Pois….

Sócrates acha que «A crise orçamental de 2002, que voltou em 2005, está ultrapassada e os factores que a motivaram estão também resolvidos com as mudanças estruturais feitas no país».

Mas quais «mudanças estruturais»? Pois se a despesa pública continuou sempre a aumentar, e o deficit foi reduzido apenas com base no aumento de receitas, de acordo com os dados do INE:

Despesa pública total:
2006: 71.662 milhões de euros;
2007: 74.538 milhões de euros;
Aumento de 3,8%;

Receita pública:
2006: 65.601 milhões de euros;
2007: 70.213 milhões de euros;
Aumento de 6,5%

33 Comentários

  1. Anónimo
    Posted 27 Março, 2008 at 13:37 | Permalink

    Onde está o erro?

  2. Meme
    Posted 27 Março, 2008 at 13:39 | Permalink

    70.213 milhões de euros!!!!

    é metade da riqueza produzida anualment em Portugal… sugada pelo Estado, para quê?

  3. Anónimo
    Posted 27 Março, 2008 at 13:41 | Permalink

    Com a verdade me enganas,pá!
    Corrige lá o erro
    Nao estou aqui para ensinar

  4. lica
    Posted 27 Março, 2008 at 14:06 | Permalink

  5. Posted 27 Março, 2008 at 14:08 | Permalink

    Não esquecer: para a contabilização das despesas não contaram as progressões nas carreiras, congeladas a bem do “fim” défice. Isto é, artificialmente, a despesa não aumentou (ainda) mais. Voltará a ter um impulso quando as progressões nas carreiras voltarem à normalidade.

  6. Posted 27 Março, 2008 at 14:50 | Permalink

    Agora o verdadeiro exercício: pegando na subida consistente da despesa e uma previsível estagnação da receita, o que temos?

    Volta Guterres! Estás perdoado!

  7. JP Ribeiro
    Posted 27 Março, 2008 at 15:20 | Permalink

    E aqui está bem explícita a maior vigarice que querem que os portugueses engulam: o controlo da despesa publica. A despesa pública AUMENTOU dois mil novecentos e dezasseis mlhões de euros (quinhentos e oitenta e tês milhões de contos) SÓ NUM ANO.

    Grande controle da despesa.

    Os impostos AUMENTARAM por sua vez oito mil novecentos e trinta e sete milhões de euros (mil setecentos e oitenta e sete milhões de euros) num só ano.

    Grande controlo do déficit. E grandes camelos que nós somos. Bem merecemos este governo e os governos que o precederam.

  8. JP Ribeiro
    Posted 27 Março, 2008 at 15:22 | Permalink

    mil setecentos e oitenta e sete milhões de … CONTOS claro e não euros

  9. campeão
    Posted 27 Março, 2008 at 15:34 | Permalink

    Infelismente os portugueses gostam de ser enganados pelos aldrabões que nos têm governado . Mas como é evidente os numeros não enganam e o tempo se encarregará de chamar os “bois” ou”boys” pelos nomes; Só que aí será tarde e quem se lixará será como sempre o mexilhão e não somente todos aqueles que apoiam estes governos incompetentes e mentirosos que temos tido.

  10. balde-de-cal
    Posted 27 Março, 2008 at 15:45 | Permalink

    o monstro devora os contribuintes. começou a campanha eleioral com promessas para o ano de 5009

  11. ROLF
    Posted 27 Março, 2008 at 16:08 | Permalink

    Diz RV,

    “…Voltará a ter um impulso quando as progressões nas carreiras voltarem à normalidade.”

    Não me diga que já lhe assopraram ao ouvido essa dica. Vamos voltar a ter os srs. profs. a serem “progredidos” AUTOMÁTICAMENTE , ao fim de 3 anos???? Sejam bons ou maus? Assiduos ou relapsos???? Não acredito…

  12. tina
    Posted 27 Março, 2008 at 16:16 | Permalink

    “A despesa pública AUMENTOU dois mil novecentos e dezasseis mlhões de euros (quinhentos e oitenta e tês milhões de contos) SÓ NUM ANO. ”

    Errado. Tendo em conta a inflação de 2,7% (Insurgente), a despesa pública aumentou muito menos, cerca de 1%. O Gabriel deveria ter dados estes valores a preços constantes.

  13. tina
    Posted 27 Março, 2008 at 16:18 | Permalink

    “70.213 milhões de euros!!!!

    é metade da riqueza produzida anualment em Portugal… sugada pelo Estado, para quê?”

    O que eu me lembro de ler uma vez é que 60% dos impostos colectados era para pagar salários do funcionalismo público.

  14. tina
    Posted 27 Março, 2008 at 16:23 | Permalink

    De toda a maneira, não parece restar dúvidas que se deve tudo ao aumento de receitas (que percentagem destas será impostos?) e nada a reformas estruturais.

  15. jose manuel santos ferreira
    Posted 27 Março, 2008 at 16:26 | Permalink

    Bom
    De momento é capaz de não ser muito conveniente voltar á escola para reaprender a fazer contas, mas ….

    Ó Gabriel ???
    Tens a certeza ???
    Vê lá depois das abébias que te deram

  16. honni soit qui mal y pense
    Posted 27 Março, 2008 at 16:28 | Permalink

    Por formação juridica , e por isso mesmo, sempre tive grande admiração pela ciência exacta da matemática .
    Afinal ao invés, e no Direito, parecia que a aplicação da Lei, da Doutrina , da Jurisprudência, já nem digo do Costume , podia e pode ser interpretada conforme cada um a ache que deve entender.Pareceres a metro e coisas assim .Mas é compreensível e justificável para o Direito, hélas .
    Mas os numeros pareciam ter uma certeza inabalável neste nosso Mundo de incertezas.Eram irrefutáveis, e não sujeitos a fraude.
    Aqui há uns anitos atrás a ciência exacta dos numeros caiu finalmente no descredito . Enrom e Arthur etc e tal.
    Contas a metro .Á medida .
    Hoje quem acredita em numeros vomitados por empresas , governos , organizações internacionais , sei lá quem mais , ou quer ser enganado ou é parte da mentira .

    para mim a unica frase verdadeira quanto á ciência da contabilidade pública ( e privada ) é :

    ” cada contabilista um mentiroso ”

    o que se devia contabilizar no deve e haver , é agora ” meras operações elaboradas de encobrimento em folhas de Balanço”

    nem TOC`s nem ROC`s nos podem salvar …

  17. Posted 27 Março, 2008 at 16:55 | Permalink

    «Não me diga que já lhe assopraram ao ouvido essa dica. Vamos voltar a ter os srs. profs. a serem “progredidos” AUTOMÁTICAMENTE , ao fim de 3 anos???? Sejam bons ou maus? Assiduos ou relapsos???? Não acredito…»

    Caro ROLF, *todos* os funcionários públicos têm actualmente a progressão na carreira suspensa. Pretende que não sabia?

  18. rb
    Posted 27 Março, 2008 at 17:12 | Permalink

    Gabriel,

    O aumento da despesa pública não tem de ser aferido em função do PIB?
    No Público, numa caixa que assinala a redução histórica do défice para o valor mais baixo dos últimos 30 anos, diz que a despesa também deu o seu contributo com uma diminuição do seu peso no PIB de 0,5%.
    Deixem-se de tretas e dêem mas é os parabéns ao nosso PM, está bem.

  19. NMCAF
    Posted 27 Março, 2008 at 17:20 | Permalink

    Este blog devia deixar de se chamar “Blasfémias” e mudar para “Postas de Pescada”, está mais de acordo com a qualidade geral dos posts.

  20. Gabriel Silva
    Posted 27 Março, 2008 at 17:23 | Permalink

    Rb,

    Se aumentar a despesa e também aumentar a receita, se esta for maior, o peso da despesa desce percentualmente no todo. É o que dizem os números oficiais.
    Mas é o contrário de qualquer «reforma estrutural».

  21. Posted 27 Março, 2008 at 17:42 | Permalink

    Ainda que por momentos venha alguém tentar explicar o que são preços constantes e preços correntes, fazendo o correcto ajuste da despesa com a taxa de inflação, isso de nada serve contra a enxurrada de desinformação dos outros comentários.

    mais à frente: ” cada contabilista um mentiroso” sem comentários, porque é óbvio que desconhece do que trata a profissão. Mas eu percebo o atalho mental que usou, recusa-se a compreender o carácter subjectivo das contas com um “o que é, é.. e o que não é, não é.” e esquece-se que existe uma “coisa” chamada valorimetria e que a “contabilidade histórica” é passado, já não serve nem se aplica. Os números hoje, têm de exprimir tanto quanto possível o presente e o futuro e como de certo compreenderá, a expectativa no futuro é subjectiva.

    “O custo é uma realidade, o lucro é uma opinião”

    Daqui não fugimos, mas se não podemos confiar nos números dos contabilistas, Estados, organizações (esses mentirosões!).. então confiamos em quais?! Nos seus?!

  22. Posted 27 Março, 2008 at 17:43 | Permalink

    «Deixem-se de tretas e dêem mas é os parabéns ao nosso PM, está bem.»

    Porquê? Por ter o défice baixado graças ao aumento de vários impostos, ao fechado de vários serviços e não haver actualizações salariais na FP há 3 anos?

  23. Espada
    Posted 27 Março, 2008 at 18:19 | Permalink

    Este governo está a encobrir o défice com impostos e esquece-se de dizer que impostos assim altos não podem durar muito tempo. Quando baixarem, o défice sobe, ou então não baixam e estoura-se com a economia, baixando quando já for tarde demais e outro governo estiver à porta. Esta é a diferença entre governar para a estatística de hoje ou para o Portugal de amanhã, e os olhos estão postos no Largo do Rato, em mais lado nenhum.

  24. Luis Moreira
    Posted 27 Março, 2008 at 19:28 | Permalink

    Akula

    O deficit calcula-se á volta de uma mesa! Tal como o lucro na maior parte das empresas!

  25. lucklucky
    Posted 27 Março, 2008 at 19:55 | Permalink

    As reformas estruturais foram o aumento de impostos e o estancamento do descontrolo do tempo Guterrista, agora temos um despiste controlado contra uma parede mas não impedirá que batemos… Mas não há nenhum partido que escapa. Da extrema esquerda á extrema direita são todos social-estatistas.

  26. Joaquim Amado Lopes
    Posted 27 Março, 2008 at 21:19 | Permalink

    Procurei a fonte dos dados apresentados mas não encontrei. Alguém pode postar o link?
    Obrigado.

  27. honni soit qui mal y pense
    Posted 27 Março, 2008 at 21:57 | Permalink

    Akula !!!

    Mas conheço!!! Modestamente, lhe afianço.
    Todos os anos vejo como se faz o Balanço e Demonstração de Resultados … é o que se quer .Á medida.
    “Não cabimente essa despesa este ano senão tamos lixados no saldo da conta de gerência, ponha da conta tal a tal para disfarçar e etc e tal .”E ARRANJE-SE UMA AUDITORIA PARA TUDO CONFIRMAR .
    Orçamentos ???? Inflacionem a receita, para manter um nível de despesa que não podem ( ou querem ) diminuir.
    Muda a administração , o anterior director financeiro era um aldrabão.Sanção ??? Prateleira .É que sabe de mais o cabrão.
    Ainda está para nascer o “contabilista” em quem possamos acreditar.Mas se é tudo expectativas ?
    Valometria ???? sabemos lá o que é isso .Palavras para enganar tolos .Invoque-se uns palavrões que eles agacham-se logo .

    inter pares. capelinhas. á medida.

    é tudo subjectivo … até o subprime … brigadinho … não fossem os united acountable of this fucking earth estavamos bem pior …

    caracter subjectivo das contas … mmmm …. então podemos exprimir o presente em que somos pobres, e ter uma expectativa do futuro em que somos ricos … expectativas esses seus numeros … é como trabalha este Governo

    muito exacto .

    veja lá , se não o chamam para a auditoria de expectativas !!!!

    passar bem

  28. honni soit qui mal y pense
    Posted 27 Março, 2008 at 21:58 | Permalink

    again

    “cada contabilista um mentiroso”

  29. Gabriel Silva
    Posted 28 Março, 2008 at 00:03 | Permalink

    Joaquim Amado Lopes,

    os dados do INE, referentes a 2007.
    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=11026649&DESTAQUESmodo=2

    os dados do INE, referentes a 2006:
    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=6074440&DESTAQUESmodo=2

  30. Anónimo
    Posted 28 Março, 2008 at 11:20 | Permalink

    comentário 14
    sugere o quê? que os funcionários públicos deviam trabalhar de graça? ou que deviam ser desnacionalizados?

  31. Anónimo
    Posted 28 Março, 2008 at 11:24 | Permalink

    comentário 24
    … e, depois, é tudo uma questão de credibilidade do cálculo.

  32. Posted 28 Março, 2008 at 11:33 | Permalink

    Se tem essa opinião geral de todos os contabilistas, então tem.
    Não posso fazer nada, nem tenho algum interesse em convencê-lo do contrário. Embora goste desse tipo de filosofia: um contabilista é desonesto – então são todos. Um professor é honesto – então são todos.

    Passar bem então.

  33. honni soit qui mal y pense
    Posted 28 Março, 2008 at 16:01 | Permalink

    A ciência dos numeros é que é ora vista como pouco exacta , e sujeita a resultados á medida conforme pede o sponsor.
    Acaso os critérios fossem uniformes , irrefutáveis e a prova de manobralidades pelos balanços, os profissionais do oficio estavam sem mácula perante nós todos .
    Mesmo assim há quem por aí discuta os dados fornecidos como verdades absolutas…mas de facto passado um tempinho acabam por não se entender com os mesmos .Afinal a coisa não é lá muito sólida ou é ?
    Agora assim ? Vamos acreditar em quem ? Quando convem vomitam que é no Eurostat que devemos acreditar.Vamos mais para cima então como nestas coisas parece que o mérito é aferido pela altitude da instituição.
    Deus ?


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  1. Por Confusão estrutural (II) « O Insurgente em 27 Março, 2008 às 15:01

    [...] como: Comentário, Economia, Portugal — Miguel @ 3:01 pm Os números apresentados pelo Gabriel não deixam margem para dúvidas acerca das “reformas estruturais” que permitiram a [...]

  2. [...] contas estão aqui: Despesa pública total: 2006: 71.662 milhões de euros; 2007: 74.538 milhões de euros; Aumento de [...]

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