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O Maluquinho dos Arredondamentos
Publicado por jcd em 3 Abril, 2008
O responsável pelos aumentos dos preços nos parques de estacionamento e pelos aumentos dos spreads bancários para novos clientes prepara-se agora para aumentar os preços das chamadas telefónicas. Cada tiro, cada melro.
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38 Respostas para “O Maluquinho dos Arredondamentos”
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3 Abril, 2008 às 9:18 am
Este de vez em quanto dá sinal de vida . Uma medida por ano.
3 Abril, 2008 às 9:52 am
Tirando a parte de terem baixado de preço
3 Abril, 2008 às 9:57 am
Ó Rosa arredonda a saia…
3 Abril, 2008 às 10:18 am
E dancem…
http://nacionalistas.wordpress.com/
3 Abril, 2008 às 10:31 am
Totalmente de acordo com a posição da Deco:
Para a Deco - Associação de Defesa para a Defesa dos Consumidores - a nova legislação é positiva e corresponde a “uma reivindicação antiga para as tarifas serem cobradas ao segundo”. Paula Fonseca, jurista da Deco, considera que a medida beneficia os consumidores e que as operadoras devem ser fiscalizadas no sentido de não aumentarem preços.
Uma coisa é a lei que se impõe aos operadores (que até é imposta pelas regras comunitárias); outra o modo atabalhoado e incompetente como é implementada.
O modo de implementação não torna a medida errada.
O cliente só deve pagar aquilo que consome. A ameaça que as operadoras irão retaliar subindo o preço, não cola. Com a concorrência cada vez maior que vai existindo nesta área, não é crível que os valores aumentem por retaliação. Se aumentarem pelas regras de mercado, tudo ok, é o que está correcto.
3 Abril, 2008 às 10:39 am
««O cliente só deve pagar aquilo que consome.»»
Quer isso dizer que as operadoras devem cobrar pelo facto de um dado telemóvel ter sinal e estar ligado à rede?
«« A ameaça que as operadoras irão retaliar subindo o preço, não cola. Com a concorrência cada vez maior que vai existindo nesta área, não é crível que os valores aumentem por retaliação.»»
Ou seja, se os preços estiverem a descer por causa da concorrência e esta medida não os fizer aumentar, o cliente não perde nada?
3 Abril, 2008 às 10:44 am
As regras do mercado é que vão aumentar o preço das chamadas.
Se as operadoras já em concorrencia, algumas vezes desenfreada pelo sitema antigo de cobrança minuto chegaram ao valor a que chegaram, para poder obter lucros, da mesma forma vão chegar a um valor/segundo que lhes dê exactamente a mesma receita ou ainda mais de forma a que o consumidor do produto ainda tenha de pagar os investimentos e custos desta medida.
3 Abril, 2008 às 11:24 am
Actualmente quem fizer uma chamada de 30 segundos paga em média 25 centimos. A partir de agora vai passar a pagar apenas 15. Isso é muito bom.
3 Abril, 2008 às 11:36 am
««Actualmente quem fizer uma chamada de 30 segundos paga em média 25 centimos. A partir de agora vai passar a pagar apenas 15. Isso é muito bom.»»
Como chegou à conclusão que vai passar a pagar apenas 15? O que é que impede as empresas de subir os preços de forma a que se contonue a pagar mais ou menos o mesmo? Se 25 é o preço de equilíbrio do mercado, o que é que impede que esse equilíbrio se restabeleça nos 25?
3 Abril, 2008 às 11:57 am
A ver vamos, caro João Miranda. A questão é que quem faz uma chamada de 30 segundos paga o mesmo se a fizer com o dobro do tempo.
Chamadas superiores a 1 minuto vão ficar mais caras. Mas as inferiores vão ficar mais baratas. Parece-me correcto que assim seja. Se não for como digo cá estarei com a corda ao pescoço
3 Abril, 2008 às 12:06 pm
Para o JM, tudo o que seja feito contra as empresas a favor dos consumidores é errado. E não há discussão possível.
3 Abril, 2008 às 12:11 pm
“Para o JM, tudo o que seja feito contra as empresas a favor dos consumidores é errado. E não há discussão possível.”
O post é do JCD e a ideia é ao contrário: isto resulta contra os consumidores. Apesar da intenção.
3 Abril, 2008 às 12:26 pm
Tem razão, o post é do jcd, mas eu estava-me a referir aos comentários do tal JM, que posso também comentar.
Então a intenção é boa (descida de preços, da iniciativa do legislador), mas a implementação é má (subida de preços, da responsabilidade dos operadores) certo? De quem é a culpa?
3 Abril, 2008 às 12:46 pm
««Para o JM, tudo o que seja feito contra as empresas a favor dos consumidores é errado. E não há discussão possível.»»
Quais são os seus argumentos? Eu já apresentei os meus. O preço de equilíbrio não muda só porque se proibem determinadas tarifas.
3 Abril, 2008 às 12:49 pm
Meu caro.
Se o fim dos arredondamentos* fossem um mal, o arredondamento à casa dos milhares resolveria todos os problemas do mundo.
As chamadas, os parques e os juros seriam à borla.
—-
Nota:
* Sempre para cima.
—-
3 Abril, 2008 às 12:59 pm
“De quem é a culpa?”
De quem julga que pode alterar os preços de equilíbrio através de uma lei. Tal e qual como escreve o João Miranda.
3 Abril, 2008 às 1:00 pm
Os fala-barato deviam pagar menos.
3 Abril, 2008 às 1:13 pm
««Para o JM, tudo o que seja feito contra as empresas a favor dos consumidores é errado. E não há discussão possível.»»
Isso é verdade. Para o JM, tudo que tenda a beneficiar os utentes, sem mesmo prejuízo para empresas, basta a causar-lhe logo dor de fígado e de dentes.
3 Abril, 2008 às 1:44 pm
E agora o Benfica anda a tentar, com o presidente da liga, tribunais e procuradoras, além do governo, a tentar ver se arredonda 17 a 20 pontos aos que já conta empenaltis e livres arrancados pelos árbitros temerosos da opinião pública e dos media, que por tradição como se sabe são pra cima de dois terços benfiquistas. E ora isso é intolerável, por injusto. A lembrar quando a inquisição também era poderosa e atemorizava até as pobres inocentes bruxas. Ou quando o Busha teve a maioria para invadir e fazer o que quis, desgraças, por aquele Afeganistão e Iraque, além do Kosovo. Ou quando Hitler, também votado em maioria, fez o que quis enquanto teve espaço de manobra. E mesmo Sócrates, no seu engenho e maioria.
3 Abril, 2008 às 1:51 pm
JM considere isto como uma questão de “fé” ehehe. Se eu afirmei o que afirmei foi por acreditar piamente (com um fervor idêntico aos dos que acham que não existe aquecimento global com causas humanas e que tudo não passa duma imensa cabala a nível planetário) em que qualquer que seja o argumento, não o aceitará nunca se não se enquadrar na sua mundovisão.
Não percebo porque se fala em preço de equilíbrio, dado que a iniciativa procura apenas estender ao primeiro minuto aquilo que já é feito para os subsequentes minutos de conversação. Se o preço de equilíbrio é de X cêntimos por minuto, basta dividir por 60 (e arredondar para cima/baixo ou truncar conforme o gosto) e está o assunto resolvido.
Gostaria sim que me explicassem qual a razão para manter o primeiro minuto a ser taxado num bloco, dado que do ponto de vista técnico não existe qualquer justificação. Aliás, a própria taxação por tempo deveria ser discutida, dado que o pressuposto que a justificou (limitações técnicas que implicavam uma efectiva ocupação de recursos ao nível dos comutadores das centrais telefónicas, para estabelecimento de um circuito real entre os extremos da ligação) há muito que deixou de existir, a partir do momento em que se digitalizaram essas centrais.
3 Abril, 2008 às 1:52 pm
Aos “defensores dos consumidores” aí em cima:
- a diminuição no período dos parques ajudou o consumidor?
- o arredondamento dos spreads ajudou o consumidor?
Acreditar que obrigar à taxação ao segundo vai ser feita sem acerto dos preços é achar que o mercado funciona por decreto. Acham mesmo que as empresas de comunicações vão passar a ganhar menos dinheiro?
Eu preferia quando os parques eram pagos à hora. Não pagava €1,30 por hora.
3 Abril, 2008 às 1:58 pm
Rxc, a lógica para taxar o primeiro minuto em bloco podemos discuti-la. Como qualquer empresa o pode fazer, e qualquer empresa pode taxar o primeiro minuto ao segundo. Algumas até decidem vender pacotes de minutos (vão passar a ser proibidos?), ou pacotes de empresa. Cada uma achou que o seu método era o que maximizava o seu lucro em função da procura. Se houver uma lei nova, essa maximização vai-se fazer novamente, mas vamos mexer no equilíbrio do mercado, diminuindo a sua eficiência. Acreditar no contrário é negar a teoria económica (e os casos prácticos - como os parques de estacionamento).
Aparte da parte económica, a perda de liberdade de escolha para o consumidor é um problema em si mesmo.
3 Abril, 2008 às 1:59 pm
««Não percebo porque se fala em preço de equilíbrio, dado que a iniciativa procura apenas estender ao primeiro minuto aquilo que já é feito para os subsequentes minutos de conversação. Se o preço de equilíbrio é de X cêntimos por minuto, basta dividir por 60 (e arredondar para cima/baixo ou truncar conforme o gosto) e está o assunto resolvido.»»
Estou a ver que considera que o preço de equilíbrio é igual para todos os segundos de uma duração telefónica. Como é evidente, o preço de equilíbrio para os primeiros segundos é maior.
3 Abril, 2008 às 2:00 pm
««Gostaria sim que me explicassem qual a razão para manter o primeiro minuto a ser taxado num bloco, »»
Porque essa é a modalidade de pagamento que resulta do equilíbrio de mercado.
3 Abril, 2008 às 2:02 pm
-São dez a 50! A 5 cada uma, só 5 ò vizinho!!
-Arranje-me lá aí duas sáchabore.
-Oráquiestão. São binte.
-Binte? Mas não eram a cinco cada?
-São. mas é se lebar dez ò amigo. Só duas é a dez cada.
3 Abril, 2008 às 2:38 pm
Já me esquecia, o mercado resolve tudo…desculpem lá o incómodo.
3 Abril, 2008 às 2:51 pm
Rxc, desculpe ter-me esquecido que os decretos resolvem sempre tudo. Se diz no papel que vai ser justo e bom, é porque vai mesmo ser.
3 Abril, 2008 às 2:54 pm
E do que eu disse não pode depreender que o mercado resolve tudo. O que eu disse é que o mercado tem um funcionamento, e que quem faz decretos ignorando esse funcionamento não vai conseguir atingir os seus objectivos.
E.g.: obrigar a taxação ao segundo não vai fazer com que os clientes paguem menos (visto ignorar que as empresas vão querer alterar os tarifários)
3 Abril, 2008 às 3:31 pm
“Gostaria sim que me explicassem qual a razão para manter o primeiro minuto a ser taxado num bloco, dado que do ponto de vista técnico não existe qualquer justificação.
Aliás, a própria taxação por tempo deveria ser discutida, dado que o pressuposto que a justificou (limitações técnicas que implicavam uma efectiva ocupação de recursos ao nível dos comutadores das centrais telefónicas, para estabelecimento de um circuito real entre os extremos da ligação) há muito que deixou de existir, a partir do momento em que se digitalizaram essas centrais.”
A “digitalização das centrais”* não aumentou a largura de banda nem eliminou os recursos necessários para fazer uma chamada. Cada célula (antena) tem uma capacidade limitada de utilizadores em qualquer instante de tempo. Com ou sem “digitalização”, que tanto quanto sei começou em Portugal com a Telecel.
(*) admitindo que quer com isto dizer modernização da rede. Caso contrário não percebo o que quer dizer.
3 Abril, 2008 às 3:56 pm
Desculpe JM, mas neste caso não tem razão.
O modo como as operadoras fazem os cálculos e nos apresentam a factura a pagar, não é de menor importância.
Pelo seu ponto de vista, nem precisariam de detalhar a factura. Limitavam-se a apresentar o TOTAL, já que qualquer reclamação vencedora do cliente a respeito do detalhe seria respondida pela subida noutro item para manter o TOTAL.
Gostaria de saber como reagiria o JM ao frequentar um restaurante, e ter na factura de despesa, incluído o Ar Condicionado, a Decoração da Sala e o Bom ambiente. Com certeza nem reclamava, pois o restaurante retirava essas parcelas mas subiria as outras para obter o mesmo TOTAL. Verdade ?… Talvez, mas não acredito que ficasse calado.
Dum facto tenho a certeza. Nunca pagarei uma chamada de 5 segundos ao preço actual de 60 segundos. E se isso acontecer, esses operadores serão afastados pela concorrência.
Por último, não somos diferentes dos restantes países europeus onde a medida já vigora e onde os preços são mais baixos que os nossos. Iremos inevitavelmente atrás deles.
3 Abril, 2008 às 4:11 pm
««O cliente só deve pagar aquilo que consome.»»
Quer isso dizer que as operadoras devem cobrar pelo facto de um dado telemóvel ter sinal e estar ligado à rede?
Ter sinal e estar ligado à rede, é uma condição para o operador poder vender o seu produto. Pelas mesmas razões se deixou de pagar o aluguer dos contadores e as garantias foram devolvidas. Quando digo que o cliente deve pagar o que consome, refiro-me ao consumo de tráfego.
«« A ameaça que as operadoras irão retaliar subindo o preço, não cola. Com a concorrência cada vez maior que vai existindo nesta área, não é crível que os valores aumentem por retaliação.»»
Ou seja, se os preços estiverem a descer por causa da concorrência e esta medida não os fizer aumentar, o cliente não perde nada?
Basta saber um pouco de matemática e partindo das suas permissas, para reconhecer que o cliente não perde, mas ganha. Os preços ficam mais baratos.
3 Abril, 2008 às 4:18 pm
Porque não arredontamentos ao centésimo ou milionésimo de segundo? Partindo do principio que a informação digital viaja à velocidade da Luz parece-me um abuso querer impor arredondamentos ao segundo…
3 Abril, 2008 às 4:18 pm
««Ter sinal e estar ligado à rede, é uma condição para o operador poder vender o seu produto.»»
Nope. A única condição para o operador vender o seu produto é a rede existir. O operador pode, se o desejar, cobrar pelo acesso à rede. É o que faz com a cobrança de assinaturas. É o que se faz com a utilização de preços variáveis.
«« Pelas mesmas razões se deixou de pagar o aluguer dos contadores e as garantias foram devolvidas. »»
Curioso. Continuo a pagar assinatura da PT.
««Quando digo que o cliente deve pagar o que consome, refiro-me ao consumo de tráfego.»»
Eu sei que se refere. Mas isso não é a única coisa que o cliente consome.
««Basta saber um pouco de matemática e partindo das suas permissas, para reconhecer que o cliente não perde, mas ganha. Os preços ficam mais baratos.»»
Como é que chegou a essa conclusão? Acha que as operadoras vão manter os preços actuais?
3 Abril, 2008 às 5:20 pm
««Ter sinal e estar ligado à rede, é uma condição para o operador poder vender o seu produto.»»
Nope. A única condição para o operador vender o seu produto é a rede existir.
Nope… A condição para o operador vender o seu produto é torná-lo mais atractivo que o da concorrência. A ligação à rede faz parte desse condicionalismo. Assim como os Supermercados ao levarem as compras de borla a casa dos clientes.
Assim como o Restaurante deverá ter mesas, cadeiras, ar condicionado, letreiros da proibição de fumo, etc etc, de modo que eu o escolha entre toda a oferta. O Restaurante cobrará na factura da refeição, esses equipamentos e outros gastos. As operadoras de telecomunicações também já fazem o mesmo quando cobram a exorbitância conhecida pelo impulso telefónico.
Curioso. Continuo a pagar assinatura da PT.
Paga porque quer!
Eu já não pago.
Como é que chegou a essa conclusão? Acha que as operadoras vão manter os preços actuais?
Limitei-me factualmente e matematicamente à sua pergunta e a resposta não podia ser outra.
Se me pergunta a minha opinião sobre os preços actuais, (e porque estou por dentro), sempre lhe digo que irão baixar.
3 Abril, 2008 às 5:26 pm
««Se me pergunta a minha opinião sobre os preços actuais, (e porque estou por dentro), sempre lhe digo que irão baixar.»»
Vai ter que me explicar como é que uma alteração do tarifário como esta faz os preços baixar.
3 Abril, 2008 às 6:58 pm
o JM mt gosta de ser comido! k mentalidade tão…já parece os verde-eufemios!
4 Abril, 2008 às 10:01 am
[...] a intervir no cálculo dos juros praticados no mercado, agindo de forma geral como “maluquinhos dos arredondamentos“, só me lembro [...]
4 Abril, 2008 às 4:01 pm
Sonor…
maiorias por maiorias falemos então de mais algumas..
adeptos= seis milhoes
cuba= + de 90% a +45 anos
putin(KGB)= assegurada
china= que grande maioria
coreia= 110% ad eternum
fcp=maioria investigaçoes
outros clubes= maioria santos
urss=tb tentou ser no afeganistao
angola=cubanos quiseram ser
mugabe=sempre foi e será
an so on……..