o Conselho Nacional ou Congresso deste partido, em qualquer das suas reuniões após as últimas eleições legislativas, discutiu este assunto. E argumentos de telenovela, representações convincentes de indignação e exploração despudorada de bons sentimentos não justificam uma deriva legislativa deste calibre. A iniciativa do BE e do PS tem rastro político, visa dividir o PSD e criar fracturas ao nível da coligação. Alinhar com os partidos da oposição significa andar a reboque de uma minoria expressivamente derrotada nas últimas eleições e servir uma agenda política que não é a do PPD/PSD. A não ser que a ambição política deste partido, depois de um momentâneo juízo em vésperas das eleições europeias, se reduza, nestas matérias, à de se transformar numa barriga de aluguer política do BE e dos sectores mais radicais do partido socialista…?»
Asfixia democrática

Isto não está a correr bem. Primeiro foi a saga do António (acompanhamento em directo aqui), agora é a asfixia como debate político defraudando as expectativas patentes no símbolo do partido, consistindo num rijo punho bem fechado, muito menos mariquinhas que um “ai vou-te esganar, camarada”.
Morreu Miguel Gaspar
Morreu Miguel Gaspar, director adjunto do PÚBLICO
«No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.» Fernando Pessoa
Viagem ao Império do Meio
Tema do meu artigo de hoje no Observador: O Império do Meio. Todos os dias nos chegam notícias do Império do Meio. Do nosso, claro. O original ficava naquilo a que agora chamamos China e os seus habitantes não só se acreditavam no centro do mundo como viam os povos que os rodeavam como um conjunto de gente bárbara e atrasada. No nosso Império do Meio não temos o rio Amarelo mas temos o Tejo passando diante do Terreiro do Paço. E temos também os nossos membros do Império do Meio: ordens, associações, confederações, reitores, empresas municipais, observatórios, sindicatos, empresas públicas, institutos, conselhos superiores… eles são o nosso Império do Meio.
Há um editor no JN?

Diga-se de passagem, toda esta situação cheira mal. Primeiro, não se negoceia seja o que for com demissionários; segundo, não se usa pedido de demissão como forma de greve; terceiro, e por muito legítimas que possam ser as queixas dos directores de serviço, não compete à administração agir como entidade sindical de detentores de cargos de nomeação; quarto, e por muito verdadeiro que seja “quem não chora, não mama”, a administração tem é que aceitar as demissões e, caso continue a discordar da decisão da tutela, demitir-se ela própria.
Inglaterra e Espanha fora do mundial…
…segundo as regras do torneio. Nada que impeça António Costa de as qualificar para a final.
Igualdade
O Estado está cheio de corporações cada uma com os seus pequenos privilégios. Entre estes pequenos privilégios há sistemas de pensões especiais, hospitais e sistemas de saúde especiais, complementos de salário, datas privilegiadas de pagamento, subsídios vários, festas de natal, prendas, acesso a instalações desportivas e de lazer, etc. Há ainda trabalhadores com acesso à ADSE e outros para quem a ADSE fechou. Para alem das desigualdaedes informais que permitem aos funcionários de um serviço passar à frente das filas ou ter acesso a informação confidencial ou com o avanço de vários dias em relação ao público em geral.
Vive-se alegremente no meio destas desigualdades, muitas das quais são vistas com uma certa inveja, mas apenas porque a corporação do invejoso ainda não conseguiu ter ela própria os seus privilégios. Mas agora que o Tribunal Constitucional decidiu suspender os cortes a partir de 30 de Maio um desses privilégios, que era o orgulho das respectivas corporações, tornou-se uma desvantagem. E de imediato clama-se contra a injustiça e a desigualdade. Dizem que quem tinha o privilégio de receber o subsídio de férias em Janeiro não pode ser tratado de forma desigual, era o que mais faltava.
Quadratura do Círculo
SE bem percebo na SIC está um candidato à liderança do PS e também presidente da CML numa espécie de sessão de esclarecimento.
Os problemas da monarquia
Os críticos da monarquia apontam 4 razões pelas quais este formato tem sérios problemas em relação à república, a saber:
- Forma de sucessão;
- Incerteza de competência;
- Possibilidade de autoritarismo;
- Inimputabilidade;
nem o general eanes
António José Seguro está a levar um tratamento de moleque por parte dos barões socialistas e, sobretudo, do “Patriarca” Soares, que o querem tirar da chefia de um partido que consideram propriedade sua, como antigamente algumas donas de casa ponham na rua as ditas “empregadas de servir”, quando já não estavam para as aturar. Tendo Seguro já servido para o que lhes interessava – ter-se desgastado, durante três anos, a fazer de conta que chefiava o PS – é chegada a altura de porem lá quem eles acham que lá deve estar, mandando o rapaz de volta à terra, com a roupa que tem vestida no corpo e uns patacos no bolso para a camionete. Ora, se, no meio disto, Seguro se segurar com umas fintas estatutárias e a cacicagem do aparelho (pelo “carisma” pessoal não chega lá), e ganhar as “prévias”, o abalo no asilo socialista será coisa verdadeiramente sem precedentes. Com direito a rupturas, cisões, zangas e zaragatas, como convém a qualquer velha família que se preze. Nem o General Ramalho Eanes dos velhos tempos conseguiu com o PRD e o Engenheiro Martinho, coisa que se aproxime da que acontecerá se Seguro se mantiver no cargo.
o partido dos antónios
São quatro os pontos programáticos com que António Costa quer pôr cobro à austeridade e enriquecer Portugal e os portugueses, nos próximos dez anos: avaliar os recursos nacionais (?); modernizar o tecido empresarial e a administração pública (uma associação que, não sei porquê, não me caiu muito bem); investir na ciência, na cultura e na educação, ou seja, na “sociedade do conhecimento”; e, finalmente, reforçar a coesão social. Tudo muito bem, tudo excelentes ideias, tudo muito original. Nem sequer falta a velha “paixão pela educação”. A saga dos Antónios continua no PS e, dentro em breve, provavelmente no país. A austeridade que se cuide!
Má sorte já não ser adolescente
António Costa versus Realidade
António Costa:
Realidade:
Salário mínimo na Alemanha deverá ser aplicado a partir de Janeiro de 2015.
Desemprego em Portugal está a descer e emprego (homólogo) a subir
Nota: António Costa está habituado aos níveis de contraditório da Quadratura do Círculo.






