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Mas qual é o sentido?

17 Abril, 2012

A saudação do Breivik continua a gerar as mais variadas interpretações: O DN tem hoje na capa o dito Breivk de punho fechado que segundo o DN é uma “saudação nazi” . O Correio da manhã fala de continência nazi de punho fechado . Enfim a avaliar  pelo enredo que vai na caixa de comentários do post do JMF acabaremos nos templários e certamente a rever toda a simbologia política do século XX.Por exemplo  qual é o sentido desta canção?

Desde quando a saudação nazi é de punho fechado?

16 Abril, 2012
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Todas as notícias dizem o mesmo: Breivik faz saudação nazi no tribunal de Oslo. E mostram a fotografia: 

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Alguns descrevem o gesto: “Assim que lhe tiraram as algemas, Breivik endereçou ao público presente no tribunal – composto por familiares das vítimas, sobreviventes e jornalistas – a saudação, esticando o braço direito com o punho fechado.” 

Por esta lógica Portugal, nos idos de 1975, tinha unidades militares inteiras a fazer a saudação nazi. Ou será que já se esqueceram o juramento de bandeira no Ralis? 

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Impressões.

15 Abril, 2012
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Hospital de Loures é um hospital público

15 Abril, 2012

Alguém anda muito iludido se pensa que é possível poupar dinheiro ao Estado mantendo o hospital de Loures abaixo da capacidade para que foi construído. Apesar de o hospital de Loures ser uma PPP, quem paga o investimento e a operação é o Estado. Não poderia ser de outra forma uma vez que este hospital e um hospital público, faz parte do SNS, tem uma área de influência definida e faz tratamentos a custos simbólicos. Por isso, alegar que fechar a MAC visa ajudar o BES e a Mota Engil não faz qualquer sentido. E também não faz qualquer sentido que o Estado mande fazer e pague um hospital novo para servir Loures para depois quem vive no concelho de Loures ser obrigado a ter os filhos no concelho de Lisboa numa maternidade velha. A propósito, a primeira bebé a nascer nos serviços de Ginecologia-Obstetrícia e de Pediatria do hospital chama-se Mafalda. De acordo com uma certa doutrina, o lugar onde nasceu a Mafalda já não pode ser fechado.

“Regra de ouro” ou de latão?

15 Abril, 2012
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Através doTratado sobre “a estabilidade, coordenação e governação na União Económica e Monetária”  (“Pacto Orçamental”), os 25 Estados membros que o assinaram, assumem a obrigação de implantar, nos respetivos Direitos (de preferência, nas suas Constituições), a chamada “regra de ouro”. O foco deste novo e anunciado instrumento para (mais uma vez!) se salvar o Euro, tem sido, efetivamente, a aceitação e a constitucionalização dessa regra limitativa da despesa pública e do défice orçamental. No entanto, o próprio Tratado estabelece, ainda, outros normativos gerais, sobre a coordenação das políticas económicas e, ainda, sobre a governação da “área Euro”. Por isso e para além da questão da (in)oportunidade, não se percebe muito bem o alcance concreto daquilo que o PS e, de um modo geral, todos os partidos integrantes do PSE (“família” dos Socialistas Europeus), reclamam: uma adenda ao Tratado, precisamente, sobre a coordenação das políticas económicas, sublinhando a necessidade de crescimento e de reforço da competitividade (também já acenados no Tratado)….. TEXTO INTEGRAL AQUI.

* Grande Porto, 13.04.2012

Eleições antecipadas por favor

14 Abril, 2012

Para que o PS ganhe, coisa que nos poupa a ver Louçã todos os dias nas televisões, faz com que a SIC deixe de parafrasear o Avante Jerónimo de Sousa não quer que a Saúde seja só para quem a pode pagar  e naturalmente  esta manifestação seria simplesmente uma manifestação falhada convocada pelos comunistas

Fui ver o futuro e… não funciona

14 Abril, 2012
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Escrevi este texto para a edição de ontem do Público. As últimas notícias sobre a passagem da idade da reforma para os 67 anos vêm mesmo a propósito:

Lembram-se de Portugal e da Europa por volta do ano 2000? Não é muito difícil, foi apenas há 12 anos, mas parece que foi há uma eternidade.

Os tempos eram de euforia. O euro vinha a caminho, a Europa aceitava novos membros e a “Estratégia de Lisboa” prometia transformar o Velho Continente no lugar mais competitivo da economia mundial. Já Portugal vivera há pouco a Expo 98 e preparava o Euro 2004. Estalavam foguetes por todo o lado.

Hoje choram-se lágrimas amargas. A crise do euro está longe de ultrapassada. A Grécia caminha para umas eleições de que não se sabe se sairá qualquer solução de governabilidade. Em Madrid teme-se que a deterioração da situação obrigue a um pedido de ajuda, altura em verdadeiramente ninguém sabe o que sucederá ao euro. E Portugal vai conhecendo más notícias atrás de más notícias. As últimas foram as relativas ao regresso, “faseado”, dos subsídios de férias e de Natal apenas lá para 2015 e à suspensão das reformas antecipadas. É deprimente, mesmo sendo verdade que o melhor é conhecer depressa as más notícias, sobretudo melhor do que andar encadeado com mentiras piedosas, como sucedeu num passado recente.

O pior é que não sabemos se daqui por dez ou doze anos conseguimos regressar ao optimismo da viragem do milénio. Eu suspeito que não, até porque as dinâmicas de fundo jogam contra nós. E tudo o que inventámos, nomeadamente a tal “Estratégia de Lisboa”, não só não nos salvou do actual destino como, nalguns países mais imprevidentes, como Portugal, até ajudou a agravar os problemas ao ter contribuído para a gigantesca acumulação de dívida.

Tomemos, por exemplo, a ingrata medida da suspensão das reformas antecipadas. Não sei quanto dinheiro se poupou com ela, mas sei que é preciso começar a poupar dinheiro desde já. Basta olhar para alguns números. Em 2000, as receitas da Segurança Social correspondiam a 9,9% da riqueza nacional; em 2010 tinham saltado para 19,5%. Ler mais…

Mais stock (per capita), menos investimento (% PIB)

14 Abril, 2012

É preciso ter lata!!!

14 Abril, 2012
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Cravinho: “Ninguém é virgem” na constituição das PPP

Se nos pusermos num exercício culpabilizante e quisermos aferir que cabeças deverão rolar por conta dos investimentos faraónicos que nos arruinaram e hipotecaram a próxima geração, a de João Cravinho será a primeira a ir para o cutelo, destacadíssima de todas as restantes.

Ninguém como este tipo teve tanta influência na delapidação de dinheiros públicos, fosse enquanto “ideólogo” ou como executor directo. Ele esteve nas nacionalizações gonçalvistas que quase implodiram a estrutura produtiva do País; foi o criador das SCUTS; foi o grande visionário de mega-projectos, tipo OTA e TGV; é porventura o maior defensor do Estado-locomotiva através do investimento público que deverá ser sempre gigantesco, como se viu; é dos centralistas mais retintos, um dos maiores adeptos do spillover, sonhando com uma capital com mais de 5 milhões de habitantes. Foi muito por sua influência, directa ou indirecta (é dos indivíduos com melhor imprensa em Portugal), que o Estado se tornou mastodôntico e floresceu toda a corrupção conhecida e desconhecida. Curiosamente, ele é visto como o grande arauto anti-corrupção.

É, em suma, juntamente com Sócrates, a última pessoa com autoridade para apontar o dedo a quem quer que seja. O modelo económico que nos colocou no situação actual tem-no, indiscutivelmente, como um dos principais autores.

Realmente, há gente com muita lata.

Da preguiça. Ou do facciosismo

13 Abril, 2012
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Tenho seguido com interesse a polémica em torno da Maternidade Alfredo da Costa (MAC). Com interesse e com irritação: é cada vez mais inútil tentar descobrir nos órgãos de comunicação social – jornais, rádios e televisões – informações substantivas que permitam perceber o que se passa. Quase todos fazem apenas o mais fácil: uma opinião aqui, uma opinião acolá mais um título idiota como esse de que “o lugar onde se nasce nunca devia morrer”, de que já falou a Helena.

Há vários dias que eu gostava de conhecer alguns dados substantivos. Por exemplo: qual a capacidade dos hospitais de Lisboa, antes e depois da abertura do novo hospital de Loures? Indo as crianças de Loures nascer a Loures, quem perdia em Lisboa? Que maternidades públicas estão já subutilizadas? É mesmo verdade que a tendência moderna é deixar de haver maternidades isoladas, devendo antes estar ser integradas em unidades hospitalares maiores?

Durante vários dias pude esperar sentado – e desesperado. A comunicação social entretinha-se com os equívocos da idão-não-da de António Costa à MAC. Até que hoje tive algum esclarecimento. O mais substancial via blogosfera: Pedro Pita Barros, no Momentos Económicos, escavou os números e mostrou-os. Fiquei a saber que, Ler mais…

E muito bem! Era só o que faltava!…

13 Abril, 2012
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Governo não vai tabelar preços dos combustíveis

É curioso que muitos dos que defendem (e bem) a renegociação das rendas nas PPPs, validam a inevitável criação de novas rendas e défices tarifários com a sua proposta de tabelamento de preços.

Reforma do Poder Local

13 Abril, 2012
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Hoje, pelas 17h, a convite do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, estarei na sede da Ordem dos Engenheiros para falar sobre “Reforma Autárquica – do local para o global”.

Ainda a propósito de estranhezas

13 Abril, 2012

Por estranho que possa parecer face às notícias chegadas da Guiné Bissau até há 35 anos não faltava quem em Portugal e fora dele garantisse que aquele país nao só tinha todas as condições para ser um caso de sucesso económico, de pluralismo e muito particularmente de irradiação de cultura para toda a África como já o era.

Esta notícia tem qualquer coisa de estranho

13 Abril, 2012

«Castanheira do Ribatejo

Carrinha da manifestação das freguesias foi roubada

Uma carrinha de caixa aberta da Junta de Freguesia de Castanheira do Ribatejo que esteve presente na manifestação do passado dia 31 contra a extinção de freguesias foi roubada pouco mais de 24 horas depois do desfile realizado em Lisboa. A viatura estava estacionada em frente da sede da junta, ainda com faixas e painéis alusivos à manifestação, mas isso não impediu os assaltantes de se apoderarem do veículo, que só foi encontrado na noite de terça-feira pela PSP de Mem Martins (Sintra).Estava abandonada e a complicar o trânsito numa rotunda de acesso a uma via rápida. (ver mais)»

a) «Uma carrinha (…) que esteve presente na manifestação do passado dia 31 contra a extinção de freguesias » A carrinha esteve? A carrinha foi sozinha para a manif? Engalanou-se e pôs-se a caminho?

b) »A viatura estava estacionada em frente da sede da junta, ainda com faixas e painéis alusivos à manifestação» Mas vamos lá ver o seguinte: os senhores da junta não concordam com a extinção das freguesias e em vez de virem à manifestação pelos seus meios pegaram na carrinha da junta de freguesia e vieram pra a manifestação? E encheram-na de faixas? Quer isto dizer que pelo país estão a andar veículos estatais com faixas e dizeres a favor ou contra a extinção das freguesias? E nós temos de pagar isso?

Um grande dia

12 Abril, 2012
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Se se verificar que é mesmo verdade que o Ministério da Educação decidiu que os pais vão ter liberdade de escolha da escola, então hoje é um grande dia para a Educação em Portugal. É um passo, e muito importante, na boa direcção. 

Quem deve receber compensações pela segurança alimentar?

12 Abril, 2012

Quem deve receber compensações pela segurança alimentar? A resposta é óbvia: todos aqueles que prestarem serviços na área de segurança alimentar. Não apenas os agricultores, portanto. Os agricultores, os laboratórios de análises, os supermercados, as empresas de qualidade, as universidades que formam todo o tipo de técnicos, as Tardes da Júlio que dá aconselhamento às donas de casa. Mas sobretudo a Jerónimo Martins e a Sonae. Estas duas empresas sasseguram a integridade de uma longa cadeia de fornecimento que vai do produtor ao consumidor passando por diversos transportadores e pelas lojas. Pensem por exemplo na quantidade de produtos que têm que ser deitados fora ao fim do dia para proteger a segurança alimentar? A  Jerónimo Martins e a Sonae não deviam ser compensadas por isso? Estas duas empresas são as que mais investem em segurança alimentar no país. Se o dinheiro não for para elas não deve ir para mais ninguém.

Consumir o stock

12 Abril, 2012

A propósito do sistema de capitalização da Segurança Social, Priscila Rêgo cita a seguinte frase de Vitor Bento:

“os sistemas de capitalização não acumulam produção actual, posta de parte para distribuir no futuro. Acumulam apenas direitos de saque sobre a produção futura.”

A implicação disto seria que, em períodos de declínio demográfico, um sistema de capitalização dá direitos de saque sobre uma produção cada vez menor. Acontece que a afirmação de Vitor Bento só é válida para períodos de estabilidade demográfica. Em períodos de declínio demográfico um sistema de capitalização dá direitos de saque sobre a produção e sobre o próprio stock de capital. Em períodos de declínio demográfico a poupança é negativa, o consumo é superior à produção e o stock de capital pode ser reduzido. Já estamos a observar sinais disso. Parece que querem fechar maternidades.

PS- Neste aspecto a grande vantagem de um sistema de capitalização com contas individuais é que o consumo de capital é gerido de acordo com os interesses de cada um dos interessados, isto é a Maternidade Alfredo da Costa seria rapidamente convertida num lar de terceira idade.

A influência da ponderação do contexto socio-económico, da atitude do aluno e doutras espiritualidades no ensino do português

12 Abril, 2012

PSP admite subavaliação da manifestação do Chiado RTP

PSP subavaliou ameaça na manifestação de 22 de Março RR

PSP admite que subavaliou ameaça de dois grupos na manifestação de 22 de março SIC

PSP admite que sobreavaliou ameaça nos confrontos no Chiado  PÚBLICO depois de «corrigido no título e no primeiro parágrafo a palavra subavaliou, que foi substituída pro sobreavaliou.»

Uma questão estética

12 Abril, 2012

Não faço ideia se é acertada a decisão de fechar a MAC. Tal como também desconheço se é melhor fechar ou manter em funcionamenteo a maternidade do Dona Estefânia. E muito menos entendo porque um edifício antigo é aproveitável no Dona Estefãnia e não o é na MAC.  Mas para começar podiam  evitar-se as patetices com o negócio imobiliários (Jerónimo de Sousa caso não fosse secretário-geral do PCP devia ser daquelas delirantes e geralmente falidas criaturas que levam a vida a sonhar com negócios rentabilissimos ) e muito particularmente  frasesinhas como esta “O lugar onde se nasce nunca devia morrer”. Convém não esquecer que em boa parte das casas, casebres, barracas, palácios e ambulâncias deste país  nasceu alguém donde se “O lugar onde se nasce nunca devia morrer” acabaremos rodeados de maternidades. Depois da saga do fado património imaterial a que se vai seguir a do canto alentejano que agora soe dizer-se  cante e que também que ser património imaterial só nos faltava esta patrimonialização dos sítios onde nascemos. Vai haver uma maternidade viva em cada esquina.

Pois…..

12 Abril, 2012

«Estamos a fazer a nossa parte sem apoio do Estado», Ricardo Salgado ao Diário Económico

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Despacho n.º 4802/2012. D.R. n.º 69, Série II de 2012-04-05

Ministério das Finanças – Gabinete da Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças

Autorização da garantia pessoal do Estado para cumprimento das obrigações de capital e juros no âmbito do empréstimo obrigacionista a emitir pelo Banco Espírito Santo, S. A.

Proposta de alteração ao imposto Cristas

12 Abril, 2012

Tenho uma ideia para melhorar o imposto Cristas. Este imposto visa, como é sabido, compensar os produtores pelas despesas com segurança alimentar. Um dos problemas do imposto Cristas é que esta compensação é paga apenas por alguns, aqueles que compram nas grandes superfícies. De entre os que compram nas grandes superfícies o imposto afecta da mesma forma quem compra um quilo de bife nacional, quem compra um quilo de bife argentino e quem compra um frigorífico alemão. Isto não é correcto, a menos que o fundo de segurança alimentar compense os agricultores argentinos e isente os bens não alimentares.

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Ora a minha ideia é simples e resolve todos estes problemas ao mesmo tempo: adicionar 1% ao IVA dos produtos alimentares produzidos em Portugal. Este IVA+1 seria pago em todas as superfícies comerciais, e não apenas nas maiores, não afectaria produtos estrangeiros (cujos produtores não seriam compensados)  nem produtos não alimentares. Os produtos ditos biológicos também ficariam isentos e os respectivos produtos não seriam compensados. Afinal quem compra os ditos biológicos não quer antibióticos na carne nem pesticidas nas batatas. O IVA+1  tem ainda a vantagem de se basear nos procedimentos do IVA acrescentando pouquissima burocracia.

Não é preciso fundo nenhum

11 Abril, 2012

«O Governo pretende criar o Fundo de Saúde e Segurança Alimentar Mais, com os objetivos de “compensar os produtores, no quadro da prevenção e erradicação das doenças dos animais e das plantas, bem como das infestações por parasitas”, além de “apoiar as explorações pecuárias” e “incentivar o desenvolvimento da qualidade dos produtos agrícolas“.»(*)

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Uma medida tipicamente socialista: desviar recursos, encarecer artificialmente os produtos alimentares e subsidiar um grupo profissional já de si com forte cultura parasitária .

Na verdade pretende-se justificar uns quantos postos de trabalho na administração pública que iriam regular, vigiar, inspeccionar, preencher formulários, dar pareceres, gerir processos, emitir selos de conformidade, proceder a cobranças e a transferências, dar aval, elaborar estatísticas e relatórios, organizar seminários de «boas práticas»…e subsidiar empresas e empresários ineficientes.

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«compensar os produtores, no quadro da prevenção e erradicação das doenças dos animais e das plantas». A prevenção e erradicação de doenças de animais e plantas é algo do interesse do produtor, por forma a não ter prejuízos na sua produção e obter bons produtos.. Não há que «compensar» nada. Só a ideia que está por detrás dessa expressão dava um tratado…..É custo a incluir no preço dos produtos Não é preciso fundo algum.

«apoiar as explorações pecuárias» – para quê e porquê? Deixem-nos trabalhar, as boas explorações serão rentáveis e não precisam de apoio e as más irão saudavelmente à falência. Não é preciso fundo nenhum.

«incentivar o desenvolvimento da qualidade dos produtos agrícolas» – o desenvolvimento da qualidade dos produtos agrícolas ou de qualquer outro sector de produção ou de actividade faz parte do normal decorrer de uma actividade empresarial. Não é preciso fundo nenhum.

Senhora ministra: reconheça (mais) esse passo em falso, e rasgue tal projecto.

Não há paciência…

11 Abril, 2012
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…diz alguém (eu) que nunca fumou cigarros na vida:

Fumar no carro com crianças vai ser proibido

Do riso

11 Abril, 2012

«”A Parque Escolar foi uma grande festa para o País”. É assim que a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, tendo provocado alguns risos durante a audição que decorreu ontem no Parlamento, avalia o programa de requalificação da rede de escolas pública, realizado pela empresa pública Parque Escolar.»

Maria de Lurdes Rodrigues terá ouvido estes risos? Eles são um dos sinais do fim do socratismo.  Muito provavelmente se   Maria de Lurdes Rodrigues tivesse feito estas declarações durante os governos Sócrates hoje estaríamos rodeados de comentários provando-nos que de facto era uma festa que se estavava a viver nas escolas, a utilidade do Tribunal de Contas seria questionada, estariam a decorrer pelo menos dois encontros com muitos arquitectos e sociólogos dando conta da dinâmica transversal introduzida por estas obras no quotidiano multicultural das escolas…enfim o costume. Tudo isto acabou um dia num comício em Évora cheio de homens de turbantes pois o discurso de negação da realidade em que o PS apostou rende durante algum tempo mas a médio prazo só funciona nas ditaduras. Nas democracias um dia o efeito desfaz-se. E nesse dia o pior dos inimigos de um político atravessa-se-lhe na frente. Esse inimigo é o riso. Um político pode sobreviver a muito. Mas dificilmente sobrevive à gargalhada que se ouve no momento em que a propaganda se desfaz. Lurdes Rodrigues pode fazer o quiser mas do ridículo de ontem ninguém a salva.

Em que escola andam os filhos dos técnicos da OCDE?

11 Abril, 2012

Provavelmente em nenhuma daquelas a que, como a OCDE recomenda, se aplica a contextualização dos resultados face ao ambiente socioeconómico dos estabelecimentos de ensino. Mascarar os maus resultados escolares com o enquadramento socio-económico da escola e dos alunos equivale  a transformar a escola num balcão de cerificados de  desgraçadinho para aqueles alunos cujas famílias não os conseguirem tirar do ghetto do enquadramento socio-económico.

O #pl118 da alimentação

10 Abril, 2012

A taxa Cristas sobre a alimentação visa pagar serviços de segurança alimentar prestados pelos agricultores (tipo vacinação dos animais).

Regular, taxar, sacar: um vício para o qual parece não haver cura

10 Abril, 2012

Depois de andar a desbaratar o dinheiro dos contribuintes a subsidiar os agricultores, agora vem criar um «novo imposto alimentar».

A receita é sempre a mesma, nada muda: contentar grupos e sacar a outros.

Inferno Fiscal

10 Abril, 2012

“Feitas as contas, o trabalhador recebe menos de metade do que a empresa gasta com ele. Absurdo!”
No Correio da Manhã

Fim das reformas antecipadas

10 Abril, 2012

Falei ontem na TVI. Mas aqui percebe-se melhor.

Os executados de que não se fala

10 Abril, 2012

Trois prisonniers exécutés à Gaza, dont un «traître»

Correlação ou como se foge das responsabilidades

8 Abril, 2012

«Mais 11 países, além de Portugal, reportam excesso de mortes de idosos. O excesso de mortalidade chegou a ser correlacionado com as dificuldades no acesso aos serviços de saúde, mas estudo atribui o fenómeno ao regresso da estirpe da gripe que afecta sobretudo os idosos» -Escreve o PÚBLICO na secção saúde. E com este auto-complacente «chegou a ser correlacionado» o PÚBLICO lava as suas mãos e aS de quem andou a propalar tais correlações. Por exemplo as mãos de Jerónimo de Sousa que sobre este assunto fez uma intervenção amalucada na AR a 8 de Março: PCP acusa Governo de ser responsável pela morte antecipada de idosos.Ou as mãos e o rosto de António José Seguro: PS acusa Governo “de provocar a morte de pessoas com idade avançada” Ou as mãos e o curriculum dos especialistas que o PÚBLICO ouviu para um artigo que no início de Março publicou na secção Portugal e a que deu o inequívoco título: “Especialistas em saúde pública associam excesso de mortalidade à crise económica.” Ler mais…

Mente-me que eu gosto

8 Abril, 2012

Os  portugueses queixam-se frequentemente mas estes são os tipos de coisas que os portugueses gostariam de ouvir:

– Em 2014 o governo vai repor os subsídios de Natal e de férias

– O governo vai dar apoios para fazer crescer a economia.

– O governo vai baixar o preço da gasolina

– Há 1000 milhões para apoiar as PME

– São só 2 aninhos e depois voltamos a gastar dinheiro.

Ora, quem gosta de ouvir estas coisas, quem tem uma elevada necessidade de satisfação imediata, vai ter muitas desilusões com a política.

Bons sinais

8 Abril, 2012

Uma boa semana para o governo. Primeiro anunciou que não vai aumentar os funcionários públicos em 15% em 2014. Faz sentido. Em 2014 as restrições orçamentais serão ainda maiores que em 2012. Seria muito mau sinal se o governo resolvesse aumentar a despesa subitamente. Parece que há alguém no governo imune à maluquice geral do país. E isso só pode ser bom.

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Em segundo lugar, o governo suspendeu as reformas antecipadas no sector privado. Para alem de ser uma abertura do governo à tão pedida repartição de sacrifícios, é mais um sinal de realismo. Não há dinheiro, não há benesses. O país que considera as reformas antecipadas um direito adquirido vai ter que se habituar à falta de dinheiro. O resto das nossas vidas será assim. E a medida foi tomada em total secretismo. Mais uma prova de que há gente a raciocinar dentro do governo.

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Em terceiro lugar, Passos Coelho repetiu o que já tinha dito. O governo coloca a hipótese de Portugal não regressar aos mercados em 2013. Foi novidade para vários jornalistas, talvez porque hoje em dia trabalhar num jornal já não garanta o acesso a notícias e muito menos a arquivos de notícias. Colocar a hipótese de que as coisas poderão correr mal no futuro é uma condição essencial para o bom governo. Realismo. Muito realismo, é o que se espera de um governo. Neste caso o realismo passa por perceber que erros de 40 anos não se corrigem em 3 e que a confiança dos mercados, perdida em 3 anos levará uma ou duas  décadas a ser recuperada.

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Em suma, aquilo a que chamam hoje austeridade será a norma dos próximos 30 anos. Não há por onde fugir, os problemas de endividamento, falta de confiança de credores e investidores combinam-se com os problemas de envelhecimento da população que começarão a emergir dentro de 10 a 20 anos. De uma economia assente no endividamento, no consumo e na confiança no crescimento ilimitado passámos irreversivelmente para uma economia da contenção e da gestão do património acumulado.  Más notícias para o partido da despesa pública que representa neste momento 90% do espectro político. Este partido vai entrar em erosão.

Mas havia bastidores?

8 Abril, 2012

Há vários dias que os jornais se enchem com investigações sobre os bastidores dos dias do pedido de ajuda externa. É fantástico o que então sabiam mas vá lá saber-se porquê não escreveram. Traçam agora o retrato cruel de um José Sócrates autista e surdo aos avisos de Teixeira dos Santos e de Luís Amado. É um PM quase louco o que se vê agora nestes textos. Falando de dados que só ele tinha e mais ninguém conhecia. Compare-se o que agora escrevem sobre Sócrates nesses dias e o que nesses dias escreveram. Não há um documento novo, uma revelação inesperada. Os bastidores desses dias eram então tão conhecidos quanto o são agora. Nada mudou. A não ser a perspectiva de quem escreve. Em Paris  ou onde quer que esteja  Sócrates terá percebido claramente que agora sim está a chegar a hora da luta pela sucessão.

??

8 Abril, 2012

Registadas 140 agressões contra professores

 

Ao cuidados dos tesourinhas

7 Abril, 2012

Fado Marialva

Casei com uma velha

Os candidatos a censores já estão de tesourinha na mão?

7 Abril, 2012

Viva O Poder Popular

Alerta

Zé Diogo

Classe Contra Classe

Povo Em Armas

Prova de um crime de homofobia

6 Abril, 2012

Pump Up
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And mi seh bless di woman a di earth!!!
And a mi nuh same high make up di blame high
Sizzla Kalonji di woman true mi name high, cho!
And mi seh step up inna frontli-iiine, phat sexy gal dem Kalonji grind
Step up inna frontli-iiine, fire fi di man dem weh go ride man behind
.
Chorus:
Di woman seh pump up har pum pum pump up har pum pum
She waan mi ram it up vroom!!!
Di woman seh pump up har pum pum pump up har pum pum
Shot battybwoy my big gun boom!!!
Pump up har pum pum pump up har pum pum
She waan mi ram it up vroom!!!
Di woman seh pump up har! pump up har! come pump up har! um!

[…]

Fantástico!!

6 Abril, 2012

Este artigo do JN sobre o concerto de um tal Sizzla que, dizem os jornais, é “conhecido pelas suas letras de cariz homofóbico”. O dito Sizzla deve estar espantado ( e agradecido) com a publicidade que lhe caiu em cima pois com tanto rapper a dizer tanto disparate só a ele lhe havia de caber este destino. Mas leia-se o artigo e percebe-se como à conta da protecção disto e daquilo se faz a apologia da censura tal e qual como na primeira metade do século passado:

I) «O concerto de Sizzla no Coliseu de Lisboa, quinta-feira à noite, foi acompanhado pela PSP. Um espetator foi detido por injúrias e levado à esquadra do Rossio. As autoridades admitem não ter recursos legais para cancelar a atuação do cantor jamaicano conhecido pelas suas letras de cariz homofóbico.» Mas será que as autoridades deveriam ter esses recursos legais? E tendo-os eles permitiriam proibir um concerto apenas pq alguém é conhecido pelo teor das letras das suas canções? Tipo o senhor em Madrid cantou isto logo aqui não faz espectáculos? Não é que nunca tenha acontecido mas geralmente até se deixava as criaturas actuar e depois é que se convidavam a sair do país. Censura preventiva é um pouco mais complicado mas pelos vistos tem adeptos.

II)  «”Compreendendo a situação muito desconfortável em causa e após analisar o programa, onde não estava o conteúdo das canções, o que fizemos foi tentar saber se havia alguma entidade pública que impedisse a discriminação sexual. Percebemos que para a discriminação de género existe uma entidade, mas para a discriminação sexual não há nenhuma”, adiantou, ao JN, a sub-inspetora geral do IGAC, Paula Hipólito» Já se percebeu que a criação dessa entidade não vai demorar. Quanto à apresentação das letras das canções antes dos espectáculos é uma ideia fantástica porque certamente revolucionará o nosso panorama artístico pois certamente que se aplicará a todos os artistas. Assim deixaremos de ouvir boa parte do repertório do fado porque certamente que as entidades públicas encarregues de combater o machismo, o alcoolismo, a droga, a prostituição, a promiscuidade… farão uma lista das letras que incentivam a esses comportamentos. Temos também as ditas canções de intervenção no index porque apelam à violência social, ao ódio contra os empresários quando não ao extermínio de certos grupos. Enfim vai  haver listas de canções proibidas para todos os gostos. Do Tudo isto é fado  à Lucy in the Sky with Diamond sem esquecer a Chavela Vargas e a Janis Joplin   irão todos fazer companhia no index à homofobia do Sizzla. Ler mais…

“A importância dos «comentadores»”*

6 Abril, 2012
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“Pelo episódio (“faits divers”) que assistimos nestes últimos dias, envolvendo um famoso comentador televisivo e o PS, poderíamos dizer que essa importância será proporcional ao estado de desnorte de quem a dá! Com efeito, parece-me inusitado que o líder do PS e o Chefe do respetivo Grupo Parlamentar, tenham feito dos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa um autêntico caso. (…)”

Texto Completo: aqui.

* Grande Porto, 5.4.12